Especialistas em saúde pública ao redor do mundo mantêm atenção redobrada em três vírus que podem representar riscos significativos em 2026: a gripe aviária do tipo Influenza A (especialmente o subtipo H5N1), o vírus Mpox (anteriormente chamado de varíola dos macacos) e o vírus Oropouche, transmitido por pequenos mosquitos. Essas ameaças não significam que uma epidemia ou pandemia seja iminente, mas mostram que a vigilância global continua ativa diante de agentes que podem evoluir e se espalhar em novos contextos. segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026
Três Ameaças Epidêmicas em 2026: O Mundo Sob Vigilância Sanitária e os Sinais das Escrituras (2026.02.23)
Especialistas em saúde pública ao redor do mundo mantêm atenção redobrada em três vírus que podem representar riscos significativos em 2026: a gripe aviária do tipo Influenza A (especialmente o subtipo H5N1), o vírus Mpox (anteriormente chamado de varíola dos macacos) e o vírus Oropouche, transmitido por pequenos mosquitos. Essas ameaças não significam que uma epidemia ou pandemia seja iminente, mas mostram que a vigilância global continua ativa diante de agentes que podem evoluir e se espalhar em novos contextos. segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026
Nipah: um vírus letal que volta ao foco — gravidade, possibilidades e contornos proféticos (2026.02.02)
O Nipah é um vírus zoonótico, o que significa que ele normalmente circula em animais — principalmente morcegos frugívoros do gênero Pteropus — e, em algumas circunstâncias, pode transmitir-se a humanos por contato com secreções animais ou alimentos contaminados, como seiva de palmeira. Também pode ocorrer transmissão de pessoa para pessoa em contatos próximos, embora isso seja menos comum.
Segundo dados oficiais da OMS, a taxa de letalidade em humanos pode variar entre 40 % e 75 %, dependendo de fatores como acesso a cuidados de saúde e rápido diagnóstico. A infecção pode começar com sintomas semelhantes a uma gripe — febre, dores musculares e mal-estar — e evoluir para problemas respiratórios graves ou inflamação cerebral (encefalite) em casos mais severos. Não existe, até o momento, vacina licenciada ou tratamento antiviral específico aprovado para o Nipah; o cuidado é de suporte hospitalar para maximizar as chances de recuperação.
Apesar dessas características graves, autoridades de saúde pública continuam a avaliar que o risco de propagação internacional significativa permanece baixo nessa fase. Países asiáticos, dependendo da proximidade geográfica com áreas onde o vírus circula, reforçaram triagens de saúde em aeroportos e pontos de entrada como medida de precaução, similar às estratégias usadas em fases da pandemia de COVID-19, mas sem expectativa de restrições globais amplas.
Gravidade e possibilidades à luz do contexto atual
O vírus Nipah não é novo. Ele foi detectado pela primeira vez em 1998, em um surto na Malásia que causou dezenas de mortes. Desde então, surtos surgiram periodicamente em países do Sudeste e Sul da Ásia — como Bangladesh, Filipinas, Malásia e Índia — com variações de intensidade ao longo das décadas.
Embora a transmissão entre pessoas seja menos eficiente que em doenças como a COVID-19, o fato de o Nipah ter uma alta taxa de letalidade, ausência de vacina específica e potencial para transmissão em ambientes hospitalares torna-o um agente de preocupação, especialmente quando medido segundo parâmetros epidemiológicos rigorosos.
Ao mesmo tempo, as respostas de saúde pública têm sido rápidas e focadas em contenção localizada: identificação de casos, rastreamento de contatos, isolamento de infectados e reforço de comunicação de risco. O monitoramento é contínuo, e a OMS não recomenda restrições de viagem ou comércio no atual cenário.
Contornos proféticos — vigilância espiritual no tempo dos sinais
Do ponto de vista bíblico, eventos como o ressurgimento de um agente infeccioso letal, mesmo que contido, convidam à reflexão sobre a condição humana nos tempos presentes. A profecia não apresenta pandemias como sinais isolados de um fim encerrado, mas como parte de um quadro mais amplo de instabilidade e fragilidade humana quando separado dos propósitos de Deus.
Segundo o apóstolo Paulo, nos últimos dias “sobrevirão tempos difíceis”, com comportamentos humanos marcados por egoísmo, medo e desorientação moral — o que inclui respostas precipitadas e inseguras diante de perigos invisíveis. Embora ele se refira mais especificamente ao caráter e às relações humanas, esse diagnóstico também pode se aplicar à forma como as sociedades lidam com crises complexas: confiando em sua própria capacidade antes de buscar orientação divina.
