segunda-feira, 30 de julho de 2007

Bento 16 faz prosperar finanças do Vaticano

O papa Bento 16 pode até parecer menos carismático do que João Paulo 2º, mas para os tesoureiros do Vaticano ele tem toque de Midas com os fiéis.

Conforme reportagem de capa da revista italiana Espresso, publicada nesta sexta-feira, o pontífice alemão não está lotando apenas a Praça de São Pedro nas tradicionais audiências das quartas-feiras e nas bênçãos do Angelus aos domingos, mas também o caixa do Vaticano.

Apesar dos escândalos dos padres pedófilos nos Estados Unidos, as doações aumentaram durante o seu pontificado.

Com o título "Que Tesouro de Papa", a revista assinala que as doações dos fiéis cresceram 58% em 2006 em relação ao ano anterior, chegando a US$ 101,9 milhões (cerca de R$ 193,6 milhões).

“Não tem escândalo pedófilo. Nenhuma ingerência política que se pague. Nenhuma gafe no relacionamento com outras religiões que se desconte. A realidade é que Bento 16 administra uma igreja que financeiramente explode de saúde”, diz o texto.

Fonte - BBC

Nota: E tem gente que acha que a igreja está fadada a irrelevância. Grande erro, está mais forte do que nunca...

Quando a justiça promove a injustiça

Suprema Corte dos Estados Unidos sofre mudança de rumo

Em 1954, o advogado Thurgood Marshall apresentou perante a Suprema Corte dos Estados Unidos da América (da qual viria a ser o primeiro juíz negro a partir de 13/06/1967 até 1990) relatos e fotografias mostrando a tremenda discrepância entre as escolas públicas de ensino fundamental e médio dos bairros de população branca em ótimas condições, versus a péssima condição das escolas dos bairros negros. Assim foi registrado na história um marco jurídico. Não se poderia sustentar o mito racista de que a separação de raças era SEPARADA, MAS IGUAL. Assim tivemos esse marco jurídico chamado Brown X Board of Education (Brown X distrito educacional). A partir de então, embora o racismo continue existindo, as leis têm sido severas em combatê-lo. Os Estados do Sul foram forçados a misturar alunos negros e brancos em suas escolas, e houve significativa melhoria nas condições de vida dos negros, hispânicos e estrangeiros no paísm, seja nas escolas, nas universidades, na política ou no mercado de trabalho.

Curioso é que um dos juízes da Suprema Corte de então era Hugo Black, membro declarado da organização racista Ku-Klux-Klan. É claro que ante as fortes evidências de que o racismo não leva a nada, o erudito juiz reviu seus conceitos e considerou a importância de promover mudanças para a harmonia racial; sendo um dos líderes a exigir que governos estaduais, municipais e o federal cumprissem seus deveres constitucionais de promover o bem-estar de todos os cidadãos. Da pena do notável Hugo Black saíram incontestáveis argumentos que destruíram as desculpas esfarrapadas dos políticos desonestos que tentavam usar a política para fins lesivos ao bem comum. A influência da Suprema Corte se dava pela forma cândida e sensível de os juízes interpretarem a Constituição, ampliando os direitos nela exarados para que todos os cidadãos pudessem desfrutar deles. Tal atitude provocou protestos inflamadíssimos de políticos de mentalidade tacanha e antiquada. Muitos senadores e deputados federais e estaduais, juntamente com vereadores, governadores e prefeitos, principalmente dos Estados sulistas, diziam que a Corte não podia legislar com o martelo e que cabia a eles, à medida que as condições políticas o permitissem, mudar as legislações antiquadas. Logicamente eles jamais o fariam isso, haja vista que eles mesmos desejavam manter o status quo.

Assim, a Suprema Corte encampou uma guerra contra a mentalidade tacanha, classista e racista de muitos norte-americanos; mentalidade essa representada por setores do governo nos níveis federal, estadual e municipal. Na maioria das vezes, a Corte tinha uma votação unânime de nove votos a zero, colocando um lastro de legitimidade contra as contestações que sempre os burocratas de plantão apresentam. A Suprema Corte, usando seus poderes legítimos, interpretou a Constituição de forma verdadeira, nulificando as decisões racistas das Cortes Federais de instâncias inferiores e das Cortes Estaduais, também contaminadas pela mentalidade tacanha generalizada.

Assim, a Corte também expandiu sua atuação em favor de todos aqueles que eram mais fracos, menos favorecidos, parte de minorias religiosas, estudantes e criminosos que de outro modo seriam severamente oprimidos pelos poderosos. A Corte passou a ser considerada uma entidade acima da política, capaz de corrigir rigorosamente os erros graves que políticos e grupos antidemocráticos promoviam contra a cidadania. Diz o editorial do The New York Times de 5 de julho de 2007: “Nos anos 60, o Juíz-Chefe Earl Warren presidiu uma Suprema Corte que interpretava a Constituição favorecendo e protegendo os mais fracos [ou sem- condição, powerless].”

Os juízes da Suprema Corte dos Estados Unidos são escolhidos pelo presidente e confirmados pelas duas Casas Legislativas (Câmara dos Deputados e Senado); são nove juízes que compõem a Suprema Corte. O cargo é vitalício (só abandonam o cargo ao se aposentarem ou quando morrem), e a decisão de uma maioria mínima desses juízes ( cinco votos) é a palavra final do que vem a ser certo ou errado, juridicamente falando, na governança do País. Desde o presidente Ronald Reagan (1980-1988), passando por Bush pai (1988-1992), vê-se um esforço do Partido Republicano em colocar na Corte juízes com histórico judicial que favoreça os poderosos, buscando, muitas vezes, juízes com poucos anos de atuação em cortes federais, como foi o caso do juíz John G. Roberts, nomeado por Bush sem jamais ter atuado como juiz antes, sendo portanto impossível prever como votará.

