Um terremoto de 6,8 graus na escala Richter foi registrado no mar em frente à costa de Fukushima. O tremor ocorreu às 14h30 do horário local (2h30 de Brasília), com epicentro no mar e a cerca de 20 quilômetros de profundidade, segundo a agência meteorológica japonesa.
Um alerta de tsunami chegou a ser emitido para as regiões de Fukushima e Miyagi, mas foi retirado cerca de duas horas depois, após não ser constatada nenhuma onda de até meio metro, como previsto.
Segundo a emissora "NHK", o terremoto não afetou a central nuclear de Fukushima Daiichi, e também não foi registrada elevação dos níveis de radiação.
Além disso, nas centrais próximas de Onagawa e Fukushima Daini, paradas desde o terremoto de 11 de março, também não foi detectada nenhuma avaria.
Por enquanto, nenhum meio de comunicação local divulgou informações sobre danos graves, nem foram relatadas vítimas do terremoto. O tremor, que também foi notado em Tóquio, alcançou 5 graus na escala japonesa fechada de 7, que foca-se mais nas áreas afetadas do que na intensidade do terremoto.
Fonte - Último Segundo
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
“A Europa está à beira do abismo”
Jacques Delors, antigo presidente francês da Comissão Europeia, afirma que a Europa está à beira do abismo, com risco de desintegração, e denuncia a reacção demasiado tímida face a esta crise, sobretudo da Alemanha e da França.As afirmações de Delors surgem numa entrevista conjunta aos diários belga Le Soir e suíço Le Temps, onde diz também que a cimeira franco-alemã de terça-feira não trouxe verdadeiras soluções para a crise actual.
“Abramos os olhos: o euro e a Europa estão à beira do abismo. Para não caírem, a escolha parece-me simples: ou os Estados-membros aceitam a cooperação económica reforçada, que sempre defendi, ou eles transferem poderes suplementares para a União. A segunda opção é recusada pela maioria dos países, resta a primeira”, afirma o presidente da Comissão entre 1985 e 1994, um período de fortes avanços na integração dos países que tinham começado por se reunir numa Comunidade Económica Europeia (CEE) e de alargamento a novos membros.
Na sua opinião, ignorar o precipício que se abre hoje perante a moeda única e a construção europeia, sem adoptar a cooperação económica reforçada que defende, levará à implacável desintegração do projecto comunitário.
Delors foi um dos grandes impulsionadores do mercado único europeu e, aos 86 anos, continua a ser uma referência importante nos assuntos europeus.
Fonte - Público
Nota DDP: Ao longo da história e, sob as mais diversas justificativas, tentou-se a reunificação da Europa, no entanto, Daniel Capítulo 2 continua intacto:
43 Quanto ao que viste do ferro misturado com barro de lodo, misturar-se-ão com semente humana, mas não se ligarão um ao outro, assim como o ferro não se mistura com o barro.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
"Ateísmo Adventista"
Será que existem professos seguidores de Cristo que dizem acreditar em Deus mas vivem como se Ele não existisse? Será que existem Adventistas assim? Mesmo embora não gostemos de admitir, podemos encontrar esse tipo de “ateísmo” na experiência religiosa de cada um de nós. Ateísmo Adventista é um chamado para todos aqueles que tenham coragem suficiente para admitir sua própria hipocrisia. Se você permitir, os temas abordados irão confrontá-lo, desafiá-lo e despertá-lo. Que tal, de uma vez por todas, viver segundo sua crença?
20/08/2011 | “Eu Creio em Deus, Mas…”
27/08/2011 | “Eu Creio em Deus, Mas Não Falo Sobre Ele.”
03/09/2011 | “Eu Creio em Deus, Mas Ainda Vivo Preocupado.”
10/09/2011 | “Eu Creio em Deus, Mas Não Acho Que Ele Seja Justo.”
17/09/2011 | “Eu Creio em Deus, Mas Não Consigo Perdoar.”
24/09/2011 | “Eu Creio em Deus, Mas O Que É Meu . . . É Meu.”
