segunda-feira, 9 de março de 2009

Eurodeputados pedem audiência ao Papa para discutir discriminação

Bucareste - A eurodeputada romena Corina Cretu revelou nesta sexta-feira que a bancada do seu país no Parlamento Europeu pediu uma audiência com o papa Bento XVI para debater a situação dos romenos na Itália, muitas vezes vítimas de discriminação.

A parlamentar, que pertence à base do governo romeno, viajou recentemente à Itália acompanhada de políticos aliados.

Corina Cretu explicou que o diálogo iniciado com as autoridades italianas e representantes da comunidade romena no país nesta ocasião seguirá no Vaticano, pois a Igreja Católica condena "o extremismo e a xenofobia" e exerce uma grande influência.

A eurodeputada criticou a adopção de medidas na Itália para coibir a violência urbana, muitas vezes associada à imigração ilegal.

Fonte - Angop

sexta-feira, 6 de março de 2009

Crise: Extensão e efeitos

UE enfrenta crise sem precedentes

Segundo a agência de notícias Reuters, a "União Européia (UE) está enfrentando uma situação sem precedentes devido à crise financeira mundial e precisa trabalhar em diferentes níveis para restaurar a confiança".

Fonte - Terra

Um espectro ronda a Europa

O espectro do extremismo. Protestos violentos na Grécia, Letónia, Bulgária e Lituânia vêm assustando os líderes de toda a União Europeia. As eleições para o Parlamento Europeu são em junho, e os extremistas da esquerda e da direita podem se sair bem.

A pergunta que muitos vêm se fazendo: as condições econômicas ruins podem levar o continente de volta ao extremismo dos anos 1930? A Economist considera que a própria União Europeia é um motivo para crer que não: há razões para acreditar que a democracia liberal e multipartidária está enraizada em todo o bloco.

Além disso, a situação da Europa em 1930 era muito pior do que a atual: os mais pobres estavam passando fome e a seguridade social inexistia ou era insuficiente. Ainda assim, e mesmo que não seja o caso de dizer que o continente está flertando com o fascismo, os políticos vêm respondendo às insatisfações populares de forma semelhante ao que se passou há quase 80 anos, por exemplo, em relação a impostos e aos imigrantes.

Fonte - Opinião e Notícias

Nota DDP: O tempo dirá o que de fato nos espera.

O vaticano e a unidade dos cristãos

Nessas últimas semanas é bem freqüente ouvir-se pronunciamentos do papa Bento XVI sobre a urgência e a importância da unificação dos cristãos. Diz muitas vezes que é urgente trabalhar de muitas formas possíveis por essa unidade. Desde o seu discurso de posse ele vem dizendo que o diálogo ecumênico é a sua principal prioridade.

O diálogo enfrenta algumas dificuldades. Uma delas é a relação entre as escrituras e a tradição. A tradição, para muitos teólogos, tem origem pagã, e não pode haver acordo com o que dizem as escrituras. Porém, outros teólogos já admitem que não há contraposição entre as escrituras e a tradição. Assim como alguns já admitem haver harmonia entre o evolucionismo e a Bíblia.

Outra dificuldade grave é quanto a natureza da igreja de CRISTO. Nesse aspecto continua havendo uma divisão profunda. Entram aí questões como o batismo, perdão dos pecados e justificação pela fé ou pelas obras. Nessa última questão, já há um documento conjunto entre católicos e luteranos. Esse documento, porém, carece de fundamentação mais sólida da Bíblia.

O objetivo do diálogo ecumênico é a unidade eucarística. Visa-se que todas as pessoas de todas as igrejas cristãs participem da missa e da celebração da eucaristia.

Há motivos para essa pressa. Ao menos dois são bem importantes. Um deles é o crescente desprezo por grande quantidade de católicos em relação a sua religião. Isso acontece principalmente nos países desenvolvidos e também em países em desenvolvimento, como no Brasil.

O outro motivo é o aumento de pessoas interessadas em saber o que dizem as escrituras. Jamais na história da humanidade o povo teve tanta facilidade em ler a Bíblia. E também jamais em tempo algum se explicou com tamanha clareza pelo mundo todo o que dizem as escrituras sobre os temas vitais da salvação. O medo das igrejas tradicionais é que o povo descubra a verdade bíblica, e saia dessas igrejas. Isso levaria a um colapso do sistema católico e das igrejas protestantes e evangélicas estagnadas em seu passado.

Fonte - Cristo Voltará

Os últimos terremotos

Muchas son las personas que entran en este blog buscando el listado de terremotos más recientes o más frecuentes. Como va siendo costumbre últimamente, haremos un listado de aquellos terremotos que han superado los 5 grados de la escala de Richter. Inicamos desde el 1 de Noviembre de 2008.

1 de Noviembre de 2008:

- Terremoto de 5 grados en Pakistán, tres días después de otro terremoto que causó 300 víctimas (TVE).

6 de Noviembre de 2008:

- Terremoto de 6 grados en Nueva Zelanda y Australia (EcoDiario).

- Terremoto de 5,2 grados sacude Samar, en Filipinas (XinhuaNet).

7 de Noviembre de 2008:

- Un terremoto de 6,4 grados en la Isla de Vanatu, Australia (Soitu).

9 de Noviembre de 2008:

- Terremoto de 6,3 grados en la provincia noroccidental China de Qianghai (El Universal).

16 de Noviembre de 2008:

- Terremoto de 5,9 grados sacude San Salvador, capital de El Salvador (Terra).

17 de Noviembre de 2008:

- Mueren 4 personas por terremoto de 7,5 grados en Sulawesi, Indonesia (El Financiero). Según Rian.ru fueron 6 muertos y 77 heridos.

19 de Noviembre de 2008:

- Terremoto de 6,2 grados en la frontera entre Panamá y Costa Rica (ABC.es).

22 de Noviembre de 2008:

- Terremoto de 6,5 grados en Sumatra provoca alarma de Tsunami (Cooperativa.cl).

24 de Noviembre de 2008:

- Terremoto de 6,5 grados en el mar de Ojotsk, Rusia (El Tiempo). Ya se produjo otro de 7,7 grados en Julio de 2008 (Neic.usgov).

25 de Noviembre de 2008:

- Otro terremoto en Nueva Zelanda, esta vez de 6 grados, frente a las islas Kermadec (EcoDiario).

28 de Noviembre de 2008:

- Nuevo terremoto de 6 grados, en Sumatra (GoogleNews).

2 de Diciembre de 2008:

- Taipei, al sur de Taiwán sufre un terremoto de 6 grados (Europa Press).

3 de Diciembre de 2008:

- Sureste de Japón sufre terremoto de 6,1 grados (El Comercio).

10 de Diciembre de 2008:

- Islas Kermadec, de Nueva Zelanda, tiemblan por terremoto de 7,0 grados (Spanish China).

- Sichuan, de nuevo. Esta vez el terremoto es de 5 grados (Xinhuanet), esta vez dejando dos muertos y tres heridos (PeopleDaily).

13 de Diciembre de 2008:

- Lamia, a 200 Km de Atenas sufre terremoto de 5,3 grados (Telam).

19 de Diciembre de 2008:

- Terremoto de 5,2 grados al Oeste de Indonesia (PeopleDaily).

20 de Diciembre de 2008:

- Terremoto de 6,5 grados en la isla de Honsu, Jaón (Hispanidad).

21 de Diciembre de 2008:

- Terremoto de 5,5 grados sacude San Juan y Mendoza, Argentina (Infobae.com).

25 de Diciembre de 2008:

- Terremoto de 6,2 grados al sur de Filipinas (Xinhua).

26 de Diciembre de 2008:

- Terremoto en Yunan con miles de evacuados (EcoDiario).

- Terremoto de 6 grados en la costa de Pakistán (Terra).

30 de Diciembre de 2008:

- Terremoto de 5,9 grados en Sumatra (Reuters).

3 de Enero de 2009:

- Terremoto de 7,6 grados al sur de Indonesia (BBC).

- Terremoto de 5,9 grados al norte de Afganistán (RPP).

4 de Enero de 2009:

- Papúa Occidental sufre terremoto de 7,6 grados y deja 4 muertos (EuropaPress).

8 de Enero de 2009:

- Terremoto de 6,2 grados en Alajuela, Costa Rica deja dos fallecidos y decenas de heridos (El País).

15 de Enero de 2009:

- Terremoto de 7,3 grados en las Islas Kuril, Este de Rusia (EcoDiario).

19 de Enero de 2009:

- Terremoto de 6,7 grados en las Islas Kermadec, Nueva Zelanda (PeopleDaily).

- Terremoto de 6,8 grados en Nueva Caledonia (Xinhuanet).

24 de Enero de 2009:

- Terremoto de 6,1 grados al sur de Alaska (Telesur TV).

27 de Enero de 2009:

- Terremoto de 5 grados en Xinjiang, al noroeste de China (China).

- Terremoto de 5,9 grados en las islas de Sumatra (Xinhuanet).

2 de Febrero de 2009:

- Terremoto de 5,5 grados en Perú (VoaNews).

11 de Febrero de 2009:

- Un terremoto de 7.4 grados Richter sacudió Indonesia (Cronica).

13 de Febrero de 2009:

- Terremoto de 6,1 grados en Nusa Tenggara Oriental, Yakarta (Xinhuanet).

- Otro terremoto de 6,2 grados en las islas Talaud, cerca de Sulawesi en Indonesia, causa 42 heridos (Con Nuestro Perú).

15 de Febrero de 2009:

- Terremoto de 6 grados en el norte de Japón (Xinhuanet).

17 de Febrero de 2009:

- Terremoto de 5 grados deja un muerto en Turquía (Prensalatina).

- Terremoto de 5,4 grados al Sudeste de Grecia (EcoDiario).

18 de Febrero de 2009:

- Terremoto de 5,1 grados en el centro de Japón (ADN.es).

23 de Febrero de 2009:

- Terremoto de 5,8 grados en las islas Talaud, Indonesia (Xinhuanet).

3 de Marzo de 2009:

- Terremoto de 5 grados hace temblar las islas griegas del Dodecaneso (El Financiero).

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Un total de 44 terremotos notables en los últimos cuatro meses. La tierra envejece, señales de que neceista una reforma seria para brindarnos un nuevo hogar.

