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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

A igreja verdadeira profeticamente identificada na Bíblia

Esquema de estudo – Prof. Sikberto R. Marks

1. Surgimento

- Há três versos na Bíblia que falam a mesma coisa, identificando a igreja verdadeira: Isa. 8:20; Apoc. 12:17; Apoc. 14:12., tratam do testemunho e da lei, que identifica o povo de DEUS.
- À Lei e ao Testemunho: as duas características básicas da igreja verdadeira (Isa. 8:20)
- Tempo determinado profeticamente: Daniel 8:14 – 2.300 anos: 457-1844, purificação do santuário (juízo) (457 aC – 1844 dC); – profeticamente nesse ano JESUS entra no santíssimo, torna-Se juiz, purifica o Santuário, como no dia da expiação. A única igreja que prega sobre o juízo, as três mensagens angélicas é a IASD (7ª igreja), que guarda os Mandamentos e tem a fé de JESUS (Bíblia e Espírito de Profecia). Em 22 de outubro de 1844 confirmou-se a profecia de Apoc. 10:8-11, sobre o livro de Daniel (Dan. 8:14) quando dias antes desta data pensavam que JESUS voltaria, isto lhes foi doce, mas no dia seguinte, o erro lhes foi amargo. Então, estudando mais ainda, surgiu a IASD.
- Apoc. 14:6 a 12, a igreja que prega “adorai aquele que fez” (ver Êxo. 20:11 – “porque em seis dias Ele fez…” + Gên. 2:1-3: o sábado é porque Ele fez, não porque ressuscitou); caiu babilônia; sinal e adoração a besta; perseverança dos que guardam os mandamentos e a fé;
- Mar. 2:27 – Sábado por causa da criação do homem, portanto, o domingo não é santo por causa da ressurreição, o sábado foi destacado por causa da criação do homem;
- A igreja que guarda os mandamentos e tem o testemunho de JESUS: Apoc. 12:17que é o Espírito de Profecia Apoc. 19:10;
- Passa no teste de Elias: Isa. 8:20, à Lei e ao testemunho… + João 5:39, examinais as escrituras e está de acordo com doutrina dos apóstolos (Atos 2:42)
- É a que cumpre o “ide” de JESUS de ensinar a guardar todas as coisas que Eu vos tenho ordenado (Mat. 28:19 e 20)
- Sétima igreja, e última na sucessão de Apocalipse (Apoc. 3:14 a 21), os vencedores em cada igreja, vencerão como Ele venceu (Apoc. 17:14); 
 
Obs: JESUS, morreu na sexta, descansou sábado, ressuscitou domingo (Luc. 23:54-56), e nada disse sobre a necessidade de mudança, e Ele é o legislador (Tiago 4:12)
Identificação da igreja verdadeira: à Lei e ao Testemunho (Bíblia e Espírito de Profecia) conforme Isa 8:20; Apoc. 14:12 + 12:17 + 19:10: Lei + Testemunho e Espírito de Profecia = fé de JESUS)

2. A verdadeira igreja, características: 

- Baluarte da verdade: I Tim. 3:15
- Guarda todos os mandamentos: Mateus 19:17; Tiago 2:10 + Mat. 5:19; Apoc 12:17; 14:12 (+ Sal 119:86 e 151; Ecle. 12:13-14).
- É conhecida pelos seus frutos: Mat. 7:16
- Está de acordo com a doutrina dos apóstolos: Atos 2:42
- Ama a DEUS obedecendo os mandamentos: Rom. 13:9 e 10; João 14:15 e 21-24; 15:7-10; I João 2:3, 4 a 6; 3:24; 5:3.
- O mandamento que é também antigo: I João 2:7; II João 5 e 6;
- Tem a Lei de DEUS escrita no coração: II Cor. 3:3;
- Serão salvos porque fazem a vontade do Pai: Mat. 7:21. 
3. Obedece os Dez Mandamentos da Bíblia, não de outra origem

O sábado no Novo Testamento:

- Mat. 12:8 – O Senhor do sábado
- Mat. 12:1-14 – prática do sábado
- Mat. 24:20 – não fugir no sábado
- Mat. 27:62 – sexta-feira, dia preparação
- Mat. 28:1 – não foram ao sepulcro no sábado
- Marc. 2:27-28 – O Senhor do sábado
- Marc. 15:42 e 16:1 – sexta, preparação
- Luc. 6:5 – O Senhor do sábado
- Luc. 23:54 e 56 – sábado descansaram
- João 19:31 – sexta, preparação
- Heb. 4:4 e 10 – descanso no sábado
Culto sábados pelos apóstolos: Atos 13:14; 27; 42; 44; 16:13; 17:2; 18:4; II Cor. 3:3; Heb. 4:4

Lei no Novo Testamento: Mat. 5:17 a 19 (vim cumprir) + Tiago 2:10-12 e 4:11-12 e 1:25 (toda lei); II Cor. 3:3; I João 2:3-6; 3:24; 5:3; II João 6 

4. O que fazer ao descobrir que está no caminho errado?

Sai dela: Apoc. 18:4

Nem DEUS, nem JESUS, nem os anjos, nem os profetas, nem os apóstolos, nem Maria mãe de JESUS, nem o Velho ou o Novo testamento, nem qualquer adorador que seguiu de perto a Bíblia fez alguma menção sobre a mudança do sábado para o domingo.

Fonte - Cristo Voltará

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

"Em tempos de outono"

Em tempos de outono: poderá a fé sobreviver aos tempos atuais? (Pr. Douglas Reis)

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Chegou a hora

Este livro foi escrito tendo em mente os membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia, mas, como as profecias acerca da volta de Cristo são características peculiares do cristianismo, ele está aberto a todos os cristãos.

Em harmonia com o mundo cristão, creio nos dons espirituais, especialmente no dom de profecia. Acredito que ele foi manifestado na vida e ministério de Ellen G. White, e que seus escritos contribuíram para uma melhor compreensão da esperança cristã do retorno de Jesus. Sugiro alguns livros que podem ajudá-lo a conhecer melhor sua vida e obra: A Mensageira do Senhor (publicado pela Casa Publicadora Brasileira). Outro bom livro é “Um Dom de Luz” (Editora Universitária Adventista). Em apenas 70 páginas, seu autor Roger W. Coon, mostra como Ellen G. White é reconhecida como uma pessoa inspirada até mesmo por não adventistas. Posso recomendar ainda o livro “Crede em Seus Profetas” de Denton E. Rebok. Livro este que foi editado pela Casa Publicadora Brasileira com o objetivo de “edificar a igreja e fortalecer sua fé no dom profético.” Com certeza estas leituras o levarão a ter uma visão mais abrangente sobre quem foi Ellen G. White. Contudo, logo após esta introdução, incluí algumas informações sobre o dom profético de Deus e sua manifestação nos últimos dias. No final do livro você também encontrará um apêndice com as principais datas e ocorrências na vida e obra dessa importante autora.

Escrevi esse livro, porque não posso guardar essa mensagem somente para mim, pois trata da nossa maravilhosa esperança. Mesmo que alguns tenham pontos de vista diferentes, estou certo de que ao estudarmos detidamente essas profecias, ficaremos mais conscientes do tempo em que estamos vivendo. Em seu livro Preparação Para a Crise Final, na pág. 13, Fernando Chaij sintetiza esse conceito: “Como filhos de Deus, temos sido favorecidos por admiráveis revelações proféticas que fixam a hora em que vivemos e o desenvolvimento dos planos divinos, e antecipam os grandes acontecimentos do porvir. Como povo temos recebido importantes mensagens através da pena inspirada da serva de Deus, mensagens estas que ampliam as profecias da Bíblia, abrem ante nós um vasto panorama dos acontecimentos vindouros, e nos animam na busca de um preparo necessário a nós na grande crise que se avizinha”.

Sou adventista do sétimo dia desde o nascimento, filho de pastor e de mãe que sempre se dedicou à obra de Deus. Comecei a trabalhar para a igreja em 1977, e desde 1989 tenho trabalhado para A Voz da Profecia, o que me faz amar e desejar ainda mais a volta de Jesus.

Creio que Deus está conduzindo a Igreja Adventista do Sétimo Dia na missão de pregar o evangelho. Mas cumprindo a profecia, muitos, infelizmente, têm se desviado para perseguir com mais veemência aos que eram da mesma fé. Minha posição é estar confiante na direção de Deus para a Igreja nesses últimos dias.

Esse livro terá alcançado seu objetivo, se após a leitura você tomar a decisão de não ficar indiferente à mensagem de Deus para esse tempo.

Que Deus o abençoe e o ilumine no estudo de Sua Palavra. Buscando conhecer o tempo em que estamos vivendo e se preparando para estar na Jerusalém Celestial. Ore e peça a Deus entendimento e poder do Espírito Santo para compreender as coisas que hão de acontecer.

Pr. Jonatan O. Conceição


Fonte - Blog Sétimo Dia

domingo, 7 de novembro de 2010

Tendências para o futuro

Pessoalmente tenho sempre tido uma postura otimista, em tudo. Mesmo sendo um autodidata, sem muito recurso em qualificação em profecias bíblicas, e só as bíblicas, sabendo, portanto, sobre o futuro de nossa civilização, tenho tido uma percepção positiva sobre a sociedade humana pois DEUS está no comando de tudo aqui. De alguma forma, o futuro dos filhos de DEUS, que O obedecem, estão seguros. Embora os seres humanos tenham liberdade de ação, eles estão limitados nessas ações, pois pecadores que todos aqui somos, se não houver algum poder refreador, a liberdade desapareceria por completo. Nós, sociedade humana, não temos consciência do que é ser livres, queremos fazer qualquer coisa, mesmo prejudicial a alguém ou a nós mesmos. Não sabemos amar, por isso, não sabemos ser livres. Em tudo isso, tenho visto a humanidade com olhos positivos, isto é, muita gente pode ser salva pelo poder transformador do ESPÍRITO SANTO.

Quero dizer que continuo assim, vendo o futuro por uma perspectiva otimista. Os seres humanos tem futuro longo, mas não aqui nesse planeta, nem nessa sociedade. Velozmente nos aproximamos do fim da adoidada aventura em pecado. E presentemente se manifestam alguns sinalizadores que poucos estão percebendo. Fiquei observando esses indicadores por meses, sem no entanto ter coragem de me manifestar. Agora chegou o momento.

A economia do mundo anda, e ao que parece a passos largos, rumo ao que pode ser a última crise global, a uma depressão econômica. Essa então será a terceira. Houve uma quase no final do século 18 e outra em 1929, a chamada Grande Depressão.

Depressão é uma crise econômica muito acentuada. Temos freqüentemente as recessões econômicas. Pois recessões são crises que passam rápido, levam alguns meses, ou um pouco mais de um ano, e não causam graves problemas à sociedade. Mas numa depressão a situação é dramática, há quebradeira de empresas e muito desemprego, fome, criminalidade, os preços podem cair muito ou subir muito, conforme a oferta de mercadoria. Bate o desespero nas pessoas sem perspectiva, e a fome aguda leva muitos à morte. Assim foi no ano de 1929, condição que se arrastou até a Segunda Guerra Mundial.

