segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Papa afirma que ecumenismo é sinal para mundo «dividido»

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 30 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- O Papa Bento XVI afirmou nesta sexta-feira, ao receber em audiência os membros da Comissão Mista Internacional para o Diálogo Teológico entre a Igreja Católica e as Igrejas Orientais Ortodoxas, que a união do Corpo de Cristo é uma «dimensão essencial» da Igreja e de sua missão no mundo.

O Papa se dirigiu em inglês, em um breve discurso, aos membros desta Comissão, que acabam de concluir sua 6ª reunião, e os animou a continuar buscando «a reconciliação e a comunhão no Corpo de Cristo, que é a Igreja».

A união entre os cristãos não é uma questão secundária, mas uma «dimensão essencial», pela qual «temos o dever de trabalhar», explicou o Papa.

«O mundo precisa de um sinal visível do mistério da unidade que existe entre as três divinas Pessoas e que, há dois mil anos, com a Encarnação do Filho de Deus, foi-nos revelada.»

«Só precisamos voltar o olhar ao Oriente Médio – de onde muitos de vós procedeis – para ver que se precisa com urgência de sementes de esperança em um mundo ferido pela tragédia da divisão, do conflito e do imenso sofrimento humano», acrescentou.

Neste momento é muito necessário «reforçar o testemunho unido dos cristãos diante dos enormes desafios que devem enfrentar hoje», afirmou o Papa, contribuindo cada um «não só com a riqueza de sua própria tradição, mas também com o compromisso das Igrejas implienvolvidascadas neste diálogo para superar as divisões do passado».

Este encontro, constatou, «deu importantes passos precisamente no estudo da Igreja como comunhão».

Por outro lado, «o próprio fato de que o diálogo tenha continuado no tempo e que cada ano seja acolhido por uma das diversas Igrejas às que representais é em si mesmo um sinal de esperança e de ânimo», acrescentou o pontífice.
...
Fonte - Zenit

Mudança climática já é emergência planetária

Davos (Suíça), 30 jan (EFE).- A mudança climática já é uma emergência planetária que coloca em mais risco os países em desenvolvimento do que as nações com maiores recursos, afirmou hoje o ex-vice-presidente dos Estados Unidos e líder mundial na luta contra o aquecimento do planeta, Al Gore.

Em um debate no Fórum Econômico Mundial dedicado às negociações do novo tratado internacional contra a mudança climática - que deve ser aprovado em dezembro em uma cúpula em Copenhague -, Gore disse que a capacidade de que os EUA se comprometam com esse acordo depende em grande medida do apoio obtido dos outros países.

O Tratado de Copenhague é negociado no marco das Nações Unidas e substituirá o Protocolo de Kioto (1992), que nunca foi ratificado pelos EUA.

Gore disse que se os países - em particular os de economias emergentes - se comprometerem legalmente e em bloco a cumprir as disposições desse acordo, para os EUA será mais fácil conseguir o apoio de sua opinião pública para assiná-lo e ratificá-lo.

"Se os Estados Unidos, Japão e Europa Ocidental recortassem totalmente suas emissões (de dióxido de carbono), a crise climática continuaria por causa da atividade econômica dos países emergentes", explicou.

Nesse sentido, ele acredita que as potências emergentes assumam compromissos de cumprimento obrigatório, embora como parte de um tratamento diferenciado, pelo qual se exigiriam deles cortes menores de suas emissões frente aos que terão que realizar os países industrializados.

Gore pediu que a crise econômica mundial não distraia os líderes políticos da urgência de tomar ações contra a mudança climática.

"Copenhague não é um ponto de passagem para outra reunião no futuro. Precisamos de um acordo em 2009, não no próximo ano. Não nos resta tempo", advertiu.
...
Fonte - Yahoo

Nota DDP: Interessante o condicionamento da adesão dos EUA ao "combate" do aquecimento global, de forma atrelada ao acatamento dos demais países às condições americanas.

Onda de calor segue gerando caos no sudeste da Austrália

A intensa onda de calor que atinge há três dias o sudeste da Austrália deixou sem eletricidade 18 mil pessoas em Melbourne, afeta a circulação dos trens e dá força a incêndios florestais que acontecem em três estados.

A imprensa local informa nesta sexta-feira (30) que as temperaturas, superiores a 45 graus centígrados, aumentaram o consumo de energia a níveis recorde no estado da Austrália do Sul, onde ontem mais de 95 mil ficaram sem luz.

O calor danificou ferrovias em Adelaide e Melbourne, e já pelo início da manhã 75 trens tinha cancelado suas viagens.

Os incêndios se intensificaram em Austrália do Sul, Nova Gales do Sul e Victoria, especialmente neste último estado, onde o fogo destruiu 2 mil hectares de floresta, 150 quilômetros a sudeste de Melbourne, e continua fora de controle.

O serviço de meteorologia local adverte que o termômetro se manterá acima dos 40 graus durante os próximos três ou quatro dias no sudeste da Austrália, e depois as temperaturas deverão ficar em torno de 30 graus. (Estadão Online)

Fonte - Ambiente Brasil

China sofre com erosão de 37% de seu território

O grande desenvolvimento da China causou um dos piores problemas ambientais do planeta, uma erosão que cobre 37% do território do país asiático, segundo um informe oficial publicado nesta sexta-feira (30).