Fonte - Cuenta Atras

quinta-feira, 5 de março de 2009

Um esclarecimento

Por conta do artigo "Rumo à desintegração do sistema global" ontem aqui postado e, retirado de um site declaradamente socialista, motivo pelo qual inclusive assinalei ao final da postagem um link para o nosso "FAQ", recebi o seguinte comentário:

"Tinha que ser um maxista frustado,esses desvairados cheios de odio com as econômias prosperas do ocidente,tal como dom quixote guerreiam vãmente contra a econômia de mercado. Tal como a democracia a econômia de mercado dos males é o menor. O comunismo ou socialismo nunca jamais prosperara,pois todos os povos que respiraram os ventos da liberdade jamais retrocederão as trevas das pseudas teorias humanistas,das falta de liberdade,das perseguições,das tiranias etc.Liberdade ainda que tarde." (Anônimo)

Até para evitar novos comentários desta jaez e virulência textual gratuita, gostaria de firmar dois pontos: o primeiro, que este blog caracteriza-se primordialmente por uma singela análise de possibilidades face ao quadro profético que nós Adventistas do Sétimo Dia entendemos como reflexivo do texto bíblico e, partindo deste paradigma desenvolvemos um procedimento logicamente voltado a vislumbrar diversos tipos de correntes filosóficas na análise dos fatos que nos têm rodeado. Erros e acertos certamente fazem parte do processo.

Para o segundo ponto, mais diretamente ligado ao teor do comentário realizado, eu transcrevo a resposta que consignei já no corpo do supra citado post:

Este espaço não se pauta por nenhum outro "ismo", que não o cristianismo. Agora, é fato que as crises são motes para imposição de meios, como já ocorreu em outros pontos da história, inclusive após o "ismo" que inaugurou a tal "era da razão", que para alguns era o rompimento com "as trevas". Nós vemos bem o tanto de "luz" que tem "brilhado" neste mundo através dos cultores do deus do racionalismo.

O que ninguém diz, é que para sustentar os tais "ventos de liberdade" propalados pelo ilustre amigo Anônimo, a grande massa da população mundial continua jogada não nas trevas, mas em outro meio que a educação não me permite expressar.

Em um mundo onde 50% da população não chega aos 17 anos de idade, segundo li estes dias, falar de "ventos de liberdade" não pode ser nominado sequer como um sofisma, mas pura expressão, ou de ingenuidade, ou de compactuação com a mentira.

Como aclarado pelo título, apenas um esclarecimento.

A temperatura preferida de Deus

“E ao anjo da Igreja que está em Laodiceia, escreve: assim diz a Testemunha Fiel e Verdadeira, o Princípio da criação de Deus: Eu sei as tuas obras, que nem és frio nem és quente; oxalá foras frio ou quente! Assim, porque és morno e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca.” Apocalipse 3:14-16

Este trecho é retirado da mensagem profética à igreja de Laodiceia, contida nos últimos versos de Apocalipse 3, que é dirigida especificamente ao povo que habita a Terra no tempo imediatamente antes da Segunda Vinda de Jesus.

A Palavra infalível começa por afirmar que Deus sabe quais são as obras da Igreja de Laodiceia. Ele conhece exactamente tudo aquilo que cada um de seus membros é e faz. Pormenor algum escapa ao Seu conhecimento (ver Mateus 10:29, 30). Em Isaías 29:15 confirmamos que ninguém se pode pretender ou julgar longe do alcance de Deus: ‘ai dos que querem esconder profundamente o seu propósito do Senhor, e fazem as suas obras às escuras, e dizem: Quem nos vê? E quem nos conhece?’.

Que avaliação faz Deus dessas obras que esta igreja revela? Que comportamentos e atitudes identifica Ele na sua vida?

Um primeiro ponto fica claro: se Ele conhece essas obras, é porque elas existem; logo, o problema não é a quantidade. O que pode acontecer, é existir algo de errado com essas obras, e Deus ter decidido intervir para advertir e recomendar a Igreja.

As obras às quais Deus Se refere, não são as obras ditas visíveis, palpáveis que esta igreja faz; contextualizando ao mundo actual, e à nossa realidade como Adventistas, Ele não Se refere às escolas, aos hospitais, aos lares para idosos, às editoras e hospitais que temos nem ainda aos desamparados e desabrigados que socorremos. Deus fala aqui das obras espirituais, dos nossos comportamentos e acções, das nossas motivações propósitos e sinceridade de coração.
E, logo nos aponta o problema: as nossas obras não são quentes nem frias – são mornas! Então, surge como lógica a pergunta: o que significam, o que quer Ele dizer com obras quentes, frias e mornas?

Estes três níveis de temperatura são símbolos do comportamento humano – comportamento espiritual. Paralelamente, o Novo Testamento descreve o comportamento espiritual (também) em três categorias:

a) obras da carne;
b) obras da fé;
c) obras da lei.

Será que, logicamente, a cada tipo destas obras corresponde cada tipo de temperatura (quente, frio e morno) denunciado em Apocalipse 3:15?

Em Romanos 7:14 é-nos mostrada a condição humana: “… mas eu sou carnal vendido sobre o pecado.” Paulo quer dizer ‘os meus comportamento são carnais, dependentes da minha condição de pecador’.

Ao longo do Novo Testamento, vemos um paralelismo claro entre carne e pecado. Logo, as obras da carne são o pecado que cometemos. Gálatas 5:19-21 descreve pormenorizadamente algumas dessas obras: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, invejas, bebedices, homicídios, etc..

Se quisermos resumir todos estes comportamentos numa só palavra, poderíamos dizer que estas obras são o pecado, ou seja, o desvio da vontade e propósito original de Deus. Romanos 8:7-8 diz claramente que “…a inclinação da carne é inimizade contra Deus (…) os que estão na carne não podem agradar a Deus”.

Ou seja, as obras que provêem da carne (do pecado, da natureza caída) não podem ser nem produzir alguma coisa boa. Mateus 24:12 vai ainda mais longe ao apontar uma consequência deste comportamento: “e por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará”.

A conclusão é óbvia: o aumento (ou simples permanecer, pactuar com o pecado) conduzirá a um progressivo arrefecimento da condição espiritual.

No Médio Oriente dos tempos bíblicos, a parte clara do dia era conotada com o calor e a parte escura, a noite, as trevas, com o frio. Por isso lemos em Efésios 5:11 “e não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas antes condenai-as.” As trevas, ou escuridão, representam o lugar onde as obras e tudo o que lá há é frio. Assim, Deus não poderá dar outra ordem que não seja o nosso afastamento das obras de procedem da carne, essas que têm a sua origem no próprio eu.

Como tal, as obras frias são as obras da carne, resultantes do pecado.
O que serão, então, as obras quentes?

Em Gálatas 5:16-17 lemos: “andai no Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne. A carne luta contra o Espírito e o Espírito luta contra a carne.” As obras motivadas pelo Espírito encontram-se em total oposição às obras do pecado.

E como podemos saber que estamos trilhando e executando as obras do Espírito? João 14:12 dá a resposta: “aquele que crê em Mim, fará as obras que Eu faço.” O crer, ter fé, andar pela fé (isto é, fazer as obras da fé), acontece quando o Espírito de Deus habita e toma conta do ser. Não mais as obras serão dos homens, mas serão as obras de Deus realizadas nos Seus discípulos pelo Seu Espírito Santo. Logo, são obras do Espírito e não da carne, como as anteriores: “vós, porém, não estais na carne, se é o Espírito de Deus que habita em vós” (Romanos 8:9-10).

É sempre Deus quem dirige as obras da fé; por isso elas são quentes. A morte das obras frias da carne acontece quando vida é caracterizada pelas obras quentes do Espírito de Deus. É Ele quem produz essas obras – a nossa actuação passa a ser o resultado da presença de Deus. As obras dirigidas pela fé são o resultado do trabalho de Deus na vida daquele que Lhe entrega a sua vontade, daquele que decide submeter o controlo da sua vida ao poder divino.

Esta é a forma visível, palpável de Deus habitar em cada um. O apóstolo Paulo elogia os tessalonicenses pela ‘obra da vossa fé’ (I Tessalonicenses 1:3) – uma fé que leva à acção.
Resumindo: obras da carne (do homem, do pecado) são obras frias; obras da fé (efectuadas por Deus em nós) são obras quentes.

Finalmente, o que serão as obras mornas, as que Deus repreende fortemente?

Por exclusão de partes, as obras mornas são as obras da lei. Gálatas 3:10-11 diz “todos aqueles que são das obras da lei, estão debaixo de maldição. E é evidente que pela lei, ninguém será justificado.”

A justiça que vem das obras da lei é uma justiça própria, baseada no próprio eu. As obras da lei são a auto-justificação, um raciocínio que conclui (erradamente): cumpro, logo sou apto. São os nossos esforços legalistas, o simples cumprir da lei, dos preceitos e ordens com o objectivo de obter salvação.

As acções exteriores até podem parecer iguais às acções quentes. Mas aquilo que é visível não é necessariamente o pleno reflexo do que vai dentro do coração, nas intenções e motivações, na verdadeira e profunda decisão, pois verdadeiramente é o eu que dirige os passos. Mas, por serem uma mistura de motivações erradas com fins correctos, elas são mornas. É a carne fazendo o trabalho que é correcto, necessário, fundamental, mas que cabe ao Espírito fazer.

Qual é o problema da mornidão? É a justiça própria, aquele sentimento que leva a pensar que a intervenção de Deus não é necessária.

Vejamos como este factor se aplica à Igreja de Laodiceia (que era uma cidade termal, por isso própria para aferir a diferença entre quente, frio e morno). Durante o período em que Nero foi imperador romano, esta cidade sofreu um forte terramoto. Esta catástrofe natural era algo frequente naquela zona, mas a do ano 60 d.C. destruiu a cidade por completo. Roma ofereceu dinheiro para a reconstrução mas os habitantes de Laodiceia recusaram, por serem muito ricos e terem meios para resolverem o problema sem ajuda externa. Eles diziam: ‘nós temos muito dinheiro’.

Por outro lado, pela cidade passava uma das principais vias daquele tempo, de tal forma que se tornou um ponto de convergência das mais diversas rotas de comércio. Por comprarem os melhores tecidos que havia, ali trazidos pelos mercadores, os laodiceanos tornaram-se grandes artífices de vestuário, de tal forma que todos se vestiam sumptuosamente. Eles diziam: ‘nós temos as melhores roupas’.

Finalmente, havia ali algum avanço na medicina. De acordo com o historiador grego Strabo, havia em Laodiceia uma escola médica, na qual leccionava um famoso oftalmologista. Perto dali ficava a Prígia, onde um poderoso ingrediente para loções oculares, o chamado pó da Prígia, também referido em obras de outros autores gregos como Aristóteles (filósofo) e Galeno (médico), era largamente estudado e utilizado. Portanto, Laodiceia tornou-se famosa pelo uso desse unguento para os olhos, que era um tratamento muito avançado para a época. Eles diziam: ‘nós vemos muito bem’.

Repare-se agora no contraste: enquanto o povo diz ‘nós temos muito dinheiro’, ‘nós temos as melhores roupas’ e ‘nós vemos muito bem’, Jesus aponta-lhe o dedo e diz: ‘Aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças; e roupas brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os teus olhos com colírio, para que vejas.’

