quarta-feira, 2 de julho de 2008

Japão: reunião inter-religiosa por ocasião do G8

ROMA, terça-feira, 1º de julho de 2008 (ZENIT.org).- Representantes das principais religiões mundiais se reunirão no Japão para dialogar sobre temas como a pobreza, a mudança climática e a violência, antes da reunião, de 7 a 9 de julho, dos dirigentes do grupo dos 7 países mais industrializados do mundo e a Rússia (G8), em Sapporo, no norte do Japão.

«A mundialização dos mercados exige uma mundialização da responsabilidade», declarou o principal bispo protestante da Alemanha, Wolfgang Huber, em um comunicado citado por Ecumenical News International. O bispo Huber acolheu uma reunião similar em Colônia, em 2007, antes da reunião do G8, organizada nesse ano no norte da Alemanha.

A Igreja Evangélica na Alemanha (EKD) anunciou que foram convidados à reunião inter-religiosa, de 2 a 3 de julho, 50 representantes das tradições anglicana, luterana, reformada e católica, assim como representantes do islamismo, judaísmo, budismo, hinduísmo, xintoísmo e religiões autóctones.

Estes responsáveis religiosos procedem dos países do G8 – Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Reino Unido e Rússia –, assim como do Oriente Médio, África e Ásia.

Com antecipação, os bispos católicos dos países do G8 lançaram um chamado aos dirigentes desses países para que reafirmem os compromissos feitos para os países em via de desenvolvimento (ver: http://www.zenit.org/article-18830?l=portuguese).

Um documento, que está previsto que seja adotado durante a reunião religiosa de Sapporo, será apresentado ao governo japonês e aos dirigentes dos países do G8.

Fonte - Zenit

Nota DDP:
Aumentam os contornos religiosos em paralelo às decisões de cunho político no aspecto ambiental. É absolutamente claro que serão levados em consideração os posicionamentos destes grupos na tomada de medidas universais.

Tempo é limitado no combate às alterações climáticas, diz presidente chinês

O presidente da China, Hu Jintao, pediu neste sábado a renovação dos esforços para combater o aquecimento global, advertindo que "o tempo é limitado" para encontrar soluções eficazes para o problema, segundo a mídia local.

"A forma como respondemos às alterações climáticas está ligada ao desenvolvimento econômico do país e os benefícios práticos para a população. Está em consonância com os interesses básicos do país", disse Hu segundo a agência estatal Nova China.

"A nossa tarefa é difícil e nosso tempo é limitado. Os partidos e os governos devem dar prioridade à redução das emissões de gases e introduzir esta idéia no coração do povo", acrescentou o chefe de Estado chinês.

Entre as formas em que a China pode contribuir, Hu Jintao citou uma utilização mais eficiente da energia e o aumento das zonas florestais.

A China mantém a posição de que os países desenvolvidos são os principais responsáveis pela mudança climática.

No entanto, as emissões chinesas de gases do efeito estufa aumentaram nos últimos anos, devido à escalada da economia do país, cujas fábricas são alimentadas por enormes quantidades de carvão.

Atualmente, a China (1,3 bilhão de habitantes) e os Estados Unidos (300 milhões) são os países que mais emitem gases do efeito estufa.

Fonte - Folha


Nota DDP:
O coro por medidas conjuntas vai engrossando...

terça-feira, 1 de julho de 2008

O papa é o "doce cristo" na terra

Esta é a afirmação de um bispo espanhol por ocasião da abertura do ano paulino pelo Vaticano, daí porque coloquei cristo com letra minúscula. Explicarei ao final.

Neste contexto, continua o bispo, que o Papa é o responsável máximo pela igreja e o único capaz de interpretar autenticamente a lei divina, como cabeça dos apóstolos. Em conexão com o post anterior, se depreende claramente que se quer estabelecer a primazia do Papa sobre os demais líderes cristãos, que estariam a representar Paulo no processo de unificação.

Afirma ainda que o Papa faz as vezes de Cristo e que os que o ouvem tem que amá-lo e escutá-lo, porque em sua voz estariam a ouvir o próprio Cristo. Daí porque afirma ser o Papa o "doce cristo na terra". A partir daí continua em desvelo ao primaz da ICAR que pode ser lido em Zenit.

A mim apenas as palavras do Cristo verdadeiro, da terra e dos céus, o Alfa e o Ômega, o que foi, que é e que sempre será:

Mateus 24:4-5
“Respondeu-lhes Jesus: Acautelai-vos, que ninguém vos engane. Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; a muitos enganarão.”

Mateus 24:23-26
“Se, pois, alguém vos disser: Eis aqui o Cristo! ou: Ei-lo aí! não acrediteis; porque hão de surgir falsos cristos e falsos profetas, e farão grandes sinais e prodígios; de modo que, se possível fora, enganariam até os escolhidos. Eis que de antemão vo-lo tenho dito. Portanto, se vos disserem: Eis que ele está no deserto; não saiais; ou: Eis que ele está no interior da casa; não acrediteis.”

Paulo, inspirado, também advertiu:

2 Coríntios 11:13-15
“Pois os tais são falsos apóstolos, obreiros fraudulentos, disfarçando-se em apóstolos de Cristo. E não é de admirar, porquanto o próprio Satanás se disfarça em anjo de luz. Não é muito, pois, que também os seus ministros se disfarcem em ministros da justiça; o fim dos quais será conforme as suas obras.”

2 Tessalonicenses 2:3-4
“Ninguém de modo algum vos engane; porque isto não sucederá sem que venha primeiro a apostasia e seja revelado o homem do pecado, o filho da perdição, aquele que se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou é objeto de adoração, de sorte que se assenta no santuário de Deus, apresentando-se como Deus.”

O tempo é próximo. Maranata.

Cristãos devem dar testemunho de Cristo unidos

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 30 de junho de 2008 (ZENIT.org).- O Papa Bento XVI voltou a convidar ontem todos os cristãos a participarem das celebrações do Ano Paulino, durante a alocução pronunciada durante a oração do Angelus na Praça de São Pedro.

Este Ano Paulino, inaugurado no sábado passado à noite na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, «tem como baricentro Roma», em particular esta basílica e o lugar do martírio do Santo, em Tre Fontane, «mas envolverá a Igreja inteira, a partir de Tarso, cidade natal de Paulo, e dos demais lugares paulinos, meta de peregrinação na atual Turquia, como também na Terra Santa, e na ilha de Malta, onde o Apóstolo esteve após um naufrágio e onde deixou a semente fecunda do Evangelho».

«Na realidade, o horizonte do Ano Paulino não pode deixar de ser universal, porque São Paulo foi por excelência o apóstolo daqueles que com relação aos Hebreus eram 'os afastados', e que 'graças ao sangue de Cristo se converteram em 'próximos'».