Jesus, ao declarar que haveria “sinais no céu, na terra e nas nações” antes de Sua vinda, inclui cenários de angústia, medo e perplexidade diante de eventos que parecem escapar ao controle humano. Ele afirmou que nem todas as ocorrências deveriam surpreender ou assustar Seus seguidores, mas serem interpretadas com discernimento.
Essa perspectiva não é fatalista nem alarmista: ela é vigilante e esperançosa. Enquanto o mundo enfrenta desafios reais — como agentes infecciosos com alto potencial de dano — a profecia convida à reflexão sobre onde realmente repousa nossa confiança e esperança.
O Nipah, como outros agentes patogênicos, lembra que a criação está sujeita às consequências do pecado e da queda — ou seja, a fragilidade do mundo que jaz na imperfeição — como Paulo escreveu, que “toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora”.
O chamado bíblico é claro: não depositar nossa fé na habilidade humana de controlar todas as ameaças, mas buscar o reino de Deus e Sua justiça, mesmo em meio às incertezas deste tempo.
“E ele disse: ‘Olhai para que ninguém vos engane.’”
📖 Lucas 21:8
Quem tem ouvidos, ouça.
quinta-feira, 13 de outubro de 2016
OMS diz que epidemia de tuberculose é mais grave do que se esperava
Foram 10,5 milhões de casos no último ano, segundo organização.Seis países são os mais afetados; Índia e África do Sul estão entre eles.
A epidemia de tuberculose é mais grave do que se pensava até agora, com 10,4 milhões de contaminados em 2015, enquanto as pesquisas para encontrar uma vacina ou outros tratamentos "carece de fundos suficientes", segundo o relatório anual da OMS, publicado nesta quinta-feira (13).
A cifra supera amplamente a do relatório anterior, que foi de 9,6 milhões de infectados em todo o mundo.
"A luta para alcançar nossos objetivos mundiais no combate à tuberculose é cada vez mais difícil", afirmou a diretora da organização, Margaret Chan.
"Teremos que aumentar substancialmente nossos esforços sob o risco de ver países continuamente castigados por esta epidemia mortal e não alcançar nossos objetivos", ressaltou.
A meta é reduzir o número absoluto de mortes por tuberculose em 35% e de contágios em 20% até 2020 com relação aos números de 2015.
O objetivo para 2030 é diminuir em 90% a quantidade de mortos por tuberculose e em 80% os infectados.
Segundo o informe da OMS, 1,8 milhão de pessoas morreram vítimas desta doença em 2015 - 300.000 a mais do que no ano anterior.
A tuberculose é provocada por uma bactéria, o bacilo de Koch, que na maioria dos casos se aloja nos pulmões, destruindo o órgão gradativamente.
Dois em cada cinco infectados não foram diagnosticados, e por isso podem espalhar a doença, transmitida por via aérea.
Além disso, meio milhão de pessoas têm formas de tuberculose resistentes aos antibióticos, segundo o informe.
Para a ONG Médicos sem Fronteiras, este relatório "é um chamado de atenção para mudar o status quo na forma de diagnosticar e tratar a tuberculose e suas formas resistentes".
Índia subestimada
As cifras sobre as dimensões da epidemia foram revistas para cima essencialmente porque os pesquisadores se deram conta de que as estimativas da Índia, entre 2000 e 2015, eram muito baixas.
Seis países representam 60% dos novos casos: Índia, Indonésia, China, Nigéria, Paquistão e África do Sul.
Habitualmente vinculada à pobreza e a condições insalubres, a tuberculose continua sendo uma das principais doenças mortais do mundo, embora em um período de 15 anos, o número de mortes tenha caído 22%.
No entanto, para alcançar os objetivos estabelecidos pela comunidade internacional, as infecções teriam que diminuir entre 4% e 5% por ano, três vezes mais rápido do que diminuem atualmente.
Falta de recursos
A escassez de recursos também é um problema crônico no combate à doença.
Entre 2005 e 2014, os fundos disponíveis alcançaram apenas 700 milhões de dólares por ano. São necessários US$ 2 bilhões para a pesquisa e o desenvolvimento de tratamentos antituberculosos, segundo o informe.
É necessário "incrementar o investimento agora ou simplesmente não conseguiremos erradicar uma das doenças mais antigas e mais mortais do mundo", disse Ariel Pablos-Mendez, um dos encarregados da agência americana para o desenvolvimento internacional, a USAID.
