A primeira comparação é a semente. Quando ela é colocada na terra, aparentemente desaparece. Entretanto, dali surge uma planta muito mais impressionante do que aquela pequena semente. Existe continuidade — a planta nasce daquela semente —, mas também uma transformação extraordinária. Assim será na ressurreição. O corpo que morre será ressuscitado pelo poder criador de Deus, transformado para uma existência completamente nova.
Paulo também lembra que Deus criou diferentes tipos de corpos, cada um adequado ao seu ambiente. Pessoas, animais, aves e peixes possuem corpos distintos. Se Deus já demonstrou tamanha diversidade e criatividade neste mundo, certamente pode conceder aos ressuscitados um corpo adequado à eternidade.
Então o apóstolo apresenta quatro contrastes extraordinários. Nosso corpo atual é corruptível, desonroso, fraco e natural. O corpo ressuscitado será incorruptível, glorioso, poderoso e espiritual.
“Espiritual”, porém, não significa que nos tornaremos seres sem corpo. A esperança bíblica não é abandonar definitivamente o corpo para viver como espíritos. Paulo fala explicitamente de um corpo ressuscitado. Filipenses 3:21 acrescenta que Jesus transformará nosso corpo para torná-lo semelhante ao Seu corpo glorioso.
Isso significa que haverá continuidade entre quem somos agora e quem seremos na ressurreição, mas também uma transformação radical. Continuaremos sendo nós mesmos, porém libertos das consequências do pecado.
Imagine um corpo que nunca envelhece. Que não adoece. Que não sente os efeitos da decadência. Um corpo que jamais será novamente vencido pela morte.
Hoje conhecemos uma existência em que tudo se desgasta. Na ressurreição, Deus inverterá essa realidade.
Semeado em fraqueza, ressuscitado em poder. Semeado corruptível, ressuscitado incorruptível.
Essa é a promessa para todos aqueles que pertencem a Cristo.