Após os anos Clinton (democrata), George W. Bush teve a chance de colocar dois juízes extremamente conservadores que nitidamente querem mudar a Constituição, apoiando mediante uma interpretação equivocada dela, leis que prejudiquem o cidadão comum e favoreçam de forma desonesta as grandes corporações e os mais poderosos. São eles: o já citado John G. Roberts (juiz-chefe) e Samuel Alito. Também estão na corte os juízes Anton Scalia, Anthony Kennedy (escolhidos por Ronald Reagan), Clarence Thomas e David Souter (escolhidos por Bush pai), Stephen G. Breyer e R. Ginsburg (Bill Clinton) e John Paul Stevens (escolhido por Gerald Ford).

Ginsburg, Stevens e Breyer sempre se colocam em defesa da manutenção dos antigos padrões da corte. David Souter, embora fosse escolhido por um republicano (Bush pai) e fosse protegido de Sununu (influente político republicano), tem votado normalmente ao lado destes. Assim, o bloco dito “liberal” soma quatro votos.

Já o bloco conservador conta cinco: Roberts, Alito (apelidado pela mídia de Scalito, por votar muitas vezes igual a Scalia), Scalia, Thomas e Keenedy.

Os juízes que George W. Bush escolheu para as várias cortes federais e os dois supracitados que colocou na Suprema Corte, são juízes extremamente conservadores e esse fato não teve contestação, pois, ao contrário de Reagan e Bush pai, G. W. Bush até recentemente tinha um Senado e Câmara dos Deputados de maioria republicana. Os dois primeiros tinham que enfrentar a animosidade de um legislativo de maioria democrata, o que os impedia de escolher juízes que não tivessem um histórico profissional (record) razoavelmente aceitável.

Se a Suprema Corte do juíz-chefe Warren (anos 60) favorecia os fracos, geralmente de forma unânime (nove votos a zero), onde os nove juízes expressavam a clareza dos direitos constitucionais votando unidos e demonstrando assim a importância de um consenso jurídico que deve ser imitado pelos outros órgãos do governo e pela sociedade em geral, o atual juíz-chefe, John Roberts, que disse desejar promover o consenso, geralmente tem votações de cinco a quatro, nas quais a maioria conservadora sem conseguir consenso algum promove aos trancos e barrancos um retrocesso nos direitos do cidadão comum.

A Suprema Corte Warren forçou as escolas a serem misturadas racialmente enfrentando bravamente as tendências racistas de norte a sul do país. Graças a esse ato de coragem, hoje há um desejo, por parte de muitos norte-americanos de aceitarem as outras etnias presentes em sua nação e implementar uma nação mais igualitária. Como consequência, muitas cidades e Estados, atendendo ao pedido de seus cidadãos, muitas vezes de maioria branca, fazem projetos de integração racial. Mas a Corte de John G. Roberts proibiu os projetos de integração voluntária das escolas públicas das cidades de Seattle (Estado de Washington) e de Louisville (Estado de Kentucky); ou seja, considerando que os cidadãos hoje querem harmonia e querem implementar isso mediante políticas locais, o poder judiciário virá de cima tentando promover o atrito entre as classes. Curioso é que para tanto torcem a 14ª emenda que exige proteção igual a todos os cidadãos; como se pessoas racistas tivessem direitos a serviços públicos racialmente separados.


Tal decisão teve um placar de cinco a quatro, e o juíz Stephen G. Breyer considerou essa mudança de postura jurídica uma traição à história da Corte.

Em sua longa história, a Suprema Corte sempre zelou pelo direito a um julgamento justo por qualquer cidadão, mas hoje um preso que pede reconsideração do seu caso pode perder esse direito, mesmo preenchendo a documentação adequadamente a tempo. Essa foi outra decisão rachada em cinco a quatro.

Ao contrário das decisões dos últimos CEM ANOS, a atual Suprema Corte (em outra votação rachada em cinco a quatro) quebrou o precedente jurídico e hoje os fabricantes já podem impor um preço mínimo para seus produtos quando forem vendidos no varejo, o que prejudica o consumidor final.

Considerando que nos anos 60 a Suprema Corte nulificou decisão das cortes federais e estaduais, que lesavam o pequeno cidadão, vê-se uma mudança de rumo equivocada, desvairada, antiética, antitransparente - e acima de tudo antidemocrática - no caso abaixo:

A Suprema Corte do Estado do Oregon confirmou a decisão de um juri popular que exigia a indenização de 79,5 milhões de dólares da empresa Philip Morris. “Considerando extraordinariamente imoral o fato de a Philip Morris negar (sabendo) durante 40 anos a conexão entre o fumo e o cancer.” Mas a Suprema Corte atual (rachada em cinco a quatro) quebrou uma tradição louvável de proteção ao cidadão comum e ANULOU a decisão da Corte de Oregon, livrando a desonesta empresa tabagista das consequências legais; portanto, a empresa está livre da indenização. Ou seja, nos Estados Unidos de hoje, uma grande empresa pode lesar os cidadãos, pois as queixas contra ela serão ignoradas e ela terá seu lucro desleal perpetrado com o aval e apoio irrestrito da Corte Máxima do País.

Diante desse empenho de os cinco juízes mais poderosos dos Estados Unidos quererem usar seus poderes em favor da injustiça, quando deveriam bloqueá-la, mesmo quando quatro juízes igualmente poderosos que se sentam ao lado deles protestam por isso; quando por causa desses cinco juízes justiça é negada às vítimas e a recompensa dessas mesmas vítimas (geralmente cidadãos comuns) é mais injustiça ainda; o colunista negro Eugene Robison, do jornal The Washington Post,comentou: “Desculpe essa coisa chamada escravidão, e toda essa coisa chamada Jim Crow (Leis racistas que perduraram até os anos 60, chamadas de Jim Crow laws). Isso já era e isso é agora.” Ele continua insistindo para que os cidadãos esqueçam e ignorem a Suprema Corte, porque ela simplesmente perdeu todo o seu significado como última instância da Justiça. Simplesmente o governo em todos os seus níveis e a sociedade civil devem progredir apesar dos limitados cinco juízes que fazem seu voto marjoritário hoje.

Infelizmente, países como o Brasil, que imitam muitos procedimentos dos países mais desenvolvidos, podem acabar imitando também esse mal exemplo, tornando o nosso Judiciário - que já é nepotista e classista - mais descaradamente injusto ainda. Tomara que nossas autoridades percebam esse retrocesso e evitem imitação ruim por aqui.

