terça-feira, 17 de outubro de 2006

Evidência liga atividade humana a perda de gelo na Antártida

16 de outubro de 2006 - 14:45

A parte oeste da Península Antártica mostra, segundo a British Antarctic Survey o maior aumento de temperatura de todo o planeta Terra


LONDRES - Cientistas do Reino Unido e da Bélgica mostram que fortes ventos do oeste, na Península Antártica setentrional, são responsáveis pelo forte aquecimento da região no verão, e que levou à retração e colapso da plataforma de gelo Larsen. Esse ventos são impulsionados pela mudança climática induzida pelo homem. Esta é a primeira evidência direta ligando atividade humana ao colapso de blocos de gelo da Antártida, e será publicada nesta semana no periódico Journal of Climate.

O aquecimento global e o buraco na camada de ozônio mudaram os padrões climáticos na Antártida de tal forma que o fortalecimento dos ventos oeste tornou possível que o ar quente ultrapassasse a cordilheira da Península Antártica.

Nos dias em que isso ocorre, em meio às temperaturas já naturalmente mais elevadas do verão, o nordeste da Península assiste a um aquecimento de cerca de 5º C, criando condições que permitem o escoamento de água gerada pelo derretimento do gelo para rachaduras na plataforma Larsen, um processo fundamental para a quebra da estrutura, em 2002.

Em um período de 35 dias daquele ano, entre janeiro e março, o trecho da plataforma chamado Larsen B, de 3.250 km2, soltou-se do continente e rompeu-se em milhares de icebergs.

Nos últimos 40 anos, a temperatura média dessa parte do continente antártico, no verão, foi de 2,2º C. A parte oeste da Península Antártica mostra, segundo a British Antarctic Survey (Pesquisa Antártica Britânica) o maior aumento de temperatura de todo o planeta Terra, ao longo do último meio século.

Fonte - Estadão

Apocalipse 11:18
Na verdade, as nações se enfureceram; chegou, porém, a tua ira, e o tempo determinado para serem julgados os mortos, para se dar o galardão aos teus servos, os profetas, aos santos e aos que temem o teu nome, tanto aos pequenos como aos grandes, e para destruíres os que destroem a terra.

Número de mortes por gripe aviária na Indonésia chega a 55

16 de outubro de 2006 - 20:01

A Indonésia é o país com maior número de mortes por gripe aviária

EFE-AP


JACARTA - A morte de uma mulher de 27 anos, anunciada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), eleva a 55 o total de vítimas fatais da gripe aviária na Indonésia. Mais cedo, havia sido confirmada a morte de uma outra mulher indonésia, de 67 anos, a 54ª vítima.

A Indonésia é o país com maior número de mortes por gripe aviária, mais de um terço das 150 registradas no mundo todo desde que o vírus ressurgiu, no final de 2003. mais de 70 pessoas já contraíram a doença no país.

A maioria das vítimas contraiu o vírus letal, o H5N1, por meio do contato com aves domésticas infectadas. A OMS teme que uma versão mutante do vírus ganhe a capacidade de se transmitir diretamente entre seres humanos, desencadeando uma epidemia de proporções globais.

A Organização afirma que houve transmissão entre humanos do vírus em uma série de infecções entre membros de uma mesma família, na ilha indonésia de Sumatra. Mas, nesse caso, o vírus não foi além do grupo consanguíneo de parentes.

Fonte - Estadão

Lucas 21:11
haverá grandes terremotos, epidemias e fome em vários lugares, coisas espantosas e também grandes sinais do céu.

Pyongyang considera resolução da ONU uma declaração de guerra

17/10/2006 - 06h56

Cecilia Heesok Paek Seul, 17 out (EFE).- A Coréia do Norte rejeitou hoje taxativamente a resolução do Conselho de Segurança da ONU que condena seu teste nuclear, dizendo que se trata de uma "declaração de guerra" e ameaçando bater "sem piedade" em quem tentar aplicar as sanções previstas no texto.

Em comunicado divulgado pela Agência Central de Notícias norte-coreana ("KCNA", oficial), o Ministério de Relações Exteriores da Coréia do Norte afirma que o país quer a paz. Mas também "não teme a guerra" e está preparado para um confronto com os Estados Unidos.

"A Coréia do Norte não cedeu no passado, quando não possuía armas nucleares, e agora que as possui não vai se dobrar a qualquer pressão ou ameaça", acrescentou o comunicado.

O ambiente na região é de tensão cada vez maior, entre rumores sobre a possibilidade de um novo teste nuclear norte-coreano, após o de 9 de outubro.

Em referência à resolução do Conselho de Segurança da ONU, aprovada no sábado, a Coréia do Norte ressaltou que se trata de "uma declaração de guerra instigada pelos Estados Unidos".

No entanto, "se alguém tentar prejudicar a soberania e o direito à existência da República Democrática Popular de Coréia, ainda que no âmbito da ONU, receberá como resposta golpes sem piedade, mediante as ações mais fortes", acrescentou o texto.

A mensagem qualifica a decisão do Conselho de Segurança como um "comportamento imoral totalmente desprovido de imparcialidade".

"Não é preciso acrescentar que a resolução da ONU só pode ser entendida como uma declaração de guerra à República Democrática Popular de Coréia, já que foi instigada por um roteiro dos EUA destinado a destruir o sistema socialista" norte-coreano, acrescenta o comunicado.

A Coréia do Norte "denuncia com veemência a resolução como um produto da política hostil dos EUA e a rejeita em sua totalidade", diz o regime comunista.

A mensagem ressalta que o teste nuclear da Coréia do Norte não foi uma ameaça à paz e à segurança internacional, e sim "um exercício de seu direito legítimo e independente como Estado soberano".

"O teste nuclear da Coréia do Norte é um grande acontecimento que contribui notavelmente para a paz e a estabilidade, não só na península coreana, mas também no Nordeste da Ásia, pois é um poderoso elemento de dissuasão contra a chantagem e a ameaça dos EUA, e frustra sua tentativa de provocar uma nova guerra", acrescenta.

Segundo o Ministério de Relações Exteriores, "os EUA deveriam se informar melhor para não calcular mal o que a Coréia do Norte é capaz de fazer".

A resolução que os 15 membros do Conselho de Segurança da ONU aprovaram por unanimidade exige que o regime norte-coreano suspenda imediatamente as suas atividades nucleares e proíbe a venda ou transferência ao país de qualquer tipo de material relacionado a armas "não convencionais".

Também estabelece o bloqueio aéreo, a proibição de vender artigos de luxo à Coréia do Norte e o embargo das contas no exterior dos dignitários norte-coreanos. O documento também exige a retomada incondicional das conversas com a Coréia do Sul, China, Rússia, EUA e Japão sobre o programa atômico norte-coreano e recomenda ao regime comunista que acate imediatamente o Tratado de Não-Proliferação Nuclear.

Enquanto a Coréia do Norte reage à resolução, os Estados Unidos promovem uma ofensiva diplomática na Ásia para tentar unificar posições sobre a aplicação das sanções.

O enviado especial americano para a península da Coréia, Christopher Hill, defendeu hoje em Seul uma frente unida para que a Coréia do Norte pague "um alto preço" por seu teste nuclear.

"Precisamos trabalhar para que nossos parceiros e aliados apliquem a resolução do Conselho de Segurança da ONU", disse à imprensa o secretário adjunto, ao chegar ao aeroporto de Incheon, iniciando uma visita de dois dias.

Hill prepara a chegada da secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, quem na próxima quinta-feira se reunirá em Seul com os ministros de Relações Exteriores do Japão, Taro Aso, e da Coréia do Sul, Ban Ki-moon, eleito novo secretário-geral da ONU.

Ao mesmo tempo, aumentam os rumores sobre a possibilidade de um novo teste nuclear norte-coreano.

Nesta terça-feira, Aso afirmou que tinha informação dos EUA sobre movimentos suspeitos da Coréia do Norte. O objetivo, aparentemente, seria a realização de um novo teste atômico.

As informações partiram dos serviços secretos dos EUA, cujos satélites, segundo as redes de televisão americanas "NBC News" e "ABC", detectaram movimentos incomuns de veículos e pessoas na mesma região do primeiro teste nuclear.

Fonte - UOL

Mateus 24:6
E, certamente, ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; vede, não vos assusteis, porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim.

sexta-feira, 6 de outubro de 2006

Meu amigo Papa

por Marcos Wasserman em 06 de outubro de 2006

Resumo: O atual Papa quer a paz e por isto adverte. É uma luz na escuridão neste mundo miseravelmente pragmático.

© 2006 MidiaSemMascara.org

Não. Na verdade ele não é meu amigo pessoal. Nem tenho simpatias especiais pelo establishment religioso que ele representa, pois tenho em mim um sentimento genético de dor e de suspeita, pelas perseguições que o povo judeu sofreu ao longo de sua história, desde o surgimento do Cristianismo.

De repente, este Papa falou. Bento XVI saiu-se com um discurso inesperado, pronunciado numa Universidade na Alemanha, considerado como sendo contrário ao Islamismo. O seu pronunciamento desencadeou uma chuva de críticas, provocando o furor muçulmano em vários pontos do globo terrestre.

Um importante jornal americano saiu-se com um editorial criticando o Papa por suas palavras politicamente incorretas. Na mesma tônica, pôde-se ler os comentários da imprensa em vários países do mundo. Até em Israel um importante rabino chegou a criticar o Papa, por serem suas palavras contrárias ao espírito ecumênico.

