quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Países sem representação no Vaticano "perdem" muito na diplomacia

O ex-embaixador da Austrália ante a Santa Sé, Tim Fischer, explicou que os países que não têm um embaixador residente no Vaticano "perdem" muito no campo da diplomacia.

Em recentes declarações ao grupo ACI, Fischer considerou que "é muito mais fácil fazer o trabalho estando em Roma".

"O Vaticano não é um lugar fechado. É preciso saber onde procurar, a quais conferências ir, quais contatos ter. Se (um representante diplomático) voar apenas quatro vezes ao ano desde o Dublin ou Haia ou Genebra, então se torna muito complicado fazer (o trabalho diplomático) de maneira compreensiva e profissional", destacou.

Os comentários do embaixador foram feitos dois meses depois que a Irlanda tenha decidido fechar sua embaixada ante a Santa Sé, alegando que o fazia por razões econômicas. O novo embaixador irlandês ante o Vaticano viverá em Dublin, capital da Irlanda.

A Santa Sé mantém atualmente relações diplomáticas com 179 países. A metade deles têm uma embaixada permanente em Roma. O embaixador Fischer disse ademais ao grupo ACI que estar tão perto do Vaticano permite aos governos fazer parte de uma rede incomparável de diplomatas.

Para o embaixador, o Vaticano "é a organização mais antiga do mundo e possui uma rede enorme. De fato quando ocorreu a guerra dos Bálcãs, a melhor informação sobre o que realmente acontecia não a possuía a CIA nem a KGB; mas estava aqui mesmo em Roma, na Santa Sé".

Para o diplomata, embora cada país tem a potestade de decidir como dirige as relações com outros estados, "a opinião geral" dos representantes em Roma sobre a decisão da Irlanda é que foi "uma questão política antes que orçamentária".

Como católico, afirma que seu tempo em Roma foi de "enriquecimento pessoal assim como profissional" e assinala que "foi um enorme prazer conhecer algumas pessoas maravilhosas, começando com o Santo Padre, o Papa Bento XVI".
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Fonte - ACI
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