Neste sentido, o Papa afirmou que «também hoje, em um mundo cada vez 'menor', mas onde muitíssimos ainda não encontraram o Senhor Jesus, o jubileu de São Paulo convida todos os cristãos a serem missionários do Evangelho».

Contudo, esta missão evangelizadora não se pode dar sem a unidade entre os cristãos, representada por Pedro, acrescentou.

Desta maneira, «os carismas dos dois grandes apóstolos são complementares para a edificação do único Povo de Deus e os cristãos não podem dar testemunho válido de Cristo se não estão unidos entre eles».

Neste sentido, explicou que a imposição do pálio aos arcebispos metropolitanos, celebrada momentos antes na Basílica de São Pedro, «põe de destaque o tema da unidade». Também, mostrou sua alegria pela presença do Patriarca Ecumênico de Constantinopla, Batolomeu I, presente nestes dias em Roma para a abertura do Ano Paulino.

Fonte - Zenit

Nota DDP:
Obviamente, o Papa representa Pedro e Paulo é representando por todos os demais cristãos dispersos. Interessante estratégia...

Quem nos governa, afinal?

O plano de transição para o governo mundial, que Arnold Toynbee expôs mais de meio século atrás e que mencionei brevemente nesta coluna, já está em avançadíssima fase de implantação, ao ponto de que não há nenhum exagero em dizer que a Nova Ordem globalista-socialista é um fato consumado, irreversível. Que a maioria dos seres humanos ignore isso por completo e ainda tenha a ilusão de poder interferir de algum modo no curso das coisas por meio do "voto", eis aí a prova de que Toynbee tinha toda a razão ao dizer que a nova estrutura de poder não seria democrática, nem democrática a transição para ela. Não há estado de sujeição mais completo do que ignorar a estrutura de poder sob a qual se vive.

É verdade que a mera complexidade crescente da administração estatal moderna já era, por si, conflitiva com as pretensões democráticas de transparência, informação acessível, "voto consciente", enfim, com as presunções da "cidadania". Mas o que vem acontecendo no último meio século é o aproveitamento deliberado e sistemático da complexidade burocrática para criar, acima do governo representativo, uma nova estrutura de poder que o domina, o estrangula e acaba por eliminá-lo. A maior parte das nações já vive sob o controle dessa nova estrutura global sem ter disso a menor consciência e acreditando que continua a desfrutar das garantias e meios de ação assegurados ao eleitor pelo antigo sistema de governo representativo, hoje reduzido a um véu de aparências tecido em torno do poder mais centralizado, abrangente e incontrolável que já existiu ao longo de toda a história humana.

Não só essa transição já aconteceu, mas ela foi realizada sob a proteção de um conjunto de pretextos retóricos altamente enganosos, criados para dar à população a idéia de que a mudança ia no sentido da maior liberdade para os cidadãos, da maior participação de todos no governo e de mais sólidas garantias para a empresa privada. Todos os termos-chave dessa retórica – "governo reinventado", "parcerias público-privadas", "terceira via", "descentralização" – significam precisamente o contrário do que parecem indicar à primeira vista.

Os dois diagramas que acompanham este artigo tornarão isso bastante claro. As flechas aí indicam a origem do poder e o objeto sobre o qual se exerce. No antigo sistema representativo, o eleitorado escolhia o governo segundo os programas que lhe pareciam os mais convenientes, e o governo eleito – executivo e parlamento – repassava esses planos aos órgãos da administração pública, para que os executassem. No novo sistema de "parcerias público-privadas", a administração pública é só uma parcela do órgão executor. A outra parcela é escolhida por entidades sobre as quais o eleitorado não tem o menor controle e das quais não chega às vezes a ter sequer conhecimento. Tal como apresentado na sua formulação publicitária, o novo sistema é mais democrático, porque reparte a autoridade do governo com "a sociedade". Mas "a sociedade" aí não corresponde ao eleitorado e sim a ONG's criadas sob a orientação de organismos internacionais não-eletivos – ONU, UE, OMS, OMC, etc – e subsidiadas por bilionárias corporações multinacionais cuja diretoria não é mesmo conhecida do público em geral.

A orientação geral dessas ONG's reflete um conjunto de novas concepções socioculturais e políticas que jamais foram postas sequer em discussão, e que por meio delas são implantadas do dia para a noite, sem que o eleitorado chegue a saber nem mesmo de onde vieram. A própria velocidade das transformações é tamanha, que serve para reduzir as populações ao estado de passividade atônita necessário para tornar inviável não só qualquer reação organizada, mas até uma clara tomada de consciência quanto ao que está acontecendo. Paralelamente, muito do poder de decisão do parlamento é transferido aos órgãos burocráticos, que, agindo já não como braços do eleitorado, mas como agentes a serviço de parcerias controladas pelo triunvirato de ONG's, corporações e organismos internacionais, passa então a introduzir na sociedade mutações radicais que, no sistema de governo representativo, jamais seriam aprovadas nem pela população, nem pelo parlamento.

Ao desfazer-se de uma parte das suas prerrogativas, sob as desculpas de "privatização", "democratização", "descentralização", "desburocratização" etc., o governo não as transfere ao povo, mas a um esquema de poder global que escapa infinitamente à possibilidade de qualquer controle pelo eleitorado. As ambigüidades decorrentes, que desorientam o público, são então aproveitadas como instrumentos para gerar artificialmente novas "pressões populares", que não são populares de maneira alguma, mas que refletem apenas a vontade da chamada "sociedade civil organizada", isto é, da rede de ONGs criadas pelo próprio esquema de poder global.

Subsidiadas pelas grandes corporações e fundações, essas ONGs, prevalecendo-se da "parceria" que têm com órgãos do governo, passam então à parasitagem voraz de verbas públicas, somando aos recursos que as alimentam desde fora o sangue extraído do próprio eleitorado que as ignora e que elas falsamente representam. Essa nova estrutura de poder não é um plano, não é um objetivo a ser alcançado: ela já é o sistema de poder sob o qual vivemos, construído sobre os escombros do antigo governo representativo, que hoje em dia só subsiste como aparência legitimadora da transformação que o matou.

Uma ambigüidade especialmente irônica e por isto mesmo proveitosa da situação é que um dos instrumentos principais para a implantação do novo esquema reside na rede mundial de ONG's e movimentos esquerdistas, desde os mais radicais até os mais brandos e inofensivos em aparência. Ao mesmo tempo, como a violência e rapidez das mutações gera toda sorte de desequilíbrios, temores e insatisfações, essa rede de organizações esquerdistas é usada por outro lado como megafone para lançar a culpa de todos esses males no velho capitalismo liberal, apontado como beneficiário maior das mesmas transmutações que o esmagam. Os sintomas colaterais mórbidos da transformação servem eles próprios como pretextos para acelerá-la e aprofundá-la, canalizando em favor dela as dores que ela gerou.