01/10/2011 | “Eu Creio em Deus, Mas Não Acho que Jesus Volte Tão Cedo.
www.novasemente.org
domingo, 14 de agosto de 2011
Google deu informação de utilizadores a serviços secretos
Um porta-voz da Google, em declarações à revista alemã 'WirtschaftsWoche', admitiu esta semana que o gigante da Internet cedeu dados de utilizadores europeus aos serviços secretos americanos, criando um conflito em relação à violação de várias leis de privacidade.O EUA Patriot Act, uma lei concebida para combater o terrorismo, mas muitas vezes criticada por 'abrir a porta' à violação de direitos do cidadão, requer que as empresas sediadas em território americano entreguem ao governo, se solicitado, os dados que recolheram das suas subsidiárias no estrangeiro. Empresas como a Google, Microsoft ou Amazon não têm grande escolha.
Contrariamente ao que esta lei exige, as normas da União Europeia estabelecem que as empresas que operam sob a sua competência devem proteger as informações pessoais dos seus cidadãos.
Não há, no entanto, nenhum sinal de que os países vão discutir o assunto. Até que o façam, as empresas subsidiárias dos EUA que operem no estrangeiro estão tecnicamente veiculadas a duas leis, o que fará com que as empresas tenham, forçosamente, de violar uma delas.
Fonte - DN
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Papa saúda delegação ortodoxa: novos esforços ecumênicos
Como Bento XVI fez questão de salientar, "sua participação [da delegação] nesta [ocasião], nosso dia de festa, como a presença de nossos representantes em Istambul para a Festa de Santo André, expressa a verdadeira amizade e irmandade que une a Igreja de Roma e o Patriarcado Ecumênico, sendo que ambos são baseados na fé recebida do testemunho dos apóstolos."
O NewsVa. ainda recapitula a história desta aproximação entre Roma e Istambul, a qual remonta ao concílio Vaticano Segundo. A partir de então, cada denominação tem enviado delegações às festas religiosas da outra.
O que não deixa de despertar a curiosidade é que Ratzinger reconhecesse a legitimidade da herança apostólica da igreja Ortodoxa. Durante séculos, desde o cisma em 1054, as acusações mútuas eram comuns. A Igreja Católica Apostólica Romana, por exemplo, não cansou de acusar o patriarcado de heresia, enquanto reivindicava que o papa era a única cabeça da igreja universal de Cristo.
Agora, o quadro mudou. Bento XVI tem um alvo: o Dia Mundial da Reflexão. Este evento, marcado para o próximo 27 de Outubro, é definido como um momento de "diálogo e oração pela paz e justiça no mundo". Claramente, o pontífice respira ecumenismo!
Fiquemos alertas aos próximos passos de Bento XVI. Os eventos finais estão acontecendo bem diante de nós - como reagiremos a eles? Queira Deus que, pela fé, permaneçamos em pé!
Fonte - Outra Leitura
terça-feira, 9 de agosto de 2011
"A Grande Esperança"
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segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Os mercados financeiros governam o mundo
Os governantes das principais nações do mundo não têm mais domínio da situação, afirma o jornalista Bernd Riegert, da DW, pois os rumos da economia mundial são determinados pelos mercados financeiros.
Os líderes políticos dos Estados Unidos, da Europa e da Ásia assistem impotentes à maneira como os anônimos mercados financeiros direcionam fluxos bilionários para as bolsas de todo o mundo e ditam as políticas fiscal e econômica.
Há tempos que o presidente Barack Obama, a chanceler federal Angela Merkel e o presidente Nicolas Sarkozy não agem mais, mas são empurrados. Merkel e Sarkozy procuram acalmar a situação com declarações desvalidas de que eles teriam, há menos de três semanas, tomado decisões maravilhosas na última cúpula do euro. Isso não ajuda mais em nada.
Os mercados financeiros, os investidores e gestores de fundos de pensão encontram-se num clima irracional de fim dos tempos. Na prática, os fatos econômicos e político-financeiros não mudaram nos últimos 14 dias, mas mesmo assim vende-se nas bolsas de valores o que ainda dá para vender.
O rebaixamento da nota de crédito dos Estados Unidos pela agência de rating Standard & Poor's agravou ainda mais todo esse tumulto. A agência comprovou o que os mercados financeiros já sabiam há muito: que também o homem supostamente mais poderoso do mundo, o presidente norte-americano, é impotente na hora de enfrentar Wall Street.
Para os Estados Unidos, a obtenção de novos empréstimos vai agora se tornar mais difícil. Há possibilidades de uma reincidência de recessão, o que teria consequências para todo o mundo. A próxima onda da crise financeira e econômica mundial, que teve início em 2008, vem a nosso encontro.
