quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Aumento do número de catástrofes naturais exige maior prevenção

Tufões, deslizamento de terra, enchentes e incêndios florestais: assuntos que se tornaram corriqueiros nas manchetes de jornais. Mas teria a incidência com que ocorrem realmente aumentado ou seria apenas uma impressão causada pelo aprimoramento das tecnologias de comunicação?

Segundo uma pesquisa feita recentemente na Alemanha, dois terços da população do país temem o aumento do número de catástrofes naturais devido às mudanças climáticas.

A cada ano, 250 milhões de pessoas são afetadas por desastres naturais. Desde 1992, a comunidade internacional já gastou mais de 2,7 bilhões de dólares em ações para mitigar os efeitos de furacões, enchentes e secas.

Evidências concretas

“Quando se observa o número de desastres naturais nos últimos dez anos, não há dúvidas de que os prejuízos aumentaram”, avalia Walter Amma, presidente do Global Risk Forum, de Davos, uma organização que avalia os riscos a que uma sociedade está exposta. “Não se pode nem se deve argumentar que esses eventos são registrados hoje de forma mais precisa e mais rápida do que há 20 anos. A tendência é claramente de aumento.”

Para o Comitê Alemão de Prevenção de Catástrofes (DKKV), as mudanças climáticas têm aumentado a frequência e o impacto de catástrofes naturais. “É preciso lidar com as mudanças climáticas no âmbito regional, especialmente em relação aos eventos mais raros e de grande proporção. Pois as alterações provocadas variam de região para região no que diz respeito a fenômenos extremos”, explica Gerd Tetzlaff, meteorologista da Universidade de Leipizig e presidente do conselho científico do DKKV.

Em alguns países europeus, por exemplo,o aumento das temperaturas tem provocado ondas de calor e, consequentemente, aumentado o risco de incêndios florestais. A mudança climática não é a única responsável pelos desastres, mas cria as condições necessárias a eles.

Em algumas regiões do mundo, os eventos climáticos se tornaram mais extremos do que no passado. “No Caribe, furacões extremos são hoje mais frequentes. Previsões indicam que esse quadro irá persistir, embora ainda seja preciso avaliar a medida exata desse aumento”, pondera Tetzlaff.
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Há algumas semanas, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, alertou que o aumento da seca, das enchentes e de outras catástrofes naturais depende dos resultados que serão alcançados na Conferência Mundial do Clima de Copenhagen, que acontece no final do ano.

O principal objetivo da conferência será a diminuição da emissão de gases causadores do efeito estufa, mas, para os especialistas do DKKV e do Global Risk Forum, a adaptação às mudanças climáticas e a prevenção de catástrofes naturais são igualmente importantes.

Fonte - DW-World

Nota DDP: Falando a mesma língua? ""A degradação do meio ambiente e as catástrofes naturais fazem-nos lembrar da urgência de respeitar a natureza" (BXVI - Ontem)


Câmara aprova Estatuto Jurídico da Igreja Católica

Foi aprovado pelo plenário da Câmara dos Deputados o texto do PDL (Projeto de Decreto Legislativo), em um acordo entre o Brasil e o Vaticano, para criar o Estatuto Jurídico da Igreja Católica no país. O plenário decidiu a ação no fim da noite desta quarta-feira, 26, e também aprovou o projeto de lei que regulamenta o direito constitucional de livre exercício de crença e cultos religiosos. O projeto será enviado agora para o Senado.

Em 2008, o Brasil e o Vaticano assinaram um acordo que abrangia questões sobre o ensino religioso, o casamento, a imunidade tributária para as entidades eclesiásticas, a prestação de assistência espiritual em presídios e hospitais, a garantia do sigilo de ofício dos sacerdotes, visto para estrangeiros que venham ao Brasil realizar atividade pastoral. Além disso, foi reforçado o vínculo não-empregatício entre religiosos e instituições católicas, ratificando regras já existentes.

Fonte - Opinião e Notícia

Nota DDP: Trago os comentários do amigo que me enviou originalmente a notícia:

Meu amigo... acabei de assistir a aprovação do Acordo entre o Brasil e a Santa Sé.

Incrível como foi feito!!!! Os líderes dos partidos retiraram todas as emendas na última hora!!! Alguns líderes liberaram a bancada para votar... mas, o resultado foi a aprovação!!!

Amanhã veremos algumas notícias a respeito.. Mas eu estou perplexo da maneira que fora realizado... os comentários que faziam... por exemplo: o partido tal... vota SIM... (embargando as manifestações em contrário - interpelando).


Falta o Senado. Pelo andar da carruagem, a ausência quase completa de publicidade e a celeridade de processamento, tudo tende a apontar para a aprovação.


Missão e unidade

Cidade do Vaticano, 27 ago (RV) - Expoentes cristãos das várias confissões publicaram um documento dedicado ao tema “missão e unidade”, que reúne material do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos e do Conselho Mundial das Igrejas e será a base da Semana de Oração para a Unidade dos Cristãos e para o ano de 2010.

A introdução do documento esclarece que “nem todos associam o esforço missionário com a preocupação pela unidade dos cristãos”. Em algumas regiões do mundo, o maior problema que o diálogo ecumênico enfrentou foi a convivência entre missionários de várias confissões cristãs, por serem vistos, certas vezes, como uma forma de “concorrência”.

Sem negar a rivalidade entre missionários de Igrejas diversas, o documento reconhece que “aqueles que estão na linha de frente, na missão, foram os primeiros a perceber a tragédia que a divisão dos cristãos representa”.

“Enquanto na Europa – prossegue o texto – as separações de Igrejas eram habituais, a desunião era óbvia para os encarregados de anunciar o Evangelho a povos que nada sabiam de Cristo”.

O melhor caminho para promover a unidade dos cristãos – finaliza o documento – consiste em anunciar Cristo: “O Evangelho não é um luxo em nossa humanidade, já ferida por divisões; o Evangelho não pode ser proclamado por vozes discordantes”.

Fonte - Radio Vaticano

Nota DDP: A última frase seria um recado?


Desconfiança em relação à vacina contra H1N1

Pesquisa revelou que 52% dos profissionais de saúde de Hong Kong se recusariam a receber vacina contra a gripe suína.

Especialistas dizem que essa tendência provavelmente se aplica ao mundo inteiro. A pesquisa contou com a participação de 2.255 profissionais de saúde de Hong Kong. A maioria dos entrevistados disse que não tomaria a vacina — que ainda não está disponível — por temer efeitos colaterais e duvidar de sua eficácia.

A OMS recomenda que todos os países vacinem seus profissionais de saúde contra a gripe suína. Muitos países ocidentais, incluindo Grã-Bretanha, Espanha e EUA, anunciaram que seus médicos e enfermeiras estarão entre os primeiros a receberem a vacina assim que ela estiver disponível. A pesquisa feita em Hong Kong, no entanto, sugere que isso pode não ser tão simples assim.

Na maioria dos países do mundo, menos de 60% dos profissionais de saúde tomam vacina contra a gripe comum. Nos EUA essa porcentagem é de cerca de 35%, e na Grã-Bretanha é de apenas 17%.

Fonte - Opinião e Notícia

Nota DDP: No mesmo sentido "Metade dos Médicos Britânicos Recusarão a Vacina para a Gripe Suína". Veja ainda "Estudo mostra que gripe suína é mais letal do que gripe comum".


quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Análise de notícias proféticas

Autor: Pr. Doug Batchelor, Diretor e Conferencista do ministério Amazing Facts

Parte da nossa missão no ministério ‘Amazing Facts’ é manter-nos atualizados em relação aos eventos mundiais que têm significado bíblico. E acabamos de testemunhar um evento extraordinário …

Uma Autoridade Política Mundial?

O ‘timimg’ não foi coincidência. Mesmo antes da Cimeira G8 em L'Aquila, Itália, em meados de julho, quando os líderes das oito maiores nações industriais do mundo se reuniram para discutir a crise económica global, o Papa Bento XVI lançou uma encíclica - o documento papal mais autoritário - no qual ele lamenta o estado lamentável da economia mundial. Isto não é tão anormal, obviamente.

Mas o que ele diz especificamente na carta é muito importante…

Naturalmente, por favor entenda que há uma diferença entre as pessoas da igreja - e a Igreja Católica como uma instituição religiosa e política. Como cristão, respeito profundamente e até estimo o amor e reverência que a maior parte dos católicos têm para com Jesus Cristo. Mas ao mesmo tempo, como uma instituição, a Bíblia claramente aponta para a Igreja Católica como um agente principal nos eventos finais. (...)

É isto que quero dizer: o papa escreve, “para dirigir a economia global, reanimar economias atingidas pela crise, … há necessidade urgente de uma verdadeira autoridade política mundial”.

Falando sobre esta autoridade mundial, o papa explica que ela “precisaria de ser universalmente reconhecida e investida com poder eficaz”. Em outras palavras, poder de impor as suas visões ao resto do mundo … poder de fazer o mundo inteiro obedecer!

Isto lembra-nos do livro de Apocalipse, não é? Ele avisa que durante os últimos dias, os poderes mundiais aplicarão força - inclusive a força económica - para compelir o mundo inteiro a "adorar a imagem da besta” ou não se poderá “comprar ou vender” (Revelação 13:15, 17).

Consegue entender porque estou entusiasmado? E porque vejo esta carta papal como mais evidências de que nos estamos aproximando do fim? Tudo isso faz-me querer redobrar os meus esforços em levar o Evangelho verdadeiro ao resto do mundo. (…)

Os Dentes Verdadeiros

Há mais. Na carta, o Papa Bento também sugere que “há uma necessidade fortemente sentida … para uma reforma na organização das Nações Unidas, e, do mesmo modo, das instituições económicas … para que o conceito da família de nações possa adquirir dentes verdadeiros”.