Em nossos dias economistas importantes do mundo estão batendo e rebatendo nessa tecla, dizendo, vai haver uma recessão. E eles tem argumentos bem sólidos. Eles não afirmam quando, mas não vai demorar muito tempo. Como em economia as previsões não são tão confiáveis, pode retardar, mas que vem, é certo, dizem.

Que razões alegam para seus presságios tão negros? Os países ricos estão endividados, alguns deles, como se fosse em tempo de guerra global. Porém, é tempo de paz, e se endividaram em tempo de paz. Na intensidade como hoje se vê ocorre pela primeira vez na história da humanidade. Esses países gastaram demais, agora a conta tornou-se gigantesca. Os consumidores americanos, por sua vez, estão super endividados, em média, U$100 mil dólares por família. Isso leva a crer que a qualquer momento, as famílias lá terão que parar de gastar. E como fica, nesse caso, a indústria e o comércio, dos Estados Unidos, e dos países de onde esses consumidores compram? Isso inclui as fábricas da China, do Japão e de outros países, que vendem muitas coisas para os Estados Unidos.

Mas há outros países muito endividados, como a Grã Bretanha, Espanha, Portugal e Itália. O mais endividado de todos é o Japão. O Brasil é de se dizer, não está bem. Tem muito gasto público, e se houver uma crise que nos atinja, a situação vai ficar bem feia aqui também. Da crise dos bancos de 2008 nos escapamos porque os nossos bancos não compraram os títulos podres dos consumidores americanos, pois nossos bancos interessavam-se muito mais pelos títulos de nosso governo, cujos juros eram bem mais altos. Escapamos por uma questão de ganância dos bancos.

É bom lembrar que um dia desses teremos nesse mundo a última crise. Isso é certo, haverá uma que vai ser a derradeira. Ela tem algumas características que a identificam. Vem dos Estados Unidos e se alastra rapidamente sobre o mundo. Inicia com o decreto dominical e portanto, tem forte conotação e envolvimento religioso e respectivos interesses. Antes, porém, algumas coisas relevantes e surpreendentes terão acontecido no mundo.

A que coisas nos referimos? A uma surpreendente e potente pregação do evangelho no mundo, pela Igreja Adventista do Sétimo Dia. Ao menos o início dessa pregação. Na verdade, em termos de força, tal pregação já se iniciou. Não é essa pregação que provoca a crise final, mas a reação a ela sim. Havendo um movimento crescente pela verdade bíblica, a oposição a esse ensinamento se levantará. E já está se levantando. Vem de dentro da própria igreja assim como de fora. Hoje já são muitos os que combatem diretamente esta igreja, já estava profeticamente previsto. De fora da igreja, levanta-se outra oposição na forma de leis nacionais e por meio da união das igrejas, criando dificuldades de toda ordem para o ensinamento da verdade.

Como esses fenômenos já estão em andamento, é seguro que não retrocederão. Nem a Igreja Adventista desacelerará no processo de reavivamento, que nela já iniciou, nem a oposição perderá o seu vigor. Também isto é profético. Portanto, talvez esse prenúncio de um grupo de grandes economistas, de uma depressão global, seja a última, ou ao menos esteja no respectivo cenário. As coordenadas da última crise estão agora presentes, não ainda muito intensas, mas já são perceptíveis. É o caso das leis opressoras que devem vir antes do decreto dominical. No Brasil mesmo tramitam no Congresso nacional leis que, se aprovadas, tornarão a vida dos guardadores do sábado bem complicada. É tempo em que cada vez mais o povo de DEUS deverá viver pela fé, não mais tanto pelos recursos de seu trabalho profissional. É tempo bem solene este, de preparação para uma aguda crise em futuro próximo.

Entendamos isto um pouco melhor. Vai haver quatro características em relação ao povo de DEUS até a volta de JESUS. A primeira já está ocorrendo há um bom tempo. É a mornidão laodiceiana, ou, introdução de mundanismo na igreja junto com uma apatia espiritual. É tempo de desleixo em relação a vontade expressa de DEUS em Sua palavra e escritos dos profetas. A mornidão é uma estratégia de satanás contra o povo de DEUS, para que se mantenha quase parado, vivendo um pouco na igreja e um pouco no mundo, ao mesmo tempo. Isso tem funcionado bem, do ponto de vista de satanás.

Mas mundanização não mais será suficiente se alguns membros da igreja com alguns líderes resolverem responder à ordem de JESUS de pregar este evangelho ao mundo todo. E isso já está acontecendo. Portanto, já vem a segunda estratégia de satanás (que vide no livro “Conselhos para ministros, sobre “as ciladas de satanás”), que é a opressão. Ela ocorrerá principalmente por meio de leis visando de tornar a vida dos guardadores do sábado extremamente difícil. O período de tempo da opressão não deve ser longo, pelo contrario, é bem curto. Isto aumentará a sacudidura na igreja, e com ela, sobrando pessoas mais comprometidas com a missão, mais poder virá do alto, pela ação do ESPÍRITO SANTO. O povo de DEUS, portanto, só crescerá em poder, cada vez mais.

Com o aumento do derramamento do poder do alto, o inimigo perceberá que a opressão já não mais é suficiente. Então sim, ele apelará para seu ato extremo em tempos de porta aberta para a salvação. É o decreto dominical, uma espécie de boicote econômico individual contra todos os que não aderirem ao Movimento Ecumênico.

Ora, com esse decreto, aumenta ainda mais a sacudidura na Igreja Adventista, e sai o restante do joio, resta apenas o trigo. Então sim, DEUS envia o ESPIRITO SANTO em intensidade máxima, e estaremos no curto período de tempo chamado Alto Clamor. Ou seja, a pregação com poder máximo, tempo em que toda a criatura humana vivente desse planeta tomará a decisão, se por DEUS, guardando o sábado, se pelo anti-cristo, guardando o domingo. Esse período de tempo termina com o fechamento da porta da graça e com a conclusão da pregação deste evangelho a toda nação, tribo, língua e povo.

Paralelamente, no mundo, estará transcorrendo a maior de todas as crises econômicas, a terceira grande e maior de todas as depressões. Será a última. Ela certamente se iniciará de alguma forma antes do decreto dominical, mas com ele, se tornará aguda, a tal ponto que o povo de DEUS terá que ser alimentado com pão e água do Céu. Mas aqueles que não pertencem a esse povo, não terão alimento fácil para comer. O dinheiro não poderá comprar, pois não estará disponível. Nesse tempo só sobreviverão aqueles que tiverem fé. A vida será pela fé. Os demais apelarão para o roubo, para os assassinatos e comerão o que puderem encontrar, assim ricos como pobres. Aliás, nesse tempo, todos na verdade serão pobres. Os que já foram antes, terão alguma vantagem, pois conhecem os meios de sobreviver com fome.

A última crise se aproxima. Enquanto ela não vem, é tempo hábil de preparo.

Fonte - Cristo Voltará

Apocalipse 13 e a falência dos estados

Não sou especialista algum em economia e mercados financeiros - o que sei sobre o assunto é o que, essencialmente, ouço os mais variados comentadores falarem durante o dia na rádio. E, não será difícil perceber que, ao longo dos últimos meses, não têm faltado oportunidades para dar voz a esse grupo de entendidos nas matérias económico-financeiras.

Por isso já consegui perceber que a situação de muitos estados, incluindo Portugal, é bem pior do que aquela que nos é propagandeada pelos governantes. As contas dos diferentes estados estão numa situação muito crítica, e quem de direito tem-se multiplicado em estratégias de combate ao problema que, pelos menos até agora, pouco efeito produziram.

Desde logo, não evito reparar que o setor de atividade tido como maior responsável pelo atual momento económico que se atravessa, a banca, tem sido, paradoxalmente, o mais consultado e que mais tem proposto soluções para sair da crise, ao mesmo tempo que é o que mais tem lucrativamente beneficiado com ela. Sintomático...

Talvez de forma ainda tímida, até porque não convém muito dramatizar para o eleitorado, uma palavra já tem surgido que até faz arrepiar o mais insensível: falência. Sim, alguns estados estão num limite tão grande de dívida suportável que este cenário começa a ganhar contornos de possibilidade bem próxima.

E não se pense que este conceito tem sido tratado apenas em algumas nações tradicionalmente mais pobres e deficitárias. Neste artigo do Deutsche Welle, são apontados os países europeus que gravemente arriscam este cenário: Grécia, Portugal, Irlanda, Itália e Espanha (aos quais poderemos acrescentar Hungria, Lituânia e Roménia, fora da zona Euro, e Ucrânia, Bielorrússia, Sérvia, Bósnia-Herzegovina e Moldávia fora da União Europeia) - são largos milhões de pessoas afetadas diretamente por este problema.

Este estado de coisas não é exclusivo da velha Europa; mesmo a grande e maior nação mundial - sim, os Estados Unidos da América do Norte! - não estão imunes a esta vaga.

Neste artigo da CNS News, John Allison, que por duas décadas foi Diretor Executivo do BB&T, o décimo maior banco americano, não teve dúvidas em classificar como uma "certeza matemática" a falência do estado americano, caso não sejam tomadas medidas fiscais drásticas. O prazo que ele deu para essa eventualidade foi 20 ou 25 anos.

Num momento deste, de novo de levanta a pergunta: quais as soluções?

De todas as possíveis, que segundo me apercebo não são muitas, uma tem sido apontada como mais viável e até já posta em prática na Grécia: a entrada do Fundo Monetário Internacional (FMI), ajudando financeiramente os estados a reequilibrarem as suas contas.

O que é o FMI? Trata-se de uma organização internacional que "pretende assegurar o bom funcionamento do sistema financeiro mundial pelo monitoramento das taxas de câmbio e da balança de pagamentos, através de assistência técnica e financeira" (veja mais aqui). Curiosamente, os países com mais poderio nesta entidade são - sem surpresa... - praticamente os mesmos que exercem poderio nas Nações Unidas, com os Estados Unidos à cabeça...

Ou seja, esta intervenção de recurso nos países em risco de falência, a concretizar-se, será feita por uma organização supra-nacional, reconhecida e autorizada, que assumirá, pelo menos em parte, o controlo de todas as principais despesas do estado, tratando também de assegurar, dentro do possível, algum retorno ao investimento realizado.

Não podemos esquecer que hoje já temos alguns organismos financeiros que controlam e regulam, até um certo limite, aquilo que são os movimentos financeiros dos estados, talvez ainda melhor dizendo, dos seus principais bancos (no fundo, se os bancos têm dinheiro, as empresas também têm e as pessoas também têm algum; por outro lado, se os bancos não têm dinheiro para financiar as empresas...) - são os casos do Banco Central Europeu (na Europa) e da Reserva Federal Americana (os Estados Unidos).