Os devastadores efeitos do desenvolvimento econômico e social da maior potência emergente do mundo têm sido subestimados, diz o informe, divulgado pelo jornal South China Morning Post.

A quantidade de terra afetada anualmente é de 4,5 milhões de toneladas, e um total de 3,57 milhões de quilômetros quadrados afetados pela erosão, o que equivale a 37% do território chinês.

Segundo dados divulgados pelo Ministério de Recursos Hídricos, o problema afeta a todas as bacias hidrográficas do país e a 646 distritos, mas a situação mais dramática se registra nas bacias dos rios Yangtsé, o mais largo da Ásia, e do Amarelo.

Em alguns casos, a catástrofe ecológica é irreversível, em um país em que as plantações de cereal constituem um problema de segurança alimentar, já que menos de 13% da superfície da China é cultivável e com ela se deve alimentar a maior população do globo: 1,3 bilhão de habitantes.

O Banco Asiático de Desenvolvimento (BAD) estima que o dano causado pela erosão equivale a uma perda de 400 milhões de ienes (US$ 60 milhões), enquanto o governo chinês contabilizou a perda em 1,630 milhão anualmente até 2004.

Enquanto o desenvolvimento continua avançando, somente 200 distritos afetados iniciaram programas para combater os efeitos da erosão devido à falta de fundos.

A origem do problema está em uma rápida e irracional urbanização da terra nas áreas rurais do país, nos projetos de mineração e nas técnicas de cultivo, segundo o vice-ministro de Recursos Hídricos, E Jingping, citado pela agência de notícias Xinhua. (Estadão)

Fonte - Ambiente Brasil

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Ônibus viram palco de 'guerra religiosa' na Espanha

Os pontos de ônibus de Madri deixaram de ser apenas paradas para quem entra ou sai de transportes públicos e estão se tornando centros de debates entre ateus e cristãos. A razão disso é uma guerra publicitária entre grupos ateus e religiosos, estampada nos ônibus. Primeiro foram os ônibus ateus. A campanha publicitária com cartazes mostrando a frase "Deus provavelmente não existe. Deixe de se preocupar e desfrute a vida" iniciada em Londres em 2008 chegou à Espanha em dezembro e teve logo resposta.

Em janeiro a propaganda cristã financiada por católicos e evangélicos, começou a ser divulgada nos ônibus municipais: "Deus existe sim. Desfrute a vida em Cristo".

Depois que a polêmica campanha publicitária religiosa chegou à Espanha, na chamada 'guerra dos ônibus', os fiéis entraram na disputa e há quem se recuse a entrar em veículos que neguem a existência de Deus.

Cartaz A rivalidade saiu dos veículos e alcançou os pontos de ônibus. A católica Dolores Rubio Cospedal, de 69 anos, decidiu se manifestar contra todos os que viajem nos ônibus com propaganda contra Deus. Com um abrigo de visom ela tem passado as tardes no ponto próximo à catedral de Madri coberta nos ombros e no peito por um cartaz onde se lê: "Deus existe sim". Cada vez que um dos veículos com a campanha atéia circula por ali, Dolores se levanta, mostra o cartaz e recrimina motoristas e usuários. Como ela, outros passageiros têm levado cartazes às ruas e dizem que não aceitarão entrar em um ônibus que negue a existência de Deus.

"Eu não vou subir nesse ônibus de jeito nenhum. Fico aqui o tempo que for preciso para que vejam que nós cristãos estamos indignados. O que estão fazendo é uma imoralidade, uma blasfêmia. Tenho vergonha de ser espanhola", disse Dolores à BBC Brasil.

Alguns passageiros, fiéis ou não, respondem aos manifestantes cristãos lembrando que prevalece a liberdade de expressão. "Isso é só publicidade, é uma polêmica estúpida, cada um diz o que quer, é um país livre. A senhora não fala de Deus aqui sem problema? Então por que outros não podem?", rebateu a estudante Rosario Flores, 23 anos, que se define como "católica não praticante". Explicações Na tarde da quarta-feira passada o motorista Francisco Gomez Aguilar teve que dar explicações aos manifestantes cristãos para deixar de ouvir reclamações no ponto da catedral.

Explicando que também é católico, o motorista disse que não queria dirigir o ônibus com a propaganda que nega a existência de Deus, mas foi obrigado pela empresa.

"Pedi para mudar de turno para não pegar este veículo, mas não me deixaram. Se fosse por mim, estaria proibido", disse Francisco, completando à BBC Brasil que em uma das viagens alguns passageiros evangélicos distribuíram cartões com a pergunta: "se você morrer esta noite onde passará a eternidade?".

A chamada guerra dos ônibus surgiu depois que a União de Ateus e Livres Pensadores da Espanha iniciou a campanha no país, inspirando-se no exemplo da propaganda britânica.