Fonte - G1
sexta-feira, 29 de janeiro de 2016
quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
EUA convivem com a peste, que matou milhões na Idade Média
Os Estados Unidos levaram o homem à Lua há quase 50 anos, mas americanos ainda morrem de uma doença que arrasou a Europa na Idade Média. Por que isso ocorre?A chamada peste negra causou cerca de 50 milhões de mortes na África, Ásia e Europa no século 14. A epidemia dizimou metade da população europeia.
O último surto em Londres foi a Grande Praga de 1665, que matou um quinto dos moradores da cidade. Depois houve uma pandemia na China e na Índia no século 19, que ceifou mais de 12 milhões de vidas.
A doença, contudo, não ficou relegada ao porão da história. Ainda é endêmica (mantida sem necessidade de contaminação do exterior) em Madagascar, na República Democrática do Congo e no Peru. E o mais surpreendente é que ela ainda mata pessoas nos EUA.
Até o momento há registros de 15 casos no país em 2015, com quatro mortes - ante uma média de sete casos por ano neste século, segundo o Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) do governo americano.
A bactéria responsável pela doença - Yersinia pestis - entrou nos EUA em 1900, por meio de barcos a vapor infestados de ratos, de acordo com Daniel Epstein, da Organização Mundial da Saúde (OMS).
"A praga era bastante presente (nos EUA), com epidemias em cidades portuárias da costa oeste. Mas o último surto urbano da praga foi em Los Angeles em 1925. Daí se espalhou por meio de ratos do campo, e assim se entrincheirou em partes do país", afirma Epstein.
Se não for tratada, a doença - tipicamente transmitida a humanos por pulgas - tem um índice de mortalidade de 30% a 60%. Antibióticos, contudo, são efetivos se há diagnóstico precoce.
Fonte - UOL
quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
Zika e microcefalia podem se espalhar por todo o país
É uma questão de tempo para que o zika vírus tenha casos registrados em todo o país. A afirmação é do ministro da Saúde, Marcelo Castro, feita horas depois de ter divulgado um novo boletim de casos suspeitos de microcefalia. Na terça-feira pela manhã, em uma coletiva realizada em Brasília, Castro apresentou que oBrasil já soma 1.761 registros de bebês nascidos em 2015 com a má-formação em 14 Estados, que pode estar relacionada à infecção das mães, durante a gravidez, por zika. No mesmo dia, enquanto lançava campanha de combate ao mosquito no Rio de Janeiro, o ministro disse que concordava com as tendências apontadas por especialistas de que casos de zika e microcefalia vão se espalhar por quase todos os Estados. Será o clima, segundo o responsável pela pasta, que poderá afastar a doença do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.– Os cientistas são unânimes em afirmar que (o surto) se espalhará para os demais Estados, dificilmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, por causa do clima. É uma situação extremamente grave. Entendo que este é o problema número 1 que o Brasil tem hoje. E tem de ser atacado com todas as forças, porque são vidas humanas que estão em jogo – disse o ministro.
"Não fiquei com medo de enfrentar uma deficiência, mas de perder ele", diz mãe de criança com microcefalia
Para Lavínia Faccini, médica geneticista do Hospital de Clínicas de Porto Alegre e uma das especialistas envolvidas na elaboração do Protocolo de Vigilância e Resposta à Ocorrência de Microcefalia Relacionada à Infecção pelo Vírus Zika do governo federal, o ministro foi muito otimista ao colocar os dois Estados na lista dos imunes ao zika e à microcefalia.
– Não deve ser considerada uma situação que a gente fique tranquilo e despreocupado. Nada impede que, se não tomarmos os cuidados necessários, haja proliferação do mosquito e a transmissão do zika – alerta, lembrando que o Rio Grande do Sul ainda não registrou nenhum caso autóctone (contraído dentro do Estado) de zika e nem de microcefalia relacionada à contaminação.
Entenda o que está sendo feito para combater o Aedes Aegypti no Brasil
Paulo Behar, chefe do Serviço de Infectologia da Santa Casa de Misericórdia da Capital, também não acredita que os dois Estados saiam imunes ao surto observado nas outras regiões:
– Não dá para apostar. O RS é pouco ou parcialmente privilegiado para casos de dengue, chikungunya e zika, mas afirmar que não há risco não tem base científica.
Segundo o especialista, questões climáticas e geográficas colaboram para que estas doenças, consideradas tropicais, demorem para chegar até aqui. O Aedes aegypti se reproduz muito menos em climas subtropicais, o que reduz o risco de circulação dos vírus. Entretanto, a expectativa de um verão com chuvas acima da média deixa as autoridades cada vez mais atentas para a chegada de possíveis casos importados de zika.