“Dentes verdadeiros”? Parece com a quarta besta em Daniel 7, que tem “grandes dentes de ferro” (Daniel 7:7), ou como as bestas e dragão em Apocalipse, porque quem alguma vez ouviu de uma besta ou um dragão sem “verdadeiros dentes”?

Agora, pergunto: como poderia algo deste tipo alguma vez resultar sem o apoio de uma potência económica e militar como os Estados Unidos para ajudar a impor aquela autoridade?

Penso que não poderia. Precisamente por isso é que no dia seguinte à cimeira do G8, o Papa teve a sua primeira reunião com o Presidente Obama. E o que ele ofereceu ao presidente dos Estados Unidos? Uma cópia, encadernada a couro branco, da sua encíclica!

Ética?

Também achei muito interessante na encíclica do Papa Bento quando ele escreve, “a economia precisa de ética para funcionar corretamente — não qualquer ética, mas uma ética que é centrada nas pessoas”.

Uma nova ordem mundial económica baseada em ética? E quem você supõe seria o candidato mais provável para fornecer o tipo de autoridade moral para definir essa ética? Seria realmente alguém além daquele que se vê a si próprio (e que é visto por milhões de outros) como “o Vigário de Cristo” na Terra?

Por favor tenha em mente que outras declarações oficiais papais muitas vezes mencionavam “a proteção do domingo dos trabalhadores” como central ao seu conceito de ética económica. Faz todo o sentido, não acha?

Sem dúvida, esta última declaração papal, publicada no momento de um severo declínio económico mundial, deve fazer-nos compreender, mais do que nunca, como estamos perto do fim.

Trabalhar com os Estados Unidos e a União Europeia? O Papa reclamando uma autoridade económica mundial única com “verdadeiros dentes” para impor a sua vontade económica sobre o mundo? Quanto mais óbvio pode ser?

Sou até tentado a citar estas palavras de Jesus: “hoje, esta Escritura foi cumprida aos vossos ouvidos” (Lucas 4:21).

Nunca Guardaremos Silêncio

Infelizmente, não muitas vozes estão abordando estas questões profundas. Poucas pessoas entendem até os fundamentos da profecia de Bíblia referente aos dias finais. No ministério ‘Amazing Facts’, entretanto, nunca vamos ficar calados. Eles podem ameaçar-nos de detenção; eles podem acusar-nos de "discurso de ódio”; eles até podem cortar a nossa eletricidade. Mas enquanto tivermos fôlego, proclamaremos as mensagens dos três anjos ao mundo, não importa quão impopulares ou “politicamente incorretas”.

Se amarmos Jesus e o nosso próximo, não podemos fazer menos.

Sabemos, enfim, para onde tudo está a ser conduzido. Até lá, enquanto há ainda tempo, planeamos fazer tudo que podemos para atingir almas com a mensagem da salvação. As pessoas estão ansiando entender o que está acontecendo.


[Tradução - O Tempo Final]


Papa lança forte mensagem ecológica

Bento XVI deixou hoje um forte apelo em favor da preservação do meio ambiente, manifestado o seu apoio aos líderes de governo e organizações internacionais que se irão reunir na próxima Conferência da ONU sobre mudanças climáticas.

Para o Papa é fundamental que “a comunidade internacional e cada governo enviem os sinais certos aos seus cidadãos e consigam travar as formas prejudiciais de tratar o ambiente”.

"Os diversos fenómenos de degradação ambiental e as calamidades naturais, que a comunicação social regista várias vezes, lembram a urgência do respeito pela natureza, recuperando e valorizando na vida de cada dia uma relação correcta com o ambiente”, disse.

O Papa admitiu que estes temas estão na agenda das “autoridades e da opinião pública”, saudando o desenvolvimento de “uma nova sensibilidade, que se exprime na multiplicação de encontros, também a nível internacional.

Falando em inglês, Bento XVI disse que “os custos económicos e sociais da utilização de recursos comuns devem ser reconhecidos com transparência e suportados por aqueles que os maltratam, não por outros povos ou pelas gerações futuras”.
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Um Papa ecológico

Ao longo da audiência, foi citada por diversas vezes a última encíclica papal, Caritas in veritate. Nesse documento, Bento XVI diz que os projectos para um desenvolvimento humano integral "não podem ignorar os vindouros, mas devem ser animados pela solidariedade e a justiça entre as gerações, tendo em conta os diversos âmbitos: ecológico, jurídico, económico, político, cultural".

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Em finais de Julho, a Santa Sé divulgou o tema da mensagem de Bento XVI para o Dia Mundial da Paz 2010, desta feita intitulada "Se queres a paz, cuida da criação". O Papa fala numa crise ecológica e na necessidade de enfrentá-la globalmente.
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A mensagem deverá retomar as observações contidas nos números 48-51 da Encíclica, destacando a necessidade urgente de que a tutela do meio ambiente seja "um desafio para toda a humanidade".
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"Esta consciência servirá para eliminar diversas causas de desastres ecológicos e garantir uma pronta capacidade de resposta quando esses desastres atingem povos e territórios", defende a apresentação da mensagem do Papa.

Fonte - Ecclesia

Nota DDP: Assim como fez questão de se manifestar antes da reunião do G8 sobre o tema econômico com a veiculação de sua última encíclica, muito bem aceita, como já observado em diversos posts neste sentido veiculados neste espaço, o pontífice não se furtou em também se antecipar ao evento que tomará lugar no final do corrente ano tratando da questão ecológica.

De antemão também já consignou a importância da "Caritas em veritate" neste contexto. Mais sobre o caráter ecológico deste pontificado em "Um papa ecológico".


Igreja da Flórida usa canções do U2 em cultos religiosos

A Igreja Metodista Unida de Pensacola, no estado da Flórida, vai levar algumas das mais famosas canções da banda irlandesa U2 aos cultos celebrados neste domingo (29).

Criado em 2003, o U2Charist, como é conhecido o movimento, já realizou cultos semelhantes em outras regiões dos Estados Unidos.

Canções que marcaram as últimas três décadas de carreira da banda, como "Where The Streets Have No Name", "I Still Haven't Found (What I'm Looking For)", "One" e "With or Without You", serão interpretadas na ocasião, segundo a publicação local "Pensacola News Journal".

A relação do U2 com temas religiosos é amplamente conhecida. Em 1988, o vídeo "Rattle And Hum, estrelado pelo quarteto, revela o encontro do grupo com um coral gospel em Nova York, parceria que rendeu uma versão de "I Still Haven't Found (What I'm Looking For)".

Desde o início da carreira, a banda de Bono tem integrado assuntos religiosos em suas canções. Faixas como "Gloria", "40" e "Wake Up Dead Man" são pautadas por questões espirituais.

"Beautiful Day", tirada do álbum "All That You Can't Leave Behind", foi a música escolhida por Geoffrey Lentz, ministro da greja, para abrir o culto.

"A canção fala sobre encontrar esperança em situações de desespero", disse Lentz. "Minha mensagem é que apesar de o mundo ter coisas ruins, nós precisamos passar por isso, há esperança no pombo que traz um ramo de oliveira".

Fonte - Folha

Nota DDP: Sobre as eventuais implicações deste tema, veja mais em "A igreja, a modernidade e o fim" e "Bono: "Para nós a música é sempre uma oração"".

De antemão percebe-se o efeito ecumênico da música no contexto dos últimos eventos, tal qual antecipado em Daniel 3.


terça-feira, 25 de agosto de 2009

Roubini adverte para perigo de nova recessão

O economista norte-americano, que consolidou a sua reputação por ter sido o que melhor antecipou a crise financeira internacional e as suas consequências, diz que o risco de o mundo regressar de novo a uma recessão está a aumentar.

Ainda assim, precisa Nouriel Roubini, o cenário mais provável é o de uma recuperação “anémica”, com taxas de crescimento abaixo do potencial “durante alguns anos”.

Em artigo de opinião hoje publicada no “Financial Times”, Nouriel Roubini reconhece que taxas de juro historicamente baixas, associadas a uma fortíssima dose de intervenção dos Estados nas economias, arrisca a gerar tensões inflacionistas no futuro. Mas, acrescenta, neste momento é preciso que bancos centrais e Governos mantenham os estímulos à economia, caso contrário “a recuperação será comprometida” e o mundo desenvolvido poderá regressar à “estagdeflação (recessão e deflação).

O economista norte-americano sublinha ainda que a subida do preço de vários produtos alimentares de base e do petróleo é outro factor de risco que pode pôr termo à ainda frágil dinâmica de recuperação.

Fonte - Jornal de Negócios Online

Nota DDP: Ver também:

- Todos os zumbis do presidente
- Interesses econômicos aumentam pressão sobre Obama


EUA: gripe suína pode matar até 90 mil no inverno

WASHINGTON (AFP) - A gripe suína poderá infectar a metade da população dos Estados Unidos neste outono e inverno (boreal) e matar até 90 mil pessoas, advertiram nesta segunda-feira conselheiros científicos do presidente americano, Barack Obama.

Em um cenário "admissível" de evolução da gripe A(H1N1) nos Estados Unidos, o órgão que aconselha Obama em questões científicas, o PCAST (President's Council of Advisors of Science and Technology), prevê forte tensão sobre o sistema de saúde no país, com a epidemia atingindo entre "30 e 50% da população".

Neste contexto, "entre 20 e 40% dos americanos (60 a 120 milhões de pessoas) apresentariam sintomas, e mais da metade recorreriam a ajuda médica", advertem os especialistas.

Segundo as mesmas projeções, até 1,8 milhão de americanos poderiam ser admitidos em hospitais, com cerca de 300 mil precisando de tratamento intensivo (UTI).

"Estes pacientes mais afetados poderiam ocupar de 50 a 100% dos leitos de unidades intensivas nas regiões mais atingidas pela epidemia, gerando forte tensão nestes centros médicos, que já funcionam em seu limite em tempos normais", destacam os especialistas.

A epidemia de gripe suína "poderá provocar de 30 mil a 90 mil mortes nos Estados Unidos, com uma maior concentração de casos entre crianças e adultos jovens.