Ou seja, as decisões económico-financeiras estão cada vez mais concentradas num restrito grupo de pessoas. E, à medida que se agrava a crise nos estados, estes tornam-se cada vez mais dependentes do auxílio externo que passará, em todo o caso, pela aprovação, gestão e controle por parte de alguma senão várias daquelas agências internacionais. (Por muito que nos custe admitir, e se pensar bem, esta é uma das razões pelas quais o agravamento da crise pode ser proveitoso, e muito, a interesses de diferentes quadrantes...)

Paremos um pouco a minha arriscada dissertação económica. E façamos uma pergunta: com o poder de decisão sobre os gastos de dinheiro cada vez mais concentrado, será que, num hipotético futuro próximo que concretize este cenário, se tornará mais fácil controlar quem compra e vende, e o que compra e vende?

Se recairá em pouquíssimas entidades a capacidade de determinar o que cada estado pode fazer e autorizar aos seus cidadãos em termos de investimento e gastos de dinheiro, não poderei concluir que toda a ação financeira mundial passe a ser definida por um grupo muito, muito escasso de pessoas, que poderão - porque possuem elas o dinheiro - determinar onde, como, quando e por quem se gasta?

Espantosamente, ou talvez não, o capítulo 13 de Apocalipse fala de um poder mundial, reconhecido por (quase) todos, que decidirá (ou autorizará) quem pode comprar e vender. E basta olharmos à nossa volta para perceber que isso é fácil de concretizar: quem tem o dinheiro, entrega a quem não tem (que no caso nas nações, já são muitas!) e determina a que indivíduos ele pode ou não pode ser entregue...

Mais ainda: um dos animais profeticamente mencionados naquele capítulo de Apocalipse, representa os Estados Unidos da América, o tal país que detém o poderio supremo sobre Nações Unidas, FMI e outras instituições, mantendo a última e decisiva palavra sobre as decisões que são tomadas a nível global.

Assim, poderá o setor financeiro vir a ser um dos instrumentos desse poder representado por uma fera que assinala, marca claramente os seus servos? Não apenas poderá, mas será mesmo!

Não posso em consciência, afirmar que o atual estado financeiro do mundo levará, sem retorno, a que isto se passe exatamente desta forma. Fiz apenas uma raciocínio especulativo, que, parece-me, consegue encontrar algum fundamento lógico de possibilidade fatual.

E não estou preocupado se e quando isso suceder; apenas atento.

Fonte - O Tempo Final

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Quem são as virgens loucas?

Autor: Pr. Paulo Cordeiro, IASD de Aveiro e Oliveira de Azeméis

Introdução

“Então, se aproximaram os discípulos e Lhe perguntaram: por que lhes falas por parábolas? Ao que respondeu: porque a vós outros é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas àqueles não lhes é isso concedido. Pois ao que tem se lhe dará, e terá em abundância; mas, ao que não tem, até o que tem lhe será tirado. Por isso, lhes falo por parábolas; porque, vendo, não vêem; e, ouvindo, não ouvem, nem entendem. De sorte que neles se cumpre a profecia de Isaías: Ouvireis com os ouvidos e de nenhum modo entendereis; vereis com os olhos e de nenhum modo percebereis. Porque o coração deste povo está endurecido, de mau grado ouviram com os ouvidos e fecharam os olhos; para não suceder que vejam com os olhos, ouçam com os ouvidos, entendam com o coração, se convertam e sejam por Mim curados. Bem-aventurados, porém, os vossos olhos, porque vêem; e os vossos ouvidos, porque ouvem. Pois em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes e não viram; e ouvir o que ouvis e não ouviram” (Mateus 13:10-17;).

Fica claro, por estas palavras de Jesus, que “os mistérios do reino dos céus” revelados nas parábolas de Jesus, só são dados a conhecer àqueles que não têm o coração endurecido, ou seja, aos verdadeiros discípulos de Jesus? E que estes, para além de conseguirem compreender os “mistérios” revelados nas parábolas de Jesus, recebem igualmente a bênção adicional de compreenderem aquilo que “profetas e justos” não perceberam no passado? Acredito sinceramente que “os que buscam o Senhor entendem tudo” (Provérbios 28:5), pois tais pessoas têm “a unção que d’Ele recebestes” que “vos ensina a respeito de todas as coisas” (I João 2:27).

Mais: estamos chegados a um tempo, na História, em que a atual geração de crentes sinceros em Jesus, está beneficiando de um conhecimento que anteriores gerações não obtiveram(1). Podemos facilmente compreender o porquê disso: à medida que nos aproximamos, a passos largos, do “tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo” (Daniel 12:1), Deus está providenciando uma revelação cada vez mais nítida da Sua Palavra, para que, nas últimas gerações de crentes que habitarem neste planeta de pecado, continuem a ser válidas as palavras enunciadas pelo apóstolo Paulo: “não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar” (I Coríntios 10:13).

Quer conhecer um “mistério” deveras importante revelado por Jesus na parábola das dez virgens – a verdadeira identidade das dez virgens loucas, néscias ou insensatas? Então prepare-se, porque tal revelação pode ser chocante!

O Contexto da Parábola das Dez Virgens

A parábola das dez virgens é a terceira de uma série de quatro parábolas(2) que Jesus enunciou logo após o Seu famoso discurso, conhecido como o sermão profético de Jesus, que encontramos em Mateus 24:1-31. Não é necessário ser-se muito inteligente para nos apercebermos, de imediato, que as quatro parábolas acima referidas têm uma conexão vital com o sermão profético de Jesus proferido anteriormente! Por outras palavras, estas parábolas têm um conteúdo essencialmente profético!

E, nas três últimas parábolas, existe um elemento temporal comum que as une: na parábola do bom servo e do mau, encontramos que o mau servo tinha plena consciência de que o seu Senhor se demoraria (Mateus 24:48)(3), na parábola das dez virgens é-nos dito que “tardando o noivo, foram todas tomadas de sono e adormeceram” (Mateus 25:5) e, finalmente, na parábola dos talentos, é claramente afirmado que “depois de muito tempo, voltou o senhor daqueles servos” (Mateus 25:19).

Então podemos acrescentar, desde já, uma outra conclusão deveras significativa para a compreensão destas parábolas: elas não apenas têm um conteúdo essencialmente profético, mas esse conteúdo seria essencialmente relevante “depois de muito tempo”! Por outras palavras: estamos na presença de parábolas com um conteúdo essencialmente escatológico, isto é, um conteúdo que se aplica em toda a sua força, nestes últimos dias da História humana em que estamos vivendo!

Análise da Parábola das Dez Virgens

O reino dos céus” – através desta expressão, Jesus fez não apenas referência ao reino que haveria de vir, que poderemos apelidar de reino da glória, mas igualmente ao reino que haveria de existir já nesta terra, pela Sua graça, na vida da Sua Igreja.

Quando João Baptista pregava, dizendo: “arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (Mateus 3:2), quando o próprio Jesus, ao iniciar o Seu próprio ministério, pregava igualmente: “arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (Mateus 4:17), quando Jesus enviou os “doze”, “dando-lhes as seguintes instruções: pregai que está próximo o reino dos céus” (Mateus 10:5, 7), a que “reino dos céus” se estava a fazer referência? Certamente que não àquele que irá ser inaugurado aquando da Segunda Vinda de Cristo, porque esse, no tempo de João Baptista e dos doze discípulos não estava próximo, mas sim a uma distância de “muito tempo”, como já vimos!

Dez virgens” – O que é que “virgens” representam? Paulo, ao escrever aos crentes coríntios, disse-lhes: “porque zelo por vós com zelo de Deus; visto que vos tenho preparado para vos apresentar como virgem pura a um só esposo, que é Cristo” (II Coríntios 11:2). O conjunto destas virgens representa, pois, a Igreja de Cristo na Terra. Esta passagem também nos indica claramente quem é o noivo ou esposo – Cristo.

Saíram a encontrar-se com o noivo” – todas as virgens, e não apenas as prudentes ou sábias, acreditam e esperam o regresso do noivo! Todas são, portanto, adventistas!

A Igreja só foi adventista, no sentido mais lato deste termo, em dois períodos da Era Cristã: no seu início e no seu final. A Igreja Cristã primitiva era uma igreja adventista, porque acreditava na Segunda Vinda de Jesus. Entretanto, a heresia da imortalidade da alma, ao entrar na teologia da Igreja logo nos primeiros séculos da Era Cristã, minou por completo a esperança nessa Segunda Vinda de Cristo: se as “almas” dos crentes vão logo para o céu após a morte deles, que necessidade havia de basear a sua fé na esperança do retorno de Cristo? Só no século XIX é que tal esperança haveria de ser “ressuscitada” novamente aquando do grande movimento de reavivamento produzido por Guilherme Miller e outros e que ficou conhecido como o Grande Movimento do Advento.

Se a parábola das dez virgens introduz o tal elemento temporal que já vos falei – “tardando o noivo” – a que período adventista da Era Cristã é que ela se refere então: ao inicial ou ao final? Ao final, não tenhamos dúvidas! Com grande precisão, pois, Ellen White afirma: “a história das dez virgens, ilustra, pela experiência delas, a da igreja que viveria antes da Sua segunda vinda(4).

Lâmpadas” – Todas as virgens têm lâmpadas, ou seja, todas possuem a Palavra de Deus, uma vez que “lâmpada para os meus pés é a Tua palavra e luz, para o meu caminho” (Salmos 119:105).

Azeite” – De David é dito: “encontrei David, meu servo; com o meu santo óleo o ungi.” (Salmos 89:20); “Tomou Samuel o chifre do azeite e o ungiu no meio de seus irmãos; e, daquele dia em diante, o Espírito do Senhor se apossou de David” (I Samuel 16:13). O azeite é, pois, símbolo do Espírito Santo(5).

Recapitulando o que vimos até aqui: a parábola das dez virgens representa a experiência da Igreja de Cristo imediatamente antes da Sua Segunda Vinda. Essa Igreja tem, toda ela, acesso à Palavra de Deus e, também, toda ela, é adventista na sua crença! Contudo, somente parte dela tem a plenitude do Espírito Santo, ao passo que a outra parte tem uma medida insuficiente do Espírito Santo: têm azeite, mas não em quantidade suficiente para “arder” até à vinda do esposo! As virgens néscias, “ao tomarem as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo” (Mateus 25:3); contudo, isso não significa que elas não tinham azeite nenhum, caso contrário, elas não poderiam afirmar: “as nossas lâmpadas estão-se apagando” (Mateus 25:8)!

Uma grande lição que podemos retirar da experiência das virgens prudentes é a seguinte: elas estavam preparadas para uma eventual “demora” do noivo, ao passo que as virgens néscias acreditavam que o noivo viria quase logo! Querido amigo: está a sua vida espiritual apenas baseada na “iminência” da Segunda Vinda de Cristo, ou é a sua fé suficientemente forte para suportar uma eventual “demora” do noivo?