Os anúncios em duas linhas municipais em Madri custaram 4 mil euros (cerca de R$ 12 mil), mas a União prevê aumentar a campanha em mais cidades e já arrecadou mais de 30 mil euros (aproximadamente R$ 90 mil) por meio de doações.

Em janeiro chegaram os ônibus cristãos. Financiados pela organização católica E-Christians e pela evangélica Centro Cristão de Reunião, foram alugados espaços em três linhas municipais da capital espanhola.

Ao contrário dos manifestantes, ambas as instituições acreditam que não há ofensa, apenas rivalidade.

"Todos podem expressar livremente suas opiniões. Nós também. Respeitamos a todo mundo... opiniões, idéias e crenças. Eles usaram uma plataforma pública e nós também, só que para comunicar ao mundo que a única vida plena é a que segue a Jesus Cristo", disse à BBC Brasil o porta-voz do Centro Cristão de Reunião, Francisco Rubiales.

Sem ofensa A União de Ateus respondeu à BBC Brasil apenas que "a campanha não é ofensiva, foi aprovada pelo Comitê de Controle da Publicidade dos Municípios Espanhóis" e continuará em Madri, Barcelona, Málaga e La Coruña.

Já a Conferência Episcopal Espanhola, que não participa da campanha nos ônibus, acha que há blasfêmia e que o governo deveria intervir.

Segundo o comunicado oficial emitido no dia 24 de janeiro, "insinuar que Deus é uma invenção e que não deixa as pessoas desfrutarem da vida é uma blasfêmia e uma ofensa aos que acreditam".

A nota recomenda aos católicos "respeitar o direito de expressão de todos" e "às autoridades competentes tutelar o exercício pleno do direito de liberdade religiosa".

Em outras cidades européias como Valencia, Zaragoza, Roma e Milão, os ônibus ateus não foram aprovados pelos governos locais.

Fonte - BOL

Nota DDP: O interessante desta linha de notícias, é observar como o mundo mantêm em seu foco discussões religiosas de todo o tipo e, como estas ao reverso de serem relegadas à irrelevância, como defendem alguns ateus, permeiam cada vez mais o dia a dia da aldeia global. Não é impossível se prever que discussões mais importantes e de interesse geral se preparam para fazer parte dos folhetins diários.

Relações entre Vaticano e Israel prosseguem

Jerusalém, 29 jan (RV) - O Grão-Rabinato de Israel definiu as palavras de Bento XVI ontem, durante a Audiência Geral, "um grande passo avante" para a solução da controvérsia sobre os lefvrevianos.

O dia de ontem foi repleto de anúncios e desmentidos. Tudo começou pouco antes da Audiência Geral, quando de Jerusalém chegou a notícia de que o Grão-Rabinato considerava muito difícil prosseguir no diálogo com a Santa Sé depois da readmissão de Dom Richard Williamson, da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, que pôs em dúvida o Holocausto. O mundo judaico não considerou suficiente a carta de desculpas escrita pelo líder da comunidade e esperava de Bento XVI um "sinal" a mais.

Depois da Audiência Geral, o diretor-geral do Rabinato de Israel, Oded Wiener, concedeu uma entrevista desmentindo a notícia divulgada pelo jornal "Jerusalem Post": "O Rabinato de Israel não interrompeu as relações com o Vaticano, porque creio que seja fundamental tanto para nós, quanto para o próprio Vaticano", disse Wiener à televisão italiana Sky Tg24.

''Acredito que as palavras do papa sejam extremamente importantes. Não existe mais lugar para pessoas como Williamson, que nega a existência do Holocausto. Creio que seja um grande passo avante para resolver essa controvérsia, mas devemos ainda discutir com os membros da Comissão da Santa Sé e do Governo de Israel o que deve ser feito para por fim a esta problemática" – declarou.

Fonte - Radio Vaticano

Nota DDP: Como esperado, muita mídia, um aparente passo para trás e, muitos créditos para frente. Mais em "Católicos e judeus".

Desemprego na China é cada dia maior

É a maior onda de desemprego em anos. Os migrantes do campo são os mais atingidos até agora. Eles representam a principal fonte de mão-de-obra de setores voltados para a exportação e construção civil.

Milhões de pessoas já perderam seus empregos. Executivos, há anos acostumados com um crescimento de dois dígitos, falam em redução de bônus e salários congelados, e alguns também estão perdendo seus empregos.

Os estudantes enfrentam a pior perspectiva de conseguir um emprego desde o protesto na praça Tiananmen, em 1989. Enquanto o Partido Comunista se prepara para comemorar 60 anos no poder no dia 1º de outubro, aumenta sua preocupação com a revolta da população com as condições econômicas.

Fonte - Opinião e Notícia

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Aquecimento global durará mil anos

O aquecimento global é irreversível e, mesmo se todas as emissões de gases-estufa fossem cortadas a zero, as temperaturas continuariam elevadas por mil anos, causando secas graves em regiões como o Nordeste do Brasil. A conclusão é de um estudo publicado nesta terça-feira (27) por uma das principais cientistas do IPCC, o painel do clima das Nações Unidas.
...
Segundo o novo resultado, a mudança climática é "irreversível" por mil anos depois que as emissões cessam porque, apesar de o gás carbônico persistir por apenas um século na atmosfera, o oceano continua reemitindo calor por séculos.
...
Segundo os pesquisadores, a única conclusão possível é a óbvia: cortar mais e mais as emissões. "Taxas de desconto usadas em estimativas econômicas assumem que uma mitigação mais eficiente pode ocorrer em um mundo mais rico, mas ignoram a irreversibilidade mostrada aqui."