Numa obra memorável, "Du Pouvoir. Histoire Naturelle de Sa Croissance", Bertrand de Jouvenel mostrou que a história da modernidade não é a história da liberdade crescente, como pretendia Benedetto Croce, mas a história do poder crescente do Estado avassalador.

Esse livro é de 1945. Desde então, o curso da História tomou um rumo que o confirma na medida mesma em que aparenta desmenti-lo. A "descentralização" dos governos nacionais, simulando em escala local uma vitória do liberal-capitalismo sobre as tendências centralizadoras e socialistas, foi posta a serviço da construção do Leviatã supranacional que, inacessível e quase invisível, controla dezenas de Estados reduzidos à condição de entrepostos da administração global. Não só o eleitorado foi submetido a essa gigantesca mutação sem a menor possibilidade de interferir nela ou de compreendê-la, porém até mesmo alguns dos mais intelectualizados porta-vozes do liberal-capitalismo, enxergando apenas o fator econômico e recusando-se a investigar a nova estrutura de poder político por trás da globalização comercial, colaboraram ativamente para que o processo de centralização mundial se implantasse pacificamente, sob a bandeira paradoxal da liberdade de mercado.

O camponês antigo, o servo da gleba e até mesmo o escravo romano gemiam sob o tacão de um poder incontrastável, mas pelo menos tinham uma idéia clara de quem mandava neles e compreendiam perfeitamente o funcionamento do sistema que os governava. O cidadão da "democracia de massas" está cada vez mais submetido a decisões que não sabe de onde vieram, implantadas por um sistema de governo que ele nem conhece nem compreende. O globalismo é a apoteose do processo de centralização do poder, centralizando até o direito de conhecer o processo.

Fonte - Olavo de Carvalho

Lieberman: Os EUA serão atacados em 2009

Caso não se lembre deste ativo senador americanos, pode começar por "EUA: cientistas querem menos emissões de gases causadores do efeito estufa".

Agora ele vem afirmar que os EUA podem ser atacados no primeiro ano de governo do próximo presidente americano. Diz que os inimigos da América testarão o novo presidente cedo, em entrevista à CBS. Tal raciocíonio deriva do primeiro ataque ao WTC no primeiro ano de governo de Clinton, bem como do próprio 11/9, em relação a Bush.

Faz tais afirmações para sustentar a candidatura de McCain, personagem que, para ele, estaria mais apto a lidar com tais condições. É mais uma tentativa de impressionar pelo pânico, algo muito comum no tempo em que vivemos e que tem caracterizado os movimentos da nação mais poderosa do globo ultimamente.

Não se pode perder de vista ainda, embora este movimento de Lieberman em tese estivesse a apontar para McCain, que o citado Senador mantém relações muito próximas a Gore, que endossou a candidatura de Obama, junto com o próprio Clinton.

Tudo parece não passar de mais um blefe em um jogo de cartas marcadas.

Fonte - Global Research

A histeria do aquecimentismo global

A verdade pode chegar ao mundo por muitas vias, mas ela nunca vem acompanhada pela força. Pensava que fosse uma lição aprendida há muito, a principiar pelos próprios cientistas. Os cientistas reais aprenderam-na de facto. Contudo, emergiu uma nova amálgama, a do cientista-activista, e neste espécime a lição é ignorada.

Na alvorada do Iluminismo, cientistas foram levados a tribunais e inquisições. Galileu é o grande exemplo, o pioneiro empírico que rejeitou o antigo modelo do universo (então conhecido) tendo a Terra como centro, e pelos seus esforços despertou a atenção e a ira inquisitorial.

Fui atraído a estes pensamentos, e ao exemplo da Inquisição, por uma curiosa explosão esta semana de James Hansen, o principal porta-voz da NASA sobre o assunto do aquecimento global, um homem que desempenhou o papel de S. João Batista nos ensinamentos messiânicos de Al Gore sobre o assunto. O dr. Hansen é geralmente considerado o homem que "tocou o alarme" quanto ao aquecimento global provocado pelo homem, e ele tem sido um proponente persistente, altamente publicitado e muito agressivo desta causa desde há duas décadas. O dr. Hansen não trata gentilmente aqueles que contestam os seus cenários apocalípticos. Escolhi esta palavra, apocalíptico, deliberadamente. Segundo o dr. Hansen, a espécie humana pode ter atingido o ponto de viragem com o aquecimento global. Se este for o caso, calamidades e catástrofes em vasta escala são inevitáveis. E se tivéssemos atingido o ponto de crise absoluta, haveria um minúsculo intervalo [de tempo] para as espécies humanas actuarem e prevenirem o pior. Segundo o dr. Hansen, o que ainda resta por ser enfrentado na verdade ainda é horrível.

Nem todo o mundo partilha a visão do dr. Hansen de um iminente Armagedão ecológico. Mentes sérias, sem interesses no assunto, lançam advertências a todo momento. Elas questionam os modelos de especulação climatológica; questionam a peculiar mistura de fontes antropogénicas e outras prováveis fontes na dinâmica do clima; questionam alguns dos dados reunidos e algumas das suas interpretações; e questionam a própria maturidade da altamente complexa, e experimentalmente deficiente, ciência do aquecimento global em si mesmo.

Elas questionam também a receitas maciças de politica que estão a ser exigidas como resposta necessária às determinações científicas do aquecimento global produzido pelo homem. Há muitíssimo espaço para opiniões diferentes e honestas sobre questões tão amplas e complexas, questões na terrivelmente complicada intersecção da ciência, política e economia.

Mas, para a mente agitada do dr. Hansen, aquele que levanta tais questões, os que injectam cepticismo no debate do aquecimento global são "negacionistas". A palavra aqui está a tornar-se lugar comum, mas ela permanece como uma calúnia estranha. Um punhado de crentes no aquecimento global gosta de arremessar todos os que argumentam com eles para a categoria do polémico, sendo polémicos todos os que discordam da opinião ortodoxa sobre o aquecimento global como o equivalente à negação do Holocausto. Trata-se de uma táctica sem vergonha e viciosa, e dificilmente de acordo com a nobreza que se supõe guiar a consciência daqueles que salvam o planeta. O dr. Hansen é excessivamente afeiçoado a analogias especiosas e assustadoras: Eles escreveu sobre "glaciares a desaparecer que funcionam como uma Kristal Nacht " e, embora posteriormente se haja arrependido da metáfora, comparou comboios de carvão a "comboios da morte – tão pavorosos quanto vagões a caminho do crematório, carregados com incontáveis espécies insubstituíveis". Esta semana, o dr. Hansen deu um passo em frente ainda mais nocivo.

