O amor descrito por Paulo é o agape. Ele não se limita à afeição que sentimos por familiares e amigos, muito menos ao amor romântico. Trata-se de uma graça produzida pelo Espírito Santo, capaz de transformar nossos pensamentos, sentimentos e atitudes. É um amor que se entrega a Deus e ao próximo.
Por isso, 1 Coríntios 13 não descreve simplesmente aquilo que sentimos, mas como escolhemos viver. Podemos possuir conhecimento bíblico, exercer dons espirituais, demonstrar grande fé e até fazer sacrifícios em favor dos outros; contudo, se nossas atitudes forem movidas pelo orgulho, egoísmo ou desejo de reconhecimento, algo essencial estará faltando.
Jesus também advertiu que, com o aumento da maldade, “o amor se esfriará de quase todos” (Mt 24:12). Essa advertência torna o ensino de Paulo ainda mais importante. Em um mundo marcado por conflitos, individualismo e indiferença, o cristão é chamado a não permitir que o amor esfrie em sua família, na igreja ou nos relacionamentos cotidianos.
O maior exemplo desse amor está em Cristo. Na cruz vemos que o amor verdadeiro não procura apenas aquilo que recebe, mas está disposto a se entregar pelo bem do outro. Jamais conseguiremos reproduzir perfeitamente o amor de Jesus por nossas próprias forças, mas o Espírito Santo pode formar esse caráter em nós.
A grande pergunta de 1 Coríntios 13, portanto, não é simplesmente “quanto eu amo?”, mas: minhas palavras, escolhas e atitudes revelam o amor de Cristo?