A gripe comum mata no mesmo período entre 30 mil e 40 mil pessoas nos Estados Unidos, especialmente idosos (com mais de 65 anos).

A epidemia deve ganhar força nos Estados Unidos em setembro, com a volta às aulas, chegando a seu pico em meados de outubro.

Fonte - Yahoo

Nota DDP: Ver também, "Casa Branca classifica gripe H1N1 como "séria ameaça" aos EUA".


segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Interesses econômicos aumentam pressão sobre Obama

Barack Obama inundou bancos quebrados com dinheiro público e deteve, ao menos até agora, o aprofundamento da crise, que alguns temiam ser uma reprise da Grande Depressão dos anos 30. Além disso, iniciou a retirada das tropas americanas do Iraque. As proezas deveriam bastar para manter o seu prestígio político. Entretanto, pegou leve com Wall Street e os ricos, como apontou o economista Joseph Stiglitz, e desistiu do plano de universalização da saúde. A prometida regulamentação rigorosa do mercado financeiro saiu da pauta e, como ainda há graves desequilíbrios nos grandes bancos, seria temerário afirmar que o cenário é tranquilo.

Uma das explicações para boa parte dos retrocessos em relação às promessas e mesmo quanto a projetos já desencadeados é a poderosa ação dos lobbies. Essa força fundamental da política dos Estados Unidos agiu com grande velocidade para torpedear, desmoralizar e paralisar o governo.

Em uma articulação iniciada em outubro, de acordo com o New York Times, os principais bancos recebedores de trilhões de dólares de dinheiro público financiaram a criação de uma organização de lobby dedicada a sabotar a nova regulamentação do sistema financeiro em elaboração pelo governo. O projeto visava substituir a supervisão frouxa do Estado sobre as instituições financeiras catalisadoras da crise por um disciplinamento abrangente do setor.

Os nove maiores participantes do mercado de derivativos protagonistas da crise, incluindo JP Morgan Chase, Goldman Sachs, Citigroup e Bank of America, criaram o CDS Dealers Consortium, uma organização de lobby que definiu como primeiro objetivo lutar contra a nova regulamentação. A fundação do consórcio ocorreu um mês depois de cinco dos bancos que viriam a integrar o CDS Dealers Consortium aceitarem o socorro bancado com dinheiro público.

De acordo com o Centro de Integridade Pública dos Estados Unidos, as 25 principais instituições originadoras das hipotecas subprime ou de baixa qualidade, o estopim da derrocada, canalizaram 380 milhões de dólares para atividades de lobby e contribuições políticas. A maior parte dessas instituições está ligada a grandes bancos americanos.

Ação semelhante ocorreu na área da saúde. O plano do governo de bancar a universalização da saúde para 50 milhões de cidadãos sem qualquer assistência médica, situação que motivou o ministro da saúde José Temporão a sugerir aos Estados Unidos o estudo do SUS brasileiro, foi torpeado por lobbies de seguradoras, hospitais e associações de médicos.

As maiores empresas contrataram, segundo a Folha de S. Paulo, 350 ex-integrantes do governo e do Congresso para atuar junto a deputados e senadores e derrubar o plano. O gasto das empresas com o lobby da saúde é estimado em US$ 1,4 milhão por dia. Obama recuou e perdeu importante parcela de apoio no Partido Democrata.

Metade dos ex-congressistas passam a fazer lobby profissional em defesa de interesses privados variados. Parte dos lobistas se elege e volta do Congresso, no mecanismo conhecido como porta-giratória.

Os interesses defendidos pelos lobistas não se limitam à ação de ex-integrantes do governo e do Congresso. Eles vicejam também dentro do próprio governo. A equipe de Obama tem desde componentes que integraram o Goldman Sachs, co-deflagrador da crise e beneficiado pela injeção de dinheiro público, até vários quadros do governo Clinton, considerado o presidente democrata que mais favoreceu os negócios privados desde Grover Cleveland, que exerceu dois mandatos no final do século dezenove.

Uma parte das dificuldades de Barack Obama em implementar as suas melhores propostas se deve, portanto, às suas próprias escolhas na montagem da equipe. Os interesses dos grupos de negócios e a ideologia conservadora da sociedade americana apresentam-se, hoje, em processo de reforço recíproco acelerado, acumulando nuvens pesadas no horizonte do governo americano.

Fonte - Terra Magazine

Nota DDP: Em outras palavras, "Tudo como dantes no quartel d'Abrantes". Os problemas são os mesmos e os resultados tendem a também serem os mesmos. Veja mais em "Economia dos EUA está no purgatório".


Casa Branca classifica gripe H1N1 como "séria ameaça" aos EUA

OAK BLUFFS, Estados Unidos (Reuters) - A gripe H1N1 representa uma séria ameaça sanitária aos Estados Unidos, disse nesta segunda-feira o Conselho de Assessores de Ciência e Tecnologia do Presidente em relatório.

"O relatório afirma que a atual cepa representa uma 'séria ameaça sanitária' à nação. A questão não é se o vírus é mais fatal do que outras linhagens de gripe, e sim se ele pode infectar mais pessoas do que o comum, porque é um novo vírus contra o qual poucas pessoas têm imunidade", afirmou a Casa Branca.

Fonte - Reuters

Nota DDP: Como é sabido, este espaço é dado à veiculação apenas de noticiário secular, digamos, oficial. No entanto, uma simples "googada" em "EUA" e "H1N1" é o suficiente para se encontrar todo tipo de teoria da conspiração acerca desta questão e seus eventuais desdobramentos.

É sabido também que a recente legislação americana, confeccionada a cargo dos eventos do 11 de Setembro e como uma herança do governo Bush, confere ao seu presidente poderes "extras" na condução da nação em casos extremos.

O desenrolar dos fatos, que tem sido extremamente truncado em relação ao que está realmente acontecendo, é no mínimo de ser observado.


O acordo Brasil-Vaticano

Apesar da oposição de igrejas cristãs tradicionais, igrejas evangélicas e grupos ateus, a Comissão de Relações Exteriores da Câmara aprovou parecer recomendando a ratificação da Concordata firmada no final do ano passado entre o Brasil e o Vaticano. A proposta vem tramitando em regime de urgência, sob forte pressão da Igreja Católica, e, graças a um acordo de lideranças, poderá ser submetida à votação de plenário nos próximos dias. Se for aprovada, seguirá para o Senado.

Envolvendo temas que sempre deram margem a polêmicas, como ensino religioso nas escolas públicas de um Estado laico, os 20 artigos da Concordata assinada pelo presidente Lula e pelo papa Bento XVI foram negociados durante um ano. Sob a justificativa de reunir leis esparsas e dar forma jurídica a um intercâmbio que já existia, a iniciativa partiu do Vaticano. Durante as negociações, o Itamaraty recusou as propostas de oficialização de feriados católicos e permissão para a entrada de missionários em áreas indígenas, mas acatou as demais solicitações do Vaticano.

Além da questão do ensino religioso, três pontos do acordo merecem destaque. O primeiro é a concessão de isenção fiscal para rendas e patrimônio de pessoas jurídicas eclesiásticas. O segundo é a manutenção, com recursos do Estado brasileiro, do patrimônio cultural da Igreja Católica, como prédios, acervos e bibliotecas. O terceiro é isenção para a Igreja Católica de cumprir as obrigações impostas pelas leis trabalhistas brasileiras.

Independentemente de suas implicações morais, essas três concessões ao Vaticano esbarram em problemas jurídicos e são incompatíveis com o Estado laico que nossas Constituições consagram desde a proclamação da República, no final do século 19. A concessão de isenção fiscal para pessoas jurídicas eclesiásticas, por exemplo, pode abrir um perigoso precedente, pois as demais igrejas sentir-se-ão estimuladas a invocar o princípio da isonomia para exigir o mesmo benefício. A Constituição, na alínea b do inciso VI do artigo 150, proíbe a União de instituir impostos sobre "templos de qualquer culto". Tributaristas alegam que o texto da Concordata é impreciso, abrindo campo para a ampliação do benefício, que poderia ser aplicado não só aos templos, mas a todos os negócios da Igreja Católica, que é dona de editoras, rádios e escolas. Além disso, que medidas legais poderão ser tomadas pelo Estado brasileiro no caso de mau uso da isenção fiscal de receitas e ativos da Igreja Católica?

No que se refere à manutenção do patrimônio cultural da Igreja Católica com dinheiro dos contribuintes - muitos dos quais, diga-se, são ateus ou seguidores de outras religiões -, os problemas jurídicos são ainda mais graves. O artigo 19 da Constituição é preciso ao determinar que o Estado não pode "subvencionar igrejas". E, mesmo que pudesse, faz sentido destinar recursos públicos para o custeio de bens que, segundo a Concordata, permanecerão sob gestão, custódia e salvaguarda de ordens religiosas? A Igreja Católica terá de se submeter à fiscalização dos Tribunais de Contas, como a lei brasileira prevê, ou gozará de autonomia, valendo-se da condição ambígua de ser formalmente subordinada ao Estado do Vaticano?

Por fim, ao eximir a Igreja Católica de obrigações trabalhistas, classificando a relação jurídica de padres e freiras como "vínculo não empregatício", sob a justificativa de que eles exercem uma função "peculiar", de "caráter apostólico, litúrgico e catequético", a Concordata comete dois pecados jurídicos. Além de dar tratamento privilegiado à Igreja Católica enquanto empregadora, violando o princípio da igualdade das partes perante a lei, ela não pode passar por cima dos dispositivos do artigo 5º da Constituição que asseguram o livre acesso à Justiça e determinam que "a lei não excluirá da apreciação do Judiciário lesão ou ameaça ao direito". Como é "cláusula pétrea", o artigo não pode ser revogado.

Evidentemente, as chancelarias do Brasil e do Vaticano estavam conscientes desses problemas quando negociaram a Concordata. Talvez tenha sido por esse motivo que o texto tenha ficado muito retórico. A retórica parece ter sido a estratégia para tentar contornar os problemas jurídicos mais gritantes do acordo firmado por Lula e Bento XVI.