O The New York Times termina seu editorial de forma patética: “Fazia décadas que os membros mais privilegiados da sociedade - grandes corporações, os ricaços, os brancos racistas que querem uma escola só para eles - tinham uma Suprema Corte que lhes desse tantas vitórias. Os desfavorecidos da sociedade não foram os únicos perdedores. Os ideais básicos da Justiça Americana perderam também.”

Perde também a Suprema Corte, outrora o braço governamental mais influente dos Estados Unidos, que será um poder sem prestígio, influência e lastro moral para promover algo de bom em favor da sociedade norte-americana e mesmo internacional.

É muito bom quando a justiça divina se manifesta, mesmo que seja em atos jurídicos de falhos juízes humanos, como muitas vezes aconteceu na história humana e com certeza num passado recente da história norte-americana. É muito bom quando juízes humanos buscam fazer justiça em favor dos pobres, estrangeiros e viúvas. Isso faz da justiça humana instrumento da justiça divina; veste a justiça humana de uma legitimidade que torna suas leis poderosas promotoras de um bem maior para a sociedade que é julgada por ela. Seu julgamento alegra a cidade e traz alento ao injustiçado sofredor e assim a justiça de Deus sustenta o poder de homens que, embora falhos, usam seus talentos e seus poderes para que esse mundo seja um lugar feliz onde todos os seus habitantes tenham gratidão por viver.

Mas, se a justiça humana rejeita ajuda do alto e propositadamente oprime os pobres, as viúvas e os estrangeiros, há tristesa nas cidades e os corações ficam pesarosos e irados, e grandes tumultos e guerras virão.

Nessas horas difíceis, assim como naquelas mais favoráveis, confiamos em Elyon, o Deus Altíssimo, para que nos julgue; confiamos em El Shadday, para que pelo Seu poder executemos a obra que Deus nos designou nesta mundo. E, finalmente, nos entregamos ao Senhor, que diz: “Não por força, nem por violência, mas por Meu Espírito - diz o Senhor dos exércitos” (Zacarias 4:6).

Sílvio Motta Costa, professor da Escola Estadual Jornalista Roberto Marinho, em Campinas, SP

Nota: Sugiro aos leitores deste blog o estudo do capítulo 13 do Apocalipse e do livro O Grande Conflito, de Ellen White. Essa guinada norte-americana para o totalitarismo já havia sido prevista antes mesmo de existirem os Estados Unidos.

Número de furacões 'dobrou em um século'

O número de furacões no Oceano Atlântico dobrou nos últimos cem anos, de acordo com uma nova análise feita nos Estados Unidos.

Segundo o estudo, as temperaturas mais altas da superfície do oceano e mudanças nos padrões de ventos - fenômenos causados por mudanças climáticas - estão encorajando muito desse aumento.

Alguns pesquisadores dizem que furacões são cíclicos e o aumento é só um reflexo de um padrão natural.

Mas os autores deste estudo afirmam que as alterações não se devem apenas a um comportamento natural.

Fonte - BBC

sexta-feira, 27 de julho de 2007

A crise da água

Deu na revista Época da semana passada: “O mundo está descobrindo que a escassez de água não é uma questão exclusiva de quem mora em regiões desérticas. Guerras por fontes de energia – como o petróleo – já se tornaram corriqueiras. Neste século, a água está se tornando a questão central por trás dos grandes conflitos no planeta. E isso, embora soe exótico para a maioria dos brasileiros, deveria nos preocupar também. 'No Brasil, os conflitos entre usuários de diferentes recursos hídricos estão aumentando', afirma um novo estudo sobre a crise da água, divulgado dias atrás pela ONU, voltado especificamente para os países da Bacia do Rio da Prata (Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia).”

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Papa conclama humanidade a ouvir a Terra a fim de preservá-la

Por Philip Pullella

LORENZAGO DI CADORE, Itália (Reuters) - O papa Bento 16 disse que os seres humanos precisam ouvir "a voz da Terra" sob pena de, caso não o façam, destruírem o planeta.

O pontífice, em declarações proferidas nos últimos dias de suas férias no norte da Itália, também afirmou que, apesar de haver várias provas científicas confirmando a evolução das espécies, a teoria não conseguia excluir totalmente a participação de Deus no processo.
"Hoje, todos percebemos que o homem pode destruir a base de sua existência, a Terra", afirmou em um encontro realizado a portas fechadas com 400 padres, na terça-feira. No dia seguinte, divulgou-se a transcrição completa do evento de duas horas.
"Não podemos simplesmente fazer o que desejamos com essa nossa Terra, com o que nos foi confiado", disse o pontífice, que passou suas férias lendo e caminhando pela região da fronteira com a Áustria.
Credos religiosos do mundo todo manifestam um interesse crescente pelo meio ambiente, em especial a respeito das implicações do aquecimento da Terra.

O papa, líder dos 1,1 bilhão de católicos do planeta, afirmou: "Precisamos respeitar as leis internas da criação, desta Terra. Precisamos aprender essas leis e obedecê-las se desejamos sobreviver."


Nota DDP:
Quais seriam estas "leis" que precisam ser "aprendidas" e o Papa pretende que "obedeçamos" para sobrevivermos?

"Satanás dá sua interpretação aos eventos, e os homens pensam, como ele quer que o façam, que as calamidades que enchem a Terra constituem um resultado da transgressão do domingo." (Eventos Finais - Ellen G. White - Pág. 129)

Grã-Bretanha vai instituir vistos biométricos

A Grã-Bretanha vai instituir vistos biométricos para visitantes e fortalecerá sua polícia de fronteiras como medidas de segurança contra o terrorismo, anunciou nesta quarta-feira o primeiro-ministro Gordon Brown.

Em uma declaração na Câmara dos Comuns sobre sua política de segurança, Brown precisou que as primeiras carteiras biométricas serão introduzidas para os cidadãos britânicos em 2009.

Acrescentou que os cidadãos estrangeiros que permanecerem no Reino Unido por mais de seis meses deverão ter identificações biométricas antes do fim de 2008.