Fonte - Ambiente Brasil

Nota Fernando Machado: Será que faz sentido remeter a Apocalipse 20:1-3?

Famílias unidas para mudar leis

...
Eu disse – e penso – que os primeiros cristãos, especialmente nos três primeiros séculos, mudaram as leis do Estado com seus costumes. Agora nós não podemos pretender fazer o contrário, ou seja, mudar os costumes com as leis do Estado. Como cidadãos, devemos fazer o possível para que o Estado adote leis boas, positivas e não contra a vida, mas isso não bastará. Não bastará porque em uma sociedade plural como a de hoje, os cristãos em alguns países já são a minoria e então estamos mais perto da situação dos primeiros séculos que na Idade Média, quando os cristãos não eram defendidos pelo Estado, mas por sua vida, seu testemunho.
...
Fonte - Zenit

Nota DDP - Em outras palavras: O Estado terá que adotar as "nossas" leis (eclesiásticas).

O próximo passo da América

Mikhail Gorbachev
Do The New York Times

O novo presidente dos Estados Unidos assumiu o cargo, uma coisa que acontece regularmente a cada quatro anos. Só que desta vez o evento foi extraordinário.

Foi resultado de uma campanha extraordinária, tanto na consistência quanto na urgência em torno dela; extraordinário também foi o envolvimento das pessoas, especialmente os jovens.

O resultado foi também extraordinário - um marco para o sepultamento de um legado de escravidão e racismo. O apoio e a confiança depositados no Presidente Barack Obama pelos americanos, incluindo muitos que não votaram nele, foram também extraordinários.

O mundo inteiro também demonstrou um interesse extraordinário na campanha, além de esperanças de mudança na política norte-americana. Praticamente todos no mundo inteiro estão desejando sucesso a ele.

A razão principal para isso tudo é que as tensões econômicas e políticas, e a pressão dos problemas que vêm se acumulando por décadas, são extraordinárias na história recente.

No seu discurso de posse, Obama listou estes problemas de forma sóbria e taciturna. A crise, disse ele, é "uma conseqüência da ganância e da irresponsabilidade de alguns, mas é também nosso fracasso coletivo em fazer escolhas difíceis e preparar-nos para uma nova era."

O apoio dos norte-americanos dá a Obama uma grande oportunidade. Mas as grandes expectativas criadas pela nação e o mundo podem também ser um ônus, um peso que ele e sua equipe terão sobre os ombros. Ele escolheu seus colaboradores, mas ainda é muito cedo para saber se suas escolhas estarão à altura do desafio.

O presidente, com toda razão, irá focar inicialmente na crise econômica. Mas resolver os problemas econômicos da América sem mudanças fundamentais no mundo será impossível.

O "Consenso de Washington", que previa que a economia global poderia ser definida de um centro único, foi desacreditado como um modelo global. Era baseado inteiramente em razão do lucro e do consumo exacerbado e em instituições falidas e ultrapassadas.

Um novo modelo deve reconhecer a necessidade de cooperação multilateral. Em seu discurso, Obama reconheceu que as ameaças de hoje requerem "ainda mais cooperação e entendimento entre as nações." Eu tenho certeza de que, por mais forte que sejam as críticas e até a ira de alguns sobre as ações dos Estados Unidos - na Europa, China, Índia, Rússia, América Latina - os líderes e o público em geral entendem a importância do papel que a América exerce e estão prontos a cooperar com ela.

Mas é exatamente este o x do problema. Estaria a América pronta? E se estiver, está pronta sob que premissas, as novas ou as antigas?

No seu discurso, Obama disse: "O mundo mudou e nós precisamos mudar com ele." O compromisso com aquelas palavras deve ser comprovado por atos e decisões específicas. Que exigirão uma análise honesta e realista da situação global.

Este tipo de análise esteve em falta nos Estados Unidos por quase duas décadas. A América foi vista como quase onipotente. A arrogância e o triunfalismo cegaram o país na sua função de criador de políticas; a reflexão séria foi substituída por slogans.

O século XX foi um século americano - vamos fazer do século XXI também um século americano. Este sentimento, proposto por um presidente norte-americano há mais de uma década, ecoou naqueles que conduziram as políticas americanas nos últimos anos.

O mundo não aceitará fazer o papel de "extra" num filme roteirizado pelos Estados Unidos. O reconhecimento desta atitude parece estar finalmente brotando nos Estados Unidos.

A América está acordando do longo período de euforia da sua suposta onipotência. O resultado das eleições presidenciais é um reconhecimento de que a força da América não vem da construção de impérios ou de aventuras militares, mas da sua habilidade de corrigir seus erros, tanto aqueles cometidos há muito tempo quanto os mais recentes.