Mas, deixaram as virgens néscias de levar azeite consigo, apenas pelo facto de pensarem, talvez de forma cândida ou ingénua, que Jesus estava mesmo para voltar?

Durante muito tempo, sem verdadeiramente me interrogar porquê, era assim que eu imaginava este grupo de virgens néscias: como um grupo de pessoas que foram ingenuamente apanhadas de surpresa pela vinda do noivo! Mas sabem uma coisa: ingenuidade é algo que não existe nestas virgens, nem no menor grau que possamos imaginar!

Mas afinal, quem são, realmente, as virgens néscias ou loucas? A chave para desvendarmos este “mistério” está no facto de elas próprias reconhecerem que as suas “lâmpadas estão-se apagando” (Mateus 25:8). Quem, segundo a Bíblia, são aqueles a quem as suas “lâmpadas” acabam por se apagar – que deixam de poder ver qualquer luz a sair da Palavra de Deus?

Dois textos bíblicos no livro de Provérbios são cruciais para compreendermos a verdadeira identidade das virgens néscias: “a luz dos justos brilha intensamente, mas a lâmpada dos perversos se apagará.”; “porque o maligno não terá bom futuro, e a lâmpada dos perversos se apagará” (Provérbios 13:9; 24:20).

Quem são, então, as virgens néscias, cujas lâmpadas acabam por se apagar? Isso mesmo, pessoas que não são ingénuas, mas sim perversas! É tal perversidade que faz com que finalmente o azeite (o Espírito Santo) se extinga nas suas vidas! São pessoas que conhecem a Palavra de Deus, por isso é que são adventistas (pois não se pode conhecer nada a respeito da Segunda Vinda de Cristo a não ser através da Sua Palavra!), mas não permitem que o seu coração “enganoso” e “desesperadamente corrupto” (Jeremias 17:9) seja transformado pelo poder da Palavra de Deus e pelo Seu Espírito Santo! Tal ausência de transformação nas suas vidas deve-se seguramente ao facto de confiarem em si mesmas, por se considerarem pessoas justas (ver Lucas 18:9-14).

A forma como Jesus respondeu às virgens néscias que ficaram de fora após se ter fechado “a porta [da Graça]” (Mateus 25:10): “em verdade vos digo que não vos conheço” (Mateus 25:12), indica-nos claramente, por comparação com uma outra afirmação de Jesus (fora do contexto de uma parábola), que se tratam de pessoas perversas: “então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de Mim, os que praticais a iniquidade” (Mateus 7:23).

Quem são estas pessoas a quem Jesus pede que se apartem d’Ele, por praticarem a iniquidade? Pessoas que professavam ser cristãos, uma vez que profetizaram, expeliram demónios e fizeram milagres em nome de Cristo! Mais: o contexto imediato (Mateus 7:15-23) onde encontramos a afirmação de Jesus supra-citada (Mateus 7:23), indica-nos claramente que, os que praticam a iniquidade e são, por isso, perversos (como tínhamos concluído que as virgens néscias eram!) são “falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores” (Mateus 7:15).

O que é um falso profeta? É, obviamente, aquele que anuncia falsas profecias ou que distorce a pura Palavra de Deus! E por que distorce ele a Palavra de Deus? Aquele que não se deixa modificar pela Palavra de Deus acabará por querer, ele próprio, modificar essa mesma Palavra de Deus, para que esta não mais o “fira” na sua consciência culpada (ver Romanos 1:21-32)! Procurará esvaziar a Palavra de Deus do seu poder transformador, vendo-a apenas como um mero livro didáctico!

É, pois, de admirar, que as “lâmpadas” de tais pessoas acabem por se apagar? Não, visto que foram elas próprias que foram, paulatinamente, suprimindo a luz que Deus lhes enviou! A estes aplicam-se, pois, com toda a propriedade, as seguintes palavras de Jesus: “São os olhos a lâmpada do corpo. (…) Se, porém, os teus olhos forem maus, todo o teu corpo estará em trevas. Portanto, caso a luz que em ti há [há luz nestas pessoas, devido ao conhecimento que têm da Palavra de Deus!] sejam trevas [devido ao facto de terem “olhos…maus”], que grandes trevas serão!” (Mateus 6:22,23). Estes são aqueles de quem Paulo falou dizendo que “não acolheram o amor da verdade para serem salvos” e, por isso, “não deram crédito à verdade”, porque “deleitaram-se com a injustiça” (II Tessalonicenses 2:10,12).

Referindo-se ao joio que “o inimigo… semeou… no meio do trigo” (Mateus 13:25) e que crescerá conjuntamente com o trigo “até á colheita” (Mateus 13:30), Jesus disse que “na consumação do século mandará o Filho do homem os Seus anjos, que ajuntarão do Seu reino [entenda-se: da Sua Igreja] todos os escândalos e os que praticam a iniquidade e os lançarão na fornalha acesa” (Mateus 13:40-42).

O selamento, seguido de juízo, que outrora foi feito na cidade de Jerusalém (ver Ezequiel 9) foi apenas uma amostra daquilo que acontecerá, no tempo do fim, à escala global (ver Apocalipse 7:1-8)!

Quem é que foi selado? Foi dito “ao homem vestido de linho, que tinha o estojo de escrevedor à cintura”: “passa pelo meio da cidade, pelo meio de Jerusalém, e marca com um sinal a testa dos homens que suspiram e gemem por causa de todas as abominações que se cometem no meio dela” (Ezequiel 9:3, 4).

Quem é que foi, então, selado? Aqueles que suspiravam e gemiam! E por que é que suspiravam e gemiam? Por se condoerem enormemente ante todas as abominações que eram cometidas! Aonde é que eram cometidas essas abominações? No Egipto, na Filístia, em Moabe ou em qualquer outra nação vizinha de Judá? Não, no próprio seio da cidade de Jerusalém, ou seja, no próprio coração da Igreja!

Conclusão

As virgens néscias ou loucas são, nada mais, nada menos, do que um grupo de pessoas que existirá no seio da Igreja de Cristo dos últimos dias que, apesar de possuírem a Palavra de Deus e de conhecerem, a partir dela, verdades tão importantes como a da Segunda Vinda de Cristo, não se encontram convertidas pelo poder dessa mesma Palavra de Deus e tentarão, por isso, distorcê-la, para que esta se “adapte” aos seus gostos perversos e iníquos! Serão um peso contínuo para os verdadeiros crentes em Jesus que suspirarão e gemerão ao verem as abominações, a iniquidade e os escândalos que tal grupo de pessoas provocará no seio da própria Igreja!

Em momentos de crise, e sobretudo aquando da grande crise final, essas pessoas tentarão recorrer àqueles que eles saberão terem “azeite” em quantidade adequada nas suas vidas (uma vida espiritual coerente e íntegra), pedindo-lhes: “dai-nos do vosso azeite” (Mateus 25:8), mas estes terão a sabedoria necessária para não arcar com a responsabilidade que recai inteiramente sobre aqueles que nunca tomaram a sério a sua vida espiritual!

Dar-se-á o caso de que os ataques, cada vez mais sistemáticos, aos pilares doutrinários da atual Igreja de Cristo na Terra, o desprezo, a desonra e a crítica forte de que são vítimas aqueles que, muitas vezes, sob intensa dor interior (como aconteceu com Jeremias – ver Jeremias 20:7-13), não deixam de enunciar e anunciar verdades probantes, tenham justamente a sua origem nesta classe de pessoas que foram classificadas por Jesus como sendo “virgens néscias” e “joio”?

Se bem que nada devamos julgar “antes do tempo, até que venha o Senhor, o qual não somente trará à plena luz as coisas ocultas das trevas, mas também manifestará os desígnios dos corações” (I Coríntios 4:5), uma coisa é igualmente certa: Jesus, falando dos falsos profetas na passagem que acima assinalei (Mateus 7:15-23), por duas vezes disse: “pelos seus frutos os conhecereis” (v. 16, 20).

Como pôde Paulo dizer que viveu “perigos entre falsos irmãos” (II Coríntios 11:26) e que lidou com “falsos apóstolos” e “obreiros fraudulentos, transformando-se em apóstolos de Cristo”, sendo que até lhes chamou de ministros de satanás, embora tendo a aparência de “ministros de justiça” (II Coríntios 11:13-15), quando ele mesmo disse que “nada julgueis antes de tempo, até que venha o Senhor”? Estava ele em contradição consigo mesmo? Não, não estava! Paulo estava apenas a avaliar pessoas “pelos seus frutos”, daí o ele ter dito “o fim deles será conforme as suas obras” (II Coríntios 11:15).

Que possamos aproveitar a Graça que o Senhor nos concede para nos convertermos em “virgens prudentes” ou “trigo” genuíno para que, ao vir a grande sacudidura profetizada, não possamos cair por terra: “porque eis que darei ordens e sacudirei a casa de Israel entre todas as nações, assim como se sacode trigo no crivo, sem que caia na terra um só grão” (Amós 9:9). Nem um só grão cairá por terra! Que certeza poderosa!

E quão doce é sabermos que, o mesmo Jesus que orou por Pedro para que a sua fé não desfalecesse na sacudidura (ver Lucas 22:31-32), é o mesmo que certamente orará por todos aqueles que, a exemplo de Pedro, querem seguir o seu Mestre com um coração sincero e genuíno, apesar de, por vezes, caírem.

Mas tais quedas apenas os levarão para mais perto de Jesus ao chorarem amargamente pelos seus pecados como fez Pedro (Lucas 22:62).

(2) As quatro parábolas são: a parábola da figueira (Mateus 24:32-44), a parábola do bom servo e do mau (Mateus 24:45-51), a parábola das dez virgens (Mateus 25:1-13) e a parábola dos talentos (Mateus 25:14-30).
(3) O “mau” servo não é classificado como tal por Jesus por pensar que o seu Senhor se demoraria, mas sim pelo comportamento que ele adoptou com base na percepção que ele teve de que o seu Senhor se demoraria (ver Mateus 24:48-51)!
(4) Ellen White, Parábolas de Jesus, Casa Publicadora Brasileira, 1980, p. 406.
(5) Um comentário à parte: se o azeite é utilizado na palavra de Deus como um símbolo do Espírito Santo, não confere isto valor ao azeite em si? Iria Deus utilizar algo mau para simbolizar, com isso, o seu bom Espírito? O azeite tem de ser, por consequência, algo intrinsecamente bom!


Fonte - O Tempo Final

quinta-feira, 18 de março de 2010

"Como Folhas de Outono..." 19

O Pastor Neumoel Stina nasceu em Monte Azul Paulista, no dia 31 de outubro de 1955.

Concluiu a Faculdade de Teologia no ano de 1983 no Seminário Adventista Latino Americano de Teologia, Instituto Adventista de Ensino, onde também iniciou o mestrado em Teologia. Durante o Curso de Teologia trabalhou como Preceptor, função que ocupou por mais ano após o término do curso de Teologia.