Que enorme diferença entre aquela que pensamos ser a nossa condição, e aquilo que Jesus nos diz que precisamos: ‘sem Mim nada podeis fazer’ (João 15:5)!

Ellen G. White adverte no livro ‘Aos Pés de Cristo’, pág. 44: “Há os que professam servir a Deus, ao mesmo tempo que confiam em seus próprios esforços para obedecer à Lei de Deus, formar um carácter recto e alcançar a salvação. Seu coração não é movido por uma intuição profunda do amor de Cristo, mas procuram cumprir os deveres da vida cristã como uma exigência de Deus a fim de alcançarem o Céu. Semelhante religião, nada vale.”

Por mais incrível que nos possa parecer, a Testemunha Verdadeira, Jesus, diz que uma vez que estando presos nas obras mornas da justiça própria, seria preferível que fossemos dirigidos pelas obras da carne!

Se fazemos obras quentes, estamos no caminho de Deus – ÓPTIMO! Romanos 2:20 saúda aquele que se entrega ao Senhor sem reservas: “vivo não mais eu mas Cristo vive em mim.”
Se fazemos as obras frias, estamos em pecado – ÓPTIMO, Deus pode entrar em acção para nos salvar! Se em Romanos 7:24 somos justamente condenados na expressão “miserável homem que eu sou, quem me livrará do corpo desta morte?”, em Romanos 5:20 temos a solução para o nosso problema: “onde abundou o pecado, superabundou a graça de Deus.”

No entanto, se fazemos as obras mornas, pensando que estamos muito bem – PÉSSIMO, Deus não pode fazer seja o que for! Não há uma decisão de arrependimento, não há uma vontade de mudança de rumo, não há um desejo de alterar o comportamento, não há uma entrega ao Senhor; por isso enganosamente dizemos ‘de nada tenho falta' (Apocalipse 3:17)! Então, a trágica consequência é gravemente proferida por Jesus: ’vomitar-te-ei da Minha boca’ (Apocalipse 3:16), em paralelo total com aqueles a quem Jesus dirige as palavras ‘nunca vos conheci; apartai-vos de Mim, vós que praticais a iniquidade’ (Mateus 7:23) – sim, esses mesmos que em nome de Jesus dizem ter praticado todas as suas obras…

Quando Jesus refere (3:20) ‘eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a Minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo’, está a estender o convite a deixarmos o frio ou a mornidão que caracteriza a nossa vida, e nos deixemos aquecer pelo poder que Ele nos oferece! Ele quer remover a nossa inclinação para o que é frio e morno, sem valor espiritual, sem conteúdo bom e verdadeiro!

João 10:27 explica quem são aqueles que ouvem a voz de Jesus: ‘as minhas ovelhas ouvem a minha voz e Eu conheço-as, e elas me seguem’.

‘Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais os vossos corações’ (Hebreus 3:15). O coração duro é aquele que é morno, que não ouve a voz de Jesus. Por essa razão teve Ele de se voltar para a Sua cidade amada e chorar (ver Lucas 19:41)…

Hoje mesmo está na mão de cada um limpar as lágrimas do rosto de Jesus! Hoje mesmo é o tempo de perder a mornidão que nos atinge e cega a mente! Hoje mesmo é o tempo de nos voltarmos para o Senhor com um coração humilde e sincero em busca de Seu perdão, de ouvir a Sua voz e deixá-Lo entrar para cear em nossa casa!

Filipe Reis - Vila Nova de Gaia, Porto, Portugal - Editor do Blog - O Tempo Final

Fonte - Nisto Cremos

Nota DDP: Os negritos são de nossa lavra.

Evangélicos agredidos por não participarem de festas católicas

Na comunidade de Nachij, em Zinacantán, moradores e autoridades agrediram cinco evangélicos que se recusaram a participar de festividades católicas.

Em novembro de 2008, moradores em Nachij foram convocados pelas autoridades locais para receber suas tarefas para um festival católico. Cinco homens evangélicos, José Sanchez Perez, Nicolas Perez Lopez, Manuel Gomez Perez, Pedro Perez Hernandez e Mariano Perez Vazquez, que se recusaram a aceitar os trabalhos designados para eles. Estavam determinados a sustentar sua crença de que Jesus é único Deus verdadeiro, a quem eles servem com total dedicação e humildade.

Todas as vezes que pediam para que os evangélicos aceitassem as tarefas, eles diziam “não”. A população católica se enfureceu com os homens, os agrediram fisicamente e ameaçaram, dizendo que se não cumprissem com seus deveres, teriam que pagar uma multa. Eles permaneceram firmes; aceitaram a agressão e não cederam às ameaças dos católicos. Eles continuaram como firmes testemunhas de Cristo.

Essa comunidade é parte do município de Zinacantán, que faz fronteira com San Juan Chamula, Chiapa de Corzo, Acala e San Cristóbal de las Casas. Nesses lugares nativos, os católicos esperam receber pelos festivais que celebram. Também pedem que os moradores trabalhem em funções específicas ajudando no planejamento dos festivais. Antigamente, muitos dos evangélicos que moram em Nachij colaboraram com as festividades para evitar problemas com a igreja católica. No entanto, houve uma mudança de atitude no ano passado. Os novos convertidos não querem participar das práticas católicas, e isso faz com que os evangélicos mais antigos também entrem na luta contra a participação obrigatória nesses rituais.

Existe um preço a pagar por seguir a Cristo nessa região. Uma mudança está acontecendo nas comunidades, à medida que os evangélicos se comprometem, de todo coração e alma, a não servir dois senhores. Ore por esses cristãos que tomaram a decisão por Cristo, e vão até o fim, enfrentando o que for preciso.

Fonte - Portas Abertas

Nota DDP: E ainda existem pessoas que entendem muito difícil uma perseguição em massa contra "dissidentes" de um eventual consenso global sobre questões que envolvam a "sobrevivência" da raça humana. O ser humano é capaz de perseguições por uma simples festa, quanto mais em relação a "crimes contra a humanidade".

Obama traça cenário sombrio para o 1º trimestre

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, previu ontem um primeiro trimestre sombrio para a economia americana, mas disse que o crédito voltará a fluir em algum momento, sem especificá-lo. "A performance da economia no último trimestre de 2008 foi a pior em 25 anos.

Francamente, nos primeiros três meses deste ano, há poucas esperanças de um resultado melhor", afirmou Obama, em discurso durante encontro com o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown.

Depois da reunião, Obama adotou um tom menos pessimista. Ele disse estar confiante em que o crédito voltará a circular. "Estou absolutamente confiante em que o crédito fluirá novamente, que as empresas verão oportunidades para investimentos e começarão a contratar outra vez", disse.
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Fonte - Último Segundo

quarta-feira, 4 de março de 2009

Notícias interligadas

Obama e Brown pedem solução global contra crise econômica

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, fizeram hoje um apelo para que a comunidade internacional se mobilize em prol de uma solução global para os problemas econômicos atuais.

Brown, o primeiro líder europeu a visitar a Casa Branca desde a posse do chefe de Estado americano, foi recebido no Salão Oval, mas depois participou de um almoço de trabalho com Obama.

Em declarações após a reunião, os dois se disseram dispostos a dar sua colaboração e a buscar a ajuda de outros líderes contra a crise econômica mundial.

O presidente americano também se declarou "totalmente confiante" nos planos de seu Governo para fazer frente aos ativos podres que comprometem os bancos e o resto da economia.

No entanto, disse que a recuperação do setor ainda levará algum tempo. "O sistema bancário sofreu um duro golpe", declarou Obama, que citou, entre outros problemas, "uma regulação covarde, um endividamento maciço e riscos enormes tomados por instituições reguladas e não reguladas".
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Fonte Terra Notícias

Por um ‘New Deal’ global

Mas é quando os tempos se tornam mais duros e os desafios maiores que países de todo o mundo precisam mostrar visão, liderança e coragem e, embora possamos fazer muita coisa nacionalmente, podemos fazer ainda mais trabalhando juntos internacionalmente.

Assim, este é o momento para líderes de cada país trabalharem juntos para acertar a ação que nos permita transpor a presente crise e garantir que sairemos dela mais fortes. E não existe nenhuma parceria internacional na história recente que tenha servido melhor ao mundo que a relação especial entre a Grã-Bretanha e os Estados Unidos.

Trata-se de uma relação que persistiu e prosperou porque se baseia não simplesmente em nossa história comum, mas em valores duradouros que nos unem nossos países se fundaram na liberdade, nossas histórias se forjaram pela democracia e pela crença inabalável no poder de empresa e oportunidade.

Mas, se ela reflete nossos valores e nossas histórias, essa relação especial é também uma parceria de propósitos, renovada por cada geração para refletir os desafios que enfrentamos. Nos anos 1940, descobrimos sua força plena na derrota do fascismo e na construção da ordem internacional do pós-guerra; na era da Guerra Fria, combatemos a propagação de armas nucleares e, quando o Muro de Berlim caiu, assistimos ao fim do comunismo. Neste novo século, desde que os horrores visitaram os Estados Unidos, em 2001, trabalhamos em parceria para derrotar o terrorismo.

Agora, nesta geração, precisamos mais uma vez renovar nosso trabalho conjunto. Um novo conjunto de desafios se coloca para o mundo todo, impondo a necessidade de uma parceria de propósitos que deve envolver o mundo inteiro. Reconstruir a estabilidade financeira mundial é um desafio global que exige soluções globais.

Entretanto, a instabilidade financeira é apenas um dos desafios que a globalização nos traz. Nossa tarefa ao trabalharmos juntos é assegurar uma recuperação com alto crescimento e baixa emissão de carbono, tratando com seriedade o desafio global da mudança climática. E nossos esforços precisam trabalhar para um mundo mais estável no qual derrotaremos não só o terrorismo global, mas a pobreza, a fome e a doença globais.

A globalização trouxe grandes avanços, tirando milhões da pobreza na medida em que eles colhem os benefícios do crescimento econômico e do comércio. Mas trouxe também novas incertezas, como esta a primeira crise financeira verdadeiramente global salienta. A globalização não é uma opção, é um fato, e por isso a questão que se coloca é se a administramos bem ou mal.

Acredito que não existe desafio tão grande ou tão difícil que não possa ser vencido pelos Estados Unidos, a Grã-Bretanha e o mundo trabalhando juntos. É por isso que o presidente Obama e eu discutiremos nesta semana um novo acordo global, cujo impacto poderá se estender das aldeias da África à reforma de instituições financeiras em Londres e Nova York e dar segurança às famílias que trabalham duro em cada país.