Ele clamou por um tribunal, ou como prefiro denominá-lo, por uma Inquisição, a fim de julgar por crimes contra a natureza e a humanidade os presidentes das grandes companhias de petróleo os quais, de acordo com frenética visão das coisas do dr. Hansen, alimentam a "desinformação" pública acerca da crise climática. Mais uma vez, o modelo implícito é Nuremberg, quando as tentativas do homem de se preocupar com um futuro – vamos chamá-lo de probabilidade – no terreno moral e factual emparelham com a inquestionável, histórica e comovedora enormidade do Holocausto Nazi.

Será este o discurso de um cientista? Se for, é mais do que estranho que no século XXI esteja este cientista a clamar pelo equivalente secular de uma Inquisição. Ainda mais directamente ao ponto: são estas as palavras de um homem realmente certo da sua verdade ou de alguém que – com a ansiedade do fanático – está a tentar proteger-se do rigor do cepticismo e da investigação? Seja um caso ou seja o outro, não questiono de todo a afirmação de que isto é a voz de um homem que não é amigo da razão nem da ciência. Isto é a voz do cientista-activista consumado, com a sua própria verdade e temeroso de toda disputa.

A ciência não precisa de tribunais ou julgamentos, não precisa da justiça de Nuremberg, ou analogias com o Holocausto. As palavras de James Hansen esta semana constituíram uma ofensa contra a investigação, contra a ciência e contra a seriedade moral. Foram uma manifestação insolente contra o próprio debate de ideias.

Fonte - Resistir

Software permite espionar pessoas

Novos softwares podem ser instalados sem conhecimento do dono e permitem acompanhar sua vida. O programa passa a mandar para um número escolhido todos os números chamados e a duração das chamadas, e cópia de torpedos recebidos e enviados.

Em aparelhos dotados de GPS, o programa envia permanentemente informação de onde ele está. Esses programas estão sendo vendidos pela Internet. O mais popular é o "Flexispy". Esse programa permite ainda se telefonar para ele e o aparelho, em silêncio, atende a ligação, passando a transmitir todos os sons do ambiente.

Fonte - Opinião e Notícia

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Circulo Católico de Operários do Porto e a “Batalha” pelo descanso dominical

1. O Círculo Católico de Operários do Porto trouxe ao movimento católico português um cariz propriamente contemporâneo. Na verdade, é com ele que se ultrapassa a fase “paternalista”, que, num quadro ainda muito tradicional e pré-urbano, procurava resolver a questão social mais pela responsabilidade das elites do que pela movimentação autónoma dos trabalhadores: “Um movimento social católico, integrado ‘por operários’, e não só ‘para operários’, vai surgir apenas com o lançamento dos C. C. O. [Círculos Católicos de Operários].
...
2. No seu programa (publicado n’ O Grito do Povo de 17 de Junho de 1899) surgiram 14 itens elucidativos, que podemos resumir assim: 1º) descanso dominical; 2º) ensino religioso; 3º) diminuição dos encargos militares, que pesavam mais sobre os pobres; 4º) reforma do imposto, para que incidisse mais sobre os objectos de luxo do que sobre os géneros de primeira necessidade; 5º) extinção da agiotagem e da usura; 6º) diminuição das despesas de justiça; 7º) representação do trabalho e dos interesses profissionais; 8º) comissões mistas de patrões e operários; 9º) máximo do dia de trabalho, não mais de onze horas; 10º) redução do trabalho nocturno; 11º) proibição do trabalho de menores de 14 anos e cuidados com o trabalho da mulher; 12º) salário mínimo, começando no sector público; 13º) caixas de socorro na doença, acidentes e velhice; 14º) casas para operários.

3. O Círculo Católico de Operários do Porto nunca desistiu até ver realizado o primeiro item do seu programa, o descanso dominical. É aliás a melhor demonstração da incidência social duma convicção tão humanitária como religiosa. Em 1907, o governo de João Franco legislou finalmente nesse sentido, com imediato aplauso do C. C. O. portuense (cf. GONÇALVES, Eduardo C. Cordeiro – O Círculo Católico de Operários do Porto e o Catolicismo Social em Portugal (1898 – 1910). Porto: CCOP, 1998, p. 34- 35).

Interessante a argumentação do Círculo, ligando a prescrição religiosa à consideração antropológica. Como neste trecho de Fernandes da Silva, n’ O Grito do Povo de 12 de Agosto de 1899: “O domingo não é somente o dia do Senhor, mas também do homem. Deus criando o homem dotou-o de corpo e alma, e tão intimamente ligada com aquele, que se o corpo descansa a alma também descansa. Porém Deus para prover a esta necessidade estabeleceu o descanso do domingo, sendo regulado segundo o organismo e forças humanas”.

E, se este ponto foi porventura o mais consequente da doutrina e da projecção do Círculo Católico de Operários do Porto, poderá ser hoje o mais actual da sua herança a recolher. De facto, nas actuais condições sócio-económicas, o descanso dominical, arduamente conseguido há um século, é posto em causa por outros motivos. O modo corrente de viver e descansar, menos comunitário, mais individualizado, faz do “fim-de-semana” o tempo do comércio e dos “centros comerciais” o espaço social mais centrípeto e convidativo. Aliás, os serviços de apoio ao lazer exigem cada vez mais trabalho ao sábado e Domingo.

4. Neste contexto, a actual doutrina social da Igreja tem retomado e aprofundado muita da argumentação de há cem anos. Fundamental neste ponto é a carta apostólica de João Paulo II Dies Domini, sobre a santificação do Domingo, de 1998. Por exemplo, no seu nº 66: “No contexto histórico actual, permanece a obrigação de batalhar para que todos possam conhecer a liberdade, a calma e o descanso necessários à sua dignidade de homens, com as consequentes exigências religiosas, familiares, culturais, interpessoais, que dificilmente podem ser satisfeitas, se não ficar salvaguardado pelo menos um dia semanal para gozarem juntos da possibilidade de repousar e fazer festa”. Sem esquecer de acrescentar: “Obviamente, este direito do trabalhador ao descanso pressupõe o seu direito ao trabalho”.

Está em causa uma visão integrada da pessoa humana, a qual, muito mais do que mero “indivíduo”, é sujeito de relações múltiplas, indispensáveis para a sua realização integral. Isto significa família, sociedade, cultura e religião, tudo realidades conjuntas que precisam de tempos e espaços de encontro, ritmados, de todos para todos. E as reais necessidades de garantir serviços públicos ou particulares não podem iludir tal realidade essencial, mas proporcioná-la, também àqueles que nem sempre possam descansar ao Domingo. Uma sociedade que se perde como convivência integradora desfaz-se na pulverização dos interesses. Deixa mesmo de ser “sociedade”, perde-se como humanidade.