Pastoreou o distrito de Araras de 1985 a 1986 onde fez o seu primeiro programa de Rádio. Em 1987 atuou como pastor no distrito de São José do Rio Preto.

Foi ordenado ao ministério no dia 6 de fevereiro de 1.988, na igreja do Instituto Adventista São Paulo, em Hortolândia. Atualmente é Ministerial da Associação Paulista Leste, trabalho que está desempenhando com muita alegria.


Fonte - Stina.com.br

Espero mais uma vez que seja útil aos irmãos. Ouça as mensagens com sabedoria e viva a vontade de Deus com amor.

Incentivamos mais uma vez a que não se esqueçam de duplicar, "como folhas de outono", atendendo ao "ide" do Mestre. E descansem no Senhor. Feliz Sábado.

Soli Deo Gloria

"Disseminai-os como as folhas no outono. Esse trabalho deverá continuar sem estorvo de pessoa alguma. Almas perecem sem Cristo. Sejam elas advertidas de Seu breve aparecimento nas nuvens do céu." (Testemunhos Seletos V3 - Pág. 235)

Outras programações:
Séries "Como folhas de outono..."


quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Quanto tempo ainda temos?

Nas últimas horas, uma notícia tem sido comum aos noticiários de todo o mundo: um violento terramoto no Haiti terá vitimado, apontam as primeiras estimativas do Primeiro-ministro haitiano, mais de cem mil pessoas.

Há 200 anos que o país não era atingido por um abalo tão forte (magnitude 7.0 na escala de Richter). Entre os edifícios destruídos contam-se o palácio presidencial, o Parlamento, instalações da ONU, escolas, hospitais e dezenas de bairros de lata, situados nas ravinas em redor da capital e outros lugares. Os principais países do mundo já anunciaram o envio de vários tipos de ajuda para o Haiti, um dos mais pobres países do mundo.

Confesso que, enquanto ao longo do dia ouvia os desenvolvimentos desta tragédia, fui atingido por vários sentimentos.

Em primeiro lugar, quando ouvia acerca do que é hoje o Haiti (60% da população sem emprego, a maioria vivendo com cerca de 1 Euro por dia, pobreza extrema em quase todo o território, muitas casas sem condições mínimas de habitabilidade), fiquei envergonhado por às vezes me queixar com algo que me sucede e quiçá lamentar não estar melhor nesta ou naquela situação. Depois, não ousei sequer tentar imaginar o que estarão a passar aquelas pessoas naquele lugar quase totalmente destruído.

Finalmente, tenho de assumir que já sabia que isto ia acontecer....

Sim, sem dúvida alguma, já sabia que ia acontecer algo deste tipo; só não sabia era onde e quando. Não se trata de qualquer capacidade de adivinhação ou prognosticação; simplesmente, há muito que a Bíblia aponta que no final dos tempos ouviríamos falar de terramotos (Mateus 24:7), bem antes da volta de Jesus. Até porque, e infelizmente pelas perdas humanas, este é apenas mais um entre outros grandes sismos que têm havido no mundo.

Caro leitor, em meio aos esforços que todos podemos fazer para ajudar nestas ocasiões (talvez através de um donativo para as organizações que socorrem os povos vitimados), não podemos esquecer que este tipo de catástrofe natural foi predita pelo próprio Jesus como sendo um sinal evidente da proximidade da Sua volta.

Isto coloca em nós uma dupla responsabilidade: primeiro, estar prontos para recebê-Lo; segundo, ajudar outros a se prepararem o quanto antes.

Pense nos milhares de haitianos que (certamente) em poucos momentos pereceram. Tudo acabou para eles; se decisões ficaram por tomar, jamais serão tomadas. Todas as hipóteses de corrigir erros já se esgotaram. Nada mais poderá ser realizado, com vista à salvação eterna, do que aquilo que já foi feito.

Agora pense em si, que tem ainda mais uma oportunidade. Vai precisar de mais avisos, ou já recebeu os suficientes para perceber que não há muito mais tempo para decidir? Jesus está prestes a voltar e todos quantos O quiserem receber hoje como Salvador, poderão até ser destruídos por um abalo terreno, mas não serão derrotados no que à vida eterna diz respeito.

Repito: nenhum de nós sabe quanto tempo tem para se colocar em ordem para com Deus; a única coisa que sabemos é que o podemos fazer agora!

Fonte - O Tempo Final


terça-feira, 15 de dezembro de 2009

"Imoralidade da fronteira" - 2


Embora já estejamos em outro segmento da lição e, inclusive diante da abordagem da temática em material do ministério Amazing Facts já disponibilizados neste espaço na semana anterior, sugerimos, dado o alto grau de informação ali contida, acompanhar os comentários da lição desenvolvidos pelos Prs. Reinaldo Siqueira e Rubem Aguilar no Programa Lições da Bíblia conduzido pelo Pr. Jonathan Conceição. Imperdível.

Outros comentários no mesmo tema podem ser acompanhados ainda no blog Literalmente Verdade, realizados pelo jovem Jean Rosa Habkost, responsável pelo design gráfico deste espaço.


quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

"Imoralidade na fronteira"


Nota DDP: Comentário da lição da Escola Sabatina que estabelece interessantes considerações e paralelos entre o povo hebreu às margens da Terra Prometida face à nossa semelhante condição. (Dublado em espanhol)


sexta-feira, 13 de novembro de 2009

"Como folhas de Outono..." 18

Como é de conhecimento de frequentadores deste espaço, trata-se de uma série de palestras sobre os tempos que estamos vivendo, como o meio tem nos afetado e a necessidade de rompermos com certos paradigmas, tidos como politicamente corretos afim de nos mantermos, pelo poder de Cristo, em pé para a batalha final, que ora republicamos deslocando-a para outra área deste blog.

Aos que ainda não mantiveram contato com o material, os áudios podem ser ouvidos ou baixados nos links abaixo:

1) - O plano I
2) -
A quem você está seguindo?
3) -
O plano II
4) -
História da Música
5) -
Cinema e Vídeo

Espero mais uma vez que seja útil aos irmãos. Incentivamos mais uma vez a que não se esqueçam de duplicar, "como folhas de outono", atendendo ao "ide" do Mestre. E descansem no Senhor.

Soli Deo Gloria

"Disseminai-os como as folhas no outono. Esse trabalho deverá continuar sem estorvo de pessoa alguma. Almas perecem sem Cristo. Sejam elas advertidas de Seu breve aparecimento nas nuvens do céu." (Testemunhos Seletos V3 - Pág. 235)

FAQ


terça-feira, 10 de novembro de 2009

Os outros jovens em Daniel 3

Daniel 3 conta acerca da impressionante história de três corajosos jovens, tementes a Deus, que, com perigo da própria vida, não cederam um milímetro que fosse, comprometendo a sua adoração a um outro deus que não o Deus Criador dos céus e da terra.

Recuperando um pouco esse relato, Nabucodonosor, rei de Babilónia, afrontando o aviso divino dado em Daniel 2 de que o seu reino passaria e outro lhe tomaria o lugar, deu ordem para se erigir uma gigantesca estátua de ouro com a sua figura, à qual, dado o sinal, todos se deveriam curvar em adoração. Pretendia ele assumir para si um poder que não tinha: perpetuar-se no poder, como senhor soberano do mundo, incluindo nações estrangeiras (verso 4); por isso, ele convocou todos quantos pode (v. 2-4) para se curvarem perante o símbolo dele mesmo.

E, dado o sinal, quase todos se curvaram. Quase, pois eis que os tais três bravos jovens decidiram não obedecer à ordem de Nabucodonosor, respeitando antes o segundo mandamento da Lei de Deus (veja Êxodo 20:3-5).

Hananias, Misael e Azarias, assim eles se chamavam, logo se destacaram, em pé entre a multidão curvada. Trazidos à presença do rei, foi-lhes concedida uma segunda oportunidade; como se mantiveram irredutíveis, a sentença foi proclamada: seriam atirados para dentro de um forno ardente.

Quero parar a história por aqui, para refletir num aspeto que, acredito, muitas vezes nos passa despercebido...

Estes três rapazes eram escravos que Aspenaz, chefe dos eunucos, trouxe de Jerusalém a mando de Nabucodonosor, para que servissem e fossem educados nas melhores escolas caldeias (Daniel 1:1-4).

Daí que faça a pergunta: foram eles os únicos israelitas que foram levados em cativeiro para Babilónia?

Não, não foram. Daniel 1 diz que, dos melhores foram levados 'alguns dos filhos de Israel' (v. 3) e que 'entre eles se achavam, dos filhos de Judá, Daniel, Hananias, Misael e Azarias' (v. 6) - logo, havia muitos outros israelitas que tinham feito parte dessa remessa de escravos.

Então, como lógica, surge outra pergunta: onde estavam e o que fizeram todos os outros, quando, na planície de Durã, a música tocou para que todos se prostrassem perante a estátua de Nabucodonosor?

Daniel 3:12-13 diz que Hananias, Misael e Azarias (no texto tratados pelos nomes babilónicos) foram os únicos acusados de desrespeito à ordem e trazidos perante o rei. Logo, deduzimos que todos os outros habitantes do reino (incluindo os estrangeiros, como vimos) se curvaram em submissão perante a enorme imagem, em violação do mandamento de Deus! E isto, naturalmente, incluía todos os outros israelitas que estavam em Babilónia (Daniel não é mencionado neste caso; no entanto, pelo que vemos em Daniel 6, é de crer com toda a certeza que ele não se curvou à estátua. Poderia eventualmente estar ausente do país, mas por alguma razão que desconhecemos, o seu nome não é mencionado).

Repare que esses outros - a esmagadora maioria! - que se curvaram também eram israelitas; também eram da nação separada; também eram do povo escolhido. No entanto, perante a prova, sucumbiram, falhando em se manterem firmes ao Deus que conheciam.

E não é desculpa o fato de estarem em cativeiro, como escravos - os três que se mantiveram de pé, também eram. Somente tiveram a coragem de assumir a sua posição por Deus, mesmo em face da própria morte.

Para nós hoje, fica provado, portanto, que o simples pertencer à Igreja que Deus escolheu para ser a sua representante final, não é garantia de vitória em nome de Deus. Há que tomar decisões firmes e decididas para permanecer de pé quando a provação chegar!

Será que estamos com medo de dizer não ao mundo e suas figuras quando as pressões aumentam? Será que preferimos ceder ao que é aparentemente mais fácil em vez de, pela fé, tomarmos posição por Deus? Será que, sem nos apercebermos, nos vamos lentamente curvando perante as apelativas e atrativas imagens que nos são apresentadas? E, se fazemos isso hoje, quando ainda há liberdade, como nos comportaremos quando formos forçados?

Não sobre este assunto específico, mas aplicável, I Coríntios 10:11-12 dá o solene conselho: 'ora, tudo isto lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos. Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe não caia'.