Vejo esse novo acordo global como um acordo em que cada continente injetará recursos em sua economia. Acredito que o central neste novo investimento é que cada país apoie uma recuperação verde para o futuro, que cada país que deseje participar de um sistema financeiro internacional concorde com princípios comuns de regulação financeira, internacionalmente coordenada, e mudanças em seus sistemas bancários que nos trarão de novo uma prosperidade comum. E que, juntos, precisamos acertar a reforma do mandato e da governança de instituições globais para reconhecer a forma cambiante da economia mundial e o surgimento de novos atores.
Trata-se de um novo acordo global que assentará as bases não só de uma recuperação econômica sustentável, mas de uma era de parceria internacional genuinamente nova em que todos os países terão um papel a desempenhar. Esse programa de ações internacionalmente coordenadas inclui seis elementos: Primeiro, uma ação universal para impedir a propagação da crise, estimular a economia global e ajudar a reduzir a gravidade e extensão da recessão global. Segundo, uma ação para revigorar o sistema de empréstimos para que famílias e empresas possam tomar novamente emprestado. Terceiro, uma renúncia de todos os países ao protecionismo, com um mecanismo transparente para monitorar os comprometimentos.

Quarto, uma reforma da regulação internacional para fechar lacunas regulatórias para que sistemas bancários paralelos não tenham onde se esconder. Quinto, uma reforma de nossas instituições financeiras internacionais e a criação de um sistema internacional de alarme antecipado. E, por último, uma ação internacional coordenada para construir o amanhã hoje colocar a economia mundial num caminho econômico, social e ambientalmente sustentável rumo à recuperação e ao crescimento futuro.

Eu sempre fui um "atlanticista" e um grande admirador do espírito de empreendimento e de propósito nacional americano. Visitei os EUA muitas vezes e fiz muitos amigos lá, e como primeiro-ministro quero fazer mais para fortalecer nossa relação com os EUA.

Winston Churchill descreveu a herança conjunta de Grã-Bretanha e Estados Unidos como não só uma história compartilhada, mas uma crença compartilhada nos grandes princípios de liberdade e direitos humanos o que Barack Obama descreveu como o poder duradouro de nossos ideais democracia, liberdade, oportunidade e esperança inabalável.

Grã-Bretanha e Estados Unidos podem estar separados pelas milhares de milhas do Atlântico, mas estamos unidos por valores comuns que jamais poderão ser rompidos. E, no momento em que os Estados Unidos se erguem em sua aurora de esperança, é meu desejo que essa esperança seja realizada com todos nós reunidos para moldar o século 21 como o primeiro século de uma sociedade verdadeiramente global.

Os historiadores olharão para trás e dirão que este não foi um período ordinário, mas um momento definidor: um período de mudança global sem precedente, e um tempo em que um capítulo se encerrou e outro começou. A escala e velocidade da crise bancária global às vezes tem sido quase avassaladora, e sei que em países de todo o mundo pessoas que confiavam em seus bancos para guardar suas poupanças têm se sentido impotentes e assustadas.

Fonte Último Segundo

Gordon Brown incita Obama a fundar nova ordem mundial

Gordon Brown estende a mão ao próximo presidente norte-americano em nome de uma nova ordem mundial.

Como Barack Obama, o primeiro-ministro britânico, quer demarcar-se da era do seu predecessor no cargo, tendo-se apresentando ontem como um atlantista e europeísta convicto, durante o discurso anual sobre política estrangeira.

“A aliança entre o Reino Unido e os Estados Unidos, e de uma forma mais alargada entre a Europa e os Estados Unidos, pode e deve marcar uma nova liderança, de forma a dirigir os esforços globais para a construção de uma nova ordem mundial mais justa, mais segura e mais forte”.

Brown, cuja subida de popularidade é proporcional aos receios de recessão económica, anunciou ainda que vai baixar os impostos para diminuir o impacto da crise junto das famílias mais carenciadas.

Uma medida que vai propor aos restantes parceiros do G20 durante a conferência de Washington, no próximo Sábado.

A perturbar a nova sintonia entre Londres e Washington estará apenas o Afeganistão. Apesar dos apelos de Obama, Brown já afirmou que não pretende enviar mais tropas para o país.

Fonte EuroNews

Nota Resta uma Esperança: Assim começa a Nova Ordem Mundial. A minha preocupação é que enquanto o mundo se prepara para dar seu último ataque contra o povo de Deus, este mesmo povo continua dormindo em seus pecados e debruçados sobre o seu "eu". Mas quanto aqueles que desejam acordar: Por favor, acordem! Preparem-se! Os sinais do fim estão sendo vistos no mundo e na igreja, é só abrirmos os olhos e veremos que o fim se aproxima.

Rumo à desintegração do sistema global

Setembro de 2008 foi um ponto de inflexão no processo recessivo que se iniciara nesse ano nos Estados Unidos: estalou o sistema financeiro e a recessão começou a estender-se rapidamente a nível planetário. Ao mesmo tempo, evidenciavam-se sintomas muito claros de transição global para a depressão e a sua chegada começou a ser admitida em princípios de 2009.

Agora assistimos a um encadeamento internacional de quedas produtivas e financeiras. Ele é acompanhado por uma mistura de pessimismo e impotência diante da provável transformação da onda depressiva em colapso geral, ao mais alto nível das elites dirigentes.

As declarações de George Soros e Paul Volkcker na Universidade de Columbia a 21 de Fevereiro de 2009 assinalaram uma ruptura radical [1] , muito mais séria do que a de Alan Greenspan dois anos atrás quando anunciou a possibilidade de os Estados Unidos entrarem em recessão. Volcker admitiu que esta crise é muito mais grave que a de 1929. Isso significa que a mesma carece de referências na história do capitalismo. O desaparecimento de paralelismos em relação a crises anteriores refere-se também (e principalmente) aos remédios conhecidos. Porque 1929 e a depressão que se seguiu estão associados à utilização com êxito dos instrumentos keynesianos, à intervenção maciça do Estado como salvador supremo do capitalismo. E o que estamos a presenciar agora é a mais completa ineficácia dos Estados dos países centrais para superar a crise. Na realidade, a avalanche de dinheiro que eles lançam sobre os mercados para auxiliar bancos e algumas empresas transnacionais não só não trava o desastre em curso como também está a criar as condições para futuras catástrofes inflacionárias, as próximas bolhas especulativas.

IMPLOSÃO CAPITALISTA?

Soros, por sua vez, confirmou aquilo que já era evidente: o sistema financeiro mundial desintegrou-se, ao que acrescentou a descoberta de semelhanças entre a situação actual e aquela vivida durante o derrube da União Soviética. Quais são esses paralelismos? Como sabemos, o sistema soviético começou a desmoronar-se em fins dos anos 1980 para finalmente implodir em 1991. O fenómeno foi geralmente atribuído à degradação da sua estrutura burocrática o que o tornava em princípio intransferível para o capitalismo que também alberga uma vasta burocracia (ainda que não hegemónica como no caso soviético). Mas existe um processo, uma doença que não é património exclusivo dos regimes burocráticos, que se desenvolveu no capitalismo tal como nas civilizações anteriores à modernidade: trata-se da hipertrofia parasitária, do domínio esmagador de formas sociais parasitárias que depredam as forças produtivas até um ponto tal em que o conjunto do sistema fica paralisado, não pode reproduzir-se mais e finalmente morre afogado no seu próprio apodrecimento.

Ao longo do século XX o capitalismo impulsionou estruturas parasitárias como o militarismo e sobretudo as deformações financeiras que marcaram a sua cultura, seu desenvolvimento tecnológico, seus sistemas de poder. As últimas três décadas assistiram à aceleração do processo — adornado com o discurso da reconversão neoliberal, do reinado absoluto do mercado. Talvez o seu ponto mais alto tenha sido alcançado durante o último lustro do século XX, em plena expansão das bolhas bursáteis e quando o poder militar dos Estados Unidos parecia ser imbatível.

Mas na primeira década do século XXI começou o desmoronamento do sistema. O Império afundou no pântano de duas guerras coloniais, sua economia degradou-se velozmente e bolhas financeiras de todo tipo (imobiliárias, comerciais, de endividamento, etc) povoaram o planeta. O capitalismo financiarizado havia entrado numa fase de expansão vertiginosa esmagando com o seu peso todas as formas económicas e políticas. Em 2008 os Estados centrais (o G7) dispunham de recursos fiscais num montante da ordem de 10 milhões de milhões de dólares contra 600 milhões de milhões em produtos financeiros derivados registados pelo Banco da Basiléia (BIS), ao que é necessário acrescentar outros negócios financeiros. Segundo alguns peritos, actualmente a massa especulativa global supera os 1000 milhões de milhões (cerca de 20 vezes o Produto Bruto Mundial).

Essa montanha financeira não é uma realidade separada, independente da chamada economia real ou produtiva. Foi engendrada pela dinâmica do conjunto do sistema capitalista: pelas necessidades de rentabilidade das empresas transnacionais, pelas necessidades de financiamento dos Estados. Não é uma rede de especuladores autistas lançados numa espécie de auto-desenvolvimento suicida e sim a expressão radicalmente irracional de uma civilização em decadência (tanto a nível produtivo como político, cultural, ambiental, energético, etc). Há mais de quatro década o capitalismo global com eixo nos países centrais suporta uma crise crónica de superprodução, acumulando sobrecapacidade produtiva perante uma procura global que crescia mas cada vez menos. A droga financeira foi a sua tábua de salvação, melhorando lucros e impulsionando o consumo nos países ricos, ainda que a longo prazo tenha envenenado totalmente o sistema.

Foi posto em moda lançar a culpa da crise nos chamados especuladores financeiros. Segundo nos explicam altos dirigentes políticos e peritos mediáticos, as turbulências chegarão ao seu fim quando a "economia real" impuser a sua cultura produtiva submetendo às regras do bom capitalismo as redes financeiras hoje fora de controle. Contudo, em meados da década actual, nos Estados Unidos mais de 40% dos lucros das grandes corporações provinha dos negócios financeiro [2] . Na Europa a situação era semelhante. Na China, no momento do maior auge especulativo (fins de 2007), só a bolha bursátil movia fundos quase equivalentes ao PIB desse país [3] , alimentada por empresários privados e públicos, altos burocratas, profissionais, etc. Não se trata por conseguinte de duas actividades, uma real e outra financeira, claramente diferenciadas, e sim de um só conjunto heterogéneo, real, de negócios. É esse conjunto que agora está a desinchar velozmente, a implodir depois de haver chegado ao seu máximo nível de expansão possível nas condições históricas concretas do mundo actual. Sob a aparência imposta pelos meios globais de comunicação de uma implosão financeira que afecta negativamente o conjunto das actividades económica (algo assim como uma chuva tóxica a atacar as pradarias verdes) surge a realidade do sistema económico global como totalidade a contrair-se de maneira caótica.