- Há muito a retomar, do que no Círculo Católico de Operários do Porto foi propósito e consequência, há mais de um século!

Fonte - Ecclesia

Nota DDP:
Interessante notar, no contexto desta notícia, uma outra enviada por uma leitora deste espaço [Gessica] acerca da visita do Presidente português ao Vaticano, que dentre outras afirmações de apreço ao Papa e à Igreja Católica, levou a efeito a seguinte afirmação: "Tive ocasião de sublinhar que é importante para o mundo e para os valores que a Igreja e a Europa partilham, uma Europa unida, uma Europa forte [...]". Tal questão veio no contexto da rejeição da Irlanda ao tratado europeu, que contou inclusive com apoio da ICAR.

Bento 16 pede unidade de todos os cristãos

O papa Bento 16 pediu neste domingo a unidade de todos os cristãos durante a tradicional oração do Ângelus, à qual assistiu o patriarca ecumênico Bartolomeu 1º, primaz de honra das igrejas ortodoxas.

Ao contrário do costume dominical de rezar o Ângelus na praça São Pedro, o pontífice celebrou a oração hoje no interior da basílica de mesmo nome, após oficiar, no local, a missa solene pela festividade de São Pedro e São Paulo, durante a qual impôs o pálio aos 40 arcebispos nomeados no último ano.

No Ângelus, Bento 16 lembrou que no sábado começou o Ano Paulino, pelo que pediu aos fiéis que rezassem por esse motivo, assim como pela unidade dos cristãos, a evangelização e a comunhão na Igreja.

Tanto na abertura do Ano Paulino quanto na imposição, hoje, do pálio aos arcebispos, o patriarca da Igreja Ortodoxa de Constantinopla Bartolomeu 1º teve uma presença destacada, com o que o papa quis simbolizar a necessidade de união de todos os cristãos.

Fonte - Folha

Pólo Norte pode ficar sem gelo no próximo verão

O pólo Norte pode perder seu gelo neste verão devido ao aquecimento global, que está reduzindo a calota polar há uma década, algo sem precedentes na atualidade, advertiu nesta sexta-feira o cientista americano Mark Serreze.

"É muito provável que não haja calota no pólo Norte no final deste verão, já que o Pólo está coberto apenas por uma fina camada de gelo", explicou Serreze, pesquisador do Centro Nacional da Neve e Gelo dos Estados Unidos, com sede em Boulder (Colorado).

Segundo Serreze, há 50% de chance de ocorrer tal situação, tornando "concebível que em meados de setembro veleiros possam navegar do Alasca ao pólo Norte".

"O que observamos nos últimos dez anos foi uma grande redução no gelo do Ártico, especialmente nos três últimos anos, e esta tendência a longo prazo fará com que não haja mais gelo no verão no oceano Ártico até 2030."

Fonte - Folha

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Papa acusa seitas de confundir católicos


ROMA (AFP) — Papa Bento XVI acusou as seitas e o secularismo de serem "fonte de confusão" para muitos católicos, especialmente os hondurenhos, após terem recebido nesta quinta-feira, no Vaticano, os bispos deste país centro-americano.

"Como ocorre em outros países, a propagação do secularismo, assim como o proselitismo das seitas, é fonte de confusão para muitos fiéis, e também provoca uma perda do sentimento de pertencimento da Igreja", lamentou o Papa ante os prelados hondurenhos, que celebraram a tradicional visita "ad limina" ao Vaticano, que ocorre de cinco em cinco anos.
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Fonte - AFP
Nota DDP:
Não é a primeira vez que BXVI trata da questão das "seitas" e do "proselitismo". Há um movimento internacional do sentido de que não se pregue para pessoas que estão no redil de outro segmento religioso. Isso é bastante interessante para o padrão que se pretende impor de paz e, certamente, desencadeará perseguições, porque pregar o Evangelho não é uma opção, mas uma obrigação para o cristão.

Epidemia de Aids deve ser tratada como 'catástrofe'

A epidemia de Aids no sul da África é tão grave que deveria ser classificada como catástrofe, advertiu a organização assistencial IFRC (Federação Internacional da Cruz Vermelha e da Crescente Vermelha).
A crise se encaixa na definição das Nações Unidas para catástrofe, como um evento que vai além do que uma única sociedade pode enfrentar, afirmou a entidade, que acredita que a epidemia de Aids deveria receber, de governos e organizações, o mesmo tratamento urgente dispensado a catástrofes e desastres naturias.

O Relatório Mundial sobre Desastres da IFRC costuma se dedicar a análise de respostas a desastres naturais como terremotos.

Mas neste ano, a entidade resolveu abandonar a tradição para focar no que ela considera um dos problemas mais complexos e duradouros enfrentados pela humanidade: a epidemia de Aids.

O documento, de cerca de 250 páginas, diz que boa parte do dinheiro gasto com a Aids - bilhões de dólares no total - não está chegando aos necessitados.
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Fonte - BBC

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Mensagem cifrada?

Um dos principais assessores do provável candidato republicano à Casa Branca John McCain declarou em entrevista que um ataque terrorista aos EUA ajudaria a campanha republicana.

Em entrevista à revista "Fortune" --que será publicada em 7 de julho, o conselheiro sênior de McCain, Charlie Black, afirmou que um atentado deste tipo ao território norte-americano "certamente seria uma grande vantagem" para McCain.

Black, conhecido por seu trabalho como lobista em Washington, também disse à revista que o "infeliz" assassinato da líder paquistanesa Benazir Bhutto "ajudou" os republicanos a conquistar popularidade.

Após discurso em Fresno, na Califórnia, McCain foi à uma entrevista coletiva na qual rebateu os comentários do seu conselheiro. "Eu não posso imaginar ele dizendo isso. Não é verdade. Eu trabalhei sem descanso desde [os ataques terroristas] de 11 de setembro para evitar um novo ataque aos Estados Unidos da América. Meu histórico é muito claro", disse.
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Fonte - Folha

Nota DDP:
São sabidos os efeitos do 11/9 no arraial americano, como por exemplo a aprovação da recente lei de segurança que viola a pivacidade dos seus cidadãos, em flagante contrariedade à quarta emenda da constituição daquele país. É sabido também que há muito se fala na possibilidade de um evento similar que pudesse colocar em ação todas as leis restritivas de direitos que foram aprovadas após os citados eventos. Enfim, não é de se estranhar, até porque as notícias dão como aumentada a diferença entre Obama e McCain de 5 para 12% no dia de hoje, que os replubicanos realmente quisessem algo deste naipe para se manterem no poder, que claramente está escorrendo por seus dedos...

terça-feira, 24 de junho de 2008

Mais uma vez a eucaristia e o domingo

Missa é o encontro de amor com Jesus

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 23 de junho de 2008 (ZENIT.org).- A missa é um encontro de amor com Jesus, explicou Bento XVI em uma vídeo-mensagem enviada aos jovens congregados neste fim de semana em Québec, por ocasião do Congresso Eucarístico Internacional.

