Ao responder a esse problema, Paulo afirma que os coríntios ainda eram "carnais" e "crianças em Cristo" (1Co 3:1-4). A marca da imaturidade não era a falta de conhecimento, mas a presença de inveja, contendas e divisões. Embora conhecessem o evangelho, ainda permitiam que o orgulho e as preferências pessoais governassem seus relacionamentos. Quem vive dessa forma demonstra que ainda não aprendeu a olhar para a igreja com os olhos de Cristo.
A verdadeira maturidade nasce da sabedoria de Deus, revelada na cruz. Enquanto a sabedoria humana busca reconhecimento, status e prestígio, a sabedoria divina aponta para um Salvador que venceu por meio da humildade, do sofrimento e do sacrifício. O Espírito Santo conduz o cristão a discernir as realidades espirituais, fortalecendo sua capacidade de distinguir o bem do mal e de colocar Cristo acima de qualquer interesse pessoal.
Por isso, Paulo ensina que líderes não são donos da igreja, mas cooperadores de Deus. A igreja pertence exclusivamente a Cristo. Somos Sua lavoura, Seu edifício e Seu templo. Quando essa verdade ocupa o coração, desaparece a necessidade de disputar espaço, defender preferências ou promover pessoas. O cristão maduro reconhece que todos servem ao mesmo Senhor e que toda glória pertence somente a Ele. Quanto mais crescemos espiritualmente, menos seguimos homens e mais seguimos Jesus.