Se a conjuntura econômica sofrer uma retração mundial, não haverá mais recursos estatais para programas de incentivo ao consumo e à produção: os principais países da zona do euro não estão mais em condições de contrair ainda mais dívidas.
O poder dos mercados financeiros é de dar medo. Se as especulações se voltarem agora contra a Itália, com a perda de confiança no Estado italiano, ou seja, se os títulos públicos do país se tornarem impagáveis, a zona do euro também não vai conseguir escapar.
As dívidas da Itália não podem ser assumidas por outros, uma injeção de liquidez é impensável. Caso isso acontecesse, até mesmo a Alemanha, que ainda conduz a Europa como locomotiva solitária da conjuntura, ficaria sobrecarregada. A União Europeia terá que se imbuir de medidas mais acirradas que as tomadas até agora, a fim de impressionar os mercados financeiros, que notoriamente determinam o caminho a ser seguido.
Chegou a hora de transformar os pacotes de ajuda num fundo monetário europeu decente, capaz de ajudar países em crise. Chegou a hora de dar à zona do euro um governo econômico digno deste nome. Chegou a hora de contar a verdade aos cidadãos europeus e dizer a eles que todos nós teremos de carregar as dívidas dos países da zona do euro com altas taxas de inflação.
Se Merkel, Sarkozy e companhia continuarem enrolando, o euro, como moeda comum, não terá mais salvação. Aí será apenas uma questão de tempo até que as agências de rating tirem a melhor nota, o A triplo, da França, do Reino Unido e até mesmo da Alemanha.
Pois a situação estrutural na França não é muito diferente da dos Estados Unidos. A Alemanha está aumentando suas dívidas públicas em velocidade recorde. É questionável se a União Europeia, o Grupo dos 7 países industrializados mais importantes ou o G20, com os emergentes a bordo, ainda serão capazes de fazer algo. A crise econômica mundial se aproxima, os mercados financeiros reinam e as agências de rating governam.
Fonte DW-World
Nota DDP: Ainda sobre a turbulência que parece se generalizar no plano internacional:
Tumultos em Londres revelam os problemas das metrópoles - CBN
Os líderes políticos dos Estados Unidos, da Europa e da Ásia assistem impotentes à maneira como os anônimos mercados financeiros direcionam fluxos bilionários para as bolsas de todo o mundo e ditam as políticas fiscal e econômica.
Há tempos que o presidente Barack Obama, a chanceler federal Angela Merkel e o presidente Nicolas Sarkozy não agem mais, mas são empurrados. Merkel e Sarkozy procuram acalmar a situação com declarações desvalidas de que eles teriam, há menos de três semanas, tomado decisões maravilhosas na última cúpula do euro. Isso não ajuda mais em nada.
Os mercados financeiros, os investidores e gestores de fundos de pensão encontram-se num clima irracional de fim dos tempos. Na prática, os fatos econômicos e político-financeiros não mudaram nos últimos 14 dias, mas mesmo assim vende-se nas bolsas de valores o que ainda dá para vender.
O rebaixamento da nota de crédito dos Estados Unidos pela agência de rating Standard & Poor's agravou ainda mais todo esse tumulto. A agência comprovou o que os mercados financeiros já sabiam há muito: que também o homem supostamente mais poderoso do mundo, o presidente norte-americano, é impotente na hora de enfrentar Wall Street.
Para os Estados Unidos, a obtenção de novos empréstimos vai agora se tornar mais difícil. Há possibilidades de uma reincidência de recessão, o que teria consequências para todo o mundo. A próxima onda da crise financeira e econômica mundial, que teve início em 2008, vem a nosso encontro.
Se a conjuntura econômica sofrer uma retração mundial, não haverá mais recursos estatais para programas de incentivo ao consumo e à produção: os principais países da zona do euro não estão mais em condições de contrair ainda mais dívidas.
O poder dos mercados financeiros é de dar medo. Se as especulações se voltarem agora contra a Itália, com a perda de confiança no Estado italiano, ou seja, se os títulos públicos do país se tornarem impagáveis, a zona do euro também não vai conseguir escapar.
As dívidas da Itália não podem ser assumidas por outros, uma injeção de liquidez é impensável. Caso isso acontecesse, até mesmo a Alemanha, que ainda conduz a Europa como locomotiva solitária da conjuntura, ficaria sobrecarregada. A União Europeia terá que se imbuir de medidas mais acirradas que as tomadas até agora, a fim de impressionar os mercados financeiros, que notoriamente determinam o caminho a ser seguido.