Na mensagem, o Papa assegura aos jovens que podem encontrar Cristo na Escritura e na Eucaristia e, dessa maneira, «descobrireis que sois amados de uma maneira infinita».
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Fonte - Zenit

Igreja recomeça a partir da eucaristia

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 23 de junho de 2008 (ZENIT.org).- A Igreja relança sua missão ao início do século XXI a partir do amor irradiado pela Eucaristia, explica o porta-voz vaticano, sintetizando os frutos do Congresso Eucarístico Internacional de Québec.
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Recordando o tema do Congresso, «A Eucaristia, dom de Deus para a vida do mundo», o sacerdote explica que estes congressos «são mananciais de renovação espiritual, ocasião para fazer conhecer melhor a santíssima Eucaristia, que é o tesouro mais precioso que Jesus nos deixou».
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«A Eucaristia é verdadeiramente o centro da vida da Igreja», diz o Pe. Lombardi, explicando que o final do pontificado de João Paulo II havia sublinhando com insistência esta realidade: com sua última encíclica, «Ecclesia de Eucharistia», com o ano da Eucaristia e com o Sínodo dedicado ao tema.
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A Eucaristia também é protagonista deste novo pontificado, que sintetizou na exortação apostólica «Sacramentum caritatis» as conclusões do Sínodo da Eucaristia. Boa parte dos escritos de Bento XVI não são mais que meditações eucarísticas.

«Devemos ser conscientes de que a vida cristã depende vitalmente do manancial da Eucaristia; cada dia e, em particular, cada domingo. Como diziam os antigos mártires: ‘Sem a celebração dominical não podemos viver!’», conclui o Pe. Lombardi.

Fonte - Zenit

Nota DDP:
Qualquer argumentação é "chover no molhado", não?

Diálogo ou guerra entre civilizações

O diálogo inter-religioso obteve o apoio de mais um nome de peso: Mário Soares. Ex-presidente de Portugal, agora presidente da Comissão de Liberdade Religiosa.
Veja uns trechos de citações de notícia veiculada hoje nos jornais:

“O Mundo está muito complicado. Se as religiões não forem um factor de paz pode acontecer que se entre numa guerra de civilizações e isso seria o pior de tudo que pode acontecer”.

Ele disse que as religiões devem dialogar para obter a paz, e evitar a guerra entre civilizações “Há muitos princípios de natureza ética que são comuns às religiões. E é isso que é preciso desenvolver”.

“As religiões devem discutir umas com as outras. Todas têm a verdade revelada e quem tem a verdade revelada pensa que tem o exclusivo e por isso é difícil conjugar, mas tenho verificado, em encontros económicos, que é possível encontrar pontos comuns e é isso que é preciso desenvolver”.

Ele apela para que os debates sejam animados nesse sentido.

As igrejas estão se unindo, na aparência, para salvar o planeta das perigosas tendências visíveis, como a criminalidade e os maus tratos contra a natureza, mas, no fundo, é para formar uma única adoração, e não ao DEUS Criador.

Fonte - Cristo Voltará

Conflitos deixam mais de 37 milhões de refugiados no mundo

INTERNACIONAL - Mais de 37 milhões de pessoas estão refugiadas em várias regiões do mundo ou deslocadas em seus próprios países por causa de conflitos armados ou perseguições de todo tipo, afirma um relatório apresentado hoje em Londres pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur).

Em seu estudo, correspondente a 2007, a Acnur destaca que o número de pessoas refugiadas ou deslocadas alcançou números recordes entre 2005 e o ano passado, principalmente por causa das guerras no Afeganistão e no Iraque.

Segundo as estatísticas, no final de 2007 havia 11,4 milhões de refugiados e 26 milhões de deslocados – um total de 37,4 milhões –, mas este número não inclui os 4,6 milhões de palestinos (a cargo de outra agência da ONU) nem as milhões de pessoas afetadas por catástrofes naturais.

Mais da metade de refugiados sob o amparo da ONU é de afegãos (3 milhões, que vivem principalmente no Irã), eles são seguidos pelos iraquianos (mais de 2 milhões, refugiados sobretudo na Jordânia e Síria) e pelos colombianos (552 mil, que estão na Venezuela e Equador).

Quanto aos deslocados internos, a maioria é de colombianos (3 milhões), iraquianos (2,4 milhões), congoleses (1,3 milhão), ugandenses (1,2 milhão) e somalis (aproximadamente 1 milhão).

"Há um conjunto de crise (de refugiados) que está inter-relacionado, como a de Afeganistão, Palestina, Iraque, Sudão, Chade e Somália", declarou o alto comissário da ONU para os Refugiados, António Guterres.

Guterres explicou que, "paralelamente existe uma multiplicação de crise por todas as partes, sobretudo na África, muitas das quais não são conhecidas, como as de Chade, República Centro-Africana, Eritréia, Zimbábue e Congo".
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Fonte - Portas Abertas

O retorno de Malthus – o apocalipse está perto novamente?


Revoltas por falta de comida estouram em vários países, e desacreditada teoria volta à tona. Mas isso não quer dizer que o mundo não vá ter problemas para alimentar sua população.

Nos anos de 1970, as pessoas estavam à beira da inanição em muitos lugares ao redor do mundo. Os preços dos grãos estavam bastante altos, os estoques de arroz estavam em queda. Na Etiópia e no Camboja, as pessoas estavam realmente à beira da fome, e a revolta da opinião pública por falta de comida contribuiu para a queda do Imperador Haile Selassie e a vitória do Khmer Vermelho.

Agora, isso está acontecendo novamente. Revoltas por falta de comida incendeiam Bangladesh, o Egito e outros países africanos. No Haiti, isso custou o cargo do primeiro-ministro. Países produtores de arroz, como China, Índia e Indonésia, restringiram as exportações, e o arroz é transportado sob escolta armada.

E, de novo, Thomas Malthus, economista britânico e demógrafo da virada do século 18 para o 19, está sendo chamado para o serviço. Sua teoria básica era a de que as populações, que crescem em progressão geométrica, irão inexoravelmente superar o ritmo da produção de alimentos, que cresce em progressão aritmética. O resultado seria a fome. Esse pensamento foi fundamentado em cenários apocalípticos, tanto reais quanto imaginários, da Grande Fome Irlandesa, em 1845, à Explosão Populacional de 1968.

Mas, com a Revolução Industrial, a Revolução dos Transportes, a Revolução Verde e a Revolução Biotecnológica, Malthus foi amplamente desacreditado. Os acontecimentos lancinantes dos últimos meses não mudam esse fato, diz a maioria dos especialistas. Mas eles mostram os problemas que podem surgir.