Fonte - Estado


Eucaristia interpela hoje como há dois mil anos

ROMA, sexta-feira, 21 de agosto de 2009 (ZENIT.org).- Publicamos a meditação escrita pelo padre Pedro García, missionário claretiano, conhecido evangelizador na América Central, sobre o Evangelho deste domingo (João 6, 60-69), vigésimo primeiro do Tempo Comum.
* * *
Este é o quinto domingo que refletimos sobre a Eucaristia, pré-anunciada com a multiplicação dos pães e prometida por Jesus na sinagoga de Cafarnaum. A Liturgia da Igreja não faz nada semelhante com nenhuma outra página do Evangelho. Por que esta insistência?

Simplesmente porque a Igreja sabe que na Eucaristia há uma fonte de onde emana toda sua vida, e sabe também que toda a vida de seus filhos –de todos nós– deve desembocar sempre na Eucaristia. Ou comungamos e temos a vida de Deus, ou não comungamos e a vida de Deus está em nós quase agonizando, se não completamente morta...
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A Santa Missa, a Sagrada Comunhão, a Visita e a Hora Santa são o apogeu da fé. Não há medo que destrua o que faz da Eucaristia o centro de toda vida espiritual...

Senhor Jesus Cristo!

Obrigado, porque se deu a nós de forma tão admirável, e porque ficou entre nós de maneira tão amorosa!

Dai a todos nós uma fé viva no Sacramento do amor. Que a Missa dominical seja o centro de nossa semana cristã, a Comunhão nos sacie a fome que temos de ti, e o Sacrário se converta no remanso tranquilo onde nossas almas encontrem a paz...

Fonte - Zenit


Documento intercristão constata que missão e ecumenismo não se opõem

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 21 de agosto de 2009 (ZENIT.org).- Expoentes cristãos das diferentes confissões publicaram um documento no qual superam a dialética que no passado opunha o anúncio do Evangelho (a missão) ao diálogo ecumênico.

Trata-se dos materiais redigidos pelo Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos e pela Comissão Fé e Constituição, do Conselho Mundial de Igrejas, por ocasião da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos e para todo o ano de 2010.

O documento, recém-publicado, está dedicado ao tema “missão e unidade”, inspirando-se na frase do Evangelho de São Lucas (24, 48): “Vós sois testemunhas disso”.
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O projeto inicial do documento foi preparado por um grupo ecumênico da Escócia constituído pela associação Action of Churches Together en Scotland (ACTS), a partir do convite da Conferência dos Bispos católicos.

Fonte - Zenit


Crise atrapalha unidade europeia


Integração do continente requer boas doses de capital político e capital financeiro, mas o fluxo deste último em direção ao leste diminuiu.

Os líderes das nações mais ricas da Europa Ocidental, que haviam recebido seus vizinhos do leste em instituições como a Otan e a União Europeia, fecharam-se em suas próprias fronteiras quando a crise se agravou, apressando-se para salvar suas empresas e bancos, mas resistindo à maior parte dos apelos para salvar empregos e reforçar os bancos em outros lugares.

Adam S. Posen, vice-diretor do Instituto Peterson de Economia Internacional — entidade sediada em Washington — diz que essa atitude foi sustentada por uma visão míope, que ignora os laços financeiros entre as regiões que compõem a Europa. Ele diz que a inércia da Europa Ocidental frente à crise financeira na Europa do leste constitui a maior ameaça para o crescimento e a estabilidade da zona do euro.

Fonte - Opinião e Notícia

Daniel 2:43
Quanto ao que viste do ferro misturado com barro de lodo, misturar-se-ão com semente humana, mas não se ligarão um ao outro, assim como o ferro não se mistura com o barro.



Economia dos EUA está no purgatório

Apesar das afirmações otimistas do presidente do Federal Reserve (Banco Central Americano), Ben Bernanke, de que a economia dos Estados Unidos está perto da recuperação, os economistas Paul Krugman e Robert Reich não estão convencidos de que a perspectiva melhorou. Em um debate realizado pelo jornal The Hunffington Post, Krugman disse que a economia está atualmente "no purgatório".

O economista afirmou que os Estados Unidos têm visto números melhores da economia recentemente, mas disse que há problemas de terminologia. "Nós temos um problema com a terminologia, porque normalmente dizemos que a economia está em recessão ou a economia em recuperação. Ou você está no inferno, ou você está no céu. E o problema é na verdade estamos no purgatório", afirmou.

"Na verdade, estamos em uma situação quase de certeza o PIB está crescendo (...). Mas há quase uma certeza de que estamos perdendo empregos. A taxa de desemprego vai continuar a subir", completou Krugman.

Já Reich foi mais direto em sua avaliação. "Não há nenhuma evidência de que esta economia está indo muito melhor. O melhor que se pode dizer é que estamos piorando de forma mais lenta".

Fonte - Terra

Nota DDP: Veja também:

- Dólar deve ser substituído por nova divisa internacional
- China pode ser próxima 'bolha' da economia


OMS teme risco de uma nova onda da doença

A Organização Mundial da Saúde (OMS) advertiu para um aumento no número de casos da chamada gripe A quando o inverno voltar ao hemisfério norte, no fim do ano. Da mesma forma, alertou a sociedade civil e organizações não-governamentais a ajudarem os governos a conter a pandemia com redes de informação e campanhas educativas.

O temor da OMS é o colapso do sistema de saúde de países onde ele é mais frágil e já onerado por outras epidemias como tuberculose, malária e Aids. Isso potencializaria a disseminação e o impacto da doença, que na maioria dos casos evolui de forma “suave e com recuperação total sem necessidade de cuidados médicos’’.

O peso da epidemia sobre o sistema de saúde brasileiro era considerado “moderado’’ – acima de “pequeno’’, abaixo de “severo’’ – até a primeira semana deste mês, último dado disponível e que tem base em informações passadas pelo Brasil.

– É certo que haverá mais casos e mortes – disse o diretor da OMS para o Pacífico Oeste, Shin Young-soo.

Até agora, a doença atingiu 182 mil pessoas no mundo e provocou pelo menos 1.799 mortes, segundo números que a própria OMS afirma estarem subestimados.

– A pandemia está se espalhando rapidamente, mas sua evolução futura não pode ser prevista. A maioria dos dados que temos foi coletada em países onde o sistema de saúde funciona bem – informou a OMS.

Ou seja: a “explosão’’ de casos aparece justamente quando a epidemia avança nos países desenvolvidos, concentrados no hemisfério norte, onde é verão agora e os índices de contaminação desaceleraram, embora não tenham estancado.

Em Genebra, a OMS convocou a sociedade civil para ela ajudar a identificar grupos mais vulneráveis – gestantes, cardíacos, diabéticos e imunodeprimidos são os alvos – e a divulgar informações sobre prevenção, educando a população sobre sintomas a serem tratados em casa.

Fonte - Diário Catarinense


Três tremores em 15 dias levam japoneses a aumentarem preparativos para o 'Grande Terremoto'

TÓQUIO - Crianças brincando sozinhas nos parquinhos da cidade, bicicletas estacionadas sem cadeado nas ruas, lojas e restaurantes cheios e dados econômicos indicando que o Japão começa a sair da recessão. O verão em Tóquio é tranquilo e, aparentemente, seguro, não fosse por um problema: a terra anda tremendo mais do que deveria. Em 15 dias foram registrados três tremores no país - dois deles fortemente sentidos na capital, que tem a maior concentração urbana do mundo. Os últimos sismos voltaram a fazer o país discutir os preparativos para um terremoto de proporções catastróficas, mostra reportagem da correspondente Cláudia Sarmento, publicada na edição deste domingo do jornal O GLOBO. Trata-se de um velho fantasma que ganha formas mais concretas cada vez que o solo japonês balança.

Especialistas afirmam que um grande terremoto no Japão é questão de tempo. Cientistas declararam nos últimos dias que a recente atividade sísmica poderia indicar que o tremor esperado desde a década de 70 está próximo. A Agência Meteorológica do Japão (AMJ), órgão que monitora a possibilidade de desastres naturais, desmente a existência de provas científicas sobre a iminência de um abalo devastador, mas confirma a alta probabilidade de que isso possa ocorrer nos próximos anos. O desastre já tem nome: Terremoto Tokai, uma referência à área a sudoeste de Tóquio que seria atingida em cheio.
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Sites do governo falam em 87% de chance de um violento terremoto sacudir a região de Tokai nos próximos 30 anos - previsão revista anualmente. Segundo as estimativas, a intensidade seria de oito pontos, mais de nove mil pessoas morreriam e os prejuízos à segunda economia do mundo chegariam a US$ 386 bilhões. A responsável pela catástrofe seria a falha de Nankai, que se movimenta produzindo grandes tremores a cada 118 anos. O último na área, com magnitude de 8,4, pontos na escala Richter foi em 1854. Cada tremor mais intenso é visto como um ensaio para o Tokai, ou o Grande Terremoto, como os japoneses se referem a ele. No último dia 11, a província de Shizuoka, onde vivem 50 mil brasileiros, enfrentou o teste. A terra tremeu (6,4 pontos), matou uma pessoa, feriu 123 e danificou 5.200 construções.

Fonte - O Globo


sábado, 22 de agosto de 2009

A liberdade de "Foreverland"

“Lembra-te também do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos em que dirás: Não tenho prazer neles” (Ecles 12:1)

Um raro momento de lucidez nos últimos anos de vida de Michael Jackson aparentemente resultou no artigo "My Childhood, My Sabbath, My Freedom", publicado no site "Beliefnet" em dezembro de 2000.