Chegou a hora de transformar os pacotes de ajuda num fundo monetário europeu decente, capaz de ajudar países em crise. Chegou a hora de dar à zona do euro um governo econômico digno deste nome. Chegou a hora de contar a verdade aos cidadãos europeus e dizer a eles que todos nós teremos de carregar as dívidas dos países da zona do euro com altas taxas de inflação.
Se Merkel, Sarkozy e companhia continuarem enrolando, o euro, como moeda comum, não terá mais salvação. Aí será apenas uma questão de tempo até que as agências de rating tirem a melhor nota, o A triplo, da França, do Reino Unido e até mesmo da Alemanha.
Pois a situação estrutural na França não é muito diferente da dos Estados Unidos. A Alemanha está aumentando suas dívidas públicas em velocidade recorde. É questionável se a União Europeia, o Grupo dos 7 países industrializados mais importantes ou o G20, com os emergentes a bordo, ainda serão capazes de fazer algo. A crise econômica mundial se aproxima, os mercados financeiros reinam e as agências de rating governam.
Fonte DW-World
Nota DDP: Ainda sobre a turbulência que parece se generalizar no plano internacional:
Tumultos em Londres revelam os problemas das metrópoles - CBN
domingo, 7 de agosto de 2011
O declínio nos EUA se mostra mais evidente
“É um comum” dizerem que os EUA, que “apenas alguns anos atrás era celebrado como um colosso com poder sem paralelos e apelo incomparável, está em declínio, enfrentando de forma ameaçadora a perspectiva de sua decadência final”, escreve Giacomo Chiozza na atual edição da revista “Political Science Quarterly”.De fato, é uma opinião compartilhada por muitos. E com alguma razão, apesar de uma série de esclarecimentos serem devidos. Para começar, o declínio começou desde o ponto alto do poder norte-americano após a Segunda Guerra Mundial; a sensação notável de triunfo pós-guerra do Golfo nos anos 90 foi em grande parte uma fantasia.
Outro tema comum, ao menos entre aqueles que não são deliberadamente cegos, é que o declínio americano é, em grande medida, auto-infligido. A ópera cômica em Washington neste verão, que enojou o país e intrigou o mundo, talvez não tenha análogo nos anais da democracia parlamentar.
O espetáculo está até assustando os patrocinadores da charada. O poder corporativo agora está preocupado que os extremistas que ajudaram a eleger talvez de fato derrubem o prédio no qual sua própria fortuna e privilégio residem, o poderoso Estado-babá que atende aos seus interesses.
A ascendência do poder corporativo sobre a política e a sociedade –que já é quase toda financeira- atingiu tal ponto que as duas organizações políticas, que nesta altura mal parecem partidos tradicionais, estão muito à direita da população nas principais questões em debate.
Para o público, a principal preocupação doméstica é o desemprego. Sob as atuais circunstâncias, essa crise só pode ser superada por um estímulo governamental significativo, muito além do que foi implementado recentemente, que mal se equiparou ao declínio nos gastos estatais e locais –apesar de essa iniciativa, mesmo limitada, ter salvado talvez milhões de empregos.
Para as instituições financeiras, a principal preocupação é o déficit. Portanto, somente o déficit está em discussão. Uma grande maioria da população defende enfrentar o déficit taxando os muito ricos (72% a favor, 27% contra), segundo uma pesquisa do Post-ABC News de Washington. A maioria avassaladora é contra cortar programas de saúde (69%, Medicaid, 78% Medicare). O resultado provável, no entanto, é o oposto.
O Programa de Atitudes de Políticas Internacionais pesquisou como o público eliminaria o déficit. O diretor do programa, Steven Kull, escreve: “Claramente, tanto o governo quanto a Câmara Legislativa liderada pelos republicanos estão fora de contato com os valores e prioridades da população em relação ao orçamento.”
A pesquisa ilustra a grande divisão: “A maior diferença quanto aos gastos foi que o público defendeu cortes profundos nos gastos com defesa, enquanto o governo e a Câmara propõem aumentos modestos. O público também prefere gastar mais com treinamento profissional, educação e controle da poluição”.
O acordo final –ou, mais precisamente, a capitulação à extrema direita- é o oposto total disso, e quase certamente levará a um crescimento mais lento e danos de longo prazo a todos, com exceção dos ricos e das corporações, que estão tendo lucros recorde.