Não se traça uma política internacional da noite para o dia, especialmente quando se precisa não de um mero ajuste, mas de uma revisão completa. O que o presidente e os membros de sua equipe disseram até agora não é suficiente para demonstrar a direção que eles irão tomar.

No entanto, Obama está recebendo todo tipo de conselho.

Zbigniew Brzezinski propõe um foco nas relações com a China. Suas recentes declarações em Pequim parecem sugerir um tipo de condomínio, um G2 da China com os Estados Unidos. Claro, a importância política e econômica mundial da China continuará crescendo, mas eu acho que aqueles que desejam começar um novo jogo geopolítico vão se decepcionar. É muito provável que a China não aceite e, de forma geral, estes jogos ficaram no passado.

Da mesma forma, as propostas de Henry Kissinger para uma "nova ordem mundial" parecem pressupor uma nova divisão geopolítica do mundo. O que realmente precisamos é de abordagens mais modernas e atuais.

Vários líderes europeus, políticos veteranos e figuras públicas solicitaram ao novo presidente dos Estados Unidos que reconsiderasse políticas anteriores há muito subestimadas. Os Estados Unidos, que em 1990 assinaram a Carta de Paris para uma Nova Europa, podem ser um parceiro natural para se criar uma nova estrutura de segurança européia - um projeto que está sendo discutido.

Eu também espero que o presidente veja o grande potencial positivo inerente às relações com a Rússia, que foram tratadas de forma equivocada nos últimos anos. Uma mudança para melhor pode ser conquistada num período relativamente curto, promovendo relações mais saudáveis com os países vizinhos da Rússia e com a Europa como um todo.

Moldar uma política para o Oriente Médio tornaria uma batalha inevitável. Se uma coisa ficou absolutamente clara nos últimos anos é que a abordagem costumeira não funciona mais naquela região. Esta tática só faz do Oriente Médio um solo ainda mais perigoso e fértil para o extremismo e o terrorismo. As políticas atuais dos Estados Unidos não privilegiaram a região como um todo ou, em particular, Israel, uma nação com a qual os Estados Unidos têm relações especiais.

Dois problemas de longo prazo exigem uma urgência especial e uma atenção cuidadosa da parte de Obama: A não-proliferação nuclear e a crise ambiental global. Não será fácil desenredar a teia complexa de contradições que cerca estas questões.

Reduzir a não-proliferação nuclear às exigências de que o Irã e a Coréia do Norte interrompam seus programas nucleares irá apenas levar a um beco sem saída. As potências nucleares não poderão sustentar seu monopólio indefinidamente e, é claro, o Tratado de Não-Proliferação não lhes permite.

A solução é promover um mundo sem armas nucleares. Mas este objetivo não pode ser atingido se um país detém uma superioridade esmagadora de armas convencionais sobre os outros. Sem procedimentos específicos para reduzir estas armas - em geral, sem políticas internacionais de desmilitarização - teremos apenas palavras vazias. O que precisamos é de um verdadeiro avanço, como aquele conquistado no final da década de 1980.

A julgar pelo discurso de posse de Obama, ele compreende que mesmo encarando os desafios imediatos da crise econômica, ele não deve deixar de lado problemas como a pobreza e as questões ambientais, especialmente as mudanças climáticas. Cultivar o desenvolvimento econômico e preservar o planeta para as gerações futuras pode ser contraditório; a única forma de solucionar este impasse de prioridades é desenvolver políticas multilaterais. Isto se aplica a praticamente qualquer problema, em todas as áreas.

Eu suspeito que neste exato momento as pessoas estejam refletindo sobre o apelo do presidente dos Estados Unidos para encararem uma nova era de responsabilidade. Talvez nem ele nem nós ainda saibamos o que isto deverá ser.

No entanto, uma coisa já ficou clara: Estamos, sem dúvida, à beira de uma nova era, a caminho de um novo mundo, uma estrada que devemos trilhar juntos.

Mikhail Gorbachev foi líder da extinta União Soviética de 1985 até o seu colapso em 1991. Laureado com o Prêmio Nobel da Paz em 1990, ele é atualmente o presidente da Fundação Internacional de Estudos Socioeconômicos e Políticos (A Fundação Gorbachev).

Fonte - Terra

[Pesquisa - Blog Resta uma Esperança]

Como estará a popularidade de Obama daqui a um ano?

O novo presidente dos EUA tomou posse com quase 90% de aprovação -- a maior dos últimos 30 anos --, mas sustentar esse índice de popularidade será algo muito difícil. Em política, uma semana é muito tempo; um ano, então, nem se fala.

Isso se reflete em como o site de apostas Paddy Power pagará seus usuários que arriscarem uma previsão sobre como estará a popularidade de Obama daqui a 12 meses. Para uma aprovação futura entre 50% e 60%, o pagamento é de 7 para 4.

Caso a aposta seja a de que Obama manterá os níveis atuais de popularidade em janeiro de 2010 -- ou seja, entre 80% e 90% --, o pagamento é de 10 para 1.