"Nossa primeira linha de defesa contra o terrorismo começa fora de nossas fronteiras", afirmou.


Nota DDP:
De se salientar a quantidade de notícias apenas nestes últimos dois dias acerca do controle de informações pessoais do cidadão comum...

Microchips podem prevenir ataque epilético

Implantado no cérebro, dispositivo decodifica sinais emitidos por ele. Tecnologia também pode ajudar quem perdeu um membro do corpo a controlar prótese.

Pesquisadores da Universidade da Flórida (UFA) estão desenvolvendo microchips que, uma vez implantados no cérebro humano, poderiam prevenir ataques epilépticos e permitir a uma pessoa que perdeu um membro de seu corpo controlar uma prótese com seus próprios pensamentos.

Estrategicamente implantados no cérebro, os pequenos chips poderiam compilar informações dos sinais, decodificá-las e estimular o cérebro por meio de um dispositivo sem filamentos.

Com um orçamento de US$ 2,5 milhões doados pelos Institutos Nacionais da Saúde, os especialistas da UFA de Gainsville, no norte da Flórida, avançam no desenvolvimento da neuroprótese. Embora ela tenha sido implantada apenas em ratos, espera-se que nos próximos quatro anos os pesquisadores possam contar com um protótipo de dispositivo que possa ser testado nos seres humanos.

Para os pesquisadores da UFA, o objetivo inicial é combater transtornos tais como a paralisia e a epilepsia. “Sentimos que podemos fazê-lo e que teremos a tecnologia para oferecer novas opções aos pacientes”, disse Justin Sánchez, diretor do Grupo de Pesquisa de Neuroprótese da UFA.

Os especialistas foram capazes durante anos de decodificar a atividade do cérebro mediante o uso de eletroencefalogramas. No entanto, segundo Sánchez, a tecnologia usada não era suficientemente sensível a ponto de permitir que os pesquisadores decodificassem os sinais cerebrais com a precisão necessária.

Hoje em dia, os especialistas estão focados na decodificação dos sinais emitidos pelos eletrodos colocados diretamente no cérebro mediante o uso de fios com o diâmetro de um pêlo. “Os cientistas se deram conta de que o fato de se aprofundar no interior do cérebro pode ajudar na captura de muito mais informações", disse o neurologista.

Enquanto a tecnologia não é colocada em prática, eles avaliam os efeitos dos dispositivos implantados nos ratos e os resultados da colocação de eletrodos na superfície do cérebro humano.

Fonte - G1

EUA temem ataque terrorista com explosivos em aviões

Alerta foi enviado aos serviços de segurança dos aeroportos; fontes oficiais afirmam que elas são rotineiras

Efe

WASHINGTON - Os serviços de segurança dos aeroportos dos Estados Unidos foram alertados para a possibilidade de grupos terroristas instalarem explosivos em aviões. Segundo informou na terça-feira, 24, a rede de televisão NBC, a Administração de Segurança no Transporte (TSA) distribuiu um boletim sobre o assunto para agentes federais nos aeroportos, na sexta-feira.

Desde setembro do ano passado, pedaços de arame, peças de telefones celulares e canos de metal têm sido confiscados de passageiros nos aeroportos de San Diego, Milwaukee, Houston e Baltimore. "A natureza estranha e o aumento em número destes objetos causa preocupação", disse a NBC.

O boletim lembrou que os autores dos atentados do 11 de setembro de 2001 realizaram testes semelhantes antes dos ataques. Os passageiros que tiveram objetos apreendidos foram investigados e não se descobriu nenhuma vinculação com organizações criminosas terroristas.

Fontes oficiais afirmaram que não existe uma ameaça e que a mensagem é rotineira. A TSA confirmou a informação e também qualificou o aviso sobre "incidentes suspeitos em aeroportos dos EUA" como uma mensagem normal.

"Constantemente fornecemos a nossos agentes e aos serviços policiais informação de inteligência e de treinamento. Este é um exemplo", disse o site da organização. "Não existe informação de inteligência que indique uma ameaça específica", insistiu.

terça-feira, 24 de julho de 2007

Maior segurança ou menor privacidade?

Os ministros de Relações Exteriores da União Européia aprovaram nesta segunda-feira um acordo que permite aos Estados Unidos ter acesso a uma série de informações pessoais de passageiros de vôos transatlânticos, incluindo orientação sexual, política e religiosa.

Válido por sete anos, o acordo substituirá o atual tratado para a transferência de dados de passageiros, assinado pelas autoridades européias e americanas em 2004 em uma tentativa de identificar integrantes de organizações extremistas.

O prazo de armazenamento das informações foi ampliado de três para 15 anos. Já o número de dados compartilhados foi reduzido de 34 para 19, mas o nível de detalhes aumentou, um fato que vem causando divergências e críticas dentro do próprio bloco.

Pelos termos do novo acordo, o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos terá acesso a endereço, número de cartão de crédito, situação de saúde, eventual associação a sindicatos e origem étnica de todos os passageiros que queiram entrar no país provenientes da Europa, além de eventuais pedidos de refeição especial feitos às companhias aéreas. As informações são fornecidas pelos próprios viajantes ao fazer as reservas.

O comissário europeu de Justiça e Segurança, Franco Frattini, assegurou que dados considerados “delicados” - como orientação sexual, política e religiosa - serão “filtrados” pelos órgãos de segurança americanos e utilizadas “excepcionalmente em casos de ameaça à vida”.

Frattini também ressaltou que o acordo inclui uma cláusula pela qual os EUA se comprometem com a proteção dos dados recebidos, que podem ser utilizados exclusivamente “com o objetivo de prevenir e combater o terrorismo e outros crimes graves”.

Mesmo com essas ressalvas, o supervisor Eeropeu de Proteção de Dados, Peter Hustinx, afirma que o acordo “coloca em risco a proteção de dados na Europa” e “não tem precedente legal”.

Em uma carta enviada ao comissário, Hustinx se diz preocupado com “a falta de um mecanismo legal que permita aos cidadãos europeus protestar contra o uso indevido de suas informações pessoais”.