Em Gaza e na Cijordânia cinco igrejas foram atacadas, algumas até quase incendiadas. Lemos nos jornais que, na Somália, uma freira voluntária que trabalhava num hospital local foi morta, baleada pelas costas. Uma onda de violência foi desencadeada no mundo muçulmano e o Papa chegou a ser ameaçado de forma drástica, por estar como que declarando uma guerra religiosa.

“O Papa cometeu um grande erro e devia apresentar desculpas pelas acusações proferidas”. Na verdade, o líder máximo da cristandade não fez nenhum ataque direto ao Islamismo, quando, no seu discurso acadêmico, fez referências históricas ao que outros disseram há centena de anos, de que Maomé nada trouxera de positivo para a Humanidade.

Longe de mim fazer uma apoteose ao dogma da infalibilidade papal. Mas estou convencido de que o Papa não errou. O Vaticano tem uma longa e tradicional vivência política e nada dali sai sem estar muito bem pensado e analisado. O mundo recebeu uma claríssima mensagem, uma advertência muito séria do perigo que ameaça a Civilização Ocidental.

Já estamos em plena guerra globalizada, completamente diferente de todas as anteriores. Um projeto terrorista que não tem nenhuma ideologia, a não ser uma medieval apologia religiosa, que cultua a morte por suicídio como sendo a mais valiosa expressão de religiosidade. Como se isto não bastasse, emerge no panorama internacional a figura ameaçadora do Presidente do Irã, defendendo ferozmente seu direito de levar a termo seu projeto nuclear “para fins pacíficos”, almejando alcançar esta paz começando por varrer Israel do mapa.

De permeio, correm alguns países a associarem-se ao Irã, alinhando-se com ele numa linha anti-americana e, naturalmente, anti-Israel. Pescando em águas turvas, aí está o Presidente Chávez da Venezuela, lavrando um pacto de amizade com o seu querido irmão iraniano, enquanto a Rússia e a China estão, até agora, manobrando politicamente no sentido de impedir que sejam tomadas sanções contra o Irã. E não é por acaso que o grupo terrorista Hisbalá, manipulado pelo Irã, tem material bélico de origem soviética.

Pesadas críticas se fazem ouvir contra a canonização do Papa Pio XII, por não ter-se manifestado contra o assassinato em massa de judeus pelo nazismo, na Segunda Guerra Mundial. Bento XVI, quiçá por ser alemão, deve ter em si a vivência daquela página negra da História humana. É de se supor, também, que tenha uma visão global dos perigos que ameaçam a nossa humanidade.

O atual Papa quer a paz e por isto adverte. É uma luz na escuridão neste mundo miseravelmente pragmático. Por isto ele deve ser considerado “O Amigo da Humanidade”. Seu nome ainda entrará na História como Baruch XVI.

Marcos Wasserman é advogado em Tel Aviv, Brasil e Portugal, e é presidente do Centro Cultural Israel-Brasil em Tel Aviv. E-mail: mlwadvog@netvision.net.il

Artigo escrito para Tribuna Judaica nº 175, 20 de Setembro de 2006


Fonte - Mídia sem Máscara

Nota 1 - Não consegui pensar em outro texto bíblico lendo este artigo...
Apocalipse 13:3 - Então, vi uma de suas cabeças como golpeada de morte, mas essa ferida mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou, seguindo a besta;

Nota 2 - About the contribution for this post, I´d like to give my special thanks to my Shepherd, Teacher and Friend...

UE fecha acordo de troca de informações de passageiros com os EUA

da Folha Online

A União Européia e os Estados Unidos concluíram nesta sexta-feira (6) um acordo antiterrorismo que garante a transferência de informações sobre passageiros de linhas aéreas da Europa para o FBI (polícia federal dos americana).

Pelo acordo, as companhias aéreas deverão submeter aos EUA 34 diferentes tipos de dados dos passageiros, como nome, endereço e cartões de crédito, até 15 minutos depois da decolagem dos vôos destinados a solo americano.

O acordo é válido até julho de 2007, quando deverá ser substituído por outro de caráter permanente. Os 25 governos da União Européia devem aprovar a nova lei até a próxima semana.

O comissário de Justiça da UE, Fraco Frattini, disse que os EUA e a UE irão empregar padrões similares de proteção de dados. Ele afirmou ainda que o acordo vai acalmar os temores do Parlamento europeu de perda de privacidade dos passageiros que voam para o país de George W. Bush, já que não será mais possível para o Departamento de Defesa americano retirar informações automaticamente dos computadores das companhias aéreas -como era feito até hoje. Eles terão que solicitar a informação antes.

O negociador americano Jonathan Faull disse que a UE e os EUA têm o objetivo de alcançar um acordo mais amplo de compartilhamento de dados depois de 2007, que permitiria a transferência de outras informações além das 34 já confirmadas.

Terrorismo

O secretário do Interior do Reino Unido, John Reid, classificou o acordo de "outro grande passo na luta contra o terrorismo, [mostrando que] a aliança comum contra o terrorismo é, nos dois lados do Atlântico, muito forte".

As negociações haviam chegado a um impasse na semana passada quando a UE não concordou com o pedido do secretário de Segurança Interna americano Michael Chertoff de uma maior transferência de dados de rotina para as agências de inteligência dos EUA.

Segundo Frattini, havia um "risco concreto" de perda de privacidade caso o acordo não tivesse sido feito, pois a transferência de dados seria feita com acordos bilaterais entre os países (sem os padrões comuns adotados na UE agora).

Washington alertou as companhias aéreas que a falha no compartilhamento dos dados levará a multas de até US$ 6.000 por passageiro, além da perda dos direitos de aterrissagem.

Controles sobre a privacidade de passageiros tendem a ser mais rígidos na UE do que nos EUA. Martine Roure, um porta-voz dos socialistas -segundo maior grupo no Parlamento Europeu- expressou satisfação com novo acordo, que garante que "os EUA deverão agora aplicar todas as garantias de proteção de dados que nós pedimos a eles".

Com Associated Press

Fonte - Folha Online

Nota - Mais sobre o Controle Mundial.

Evangélicos e carismáticos chegam a 49% da população urbana

Bruno Garcez
De Washington

Uma pesquisa realizada pelo instituto de pesquisas religiosas americano Pew Forum on Religion and Public Life mostra que os adeptos de religiões pentecostais e os católicos carismáticos já formam 49% da população brasileira de grandes centros urbanos.

O recém-divulgado estudo Spirit and Power (Espírito e Poder) traz diversos dados a respeito do que chama de movimentos ''renovacionistas'' e foi feito em dez países - Brasil, Estados Unidos, Chile, Guatemala, Quênia, Nigéria, África do Sul, Índia, Filipinas e Coréia do Sul.

''A cifra brasileira é bem fascinante. . Um em cada dois brasileiros nos centros urbanos são ou pentecostais ou carismáticos - católicos que aceitam muitas das práticas típicas do pentecostalismoÉ a terceira maior porcentagem dessas populações entre os países que pesquisamos'', afirma Luis Lugo, diretor do Pew Forum on Religon and Public Life.

Entre os países consultados, as duas tendências cristãs só são mais fortes na Guatemala, onde representam 60% da população, e no Quênia, onde equivalem a 56%.

A pesquisa do Pew Center foi realizada por meio de entrevistas conduzidas nas ruas de Recife, São Paulo e Porto Alegre (que têm uma população estimada em 14 milhões de pessoas) entre maio e julho deste ano, com uma amostra de 1,6 mil pessoas com idade superior a 18 anos de idade.

Origens

Segundo Lugo, ''protestantes pentecostais e católicos carismáticos têm um senso muito forte da intervenção supernatural em eventos do dia a dia. Muitos acreditam em experiências como cura divina e até mesmo no fim do mundo e em exorcismo''.

Segundo a pesquisa, 80% dos pentecostais brasileiros dizem que ''já presenciaram ou vivenciaram exorcismos''. É a segunda cifra mais elevada entre os pentecostais consultados. A crença no exorcismo entre brasileiros adetpos dessa corrente só é ligeiramente inferior à do Quênia, onde 86% dos pentecostalistas contam já ter tido algum tipo de contato com exorcismos.

O movimento pentecostal se formou no início do século 20, em Los Angeles, nos Estados Unidos. Seus adeptos crêem na manifestação do Espírito Santo por meio de sinais tais como curas milagrosas, profecias e visões e o dom de falar em línguas estranhas enquanto rezam (glossolalia).

No Brasil, o pentecostalismo teve diferentes fases. Uma das primeiras Igrejas, surgida no início do século 20, foi a Assembléia de Deus, que reúne o maior número de adeptos dessa tendência. As décadas de 70 e 80 marcam o advento do neo-pentecostalismo, à qual pertencem a Igreja Universal do Reino de Deus e a Renascer em Cristo, que defendem modelos empresariais de gestão, um amplo uso da mídia e pregam a chamada Teologia da Prosperidade, segundo a qual sinais de riqueza exterior são indicativos do amor divino.

Os ideais pentecostais foram além do protestantismo para influenciar até a Igreja Católica, levando ao surgimento do movimento de Renovação Carismática Católica. Os carismáticos utilizam músicas de louvor a Deus e costumam participar de missas de cura e libertação.