A religião de Michael Jackson raramente foi alvo dos holofotes que o cercaram, mas certamente esteve presente em sua trajetória. Ele cresceu em contato com as Testemunhas de Jeová, religião de sua mãe, teve uma babá judia chamada Rose Fine, e, mais recentemente, boatos não comprovados anunciaram sua conversão para o islamismo. Talvez por isso o artigo escrito por incentivo do rabino amigo Shmuley seja ainda mais curioso.

A partir da experiência de um sábado na casa do rabino, recordações da infância traumática e insights sobre a alegria decorrente da observância da ordenança bíblica são registrados e questionados. Já que sua influência apontava para o sábado como sendo o domingo (para as Testemunhas de Jeová), o Sábado (para os judeus) ou a sexta-feira (para os muçulmanos), note apenas o conceito geral sobre o Sábado nos trechos extraídos do artigo:

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sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Rejeitado pedido para tirar crucifixo de locais públicos

A presença de símbolos religiosos em prédios públicos não ofende os princípios constitucionais da laicidade do estado nem de liberdade religiosa. Com esse entendimento, a Justiça Federal em São Paulo rejeitou pedido do Ministério Público Federal (MPF) para a retirada dos símbolos dos prédios públicos. A decisão, em caráter liminar, é da juíza federal Maria Lúcia Lencastre Ursaia, da 3ª Vara Cível Federal de São Paulo, em Ação Civil Pública, iniciada com representação de Daniel Sottomaior Pereira.

Presidente de uma Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos, Sottomaior alegou ter se sentido ofendido com a presença de um “crucifixo” num órgão público. Em 2007, ele já havia representado ao Ministério Público Estadual, reclamando providências para retirada de um crucifixo no plenário da Câmara Municipal de São Paulo. O promotor de Justiça Saad Mazloum indeferiu a representação. Decisão confirmada pelo Conselho Superior do Ministério Público.

Agora, o MPF entendeu que a foto do crucifixo mostrada pelo autor representava desrespeito ao princípio da laicidade do Estado, da liberdade de crença, da isonomia, da impessoabilidade da Administração Pública e feria o princípio processual da imparcialidade do Poder Judiciário.

Para a juíza, o Estado laico não deve ser entendido como uma instituição anti-religiosa ou anti-clerical. “O Estado laico foi a primeira organização política que garantiu a liberdade religiosa. A liberdade de crença, de culto e a tolerância religiosa foram aceitas graças ao Estado laico e não como oposição a ele. Assim sendo, a laicidade não pode se expressar na eliminação dos símbolos religiosos, mas na tolerância aos mesmos”, afirmou a juíza em seu despacho cautelar.

Na opinião da juíza, num país como o Brasil, que teve formação histórico-cultural cristã, a presença de símbolos religiosos em espaços públicos é natural, “sem qualquer ofensa à liberdade de crença, garantia constitucional, eis que para os agnósticos ou que professam crença diferenciada, aquele símbolo nada representa assemelhando-se a um quadro ou escultura, adereços decorativos”.

A juíza federal entendeu que não ocorreram as alegadas ofensas à liberdade de escolha de religião, de adesão ou não a qualquer seita religiosa, nem à liberdade de culto e à liberdade de organização religiosa, pois são garantias previstas na Constituição Federal.

“A laicidade prevista na Constituição veda à União, Estados, Distrito Federal e Municípios estabelecerem cultos ou igrejas, subvencioná-las, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com elas ou seus representantes relação de dependência ou aliança, previsões que não implicam em vedação à presença de símbolos religiosos em órgão público”. Por fim, em exame preliminar, a juíza negou o pedido do MPF.

Fonte - Conjur



Seria o templo um modelo ou ideal para a igreja?

Exposição de motivos: Muito tem se debatido acerca da impropriedade de se traçar qualquer paralelo entre o templo do AT e a Igreja nestes últimos dias. É imperativo observar que esta separação é a pedra de toque que orienta inúmeras justificativas para novas práticas no culto ao Senhor. Embora obviamente o alinhamento não seja total, entendo que o erro está em se excluir todos os marcos, algo comum nestes dias. Neste pensar, trago a parte final de recente artigo publicado no Advir de lavra do Pr. Vanderlei Dornelles:

O templo terrestre é uma representação em dois sentidos. Ele aponta para o Messias vindouro, mas também retrata a santidade do santuário celestial, onde os filhos de Deus serão recebidos por ocasião das “bodas do Cordeiro” (Ap 19:1, 7,8, 7:9), e quando com harpas cantarão o “cântico novo” (Ap 14:2-3). A “noiva” que se “atavia” para as bodas é a igreja que se prepara para estar lá, na presença de Deus, para o louvor no próprio santuário celestial.

Ellen G. White diz que “da santidade atribuída ao santuário terrestre os cristãos devem aprender como considerar o lugar onde o Senhor propõe encontrar-se com seu povo”. Ela acrescenta que “as coisas sagradas e preciosas, destinadas a prender-nos a Deus, estão quase perdendo sua influência sobre nosso espírito e coração, sendo rebaixadas ao nível das coisas comuns”. E por fim, compara, “para a alma crente e humilde, a casa de Deus na Terra é como a porta do Céu. Os cânticos de louvor, a oração, a palavra ministrada pelos embaixadores do Senhor, são os meios que Deus proveu para preparar um povo para a assembléia lá do alto, para a reunião sublime à qual coisa alguma que contamine poderá ser admitida” (TS, II, 193).


Acrescente-se:

"É um fato deplorável que a reverência pela casa de Deus esteja quase extinta. As coisas e lugares sagrados já não se discernem; as coisas santas e elevadas não são apreciadas. Não haverá uma causa para essa falta de legítima piedade nas famílias? Não será acaso porque a elevada norma da religião esteja abatida até ao pó? Deus deu a Seu povo na antiguidade regras precisas e exatas sobre ordem. Porventura terá mudado? Não será Ele mais o Altíssimo e Todo-poderoso que domina sobre o Universo? Não conviria lermos as instruções que Deus mesmo Se dignou dar aos antigos hebreus para que nós, que temos a Verdade gloriosa irradiando sobre nós, os imitemos em sua reverência para com a casa de Deus? Temos motivos de sobra... para ser mais ponderados e reverentes em nosso culto do que os judeus. Mas o inimigo tem estado a trabalhar, a fim de destruir nossa fé na santidade do culto cristão." (Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 198)

Para pensar: Se no tempo de EGW a reverência estava quase extinta, não se discerniam as coisas e lugares sagrados, além do santo e elevado não ser apreciado, qual seriam as condições para os nossos dias? Não estaria em tempo de novamente "lermos as instruções" e "imitar" os hebreus em relação à casa do Senhor, ao revés de se defender que não há paralelo a ser considerado entre templo e Igreja?

"O inimigo tem estado a trabalhar, a fim de destruir nossa fé na santidade do culto cristão".


A "Segunda Revolução Americana" já começou

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Embora ainda nas suas fases iniciais, a "Segunda Revolução Americana" já está em curso. No entanto, isto que nós prevemos se tornará a mais profunda tendência política do século. A tendência que vai mudar o mundo ­ainda é invisível para aqueles mesmos experts, autoridades e comentaristas que só viram a crise financeira chegar no momento em que o fundo da economia cedeu.

Previsão de tendência: as condições continuarão a deteriorar-se. A economia global é uma doente em fase terminal. A recessão está numa breve remissão e não nas fases iniciais de recuperação. Dinheiro barato, crédito fácil, empréstimo irrestrito causaram uma crise econômica que não pode ser curada por políticas monetárias e fiscais que promovem mais dinheiro barato, crédito fácil e empréstimo irrestrito.
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Previsão de tendência: antes de o ímpeto da "Segunda Revolução Americana" tornar-se irresistível, ele poderia ser descarrilado por meio de um acontecimento false flag para enganar o público, ou por meio de uma crise ou acontecimento genuínos, capazes de mobilizar toda a nação sob a liderança do presidente. Na pior das hipóteses, o diretor do Instituto de Pesquisa de Tendências, Gerald Celente, prevê: "Dado o padrão dos governos de apostar em fracassos notórios para gerar mega-fracassos, a tendência clássica que eles seguem é a de fazer seus países entrar em guerra quando tudo o mais tiver falhado".

Um atentado false flag, uma crise verdadeira, ou uma declaração de guerra podem retardar o ritmo da "Segunda Revolução Americana", mas nada vai detê-la.

Fonte - Mídia sem Máscara

Nota DDP: Sugiro a leitura integral do artigo.

No desenvolvimento do seu raciocínio, o articulista passa por questões já deflagradas em caráter popular: a tributação e a reforma de saúde. Sobre a questão da reforma de saúde, curiosamente, chamou-me a atenção a notícia de que os "Bispos americanos apoiam reforma do sistema de saúde", bem como que "Obama explica reforma na saúde a representantes religiosos", o que em superficial análise, demonstraria a necessidade de alinhamento do governo americano com grupos religiosos.

Por outro lado, o "quarto gatilho" constante do artigo, a questão da vacinação obrigatória, também parece ser bastante factível, vez que "Autoridades americanas começam a testar vacina contra gripe suína em crianças", também porque "Norte-americanos estão a perder a fé em Obama". De se lembrar ainda o post "EUA entrarão em guerra civil em 2010".

Sem contar o elemento econômico em si considerado, onde dizer-se que "as condições continuarão a deteriorar-se" ou "a economia global é uma doente em fase terminal", não é lá uma perspectiva das mais animadoras. Celente já acertou outras vezes.

Aguardemos para ver se "a tendência que vai mudar o mundo", que ­"ainda é invisível", se consumará.


Acesso à água está cada vez mais difícil, diz ONU

Segundo o Unicef, falta de acesso à água potável e saneamento também tem um forte impacto na educação das crianças, particularmente nos países pobres; Semana Mundial da Água foi aberta com um importante fórum em Estocolmo.

Cerca de 1 bilhão de pessoas no mundo não tem acesso a água potável devido ao crescente aumento da procura e baixa disponibilidade.

A afirmação foi feita pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, em uma nota para marcar o início, no domingo, da Semana Mundial da Água.