E você? Está pronto para ficar de pé?

Fonte - O Tempo Final


sexta-feira, 6 de novembro de 2009

"Como folhas de outono..." 17

Série de palestras conduzidas pelo Dr. Sang Lee, que conheceu a Mensagem de Saúde revelada pelo Senhor com um de seus pacientes. Impressionado com os escritos de Ellen G. White, que contando mais de 100 anos de existência, versava sobre descobertas que a ciência estava recém comprovando, o Dr. Sang Lee colocou as instruções de saúde do Espírio de Profecia à prova, com resultados tremendos. Hoje ele é adventista, faz palestras sobre saúde em vários países, e com os princípios de saúde dados por Deus a Ellen G. White, tem curado pessoas com diversas enfermidades, incluindo diabetes e câncer.

Presidente da Korean Newstart Program e professor do Instituto Weimar da Califórnia, o Dr. Lee traz nestas palestras singulares informações sobre saúde.

1) - Gratidao, endorfinas e exercicios - Vesícula e diabetes
2) - Câncer e depressão - Cafeína, adoçante e água
3) - Câncer e gens - Diabetes e insulina
4) - Amor, perdão e doencas auto imunes
5) - Descanso e restauracao - Parte 1
6) - Descanso e restauracao - Parte 2

Espero que seja útil aos irmãos. Não se esqueçam de duplicar, "como folhas de outono", atendendo o "ide" do Mestre. E descansem no Senhor. Feliz Sábado.

Soli Deo Gloria

"Disseminai-os como as folhas no outono. Esse trabalho deverá continuar sem estorvo de pessoa alguma. Almas perecem sem Cristo. Sejam elas advertidas de Seu breve aparecimento nas nuvens do céu." (Testemunhos Seletos V3 - Pág. 235)

FAQ

[Extraído de Sermões Online]

Outras programações "Como folhas de Outono...", aqui.


terça-feira, 3 de novembro de 2009

A Mensagem dos 144 Mil - Parte 4

7º Característica dos 144 Mil: Eles são PERFEITOS

Este é o grande impacto. Leia comigo estas palavras maravilhosas, que contém um tremendo desafio para todos nós, mas não se desanime com elas. Apoc. 14:5: “e não se achou mentira na sua boca; não têm mácula.”

Em um mundo cheio de mácula, em um mundo manchado pelo pecado, pela devassidão, pelo crime, pela violência, pela queda moral e espiritual, erguem-se os 144.000 sem “mácula”, porque são perfeitos. “Não se achou mentira neles”. Porque mentira seria dizer que são cristãos e viverem como mundanos. Mentira seria dizer que seguem o Cordeiro e adorarem à besta.

Mentira seria dizer que guardam os mandamentos de Deus e seguirem obedecendo às leis humanas. Seria viver hipocritamente; mas eles são sinceros, fiéis à Palavra de Deus e verdadeiros crentes em Jesus Cristo, iluminados pelo Espírito Santo.

Não, eles não são mentirosos, não são hipócritas, eles não traem os seus amigos e nem os seus irmãos. Eles não têm “mentira”, a sua vida é “sem mácula” – eles têm o caráter perfeito. Eles preferem morrer a negar o seu Salvador; eles preferem a morte ao pecado.

Prezados irmãos, esta é a mensagem de Deus para nós hoje: Os 144.000 estão se preparando, estão se santificando para ser perfeitos. Você está se aperfeiçoando? Você está se preparando para ser parte dos 144.000? Pois o Espírito Santo está santificando um povo para estar preparado para aquele dia, no tempo das 7 Últimas Pragas, no Tempo de Angústia quando não houver mais Intercessor, quando não tivermos mais a Cristo intercedendo por nós no Santuário Celestial, porque terá passado o Tempo de Graça. Eles serão perfeitos.

Mas isto é mais do que perfeição. Porque perfeição comum é você ser criado perfeito e não ter nenhum pecado, como os anjos lá dos Céus – é uma perfeição comum. Mas perfeição incomum sabe o que é? É nós termos ainda a natureza pecaminosa e não praticarmos o pecado.

Esta será a experiência dos 144.000: naquele tempo eles não cometerão pecado, porque se eles praticassem o pecado, eles já não poderiam ser classificados como homens e mulheres sem mácula. A sua sorte já está definida quando Jesus Cristo trocar Suas vestes sacerdotais. Quando Ele encerrar o Tempo de Graça, quando a Porta da Graça se fechar, então não haverá mais desenvolvimento do caráter. Todos já estarão selados ou para a salvação ou para a perdição (Apo. 22:11). Eles já estarão selados, eles já estarão confirmados, eles já estarão perfeitos; embora tendo ainda a natureza pecaminosa.

Mas eles não conseguiram isto por si mesmos, não. Eles conseguiram isto por Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus. Eles receberam a justiça de Jesus Cristo. Por isso, eles não têm mácula – o 7º característico. O nº 7 é o número da perfeição. E isto indica a perfeição dos 144.000, razão pela qual são selados, protegidos das Pragas e levados para os Céus.

8º Característica: Eles são VITORIOSOS

Este é um característico muito especial. Podemos encontrá-lo em Apo. 15:2: “Vi como que um mar de vidro, mesclado de fogo, e os vencedores da besta, da sua imagem e do número do seu nome, que se achavam em pé no mar de vidro, tendo harpas de Deus”. João está falando dos 144.000. Qual é o seu grande característico? Ah, eles são VENCEDORES.

O nº 7 indica a perfeição, mas o nº 8 é o número da vitória. Então, os 144.000, são os VENCEDORES. A quem eles vencerão? À Besta, à Imagem da Besta e a todos os inimigos de Deus. Isso acontecerá na última grande batalha do Armagedom (Apo. 17:14), com a liderança do Cordeiro, o Rei dos reis e Senhor dos Senhores. A este Cordeiro eles cantam a sua vitória através do cântico de Moisés (Apo. 15:3).

Meus prezados, nem Satanás podia conceber. Eles estarão vivendo no maior Tempo de Angústia, estarão contemplando as 7 Pragas sendo derramadas, estarão recebendo as ameaças dos ímpios e sofrendo a possibilidade da morte pelo Decreto de Morte, mas eles são vitoriosos.

Nem mesmo Satanás, dizia eu, nem mesmo Satanás podia conceber que a última geração – a geração mais fraca de todas as gerações do passado, a geração que sofre pela ira mais intensa e desesperada de Satanás, sem nenhum Intercessor – seja a geração que vence o pecado e triunfa sobre os inimigos de Deus. Nem mesmo Satanás podia conceber que a mais fraca e a mais tentada de todas as gerações fosse a geração dos justos invencíveis.

Como pode a geração mais fraca ser a mais vitoriosa? Por causa do Cordeiro de Deus, que os redimiu e lhes concedeu a vitória. Eles estarão enfrentando o frio, passando fome e sede, sendo ameaçados de morte pelos inimigos, mas eles não cedem à pressão do mundo, da carne e do diabo. No dizer do apóstolo Paulo, eles são “mais do que vencedores por meio dAquele que nos amou” (Rom. 8:37). Esta será uma vitória esmagadora, uma gloriosa vitória.

APELO

Resta-nos perguntar: Você gostaria de fazer parte dos 144.000? Você está realmente se preparando? Você está em comunhão com Jesus Cristo, você está buscando este Jesus Cristo que é o Cordeiro de Deus? Se você fizer isto, você fará parte dos 144.000, esteja vivo, ou morto e ressuscitado na undécima hora.

Você gostaria de fazer parte dos 144.000? Você gostaria de ler mais a sua Bíblia, de ter mais comunhão com Jesus? Você gostaria de exercitar uma fé sincera no Salvador Jesus Cristo?

Você gostaria de ter todos os privilégios dos 144.000 por todos os séculos infindáveis da eternidade? Você está se preparando mesmo? Você está vencendo? Você está sendo vitorioso?

Você está abandonando o pecado, confessando o pecado e deixando isso de lado? Você está conseguindo vitórias?
...
Pr. Roberto Biagini
Mestrado em Teologia
15/07/2009

Fonte - Compartilhando Idéias

Parte 1
Parte 2
Parte 3


A Mensagem dos 144 Mil - Parte 3

5º Característica: Eles são REDIMIDOS

Redimidos dentre os Homens (Apoc. 14:4, 3a parte), porque haverá nesse tempo, 2 classes de homens: os redimidos e os pecadores.

Nós já lemos (v. 3) que eles são “comprados”, comprados a preço de sangue: “comprados da Terra”. Agora nós lemos que eles são redimidos (v.4). Isto é o que significa a Redenção que há em Jesus Cristo: nós fomos comprados; redenção significa o pagamento do preço de um resgate, e aqui nós temos o pagamento do resgate, pelo precioso sangue do Cordeiro.

Quando uma pessoa é seqüestrada, o criminoso exige um pagamento como resgate que coloca o seqüestrado em liberdade. Assim também no Plano da Salvação. O sangue de Cristo, o sangue do Filho de Deus foi o pagamento do nosso resgate. Ao ser pago o preço, imediatamente ficamos livres diante do Universo, livres da escravidão do pecado.

Portanto, estas pessoas, este grupo tão especial dos 144.000, eles são redimidos, e salvos, porém não por seus próprios esforços. Não são salvos por seus próprios méritos. Não são salvos porque eles guardaram o sábado – se bem que eles guardaram o sábado, e foram selados; não são salvos porque eles entregaram o dízimo – mas eles entregam o dízimo; eles fizeram boas obras – mas eles não são salvos pelas suas boas obras. Eles são salvos porque Jesus Cristo morreu na Cruz do Calvário, e eles foram comprados pelo sangue de Cristo. Eles são salvos pela fé em Jesus Cristo e no Seu sangue.

6º Característica: Eles são PRIMÍCIAS

Eles são “primícias para Deus e para o Cordeiro” (Apo. 14:4). Novamente, a palavra Cordeiro. Você aprecia ouvir esta palavra “Cordeiro de Deus”, o Seu sangue derramado? O sangue de Cristo está esparso em toda a Bíblia. E em todo o Apocalipse novamente você se defronta com esta palavra, em nada menos do que 30 vezes, porque este é o ponto central de toda a salvação: o sangue do Cordeiro. Pois eles também são primícias para o Cordeiro.

Mas qual é o característico? Eles são o quê? “Primícias”. Primícias significam os “primeiros frutos”. Os 144.000 são os primeiros frutos da Salvação. Quando Jesus Cristo voltar, Ele encontrará duas classes de justos: os justos mortos e os justos vivos. Qual destas 2 classes você pensa que são os primeiros frutos da Salvação? Qual deles? Os justos vivos ou os justos mortos?

A quem Jesus Cristo encontrará como primeiros frutos? Os justos vivos, evidentemente, porque os justos vivos são aqueles que estão ali “em pé”, contemplando já a Salvação e a glória de Jesus Cristo, nas nuvens. E eles, portanto, são os primeiros frutos – as primícias de Deus.