Um dos mais célebres expoentes da doutrina no Brasil é o padre Marcelo Rossi.

Resposta às preces

Para Luis Lugo, os números dos ''renovacionistas'' no Brasil são ''impressionantes'', porque ''um total de 8 em cada 10 protestantes brasileiros se identificam como sendo pentecostais e 1 em cada 2 católicos se dizem carismáticos''.

Lugo diz que o que mais caracteriza esse grupo ''é a intensidade de sua fé, que se manifesta com mais força que em qualquer outra denominação cristã''. No entender do pesquisador, alguns itens do estudo reforçam essa tese.

Ele cita, por exemplo, o número de brasileiros pentecostais que acreditam ter recebido uma resposta divina para suas orações, que é o mais elevado entre todos os países pesquisados: 95%. Nesse quesito, o país supera, entre outros, os pentecostais do Quênia (94%), Guatemala (92%) e Estados Unidos (77%).

No entender do pesquisador, o estudo derruba mitos, como o de que carismáticos ou pentecostalistas são apolíticos. Segundo a pesquisa, 65% dos pentecostais brasileiros acreditam que grupos religiosos devem expressar visões políticas. No mesmo quesito, 61% dos católicos carismáticos pensam da mesma forma.

Para Lugo, ''basta olhar a quantidade de parlamentares evangélicos no Brasil para ver que não se trata de um grupo apolítico''. O pesquisador lembra ainda ''a maneira como o presidente Lula cortejou este grupo tanto na última eleição como na mais recente''.

Engajamento

Uma das surpresas do estudo é, inclusive, o índice elevado de carismáticos que defende o engajamento político. O movimento normalmente não é associado a atividades políticas, visto que surgiu como uma reação à Teologia da Libertação, tendência que introduziu ideais marxistas no catolicismo e que incentiva a participação política do fiel.

''A Teologia da Libertação costumava dizer que fez uma opção preferencial pelos pobres, mas os carismáticos parecem ter descartado isso e feito uma opção preferencial pelos rituais pentecostalistas'', comenta Lugo.

De acordo com o pesquisador, a Igreja Católica enfrenta um dilema no Brasil.

''O Brasil é um país predominantemente católico, mas um ramo cada vez maior do catolicismo está sendo influenciado pelo pentecostalismo. A Igreja talvez nem sempre veja com bons olhos essa influência, mas se ela demonstrar uma reação contrária muito forte, pode acabar fazendo com que estes fiéis abandonem o catolicismo para se tornar protestantes pentecostais''.

Para Lugo, este impasse deverá dominar as futuras discussões sobre os rumos do catolicismo no Brasil. O pesquisador diz estar certo de que este será um dos temas dominantes no quinto encontro da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em maio de 2007, em Aparecida, no interior de São Paulo.


Fonte - BBC

Nota - E eu pergunto:
Quais os grandes traços de identidade entre os dois grupos?
Ele vem!


Apocalipse 16:13-14
E da boca do dragão, e da boca da besta, e da boca do falso profeta, vi saírem três espíritos imundos, semelhantes a rãs. Pois são espíritos de demônios, que operam sinais; os quais vão ao encontro dos reis de todo o mundo, para os congregar para a batalha do grande dia do Deus Todo-Poderoso.

quarta-feira, 4 de outubro de 2006

AL GORE: falando como profeta para a América e o mundo!

A propósito do meio ambiente...

Ontem vi o ex-vice-presidente americano, Al Gore, expressando sua dedicação político-sacerdotal à tentativa de salvar a Terra de seu Apocalipse auto-induzido.

Enquanto isto Bush, qual Besta moderna, promove a morte...

Ele, Al Gore, como cidadão livre, está hoje prestando um auxilio bem mais efetivo ao povo americano do que se presidente tivesse sido; pois, certamente, sob as tiranias dos interesses do poder, provavelmente não estivesse com as prioridades tão bem focadas.

Tenho dito que tudo é importante no que tange aos males humanos na Terra. Porém, com veemência maior, tenho afirmado que todos os demais temas se tornaram quase irrelevante quando a profecia cientifica coincide com a bíblia, e, ambas, anuncia “Apocalipse Já”.

Agora já não se fala mais em perigos para gerações muito futuras. Não! A morte corre ao nosso encontro; e, por tal razão, o que se diria que poderia acontecer em 100 anos, depois em 50, depois em 30, agora se diz que pode eclodir em não mais do que 10 anos — algo que já seria um recorde de mudança de temperatura no planeta em um milhão de anos.

Os poderes dos céus estão sendo abalados!

A bomba de energia indizível que existe e pulsa como um coração no miolo da Terra pode enfartar, e, com isto, acabar nosso campo magnético e abrir os portões atmosféricos do Planeta para toda sorte de invasões e agressões de material cósmico, sem falar que destruiria a Lei da Gravidade, tornado a vida impossível; isto conforme a conhecemos. Gelo e fumaça seriam os nossos companheiros, conforme advertiam os profetas da Bíblia.

A morte nos cerca. E nós somos os réus, os juízes, os carcereiros, e os executores de nós mesmos!

Nós, que somos discípulos da Vida, temos como obrigação profética lutar e denunciar todas as formas de espólio da Terra, a começar pelo nosso quintal amazônico, o qual contribui enormemente, com suas queimadas, para o processo cósmico de destruição do que chamamos de vida na Terra!

Mais do que nunca é hora de ler o Apocalipse e ver que os grandes juízos já têm a cara de nosso mundo.

Quem desejar ser profeta de Deus hoje, esse deve unir sua voz à do anjo que voa pelo meio do céu, com um Evangelho Eterno para pregar, e que brada: “Temei a Deus, e dai-lhe glória; a ele que criou os céus, a terra, o mar, e as fontes das águas”.

Todas as regiões costeiras serão inundadas em pouco tempo. Calamidade após calamidade é o que nos aguarda.

Quem não crê, aguarde e veja!

Nele, que nunca nos enganou,

Caio


Fonte

Nota:
Êxodo 20:11 Porque em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou; por isso o Senhor abençoou o dia do sábado, e o santificou.

Cientista alerta para impacto econômico de mudanças climáticas

Uma possível justificativa para tomada de medidas emergenciais?

Segundo o cientista do governo britânico Nicholas Stern, ex-economista-chefe do Banco Mundial, o mundo deve agir imediatamente para conter as mudanças climáticas. Caso contrário, o preço será alto no futuro.

Conforme Stern, a busca de energias alternativas é uma opção que faz sentido econômico e ambiental.

De acordo com o cientista, os custos econômicos (sem falar nos custos humanos e ambientais) de não agir agora devem superar em muito os custos de prevenção.

Stern participa de um encontro de dois dias entre ministros de Energia e do Meio Ambiente dos 20 países mais poluidores do mundo, iniciado nesta terça-feira na cidade de Monterrey, no México.

A reunião pretende discutir o impacto econômico das mudanças climáticas e é a última etapa de debates sobre um plano de ação a respeito do clima decidido durante a reunião de cúpula do G8 em Gleneagles, na Escócia, no ano passado.

O Brasil é representado por uma delegação coordenada pelo secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente, Cláudio Langone. Também estão presentes representantes de outras economias emergentes, como China, Índia e África do Sul.

Desafios econômicos

Os representantes dos países estão debatendo os desafios econômicos na luta contra as mudanças climáticas, tecnologias limpas e nível de investimento dos setores público e privado.

O chefe a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês), Claude Mandil, apresentou os resultados de uma extensa pesquisa realizada pela agência.

Conforme Mandil, as tecnologias necessárias para reduzir as emissões de gases poluentes já existem. No entanto, afirmou, são necessários investimentos imediatos em tecnologias limpas.

Mandil disse que não é otimista em relação a uma vontade política para oferecer o devido apoio a essas mudanças e afirmou que há "uma enorme distância entre palavras e ações".

O Diálogo Ministerial sobre Mudanças Climáticas, Energias Limpas e Desenvolvimento Sustentável foi criado pela Grã-Bretanha em 2005, quando tinha a presidência do G8.

Um de seus objetivos é chegar a um acordo informal entre países industrializados e em desenvolvimento a respeito de uma estratégia de longo prazo para conter as emissões de gases poluentes.

Os Estados Unidos, maiores poluidores do mundo, não ratificaram o Protocolo de Kyoto - acordo internacional para a redução da emissão de gases poluentes.

O presidente Gorge W. Bush rejeitou o acordo, afirmando que iria prejudicar a economia americana e não conseguiria reduções significativas na emissão de gases poluentes.

Economias emergentes, lideradas pela China, argumentaram que, se a nação mais rica do mundo não fazia parte dos objetivos Protocolo de Kyoto, era injusto esperar que os países em desenvolvimento se sujeitassem às suas regras e limites.

Fonte - BBC

Senado americano aprova tortura

Como sempre um "laço vermelho" para justificar a arbitrariedade...
Parece q tal procedimento está se tornando lugar comum na maior potência do planeta. Qual o limite?