Busca de soluções

Centenas de representantes de governos, sociedade civil e especialistas estão reunidos em Estocolmo, capital da Suécia, para partilhar soluções inovadoras em questões ligadas à falta de água e debater o seu impacto sobre a pobreza, a saúde, a educação, a igualdade de genêro e meio ambiente.

O evento de uma semana é patrocinado pelo Unicef sob o tema "Responder aos desafios globais: o acesso à água para o bem comum".

O Unicef diz ser encorajador o fato de 87% da população mundial ter acesso a água potável.

O órgão indica, contudo, que cerca de 4,5 mil crianças morrem todos os dias antes de completarem cinco anos devido à falta de água, saneamento e higiene.
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Fonte - Radio ONU

Nota DDP: Ver também "A nova geografia das mudanças climáticas".


OMS diz que pior não passou e alerta para nova onda de gripe suína

A diretora da OMS (Organização Mundial da Saúde), Margaret Chan, pediu nesta sexta-feira à comunidade internacional que se prepare para uma provável segunda onda da gripe suína, denominada oficialmente gripe A (H1N1). Chan destacou ainda que os governos devem se preparar para o fornecimento de vacinas.

"Não podemos dizer que o pior já passou ou está a ponto de passar", declarou Chan, em uma mensagem de vídeo gravada e exibida na abertura de um congresso em Pequim sobre a gripe na região Ásia Pacífico.

"Devemos nos preparar para qualquer surpresa que nos reserve este novo vírus caprichoso (...) uma mutação constante e imprevisível é o mecanismo de sobrevivência do mundo microbiano", completou.

"Também devemos nos preparar para uma segunda, e inclusive uma terceira, onda como aconteceu em pandemias anteriores".

A diretora da OMS afirmou que é preciso enfrentar sem rodeios o fornecimento de vacinas. Mais de 20 empresas farmacêuticas no mundo inteiro se preparam para produzir vacinas seguras e eficazes, mas muitos criticam o adiantamento dos testes para que a vacinação possa começar antes do inverno no hemisfério norte.

"Precisamos obter opiniões sobre grupos prioritários para uma proteção inicial", disse. "É uma das decisões mais difíceis que os governos terão que tomar, sobretudo porque o fornecimento será extremamente limitado durante vários meses".

O vírus A (H1N1) da gripe suína já matou 1.799 pessoas em todo o mundo, a maioria no continente americano, segundo os dados mais recentes da OMS.

A organização declarou a primeira pandemia de gripe do século 21 no dia 11 de junho. O alerta, contudo, diz respeito à velocidade de propagação da doença e não à sua letalidade. No total, 170 países confirmaram casos.

Fonte - Folha

Nota DDP: Veja também:

- Cadê a gripe suína que estava aqui?
- Regulador britânico alerta que Tamiflu pode causar derrame

O que é verdade e o que não é? Como termina esta questão? O tempo dirá.


História da adoração – A política aliada ao misticismo

Capítulo 13

Caim deu origem a uma civilização de rebelião contra DEUS. Resultou na destruição do mundo por meio do dilúvio, por causa da corrupção generalizada do ser humano.

A comunidade pós-diluviana desenvolveu-se na região da Mesopotâmia, região dos rios Tigre e Eufrates. Enquanto falavam uma só língua, permaneceram não distantes de onde Noé saíra da arca, que certamente ainda estava vivo por ocasião da construção da Torre de Babel. A geração pós-diluviana quis mostrar-se independente de DEUS. Passaram a desenvolver deuses, surgindo o paganismo, ou seja, os deuses de cada pago, ou região. Eles desprezaram o verdadeiro DEUS Criador, que havia enviado o dilúvio, e destruído os seus antepassados.

Antes do terceiro milênio após a criação, levantou-se Ninrode, neto de Cam, bisneto de Noé. Este tornou-se poderoso, como já sabemos. Josefo escreveu sobre esse homem do passado: "Pouco a pouco, transformou o estado de coisas numa tirania, sustentando que a única maneira de afastar os homens do temor a Deus era fazê-los continuamente dependentes do seu próprio poder. Ele ameaçou vingar-se de Deus, se Este quisesse novamente inundar a terra; porque construiria uma torre mais alta do que poderia ser atingida pela água e vingaria a destruição dos seus antepassados. O povo estava ansioso de seguir este conselho, achando ser escravidão submeter-se a Deus; de modo que empreenderam construir a torre [...] e ela subiu com rapidez além de todas as expectativas."Jewish Antiquities (Antiguidades Judaicas), I, 114, 115 (iv, 2, 3).

Fontes antigas dizem que esta torre alcançou 212m de altura, ao certo não se sabe. Fato é que a torre era um símbolo de adoração. Por ela Ninrod se fez grande, e se fez carismático, alguém visto como um deus. Ele aliou a si poder político (era líder) militar (era um grande caçador) e místico (era visto como se fosse deus). Esse sistema de poder se espalhou pelo mundo todo, persiste, com algumas variantes, até os nossos dias. Os grandes de hoje ainda buscam o que Ninrode desejava: poder. Daquele império derivaram outros, fragmentados pelas diferentes línguas até os nossos dias.

Desenvolveu-se em Babilônia um sistema de adoração pagão, um culto naturalista, adoravam as forças vitais, veneravam os fenômenos naturais e os astros. Inventaram muitos deuses. Diziam que a monarquia descendia dos deuses do céu. Deuses celestes casaram-se para criar a Terra. A monarquia possuía o poder de interpretar a vontade divina perante os súditos. Cercavam-se de muitos sacerdotes, que lhes aumentavam poder por meio de rituais impressionantes e assustadores. O povo submetia-se aos monarcas porque temiam os deuses, imaginando os monarcas serem amigos desses seres divinos. Assim os monarcas dominavam sobre os súditos. Na verdade, a fertilidade imaginativa dos poderosos em inventar deuses, mitos e rituais era para sujeitar seus súditos, dominar sobre eles, e perpetuarem no poder seus filhos, e toda a sua descendência. Assim se inventou o direito de uma certa família dominar sobre as demais, pois esta era uma família divina. Assim como hoje muitos caem no conto do bilhete, os antigos caíram nessa estória inventada por homens gananciosos por poder, cujo primeiro mais importante depois do dilúvio foi Ninrod. A adoração fora transformada num instrumento de poder e dominação política. Era o que satanás pretendia para separar a humanidade do Deus Criador. Assim ele levou muitos, a maioria, a adorarem por medo e por necessidade de obtenção de favores. E se submetiam a família dos homenso amigos dos deuses. Estes, com seus sacerdotes, tornaram-se supostamente os protetores das pessoas comuns.

Fonte - Cristo Voltará



quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Bispos da Ásia destacam poder unificador da Eucaristia

MANILA, terça-feira, 18 de agosto de 2009 (ZENIT.org).- Os bispos da Ásia propõem como prioridade favorecer o encontro íntimo e pessoal com Jesus Cristo e a comunhão entre as pessoas através de um novo fervor nas celebrações eucarísticas.

Assim assinala a mensagem final da nona edição da Assembleia Plenária da Federação das Conferências Episcopais Asiáticas (FABC), realizada em Manila (Filipinas), de 10 a 16 de agosto, com o tema “Viver a eucaristia na Ásia”.

“Neste sacramento, o Deus da unidade vem preencher e dotar nossa vida – pessoal e social – entregando-nos o dom da união com Ele e com o próximo”, indica a mensagem.

Nossas celebrações deveriam suscitar em todos a coragem para construir autênticas comunidades que reconciliem, perdoem e cuidem dos pobres e dos marginalizados”, acrescenta a mensagem final do encontro, que acontece a cada quatro anos.

O documento, divulgado nesse domingo, indica que “o amor aperfeiçoado no sacrifício oferecido por Jesus e renovado na Eucaristia gera um estilo de vida de amor sacrificado” e que “só isto pode conseguir verdadeira harmonia e paz”.

“A alma da Ásia tem sede de harmonia universal –destaca. A Eucaristia responde a esta busca; todo cristão e toda comunidade devem converter-se no que celebram: unidade na diversidade”.

Os bispos delegados participantes da reunião defenderam uma “cultura da escuta” que acolhe a Palavra de Deus de uma maneira contemplativa, “como a Virgem Maria”.

Em sua mensagem, lançam um chamado à esperança, destacando a Eucaristia como “uma memória capaz de curar o trauma do desespero”.

E também um chamado à missão: “Nossas celebrações eucarísticas precisam tocar os corações dos asiáticos, que amam a cor, as flores, os símbolos, a música e a contemplação”, indica a mensagem.

A IX reunião plenária da FABC, com 117 participantes, concluiu no domingo com uma celebração eucarística presidida pelo enviado papal, o cardeal Francis Arinze, no Centro Pio XII de Manila.

Na homilia, o purpurado destacou cinco elementos do sacrifício da missa: a fé e a reverência devida à Eucaristia; o modo digno e apropriado de celebrar o Mistério; a Palavra de Deus e a Eucaristia; a celebração eucarística e a inculturação, e a função do bispo diocesano.

Também assinalou o lugar central da Eucaristia no culto divino, citando a encíclica de João Paulo II Ecclesia de Eucharistia e a exortação apostólica de Bento XVI Sacramentum Caritatis.

“Estamos convencidos de que uma celebração da Eucaristia significativa, contemplativa, de experiência e oração –destaca a mensagem final do encontro– tem o potencial de fazer das comunidades cristãs da Ásia poderosas testemunhas de Jesus, testemunhas portadoras de sua presença, seu amor e seu poder curativo”.