Na semana passada o Parlamento Europeu declarou que o tratado é “incompatível com os princípios básicos europeus” e que é “lamentável” o fato de que “os dados pessoais de cidadãos da UE sejam tratados de acordo com a legislação dos EUA”.

Os deputados europeus também criticaram a notícia de que Frattini estaria planejando adotar o mesmo esquema de intercâmbio de dados de passageiros aéreos entre os 27 países da UE.

Fonte: BBC Brasil

NOTA: O cenário dos últimos dias está cada vez mais evidente. Em nome do "combate ao terrorismo", as liberdades individuais (incluindo o direito à privacidade) estão sendo reduzidas e controladas. Na verdade, o "combate ao terrorismo" tem funcionado como Cavalo de Tróia para implantar a Nova Ordem Mundial - a Babilônia do Apocalipse. A partir de agora, até a orientação política e religiosa do indivíduo poderão ser usadas para determinar quem é suspeito. Como isso acontecerá sem incorrer em discriminação não ficou nada claro.

Fonte - Minuto Profético

Nota DDP:
Sempre os EUA, sempre o controle da informação, sempre a mesma "justificativa"...

Existem mais de 40 mil pontos de análises biométricas na Grande São Paulo

São Paulo, 23 de julho de 2007 - Existem mais de 40 mil pontos de análises biométricas na Grande São Paulo, segundo estimativa da ABESE (Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança). Organização afirma que bancos brasileiros testam a tecnologia para identificar clientes em caixas eletrônicos, além de instalarem em empresas, condomínios empresariais e também residências.

Introduzida no Brasil na década de 1990, os sistemas biométricos, que identificam pessoas por meio da leitura de características corporais inéditas (impressões digitais, íris, geometria das mãos, reconhecimento da face e voz) estão cada vez mais presentes na vida moderna.

O interesse crescente por esta tecnologia foi observado na X International Securty Fair (Exposec 2007), realizada em maio, na capital paulista. Durante a feira, considerada a maior do País em sistemas eletrônicos de segurança, as vendas de sistemas e equipamentos biométricos cresceram 70%, em relação ao ano passado, segundo seus organizadores.

Para a presidente da ABESE, Selma Migliori, uma das razões para a crescente utilização desta tecnologia é a praticidade em relação a outros sistemas de controle de acesso de pessoas.

“Especialmente porque minimiza a possibilidade de fraudes. Por exemplo: um funcionário de uma fábrica que passa o cartão de ponto de um colega, ou um prestador de serviços falso que adentra em um condomínio residencial para assaltar os condôminos”, afirma.

Migliori prevê que a biometria deve substituir de vez o uso de cartões, chaves crachás e senhas no controle de acesso de pessoas. Isso porque, assim como os demais equipamentos de segurança eletrônica, os sensores biométricos estão passando por um intenso processo de barateamento.

“Tanto que a tecnologia está deixando de ser um investimento viável apenas para grandes empresas e condomínios empresariais para chegar às casas das pessoas. A nova aposta do mercado são os sistemas biométricos para residências, com o qual o morador pode controlar o horário de entrada e saída de seus empregados e determinar quem deles pode acessar o closet ou a adegas de vinhos, por exemplo”, diz a presidente da ABESE.

Biometria em Bancos

Algumas das principais instituições financeiras do Brasil já utilizam sistemas biométricos, em caráter experimental, na identificação de clientes em caixas eletrônicos para diminuir a ocorrência de assaltos. O sistema, em testes em 50 agências bancárias de São Paulo e Rio de Janeiro, é conhecido como “Palm Vein” e identifica clientes por meio de sensores capazes de ler o padrão das veias das mãos, digitais.

No entanto, a tecnologia já começa a se popularizar no exterior. De acordo com a Revista The Economic, nos Estados Unidos, mais de 3 milhões de consumidores já realizam pequenas compras por meio de um sistema que combina leitura de digitais e senhas. E, no Japão, mais de 2 milhões de clientes realizam saques em ATMs por meio de sistemas de escaneamento de mãos.

Fonte - Bol

Nota DDP:
Sempre o enorme laço vermelho das "vantagens" do sistema como engodo para sua implantação. Quando menos esperarmos, este "enorme laço", há de nos apertar severamente...

ONU teme por alimentação no 3º Mundo por causa de biocombustíveis

Agência France Press (AFP)

A expansão do mercado dos biocombustíveis levará à escassez de comida nos países pobres, lamenta o diretor-geral da Organização para a Alimentação e a Agricultura (FAO) da ONU, Jacques Diouf, em uma entrevista publicada nesta segunda-feira pelo jornal francês "Libération". "

As importações de alimentos dos países menos avançados em 2007 custará 90% a mais que em 2000", se queixa o senegalês.

A 'febre do ouro verde' "levará a um aumento dos preços dos produtos vegetais e também dos alimentos animais", explica Diouf.

"Neste ano, o valor das importações alimentares mundiais deverá sofrer um aumento de 5% em relação a 2006. Como sempre, os mais afetados são os países mais vulneráveis", ressaltou.

Segundo ele, "os grandes produtores agrícolas e as multinacionais são os que mais tiram proveito" dos biocombustíveis.

O diretor-geral da FAO também denuncia que as mudanças climáticas "afetarão em especial os mais desfavorecidos, os pequenos agricultores e os pastores nômades que dependem diretamente de uma agricultura pluvial".

Na África, entre 55 e 65 milhões entrarão para as tristes estatísticas da fome até 2080 por causa da elevação das temperaturas em cerca de 2,5 graus", advertiu.

Nota DDP:
O homem cada vez mais é o próprio "lobo" do homem...

Último texto vaticano sobre Igreja, documento para unidade

Segundo o secretário do Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos

ROMA, segunda-feira, 23 de julho de 2007 (ZENIT.org).- Para compreender o recente documento da Congregação para a Doutrina da Fé sobre a natureza da Igreja, devem-se harmonizar conceitos aparentemente contraditórios, sugere Dom Brian Farrell, L.C.O secretário do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos analisa em declarações a Zenit o documento «Respostas a algumas perguntas da Doutrina sobre a Igreja», publicado pela Santa Sé em 10 de julho.