O Senado dos Estados Unidos aprovou na última quinta-feira (28) a tortura e o fim do direito fundamental de um acusado a ter acesso às provas contra si, no caso de todo estrangeiro (incluindo imigrantes) que sejam definidos como “inimigos” pelo presidente dos Estados Unidos. O presidente George Bush promulgará logo essa lei, que ele e seus aliados consideram uma “ferramenta vital” na luta contra “o terror”, cujas medidas, dizem, já evitaram atentados “terroristas” nos últimos anos. A votação foi de 65 a favor e 34 contra a Lei de Comissões Militares, como é chamada. Com a prévia aprovação do projeto na Câmara dos Deputados e sua aprovação no Senado, o presidente Bush e seu governo conseguiram uma vitória legalizando uma série de medidas autorizadas pelo Executivo ao longo dos últimos quatro anos. Essas medidas recentemente foram consideradas ilegais pela Suprema Corte e violadoras das Convenções de Genebra.

Bush fez uma inesperada visita ao Senado pela manhã para defender a aprovação do projeto, que foi denunciado por observadores da ONU, ex-advogados militares, muitos legisladores, organizações nacionais e internacionais de direitos humanos, editorialistas e especialistas em direito constitucional e internacional.

A iniciativa da lei outorga um tipo de anistia para possíveis crimes de guerra cometidos por agentes norte-americanos nos últimos anos (por tortura, prisão clandestina, desaparecimentos e outros), redefine pela primeira vez em mais de 50 anos as Convenções de Genebra, autoriza a tortura (o nome oficial é “técnicas de interrogatório”) e anula para sempre o direito dos detidos de contestarem as razões de sua prisão e o tratamento recebido. Baseado no projeto aprovado, o presidente ou seus representantes têm o poder de designar qualquer cidadão do mundo, inclusive os imigrantes legais nos Estados Unidos, como um “combatente inimigo ilegal”, o que poderia possibilitar sua prisão por tempo indeterminado sem acesso a um tribunal. A lei também permitirá “os métodos de interrogatório” que se considerem “admissíveis”, ou seja, quem define o que é e o que não é tortura é o presidente, e a decisão permanece secreta.

Os tribunais norte-americanos não têm poder de interceder no novo sistema judiciário e militar que processará os “combatentes inimigos” até que se promulgue um veredito. Ninguém poderá processar o governo norte-americano por tais casos com base nas Convenções de Genebra. Provas obtidas por tortura poderão valer nestes processos se o juiz determinar que são “confiáveis”. Mas a anulação do direito de habeas corpus, um princípio legal que antecede a Carta Magna do século XIII, que forma a base legal dos sistemas legais do Ocidente e que está consagrado na Constituição dos Estados Unidos, não tem precedente. Esse conceito estabelece o direito de um prisioneiro conhecer as razões pelas quais está detido.

John D. Hutson, ex-almirante e advogado militar de primeiro escalão na Marinha, argumentou perante os legisladores que o direito ao habeas corpus era fundamental para a identidade norte-americana. “Sem esse tipo de proteção, não passamos de mais uma república de bananas”, declarou numa audiência da Comissão de Justiça do Senado. Já o Diretor do Centro de Direitos Constitucionais, Vincent Warren, disse que essa lei “outorga ao presidente o privilégio de monarcas, permitindo-lhe encarcerar qualquer crítico como suposto “combatente inimigo”, que jamais verá um tribunal ou terá oportunidade de contestar sua prisão ou o tratamento a que foi submetido. Que diríamos se um outro país aprovasse uma lei tornando legal o seqüestro de um cidadão norte-americano e sua detenção por tempo indeterminado?

Outros advogados assinalaram que o habeas corpus foi submetido apenas quatro vezes na história do país, mas apenas por breves períodos de tempo e em territórios que eram zona de combate.

Na noite do dia 28 a Anistia Internacional expressou seu desapontamento e declarou que a aprovação “coloca em dúvida o compromisso dos Estados Unidos com os princípios fundamentais da justiça e de julgamentos imparciais”. “Nossa democracia é a grande perdedora”, opinou o editorial do The New York Times, sublinhando que os republicanos, seu presidente e os democratas iam aprovar a lei por motivos eleitorais na presente conjuntura política. Concluiu que no futuro os norte-americanos recordarão que “em 2006 o Congresso aprovou uma lei tirânica que será comparada com os momentos mais baixos de nossa democracia”.

(Jornal mexicano La Jornada, 29.09.2006)


Fonte - Blog Realidade em Foco

Nota: "Vi ainda outra besta [poder] emergir da terra [local antes pouco povoado]; possuía dois chifres, parecendo cordeiro [de início, era mansa, pregava a liberdade...], mas falava como dragão [mudança para o autoritarismo, a prepotência, o domínio pela força]." Apocalipse 13:11.

Fonte - Blog do Michelson Borges

segunda-feira, 2 de outubro de 2006

O ataque final do dragão – Parte 3

Além dos conceitos e práticas pagãs estarem bem visíveis na atualidade, a influência do paganismo na sociedade moderna também pode ser confirmada observando a grande quantidade de símbolos pagãos expostos em muitos lugares. Todos os ramos do paganismo-ocultismo adotam uma simbologia parecida, quando não idêntica.

OS FATOS:

1. Um dos símbolos pagãos adotados especialmente pelas sociedades secretas é o obelisco. Sua origem vem da Babilônia, passando pelo Egito e também é encontrado em outras culturas pagãs. Era um símbolo usado como adoração ao deus-sol; no Egito, em adoração ao deus Rá. É parecido com uma torre cuja base é quadrangular e a extremidade superior pontiaguda. Era conhecido por alguns adoradores como dedo do sol. Atualmente, há espalhados pelo mundo dezenas de obeliscos, cuja existência deve-se principalmente às sociedades secretas, em especial à maçonaria. Veja alguns exemplos:

Parque do Ibirapuera, São Paulo.

Buenos Aires, Argentina

Washington, EUA

Praça de São Pedro, Vaticano

2. Outro símbolo do paganismo é conhecido como “Olho de Hórus” ou “Olho de Lúcifer”. Usado pelas escolas de mistério do Egito antigo, foi incorporado pela simbologia das sociedades secretas ao redor do mundo. É encontrado no verso da nota de um dólar, em cima de uma pirâmide incompleta (a pirâmide é outro símbolo muito usado pelas sociedades secretas).

Logo após o 11 de Setembro, o governo norte-americano criou um setor para prevenir e combater o terrorismo mundial, o qual recebeu o nome de “Escritório de Informação da Consciência”. O mais interessante nesta história é o logotipo escolhido para essa agência: aparece justamente a pirâmide com o Olho de Hórus em cima, também conhecido como Olho-Que-Tudo-Vê. Esses dois fatos demonstram que atualmente o governo norte-americano está profundamente envolvido com o ocultismo.

Em outubro de 2002, a cidade de Londres promoveu campanha de segurança usando um anúncio publicitário onde aparecia visivelmente o Olho de Hórus.

3. Não menos ocultista é o símbolo conhecido como “Cruz Invertida”. É uma cruz de cabeça para baixo, geralmente usada por quem está envolvido com a magia negra, a feitiçaria ou até o satanismo. Foi criada para blasfemar do principal símbolo cristão que é a cruz. Muitos cantores de rock adotam esse ícone como símbolo de rebeldia. Surpreendente mesmo foi esse símbolo aparecer onde menos se esperava. Em março do ano 2000, o Supremo Pontífice da Igreja Católica fez uma viagem à Terra Santa, e apareceu diante das lentes do mundo todo sentado no trono, tendo no seu encosto, bem acima da cabeça, a imagem da “Cruz Invertida”. A Igreja Católica, como sempre faz, desconversa dizendo que o símbolo é usado pelo legítimo sucessor de Pedro para lembrar que o apóstolo foi crucificado de cabeça para baixo. O fato que ninguém pode negar é que a ICAR tornou-se especialista em adotar símbolos e práticas pagãs estabelecendo novos significados para os mesmos, realizando, assim, o mais descarado sincretismo religioso possível.

“Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados”. Atos 3:19

“E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras”. Apocalipse 22:12

Fonte - Blog Minuto Profético

sexta-feira, 29 de setembro de 2006

A Exactidão do Erro

Os contornos dos eventos finais claramente vêm sendo noticiados pela mídia, sendo esta , na grande maioria das vezes, completamente alheia ao conhecimento do texto bíblico. As impressões do articulista abaixo transcritas e assinaladas, vão de encontro ao estudo mais aprofundado do quadro profético que se afigura cada vez mais próximo.

Publicado na Visão em 28 de Setembro de 2006

Boaventura de Sousa Santos
bsantos@ces.uc.pt

O comentário no Ocidente ao discurso do papa alinhou-se pelas seguintes ideias: não foi um discurso do papa, foi um discurso do professor; talvez o papa tenha cometido um erro ao escolher a citação do Imperador de Bizâncio, mas isso não justifica as violentas reacções no mundo islâmico; o enfoque central do discurso foi a relação entre a razão e a fé, e a crítica do moderno secularismo ocidental.

