Nos últimos dias, o mundo assistiu a um marco silencioso, porém profundamente grave: expirou o New START, o último tratado de controle de armas nucleares entre Estados Unidos e Rússia. Com ele, desaparece o último mecanismo jurídico que limitava o número de ogivas estratégicas das duas maiores potências nucleares do planeta. Não se trata de um detalhe técnico da diplomacia internacional, mas de uma mudança estrutural no equilíbrio global.
O tratado, assinado em 2010, impunha limites claros aos arsenais nucleares e previa mecanismos de verificação mútua. Mesmo em meio a tensões políticas, ele funcionava como um freio mínimo contra uma escalada descontrolada. Agora, esse freio não existe mais. Ambos os países declararam não estar mais juridicamente vinculados a limites quantitativos ou inspeções recíprocas.
Autoridades da Organização das Nações Unidas alertaram que o momento é “grave” para a segurança internacional. O fim do acordo ocorre em um contexto de guerras regionais ativas, instabilidade econômica, polarização política e deterioração da confiança entre nações. Em termos práticos, o mundo entra em uma fase em que o poder destrutivo máximo volta a depender apenas de decisões políticas internas, sem amarras internacionais.
Do ponto de vista histórico, períodos de corrida armamentista sempre antecederam crises globais profundas. A diferença, agora, é a escala. Nunca antes a humanidade teve capacidade de destruição tão concentrada e, ao mesmo tempo, tão pouco regulada. O cenário não é de guerra declarada, mas de ameaça latente, permanente, pairando sobre todas as nações.
A lente profética: quando a paz se torna ilusória
A Bíblia descreve que, nos últimos dias, o mundo viveria uma falsa sensação de estabilidade, rompida de forma repentina:
“Quando disserem: Paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição.”
📖 1 Tessalonicenses 5:3
O fim do tratado nuclear se encaixa nesse padrão. Não há anúncio de guerra global, mas há a retirada silenciosa dos instrumentos que a impediam. A Escritura não afirma que o fim viria apenas por conflitos religiosos ou morais, mas também por guerras, rumores de guerras e o medo crescente entre as nações:
“E haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; e na terra angústia das nações, em perplexidade…”
📖 Lucas 21:25
A angústia não nasce apenas do conflito em si, mas da percepção de que não há mais controle. A humanidade constrói mecanismos de segurança, mas chega um momento em que eles falham. A profecia aponta exatamente para esse colapso progressivo da confiança humana em suas próprias estruturas.
O livro de Apocalipse descreve um mundo em que o poder político e militar se concentra, enquanto a população vive sob medo e instabilidade. O fim do New START não cria esse cenário sozinho, mas remove uma das últimas barreiras que o continham. É mais um passo em direção a um sistema internacional baseado não em cooperação duradoura, mas em força, dissuasão e ameaça.
Não para causar pânico, mas discernimento
A profecia bíblica não é um convite ao medo, mas ao discernimento espiritual. Jesus advertiu Seus seguidores para não se deixarem paralisar pelo terror dos acontecimentos, mas para vigiar:
“Quando começarem a acontecer estas coisas, olhai para cima e levantai a vossa cabeça, porque a vossa redenção está próxima.”
📖 Lucas 21:28
O fim do tratado nuclear entre EUA e Rússia não é, isoladamente, o cumprimento final de uma profecia. Mas é um sinal claro de que o mundo caminha para um ponto de ruptura, onde as soluções humanas se mostram cada vez mais frágeis. A Bíblia descreve esse processo como inevitável em uma história marcada pelo afastamento de Deus.
Enquanto os freios caem e os limites se dissolvem, a profecia permanece firme. Ela não promete estabilidade política permanente, mas aponta para um Reino que não depende de tratados, arsenais ou acordos humanos.
Quem tem ouvidos, ouça.




















