Jesus começou dizendo: “Acautelai-vos, que ninguém vos engane.” Mateus 24:4. Falou de falsos cristos, guerras, fomes, pestes, terremotos e perseguições, mas advertiu que essas coisas não deveriam produzir pânico nem alimentar especulações. Seus seguidores enfrentariam oposição e sofrimento, e alguns seriam traídos até por pessoas próximas. Ainda assim, deveriam permanecer fiéis. Para Jerusalém, Cristo deu inclusive um sinal concreto: quando a cidade fosse cercada por exércitos, Seus discípulos deveriam fugir. Eles obedeceram à advertência e escaparam da destruição.
Então Jesus ampliou a visão para Sua segunda vinda. Advertiu que surgiriam falsos cristos e falsos profetas acompanhados de enganos impressionantes. Ninguém deveria acreditar que Cristo teria retornado secretamente em algum lugar isolado, porque Sua volta seria inconfundível: “Assim como o relâmpago sai do Oriente e se mostra até ao Ocidente, assim será também a vinda do Filho do homem.” Mateus 24:27. Ele virá em poder e grande glória, acompanhado pelos anjos, para reunir aqueles que Lhe pertencem.
Jesus, porém, não revelou o dia nem a hora. A profecia não foi dada para calcular datas, mas para produzir vigilância. Cristo comparou os últimos dias aos dias de Noé. As pessoas continuavam comendo, bebendo, casando e conduzindo normalmente seus negócios, sem perceber a proximidade da crise. O perigo não estava nas atividades comuns da vida, mas em viver tão absorvido por elas que Deus já não ocupasse o centro do coração.
Ao mesmo tempo, Jesus apresentou uma missão: “Este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim.” Mateus 24:14. Portanto, esperar Sua volta não significa abandonar responsabilidades e contemplar os acontecimentos passivamente. O servo fiel espera trabalhando, servindo, anunciando o evangelho e vivendo de acordo com aquilo em que afirma crer.
A mensagem do Monte das Oliveiras termina, por isso, não com medo, mas com um chamado à preparação: “Vigiai pois em todo o tempo, orando.” Lucas 21:36. Cristo não nos convidou a descobrir a data de Sua volta, mas a estar preparados para ela. Enquanto o mundo segue sua rotina, Seus discípulos são chamados a manter viva a fé, cumprir sua missão e não permitir que os cuidados desta vida adormeçam o coração. A verdadeira preparação para a volta de Jesus não consiste em calcular quando Ele virá, mas em viver hoje de tal maneira que estejamos prontos quando Ele vier.