Por que razão nenhum destes argumentos é convincente? O papa falou como papa e escolheu o contexto que lhe permitisse romper mais claramente com a doutrina papal até agora vigente. Essa doutrina, vinda do Concílio Vaticano II e continuada pelo Papa João Paulo II, era a do ecumenismo e do diálogo entre religiões, no pressuposto de que todas são um caminho para Deus e têm, por isso, de ser tratadas com igual respeito, mesmo que cada uma reclame uma relação privilegiada com a Revelação. O ecumenismo obrigava a considerar como desvios ou adulterações o uso da violência como arma de afirmação religiosa. Esta posição é desde há muito questionada pelo actual papa, para quem a superioridade da religião cristã está na sua capacidade única de compatibilizar a fé e a razão: agir irracionalmente contradiz a natureza de Deus, uma verdade perene que decorre da filiação do Cristianismo na filosofia grega. Ao contrário, no Islão o serviço de Deus está para além da racionalidade. Por isso, a violência islâmica não é um desvio, antes é inerente ao Islão, o que faz do Islamismo uma religião inferior. Esta doutrina está bem documentada na sua condenação dos teólogos mais avançados no diálogo ecuménico, na sua recusa em designar o Islão como uma religião de paz, na sua posição contrária à entrada da Turquia na União Europeia, dada a incompatibilidade essencial entre Islamismo e Cristianismo e ainda na sua convicção de que o Islão é incompatível com a democracia.

É, pois, claro que o papa não cometeu um erro. Foi exacto no modo como formulou a sua provocação. Aliás, se o seu discurso pretendesse ser uma lição de teologia, ela seria de péssima qualidade. Porque não referiu o contexto da conversa entre o imperador e o persa e ocultou o passado beligerante e cruzadista do primeiro? Porque não citou outras opiniões contemporâneas totalmente contrárias à que preferiu? Porque não referiu que em qualquer das religiões abraâmicas há preceitos que podem justificar o recurso à violência, assim tendo sucedido em nome de todas elas? Perante estas interrogações, é necessário analisar o discurso do papa pelos seus reais objectivos políticos. O primeiro e o mais óbvio é o de apor o selo do Vaticano na guerra de Bush contra o Islão e na guerra de civilizações mais vasta que a fundamenta. Tal como João Paulo II alinhara o Vaticano com os EUA na luta contra o comunismo, Bento XVI pretende o mesmo alinhamento, agora na luta contra o Islamismo. Em seu entender, perante o avanço do Islão a resposta tem de ser mais dura, e precisa do poder temporal para se concretizar. Tal como aconteceu com as Cruzadas ou a Inquisição. Trata-se, pois, de uma teologia de vencedores, uma teologia teo-conservadora, paralela à política neoconservadora.

O segundo objectivo é muito mais vasto. Ao defender uma relação privilegiada entre o Cristianismo e a racionalidade grega, o papa visa estabelecer o Cristianismo como a única religião moderna. Só no âmbito dela é possível conceber "actos irracionais" (a perseguição dos judeus, as guerras religiosas, a violenta evangelização dos índios) como desvios ou excepções, por mais recorrentes que sejam. Por outro lado, visa fazer uma crítica radical a um dos pilares da modernidade: o secularismo. O papa questiona a distinção entre o espaço público e o espaço privado, e acha "irracional" que a religião tenha sido relegada para o espaço privado. Dessa "irracionalidade" decorrerão todas as outras que atormentam as sociedades contemporâneas.

Daí a urgência de trazer a mensagem cristã para a vida pública, para a educação e a saúde, para a política e a cultura. O perigo desta crítica do secularismo está em que ela coincide com a posição dos clérigos islâmicos mais extremistas para quem, em vez de modernizar o Islão, há que islamizar a modernidade. Os opostos tocam-se, e não se tocam para dialogarem, senão para se confrontarem. A irracionalidade deste choque reside nas concepções estreitas de racionalidade de que se parte. De um lado, uma racionalidade que transforma a fé numa crença racional ocidental; do outro, uma racionalidade que transforma a razão na manifestação transparente da intensidade da fé islâmica. A luta contra estes extremismos é mais urgente do que nunca, pois sabemos que eles foram no passado os incubadores de guerras e genocídios devastadores. Mas pode o Ocidente lutar contra o extremismo do Oriente do mesmo passo em que reforça o seu?


http://www.ces.uc.pt/opiniao/bss/166.php

Lucas 21:28
Ora, ao começarem estas coisas a suceder, exultai e erguei a vossa cabeça; porque a vossa redenção se aproxima.

quarta-feira, 27 de setembro de 2006

O ataque final do dragão – Parte 2

“Irou-se o dragão contra a mulher e foi pelejar com os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus”. Apocalipse 12:17

O mundo moderno está presenciando um reavivamento do paganismo. A cosmovisão cristã está sendo deixada de lado, e em seu lugar muitos estão adotando conceitos e práticas pagãs. E essa mudança tem um só objetivo: preparar o mundo para o ataque final do dragão contra os remanescentes de Deus.

OS FATOS:

1. Em julho de 2003, em Viamão, região metropolitana de Porto Alegre, o tabelião Ercy da Silva Cardoso, de 71 anos (na época), foi assassinado pelo caseiro Leandro Rocha Almeida. Segundo o réu, a mandante do crime foi Iara Marques Barcelos, de 63 anos, que foi julgada por júri popular no fim do mês de maio (2006). Essa história seria apenas mais uma entre tantas outras que fazem aumentar as estatísticas da violência. Porém, um fato interessante transformou a história em notícia: é que duas cartas psicografadas foram usadas como argumento de defesa pelo advogado e acabaram por ajudar na absolvição da acusada. As cartas foram psicografadas pela Sociedade Beneficente Espírita Amor e Luz a pedido do marido da ré, Alcides Chaves Barcelos.

Outro fato que demonstra o crescimento e a influência do espiritismo ocorreu em 28 de outubro de 2004, na Câmara dos Deputados, em Brasília. O deputado federal Luiz Carlos Bassuma (PT–BA) fez um discurso na sessão solene em homenagem ao bicentenário do nascimento de Allan Kardec, considerado o fundador da doutrina espírita. Ao fim do discurso, para espanto de todos os presentes, durante pouco mais de três minutos, ele foi tomado por um espírito e sua voz ficou alterada bem como sua fisionomia. O deputado é espírita kardecista há 20 anos e, segundo ele, aquela foi a décima manifestação que recebeu só em 2004.

2. Nas Filipinas, o juiz Florentino Floro, de 53 anos, tomava suas decisões mediante a ajuda de três duendes com quem diz ter feito um pacto que o habilitava a escrever em transe. A mídia local afirmou que todas as sextas-feiras ele trocava sua beca azul por uma preta para recarregar as energias psíquicas. Ainda que neste caso o juiz tenha sido afastado de suas funções devido à polêmica ajuda sobrenatural que recebia, só em saber que um profissional ocupando cargo tão importante fazia uso de práticas ocultistas no seu trabalho, já é fato suficiente para nos mostrar a que ponto as influências pagãs chegaram no mundo atual.

Claro que não é só lá do outro lado do mundo que os “duendes” têm seus admiradores. Aqui no Brasil muita gente exibe com orgulho em seus carros um adesivo onde se lê “Eu acredito em duendes”. Sem falar nas pessoas famosas, como a apresentadora de programas infantis Xuxa, que têm se dedicado a influenciar a imaginação das crianças com crenças ligadas ao ocultismo – ela atuou em dois filmes por título “Xuxa e os duendes”.

3. Por falar em influência com crianças, a grande sensação mundial a favor do paganismo, sem dúvida alguma, é o fenômeno "Harry Potter". A série de sete livros sobre o pequeno bruxo Harry Potter, da autora J. K. Rowling, que já ganhou as telas de Hollywood, tem se tornado o carro-chefe para disseminação do paganismo nas mentes juvenis do mundo todo. O enredo dos livros é escrito de maneira a envolver as crianças num mundo de fantasia e imaginação, e criar o desejo de experimentar os poderes ocultos da magia. É a maior cilada do dragão em nossos dias. Os livros já foram traduzidos em dezenas de línguas ao redor do mundo e, em algumas cidades, inclusive aqui do Brasil, tornaram-se livros-textos para sala de aula. Como resultado, Rowling foi eleita a maior escritora britânica viva.

4. Pegando carona no fenômeno “Harry Potter”, a Disney lançou uma revista de bruxaria direcionada a meninas adolescentes. Witch, como foi chamada, significa “bruxa”, em inglês. Os direitos autorais já foram adquiridos por empresas em dezenas de países, e aqui no Brasil, a editora Abril publica mensalmente a revista com o nome original em inglês. A revista ensina às garotas como fazer feitiços e a lidar com os poderes ocultos da magia. Além disso, incentiva a consulta aos astros, a participação em festas pagãs como o Halloween e tudo mais que se relaciona com a bruxaria e o ocultismo.

5. Os adultos também têm suas fontes de ocultismo aqui no Brasil. Uma delas é o autor Paulo Coelho, tido como “o mago do Brasil”. De alquimia a bruxaria, ele já publicou mais de dez obras. A última está sendo lançada neste mês e tem como título “A bruxa de Portobello”. Considerado o escritor brasileiro mais lido aqui e também no exterior, seus livros já são comercializados até no Irã, país considerado fechado devido ao extremismo religioso. Sobre o último livro lançado neste mês, a revista Veja, de 27 de setembro de 2006, dedica uma matéria com o título “A bruxa está à solta”. O comentário final resume a matéria assim: “Disfarçada em conversa pseudofeminista sobre a reabilitação da ‘Deusa Mãe’ reprimida pelas religiões ‘oficiais’, A Bruxa de Portobello traz uma apologia descarada do curandeirismo e da irracionalidade. Paulo Coelho não é apenas mais um mau escritor: seu obscurantismo é nocivo. Não se deve perdoá-lo pelo sucesso.” Enfim, alguém da mídia secular tocou no ponto certo.

“Pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém!” Romanos 1:25.

Fonte - Blog Minuto Profético

O ataque final do dragão – Parte 1

“E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a terra, e, com ele, os seus anjos”. Apocalipse 12:9

Embora os cristãos não tenham dúvida sobre quem é o dragão na profecia bíblica, é bom lembrar que, em segundo plano, o dragão do apocalipse 12 também representa o Império Romano, cuja principal religião era o paganismo. Isso pode ser comprovado por dois fatos:

1. “O dragão se deteve em frente da mulher que estava para dar à luz, a fim de lhe devorar o filho quando nascesse.” Apocalipse 12:4. Já que “mulher” na profecia representa “igreja”, ou “povo de Deus” (Isaías 54:5 e 6), o ataque do dragão ao seu “filho” é, portanto, a representação simbólica do ataque do diabo contra Jesus Cristo, desferido logo depois do Seu nascimento – o instrumento usado foi o Império Romano, controlado pelo paganismo, na pessoa do rei Herodes (Mateus 2:1-12 e 16-18).

2. “Quando, pois, o dragão se viu atirado para a terra, perseguiu a mulher que dera à luz o filho varão.” Apocalipse 12:13. A perseguição contra o “povo de Deus” (mulher) ocorreu nos primeiros séculos da Era Cristã, quando o Império Romano, controlado pelo paganismo, perseguiu e matou milhares de cristãos. Muitos foram atirados aos leões no Coliseu Romano; outros foram lançados nas prisões e outros ainda foram crucifixados de cabeça para baixo. Como se pode observar, em ambos os casos o agente usado pelo diabo foi o Império Romano, cuja religião era o paganismo.

O Apocalipse ainda deixa claro que os cristãos remanescentes (dos últimos dias) enfrentariam também a fúria do dragão: “Irou-se o dragão contra a mulher e foi pelejar com os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus.” Apocalipse 12:17. Conhecendo esta profecia e também a maneira como o diabo agiu no passado, os cristãos podem esperar um novo despertar do paganismo em âmbito mundial, um novo crescimento que preparará o caminho para o último ataque do diabo contra o povo de Deus, antes do retorno de Cristo. E isso já está ocorrendo!

OS FATOS:

1. O paganismo tem como característica básica a adoração da criatura em lugar do Criador, e, na atualidade, o neopaganismo pode ser observado em diversas crenças e práticas tais como: Magia Branca, Magia Negra, Feitiçaria, Satanismo, Espiritismo, Vodu, Bruxaria, Wicca, Macumba, Umbanda, Candomblé, Movimento Nova Era, Gnosticismo, Sociedades Secretas (Maçonaria, Rosacruz, Illuminati, Caveira e Ossos), no contato com duendes, elfos e gnomos, e também dentro do ocultismo – astrologia, tarô, búzios, quiromancia, bola de cristal.

2. A Wicca é uma religião ligada à bruxaria e foi criada pelo escritor britânico Gerald Gardner, na década de 1940. Com um notável crescimento desde a década de 1990, especialmente em países como Estados Unidos, Inglaterra, Austrália, Argentina e Brasil, atualmente conta com 12 milhões de seguidores espalhados pelo mundo, os quais praticam rituais mágicos usando instrumentos como vassouras, caldeirões, cálices, punhais, vestidos e bastões.


3. O dia 21 de junho é um dos oito dias sagrados no calendário anual dos pagãos. O solstício de verão (hemisfério norte) é uma data apropriada para reunir milhares de pagãos no círculo de pedras de Stonehenge, Inglaterra. Conhecido também como Templo do Sol, era ali onde, no passado, os Druidas, sacerdotes pagãos dos Celtas, celebravam rituais em homenagem aos seus deuses.

4. Para comprovação de que o paganismo se torna um fenômeno moderno, basta verificar que a Universidade de Brasília (UnB), uma das instituições de ensino e pesquisa mais prestigiadas do País, oferece um curso de astrologia e investe em pesquisas com mapa astral.

A influência do dragão do Apocalipse, portanto, já pode ser sentida nos quatro cantos da Terra.

Fonte - Blog Minuto Profético

Ameaças às Liberdades

Eclipse da democracia
Tribunais de exceção, tortura, prisões secretas. Parlamentos engolfados pelos Executivos. Vigilância e escutas ilegais. Em nome da segurança, grandes conquistas dos séculos passados são, uma a uma, atacadas nos EUA e Reino Unido
Philip S.Golub
6 de setembro de 2006

O arquipélago de prisões secretas da CIA
Uma comissão do Parlamento Europeu começa a levantar o manto de sigilo que encobre os "centros de detenção extraordinária dos EUA". Complementos da leis de exceção baixadas após o 11 de Setembro, eles podem estar associados a seqüestros, tortura e execuções
Giulietto Chiesa
6 de setembro de 2006

O Império ilude a si mesmo
Como a CIA e outras agências foram manipuladas, nas guerras contra Vietnã e Iraque, para produzir as "informações" que interessavam à Casa Branca e iludir a opinião pública. Por que esta deformação pode ser catastrofica para os próprios planos militares dos EUA
Gabriel Kolko
1º de abril de 2006

Retrato do novo Gulag
Relatórios de organizações de direitos humanos traçam um perfil do campo de concentração mantido pelo Pentágono em Guantanamo - e revelam a resistência dos prisioneiros
Marie-Agnès Combesque
1º de fevereiro de 2006

Torturas
Os EUA alteraram a definição jurídica de tortura, treinaram batalhões para maltratar prisioneiros e estariam criando, em outros países o “gulag de nossa época”. Além de atingir a imagem de Washington no mundo, esta tendência representa um grave ataque à democracia
Ignacio Ramonet
1º de dezembro de 2005

Cérebro, mentiras e antiterrorismo
O ambiente de vigilância social que se espalhou no Ocidente após o 11 de setembro acaba de parir mais um monstro: o suposto monitoramento cerebral, para detectar mentiras
Olivier Oullier
1º de dezembro de 2005

O que estamos fazendo no Iraque?
Após 27 meses de ocupação americana e da escalada de violência e mortes que acarreta por todos os lados, a guerra inventada por Bush segue vitimando também os norte-americanos, sua juventude, suas liberdades e seu modo de viver
Howard Zinn
1º de agosto de 2005

As florescentes indústrias do medo permanente
A guerra contra o terrorismo fortalece um projeto de sociedade que ameaça as liberdades civis e é gerido pela colaboração sem limites de instituições públicas com poderes privados, que encontram na gestão do medo uma reserva durável de lucro
Denis Duclos
1º de agosto de 2005

Lições da história
A II Guerra não somente abalou a geopolítica internacional como a própria mentalidade das pessoas. Mas os atuais representantes de seus vencedores parecem ter esquecido suas lições
Ignacio Ramonet
1º de maio de 2005

Em busca do novo inimigo
Depois do 11 de setembro, os serviços de segurança europeus e americanos buscam um novo inimigo estratégico na figura difusa de um grupo terrorista islâmico – que se torna a grande ameaça aos valores da liberdade e da democracia
Laurent Bonelli
1º de abril de 2005

Um controle incontrolável
Em nome da urgência e da amplitude das “ameaças” que pesariam sobre a sociedade, a legislação antiterrorista sacrifica a liberdade individual e cria um estado de exceção
Laurent Bonelli
1º de abril de 2005

Quem tem medo do Big Brother?
O controle social não é mais visto como relação política de dominação e sim como elemento necessário e bem aceito por cidadãos que a ele se submetem voluntariamente
Denis Duclos
1º de agosto de 2004

Imagens e carrascos
Uma guerra colonial caracteriza-se pela arrogância dos invasores, por sua convicção de terem origem numa categoria superior, pelo desprezo pelo colonizado
Ignacio Ramonet
1º de junho de 2004

Entre ameaças externas e bloqueios internos
Seria possível condenar a política de agressão permanente do governo norte-americano em relação a Cuba e, ao mesmo tempo, lembrar as violações das liberdades políticas na ilha sem ser objeto de um fogo cruzado de críticas?
Janette Habel
1º de junho de 2004

Os crimes norte-americanos no Afeganistão
A organização Human Rights Watch denuncia, de forma vigorosa, as violações do direito internacional pelas tropas norte-americanas no Afeganistão em um relatório divulgado no dia 9 de março. São descritas violações das convenções de guerra, saques, mortes suspeitas de civis e tortura. O relatório, que passou despercebido para a grande imprensa tem seus principais trechos reproduzidos pelo Diplô
1º de abril de 2004

Antiterrorismo
Em nome da ?segurança? e seguindo o exemplo dado por Washington, vários governos dos países ditos democráticos adotam medidas que restringem as liberdades civis, abrindo caminho para os regimes mais repressivos endurecerem ainda mais
Ignacio Ramonet
1º de março de 2004

Guantánamo, a ilegalidade total
Depois de dois anos de detenção, violando as leis internacionais, membros do judiciário, das organizações humanitárias e dos meios de comunicação denunciam a recusa do governo Bush em permitir um processo judicial legal para os 660 presos de Guantánamo
Augusta Conchiglia
1º de janeiro de 2004

Leis “patrióticas”
Mais de mil muçulmanos originários de países árabes e do Sudeste Asiático residentes nos EUA foram vítimas das medidas liberticidas adotadas pelo governo Bush, permitindo prever o que poderá ser feito amanhã contra cidadãos norte-americanos
Augusta Conchiglia
1º de janeiro de 2004