Fonte - Opinião e Notícia

Nota DDP: Muito mais importante que o circuito de apostas criado, é a forma com que o novo líder americano irá lidar com esta questão da popularidade, seja aproveitando-a para criação de medidas, lutando para mantê-la, ou impondo-se para contrapô-la em caso de brusca caída.

Católicos e judeus

Grão-Rabinato de Israel corta relações com o Vaticano

O Grão-Rabinato de Israel, a autoridade religiosa suprema do país, cortou as suas relações com o Vaticano, repudiando as declarações de um bispo lefebvriano, Richard Williamson, que negou em público a morte de seis milhões de judeus durante a II Guerra Mundial.
...
Fonte - Ecclesia

Bento XVI reafirma condenação do Holocausto

Bento XVI reafirmou esta Quarta-feira, no Vaticano, a sua clara condenação do Holocausto, considerando que este acontecimento trágico deve ser para todos “um alerta contra o esquecimento, a negação ou o reducionismo”.

O Papa quis “renovar com afecto a expressão da minha plena e indiscutível solidariedade com os nossos irmãos destinatários da primeira Aliança”, o povo judaico.
...
Fonte - Ecclesia

Em contrapartida...

Rabinos dos EUA mostram solidariedade ao Vaticano

Nova Iorque, EUA, 27 de janeiro de 2009 (LifeSiteNews.com) — O rabino Yehuda Levin, porta-voz da Aliança Rabínica dos EUA, estará em Roma na quinta-feira para se encontrar com autoridades elevadas do Vaticano. Ali, ele expressará solidariedade com relação às críticas do Vaticano ao presidente americano Barack Obama e sua ordem presidencial que permite que dinheiro de imposto dos EUA seja dado para organizações que realizam abortos internacionalmente e para organizações que fazem campanhas para legalizar o aborto internacionalmente.
...
Fonte - LifeSiteNews

Nota DDP: Mais uma rodada de eventos envolvendo o "bate-assopra" do Vaticano. Já foi assim com islâmicos e judeus em outras oportunidades, de onde o bispo de Roma sai sempre fortalecido. Aguardemos o desfecho.

OIT: Crise pode gerar 50 milhões de desempregados

A crise econômica global pode gerar até 50,5 milhões de novos desempregados em 2009, de acordo com previsões divulgadas nesta quarta-feira pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Segundo o relatório Tendências Mundiais de Emprego 2009, o agravamento da crise econômica pode fazer com que a taxa global de desemprego atinja 7,1% neste ano, comparado com 6% em 2008 (dados preliminares) e 5,7% em 2007.

Nesse caso, o número de desempregados pode chegar a quase 230 milhões – 50,5 milhões a mais do que os 179,5 milhões registrados em 2007, ano em que a economia global ainda não havia sido atingida pela atual crise.
...
Fonte - BBC

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

"Yes, we can"

Dada a quantidade de posts que já foram acrescentados ao blog considerando os mais diversos aspectos do presidente americano recém eleito, o que acaba por gerar especulações e abre margem à critica dos que adoram gritar "alarmista", como se assim procedendo estivéssemos fazendo "profecias", limitar-me-ei mais uma vez a acrescentar topicamente alguns links recentes e que reputo interessantes para que possam ser vislumbradas as possibilidades, esta sim nossa intenção última:

“Se Obama acreditar na imagem do ‘salvador’, provavelmente teremos outro péssimo presidente americano”
...
Toda salvação é precedida de um período de ruína. O governo Bush ajudou em muito na formação dessa imagem "salvacionista" do futuro presidente. A crise de confiança que o presidente Bush produziu para o executivo americano foi sem precedente. Guerras sob falsas alegações, promiscuidade entre interesses privados e públicos, uma leniência na administração das ações econômicas e uma crença quase religiosa em temas como o meio ambiente levaram à erosão da credibilidade popular no executivo americano. A crise econômica em meio a uma disputa eleitoral só agravou o quadro. Porém o "salvacionismo" popular não pode contaminar a futura administração. Se Obama acreditar na imagem do "salvador" provavelmente teremos outro péssimo presidente americano.

Fonte: Opinião e Notícia

Obama e a revolução que não virá
...
O que será do governo Obama? Difícil dizer. Mas penso que não trará grandes novidades. O novo presidente se empenhará em defender os valores americanos - que, sim, ilustram os valores ocidentais -, combatendo as ameaças do terror. A verdade é que o Império Americano vai continuar forte e atuante, para desgosto dos antiamericanos politicamente corretos. E digo mais: é muito bom que seja assim. Eu sentiria muito medo se os maiores fiadores das democracias ocidentais resolvessem, de inopinado, promover uma grande mudança. Mudar por quê? Para fazer felizes aqueles que pretendem solapar nosso regime de liberdades individuais? Não, obrigado.