O mundo nunca chegou tão perto de superar sua capacidade de produzir alimentos. Hoje, há grãos suficientes crescendo no planeta para alimentar 10 bilhões de vegetarianos, afirma Joel E. Cohen, professor de populações da Rockefeller University em Nova York e autor de “How Many People Can the Earth Support?”. Mas muitos desses grãos estão servindo de alimento para gado, que são por sua vez consumidos pelas pessoas mais ricas do mundo.

Em teoria, existem terras plantadas suficientes para alimentar o planeta para sempre, porque as Nações Unidas prevêem que a população mundial irá se estabilizar em 10 bilhões de pessoas em 2060. Mas o sucesso depende do controle das porções; no final da década de 80, o Programa Fome Mundial da Brown University calculou que o mundo naquela época podia sustentar 5,5 bilhões de vegetarianos, 3,7 bilhões de sul-americanos ou 2,8 bilhões de norte-americanos, que comiam mais proteína animal do que os sul-americanos.

Mesmo que as taxas de natalidade voltassem a subir, muitos agrônomos acreditam que o mundo poderia suportar facilmente de 20 a 30 bilhões de pessoas.

Qualquer pessoa que tenha sobrevoado os Estados Unidos pode ver como isso é possível: há muitas terras desocupadas no país. Toda a população do mundo, com 93 metros quadrados de espaço vital cada, caberia no estado do Texas.

Água? Quando o barril atingir o preço de US$ 150, valerá mais a pena construir dutos da calota polar em derretimento, ou dessalinizar o mar, como fazem os sauditas.

O mesmo potencial é ainda mais evidente quando se sobrevoa o planeta. As favelas de Mumbai são extensas; mas também são extensas as áreas cultiváveis vazias em Rajasthan. A África, um continente enorme com meros 770 milhões de pessoas, parece praticamente vazia vista do alto. Ao sul do Saara, a terra é rica; ao sul de Zambezi, o clima é temperado. Mas a terra é cultivada em sua maior parte por gente que usa enxadas.

Como apontou Harriet Friedmann, especialista em sistemas de alimentos da Universidade de Toronto, Malthus escreveu em uma Grã-Bretanha que ecoava a dicotomia entre os países ricos de hoje e o Terceiro Mundo: uma elite de grandes latifundiários praticando “agricultura científica” de lã e trigo e obtendo grandes lucros; muitos agricultores de subsistência mal conseguindo sobreviver; migração desses agricultores para as favelas de Londres, seguido de emigração. A principal diferença é que a emigração naquela época era para colônias onde terras cultiváveis os esperavam, enquanto hoje é para países ricos onde estão os postos de trabalho.

O mundo de Malthus ficou cheio, e os agricultores, desafiando suas previsões, se tornaram ainda mais produtivos. Reconhecidamente, desmatar a terra para que se possa plantar trigo geneticamente modificado e colhê-lo com equipamentos da John Deere pode ser um processo brutal, mas está solidificado e já faz parte das regras ocidentais.

Mas, e os 800 milhões de pessoas que sofrem de miséria crônica, mesmo em anos sem conflitos?

Friedmann argumenta que há uma insustentabilidade malthusiana na forma como a grande agricultura é praticada. Ele afirma que ela degrada de tal forma a diversidade genética e o meio ambiente que certamente chegará um ponto em que a fome irá se alastrar.

Outros discordam veementemente. Na opinião deles, o mundo é quase infinitamente abundante. Se os alimentos se tornarem tão caros quanto o petróleo, poderíamos cultivar a terra da África, instalar viveiros de peixes nos oceanos e construir jardins vegetais hidropônicos no alto dos arranha-céus. Mas eles vêem os problemas por trás disso sob uma perspectiva mais marxista do que malthusiana: os ricos obtêm muito de tudo, incluindo biomassa.

Por ora, simplesmente acabar com subsídios a agricultores americanos e europeus permitiria aos agricultores pobres competir no mercado.

Tyler Cowen, economista americano, observa que os mercados globais de agricultura estão longe de serem livres e são administrados de forma imprudente. Países ricos subsidiam agricultores, mas governos pobres congelam preços locais de grãos ou proíbem a exportação somente quando os preços mundiais sobem – por exemplo, menos de 7% do arroz produzido no mundo cruza as fronteiras. Isso desmotiva os milhões de agricultores do Terceiro Mundo a plantar um pouco mais para venda no mercado, além do que plantam para si e sua família.

Cohen, da Rockefeller University, disse que os americanos gostam de Malthus porque sua teoria os livra da culpa pelo problema. Malthus afirma que o problema é existirem muitas pessoas pobres.

Ou, usando os termos com os quais a crise atual geralmente é explicada: muitos chineses e indianos trabalham duro e acham que deveriam poder comer pizza, carne e tomar café. Eles são os culpados por aumentar em tal nível os preços mundiais que africanos e asiáticos pobres não podem pagar o preço do arroz e do mingau. A verdade é que a pressão para o aumento dos preços já estava lá.

Os Estados Unidos sempre foram caridosos, então a resposta nunca foi “deixem que eles comam brotos de feijão”. Mas tem sido “deixem que eles comam milho americano subsidiado transportado em navios americanos”. Talvez eles precisem mudar.

Fonte - G1
Nota DDP:
Muito antes de Malthus, o Senhor Jesus já havia previsto tal estado de coisas, principalmente, que estas resultariam da ganância humana, porque como se vê, a natureza que saiu das mãos de Deus é abundante o suficiente para que nada disso estivesse acontecendo.
Lucas 21:11
haverá grandes terremotos, epidemias e fome em vários lugares, coisas espantosas e também grandes sinais do céu.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Um Bush mais católico que Kennedy

E nquanto subia a escadaria da Torre de São João, George W. Bush não parava de exclamar "que honra, que honra, que honra!". Bento XVI decidiu oferecer este Junho uma recepção única ao Presidente americano, retribuição pelo acolhimento caloroso em Abril durante a visita papal aos Estados Unidos (até lhe cantaram os parabéns na Casa Branca). E em vez de encontrar-se com Bush na biblioteca do palácio apostólico, como é hábito com os chefes de Estado, acolheu-o antes no imponente edifício do século XII, plantado no meio desses jardins do Vaticano que Bento XVI costuma percorrer nas suas longas horas de reflexão.