– Estamos trabalhando com a hipótese de que vamos ser afetados. A possibilidade do vírus vir para o Estado é concreta. Muito também por causa das viagens de final do ano para regiões que vivem com a epidemia. Talvez o problema não seja de grande magnitude. Trabalhamos para evitar casos e para que eles sejam poucos, não um surto – diz Marilina Bercini, diretora do Centro Estadual de Vigilância em Saúde da Secretaria Estadual da Saúde.
Para reduzir riscos e protelar a chegada do vírus no RS, o governo coloca todas as suas forças no combate ao transmissor das doenças, que hoje já está presente em 168 municípios gaúchos. Ontem, as secretarias Estadual e municipais da Saúde dos locais infestados pelo mosquito estão reunidas para discutir medidas de extermínio ao Aedes aegypti.
Só neste ano, o Estado registrou 1.283 casos confirmados de dengue. Conforme boletim epidemiológico do governo estadual, com dados coletados até o último dia 5, 1.039 dessas ocorrências se referem a casos autóctones. Caibaté, Santo Ângelo, Panambi e Erval Seco, na Região Noroeste, foram os municípios que mais notificaram esse tipo de caso.
terça-feira, 25 de agosto de 2015
Casos de peste humana aumentam extraordinariamente nos EUA
Os Estados Unidos padeceram de um número incrivelmente alto de casos humanos de peste desde abril: onze, dos quais três foram mortais, anunciaram autoridades de saúde nesta terça-feira."Não está clara a razão pela qual em 2015 o número de casos é superior ao normal", indicaram os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), ao destacarem que onze casos em quatro meses é algo muito pouco habitual.
"Entre 2001 e 2012, o número de casos humanos de peste nos Estados Unidos se manteve entre 1 e 17", segundo o texto dos CDC, A média anual na última década tem sido de três.
A peste, uma doença incomum e perigosa causada pela bactéria Yersinia pestis, é transmitida por roedores e suas pulgas e é hoje em dia facilmente tratável com antibióticos. Contudo, fez estragos até os tempos modernos ao ponto de causar verdadeiro terror nas populações.
Também pode ser transmitida pelo contato próximo com uma pessoa ou um animal infectado, entre eles cachorros e gatos, alertaram os CDC.
Neste ano, os casos foram registrados no oeste dos Estados Unidos: quatro no Colorado, dois no Arizona, dois no Novo México, dois na Califórnia e um em Oregon.
Três pacientes de 16, 52 e 79 anos faleceram.
A taxa de mortalidade da peste alcançava 93% até que a descoberta dos antibióticos permitiram reduzí-la em torno de 16%.
Fonte - Yahoo
terça-feira, 7 de julho de 2015
Vírus do vômito surge na China e começa a se espalhar pelo mundo, podendo infectar milhões, de acordo com alerta
Atacando o estômago, o vírus é conhecido como GII.17 e provoca vômitos e diarreia, podendo atingir milhões de pessoas no mundo, dizem os pesquisadores. As preocupações aumentaram após centenas de passageiros de um cruzeiro terem sido, supostamente, infectados com GII.17, na Escandinávia, mês passado. Surtos de norovírus são mais prevalentes no inverno, explica o canal Bloomberg, mas o número de infecções ocorridas nos meses mais quentes pode determinar quão grave o surto será.
“Um aumento na frequência dos surtos em navios de cruzeiro, ao longo do verão, pode prever uma maior incidência no próximo inverno”, disse Marion Koopmans, professora de virologia de saúde pública na Universidade Erasmus Medical Center, em Rotterdam, Holanda, em uma entrevista ao Bloomberg.
Assim como a gripe, novas cepas emergem a medida que o vírus sofre mutações. Porém, a gripe sofre mutações rapidamente, os novos norovírus tendem a emergir apenas a cada dois a quatro anos, muitas vezes levando a pandemias de gastroenterite: “Isso significa que estamos presenciando o surgimento de um novo genótipo. O novo vírus GII.17 poderia substituir GII.4, tornando-se a cepa dominante circulando em outras partes do mundo”, disse Koopmans.
"Sabemos que os norovírus são capazes de rapidamente se espalharem ao redor do globo", disseram cientistas de 16 países, em um artigo que acompanha a pesquisa original, de origem japonesa. "Os sistemas comunitários de saúde e de vigilância públicas precisam estar preparados em caso de um aumento potencial da atividade de norovírus nas próximas temporadas, causado por esta nova estirpe”, acrescentaram.
