sexta-feira, 26 de junho de 2026

Seguindo o Cordeiro (2TL13)

Quando pensamos no Céu, nossa imaginação costuma ser atraída pelas maravilhas que a Bíblia descreve. Pensamos em um lugar sem dor, sem lágrimas e sem morte. Sonhamos com reencontros, com a restauração da criação e com a liberdade de viver em perfeita paz. Todas essas promessas são verdadeiras e gloriosas. No entanto, existe algo ainda maior aguardando os remidos.

O Céu será maravilhoso por causa de Quem estará lá.

Desde o início do ministério de Jesus, João Batista O apresentou ao mundo como “o Cordeiro de Deus”. Aquela expressão carregava um significado profundo. O Cordeiro era o sacrifício. Era Aquele que assumiria sobre Si o peso do pecado da humanidade. Era o Salvador prometido desde o Éden.

Ao longo da história da redenção, milhões aprenderam a confiar nesse Cordeiro. Muitos jamais O viram fisicamente. Caminharam pela fé. Oraram sem vê-Lo. Permaneceram fiéis mesmo em meio a lágrimas, perseguições e provações. Mas chegará o dia em que a fé dará lugar à visão.

Então veremos o Cordeiro.

Veremos as marcas de Seu sacrifício. Contemplaremos Aquele que deixou a glória celestial para resgatar seres perdidos. Compreenderemos, como nunca antes, a profundidade do amor revelado na cruz. E nossa resposta será espontânea: adoração.

Por toda a eternidade, os remidos jamais esquecerão o preço de sua redenção. O Céu nunca será um lugar onde a cruz será esquecida. Pelo contrário. A cruz será o centro da gratidão, da adoração e da alegria dos salvos.

Mas existe outro aspecto extraordinário nessa promessa. O Cordeiro também é o Pastor.

Hoje, em meio às dificuldades da vida, Ele já nos conduz. Muitas vezes não compreendemos Seus caminhos. Em alguns momentos seguimos por vales escuros. Em outros, atravessamos desertos espirituais ou enfrentamos provações inesperadas. Ainda assim, Sua mão permanece guiando Seus filhos.

E essa condução não terminará quando chegarmos ao Céu.

Apocalipse apresenta uma das imagens mais belas de toda a Bíblia: o Cordeiro conduzindo Seu povo às fontes das águas da vida. O Salvador continuará sendo o centro da existência dos remidos. Não porque precisaremos de proteção contra o mal, pois o pecado terá desaparecido para sempre, mas porque nosso maior prazer será permanecer perto dEle.

Talvez essa seja a verdadeira essência da eternidade. Não apenas viver para sempre, mas viver para sempre seguindo Jesus.

Cada passo será dado ao lado dEle.

Cada descoberta da criação renovada será compartilhada com Ele.

Cada expressão de louvor brotará da alegria de estar em Sua presença.

Por isso, o Céu começa agora. Aqueles que desejam seguir o Cordeiro por toda a eternidade aprendem, desde já, a seguir Sua voz. Aprendem a confiar em Sua direção. Aprendem a amar Sua presença.

Porque o maior presente que Deus pode oferecer não é uma cidade de ouro, nem uma vida sem sofrimento.

É o próprio Jesus.

E os salvos O seguirão para sempre.

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