A grande diferença está justamente aí. Os profetas recebiam uma mensagem de Deus e a transmitiam ao povo; em Jesus, Deus veio pessoalmente falar à humanidade. Os profetas apontavam para Cristo, enquanto Cristo é o centro para o qual toda a revelação converge. A mensagem do Antigo Testamento, os símbolos do santuário, os sacrifícios e as profecias encontravam seu significado nEle. Por isso, conhecer os profetas sem enxergar Jesus seria perder o propósito maior de sua mensagem.
Mesmo os discípulos tiveram dificuldade para compreender isso. Pedro reconheceu Jesus como o Cristo, mas ainda esperava que Ele estabelecesse um reino segundo as expectativas humanas. Somente progressivamente eles compreenderam que Sua missão passaria pela humilhação, pelo sofrimento, pela morte e pela ressurreição. Reconhecer Jesus é mais do que atribuir-Lhe um título; é aceitar Sua missão nos termos estabelecidos por Deus. Não basta dizer que Ele é profeta, mestre ou exemplo. É preciso reconhecê-Lo como o Filho de Deus e Salvador.
Essa pergunta continua sendo decisiva: quem é Jesus para nós? Podemos admirá-Lo, estudar Seus ensinamentos e reconhecer Sua influência histórica, mas a fé cristã exige uma resposta mais profunda. O mesmo Cristo que falou aos discípulos continua falando por meio das Escrituras. E Sua voz não apenas informa: chama-nos à decisão. Quando compreendemos que todos os profetas apontam para Ele, a Bíblia deixa de ser apenas uma coleção de mensagens antigas e passa a revelar, de maneira progressiva, o próprio Salvador que veio ao nosso encontro.