Casos de GII.17 já surgiram nos EUA, países da América do Sul, Europa e África. Ainda não há nenhum medicamento disponível para tratar ou prevenir GII.17, mas uma empresa farmacêutica com sede em Osaka, no Japão, afirma ter a vacina mais avançada para o vírus, em desenvolvimento. “A Takeda Pharmaceutical Co. pretende estudar como sua vacina irá trabalhar contra a nova cepa”, disse Koopmans.
Norovírus causam, somente nos EUA, de 19 a 21 milhões de casos de gastroenterite aguda por ano, levando a 400 mil atendimentos em serviços de emergência, e cerca de 56 mil a 71 mil hospitalizações.
O número de mortes é cerca de 800 pessoas, principalmente entre crianças e idosos. "Para muitas pessoas, é um incômodo. Você tem dois dias de vômito e diarreia em seguida. A maioria dos casos têm um curso da doença bastante leve”, explicou Koopmans. Pessoas que ingerem ou manuseiam alimentos infectados são, geralmente, a origem do surto, disse o relatório.
Fonte - Jornal Ciência
terça-feira, 30 de junho de 2015
Libéria anuncia volta do vírus Ebola ao país
A Libéria anunciou, nesta terça-feira, um novo caso de Ebola, seis semanas depois de a doença ter sido oficialmente erradicada do país. – Um novo caso de Ebola foi registado no condado de Margibi, o paciente morreu e os testes confirmaram a doença antes da morte – afirmou o ministro adjunto da Saúde, Tolbert Nyensuah.
O ministro informou que todas aspessoas que tiveram contatos com a vítima foram identificados e estão em quarentena.
– Estamos investigando para saber a origem desse novo caso. Pedimos a todos os cidadãos na Libéria que continuem a respeitar as medidas preventivas – disse.
Os vizinhos da Libéria, Serra Leoa e Guiné-Conacri continuam a combater a epidemia de febre hemorrágica que já matou mais de 11 mil pessoas desde o início de 2014. O porta-voz da Organização Mundial de Saúde, Tarik Jasarevic, disse aos jornalistas em Genebra que a agência da Organização das Nações Unidas foi informada do novo caso.
Fonte - Zero Hora
segunda-feira, 4 de maio de 2015
Brasil vive epidemia de dengue, afirma ministro da Saúde
O ministro da Saúde, Arthur Chioro, confirmou nesta segunda-feira (4), na capital paulista, que o país enfrenta uma epidemia de dengue. “Nós temos 745.957 casos até 18 de abril. Sabemos que esse número aumentará. O Brasil vive situação de epidemia concentrada em nove estados, que são os que têm mais de 300 casos por 100 mil habitantes”, declarou, após participar de encontro na Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) com empresas de biotecnologia. Ele destacou que apenas três estados tiveram redução dos casos de dengue neste ano em relação a 2014: Espírito Santo, Distrito Federal e Amazonas. Chioro destacou que houve elevação em praticamente todo o país, na comparação com 2014, sobretudo, porque ele foi um ano “excepcionalmente bom” em relação à dengue. “Tivemos redução do número de casos, de ocorrências graves, dos óbitos. De certa forma, em algumas localidades, o bom ano passado fez com que se desarmasse a mobilização da sociedade e de algumas ações”, avaliou. Em relação ao mesmo período de 2014, houve aumento de 234,5%. O ministro comparou a situação deste ano também com 2013, quando no mesmo período haviam sido registradas 1,4 milhão de casos da doença. “Nós ainda temos uma redução de 48% [sobre 2013]”, disse.
São Paulo tem mais da metade dos casos do país. Dos 745,9 mil casos, 401 mil ocorreram no estado paulista, assim como as mortes (169 das 229 registradas no país). Em termos proporcionais, a pior situação é do Acre, com 1.064 casos por 100 mil habitantes, seguido por Goiás (968 por 100 mil/hab), São Paulo (911 por 100 mil/hab), Mato Grosso do Sul (462 por 100 mil/hab) e Tocantins (439 por 100 mil/hab). O ministro apontou que é fundamental olhar os estados, pois isso define o plano de contingência. “O fato de termos uma situação epidêmica nacionalmente, não muda em absolutamente nada o plano de contingência, a estratégia de controle, a gravidade”, reforçou.
O ministro explicou que a tendência é de diminuição da dengue, com a chegada do inverno. “Em alguns estados, isso já se observa. As temperaturas começam a cair e as medidas de controle estão funcionando”, apontou. Embora o frio ajude a diminuir o impacto da doença, as estatísticas ainda devem indicar crescimento. Isso ocorre porque as próximas divulgações incluirão o restante de abril e maio. Ele destaca que é preciso manter as ações de prevenção, mesmo com a diminuição dos casos. “É possível que em muitos estados se interrompa em definitivo, até o início do verão. Isso não significa que a dengue deixou de ser uma preocupação”, destacou.