Fonte - Zenit

Nota DDP: Consta da Ecclesia de Eucharistia:

"Por isso, os fiéis católicos, embora respeitando as convicções religiosas destes seus irmãos separados ["comunidades eclesiais" - não católicos], devem abster-se de participar na comunhão distribuída nas suas celebrações, para não dar o seu aval a ambiguidades sobre a natureza da Eucaristia e, consequentemente, faltar à sua obrigação de testemunhar com clareza a verdade. Isso acabaria por atrasar o caminho para a plena unidade visível. De igual modo, não se pode pensar em substituir a Missa do domingo por celebrações ecuménicas da Palavra, encontros de oração comum com cristãos pertencentes às referidas Comunidades eclesiais, ou pela participação no seu serviço litúrgico. Tais celebrações e encontros, em si mesmos louváveis quando em circunstâncias oportunas, preparam para a almejada comunhão plena incluindo a comunhão eucarística, mas não podem substituí-la.
...
Esta eficácia peculiar que tem a Eucaristia para promover a comunhão é um dos motivos da importância da Missa dominical. Já me detive sobre esta e outras razões que a tornam fundamental para a vida da Igreja e dos fiéis, na carta apostólica sobre a santificação do domingo Dies Domini, recordando, para além do mais, que participar na Missa é uma obrigação dos fiéis, a não ser que tenham um impedimento grave, pelo que aos Pastores impõe-se o correlativo dever de oferecerem a todos a possibilidade efectiva de cumprirem o preceito. Mais tarde, na carta apostólica Novo millennio ineunte, ao traçar o caminho pastoral da Igreja no início do terceiro milénio, quis assinalar de modo particular a Eucaristia dominical, sublinhando a sua eficácia para criar comunhão: « É o lugar privilegiado, onde a comunhão é constantemente anunciada e fomentada. Precisamente através da participação eucarística, o dia do Senhor torna-se também o dia da Igreja, a qual poderá assim desempenhar de modo eficaz a sua missão de sacramento de unidade »."

Como já debatido em outras oportunidades, os dois pontos fulcrais estabelecidos pelo potificado de BXVI: ecumenismo e santificação do domingo. Neste compasso a importância da celebração eucarística como sinal da unidade buscada.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Bento XVI e Obama: religião, fator de conflito a fator de paz

PARIS, segunda-feira, 17 de agosto de 2009 (ZENIT.org).- No último número da revista Humanitas, da Pontifícia Universidade Católica do Chile, pode-se ler o ensaio do filósofo francês Henri Hude, membro do Conselho de Colaboradores dessa publicação chilena que circula de norte a sul no continente americano, no qual analisa, a partir da perspectiva da filosofia moral política, os discursos do Papa Bento XVI e do presidente Barack Obama no Oriente Médio.

Antigo professor do Instituto João Paulo II para a Família, em sua sede romana da Pontifícia Universidade Lateranente, e atual diretor do Centro de Pesquisas Éticas na Escola Saint-Cyr para oficiais militares na França, Hude conversou com Zenit sobre este ensaio, que já pode ser lido integralmente no site da Humanitas (www.humanitas.cl).

--Por que semelhante paralelo entre os diversos discursos de Bento XVI e os de Barack Obama?

--Henri Hude: A humanidade precisa empreender “um novo começo”, não somente no Oriente Médio. Bento XVI e Barack Obama o afirmam e empregam a mesma expressão. É a primeira e a última palavra deles. A meta apontada por este “novo começo” é a paz universal. Os dois desejam apontar sem utopia rumo a essa direção. Este “novo começo” só é possível, segundo ambos, quando se leva a religião seriamente em consideração. Os dois prestam especial atenção, por conseguinte, às condições culturais e espirituais da paz universal. Suas perspectivas sobre o porvir – diversas, mas cruzadas – sugerem uma possível recomposição positiva do panorama global, espiritual e temporal.
...
Fonte - Zenit

Nota DDP: O alinhamento filosófico entre os poderes eclesiástico e secular, já não é de hoje, é cada vez mais explícito. Quanto tempo até se darem efetivamente as mãos, como antecipou a profecia?


Obama diz que guerra no Afeganistão 'vale a pena'

O presidente americano Barack Obama pediu paciência à população nesta segunda-feira e disse que a guerra do Afeganistão "vale a pena". Segundo Obama, o conflito tem como objetivo defender os EUA contra outro possível ataque terrorista, como os de 11 de setembro de 2001.

O discurso de Obama durante a Convenção de Veteranos em Guerras Estrangeiras, no Arizona, foi feito para tentar reforçar o apoio popular à guerra de quase oito anos no Afeganistão, e acontece a poucos dias da eleição presidencial no país. O pleito é visto como um teste para a nova estratégia do Obama na região.

"A insurreição no Afeganistão não surgiu da noite para o dia", disse Obama. "Não a derrotaremos da noite para o dia. Não será rápido. Não será fácil", completou. Segundo o presidente americano, os terroristas que planejaram os ataques de 11 de setembro contra Nova York e Washington "estão conspirando para fazer isso de novo", com a ajuda de aliados extremistas no Afeganistão e no Paquistão

Ele reiterou que só colocará soldados em perigo quando for totalmente necessário. Obama também afirmou que deu aos militares uma missão clara e os equipamentos e meios para cumpri-la. "Esta guerra não é uma escolha. Esta é uma guerra necessária. Aqueles que atacaram a América em 11 de Setembro estão planejando fazê-lo de novo. Se os deixarmos agir, a insurgência Taleban será um reduto seguro ainda maior para a rede terrorista Al Qaeda planejar matar mais americanos", disse Obama.

Fonte - Veja

Nota DDP: Como se vê, mudam os peões, mas o jogo continua sendo exatamente o mesmo.


Ásia à beira de crise alimentar sem precedentes

ONU prevê grande turbulência social em um continente cuja população deve ganhar mais 1,5 bilhão de pessoas nos próximos 40 anos.

Isso fará com que a demanda por alimentos no continente asiático duplique até 2050. As Nações Unidas dizem que a região requer investimentos de centenas de bilhões de dólares para a implantação de melhores sistemas de irrigação.

De acordo com um relatório da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação e do Banco Mundial, só uma melhor gestão dos recursos hídricos poderá fazer frente a uma combinação de pouca terra para o cultivo, clima cada vez mais imprevisível e escassez de água.

Fonte - Opinião e Notícia


Terremoto de quase 6 graus abala ilhas na Indonésia

Um terremoto de 5,9 graus de magnitude na escala Richter abalou nesta terça-feira as ilhas Molucas, na Indonésia, sem que por enquanto se tenha informação sobre vítimas ou danos materiais.

Segundo o Instituto de Geofísica e Meteorologia da Indonésia, o epicentro foi 127 Km a noroeste da cidade de Ternate e a 10 Km de profundidade.

Em 26 de dezembro de 2004, um terremoto de 8,9 graus sacudiu a ilha de Sumatra e gerou um tsunami que deixou mais 226 mil mortos em vários países. A Indonésia faz parte do chamado Anel de Fogo do Pacífico e sofre cerca de sete mil tremores todos os anos, a maioria deles de pouca magnitude.

Fonte - Folha


segunda-feira, 17 de agosto de 2009

AMB critica aprovação de acordo entre Brasil e Vaticano

Em nota, a Comissão Nacional de Direitos Humanos da AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) critica a aprovação pelo Congresso Nacional do acordo entre Brasil e Vaticano. A Comissão de Relações Exteriores da Câmara aprovou na semana passada o acordo, que cria o Estatuto Jurídico da Igreja Católica no Brasil.

O relator do texto, deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), afirmou que o acordo não fere a Constituição Federal, enfatiza a necessidade de relações internacionais com todos os povos e admite a aproximação com todas as religiões.

Composto por 20 artigos, o acordo foi assinado pelo Brasil e pelo Vaticano em 2008 e submetido à Câmara. O texto estabelece normas, entre outros assuntos, sobre o ensino religioso, o casamento, a imunidade tributária para as entidades eclesiásticas, a prestação de assistência espiritual em presídios e hospitais, a garantia do sigilo de ofício dos sacerdotes, visto para estrangeiros que venham ao Brasil realizar atividade pastoral.

O acordo também reforça o vínculo não-empregatício entre religiosos e instituições católicas, ratificando regras já existentes.

A AMB ressalta que o "modelo constitucional vigente instituiu a laicidade do Estado brasileiro, garantindo a liberdade religiosa a toda cidadania".

"O acolhimento do acordo pelo Congresso Nacional implicará em grave retrocesso ao exercício das liberdades e à efetividade da pluralidade enquanto princípio fundamental do Estado. Rogamos que as autoridades legislativas atuem nesta questão com rigorosa conduta constitucional", diz a nota, assinada pelo presidente da AMB, Mozart Valadares Pires.

A proposta ainda será analisada pelas comissões de Trabalho, Administração e Serviço Público; de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ser votada em plenário. Já há, no entanto, pedido de urgência para matéria, o que pode permitir a votação direta pelo plenário.

Fonte - Folha

Nota DDP: Veja também "De volta à Idade Média" e "O crucifixo e a democracia".

Dois lado de uma mesma questão: A liberadade religiosa.

Enquanto se vislumbra uma suspeita tentativa de implementar juridicamente a ingerência de um poder religioso no estado brasileiro, o que se fará expressamente, já que implicitamente tal condição já permeia todo o ordenamento jurídico, temos de outro lado a demonstração de intolerância de alguns contra a manifestação religiosa, curiosamente, deste mesmo poder religioso.

Da primeira matéria sugerida nos links destaco:

A concordata assinada por Lula e pelo Papa precisa ser aprovada pelo Congresso brasileiro para vigorar. Tem tramitado por lá sem maiores alardes, o que, em si, já é curioso.

Algo já tratado aqui. Do segundo link:

O Brasil, que foi Ilha de Vera Cruz e Terra de Santa Cruz, antes de ser um Estado é um povo que crê. E é porque crê que vive de sua própria esperança. O ataque ao crucifixo é um insulto a este povo e a esta sociedade que legitimam o poder.


Tudo isso demonstra o quanto o tema religioso é atual, mesmo em um país dito laico e, mais do que isso, tolerante.