SINAIS

As declarações de Soros e Volcker foram efectuadas poucos dias antes de o governo norte-americano ter dado a conhecer os números oficiais definitivos da queda do Produto Interno Bruto no último trimestre de 2008 em relação a igual período de 2007: a primeira estimativa oficial que fixara a referida queda em 3,8% verificou-se ser uma mentira grosseira. Agora verifica-se que a contracção chegou aos 6,2% [4] — isso já não é recessão e sim depressão. O Japão por sua vez teve no mesmo período uma descida do PIB da ordem dos 12% e em Janeiro de 2009 as suas exportações caíram 45% em comparação com o mesmo mês do ano anterior [5] . Na Europa a situação é semelhante ou talvez pior. Após o derrube financeiro da Islândia, a ameaça da bancarrota económica em vários países da Europa do Leste como a Polónia, Hungria, Ucrânia, Letónia, Lituânia, etc, ameaça de maneira directa os sistemas bancários credores da Suíça e da Áustria, que poderiam fundir-se como o da Islândia. Enquanto isso, os grandes países industriais da região, como Alemanha, Inglaterra ou França, vão passando da recessão à depressão. Os prognósticos sobre a China anunciam para 2009 uma redução da sua taxa de crescimento à metade do de 2088. Suas exportações de Janeiro foram 17,5% inferiores às de Janeiro do ano anterior [6] . Esta brusca deterioração do centro vital do seu sistema económico não tem perspectivas de recuperação enquanto durar a depressão global, pelo que o seu ritmo de crescimento geral continuará a descer.

Que Soros e Volcker abram a expectativa de um colapso do sistema económico mundial não significa que o mesmo se produza de modo inevitável. Afinal de contas, uma das principais características de uma decadência civilizacional como a que estamos a presenciar é a existência de uma profunda crise de percepção nas elites dominantes. Contudo, a acumulação de dados económicos negativos e a sua projecção realista para os próximos meses estão a indicar que a grande catástrofe anunciada por eles tem probabilidades de realização muito altas. Para esse desenlace contribuem a impotência comprovada dos supostos "factores de controle" do sistema (governos, bancos centrais, FMI, etc) e a rigidez política do Império. Ao ampliar, por exemplo, a guerra no Afeganistão — preservando assim o poder do Complexo Industrial Militar, gigante parasitário cujos gastos reais actuais (aproximadamente pouco mais de um milhão de milhões de dólares por ano) equivale a 80% do défice fiscal dos Estados Unidos.

A estes sintomas económicos e políticos devemos acrescentar a crise energética e alimentar dela derivada, que certamente voltarão a manifestar-se mal se detenha o processo inflacionário (e talvez antes). Tudo isso num contexto de crise ambiental que passou a ser um factor actual de crise (já não é mais uma ameaça quase intangível localizada num futuro longínquo). E por trás dessas crises parciais encontramos a presença da crise do sistema tecnológico moderno, incapaz de superar – como componente motriz da civilização burguesa – os bloqueios energéticos e ambientais criados pelo seu desenvolvimento depredador.

DESINTEGRAÇÃO, IMPLOSÃO E DISJUNÇÃO

A desintegração-implosão do sistema global não significa a sua transformação num conjunto de subsistemas capitalistas ou blocos regionais com relações mais ou menos fortes entre si, alguns prósperos, outros declinantes (a unipolaridade estado-unidense convertendo-se em multipolaridade, "disjunção" ordenada em torno de novos ou velhos pólos capitalistas). A economia mundial está altamente transnacionalizada, forma um denso emaranhado de negócios produtivos, comerciais e financeiros que penetra profundamente as chamadas "estruturas nacionais", investimentos e dependências comerciais atam-nas de maneira directa ou indirecta aos núcleos decisivos do sistema global.

Em termos gerais, para um país ou uma região, a ruptura dos seus laços globais ou o seu enfraquecimento significativo implica uma enorme ruptura interna, o desaparecimento de sectores económicos decisivos com as consequências sociais e políticas que daí decorrem.

Além disso, até agora o sistema global estava organizado de maneira hierárquica tanto no seu aspecto económico como político-militar (unipolaridade) devido ao fim da Guerra Fria e da transformação dos Estados Unidos no senhor do planeta. Não só no espaço de concentração das decisões comerciais e financeiras (isso já ocorria há mais de seis décadas) como também das grandes decisões políticas.

O afundamento do centro do mundo [7] em meio à depressão económica internacional significa o desencadear de uma cadeia global de crises (económicas, políticas, sociais, etc) de intensidade crescente.

Recentemente Zbigniew Brzezinski pôs de lado as suas tradicionais reflexões sobre política internacional para alertar acerca da possibilidade de agravamento dos conflitos sociais dentro dos Estados Unidos que, segundo ele, poderia derivar em distúrbios violentos generalizados [8] . Por sua vez, e a partir de uma perspectiva ideológica oposta, Michael Klare descreveu o mapa dos protestos populares que atravessa todos os continentes, países ricos e pobres, do Norte e do Sul, iniciados em 2008 como consequência da crise alimentar num amplo leque de países periféricos mas que começam a desenvolver-se globalmente em resposta ao agravamento da depressão económica [9] : a multiplicação de crises de governabilidade aguarda-nos a curto prazo.

A hipótese da implosão capitalista abre o espaço para a reflexão e a acção quanto ao horizonte pós capitalista, onde se misturam velhas e novas ideias, ilusões fracassadas e densas aprendizagens democráticas do século XX, travões conservadores legitimando ensaios neocapitalistas e visões renovadas do mundo a pressionar grandes inovações sociais.

A agonia da modernidade burguesa com os seus perigos de barbárie senil — mas ruptura de bloqueios ideológicos, de estruturas opressivas e de esperança na regeneração humanista das relações sociais.

02/Março/2009

por Jorge Beinstein
Jorge Beinstein é doutor em Ciências Econômicas e professor da Universidade de Buenos Aires. Trabalhou durante muitos anos como consultor de organizações internacionais e lecionou economia internacional na Europa. Autor do livro "Capitalismo Senil", atualmente se dedica ao estudo da crise da globalização.

Notas
(1) "Soros sees no bottom for world financial 'collapse' ", Reuters. Sat Feb 21, 2009. David Randall and Jane Merrick, "Brown flies to meet President Obama for economy crisis talks" , The Independent , Sunday, 22 February 2009.
(2) US Economic Report for the President, 2008.
(3) Em Agosto de 2007 a capitalização das bolsas chinesas superava o valor do Produto Interno Bruto do ano 2006. Dong Zhixin, "China stock market capitalization tops GDP", Chinadaily ( http://www.chinadaily.com.cn/china/2007-08/09/content_6019614.htm )
(4)Cotizalia.com, 27 febrero 2009, "El PIB de EEUUse hunde un 6,2% en el cuarto trimestre".
(5) BBC News, 25-2-2009, "Japan exports drop 45 % to new low".
(6) "China's export down 17.5% in January", Xinhua, 2009-02-11.
(7) Jorge Beinstein, "El hundimiento del centro del mundo. Estados Unidos entre la recesión y el colapso". Rebelión, 8-5-2008 ( http://www.rebelion.org/noticia.php?id=67099 ).
(8) "Brzezinski: 'Hell, There Could Be Even Riots' ", FinkelBlog – 20/02/2009 - brzezinski-hell-there-could-be-even-riots ).
(9, Michael Klare, "A planet at the brink?", Asia Times, 28 de Fevereiro de 2009.

Fonte - Resistir

FAQ

Igreja fala em risco de «implosão social»

O presidente da Comissão Episcopal de Pastoral Social, D. Carlos Azevedo, considera que no nosso país se estão a agravar as “situações de pobreza e de precariedade do emprego”, afirmando que “paira o risco de uma implosão social".

Este responsável fala numa possível "perda da paz", referindo que se "levanta um acicate para movimentos de restrição do regime democrático”.

Na mensagem para o Dia da Caritas 2009, que se celebrará no próximo dia 15 de Março, o Bispo Auxiliar de Lisboa defende que “o agudizar de problemas sociais decorrentes da crise financeira e económica e resultantes de opções políticas erradas, algumas persistentes há décadas, exige uma leitura atenta, cuidadosa e profunda da realidade”.

“Agravam-se as situações de pobreza e de precariedade do emprego, desaparecem oportunidades de emprego e cresce o desemprego com despedimentos massivos, seja por falta de viabilidade económica das empresas, seja por oportunismo lesivo dos trabalhadores”, elenca.
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Fonte - Ecclesia

Nota DDP: Oportuno ler o artigo anterior sobre o agravamento da crise econômica denunciado pelo FMI e as suas possíveis consequências.

Crise econômica será maior que a prevista

O FMI revisou sua previsão de desempenho da economia mundial para este ano. Agora diz que o declínio econômico mundial será bem mais profundo que o previsto anteriormente. A recessão vai se aprofundar, já não há duvidas disso, diz o FMI. A estimativa anterior era de um crescimento global de 2,2%, insuficiente para manter os empregos e dar emprego a novos candidatos. Agora, a previsão revista, é de um crescimento global de apenas 0,5% para 2009. E a projeção para as economias avançadas é de um crescimento negativo de 2%, isto é, recessão para o ano.

Em outras palavras, a economia mundial vai estagnar nesse ano. É um contexto favorável ao aparecimento de algum poder opressor sobre o mundo. A história ensina que em tempos de crise as condições sociais ficam favoráveis à manifestação da ditadura, como foi antes da segunda guerra mundial em vários países. Quando a fome ronda por perto, e bate nas casas, o povo aceita qualquer coisa em nome da sobrevivência. Estamos diante de em que, ou se aceita o que ditarem poderes opressores, ou se avança pela fé em JESUS CRISTO e Suas promessas.

E também é um cenário muito favorável á manifestação de mentiras sobre DEUS e sobre a adoração. Não devemos nos esquecer que nessa crise em que estamos entrando as igrejas estão em pleno processo de unificação. Não podemos esquecer que tanto o presidente norte-americano recém empossado quanto o papa Bento XVI estão empenhados em unir o mundo todo contra a crise. Pois bem, quanto pior essa crise, mais esse argumento de unificação de todas as forças ganha importância e credibilidade. É a saída que os grandes líderes estão visualizando. E esse é o contexto da grande oposição à pregação da mensagem que JESUS ordenou à Sua igreja. Sim porque essa unificação de que estamos falando envolve a santificação do domingo para restaurar o convívio familiar e formar um novo cidadão para o mundo. Porém, com o poder do alto, a mensagem da verdade sobre a adoração será dada ao mundo, e finalmente JESUS vai voltar, como prometeu. Mas isso não acontecerá sem antes o mundo enfrentar a fúria do anticristo.

O mundo verá grande crise antes da volta de CRISTO a esta Terra. E a pregação final da mensagem bíblica será dada em meio a grande crise, com o poder do alto, e em pouco tempo.