Conseqüentemente, quando Cristo voltar encontrará os 144.000 que são todos os salvos vivos.

Eles são os últimos dos últimos dias, eles pertencem à última geração dos justos, mas eles são primeiros porque os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos.

Ora, isso nos ajuda a compreender melhor o assunto. “Primícias” é a palavra simbólica mais esclarecedora para você compreender por que é que 144.000 é um número simbólico de um número muito maior, porque quando Jesus Cristo voltar encontrará muito mais que 144.000 justos vivos, cristãos que estarão vivos, espalhados por todo o mundo.

Bem, você já ouviu, de algum pregador, que você deve se esforçar para ser pertencente aos 144.000? [Ellen White: "Esforcemo-nos com todo o poder que Deus nos tem dado para estar entre os 144 mil."; "Procuremos, com todo o poder que Deus nos tem dado estar entre os 144 mil." 7BC, 970; MM 95, O Cuidado de Deus, 337].

Muito bem, não esqueça: os 144.000 são justos vivos. Esteja vivo, portanto, quando Jesus Cristo voltar. É isso que você está pensando? Bem, mas e se eu morrer antes de Jesus Cristo voltar? Então, o pregador está dizendo: “Esforce-se para pertencer aos 144.000. Eles são os salvos vivos.” Se isto é assim, eu tenho que me esforçar para me manter vivo.

Mas isto seria muito engraçado e até muito triste e desanimador para muitos de nós. Porque por mais que nós estamos nos esforçando em cuidar do nosso corpo – não fumando, não bebendo, não usando drogas e não comendo carnes imundas e praticando exercícios físicos e sendo até vegetarianos (muitos, alguns dias) – por mais que nos esforcemos, as forças vitais estão se esgotando e a morte se aproxima. E se eu morrer antes, eu não serei parte dos 144.000?

Tenho uma boa resposta para os irmãos. Em Apo. 14:13, nós encontramos o segredo: “Então, ouvi uma voz do céu, dizendo: Escreve: Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem das suas fadigas, pois as suas obras os acompanham.” Temos aqui uma bem-aventurança: “Bem-aventurados os mortos que morrem no Senhor”. Ah, eles são bem-aventurados, por quê? Porque eles morrem “no Senhor” – estão morrendo como cristãos.

Mas não é só isso. Há um ponto muito interessante que define o tempo: “Bem-aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor.” “Desde agora” é o tempo que abarca as três mensagens angélicas. “Desde agora” é o tempo desde 1844 para cá. Portanto, após se encerrar a pregação destas mensagens, vindo o fechamento da Porta da graça, e as 7 Últimas Pragas, “Todos os que morreram na fé da mensagem do terceiro anjo saem do túmulo glorificados” (GC, 637:2) na Ressurreição especial (Dan. 12:2), estarão vivos e farão parte dos 144 MIL. Estarão em pé para contemplar a Vinda de Jesus Cristo.

É por isso que nós lemos aqui em Apo. 14:14, que Jesus Cristo vem ceifar a Terra, e colher os Seus primeiros frutos, as Primícias da Sua Salvação: todos os salvos vivos, os 144.000, inclusive quem morreu de 1844 para cá. Juntamente com eles veremos Ellen White e todos os pioneiros. Portanto, você também pode fazer parte dos 144.000 mesmo que você experimente a morte; se você for fiel, você há de participar deste grupo. Portanto, tenha bom ânimo.

Fonte - Compartilhando Idéias

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A Mensagem dos 144 Mil - Parte 2

3º Característica dos 144 Mil: FIDELIDADE

Apocalipse 14, versículo 4: “São estes os que não se macularam com mulheres, porque são castos.” O 3º característico é que eles tem FIDELIDADE. Mas em que sentido? Eles “não se macularam com mulheres, porque são castos” – o que significa isto?

Naturalmente, você está lembrado de que no Apocalipse, mulheres são símbolos de igrejas. Em Apocalipse 12 vemos uma virgem pura que representa a Igreja verdadeira; e no capítulo 17, uma meretriz que representa a igreja apostatada, mãe de todas as igrejas falsas. E aqui (Apoc. 14:4) nós temos “as mulheres” representando todas as igrejas apostatadas. Os 144.000 tem fidelidade, fidelidade à verdade: eles não se macularam com as doutrinas falsas das igrejas que seguem a apostasia da Babilônia.

Mas alguém, então, vai dizer: “Bem, eu já passei por várias igrejas. Eu passei pela Igreja Tal e Tal, e por outra igreja, e finalmente, depois de quatro, cinco religiões eu estou agora na Igreja Adventista do 7º Dia. Certamente eu não posso fazer parte dos 144.000, porque eles não se contaminaram com as falsas doutrinas.”

No entanto, meus irmãos, temos boas novas aqui também, porque Deus não conta “os tempos da ignorância” (Atos 17:30), quando nós não conhecíamos a verdade; Ele conta a partir do momento em que você recebe a verdade.

Os 144.000 são aqueles que são fiéis à verdade de Deus, revelada à Igreja Verdadeira e que não se contaminaram com o vinho das falsidades de Babilônia, que não abandonaram o conhecimento de Deus, não trocaram essa a Verdade pelas mentiras da Apostasia. São, portanto, aqueles que realmente crêem na Verdade, e que andam na Verdade, e que proclamam a Verdade, e testificam da Verdade – só a Verdade e nada menos que a Verdade.

Os 144.000 são aqueles que são tão fiéis à Verdade como a bússola o é ao pólo. Eles estão dispostos até a morrer por essa verdade. Únicamente, os que pensam assim é que serão considerados verdadeiramente fiéis e dignos pelo Céu como pertencentes a esse grupo especial.

4º Característica: Eles são CRISTÃOS

Já ouviu falar disso? Pois aqui diz que eles são “seguidores do Cordeiro”. “São eles os seguidores do Cordeiro por onde quer que vá.” (Apoc. 14:4). O que é que significa ser seguidor do Cordeiro? Seguidores de Cristo são cristãos. Os 144.000 aprenderam a seguir a Jesus Cristo aqui na Terra, eles O amavam tanto que estavam dispostos a seguir aonde Ele fosse no caminho da Verdade. E os 144.000 no Céu também são seguidores do Cordeiro por onde quer que Ele vá.

Eles terão o privilégio de visitar os mundos desconhecidos, os mundos das maravilhas, esplendorosos, cheios de beleza, paraísos encantadores. Liderados pelo Cordeiro, eles poderão vislumbrar a todos os milhões de mundos e paraísos que Deus criou neste Universo infinito, e eles hão de seguir o Cordeiro por onde quer que Ele for.

Mas por que é que diz que eles seguirão o Cordeiro? E por que é que não diz que eles estão seguindo a Jesus Cristo? Por que é que não diz que estão seguindo o Filho de Deus? João diz que estão seguindo o Cordeiro. Porque este será o cântico entoado por toda a eternidade, será esta a razão de cantar eternamente, que Jesus é o Cordeiro. E eles testificarão por todo o Universo, por todos os mundos que hão de conhecer que eles estão nos Céus porque Jesus Cristo é o Cordeiro de Deus que tirou o pecado do mundo através do Seu sangue – é por isso que, com efeito, estão nos Céus e participando dos privilégios e das maravilhas e dos encantos que Deus reservou para eles.

Muitos se intitulam pelo nome de cristãos, mas não seguem o Cordeiro por onde quer que Ele vai no caminho da Verdade e da Justiça e do Amor. Ser cristão significa muito mais do que vir à igreja, muito mais do que estudar a Bíblia. Significa seguir o Cordeiro na sua vida particular.

E você encontra o Cordeiro nas páginas luminosas do Apocalipse para que você não se esqueça de que Jesus Cristo morreu na Cruz do Calvário, e isto é a base para você se tornar um dos 144.000, o fundamento para você ser um verdadeiro cristão porque eles são cristãos.

Fonte - Compartilhando Idéias

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A Mensagem dos 144 Mil - Parte 1

Sermão escrito pelo Pastor Roberto Biagini em seu Mestrado em Teologia no dia 15/07/2009

Desejo neste estudo responder a uma questão, a uma pergunta que tem sido a preocupação de muitos cristãos que lêem a Bíblia. Você está envolvido quer queira, quer não.

A pergunta é: QUAL É A MENSAGEM DOS 144 MIL? Quem são os 144 mil? Quais são os seus privilégios e por que eles têm esses privilégios?

Há algumas TEORIAS ACERCA DOS 144 MIL:

1) Alguns dizem: Os 144.000 se referem àqueles JUDEUS DA PELESTINA, que vão aceitar a Jesus como o Messias, vão pregar o evangelho, e converter o mundo inteiro, através dos próprios judeus em nº de 144.000.

2) Outros dizem que os 144.000 são AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ, que forem escolhidos para ir morar no Céu, enquanto todos os outros salvos ficarão reinando na Terra.

3) Outros dizem que 144.000 é um NÚMERO SIMBÓLICO, e que esse número representa uma classe de cristãos numa multidão muito maior do que o número representa.

4) E outros ainda dizem que 144.000 é um NÚMERO LITERAL, um número especial, um grupo de cristãos que vão se destacar entre todos os que forem salvos para o Céu.

O que a Bíblia diz sobre esse tema, um dos mais preciosos assuntos do livro do Apocalipse? A melhor maneira de entender esse assunto, é verificar alguns aspectos:

As Características dos 144 Mil

1a Característica: Eles são SELADOS

Lemos em Apo. 14:1: “Olhei, e eis o Cordeiro em pé sobre o monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, tendo na fronte escrito o seu nome e o nome de seu Pai.”

Aqui nós temos uma visão. O apóstolo João olhou, e viu o Cordeiro. Esta palavra aparece 30 vezes no Apocalipse, e naturalmente se refere a Cristo. Em 1º lugar, portanto, se revela a Figura incomparável de Jesus Cristo, chamado de Cordeiro porque morreu pelos nossos pecados.

Em 2º lugar, encontramos o monte Sião que está na Palestina, o monte sobre o qual foi construída a cidade de Jerusalém e o templo; e portanto, o monte Sião se torna o sinônimo da Nova Jerusalém, do Templo e do próprio trono de Deus que está no Santuário Celestial.

E logo a seguir, nós temos os 144.000. E o 1º característico nós vemos aqui:

Eles têm nas suas testas, nas suas frontes gravado o nome de Deus e o nome de Jesus Cristo. E o Seu nome é YAHWEH ou Javé. Eles são SELADOS. Eles foram escolhidos para receberem o selo de Deus. Nem todos serão selados; somente os 144 MIL.

