Tomé perguntou como poderiam conhecer o caminho, e Jesus respondeu: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida.” João 14:6. O cristianismo não se resume, portanto, a conhecer uma direção; o próprio Cristo é o caminho até o Pai. Filipe ainda pediu que Jesus lhes mostrasse o Pai, e Cristo explicou que Sua própria vida revelava o caráter de Deus. Quem contemplava Sua compaixão, pureza, justiça e amor estava vendo aquilo que o Pai desejava revelar à humanidade.
Jesus sabia, porém, que Seus discípulos precisariam de auxílio quando Sua presença visível lhes fosse retirada. Por isso prometeu “outro Consolador”, o Espírito Santo, que permaneceria com eles, ensinaria, recordaria Suas palavras e os guiaria em toda a verdade. Cristo não os deixaria órfãos. Pelo Espírito, continuaria presente, fortalecendo-os, transformando seu caráter e capacitando-os para uma obra que alcançaria muito além daquilo que haviam imaginado.
Foi também nessa noite que Jesus lhes deixou Sua paz: “A Minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá.” João 14:27. Não era a promessa de uma vida sem sofrimento, mas de uma segurança que permaneceria mesmo em meio às dificuldades. Pouco depois, ao caminharem em direção ao Monte das Oliveiras, Jesus usou a figura da videira: “Eu sou a videira, vós as varas.” João 15:5. Assim como o ramo só vive enquanto permanece ligado à planta, o discípulo só pode produzir verdadeiro fruto permanecendo unido a Cristo. O segredo da vida cristã não está em tentar produzir resultados por esforço próprio, mas em permanecer nEle.
Dessa união nasce também o amor. Jesus repetiu aos discípulos: “Que vos ameis uns aos outros, assim como Eu vos amei.” Esse amor seria uma das maiores evidências de que realmente pertenciam a Ele. A missão, contudo, não seria fácil. Encontrariam oposição, rejeição e sofrimento. Mesmo assim, Cristo não desejava que vivessem dominados pelo medo.
Por isso encerrou Suas palavras com uma promessa que atravessaria os séculos: “No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, Eu venci o mundo.” João 16:33.
A mensagem daquele último encontro continua atual. Jesus não prometeu ausência de crises, mas Sua presença no meio delas. Quando o coração se perturba, Cristo nos chama a olhar além das circunstâncias, permanecer ligados a Ele, confiar na atuação do Espírito e descansar na certeza de que nossa história termina não na aflição, mas na vitória que Ele já conquistou.



