Nem mesmo se discute o fato que o déficit seria eliminado se, como mostrou o economista Dean Baker, o sistema de saúde privatizado e disfuncional nos EUA fosse substituído por algum similar a de outras sociedades industriais, que têm metade dos custos per capita e resultados comparáveis ou melhores.
As instituições financeiras e as Grandes Farmacêuticas são poderosas demais para tais opções serem até mesmo consideradas, apesar da ideia não parecer utópica.
Fora da agenda por razões similares estão outras opções economicamente viáveis, tais como o imposto sobre pequenas transações financeiras.
Enquanto isso, novos presentes são regularmente enviados a Wall Street. O Comitê de Apropriações da Câmara cortou o pedido de orçamento para a Securities and Exchange Comission (a CVM americana), primeira barreira contra a fraude financeira. A Agência de proteção ao Consumidor não deve sair intacta.
O Congresso usa outras armas em sua batalha contra as futuras gerações. Segundo o “New York Times”, a American Electric Power, enfrentando oposição republicana à proteção ambiental, engavetou “o esforço mais proeminente do país de capturar o dióxido de carbono de uma usina de carvão existente, dando um duro golpe nas tentativas de deter as emissões responsáveis pelo aquecimento global”.
Os golpes auto-infligidos são cada vez mais fortes, mas não são uma inovação recente. Eles datam dos anos 70, quando a economia nacional sofreu grandes transformações, pondo um fim ao que é comumente chamado de “Anos Dourados” do capitalismo.
Dois importantes elementos foram a financeirização (a mudança da preferência do investidor da produção industrial para finanças, seguros e imóveis) e o envio da produção ao exterior. O triunfo da ideologia da “doutrina de mercado livre”, altamente seletiva como sempre, administrou outros golpes, quando foi traduzida para desregulamentação, regras de governança corporativa ligando gigantescos prêmios aos diretores executivos a lucros de curto prazo e outras decisões similares.
A concentração de renda resultante gerou maior poder político, acelerando um ciclo vicioso que levou fortunas extraordinárias para uma fração de 1% da população, na maior parte diretores executivos das grandes corporações, gerentes de fundos alavancados e similares, enquanto para a grande maioria a renda praticamente estagnou.
Em paralelo, o custo das eleições explodiu, levando os dois partidos cada vez mais fundo nos bolsos corporativos. O que restou de democracia política foi minado ainda mais quando os dois partidos passaram a leiloar posições de liderança no Congresso, como ressalta o economista político Thomas Ferguson no “Financial Times”.
“Os principais partidos políticos pegaram emprestada a prática dos grandes varejistas como Walmart, Best Buy ou Target, que se tornou única nas legislaturas em torno do mundo desenvolvido: os partidos dos EUA agora anunciam preços para as posições importantes no processo legislativo”, escreve Ferguson. Os legisladores que contribuem mais fundos ao partido ficam com os cargos.
O resultado, de acordo com Ferguson, é que os debates “dependem pesadamente da repetição sem fim de meia dúzia de slogans que foram testados por seu apelo aos blocos de investidores nacionais e grupos de interesse, de quem os políticos dependem para obter recursos”. Que se dane o país.
Antes do crash de 2007, pelo qual elas foram amplamente responsáveis, as novas instituições financeiras pós-Anos Dourados ganharam poder econômico impressionante, mais do que triplicando seus lucros corporativos. Após o crash, uma série de economistas começou a investigar sua função em termos puramente econômicos. O prêmio Nobel Robert Solow concluiu que seu impacto geral pode ser negativo: “Os sucessos provavelmente acrescentam pouco ou nada à eficiência da economia real, enquanto os desastres transferem riqueza dos contribuintes aos financistas”.
Ao destruir o que resta da democracia política, as instituições financeiras estão estabelecendo a base para avançar seu processo letal –enquanto suas vítimas estiverem dispostas a sofrer em silêncio.
Fonte - UOL
Nota DDP: Antecipa a revelação:
Quando nossa nação [Estados Unidos], em suas assembléias legislativas, promulgar leis que restrinjam a consciência das pessoas quanto ao seus privilégios religiosos, impondo a observância do domingo e exercendo poder opressor contra os que guardam o sábado do sétimo dia, a lei de Deus será, para todos os efeitos, invalidada em nosso país, e a apostasia nacional será seguida de ruína nacional. "The Seventh-day Adventist Bible Commentary", vol. 7, pág. 977.