Dom Farrell começa constatando que a apresentação do documento que a mídia fez não foi completa.

«Como acontece com freqüência, a complexidade teológica se perde na medida em que se apresenta a notícia, especialmente nos meios de comunicação --declara. Não há uma, mas várias afirmações no documento, e devem ser tomadas em seu conjunto.»

«O documento não pode reduzir-se a dizer: ‘A Igreja Católica afirma que é a única Igreja verdadeira’. Também diz: ‘Pode-se afirmar retamente, segundo a doutrina católica, que a Igreja de Cristo está presente e operante nas Igrejas e nas Comunidades eclesiais que ainda não estão em plena comunhão com a Igreja Católica’.»
...
Farrell afirma que o diálogo ecumênico é uma tarefa urgente para católicos e não-católicos: Quando as «Respostas» nos recordam que por causa da divisão entre os cristãos a universalidade da Igreja não está plenamente realizada na história, está apontando para uma tarefa inacabada que não pode ser ignorada ou demorada.

«Longe de qualquer sentimento de auto-suficiência, os católicos devem experimentar que a situação de falta de plenitude causada pela divisão e separação é também uma tragédia para eles. Nessa condição, é mais difícil oferecer um testemunho convincente para que o mundo possa crer.»

Nota DDP:
Cada vez mais delineada a chamada no sentido de que o "testemunho visível" dos cristãos é necessário para que o mundo creia. Aguardo onde será depositado este conceito, por enquanto "invisível", desta visibilidade.

Deputados querem colocar microchip em portadores do HIV na Indonésia

Parlamentares querem monitorar soropositivos para controlar 'expansão da doença'. São 290 mil pessoas infectadas no país.

A província indonésia de Papua estuda uma lei que obrigue os portadores do Vírus de Imunodeficiência Humana (HIV), que provoca a Aids, a serem identificados com um microchip.

Com o método, os deputados regionais pretendem acompanhar melhor o comportamento sexual e as atividades dos soropositivos, para lutar contra a expansão da doença, informou, nesta terça-feira (24), o jornal "The Point". "Precisamos tomar decisões para acelerar a luta contra a Aids em Papua", disse o deputado John Manansang. Ele opinou que a medida servirá para detectar com maior precisão o número real de infectados. Os parlamentares que estão a favor prometeram levar em conta a opinião pública antes de redigir a proposta de lei. O projeto já foi denunciado pelas ONGs que lutam contra a Aids e empregados do setor da saúde no país. A Indonésia é um dos países asiáticos onde o HIV se espalha com maior rapidez. Já são 290 mil pessoas infectadas, segundo os dados oficiais.

Fonte - G1

Enchentes são as piores já vistas, diz técnico britânico

As enchentes que estão atingindo a Grã-Bretanha nos últimos dias são as piores já registradas, disse o gerente responsável pela avaliação de riscos da agência do governo para questões ambientais (Environment Agency), Anthony Perry.

"Nós não vimos enchentes dessa magnitude antes e este é um caso extremo. O padrão para enchentes sempre foram as ocorridas em 1947 no rio Severn e esta supera (o padrão)", afirmou.
Dezenas de pessoas foram resgatadas por helicóptero nas áreas mais atingidas, na região central e oeste da Inglaterra. Pelo menos 350 mil casas ficaram sem água corrente e 50 mil sem energia elétrica por causa das inundações, que começaram na sexta-feira.

Equipes de emergência trabalharam durante toda a noite para tentar proteger a subestação de eletricidade de Walham, perto de Gloucester, que também foi inundada. Lá o nível da água chegou a 5 centímetros abaixo do muro externo.

Mas reparos em uma outra subestação em Gloucester, Castlemeads, também atingida pela enchente, permitiram que o fornecimento de energia elétrica fosse restaurado em mais de 48 mil casas.

O Ministro do Meio Ambiente da Grã-Bretanha, Hilary Benn, advertiu que a situação de emergência "está longe do fim e há grande possibilidade de mais inundações".

A Environment Agency advertiu que a previsão meteorológica indica instabilidade nos próximos três ou quatro dias, e até uma precipitação moderada pode fazer com que o nível dos rios aumente de novo.

A agência emitiu sete alertas de enchentes, inclusive para três trechos do rio Severn, dois no Tâmisa. Estes são os dois maiores rios da Grã-Bretanha.

A Associação de Seguradores Britânicos estima que a conta para cobrir os estragos provocados pelas enchentes dos meses de junho e julho no país chegue a 2 bilhões de libras (R$ 7,6 bilhões).

Fonte - BBC

Aquecimento já altera chuvas no mundo

Rússia e Canadá estão mais úmidos, enquanto África pode ressecar ainda mais. É a primeira vez que dados sólidos mostram essa influência do efeito estufa.

Um novo estudo mostra pela primeira vez que o aquecimento global já está afetando os padrões de chuva no mundo, trazendo mais precipitação para o norte da Europa, para o Canadá e para o norte da Rússia e menos para regiões da África ao sul do Saara, da Índia e do Sudeste Asiático.

As mudanças "já podem ter afetado de forma significativa os ecossistemas, a agricultura e a vida humana em regiões que são sensíveis a mudanças na precipitação, como o Sahel [na fronteira sul do Saara]", alerta o artigo científico na edição desta semana da revista britânica "Nature".

Há tempos os cientistas dizem que o aquecimento global deve interferir com os padrões de chuva e neve, porque as temperaturas do ar e do mar, bem como a pressão atmosférica no nível do mar - forças que estão por trás dos padrões de precipitação - já estão mudando.

Contudo, até agora, a evidência de que as mudanças de precipitação já estavam ocorrendo existia apenas de forma anedótica ou em modelos de computador. Um dos obstáculos para os cientistas era a falta de dados precisos e de longo prazo sobre a chuva ao redor do mundo, de forma a permitir que eles eliminassem a chance de mudanças simplesmente regionais ou cíclicas. Francis Zwiers, pesquisador do órgão de monitoramento ambiental Environment Canada, conseguiu combinar de forma coerente vários conjuntos de dados de forma a contornar esse problema. Eles foram comparados com simulações do clima global ao longo do século 20, e a conclusão é que há um elo claro entre o aquecimento global e as mudanças nos padrões de chuva, com uma "contribuição significativa" das temperaturas mais elevadas.