Foi suficiente a meia hora de conversa entre Bush e Bento XVI para a imprensa italiana voltar a especular sobre uma conversão ao catolicismo, repetindo a série de argumentos que tinham sido já usados pela revista Panorama e pelo jornal Corriere della Sera quando Joseph Ratzinger esteve em Washington: Bush reclama ter lido livros do teólogo agora Papa; tem estado alinhado com o Vaticano no combate ao casamento homossexual, ao aborto e à investigação com células estaminais; é um homem profundamente religioso, tendo trocado um dia o álcool pela Bíblia sob pressão da mulher, Laura, e desde então feito da fé cristã o seu modelo de conduta; ter-se-á rodeado de católicos na Casa Branca e até pedido a um padre para benzer a célebre West Wing, ou ala ocidental.

No Texas, Bush pertence à igreja metodista e em Washington frequenta a episcopal. Tecnicamente, é um cristão protestante, como a maioria dos americanos. Mas a sua atracção pelo catolicismo é evidente. Começa logo pelo exemplo familiar, pois o irmão Jeb, ex-governador da Florida, converteu-se depois de casar com uma mexicana. Mas também é notada nas opções políticas, pois as suas escolhas para o Supremo tribunal foram John Roberts e Samuel Alito, juízes que proporcionaram a primeira maioria católica (cinco em nove) no órgão que molda a América. Não surpreende, pois, que um ex- -senador tenha classificado Bush como "o primeiro presidente católico da América". E a quem lhe relembra que já houve um católico na Casa Branca, Rick Santorum esclarece que o actual Presidente "é certamente muito mais católico que John Kennedy", mais não seja porque este tinha de manter distâncias em relação ao Vaticano. A favor de Bush também o facto de em 2004 ter obtido mais votos católicos que John Kerry, apesar de o rival ser um seguidor do Papa.

Foi na guerra ao Iraque em 2003 que Bush e o Vaticano estiveram em oposição. Mas se o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, amigo e aliado de Bush, entretanto se converteu ao catolicismo, nada indica ter-se aberto uma moda entre os políticos de pedirem perdão por terem ignorado os conselhos de João Paulo II, o antecessor de Bento XVI. Blair cedeu sobretudo às pressões da católica Cherie, a mulher. Laura Bush, que se saiba, é uma mulher religiosa, mas nada católica.

Fonte - Diario de Noticias

Comentário Cristo Voltará:
O jornalista Leonídio P. Ferreira considera o presidente americano mais católico que o único presidente católico que os EUA já tiveram, e que foi o Presidente Kennedi.
Por quê isso? Veja os argumentos:
1.ele recebeu o papa, em maio de 2008, com a maior pompa que algum presidente de país foi recebido até então;
2.foi recebido em junho de 2008 pelo papa, igualmente pela maior pompa que o papa já tenha recebido algum presidente anteriormente;
3.ao subir as escadas da Torre de São João, Bush exclamava: “que honra, que honra, que honra!” 4.ele nomeou católicos para serem seus ministros, inclusive, na Suprema Corte, formada por nove ministros, ele nomeou só católicos (dos três que pôde nomear), assim, na Suprema Corte há 5 ministros católicos, e 4 de outras denominações (isso favorece a decretos a favor dos católicos, como o decreto dominical)
5.a imprensa até especula se ele já se converteu para o catolicismo.
6.em 2004 os católicos votaram em massa nele.

É um sinal de que ocorre uma aliança entre o Vaticano e os EUA. A amizade está favorecendo.
CRISTO volta logo!

Nova tragédia internacional


MANILA - Pelo menos 17 pessoas morreram e cinco estão desaparecidas por causa das inundações e deslizamentos de terra causados pela passagem do tufão "Fengshen", que atingiu o sul das Filipinas com ventos de até 140 km/h.

Dez pessoas morreram afogadas numa enchente na província de Maguindanao, onde ainda são buscadas outras cinco vítimas, e um homem de 50 anos e seu filho de 10 perderam a vida quando sua casa foi arrasada pela cheia de outro rio em Cotabato, também na ilha de Mindanao (800 km ao sul da capital Manila). Cinco outras estão desaparecidas.

Nas regiões leste e central do país, 200 mil pessoas foram tiradas de suas casas e todos os vôos domésticos foram suspensos, assim como o transporte por barco entre as ilhas.

A tempestade arrancou árvores e tetos das casas na cidade de Roxas, que na manhã deste sábado, 21, foi atingida por ventos de até 140 km/h. Durante o fim de semana, o tufão provocará chuvas torrenciais nas regiões centrais de Bicol e Visayas, assim como em Luzon, a ilha onde se encontra a capital, segundo a Administração de Serviços Atmosféricos, Geofísicos e Astronômicos (Pagasa).

Quase 800 passageiros e dezenas de veículos permanecem presos nos portos de Bicol, depois que a Guarda Litorânea impediu a saída de barcos, por causa dos vendavais e das fortes ondas.

Os residentes de zonas montanhosas e próximas à costa foram advertidos do risco de inundações e deslizamentos de terra, enquanto os habitantes de regiões litorâneas deverão proteger-se de possíveis ondas gigantes.

Caso a situação piore, não está descartada a intervenção das Forças Armadas. Já se iniciou o armazenamento de arroz e material de emergência, e os hospitais se encontram em estado de alerta máximo.

O "Fengshen" tocou terra na sexta-feira, 20, na ilha de Samar (180 km ao leste de Manila), antes de virar em direção ao Oceano Pacífico, onde no domingo passará próximo à cidade japonesa de Okinawa, segundo o último boletim meteorológico.

Fonte: Estadão

"Ao ouvir das terríveis calamidades que semana a semana estão ocorrendo, pergunto-me a mim mesma: Que significam estas coisas? As mais terríveis catástrofes seguem-se umas às outras em rápida sucessão. Com que freqüência ouvimos de terremotos e furacões, de destruição por fogo e inundações, com grandes perdas de vida e propriedade! Aparentemente essas calamidades são caprichosas irrupções de forças desordenadas, irregulares, mas nelas se pode ler o propósito de Deus. São um dos meios pelos quais Ele procura despertar homens e mulheres, levando-os a reconhecer o seu perigo." Ellen G. White, "E recebereis poder - meditação Matinal", p. 287

Fonte - Questão de Confiança

ET: A Califórnia é novamente assolada por incêndios:

Tempestades de raios causam centenas de focos de incêndio no estado norte-americano da Califórnia.

Desde sábado, ao menos 400 pontos de queimadas foram registrados. No condado de Napa, a situação é crítica. Milhares de pessoas tiveram que deixar as casas às pressas. Ao menos 66 moradias e duas propriedades comerciais estão em risco. Na parte sul do estado, o avanço das chamas foi parcialmente contido. Mas, somente no Parque Florestal Shasta-Trinity, ainda há 60 incêndios. O condado de Santa Mônica enfrenta a terceira grande queimada do ano, e contabiliza prejuízos. O governador Arnold Schwarzenegger ordenou que a guarda estadual dê apoio ao trabalho dos bombeiros.

Fonte - BandNews
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