Paulo chama Cristo de “as primícias dos que dormem”. No mundo bíblico, as primícias eram a primeira parte da colheita apresentada a Deus. Elas não eram toda a colheita, mas anunciavam que o restante viria depois. Assim também acontece com a ressurreição: Jesus foi o primeiro fruto de uma grande colheita que ainda está por vir.
Por isso, Sua ressurreição não deve ser vista como um acontecimento isolado. O mesmo poder que O levantou do túmulo ressuscitará aqueles que morreram confiando Nele. Paulo estabelece uma sequência: “Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, na Sua vinda” (1Co 15:23).
Existe, portanto, uma ligação inseparável entre a ressurreição de Jesus e a segunda vinda. Cristo ressuscitou no passado, está vivo no presente e, quando retornar, ressuscitará Seu povo.
Paulo também apresenta Jesus como o novo Adão. Pelo primeiro Adão, o pecado e a morte entraram na experiência humana; por Cristo, vem a ressurreição e a vida. Onde Adão falhou, Jesus venceu. Ele permaneceu plenamente submetido à vontade do Pai e restaurará aquilo que o pecado destruiu.
Essa certeza muda a maneira como vivemos agora. Se não existisse ressurreição, sacrifício, fidelidade e até colocar a própria vida em risco pelo evangelho seriam inúteis. Mas, porque Cristo ressuscitou, nossa vida presente possui uma dimensão eterna.
A morte ainda causa dor, mas não representa o fim para aqueles que estão em Cristo. O túmulo de Jesus está vazio, e um dia os túmulos daqueles que pertencem a Ele também estarão.
Cristo é as primícias. A colheita começou. E a ressurreição de Seu povo virá.