Segundo o estudo, as regiões temperadas do hemisfério Norte passaram por aumentos de precipitação, enquanto as áreas tropicais do hemisfério Norte ficaram mais secas. Ao mesmo tempo, os trópicos do hemisfério Sul (área na qual se encaixa a quase totalidade do território brasileiro) ficaram mais chuvosos.

Fonte - G1

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Todos os que permitem Bush fazer o que ele faz

Em uma ofensiva coordenada de relações públicas, a Casa Branca está usando acadêmicos amigáveis e confiáveis – surpreendentemente, eles ainda existem – para espalha a notícia de que o presidente Bush está otimista e confiante como nunca. Pode até ser verdade.

O que eu não entendo é porque nós temos que considerar a contínua confiança de Bush como uma coisa boa.

Lembre-se, Bush estava confiante há seis anos, quando ele prometeu que capturaria Osama, vivo ou morto. Ele tinha confiança há quatro anos, quando ele disse para os insurgentes virem com tudo. Ele tinha confiança há dois anos, quando ele disse para Brownie que ele estava fazendo um trabalho maravilhoso.

Agora o Iraque está um pântano sangrento, o Afeganistão está deteriorando e a própria Estimativa de Inteligência Nacional da administração Bush admite que, graças à liderança pobre de Bush, a América está perdendo a luta com a Al-Qaeda. Mesmo assim, Bush permanece confiante.

Desculpe, mas isso não é acalma: isso é amendrontador. Isso não mostra a força do caráter de Bush, mostra que ele perdeu a noção da realidade.

Na verdade, não está claro se ele já teve noção da realidade. Eu escrevi sobre o “complexo de infalibilidade” da administração Bush, sua falta de capacidade em admitir erros ou encarar problemas reais que não queria lidar, em junho de 2002. Na mesma época, Ron Suskind, uma jornalista investigativa, teve uma conversa com um consultor de Bush que ridicularizou a “comunidade baseada na realidade”, argumentando que “quando agimos, criamos nossa própria realidade”.

As pessoas que se preocupavam que a administração Bush estivesse vivendo em um mundo de fantasias costumavam ser classificadas de “vítimas de transtorno de Bush”, liberais que ficaram loucos pelo sucesso de Bush. Agora, entretanto, é uma síndrome que se espalhou até entre os ex-fiéis à Bush.

E por mais que Bush não tenha mais crentes devotos, ele ainda tem várias pessoas que possibilitam suas idéias – pessoas que entendem a estupidez de suas ações, mas se recusam a fazer qualquer coisa para impedi-lo.

O principal exemplo dessa semana é o senador Richard Lugar, de Indiana, que foi manchete de jornais há umas semanas com um discurso declarando que “nosso rumo no Iraque perdeu contato com nossos interesses vitais de segurança nacional”. Lugar é um homem inteligente e consciente. Ele já agiu com coragem para impedir outro desastre de política externa, convencendo um relutante Ronald Reagan a parar de apoiar Ferdinand Marcos, o corrupto líder das Filipinas, depois de uma eleição roubada.

Porém, não houve coragem política quando os democratas do Senado tentaram conseguir votos em uma medida que forçaria uma mudança de direção no Iraque, e os republicanos reagiram ameaçando um atraso. Lugar, junto com outros republicanos que expressaram dúvidas contra a guerra, votou contra interromper o debate, ajudando a garantir que a estupidez que ele, tão precisamente descreveu em seu discurso, continue no Iraque.

Graças à esse voto, nada irá acontecer até que o general David Petraeus, o comandante chefe no Iraque, entregue seu relatório em setembro. Mas também não espere muito. Eu espero que ele me prove errado, mas a história do general sugere que ele é mais uma pessoa inteligente e consciente que permite Bush a fazer coisas estúpidas.

Eu não sei porque o artigo que Petraeu publicou no The Washington Post no dia 26 de setembro de 2004 não recebeu mais atenção. Afinal de contas, acaba com qualquer sensação de que o general fique acima da política: eu não acho que seja prática padrão para oficiais servindo no Exército publicarem artigos de opinião que visivelmente ajudam um encarregado, seis semanas antes de uma eleição nacional.

No artigo, Petraeus nos disse que os “líderes iraquianos estão progredindo, liderando seu próprio país e suas forças de segurança de maneira corajosa”. E essas forças de segurança estão indo bem: seus líderes “estão mostrando coragem e flexibilidade” e “forças se uniram nos meses recentes”.

Em outras palavras, Petraeus, sem dizer nada falsificável, conduziu uma impressão totalmente ilusória, extremamente conveniente para seus mestres políticos, que a vitória estava na esquina.

E o melhor palpite tem que ser que ele fez a mesma coisa três anos depois.

Você sabe, nessa altura, eu acho que precisamos parar de culpar Bush pela confusão que estamos. Ele é o que ele sempre foi, e todos exceto um grupo central de pessoas leais igualmente iludidas sabem.

E Bush continua a causar danos porque muitas pessoas que entendem como sua estupidez está colocando a segurança da nação em risco ainda se recusam, por cautela política e zelo em excesso pela carreira, a fazer qualquer coisa a respeito.

- Paul Krugman

Aquecimento global ameaça fornecimento de água na América do Sul

LONDRES - O aquecimento global está secando lagos montanhosos e pântanos nos Andes e colocando em risco o fornecimento de água a grandes cidades latino-americanas como La Paz, Bogotá e Quito, mostraram pesquisas do Banco Mundial.

O risco é especialmente grande no habitat úmido andino conhecido como páramo, responsável por 80 por cento do fornecimento de água aos 7 milhões de habitantes de Bogotá, na Colômbia.

A elevação das temperaturas está fazendo com que as nuvens que cobrem os Andes condensem-se a altitudes maiores. Segundo Walter Vergara, especialista do Banco Mundial em aquecimento global, o chamado ponto de orvalho vai acontecer fora das montanhas, se isso continuar acontecendo.