É alto tempo de todos aqueles que realmente desejam ser fiéis a CRISTO se afastarem do mundanismo, se re-consagrarem, e lerem mais suas bíblias, e clamarem por poder do alto para que fiquem em pé, fiéis a DEUS, nos dias que temos pela frente. E, principalmente clamarem para que possam ter o direito, pelo recebimento do poder do ESPÍRITO SANTO, para participarem da proclamação final da mensagem pura ao mundo. Dessa proclamação não participarão crentes meio servos de DEUS, meio servos de satanás. Ou os servos de DEUS servirão só a Ele, ou serão sacudidos fora da igreja. Esse é o grande alerta para quem pertence ao movimento do advento, mas pensa que deve introduzir métodos próprios para proclamar a mensagem que CRISTO incumbiu.

Voltemos às origens, aos marcos antigos, pois é DEUS quem dará o poder, não os métodos de evangelização modernizados, métodos de seres humanos mundanizados. A propósito, leia com muita atenção a seguinte passagem: “Permiti-me dizer-vos que o Senhor trabalhará nesta última obra de um modo muito fora da comum ordem de coisas e de um modo que será contrário a qualquer planejamento humano. ... Deus usará maneiras e meios pelos quais se verá que Ele está tomando as rédeas em Suas próprias mãos. Surpreender-se-ão os obreiros com os meios simples que Ele usará para efetuar e aperfeiçoar sua obra de justiça. Aqueles que são considerados bons obreiros, necessitarão apegar-se mais a Deus, necessitarão do toque divino. Precisarão beber de maneira mais profunda e contínua da fonte da água viva, a fim de poderem discernir a obra de Deus em cada ponto. Podem os obreiros cometer enganos, mas vós lhes devíeis dar uma oportunidade de corrigir seus erros, dar-lhes a oportunidade de aprender a acautelar-se deixando a obra em suas mãos.” (Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, p. 299 e 300, ênfases acrescentadas).

Estamos quase chegando ao clímax profético. A igreja de Cristo vencerá, como profeticamente previsto, mas muitos que hoje estão nela, sairão para o mundo, como no presente momento já estão ensaiando fazer.

Fonte - Cristo Voltará

FMI: Crise está atingindo países pobres

O diretor-geral do Fundo Monetário Internacional, Dominique Strauss-Kahn, alertou que os países mais pobres do mundo estão começando a sentir o impacto da crise econômica global.

Strauss-Kahn descreveu o fenômeno, que teria se iniciado no início deste ano, como uma "terceira onda" da crise.

"Depois de atingir primeiramente as economias avançadas e depois as emergentes, uma terceira onda da crise financeira global está atingindo os países mais pobres e mais vulneráveis", disse ele em um comunicado divulgado na terça-feira.

De acordo com o FMI, esses países sentirão o impacto da crise principalmente através de uma retração no comércio e em quedas no investimento estrangeiros e nas remessas de dinheiro enviadas pelos cidadãos que moram e trabalham fora de seus países de origem.

O FMI indica que cerca de 20 países pobres estariam especialmente vulneráveis aos efeitos da crise, metade deles na África subsaariana.

Além disso, o FMI alerta que "o número de países vulneráveis pode dobrar se as condições de crescimento global e financiamento continuarem a piorar".

Strauss-Kahn afirmou que os países pobres precisarão de cerca de US$ 25 bilhões (R$60 bi) em empréstimos de emergência neste ano e pediu que os países mais ricos não cortem a ajuda em doações.

Segundo ele, a continuidade do fluxo de ajuda financeira pode prevenir o que chamou de uma "crise humanitária" nos países mais pobres.

Fonte - BBC

EUA atravessam 'pior crise fiscal da história'

O secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner, disse nesta terça-feira ao Congresso dos EUA que o país atravessa a pior situação fiscal de sua história.

"A administração Obama herdou a pior situação fiscal da história moderna americana, com um déficit de US$ 1,3 trilhão, quase 10% do PIB", disse ele.

Apesar disso, para Geithner, os EUA vão precisar gastar ainda mais para resgatar sua economia. A oposição republicana critica o atual governo dizendo que seu plano orçamentário vai elevar a dívida para US$ 1,75 trilhão.

Geithner disse que o orçamento proposto para 2010 "reconhece que, apesar de já ser dispendioso, o esforço para estabilizar o sistema financeiro pode custar ainda mais".

O secretário do Tesouro americano disse que o orçamento proposto por Obama prevê cerca de US$ 250 bilhões a mais, não solicitados, para eventuais resgates econômicos.
...
Fonte - BBC

Nova ordem econômica

Londres, 04 mar (RV) - "Milhões e milhões de pessoas vivendo na miséria são uma ameaça à paz. O capitalismo desregrado e modelos econômicos inadequados não são capazes de conter a pobreza". Muhammad Yunus, vencedor do Prêmio Nobel da Paz, não tem dúvidas e vê na crise econômica uma oportunidade para estabelecer uma nova ordem financeira internacional, baseada na confiança e no altruísmo.

Yunus é fundador do chamado 'banco Grameen', que levou microfinanças a mais de 7 milhões de pessoas, oferecendo créditos sem aval para transformar as vidas das mulheres pobres em Bangladesh. Até o momento, o banco concedeu créditos no valor de mais de US$ 7 bilhões e recebeu de volta 99% do dinheiro emprestado.

Em uma conferência, em Londres, o chamado ‘banqueiro dos pobres’ propôs um sistema bancário mais inclusivo, baseado em microcréditos e investimentos de tipo social. Em sua palestra, Yunus disse que as crises financeira, ecológica e alimentícia estão interrelacionadas e têm como causa o egoísmo.

“Os pobres sofrem um 'apartheid' financeiro. Representam até dois terços da população mundial, mas estão atualmente excluídos do sistema. O assunto não é se os pobres são dignos de crédito, mas se os bancos são dignos do povo” - afirmou.

Fonte - Radio Vaticano

[Colaboração - Fernando Machado]

terça-feira, 3 de março de 2009

A batalha cósmica pela forma e a “dupla restauração”


Quando era criança (há mais de vinte anos), eu passeava com minha mãe em uma praça e lhe perguntei: "Mãe, o que Deus acha de o nome dEle ser usado em músicas?" Na ocasião, minha mente infantil pensava nas músicas populares que se referem a Deus (de fato, letristas da MPB citam "Deus", "Jesus" e demais elementos cristãos efusivamente).

A indagação que fiz na época lida, de certa forma, com uma questão cara ao Cristianismo contemporâneo: Como adoraremos a Deus? Todas as expressões musicais podem ser empregadas ou apenas determinadas formas estão autorizadas? Se a última pressuposição for correta, então que elementos abalizam um determinado gênero musical cristão?

Abordaremos esses questionamentos nos restringindo à percepção adventista de que se processa uma batalha entre o bem e o mal. Esse conceito fundamental não é de todo exclusivo dos adventistas, mas se encontra de tal modo desenvolvido, dentro de certas peculiaridades, que constitui a doutrina distintiva do Grande Conflito. A intenção deste artigo é oferecer alguns lampejos que se somem às discussões a respeito da adoração no cenário adventista do século 21.

A reivindicação de uma criatura à adoração iniciou o pecado no Céu. Surgia uma batalha que se delongaria por muitos séculos. De um lado, Deus e Seus anjos fiéis; do outro, Satanás e os seres celestes que aderiram a sua rebelião. Essa luta, com todos os seus desdobramentos e consequências para a criação em geral, e para a raça humana, de forma específica, é o que os adventistas compreendem como o Grande Conflito.

O cerne do pecado gravita, portanto, em torno da questão: A quem adoraremos? Para os cristãos, a resposta a essa pergunta parece elementar: somente Deus merece adoração. Emprego o termo "parece" porque a escolha quanto a quem adoraremos envolve a forma - ou seja, como adoraremos. Justamente nesta área, começam a surgir divergências no que toca ao entendimento entre cristãos. Enquanto os protestantes empregam hinos europeus dos séculos 16 ao 19, os pentecostais calcam suas músicas nos gêneros musicais contemporâneos. Igrejas tradicionais dão pouca dimensão para expressões gestuais. Cristãos de igrejas "renovadas" pulam, levantam as mãos, gritam e vibram.

Como distinguir o que está correto, sendo múltiplas as formas de adoração, as quais extrapolam o mensurável? Temos que ver além: ainda estamos vivendo sob o influxo da disputa pela adoração iniciada no Céu. Em seu esforço por desviar a adoração do Deus verdadeiro, Satanás lança mão de uma estratégia geralmente bem-sucedida, a contrafação, que consiste em acrescentar à verdade elementos não-verídicos, enganosos. Em todo caso em que a contrafação obtém êxito, a adoração deixa de focar a Deus e, em Seu lugar, Satanás é adorado.

A única segurança para o homem se acha em receber a instrução divina e de todo o coração executá-la pela fé. Qualquer conceito humano a respeito da adoração se apresenta contaminado por predisposições sociais, geográficas, étnicas, morais e psicológicas. E quando a prática religiosa se vê moldada apenas por esses denominadores, quem adora não tem meios para se certificar de que Deus foi realmente adorado. O discernimento espiritual nos aduzirá à compreensão de que os motivos para a diversidade na adoração não se restringem à cultura (embora ela não deixe de exercer influência sobre a forma da adoração). O contrário equivaleria a relativizar a adoração e nivelar os conceitos divergentes a meras tentativas humanas, confusas e contraditórias. Só é possível verificar a eficácia da adoração por intermédio do cumprimento daquilo que o mesmo Deus estabeleceu. É a Revelação que legitima as formas de adoração.

Na história bíblica, a Revelação era comunicada pelo Senhor ao povo através profetas (Am 3:7) e conservada pelos sacerdotes. Estes últimos mantinham os rituais sagrados e instruíam o povo no que tange às práticas corretas em diversos âmbitos - jurídico, familiar, médico, social, militar, devocional. Particularmente, no que concerne à adoração, havia especificações claras, compondo um plano congregacional, no qual os sacerdotes eram a peça-chave. Eles liam as palavras dos profetas em público, compunham e/ou ensinavam os hinos cúlticos à congregação, além de realizar as cerimônias no santuário, tipificando o grande plano da salvação elaborado pelo Redentor.

O movimento adventista entende que sua missão envolve um convite mundial à verdadeira adoração (Ap 14:7). Sugiro que o descarrilamento da música religiosa adventista esteja ligado a dois fatores: (1) o abandono da verdade bíblica do ministro da música, sacerdotes assalariados que oficializavam o louvor no santuário, e (2) o abandono do ministro de seu papel como construtor da base conceitual para a adoração adequada. No contexto atual, o ministério adventista carece de atuar no sentido de inserir e fortalecer a visão correta para os adoradores nos últimos tempos.

Disto não se infere que o pastor deva substituir o músico ou controlar arbitrariamente a produção musical; mas deve ele formar a base filosófica, por assim dizer, a fim de que o músico, com o conhecimento técnico, componha, traduza, cante, produza, toque, reja, enfim, apresente música aceitável a Deus. Entretanto, o ideal seria o restabelecimento gradativo do ministro da música (sacerdotes-músicos), abrindo-se espaço para aqueles que possuem conhecimento teológico e musical atuarem. Se ministros se posicionarem e ministros-músicos surgirem, haverá uma dupla restauração. Assim, mudanças positivas no que se refere à forma de culto se realizarão em cada nível organizacional.