Entre os fatores que explicam a situação epidêmica neste ano, além do desarme pelos bons resultados do ano passado, Chioro disse que os eventos climáticos anteciparam o início da doença. “Tivemos um adiantamento que nós não sabemos se vai ter encerramento mais rápido do que nos anos anteriores. Vamos ter que esperar as próximas semanas”, apontou. Ele destacou ainda a crise hídrica, que favoreceu a armazenagem de água, sem a devida proteção. “No Nordeste, que tem intermitência no abastecimento, conseguíamos identificar maiores criadouros nos lugares onde as pessoas armazenavam água. No Sudeste, é um fenômeno novo. A gente percebeu aumento”, disse.
O ministro disse ainda que pediu prioridade à Agência Nacional de Vigilância Sanitária nos encaminhamentos relacionados à vacina contra a dengue. “Seria grande ganho para o Brasil e para mundo se chegássemos a uma vacina eficaz e segura. É a intenção do ministério, tanto que temos investimentos no Instituto Butantan, na Fiocruz [Fundação Oswaldo Cruz], no sentido de estabelecer parcerias para produção desta vacina, mas não podemos queimar etapas”, ponderou. Apesar de apostar na vacina como medida de prevenção, ele disse que considera um equívoco alimentar esperanças na população de que se terá uma vacina já nos próximos meses.
Fonte - Terra
sábado, 2 de maio de 2015
Bactéria resistente já é ameaça global, diz OMS
Genebra - A resistência a antibióticos se transformou em uma "ameaça global" e doenças que eram curadas com relativa facilidade até há pouco tempo podem voltar a matar cerca de 10 milhões de pessoas até 2050.O alerta faz parte de um plano que será apresentado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) neste mês, na esperança de combater a resistência.
Os dados apontam para um cenário alarmante: pelo menos sete bactérias diferentes responsáveis por doenças como pneumonia, diarreia ou infecções sanguíneas começam a ganhar resistência.
Pelo menos dois produtos usados até hoje já não funcionam em metade da população, entre eles o antibiótico contra infecções urinárias causadas pela bactéria E. Coli.
Em 2013, a OMS calcula que 480 mil novos casos de tuberculose foram detectados por conta da resistência aos remédios, em mais de cem países. No caso da malária, a entidade considera a resistência como uma "preocupação urgente de saúde pública", diante do impacto em regiões inteiras.
Para a OMS, antibióticos se transformaram no pilar do desenvolvimento da medicina no século 20. Mas chegou o momento de agir para não perder o que o mundo atingiu. Numa era "pós-antibiótico", a realidade é que muitos morreriam de doenças que já foram controladas.
Para a indústria farmacêutica mundial, o crescimento da resistência microbiana pode ter repercussões até no PIB mundial, com uma queda entre 2% a 3,5%.
Na Federação Internacional das Indústrias Farmacêuticas, que reúne as maiores multinacionais do setor, as doenças causadas por bactérias, cada vez mais resistentes aos antibióticos disponíveis no mercado, aparecem como prioridade. Mas o grupo insiste para a necessidade de novos investimentos em medicamentos.
A OMS, em seu relatório publicado nesta semana sobre o mesmo assunto, também alerta para a falta de novos medicamentos. Segundo ela, nenhuma nova classe principal de antibióticos foi desenvolvida desde 1987. E não há resposta imediata.
Além da demora para desenvolver um novo medicamento - cerca de 10 a 20 anos-, a indústria farmacêutica vê seu retorno financeiro restrito a um prazo considerado extremamente longo, o que desestimula o investimento.
Planos nacionais
Por isso, a OMS insiste que apenas desenvolver novos remédios não será suficiente. A entidade vai recomendar que planos nacionais sejam desenvolvidos sobretudo em países emergentes. Mas a Federação das Indústrias Farmacêuticas diz que não há tecnologia nesses países.
Já para Fernando Bellisimo, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, o problema é mais uma questão de hábitos.
"No Brasil, existe o costume de acreditar que o médico mais eficiente é aquele que prescreve remédios. Infelizmente, pessoas continuam acreditando que antibióticos combatem doenças virais (o que não é verdade)", disse.
Bellissimo defende foco na prevenção e no combate à proliferação das bactérias resistentes. "É preciso maior atenção à higiene dentro dos hospitais."