É ao tempo da apostasia nacional, quando, agindo segundo os métodos de Satanás, os governantes da Terra se enfileirarem ao lado do homem do pecado - é então que a medida da culpa se encherá; a apostasia nacional é o sinal para a ruína da nação. "Mensagens Escolhidas", vol. 2, pág. 373.
Princípios católicos romanos serão adotados sob o cuidado e a proteção do Estado. Esta apostasia nacional será rapidamente seguida pela ruína nacional. "Review and Herald", 15 de junho de 1897.
Quando as igrejas protestantes se unirem com o poder secular para amparar uma religião falsa, à qual se opuseram os seus antepassados, sofrendo com isso a mais terrível perseguição, então o dia de repouso papal será tornado obrigatório pela autoridade mancomunada da Igreja e do Estado. Haverá uma apostasia nacional que só terminará em ruína nacional. "Evangelismo", págs. 234 e 235.
Quando o Estado usar seu poder para impor os decretos e amparar as instituições da Igreja - então a América Protestante terá formado uma imagem do papado e haverá uma apostasia nacional que só terminará em ruína nacional. "The Seventh-day Adventist Bible Commentary", vol. 7, pág. 976. (Eventos Finais - Ellen G. White - p. 133/134)
A ruína nacional parece aproximar-se a passos largos, estaria a "apostasia nacional" antecipada pela profecia propensa a se efetivar antes desta queda dos EUA? Ou haverá novo eco na história que venha a caracterizar essa condição?
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Crise da economia global está iminente
As bolsas de valores de todo o mundo estão derretendo e os investidores entrando em estado de pânico por causa da recessão econômica que deve atingir em breve os Estados Unidos e diversos países da Europa. A sensação é de que uma bomba-relógio está ligada e pode ser detonada a qualquer momento, caso países como a Espanha e a Itália entrem em colapso, afirmou o economista da Prosper Corretora, Demétrius Borel Lucindo. Na edição desta quinta-feira, a revista americana Times alerta para uma crise iminente da economia global. Segundo o artigo assinado por Zachary Karabell, as reações das bolsas americanas, que apresentaram quedas substanciais nos últimos dias, só representam o crescente consenso entre a classe dos investidores que uma dupla recessão é prevista e como resultado, as bolsas de todo mundo vão passar por tempos difíceis, com grande chance de quebra. O autor ainda argumenta que mesmo para os mais otimistas analistas de mercado uma nova recessão é provável.
O artigo da revista Times cita o respeitável analista de mercado John Hussman, que, segundo ele, teme como desencadeador da crise global o contínuo crescimento chinês, que terá, em curto prazo, repercurssões em países como o Brasil, Canadá e Austrália. Nem o aguardado acordo entre democratas e republicanos sobre o aumento do teto da dívida americana realizado no início desta semana afastou as preocupações dos investidores do mercado de ações. Na verdade, elas ganharam força com a perspectiva de que a maior economia mundial terá que conter de forma representativa seus gastos e, desta forma, abalar a já abalada situação financeira do próprio país e das demais economias está assustando os mercados. A crise em países de peso na Europa, como Itália e Espanha, ainda reforça o cenário de cautela, com a possível contaminação da crise para novos países de maior peso na região.
No Brasil, o pregão da Bolsa de Valores de São Paulo teve o segundo pior resultado do ano nessa quarta-feira, com baixa de 2,26%, aos 56.017 pontos, o menor nível desde setembro de 2009. No acumulado do mês, a queda chega a 4,77% e, no ano, a 19,17%. "Mesmo com todas as incertezas lá fora, não há nada que justifique tamanho derretimento do mercado acionário brasileiro. Aqui, o consumo continua forte e as empresas listadas na Bovespa, lucrando como nunca", destacou o economista da Prosper. Na manhã desta quinta-feira, o pânico ainda tomava conta dos investidores. Com pouco mais de dez minutos de pregão, a Bolsa de Valores de São Paulo rompeu não só o patamar de 56 mil pontos como também o dos 55 mil pontos. Às 10h31, a queda era de 2,43%, a 54.669 pontos. Nos EUA, o Dow Jones recuava 1,40% no mesm o horário. Na Ásia, o iene desabava ante o dólar, depois que as autoridades japonesas intervieram para conter a alta recente da moeda, impulsionando a Bolsa de Tóquio. A maioria dos mercados da região, porém, fechou em queda devido aos temores sobre a desaceleração do crescimento mundial.