Pr. Douglas Reis

Fonte - Outra Leitura

Nota DDP: Ver também "O novo "evangelho" e as admoestações do Senhor"

Papa pede ajuda aos trabalhadores em tempos de crise

O papa Bento XVI pediu neste domingo aos empresários e aos políticos que a prioridade seja tutelar os trabalhadores e suas famílias frente à crise financeira internacional.

Durante a tradicional reza do Ângelus, na Praça de São Pedro, o Pontífice declarou: "Encorajo os empresários e as autoridades políticas e civis a, conjuntamente, enfrentarem este delicado momento".

O papa fez este apelo ao saudar os trabalhadores da fábrica da Fiat na localidade de Pomigliano d'Arco (sul). Bento XVI disse que estes trabalhadores estavam "preocupados com o futuro desta fábrica e de milhares de pessoas que, direta ou indiretamente, depende dela".

Além disso, o Pontífice lembrou da difícil situação em que outros trabalhadores italianos se encontram, citando como exemplo a crise que atinge o setor industrial das localidades de Sulcis-Iglesiente, na ilha de Sardenha, e em Prato, na Toscana (centro).

A todas estas famílias, o papa expressou sua solidariedade e assegurou que rezaria para Maria e São José, este último padroeiro dos trabalhadores.

Fonte - Terra

Nota DDP: O debate começa a se instalar paralelamente a crise que já atinge o emprego em todo o mundo. Uma nova encíclica social está no forno e custo a acreditar que a questão do domingo fique de fora.

[Colaboração - Fernando Machado]

Henry Kissinger lê Marx e prevê o papel dos EUA em 2009

Na direita, os amadores jogam Marx no lixo; os profissionais o lêem atentos. Cá está o ex-secretário de Estado norte-americano Harry Kissinger:

Qualquer regime econômico, mas principalmente a economia de mercado, produz vencedores e perdedores. Se a diferença de qualidade de vida entre vencedores e perdedores for muito grande, os perdedores se reúnem e promovem politicamente uma mudança do sistema econômico vigente, dentro do país ou entre os países. Este fenômeno será visto repetidamente em 2009.

Kissinger escreve na edição The World in 2009 da revista britânica The Economist. A edição, que sai todo dezembro e faz previsões a respeito do ano seguinte, está entre minhas leituras favoritas há anos. Além de haver um artigo do presidente Lula nesta versão 2009, o Brasil está citado por toda parte, desde o editorial de abertura. Mas isto fica para outro post. A Kissinger.

O velho diplomata dedica seu artigo a uma interessante análise dos resultados políticos do modelo econômico implantado no mundo desde a queda da União Soviética. Quem estiver à esquerda pode chamar de neo-liberalismo. Kissinger o chama de Consenso de Washington.

Segundo Kissinger, o modelo é falho. Desde que foi adotado internacionalmente, despertou uma série de crises no México, nos Tigres Asiáticos, na Argentina. Ele diz que, nos EUA e na Europa, as crises foram interpretadas como vacilos de quem não se habituou com o sistema. Ninguém entre os ricos imaginou que o problema estivesse no próprio sistema, quanto mais que a crise pudesse se reproduzir em casa.

O pulo do gato para entender a falha, segundo Kissinger, é perceber um descompasso. O sistema econômico mundial foi globalizado. O sistema político, não: continua se baseando no Estado nação. Portanto, quem dita as regras para a economia internacionalizada é cada país individualmente. (Segundo a direita tacanha, internacionalização do poder político é coisa de comunista. Kissinger há de estar a serviço do ouro de Moscou.)

No caso da crise norte-americana, ele a explica da seguinte forma: durante os últimos 15 a 20 anos, tomados por um espírito de grandeza e algumas doses de arrogância, os EUA imaginaram que poderiam gastar o quanto quisessem, financiar quantas aventuras desejassem ao passo que contavam com o constante fluxo de capital vindo do mundo em sua direção. De forma mais simples: gastaram muito pegando dinheiro emprestado. Aí os credores – outras nações – começaram a ter dúvidas a respeito de sua capacidade de pagar. (Kissinger não fala, mas falta de confiança no administrador da Casa Branca contribuiu.) O fluxo parou e a conta chegou.

A economia é global. O poder político sobre os fluxos de recursos, local. Ele continua:

Agora que os pés de barro do sistema econômico foram expostos, o descompasso entre um sistema econômico global e um sistema político baseado no Estado nação precisa ser encarado. A economia precisa se submeter, benefícios trabalhistas devem ser revistos e a dependência em acúmulo de dívida externa deve ser vencida. A esperança é que, neste processo, lições passadas a respeito de abuso do poder do Estado não sejam esquecidas.

(Talvez Kissinger não seja tão comunista assim.)

O debate em 2009, nos EUA, será a respeito de prioridades, finalmente rompendo a antiga discussão entre idealismo e realismo. Restrições econômicas obrigarão o país a definir seus objetivos no mundo em função de uma definição madura de qual é o interesse nacional. [...]

Todo país será obrigado pelo arrocho econômico a rever sua relação com os EUA. Todos – principalmente os credores – vão analisar as decisões que os trouxeram a este ponto. Conforme os EUA diminuem sua área de foco, qual será um sistema de segurança plausível e a que ameaças ele estará voltado? Qual o futuro do capitalismo? Como, nestas circunstâncias, o mundo enfrentará seus grandes problemas, como proliferação nuclear e o aquecimento global?

Os EUA ainda serão o país mais poderoso, mas não terá mais o cargo auto-imposto de tutor do mundo. Conforme o país aprende os limites de sua hegemonia, deve começar a implementar um sistema de consulta internacional que vai além do conceito que sempre adotou. O G8 precisará redefinir seu papel, conforme incorpora China, Índia, Brasil e talvez a África do Sul.

Kissinger não diz, mas não custa esclarecer. George W. Bush deixa, na saída, um país muito menor do que aquele que recebeu ao chegar. Tem menos poder, menos dinheiro, menos influência, menos respeito internacional. Os quesitos menos poder e menos influência viriam, por certo, conforme países outrora pobres crescem e mais e mais gente chega à classe média em todo o mundo. Bush apressou o processo.

Fonte - Pedro Doria Weblog

[Colaboração - Fernando Machado]

Nota DDP: Os pés de barro expostos não são os mesmos da estátua, mas a Pedra vem do mesmo jeito e esmiuçará estes também.

ONU contra a impunidade

Secretário garantiu punição para responsáveis por crimes contra a humanidade

Em visita ao Tribunal Penal Internacional para Ruanda (TPIR), na cidade de Arusha (Tanzânia), o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que nenhum responsável por genocídio ou por crimes contra a humanidade "vai desfrutar da impunidade".

Ban declarou na última sexta-feira (27) que este tribunal "deixará um grande legado que deve ser preservado", ao se referir ao trabalho da Corte de Arusha em seus 15 anos de funcionamento, de sua criação, em novembro de 1994, até seu fechamento, em dezembro de 2009.

O secretário-geral das Nações Unidas também pediu a colaboração dos países do leste e centro da África, onde podem estar escondidas 13 pessoas procuradas pelo TPIR, acusadas de crimes durante o genocídio de Ruanda de 1994.

O presidente do TPIR, Dennis Byron, assinalou que, em suas sentenças, o Tribunal "fez história, ao definir o que é genocídio e considerar as violações por motivos étnicos como atos constitutivos de genocídio".

Byron afirmou que o TPIR sempre manteve "o respeito aos direitos fundamentais dos acusados", apesar da magnitude dos crimes pelos quais condenou 37 responsáveis do genocídio ruandês.

O TPIR foi criado em novembro de 1994 pelo Conselho de Segurança (CS) das Nações Unidas para julgar os envolvidos no genocídio ruandês, no qual cerca de um milhão de tutsis e hutus moderados foram assassinados em 100 dias.

Esta corte funciona de maneira similar ao Tribunal Penal Internacional para a Antiga Iugoslávia, com sede em Haia, julgando casos de genocídio, crimes contra a humanidade e violação dos convênios de Genebra.

Na sexta (27), o Tribunal de Arusha condenou a 25 anos de prisão Emmanuel Rukondo, ex-capitão e capelão católico das Forças Armadas Ruandesas, por crimes contra a humanidade e genocídio, segundo informou o organismo.

Para o Tribunal, Rukondo "abusou de sua autoridade moral e influência para promover o sequestro e assassinato de refugiados tutsis" em um seminário da Prefeitura de Gitarama, no centro de Ruanda, nos meses de abril e maio de 1994.

O sacerdote, de 50 anos, é o segundo religioso católico condenado pelo TPIR, após Athanase Seromba, que cumpre pena de prisão perpétua por crimes similares durante o genocídio ruandês.

O secretário-geral das Nações Unidas conclui sua visita à Tanzânia e seguiu para a República Democrática do Congo (RDC). A última parada de Ban Ki-moon neste giro pela África será a cidade egípcia de Sharm el-Sheikh, onde vai inaugurar nesta segunda (2 de março) a Conferência Internacional de Apoio à Economia Palestina, destinada a ajudar na reconstrução da Faixa de Gaza.

Fonte - Elnet

Nota DDP: Não se pode perder de vista que o rol de "crimes contra a humanidade" pode aumentar substancialmente daqui para frente dada a quantidade de crises que o mundo enfrenta. Obedecer a Deus em pouco tempo, em certo prisma prático, pode claramente implicar nestes termos.

ECOmenismo e aquecimento global


Assista também as partes 2, 3 e 4.

Fonte - Michelson Borges

segunda-feira, 2 de março de 2009

América latina deve reafirmar os valores cristãos

“Anunciar o Evangelho, como constatamos na acção missionária do Apóstolo Paulo, não consiste na fria transmissão de uma doutrina, mas fundamentalmente em testemunhar a própria experiência de encontro com uma pessoa, com Jesus mesmo, o qual constitui a única realidade que tem força para abrir o coração dos homens em contacto com a verdade”. É por isso que “somente unidos a Cristo, somente com Cristo, a América vive a missão!”.

É o que se lê na tradicional mensagem anual da Comissão Pontifícia para a América Latina (CAL) que o seu presidente, o Cardeal Giovanni Battista Re, prefeito da Congregação para os Bispos e o seu vice-presidente, D. José Octavio Ruiz Arenas, enviaram a todas as dioceses da Espanha por ocasião do Dia de Solidariedade Missionária para com a Igreja hispano-americana que se celebra neste domingo, 1 de Março.