Fonte: O Globo

Mais um passo rumo ao Suicídio da Águia: as escolhas de Obama para a área “social”
...
Quatro anos é realmente muito pouco tempo para destruir completamente uma tradição de mais de dois séculos, mas é muito para causar estragos irreversíveis. Mormente com uma maioria expressiva de anti-americanistas Democratas nas duas casas os quais, há décadas – desde o governo socialista de Roosevelt – tentam virar de cabeça para baixo a tradição dos Founding Fathers. Assume importância fundamental a exigência do casal Clinton em abocanhar o segundo cargo mais importante da Nação e exatamente o que lhe dá poderes extraordinários de levar adiante a agenda da ‘comunidade internacional’ de submeter os EUA aos desmandos da maioria de ditaduras e teocracias que domina a ONU. Em tudo e por tudo parece que o fim dos Estados Unidos, tal como os conhecemos hoje – o campeão das liberdades individuais e do liberalismo – está próximo. É. Como venho advertindo, o SUICÍDIO DA ÁGUIA!

Fonte: Mídia sem Máscara

Deus, abençoe a América!
...
Obama pediu aos americanos o início de "uma nova era de responsabilidade" – frase que está estampada em toda a mídia internacional - em suas vidas e um novo papel para o país no mundo, baseado na cooperação e no diálogo. O novo presidente fez um apelo pelos valores fundamentais dos EUA para começar um novo capítulo na história americana.
...
Fonte: Elnet

Barack Obama

Longe do esperado triunfalismo de quem foi eleito e reafirma as promessas anunciadas antes das eleições; quebrando com a tradicional euforia de quem sente o privilégio de chegar a um lugar cimeiro, impensável há poucos anos; rompendo com a normal pose vencedora e diferen-ciadora, compreensível em situações como esta, Barack Obama junta à palavra «humildade» um discurso que lhe dá conteúdo, de incitamento à tarefa da reconstrução da confiança na comunidade, em liberdade, colocando-se como seu artífice, em paridade com os outros cidadãos. E, de forma clara, afirma: «o poder só por si não nos protege nem confere qualquer título para fazer o que quisermos». «O nosso poder cresce com o seu uso prudente; a nossa segurança emana da justeza da nossa causa, da força do nosso exemplo, das qualidades temperadas de humildade e contenção».

Fonte: Ecclesia

Entre o messianismo e um comum do povo, entre o rompimento com o processo estabelecido e o retorno aos valores fundamentais, entre as possibilidades e os fatos, a realidade que se descortina não permite ignorar que estamos diante da virada de uma enorme página da história, como aqui já afirmamos e, desconsiderar que esta possa ser eventualmente a última, seria um ato por demais descuidado.

Aquecimento global pode ser irreversível

Uma equipe de cientistas especializados em meio ambiente nos Estados Unidos fez um alerta de que muitos dos efeitos das mudanças climáticas podem ser irreversíveis.

Em artigo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, os cientistas afirmam que as temperaturas na Terra podem se manter altas por até mil anos, mesmo se as emissões de gás carbônico (CO2) fossem eliminadas hoje.

Segundo os pesquisadores, se o nível de CO2 na atmosfera continuar a subir, vai chover menos em áreas que já são secas no sul da Europa, na América do Norte e em partes da Ásia e da Austrália.

Eles também afirmam que, atualmente, os oceanos estão desacelerando o aquecimento global ao absorver calor, mas que em algum momento vão liberar este calor de volta à atmosfera.

Mudanças nos EUA

A divulgação das conclusões dos ambientalistas coincide com o pedido feito pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para que a Agência Americana de Proteção Ambiental reveja as regras de emissão de gás carbônico por veículos de passageiros.

Vários Estados americanos, liderados pela Califórnia, querem introduzir leis para obrigar as montadoras a melhorar drasticamente a eficiência do uso de combustíveis.

A medida encontrou oposição de vários setores, que argumentam que essa decisão poderia derrubar a demanda por novos carros neste período de recessão.

Os cientistas envolvidos na nova pesquisa dizem que políticos precisam agir imediatamente para contrabalançar os danos já provocados ao meio ambiente.

Fonte - BBC

Primeiro-ministro britânico vê 'nova ordem mundial' depois da crise

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, disse nesta segunda-feira que a crise financeira não deve servir como desculpa para que os países recorram ao protecionismo - ao contrário, deve ser vista como "um parto difícil de uma nova ordem mundial".

Em seu discurso, Brown insta os países a "fazer os ajustes necessários para um futuro melhor, estabelecendo as novas normas para uma nova ordem mundial", indicou seu gabinete.
...
Fonte - Último Segundo

Empresas demitem em todo mundo

Diante da crise econômica global e na tentativa de reduzir os custos, empresas nos EUA, Europa e Japão anunciaram nesta segunda-feira (26) dezenas de milhares de demissões. Somente as demissões divulgadas hoje somam mais de 70 mil empregos.

Além disso, a agência de notícias japonesa Jiji Press informou pela manhã que as 12 maiores montadoras do Japão esperam cortar um total de 25 mil empregos no atual ano fiscal, que termina em 31 de março, para compensar a crise.

No Brasil, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) anunciou nesta segunda-feira que, no estado, cerca de 130 mil postos de trabalho foram fechados no setor industrial no mês de dezembro. Todos os segmentos demitiram.
...
Fonte - Elnet

Piora a crise alimentar

A Agência da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (ONU-FAO) divulgou alerta nesta segunda-feira (26/01) sobre o agravamento da crise dos alimentos com a turbulência financeira que derrubou os preços dos produtos agrícolas.