Fonte - Exame
sábado, 18 de abril de 2015
Doença misteriosa causa 18 mortes na Nigéria
Uma doença misteriosa causou a morte de 18 pessoas no sudoeste da Nigéria, declarou neste sábado um funcionário do governo regional."No total, 23 pessoas foram afetadas e 18 morreram", disse à AFP Dayo Adeyanju, comissário de Saúde do Estado de Ondo, onde a doença surgiu no início da semana, na cidade de Ode Irele.
Um boletim precedente apontava 17 mortes em Ode Irele.
Os sintomas desta misteriosa doença são dor de cabeça, perda de consciência e de peso e problemas de visão, seguidos de morte em 24 horas.
Os exames efetuados até agora não indicaram se tratar de uma doença viral ou de Ebola, em particular, afirmou o porta-voz.
O Ebola, uma febre hemorrágica de origem viral, deixou desde 2014 mais de 10.600 mortos, principalmente na Libéria, Serra Leoa e Guiné, mas também afetou a Nigéria.
Segundo Akinmade, que declarou que a doença está restrita a Ode Irele, especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS), do ministério nigeriano da Saúde e outros colaboradores se reuniram na cidade.
As amostras de fluidos corporais dos afetados pela doença foram enviadas neste sábado ao hospital universitário de Lagos, onde estão sendo analisadas, informou um porta-voz da OMS.
Fonte - Yahoo
segunda-feira, 13 de abril de 2015
Brasil já registra 220 casos de dengue por hora
O mais recente levantamento do Ministério da Saúde mostra que o Brasil registrou, até 28 de março, 460,5 mil casos de dengue (220 notificações por hora), mais da metade em São Paulo (257.809, ou 55%). O Estado ainda responde por três de cada quatro mortes ocorridas no País (99 de 132). A secretaria estadual afirma que trabalha com números menores, de casos confirmados, enquanto a Prefeitura prometeu reforçar ações.Pelo ministério, São Paulo também registra o maior número de ocorrências da doença no recorte regional, considerando os 304.251 casos do Sudeste. E lidera rankings por cidades (mais informações nesta página). Considerando o valor de referência da Organização Mundial da Saúde (OMS) para epidemia, que é de 300 casos por 100 mil habitantes, o Estado já superou esse indicador: está em 585,5 casos por 100 mil.
No Brasil, no mesmo período de 2014, foram registrados 135,3 mil casos (aumento de 240,1% em 2015). No Estado de São Paulo, o registro era de 35.141 (633,6% de acréscimo em 2015). Entre os municípios com mais de 1 milhão de habitantes, Campinas (SP) é a que tem mais casos e maior incidência. A capital paulista aparece em quarto.
O prefeito Fernando Haddad (PT) comentou os casos de dengue no Estado e prometeu reforçar as ações de combate ao mosquito. “Se os dados do Ministério se confirmarem, nós estamos falando de uma epidemia no Estado de São Paulo. A capital continua em uma situação melhor, mas não confortável, porque os casos são muito mais numerosos do que no ano passado. (Vamos) colocar a Vigilância (Sanitária) em alerta total, porque é o pior mês do ano”, disse, referindo-se ao mês de abril.
A Secretaria Municipal da Saúde informou que uma tenda de atendimento para dengue, igual a que já existe na Brasilândia, começará a funcionar hoje na Freguesia do Ó (zona norte). Outras quatro começarão a funcionar até a próxima semana em Lapa e Rio Pequeno (oeste), Vila Manchester (sul) e Itaquera (leste).
O governador Geraldo Alckmin (PSDB) também abordou o assunto. “O secretário (de Saúde) David Uip está em permanente contato com a Prefeitura. Nós oferecemos, além do que a Sucen (Superintendência de Controle de Endemias) já tem, mais 500 agentes para o combate, 50 veículos, toda a equipe, além do Instituto Adolfo Lutz e 30 médicos.”
O Ministério da Saúde informou que fez um repasse adicional de R$ 150 milhões para todos os Estados e municípios para a adoção de medidas de “vigilância, prevenção e controle da dengue”. Sobre São Paulo, o órgão informou que repassou mais de 28,6 mil litros de inseticida, além de kits de diagnóstico e manuais de manejo clínico.
Diferenças
Nesta segunda-feira, 13, também foram divulgados novos dados da Secretaria de Estado da Saúde. Eles apontam que foram registrados, até o fim de março, 158.300 casos autóctones confirmados. O número até 10 de abril sobe para 159.328. Os indicadores diferem dos divulgados pelo ministério, pois levam em consideração os casos confirmados, e não as notificações.
Nos dados do Estado, Campinas também aparece como a cidade com o maior número de casos confirmados: 20.380. A capital vem em terceiro: 9.809. O dado é mais próximo do que foi divulgado na semana passada pela Prefeitura, que apresentou um registro de 8.063 casos nas 12 primeiras semanas e constatou epidemia no Pari (centro).