Mas isto nos leva ao capítulo 7, onde nós temos uma Obra de Assinalamento dos Justos dos últimos dias, antes da Obra de Destruição pelas 7 Últimas Pragas. Apo. 7:1-4, vamos ler estas palavras tão cheias de significado:

“1 Depois disto, vi quatro anjos em pé nos quatro cantos da terra, conservando seguros os quatro ventos da terra, para que nenhum vento soprasse sobre a terra, nem sobre o mar, nem sobre árvore alguma. 2 Vi outro anjo que subia do nascente do sol, tendo o selo do Deus vivo, e clamou em grande voz aos quatro anjos, aqueles aos quais fora dado fazer dano à terra e ao mar, 3 dizendo: Não danifiqueis nem a terra, nem o mar, nem as árvores, até selarmos na fronte os servos do nosso Deus. 4 Então, ouvi o número dos que foram selados, que era cento e quarenta e quatro mil, de todas as tribos dos filhos de Israel: De cada tribo, foram selados 12.000."

O capítulo 7 é um capítulo parentético, é o capítulo que está entre parênteses, entre o 6º e o 7º Selos. O capítulo 7 foi escrito para responder a uma pergunta feita pelos perdidos, e que se encontra no último verso do capítulo 6. Em Apo. 6:16 e 17, nós lemos a pergunta desesperadora dos ímpios: “16 e disseram aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós e escondei-nos da face daquele que se assenta no trono e da ira do Cordeiro, 17 porque chegou o grande Dia da ira deles; e quem é que pode suster-se?”

Esta é a exclamação duvidosa dos ímpios. Para eles não pode haver ninguém que seja salvo naquele momento dramático, quando as 7 Últimas Pragas estarão sendo derramadas sobre eles. Quando eles sentirem a ira de Deus sobre si, eles não poderão conceber que alguém possa estar vivo diante da ira do Cordeiro. Mas eles não conhecem o Cordeiro. “Quem poderá subsistir?” perguntam eles. A resposta está aqui no capítulo 7. Quem ficará em pé naquele dia? Os 144.000. Somente eles hão de subsistir nas 7 Últimas Pragas.

Mas como poderão eles ficar seguros e não ser destruídos? Qual é o seu segredo? Resposta: Eles foram selados por Deus, e todos os que forem encontrados com o Selo de Deus, serão protegidos da destruição das 7 Pragas. Portanto, o propósito da Obra do Selamento é a proteção. Os 144.000 estarão plenamente protegidos por Deus.

Como no tempo das 10 pragas do Egito, o povo de Israel foi protegido pelo sangue do cordeiro, assim no tempo do fim, os 144 MIL, israelitas espirituais, serão protegidos porque crêem no “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”, e tem o Seu sangue nos umbrais das portas do seu coração.

Você tem o sinal do sangue no seu coração? O sangue do Cordeiro é a maior proteção, é a base, o fundamento de toda a proteção. Você tem o sangue no coração, o sangue de Jesus Cristo? Você tem o sinal do sangue nas ombreiras da porta do seu coração? Você tem que ter o sangue.

Mas o que significa este sinal, o Selo de Deus? Porque eles são assinalados com o SELO DO DEUS VIVO. A Bíblia diz que o Sábado é o Sinal (Eze. 20:20) ou Selo (GC, 640:2), que contém o nome de Deus, que será gravado nas frontes, nas testas de todos os que guardam e santificam o Sábado, formando um grupo especial de 144.000 pessoas que hão de estar em pé durante a destruição deste mundo pelas 7 Últimas Pragas por ocasião do Decreto Dominical.

E todos os que guardam o Sábado serão desse modo selados e protegidos contra as catástrofes que acontecerão em breve neste mundo. Mas somente os 144.00 serão selados, com o nome de Deus. Os outros serão assinalados pelo Sinal da Besta, e recebem o seu nome, enquanto estarão guardando o domingo de acordo com as leis da Apostasia mundial.

Mas QUAL É O SIGNIFICADO DO NÚMERO 144 MIL?, que alguns dizem que se refere a um número literal; outros dizem que é um número simbólico. Como nós podemos saber com exatidão?

De fato, nós temos aqui um contexto completamente simbólico. Nós lemos sobre os 4 anjos, os 4 cantos da terra, os 4 ventos, o outro anjo; nós temos o selo do Deus vivo; nós temos o povo de Israel – e todas estas palavras são simbólicas. E o número 144.000 também terá de ser simbólico se nós quisermos compreender este maravilhoso assunto, em toda a sua extensão.

O número 4 é símbolo de totalidade e universalidade: 4 anjos são todos os anjos que estão trabalhando na Terra; 4 ventos são todas as lutas do mundo; 4 cantos são todos os pontos cardeais que são 4: Norte, Sul, Leste, e Oeste.

Mas e os 144.000? Qual é o seu simbolismo? Qual é o número-chave para nós compreendermos os 144.000? O próprio texto já indicou o nº 12. Nós aqui temos 12 tribos. 12 é o número perfeito porque é formado de números perfeitos: 12 é a mesma coisa do que 3 x 4; 3 é o nº da Trindade, 4 significa universalidade, e portanto, 12 significa o NÚMERO DO GOVERNO DE DEUS.

Por exemplo: 12 patriarcas; 12 tribos; 12 profetas menores, 12 apóstolos, 12 portas de Jerusalém, 12 fundamentos com o nome dos 12 apóstolos. Doze é o número do governo. O Sol e a Lua governam o dia e a noite, e estão relacionados com 12 meses. Doze, portanto, é o número do governo de Deus.

Mas se multiplicarmos 12 x 12, teremos 144. Aqui temos, portanto, a chave: 12 x 12 = 144. Mas nós temos também o número 1.000, que é formado de 10 x 10 x 10. O número 10 é um número completo mas ainda indefinido. Quando chegamos a 1.000, encontramos o número das multidões: é um número indefinido como “milhares de milhares” – não sabemos o seu número exato. Por exemplo: Na multiplicação dos pães havia 5.000 homens, além de mulheres e crianças. Portanto, mil é um número perfeito, completo, mas ainda indefinido.

Doze multiplicado por doze, e multiplicado por mil, dá 144.000 (12×12x1.000 = 144.000), significando um número abarcante, um número completo; mas, embora completo e perfeito, é um número indefinido porque abarca todos os homens e todas as pessoas que devem ser incluídas nesse número.

Portanto, 144 MIL é um número simbólico que representa uma multidão cujo número não foi revelado; portanto, só Deus conhece o número de pessoas que compõem literalmente esse número que se demonstra simbolicamente.

Uma das maiores confirmações desse fato é a declaração de Ellen White que disse que viu lá nos Céus os 144.000 em quadrado perfeito.

Primeiros Escritos, pág. 16 – “Ali, sobre o mar de vidro, os 144.000 ficaram em quadrado perfeito.”

Então, se você toma a sua calculadora e tira a raiz quadrada de 144.000, verá que esse número não tem quadrado perfeito. E isto indica, conseqüentemente, que este é um número muito mais abarcante do que 144.000. Há um número exato na raiz quadrada de 144 que é 12; mas quando nós o multiplicamos por 1.000 (144×1.000), nós temos o número das multidões, portanto, é um número perfeito, mas ainda indefinido. Conseqüentemente, nós temos os 144.000 como símbolo de um número mais abarcante do que o próprio número.

Quem são eles? Os 144.000 são os escolhidos que serão selados, representados por um número simbólico indefinido, maior do que ele mesmo, que só Deus conhece.

2º Característica: Eles são Músicos

Lemos em Apo. 14: 2 e 3: “Ouvi uma voz do céu como voz de muitas águas, como voz de grande trovão; também a voz que ouvi era como de harpistas quando tangem a sua harpa. 3 Entoavam novo cântico diante do trono, diante dos quatro seres viventes e dos anciãos. E ninguém pôde aprender o cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil que foram comprados da terra.”

Aqui nós temos o 2º característico: estes 144.000 eles são musicistas, eles são MÚSICOS – eles tocam harpa e eles cantam maravilhosamente, com melodia e cantam com beleza, emoção e harmonia. Realmente, a música é um dos mais preciosos dons de Deus e não devia ser esquecida.

Mas alguém poderia dizer: “Bem, eu não sou parte dos 144.000 porque eu não sei música e não sei cantar.” É difícil encontrarmos pessoas que tocam instrumentos musicais e que cantam harmoniosamente. E há muito poucos que tocam harpa. Há alguém aqui que toca harpa? Mas, há boas novas, irmãos. Ninguém deve ficar preocupado, sabe por quê?

Certa vez um pastor visitava a igreja adventista central de P. Alegre, e pregou num grande auditório sobre esse fato, de que os santos hão de tocar harpas, e ele disse: “Acontecerá um milagre, Deus vai lhe dar uma harpa, um anjo de Deus virá trazendo uma harpa – e eu nunca aprendi harpa, mas de repente, eu começo a tocar a harpa e cantar melodiosamente”. Este será um emocionante milagre.

Mas o que significa O NOVO CÂNTICO – Eles têm um cântico novo, muito especial; ninguém pode aprendê-lo. Mas qual é o seu cântico? Apo. 15: 3: “e entoavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro, dizendo: Grandes e admiráveis são as tuas obras, Senhor Deus, Todo-Poderoso! Justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei das nações!”

Qual é o seu cântico? O que significa o cântico de Moisés e o cântico do Cordeiro? Para sabermos o seu significado, precisamos lembrar a história do povo de Deus no passado quando estavam saindo do Egito.

O povo de Israel se encontrava encurralado: À sua direita estavam as montanhas, à sua esquerda havia outras montanhas, à sua frente estava o mar, o Mar Vermelho; e eles viram que atrás, na sua retaguarda vinham os exércitos dos egípcios armados e preparados para matá-los.

E eles então ficaram muito temerosos, eles ficaram tremendo de medo, sem saída, sem solução, e nesse ponto eles clamaram para Moisés: “Moisés, teria sido muito melhor se nós tivéssemos ficado no Egito, trabalhando, do que agora sermos mortos com os nossos filhos, nesse deserto. O que faremos agora, Moisés? Como escaparemos dos nossos inimigos.”

E então Moisés respondeu: “Aquietai-vos e vede o livramento do SENHOR” (Êxo. 14:13). Mas Moisés foi até Deus: “Senhor, e agora, o que é que vamos fazer? Então disse Deus: “Por que clamas a Mim?”, Moisés. “Dize ao povo que marche.” (v. 15). E deu instruções para Moisés usar a sua vara nas águas (v. 16). E as águas do mar se abriram (v. 21) e o povo de Israel passou em seco (v. 22), atravessando o mar por uma intervenção miraculosa de Deus. Então, Moisés cantou um hino de louvor a Deus (em Êxo. 15).

Os 144.000 passarão pela mais terrível tribulação de todos os séculos; no entanto, no momento mais difícil eles serão libertados. No momento de maior aperto com os exércitos inimigos apontando as suas armas, quando estiverem encurralados eles serão libertos. Então, hão de cantar o cântico da sua própria experiência, que ninguém pôde aprender, porque só eles passaram por essa tribulação, e só eles podem entoar o cântico do livramento – o cântico do Cordeiro.

Fonte - Compartilhando Idéias

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