O diretor-geral da agência, Jacques Diouf, disse que a " contração dos preços e a incerteza financeira podem desacelerar o investimento dos agricultores e implicar uma importante redução da produção em 2009 e 2010".

Os representantes de 95 países que estão em Madri, na Conferência Internacional sobre Segurança Alimentar, tentam concretizar as promessas feitas na Cúpula de Roma, em junho de 2008. Na época, os países membros da FAO se comprometeram a reduzir à metade o número de pessoas que passam fome no mundo até 2015.

Fonte - Opinião e Notícia

Obama e a Igreja Católica

O novo presidente dos Estados Unidos está mantendo, inicialmente, uma posição bastante independente em relação à Igreja Católica. Aliás, independente em relação a qualquer igreja, à dele mesmo e inclusive em relação à Bíblia. Ainda fica difícil dizer qual será a sua participação na união das igrejas cristãs entre si, e destas com as demais confissões religiosas. Essas alianças foram apoiadas por Bush, principalmente mais para o final de seu governo.

Obama, por exemplo, apóia abertamente a legalização do aborto, que assusta a Igreja Católica. Ele também parece ser favorável à causa dos homossexuais, pois um pastor gay foi convidado para estar em sua posse. É favorável às pesquisas com células tronco, que os líderes católicos não desejam. Ele também ridiculariza a Bíblia em seus pronunciamentos. Diz que vai governar para todos, não só para certos grupos.

Isso pode ser uma estratégia inicial para acumular poder. Ou seja, quem deseja aliar-se com ele, precisa negociar, e ele está assim, acumulando pontos de negociação. A sua estratégia é nitidamente na linha chamada progressista, que se posiciona contrário aos conservadores.

Portanto, não está fácil perceber qual será a sua linha em relação à tendência global de unificação das igrejas. Porém, algo é certo, se ele perceber que isso lhe pode dar muito poder sobre o mundo, por certo irá apoiar, e ao a Igreja Católica perceber que ele pode ser um parceiro poderoso, talvez continue a aliança que vinha consolidando com Bush, mas se mantenha mais discreta em relação aos pontos divergentes com Obama.

Mas, precisa-se prestar atenção. Talvez o Obama, ao menos por enquanto, seja um entrave à velocidade da unificação das igrejas no mundo, prioridade de Bento XVI. Talvez ele seja um instrumento para dar tempo maior de liberdade para que a proclamação do evangelho eterno possa respirar e atuar com liberdade por mais um pouco de tempo. Isso justamente agora que a Igreja Adventista já começou a pregar com vigor a iminente vinda de CRISTO, e o quanto é importante obedecer a sua Palavra, bem como entregar-se a Ele como fazem as crianças em relação a seus pais.

Mas atenção, nesses nossos dias turbulentos, como já pudemos observar, a situação pode mudar de um dia para outro. Basta, por exemplo, que algo inusitado aconteça. Como em 2008, a crise imobiliária americana estourou em questão de dias), e a situação política pode se alterar radicalmente. Estamos vivendo em dias que podem surpreender de um momento para outro. Vamos acompanhar os atos e a postura do novo presidente, para sabermos melhor qual a sua linha de estratégias quanto a fé em geral.

De um modo amplo, não específico, parece o seguinte: se a fé e as igrejas, servirem para seus planos, ele tirará proveito delas sem dor em sua consciência. E poderá fazer isso quando desejar. Ou seja, ele, desde o início, pela sua posição, se revestiu de poder pessoal. A sua posição requer que, quem deseja algo dele, que vá submisso buscando o seu favor. Ele sabe que tem o poder das urnas, o poder da aclamação global, e ainda cria o seu próprio poder pessoal. Ele tem jeito de ser o chefe do mundo, e dar poder à besta se desejar, ou quanto isto for conveniente, ou, quando as condições o exigirem.

Fonte - Cristo Voltará

Faltam "gestos corajosos" para reunificar cristãos

Bento XVI, ao final da semana de oração para a unidade dos cristãos, que findou hoje, afirmou que “faltam gestos corajosos de reconciliação entre os cristãos”, que estão separados desde há quase mil anos, e cuja separação aumentou com a reforma protestante. Ele disse que, num mundo cheio de violência os cristãos têm que ser “um instrumento de paz e reconciliação”, portanto, antes disso, eles tem que se reunificar, o que requer esses gestos corajosos. João Paulo II já havia dito que a divisão dos cristãos é um “escândalo”, pois as separações tiram a credibilidade de divulgação do evangelho. Fica bem entendido que a pregação do evangelho, uma vez alcançado o pleno ecumenismo, será conforme as tradições da Igreja Católica, que se percebe como a única verdadeira. Não poderão, então, haver pregações do tipo uma igreja tentando atrair membros de outras igrejas, pois esse é considerado o cerne da divisão.

Os tempos estão encurtando para a vida de JESUS.

Fonte - Cristo Voltará
Related Posts with Thumbnails