França passa a estar aberta ao domingo

Os turistas descobriram este domingo mais lojas abertas em Paris. É o resultado da entrada em vigor da nova lei sobre o trabalho dominical. Uma lei polémica que cria desigualdades regionais entre os trabalhadores. Até agora só os estabelecimentos culturais, recreativos e a restauração é que podia ter horários de funcionamento normais ao domingo, em certas zonas.

Mas de hoje em diante, todo o comércio em Paris, Lille e Marselha, pode estar legalmente aberto tendo os trabalhadores direito a um dia de folga por domingo trabalhado e a serem pagos a dobrar. Por outro lado nas cidades turísticas e termais a lei não prevê a concessão de compensações aos empregados.

Os turistas estão naturalmente satisfeitos com a medida. Isto porque podem “distrair-se nas compras”. Já os franceses, contestam a lei porque “os trabalhadores também têm direito a descansar e o domingo é dia para passear”.

Os comerciantes vêem com bons olhos a medida com a perspectiva de ganhos adicionais num dia em que a França estava até agora quase totalmente encerrada, mas não faltam os que temem pela vida familiar dos funcionários que vão servir ao domingo.

Os supermercados e padarias também passam a poder estar abertos mais 60 minutos, tendo agora que fechar apenas à uma da tarde. A nova lei já levou os empregados de alguns grandes armazéns a virem para a rua protestar por causa da degradação das suas condições de trabalho e de vida.

Os próximos tempos prometem mais contestação à medida que os trabalhadores forem sentindo na pele os efeitos do trabalho ao domingo.

Fonte - Euronews

Nota DDP: Veja também "A França aberta aos domingos".


Pouco tempo para acordo climático, diz ONU

Acordo em dezembro será condição para evitar que mudanças climáticas se tornem irreversíveis, de acordo com o chefe da Convenção da ONU sobre o tema, Yvo de Boer; reunião preparatória de Bonn terminou nesta sexta-feira.

O chefe da Convenção da ONU sobre Mudanças Climáticas, Yvo de Boer, defendeu a intensificação das negociações sobre o tema para que seja alcançado um acordo em Copenhague.

Ele falou nesta sexta-feira, em Bonn, na Alemanha, no fim da 3ª reunião preparatória para a conferência internacional, agendada para dezembro na capital da Dinamarca.

Urgência

De Boer lembrou que, apesar de dezembro parecer distante, os países dispõem de apenas 15 dias para negociar antes do evento.

Os negociadores voltarão a reunir-se em Bangcoc, na Tailândia, em outubro, e em Barcelona, na Espanha, um mês depois.

Yvo de Boer disse que apesar de alguns progressos terem sido feitos em Bonn, o mundo não vai conseguir um acordo em Copenhague se as negociações continuarem no ritmo atual.

Condição Inequívoca

Ele afirmou que um acordo sobre a segunda fase de cumprimentos do Protocolo de Kyoto é uma condição para impedir que as mudanças climáticas se tornem irreversíveis.

De Boer indicou que uma resposta de consenso sobre o aquecimento global é a única forma de evitar a marginalização dos países em desenvolvimento durante esta fase de negociações.

Fonte - Radio ONU

Nota DDP: Veja também "Ban Ki-moon alerta para 'catástrofe climática'".


Mundo precisará conservar água

O diretor do Instituto Internacional de Gerenciamento de Água, Colin Chartres, defendeu que o mundo comece o mais cedo possível um processo para a conservação de água e seu melhor aproveitamento na colheita. Segundo ele, não será possível alimentar os 2,3 bilhões de habitantes que o mundo receberá até 2050 a menos que mudanças sejam feitas.

Os países mais vulneráveis à escassez de água também são aqueles com o maior número de habitantes: China e Índia. O Instituto apontou que as chuvas do período de monções ficaram 56% abaixo da média na Índia, o que sugere um período de seca no país.

Chartres criticou medidas como a transposição de rios. Para ele, existem medidas bem mais efetivas e baratas, como a reparação de canais de irrigação velhos e com vazamentos.

Fonte - Opinião e Notícia


Terremoto de 6,5 graus atinge Japão

Um terremoto de 6,5 graus de magnitude atingiu as ilhas do sul do Japão nesta segunda-feira e gerou um alerta de tsunami, segundo a Agência Meteorológica do país.

Segundo a emissora de TV pública NHK, não houve relatos iniciais de danos ou de vítimas.

O tremor, ocorrido às 19h11 locais (7h11 em Brasília), atingiu o nível 2 na escala de intensidade japonesa, que vai de 1 a 7. Isso significa que o terremoto pode ser sentido por algumas pessoas em prédios e que objetos pendurados, como lâmpadas, poderiam balançar levemente.

O epicentro fica a cerca de 140 km ao sul da ilha de Ishigaki, em uma profundidade de 10 km.

O tremor se seguiu a outro que também atingiu a região dez horas antes.
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Fonte - Folha


sábado, 15 de agosto de 2009

A Confiança de Ellen White na Liderança da Igreja

De vez em quando ressurgem pessoas declarando que Ellen White deixou de confiar na Igreja Adventista de sua época.

Essas pessoas mal-intencionadas costumam isolar citações pontuais de Ellen White, proferidas em momentos de crise da liderança instituicional (especialmente antes da reforma administrativa do início do séc. XX), e utilizam estes textos isolados para tentarem mostrar que a IASD se apostatou do ideal de Deus e, por isso, Ele a rejeitou.

Estes movimentos dissidentes pseudo-reformatórios sempre existiram, e continuarão a existir até o fim. Aliás, estamos vendo na Lição deste trimestre que os grupos dissidentes apostatados tinham presença marcante já na época do apóstolo João, ou seja, a apenas 40 ou 50 anos depois da ressurreição de Cristo. Portanto, fica evidente que gente para criticar e torcer a Verdade nunca foi novidade para o povo de Deus!

Na minha modesta opinião, o maior argumento que se pode utilizar em favor da confiança que Ellen White mantinha na Igreja Adventista, foi o fato de ela ter deixado em seu Testamento toda sua produção literária sob os cuidados da Organização. Se em 1914 já existiam movimentos dissidentes pseudo-reformatório, e Ellen White morreu em 1915, seria de se esperar que ela tivesse deixado para os dissidentes o seu legado literário... mas isso não ocorreu!

O motivo? Simples... ela nunca deixou de confiar na direção de Deus para com a Sua Igreja do coração.

Para concluir, deixo algumas citações que ela escreveu sobre a fé que mantinha na vitória final da Igreja Adventista do 7º Dia, apesar de todas as lutas enfrentadas.

“A Igreja de Cristo na Terra será imperfeita, mas Deus não destrói Sua igreja por causa de sua imperfeição” - Igreja Remanescente, pág. 42.

“Digo novamente: O Senhor não falou por nenhum mensageiro que chame a igreja que observa os mandamentos de Deus, Babilônia. É verdade que há joio com o trigo, mas Cristo disse que enviaria Seus anjos para juntar primeiro o joio e atá-lo em molhos para ser queimado, mas recolher o trigo no celeiro. Sei que o Senhor ama Sua Igreja. Ela não deve ser desorganizada ou esfacelada em átomos independentes. Não há nisto a mínima coerência; não existe a mínima evidência de que tal coisa venha a se dar. Aqueles que derem ouvidos a essa falsa mensagem e procurarem fermentar outros, serão enganados e preparados para receber mais avançados enganos, e virão a nada. Há em alguns dos membros da Igreja orgulho, presunção, obstinada incredulidade, e recusa a ceder em suas idéias, embora se amontoe prova sobre prova, que faz aplicável a mensagem à igreja de Laodicéia. Mas isto não extinguirá a Igreja. Deixai que tanto o joio como o trigo cresçam juntos até à ceifa. Então os anjos é que farão a obra de separação” - Idem, pág. 60-61.

“Cobro ânimo e sinto-me abençoada ao reconhecer que o Deus de Israel está guiando o Seu povo, e continuará com eles até o fim” - Test. Seletos, 3:439.

“A mensagem que declara a Igreja Adventista babilônia e chama o povo de Deus a sair dela, não vem de nenhum mensageiro celeste, ou nenhum instrumento humano inspirado pelo Espírito de Deus” - Mens. Escolhidas, 2:66.

“O Senhor deu a Seu povo apropriadas mensagens de advertência, repreensão, conselho e instrução, mas não é próprio tirar estas mensgaens de sua conexão, e pô-las onde pareçam reforçar mensagens de erro. No folheto publicado pelo irmão S e seus companheiros, ele acusa a Igreja de Deus de ser babilônia, e insiste em que haja uma separação da Igreja. Esta é uma obra que não é honrosa nem justa. Compondo aquele folheto, serviram-se de meu nome e de meus escritos para apoio do que eu desaprovo e denuncio como erro” - Test. para Ministros, pág. 36.

“Alguns há que apanham da Palavra de Deus e também dos Testemunhos parágrafos ou sentenças destacados que podem ser interpretados de maneira a se ajustarem às suas idéias, e nelas se detêm, e encastelam-se em suas próprias posições, quando Deus não os está dirigindo. Aí está o vosso perigo. Tomais passagens dos testemunhos que falam do fim do tempo da graça, da sacudidura do povo de Deus, e falais da saída dentre esse povo de um outro povo mais puro, santo, que surgirá. Orá, tudo isso agrada ao inimigo” - Mens. Escolhidas, 1:179.

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Para os que desejarem se aprofundar no tema, sugiro a leitura do excelente livro "A Igreja Remanescente", com citações de Ellen White que mostram de forma completa e inequívoca o que ela achava desses movimentos dissidentes que querem destruir a fé do povo do Advento.

No site do Centro White no Brasil também é possível encontrar a refutação para muita mentira que costuma ser dita por ai, por pessoas que se utilizam erroneamente de citações de Ellen White, ou pior, até inventando declarações que ela nunca escreveu.

Sabemos muito bem que é o "pai da mentira"!

"para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro"
(Efés. 4:14).

Fonte - Prof. Gilson Medeiros


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