Vigilância absoluta
Qualquer pessoa que viajar para os Estados Unidos terá suas informações de caráter pessoal entregues à polícia de imigração norte-americana, com particular atenção para com os latino-americanos, muçulmanos e oriundos do Oriente Médio
Ignacio Ramonet
1º de agosto de 2003

Palavras que poluem o pensamento
No V Congresso Internacional de História dos Conceitos, acadêmicos alertaram para as manipulações dissimuladas pela linguagem, como na obra de George Orwell. A palavra da moda, “resiliência”, é exemplo dessa ideologia camuflada por uma “novilíngua”
Serge Tisseron
1º de agosto de 2003

A vigilância anti-muçulmana
Para alguns intelectuais norte-americanos, os costumes muçulmanos são preocupantes e é preciso "vigiar e informar" sobre as atividades dos professores universitários especialistas em Oriente Médio, que "parecem não gostar de seu país".
Joel Beinin
1º de julho de 2003

A revanche dos juízes de Atenas
O processo repleto de irregularidades dos supostos membros do grupo terrorista 17-N inscreve-se no ambiente desta nova doutrina, em que a “defesa da democracia” justifica que se espezinhem os direitos elementares dos cidadãos
Gilles Perrault
1º de maio de 2003

Os demolidores de liberdades
Um ano e meio após o temível ’Patriot Act’, o ’Domestic Security Enhancement Act’ é um projeto que fala por si mesmo: entre outros absurdos, exige o registro do DNA de estrangeiros suspeitos de delitos e de cidadãos norte-americanos suspeitos de terrorismo
Philippe Rivière
1º de março de 2003

Os tentáculos da segurança digital
O Sistema de Informações da União Européia é assustador. Mas os governos querem mais: pretendem integrar ao arquivo central do banco de dados fotografias, impressões digitais, impressões de DNA e dados biométricos de “estrangeiros indesejáveis”
Jelle Van Buuren
1º de março de 2003

Adeus às liberdades
Em nome da “guerra justa” contra o terrorismo, toda transgressão é permitida. Washington não hesitou em estabelecer alianças com dirigentes pouco recomendáveis: o general golpista Musharraf, do Paquistão, e o ditador Karimov, do Uzbequistão
Ignacio Ramonet
1º de janeiro de 2002

Rumo à remilitarização?
Apesar de se falar em terrorismo, tráfico de drogas etc., na verdade é a instabilidade política e econômica – que sempre serviu de pretexto para legitimar a intervenção norte-americana – que “reaparece como uma ameaça potencial à segurança da região”
Janette Habel
1º de janeiro de 2002

Uma onda macartista nos EUA
O governo Bush elaborou um plano tripartite para erradicar o terrorismo: além da criação do Departamento de Defesa do Território e dos milhares de interrogatórios e detenções em curso, o Congresso acaba de aprovar dispositivos liberticidas
Michael Ratner
1º de novembro de 2001

Fonte - Le Monde

Eclipse da democracia

Tribunais de exceção, tortura, prisões secretas. Vigilância e escutas ilegais. Parlamentos dominados pelos Executivos. Em nome da segurança, grandes conquistas dos séculos passados são, uma a uma, atacadas nos EUA e Reino Unido

Philip S.Golub

Poucas vezes a distância entre democracia real e democracia formal foi tão grande. Em quase todos os países democráticos "avançados", poderes Executivos de baixa legitimidade governam há anos sem – e freqüentemente contra – o assentimento popular. Na França, no Reino Unido, nos Estados Unidos e em outros lugares, o Executivo se autonomizou da sociedade, impondo-lhe, em uma marcha para frente neoliberal e neoconservadora cega, "reformas" sociais reacionárias, assim como medidas disciplinares e de segurança cada vez mais repressivas.

Assiste-se, ao mesmo tempo, a uma concentração do poder Executivo e a uma marginalização dos contra-poderes, e até mesmo, como é o caso no Reino Unido e nos Estados Unidos, a uma revisão dos fundamentos dos equilíbrios institucionais que constituem desde suas origens o projeto liberal-democrático. Esse duplo movimento de autonomização e de concentração do poder foi poderosamente ampliado pela "guerra contra o terrorismo" e o estado de exceção que, desde 2001, sobredeterminam os campos do real.

No Reino Unido, o governo de Tony Blair acentuou o movimento, já aparente sob Margaret Thatcher (1979-1990), de "presidencialização" das instituições britânicas. Nos últimos anos, o primeiro-ministro tentou reconfigurar os equilíbrios institucionais minando as prerrogativas do Parlamento, limitando a autonomia da justiça e restringindo as liberdades. Enquadra-se aí a Criminal Justice Act (2003),"que impõe penas obrigatórias e mínimas, e reduz a capacidade dos juízes de adaptar a punição aos casos particulares"; a Prevention of Terrorism Act (2005), que "permite ao Ministro do Interior restringir a liberdade das pessoas suspeitas de estarem implicadas em atividades terroristas", sem garantia judiciária adequada; e a Enquiries Act (2005), que "limita a independência dos juízes nomeados para dirigir as investigações, autorizando os ministros a escolher os elementos de prova que poderão ser, ou não, tornados públicos." [1] Ainda mais grave, o habeas corpus, a proteção mais antiga dos direitos da pessoa contra a arbitrariedade do Estado, é ameaçado pela nova legislação antiterrorista.

Até então dócil, o Parlamento recusou-se, no entanto, a consentir uma expansão maior ainda do poder discricionário do executivo, que era prevista no Legislative and Regulatory Reform Bill de 2006. Por trás de uma reforma administrativa anódina, esse projeto de lei "dava aos ministros poderes arbitrários" [2], permitindo-lhes legislar por decretos, sem controle parlamentar limitador. A medida esvaziaria de fato o Parlamento de sua substância. Diante da resistência dos lords, que não quiseram manifestamente consentir na sua própria autodissolução, a "lei de abolição do parlamento", como a qualificavam seus detratores, teve de ser emendado por Downing Street [3].

A extensa lista das restrições às liberdades

Mas, ainda que o Executivo tenha sido obrigado a ceder nesse caso particular, isso não deixa de significar que Blair esteja desconstruindo paulatinamente a democracia britânica. Como disse Henry Porter, causa "um mal enorme à Constituição, à tradição de soberania parlamentar, à independência do poder judiciário, aos direitos da pessoa e à relação complexa entre o indivíduo e o Estado" [4].

Nada disso é verdadeiramente surpreendente vindo de um primeiro-ministro que se refugia na idéia de que apenas Deus julgará seus atos, ou de um governo que preconiza "o imperialismo liberal" e a necessidade "de reatar com os métodos mais rudes de uma outra era — a força, o ataque preventivo, a mentira e tudo mais que se revele necessário para combater aqueles que vivem ainda no século 19" [5].

Nos Estados Unidos, a amplitude do recuo democrático é espantosa. Através de um estado de exceção não-declarado, mas efetivo, o governo Bush procede à demolição sistemática da ordem constitucional. Governar por decretos secretos e decisões presidenciais arbitrárias tornou-se uma prática normal do Estado, como atestam as revelações cotidianas sobre a tortura, a existência de um arquipélago de prisões secretas e as operações não legais de espionagem interior.

Agindo por trás de uma cortina de segredos, o Executivo norte-americano arrogou-se consideráveis poderes extra-jurídicos. Pisa nos tratados internacionais e empreende guerras preventivas; prende, tortura e mantém indefinidamente detido, sem julgamento, qualquer um que tenha sido identificado por decreto presidencial como um "combatente ilegal"; apóia-se na criação de um "sistema" judiciário paralelo e secreto, colocado sob o controle direto do Pentágono e da Casa Branca; em poucas palavras: atribui a si mesmo o poder de ultrapassar a ordem existente definida pelo direito internacional e nacional.

Essa tomada de poder que se efetua metodicamente cortando cada vez mais as atribuições e competências dos outros braços do governo suscita resistências institucionais: no meio de dezembro de 2005, o Senado tentou finalmente interditar os "tratamentos cruéis, desumanos e degradantes" infligidas aos detentos (Detainee Treatment Act). No mesmo sentido, a Corte Suprema derrotou o presidente no início de julho, declarando anticonstitucionais os tribunais militares de exceção instaurados pela Casa Branca na Baía de Guantánamo. Mas, nos dois casos, o Executivo contorna ou tenta contornar o obstáculo: a pressão insistente da Casa Branca venceu a resistência da iniciativa do Senado. Novas formulações na lei senatorial não somente anulam seu efeito, mas poderiam muito bem abrir o caminho para uma "legalização" da tortura, "legitimando" a apresentação, diante das jurisdições norte-americanas, de depoimentos obtidos por esses métodos [6].

Em 30 de dezembro 2005, apenas alguns dias após o voto do Senado, o presidente George W. Bush reafirmava que seus "poderes como Comandante em Chefe e dirigente do ’braço executivo unitário’" (expressão referente a uma filosofia jurídica que afirma a primazia absoluta do Executivo sobre o Legislativo e o Judiciário) o autorizam a fazer "tudo aquilo que for necessário para defender a América", suscitando esta advertência por parte do senador Edward Kennedy: "Qualquer que seja a legislação do país, quaisquer que sejam os textos que tenham sido redigidos pelo Congresso, o braço executivo [reivindica] o direito de autorizar a tortura sem medo de inquéritos judiciários" [7].