Fonte - Estado de Minas
Nota DDP: Ver também "Crise já atinge sistema financeiro da Europa". Destaque:
“A questão fiscal da Europa deveria ter sido resolvida em maio de 2010. Estamos vivendo uma situação de total despreparo político, leviandade, omissão e falta de liderança em geral. E os Estados Unidos estão entrando na mesma trilha. A lição que a Europa já nos deu é que a conta dos erros chega. E, quanto mais tarde aceitar pagá-la, mais caro fica. Por onde começar? Aos tropeços! Mas antes, é preciso aceitar que o dinheiro acabou. Essa ficha ainda não caiu “, afirma um economista brasileiro, com muita experiência no mercado financeiro internacional.
O artigo da revista Times cita o respeitável analista de mercado John Hussman, que, segundo ele, teme como desencadeador da crise global o contínuo crescimento chinês, que terá, em curto prazo, repercurssões em países como o Brasil, Canadá e Austrália. Nem o aguardado acordo entre democratas e republicanos sobre o aumento do teto da dívida americana realizado no início desta semana afastou as preocupações dos investidores do mercado de ações. Na verdade, elas ganharam força com a perspectiva de que a maior economia mundial terá que conter de forma representativa seus gastos e, desta forma, abalar a já abalada situação financeira do próprio país e das demais economias está assustando os mercados. A crise em países de peso na Europa, como Itália e Espanha, ainda reforça o cenário de cautela, com a possível contaminação da crise para novos países de maior peso na região.
No Brasil, o pregão da Bolsa de Valores de São Paulo teve o segundo pior resultado do ano nessa quarta-feira, com baixa de 2,26%, aos 56.017 pontos, o menor nível desde setembro de 2009. No acumulado do mês, a queda chega a 4,77% e, no ano, a 19,17%. "Mesmo com todas as incertezas lá fora, não há nada que justifique tamanho derretimento do mercado acionário brasileiro. Aqui, o consumo continua forte e as empresas listadas na Bovespa, lucrando como nunca", destacou o economista da Prosper. Na manhã desta quinta-feira, o pânico ainda tomava conta dos investidores. Com pouco mais de dez minutos de pregão, a Bolsa de Valores de São Paulo rompeu não só o patamar de 56 mil pontos como também o dos 55 mil pontos. Às 10h31, a queda era de 2,43%, a 54.669 pontos. Nos EUA, o Dow Jones recuava 1,40% no mesm o horário. Na Ásia, o iene desabava ante o dólar, depois que as autoridades japonesas intervieram para conter a alta recente da moeda, impulsionando a Bolsa de Tóquio. A maioria dos mercados da região, porém, fechou em queda devido aos temores sobre a desaceleração do crescimento mundial.
Fonte - Estado de Minas
Nota DDP: Ver também "Crise já atinge sistema financeiro da Europa". Destaque:
“A questão fiscal da Europa deveria ter sido resolvida em maio de 2010. Estamos vivendo uma situação de total despreparo político, leviandade, omissão e falta de liderança em geral. E os Estados Unidos estão entrando na mesma trilha. A lição que a Europa já nos deu é que a conta dos erros chega. E, quanto mais tarde aceitar pagá-la, mais caro fica. Por onde começar? Aos tropeços! Mas antes, é preciso aceitar que o dinheiro acabou. Essa ficha ainda não caiu “, afirma um economista brasileiro, com muita experiência no mercado financeiro internacional.
Somália: fome está a aumentar
A fome está a alastrar a três novas zonas da Somália, incluindo a capital Mogadíscio, onde se concentram os deslocados em fuga de uma grave seca que afecta toda a região do Corno de África, alerta a ONU.
«A situação representa a mais grave crise humanitária no mundo actual e a pior crise de segurança alimentar desde a fome de 1991-1992 na Somália», acrescentam os responsáveis das Nações Unidas, citados pela agência France Presse.
As novas regiões afectadas incluem dois locais onde se concentraram centenas de milhares de deslocados somalis, para tentar ter acesso a alimentação.
Fonte - IOL
«A situação representa a mais grave crise humanitária no mundo actual e a pior crise de segurança alimentar desde a fome de 1991-1992 na Somália», acrescentam os responsáveis das Nações Unidas, citados pela agência France Presse.
As novas regiões afectadas incluem dois locais onde se concentraram centenas de milhares de deslocados somalis, para tentar ter acesso a alimentação.
Fonte - IOL
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