'Já estamos observando que os lagos e pântanos estão secando', disse ele sobre a pesquisa do Instituto de Estudos de Hidrologia, Meteorologia e Ambientais da Colômbia, financiada pelo Banco Mundial.

'As nuvens estão subindo a montanha por causa da mudança no clima, e em determinado momento vão acabar deixando a montanha.'

O Banco Mundial vai publicar detalhes mais para o fim do ano, disse Vergara numa entrevista por telefone.

O derretimento das geleiras, também provocado pelo aquecimento global, pode prejudicar o fornecimento de água para Quito e a geração de energia hidrelétrica no Peru.

Vergara foi o principal autor de uma pesquisa do Banco Mundial publicada no mês passado que concluiu que o Equador vai ter de gastar 100 milhões de dólares nas próximas duas décadas para compensar o recuo das geleiras -- substituindo a água das geleiras pela da bacia amazônica, por exemplo.

Os glaciares das montanhas funcionam como um regulador, fornecendo água nos períodos de seca, quando derretem, e absorvendo a água nos períodos de umidade.

'O fornecimento de água ficará menos previsível, e durante certas épocas do ano não haverá água nenhuma', disse Vergara.

Vários glaciares, como o Cotacachi, do Equador, já desapareceram, e muitos outros glaciares pequenos vão sumir em uma geração, afirmou o estudo.

O desaparecimento do páramo representaria um problema ainda maior, porque mais gente depende do ecossistema para obter água, afirmou o especialista.

Fonte - iG

AM e SC sofrem tremor de terra

Um tremor de terra de magnitude 6,1 na escala Richter foi detectado neste sábado na região amazônica pelo sistema de monitoramento da Sociedade Geológica dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês). O tremor foi registrado às 10h27 (horário de Brasília). Segundo a USGS, o epicentro do terremoto, na divisa dos Estados do Acre e do Amazonas, foi a 165 quilômetros a leste da cidade de Cruzeiro do Sul, no Acre, e a 425 quilômetros a noroeste da cidade de Rio Branco, capital do Acre.

Não há ainda informações sobre possíveis vítimas ou danos provocados pelo tremor, que ocorreu numa área pouco povoada.

Um dia antes, três cidades do norte de Santa Catarina também tiveram um tremor de terra. Moradores das cidades de Joinville, Araquari e São Francisco do Sul acionaram o Corpo de Bombeiros devido ao que acharam se tratar de um terremoto. O tremor, no entanto, não foi confirmado pela direção da Defesa Civil porque nenhum órgão teria registrado oficialmente o fenômeno. Mas, segundo a própria Defesa Civil, o temor poderia ter sido causado por alguma detonação de rocha.

Mesmo sem confirmação oficial, o incidente levou pânico aos moradores das cidades. O Corpo de Bombeiros recebeu várias ligações de pessoas que relataram também ter ouvido um forte barulho pouco antes do tremor.

(BBC Brasil e Terra)

Nota: "Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares" (Mateus 24:6 e 7).

Fonte - Blog Michelson Borges

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Ambiente: Grandes empresas dos EUA querem ação urgente

Por Jim Lobe, da IPS

Washington, 19/07/2007 – Representantes de 160 das principais empresas dos Estados Unidos reclamaram das autoridades ações urgentes para enfrentar a mudança climática. Os líderes empresariais alertaram que “as conseqüências do aquecimento global para a sociedade e o meio ambiente são potencialmente sérias e de longo alcance”, e acrescentaram que “o tempo para agir é agora”. A declaração, divulgada esta semana pela Mesa Redonda de Negócios (BRT), não promove a redução obrigatória da emissão de gases causadores do efeito estufa – apontados pela maioria dos cientistas como responsáveis pelo aquecimento -, mas pede “uma ação coletiva que a reduza em nível mundial”.

A intenção é “reduzir o aumento da concentração de gases que provocam o efeito estufa na atmosfera para, em última instância, estabilizá-los em um nível que permita evitar os riscos da mudança climática. É a primeira vez que líderes empresariais de todos os setores da economia norte-americana alcançam um consenso sobre as ameaças do aquecimento da Terra e a necessidade de tomar medidas a respeito”, disse o presidente da BRT, John J. Castellani. “Os membros da BRT estão prontos para trabalharem junto com os líderes políticos em soluções ativas para enfrentar o problema, ao mesmo tempo em que se mantém o crescimento econômico”, acrescentou. Castellani informou que a declaração foi aprovada pelo consenso de toda a Mesa Redonda.

Organizações ambientalistas destacaram o pronunciamento que, afirmaram, deveria estimular o Congresso dos Estados Unidos a tomar medidas. Com maioria do Partido Democrata nas duas Casas legislativas, os legisladores começaram a analisar projetos para limitar as emissões, ao que se opõe o presidente George W. Bush. “Basicamente, os líderes empresariais estão reconhecendo que haverá algum tipo de legislação de caráter obrigatório, o que não é pouco”, disse o diretor da área de mercados e negócios do Centro Pew sobre Mudança Climática, Truman Semans.
...

Fonte - Envolverde

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Seis anos após 11/9 ameaça aos EUA permanece a mesma19/07/2007

Stock.Xchng

De acordo com setores da Inteligência americana, a ameaça de violência terrorista contra os EUA está aumentando, alimentada pela guerra do Iraque e crescente extremismo islâmico.

As conclusões não são novas, mas contrariam a visão otimista defendida por George Bush de que dois terços da liderança da Al-Qaeda teria sido morta ou capturada e que a invasão do Iraque reduziria a ameaça terrorista.

Depois de anos de guerra no Afeganistão, no Iraque e alvos no Iêmen e no Paquistão, a principal ameaça aos americanos continua sendo a mesma de 2001: o grupo terrorista Al-Qaeda, liderado por Osama bin Laden e Ayman al-Zawahri.

Leia também
NY Times - 6 Years After 9/11, the Same Threat

Fonte - Opinião e Notícia
Related Posts with Thumbnails