Quanto ao julgamento da Corte Suprema sobre os tribunais militares, a Casa Branca tenta atualmente contorná-lo fazendo "legalizar (por uma nova lei do Congresso) ações ilegais", segundo expressão do New York Times. O esforço é transparente: trata-se "de minar a separação constitucional dos poderes" [8]...

Como se cria a "emergência permanente"

Essa vontade já estava presente antes do 11 de setembro. "Mesmo sem os atentados", destaca um pesquisador, "estava claro que o governo Bush iria agir unilateralmente cada vez que pudesse fazê-lo, e iria sistematicamente empurrar para cada vez mais além os limites do poder presidencial" [9]. Após os atentados, o presidente metamorfoseou-se em César norte-americano, enquanto as vozes dissidentes foram reduzidas ao silêncio pelo medo e pela mobilização do sentimento nacionalista.

Em suma, as barreiras que restringem habitualmente, em uma sociedade democrática, o uso arbitrário do poder coercitivo do Estado, desmoronaram. Testemunha disso são os memorandos de triste notoriedade sobre a tortura, redigidos por Alberto Gonzáles (atual ministro da Justiça) em 2002, reconhecendo o poder "constitucional" do presidente de utilizar, em tempo de guerra, todos os meios necessários, sem exceção, para o cumprimento de sua missão de "Comandante em Chefe" - mesmo em se tratando de atos que derrubem por terra o direito internacional. "Em virtude desse raciocínio, escreve o jurista David Cole, o presidente estaria, pela Constituição, habilitado a recorrer ao genocídio, se ele assim desejasse" [10].

Assistimos assim a uma reconfiguração da soberania que nega os princípios fundadores do liberalismo clássico: a separação dos poderes e o estabelecimento de garantias constitucionais para proteger a pessoa do arbítrio coercitivo do Estado.

Para os primeiros filósofos políticos democráticos, entre os quais Montesquieu e John Locke, é a separação dos poderes que dá essas garantias. Ela limita a ação dos governantes e garante desse modo "a tranqüilidade" (Montesquieu), ou seja, a liberdade política do indivíduo. Em teoria, essas barreiras constitucionais contra o absolutismo ou a tirania institucionalizam normas das quais os dirigentes só podem se livrar temporariamente, em circunstâncias excepcionais. Mais ainda: se, em caso de urgência ou de "necessidade" – por exemplo, em caso de guerra – e por períodos limitados de tempo, os dirigentes dos Estados democráticos podem se furtar a certas leis, não lhes é legalmente dado se furtar à ordem constitucional. Na teoria liberal-democrática, o estado de emergência (o "poder prerrogativo" do dirigente, na terminologia de Locke) é uma exceção destinada a salvaguardar a norma fundamental, que é precisamente a ordem constitucional.

Em um estado de emergência permanente, a exceção torna-se regra. No início do século 20, Carl Schmitt, teórico político reacionário alemão, elaborou e sistematizou uma doutrina sobre o estado de emergência e de exceção. Em seus primeiros escritos, ele opera uma distinção entre ditadura "comissarial" e "soberana". A primeira estaria fundada sobre a ordem jurídica existente e destinada a salvaguardar a norma constitucional; a segunda, destruiria essa norma. Em suas obras mais importantes, Teologia Política e A Noção do Político, ele opta pela segunda: "Impulsionados por sua extrema lógica, os trabalhos de Schmitt (...) constituem o fundamento de uma exceção autoritária sem exceção" [11]. Na segunda obra citada, Schmitt afirma que o Estado, como expressão mais elevada do político, apenas se realiza e descobre sua verdadeira essência em situações de emergência quando "ele escolhe seu inimigo e decide combatê-lo".

Rumo a um futuro estruturalmente sem lei.

Essa escolha produz senso de coletividade, unifica a nação, despolitiza a sociedade civil e concentra o poder. O estado de emergência permite ao Estado transcender a sociedade e estabelecer sua autonomia ditatorial. Tendo assim adquirido o monopólio da ação e da decisão política, o Estado, encarnado no ditador com poderes de exceção e que, desse modo, torna-se verdadeiramente soberano, goza de poderes ilimitados, começando pelo de ultrapassar ou de arrasar "a ordem jurídica existente". Visto que a guerra representa a forma mais pura do estado de emergência, ela torna-se o fundamento ontológico do Estado.

Atualmente, a desconstrução da ordem constitucional desenvolve-se em um contexto de "guerra" onipresente. Uma guerra definida desde o início pelo Executivo americano (e, a fortiori, por seus aliados) como sem fronteiras espaciais nem temporais. O documento da Casa Branca apresentando a Estratégia de Segurança Nacional (NSS) para 2002 equipara a "vulnerabilidade [dos Estados Unidos] ao terrorismo" a uma "nova condição de vida" [12]. A guerra perpétua torna-se o modo de vida desse início de século 21. Mais recentemente, podia-se ler no Quadrennial Defense Review (QDR), documento doutrinal do Pentágono, que a "Longa Guerra" empreendida pelos Estados Unidos é "uma luta que [se dará] em dezenas de países simultaneamente [por] muitos anos ainda" [13]. Do mesmo modo, vemos na Estratégia de Segurança Nacional para 2006, documento que retoma os elementos chave da NSS 2002 (a qual oficializa a doutrina da guerra preventiva), que "os Estados Unidos vivem os primeiros anos de uma longa luta, uma situação parecida com aquela que nosso país teve de enfrentar no início da Guerra Fria"[ NSS, Casa Branca, Washington, D.C., março 2006, p. 1.]].

Como sublinha a filósofa Judith Butler, "a perspectiva de um exercício [de poder do Estado ignorando a lei] estrutura o futuro indefinidamente. O futuro torna-se assim um futuro sem lei, não anárquico, mas submetido às decisões discricionárias de um conjunto de soberanos designados" [14].

Esses soberanos governam por meio do medo, estimulam o nacionalismo e exploram preconceitos raciais e étnico-religiosos. As operações de uma organização terrorista desterritorializada são apresentadas não como um perigo específico e circunscrito, mas como uma ameaça totalitária planetária de tipo hitleriano. Em 16 de outubro de 2005, Bush afirmava que os extremistas islâmicos tentavam "estabelecer um império islâmico radical estendendo-se da Espanha à Indonésia". Dois dias mais tarde, seu Conselheiro de Segurança Nacional, Stephen Hadley, declarava, diante do Conselho de Relações Exteriores em Nova York: "A Al-Qaeda tenta conseguir a adesão das massas muçulmanas, derrubar os governos moderados da região e restabelecer o califado islâmico que (na sua forma atual) reinaria da Espanha à Indonésia e além".

Esse exagero do poder da Al-Qaeda, tanto quanto as sinistras advertências da Casa Branca contra o espectro de "cogumelos atômicos" no dia seguinte ao 11 de setembro, poderiam parecer caricaturais se não se tratasse de um método de governo para mascarar as intenções autoritárias do Estado. É um jogo perigoso que atiça os ódios essencialistas: as culturas plurais do Islã são reduzidas a uma categoria indiferenciada designando o Outro, o bárbaro, o inimigo. O "choque de civilizações" torna-se pouco a pouco uma profecia auto-realizável.

A pior das tradições do Ocidente

A paisagem ideológica não é mais muito sadia na Europa, onde o medo do outro se traduz por uma suspeita sobre as pessoas "estrangeiras" ou "de origem migrante". Na França, por exemplo, os motins urbanos, manifestamente causados por longos anos de negligência social e de exclusão institucional, foram condenados por muitos como atentados étnico-religiosos contra "a identidade nacional" [15]. O governo reagiu à crise dos subúrbios de novembro de 2005 desenterrando uma lei que data da época colonial e decretando estado de urgência. Essas medidas dizem muito sobre o estado da cultura e... a cultura do Estado.

É preciso lembrar: foi em um contexto colonial que o estado de urgência como forma de exercício do poder foi mais freqüentemente utilizado pelas democracias liberais. Ao longo de seu aprendizado multicentenário do despotismo colonial, retomando a fórmula de Hannah Arendt [16], o Ocidente inventou os campos de concentração e ressuscitou a tortura (que, graças ao Iluminismo, estava em vias de extinção). Enquanto a Europa exportava sua violência, o despotismo norte-americano era aplicado no próprio país, sob a forma do escravismo.

Como sublinham as recentes apologias da colonização ou do imperialismo, esse passado não está definitivamente passado. Mesmo assim, na França, a memória anticolonial ainda está viva: o artigo 4 da lei de 23 de fevereiro de 2005, adotada pelo Parlamento francês, reconhecendo "a obra da França" em sua colônias teve de ser revogado por decreto, em 15 de fevereiro de 2006, diante dos protestos suscitados [17]. Nesse país, como em tantos outros, autoritarismo e espírito colonial estão uma vez mais intimamente ligados àqueles que reclamam regimes de exceção. Nas entrelinhas do discurso oficial transparece a idéia de que seria preciso um Estado autoritário para proteger dos bárbaros – seria preciso renunciar às nossas liberdades para preservar as nossas vidas.

Tradução de Carolina Massuia de Paula carolmpaula@yahoo.com.br


Fonte - Le Monde
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