Na Bíblia, o amor não é apresentado simplesmente como emoção. Ele é uma decisão que se transforma em comportamento. Por isso, Paulo descreve o amor por aquilo que ele faz: é paciente, bondoso, não inveja, não se orgulha, não busca seus próprios interesses, não guarda rancor e se alegra com a verdade. O verdadeiro amor torna-se visível na maneira como tratamos as pessoas.
Essa verdade é especialmente importante porque sentimentos podem mudar. Podemos sentir simpatia hoje e frustração amanhã. O amor cristão, porém, permanece porque sua origem não está apenas nas emoções humanas, mas em Deus. Como afirma João: “Deus é amor” (1Jo 4:8). Quanto mais conhecemos a Deus, mais Seu caráter deve aparecer em nossos relacionamentos.
E existe um retrato perfeito desse amor: Jesus Cristo. Nele, o amor deixou de ser apenas uma palavra e tornou-se vida. Jesus acolheu os rejeitados, perdoou os pecadores, serviu aos necessitados e permaneceu fiel mesmo diante da rejeição. Sua vida demonstra que amar significa colocar o bem do outro acima do próprio interesse.
Paulo conclui dizendo que fé, esperança e amor permanecem, mas o maior deles é o amor. A fé um dia encontrará aquilo em que acreditou; a esperança verá aquilo que aguardou. Mas o amor continuará eternamente, porque pertence à própria essência do caráter de Deus.
O desafio, portanto, não é apenas compreender 1 Coríntios 13, mas permitir que esse capítulo se transforme no retrato de nossa própria vida.