O tema do Dia, «América com Cristo, vive a missão». “Diante da crise de fé que se vive hoje na América Latina – prossegue a mensagem – urge fazer conhecer Cristo e anunciar a sua Palavra com ardor aos homens e às mulheres do Continente; para fazer isso devemos basear o nosso compromisso missionário e toda a nossa vida na rocha da Palavra de Deus”. Por isso, se recorda também como a celebração do Dia convide a dirigir o olhar à realidade da América Latina, uma realidade complexa submetida a rápidas mudanças em diversos âmbitos da vida política, económica, social e religiosa com repercussões não sempre positivas sobre a vida das pessoas.

Diante da crise da fé religiosa e da tarefa urgente de evangelização, recordada recentemente pelo Sínodo dos Bispos sobre a Palavra de Deus e pela Conferência de Aparecida, a Mensagem exorta a deixar-se inspirar pelo Apóstolo Paulo, o qual, para enfrentar os desafios de um ambiente hostil ao anúncio do Evangelho, encontrou forças em Cristo, no Deus feito homem que veio encontrar cada criatura de modo pessoal.

Por isso a América Latina deve “recuperar e reafirmar os valores cristãos que estão na raiz da sua cultura e das suas tradições”. É urgente e necessário “fazer chegar a luz do Evangelho à vida pública, cultural, económica e política”.

Fonte - Ecclesia

Nota DDP: Depois da UE, a AL.

Obama e o novo mundo

Nós podemos, nós superaremos, repete Barack Obama, com freqüência. Essa expressão ele usou diversas vezes em seu discurso, há um mês. Ele exalta o poderio da nação americana dizendo que “sempre seremos os Estados Unidos da América”. Fala constante mente na mudança que chegou à América e ao mundo. Outras palavras que muito utiliza são “mudança” e “diálogo”. É a união a parceria e compromisso comum, para salvar o planeta.

Perceba o seguinte: essas palavras já vinham sendo utilizadas pela Igreja Católica há alguns anos. Agora fazem parte dos discursos do presidente dos EUA. Estão sendo aceitas como a salvação do planeta. Finalmente a maior nação do mundo afina com o mundo! Obama diz: “A aqueles que pretendem destruir o mundo: vamos vencê-los. A aqueles que buscam a paz e a segurança: apoiamo-nos.” Sim, agora os EUA também falam em “Paz e Segurança”. Como previsto na profecia de I Tess. 5:3.

Fonte - Cristo Voltará

Diante da crise, prioridade aos trabalhadores e famílias

Cidade do Vaticano, 1° mar (RV) - Ao meio-dia de hoje, o Santo Padre assomou à janela de seus aposentos – que dá para a Praça São Pedro – para a oração do Angelus deste I Domingo da Quaresma. Milhares de fiéis, peregrinos e turistas participaram, numa Praça São Pedro banhada pelo sereno desta manhã, da oração mariana.

Na oração dominical, o papa lançou um apelo em favor dos operários da Fiat da localidade italiana de Pomigliano d'Arco, presentes na praça para "manifestar a sua preocupação com o futuro da fábrica e de milhares de pessoas que, direta ou indiretamente, dependem dela para trabalhar".

O pontífice recordou também outras situações igualmente difíceis vividas por todos os trabalhadores atingidos, no mundo inteiro, pela atual crise econômica.

"Associo-me aos bispos e às respectivas Igrejas locais ao expressar proximidade às famílias atingidas pela crise, e confio todas elas na oração à proteção de Maria Santíssima e de São José, patrono dos trabalhadores. Desejo expressar o meu encorajamento às autoridades políticas e civis, bem como aos empresários, a fim de que com a cooperação de todos se possa fazer frente a esse delicado momento. De fato, é preciso um comum e forte compromisso, recordando que a prioridade deve ser dada aos trabalhadores e às suas famílias."
...
Fonte - Radio Vaticano

Premiê britânico discutirá "novo acordo global" com Obama

LONDRES - O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, discutirá nesta semana com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, medidas coordenadas de recuperação econômica e o monitoramento do sistema financeiro global.

Brown se tornará nesta terça o primeiro líder europeu a se encontrar com o presidente dos Estados Unidos, em Washington, desde a posse de Obama em janeiro.

"Acredito que não há desafio grande e difícil o suficiente que não possa ser superado pelos Estados Unidos, pelo Reino Unido e pelo mundo, trabalhando juntos," escreveu Brown, no jornal Sunday Times.

"Presidente Obama e eu discutiremos nesta semana um novo acordo global, cujo impacto pode se dar desde os vilarejos africanos até as reformas nas instituições financeiras de Londres e Nova York."

Segundo o premiê, a histórica "parceria de propósitos" dos dos países deve lutar contra a crise econômica, assim como contra terrorismo, pobreza e doenças.

O Reino Unido quer o apoio dos Estados Unidos para os objetivos ousados da cúpula do G20, que reúne países emergentes e desenvolvidos e ocorrerá no dia 2 de abril, em Londres.

PLANO DE AÇÃO

Brown detalhou um plano de seis tópicos para a recuperação econômica sustentável, proposta que precisa receber o aval dos líderes mundias. Os tópicos são:

- ação universal para amenizar a recessão

- ação para dar a partida em empréstimos para famílias e negócios

- recusa do protecionismo e um mecanismo transparente para monitorar acordos

- regulação internacional mais dura

- reforma das instituições financeiras internacionais

- cooperação em políticas socioambientais

Brown enfatizou a sua admiração pelos Estados Unidos. "Quero fazer mais para fortalecer a nossa relação com os Estados Unidos," escreveu.

O premiê afirmou que a globalização é um fato, não uma opção, e defendeu a necessidade de os líderes mundiais trabalharem em conjunto.

"Vejo esse novo acordo global como uma medida em que cada continente injeta recursos na sua economia," escreveu.

"O central para este novo investimento é que cada país apóie a recuperação ambiental para o futuro, concorde com princípios comuns para a regulação financeira e com mudanças no seu próprio sistema bancário."

Brown se encontrou com Obama pela última vez em Londres, no ano passado, quando o atual presidente norte-americano deixou a campanha presidencial nos Estados Unidos e fez um giro pela Europa.

Fonte - Estadão

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Estilo 'absolutista' do papa atrai críticas

Segundo analistas, estilo 'solitário' é questionado dentro e fora da Igreja.

Quatro anos após ser eleito, o Papa Bento XVI está enfrentando críticas cada vez mais frequentes de teólogos, analistas e religiosos dentro e fora da Igreja Católica, que o acusam de ter um estilo recluso e liderar a Igreja de forma autoritária.

Especialistas ouvidos pela BBC Brasil afirmam que decisões tomadas recentemente pelo papa - como a nomeação de um bispo auxiliar conservador na Áustria sem considerar o parecer do episcopado local - são sinais de um papado centralizador e pouco democrático.

Uma das decisões controvertidas de Bento XVI, na opinião dos especialistas, foi nomear o ultraconservador Gerhard Maria Wagner como bispo auxiliar de Linz, sem ouvir as considerações do episcopado local. Wagner renunciou duas semanas depois devido a fortes pressões causadas por declarações suas, como a de que homossexuais deveriam ser "curados" e de que o furacão Katrina foi um "castigo de Deus" pelas clínicas que praticavam aborto em Nova Orleans.

Em outra decisão considerada polêmica, Bento XVI suspendeu a excomunhão de quatro bispos da ordem tradicionalista Pio X. Os religiosos haviam sido ordenados sem autorização da Santa Sé em 1988 pelo francês Marcel Lefebvre, criador de uma irmandade que não reconhece as reformas propostas no Concílio Vaticano II, introduzido no final dos anos 60.

"A questão (da reabilitação) dos lefebvrianos representa a superação de um limite. É como se a lua de mel da igreja católica com o papa tivesse acabado", disse à BBC Brasil o professor de História do Cristianismo, Alberto Melloni.

"O papa tem um estilo solitário e absolutista de governar. Não aceita conselhos, opiniões e críticas e isto cria problemas, inclusive nos setores moderados da igreja", afirmou, em entrevista à BBC Brasil, o vaticanista Marco Politi, que acabou de publicar o livro "A Igreja do Não", pela editora Mondadori.

A suspensão da excomunhão dos "lefebvrianos" por Bento 16 causou ainda grande mal estar nas igrejas da Alemanha, Áustria, Suíça e França.

Um dos bispos perdoados, Richard Williamson, foi obrigado pelo governo a deixar a Argentina depois de negar publicamente o extermínio de judeus durante o regime nazista.

Williamson, que estava radicado na Argentina desde 2003, chegou a Londres nesta quinta-feira.

Em entrevista ao jornal "Le Monde" nesta semana, o teólogo dissidente suíço Hans Kung também criticou o estilo de governo do papa.

Kung, que foi professor da Universidade alemã de Tubinga com o então cardeal Joseph Ratzinger nos anos 60, disse ao jornal que "Bento 16 viajou muito pouco e sempre viveu em ambiente eclesiástico, fechado no Vaticano - que é uma especie de antigo Kremlin - onde fica protegido das críticas".

"Ele não foi capaz de entender o impacto que teve uma decisão destas (a suspensão da excomunhão) e seu secretário de Estado, o cardeal Tarcisio Bertone, é totalmente submisso. Estamos diante de um problema de estrutura".

Segundo Kung, Ratzinger defende a idéia do "pequeno rebanho" - poucos fiéis e uma igreja elitista, formada por "verdadeiros católicos".

"É uma ilusão pensar que é possível continuar assim, sem padres nem vocações. A Igreja corre o risco de se tornar uma seita", afirma.

Melloni, que também é especialista no Concílio Vaticano II e presidente da Fundação de Ciências Religiosas João 23, de Bolonha, concorda com o teólogo suíço.

"O risco de se tornar uma seita é um problema real", disse ele à BBC Brasil.

Para Politi, o pontificado de Bento XVI está acumulando problemas.

"Em vez de um pontificado de transição, este pode ser um papado de estagnação, em que se acumulam problemas e tensões dentro da Igreja e entre a Igreja e o mundo moderno".

Alguns observadores, entretanto, acreditam que Bento XVI não é de todo responsável pelas polêmicas. Para eles, o problema é o tradicional mecanismo de funcionamento da Cúria Romana.

A professora de Sociologia da Religião da Universidade la Sapienza de Roma Maria Immacolata Maciotti lembra que o papa tem opiniões próprias consideradas fortes. A questão, segundo ela, é que o aparato em torno de Bento 16 - que normalmente impediria a tomada de decisões polêmicas - não tem funcionado bem.

"O impulso de perdão do pontífice (aos lefebvrianos) deveria ser freado pelos conselheiros atentos a estes problemas. Isto não ocorreu. Podemos supor que o papa é muito autoritário ou não tem pessoas capazes em torno de si", afirmou em entrevista à BBC Brasil.

Fonte - G1

Nota DDP: Ler também ""O papa comete um erro após o outro"
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