A Secretaria de Estado ainda negou que exista uma epidemia generalizada. “Dos 645 municípios paulistas, 410 não apresentaram quadro de epidemia”, informou, em nota. A pasta disse ainda que dois terços dos casos foram registrados em 30 municípios.
quinta-feira, 5 de março de 2015
Bactéria mortal escapa de laboratório nos EUA
Segundo um comunicado das autoridades da Luisiana, nos EUA, uma perigosa bactéria teria escapado de um laboratório de segurança máxima. Os especialistas afirmam que aBurkholderia pseudomallei “fugiu” do Centro de Pesquisa Nacional do Primata de Tulane, localizado a 80 km do norte de Nova Orleans.O bacilo, originário do sudeste asiático e norte da Austrália, pode ser transmitido para seres humanos e animais através do contato com a água e com o solo contaminado. Ele foi classificado pelas autoridades como “um agente bioterrorista em potencial”. O incidente teria ocorrido em novembro do ano passado, quando cientistas trabalhavam no desenvolvimento de uma vacina contra a Burkholderia pseudomallei.
Apesar de o agente patógeno não ter sido, até o momento, detectado no ar da região em torno do laboratório, quatro macacos mantidos em jaulas ao ar livre foram contaminados, e dois deles tiveram que ser sacrificados.
Fonte - History
quarta-feira, 28 de janeiro de 2015
Bill Gates alerta que o mundo deve se preparar para uma pandemia mundial
O americano, que participou em Berlim de uma conferência de doadores da organização Gavi, a Aliança Global para Vacinas e Imunização, considera que seria imprudente não se preparar para o risco de uma pandemia mundial.
"Um patógeno ainda mais difícil (que o ebola) poderia surgir: uma forma de gripe, de SARS ou um tipo de vírus nunca antes visto", declarou em uma entrevista à AFP.
"Nós não sabemos se isso vai acontecer, mas o risco é significativo o suficiente, e uma coisa que deveríamos aprender com o ebola é perguntar-nos: Estamos prontos o suficiente? É como quando estamos nos preparando para a guerra, temos aviões e precisamos treinar", continuou ele.
Segundo ele, se preparar pode significar recrutar voluntários para serem treinados para responder rapidamente às emergências de saúde, à imagem dos planos desenvolvidos nos países mais atingidos pelo ebola - a Guiné, Libéria e Serra Leoa -, que registraram quase 8.700 mortos, segundo o último relatório da OMS.
Campanha de vacinação infantil
Bill Gates, classificado pela revista Forbes como o homem mais rico do mundo, com uma fortuna de cerca de 80 bilhões de dólares, explicou que a fundação que dirige com sua esposa Melinda tem distribuído em torno de US$ 4 bilhões por ano para ajudar os mais pobres do mundo.
A fundação também é um dos principais contribuintes da organização Gavi, que arrecadou promessas de doação de US$ 7,5 bilhões para prosseguir com sua campanha de vacinação infantil de 2016 a 2020.
As vacinas são "os maiores salva-vidas de vidas humanas", de acordo com o americano de 59 anos de idade, que comemora o fato de a chanceler alemã Angela Merkel ter recebido esta conferência de doadores em Berlim e feito da vacinação no mundo uma das prioridades do G7 presidido pela Alemanha este ano.
Ele também expressou sua preocupação com a ascensão de uma corrente anti-vacinação nos países ocidentais, ligada a um medo exagerado dos riscos associados às vacinas.
"Nós nos concentramos em crianças pobres. Milhões delas morrem de doenças que poderiam ser evitadas por meio de vacinas", acrescenta. "É uma pena não haver uma taxa de 100% (de vacinação) nos países ricos."
"Eles escolhem infectar potencialmente pessoas que não podem se proteger", considera Bill Gates, observando que doenças como sarampo e a coqueluche podem voltar a se espalhar.
O co-fundador da empresa de software Microsoft também salienta a importância da tecnologia na realização de campanhas de vacinação.
"Nós usamos fotos de satélite para determinar onde as pessoas vivem, usamos o GPS com telefones móveis para ver se as equipes de vacinação estão indo em todos os lugares que precisam ir, fazemos uma análise estatística para ver se alguma criança não foi atendida", explica.
"As novas tecnologias inovadoras vão nos permitir ver o que está acontecendo, a um custo muito mais baixo", disse ele.
Bill Gates também diz estar orgulhoso de ter incentivado outros bilionários americanos, como Warren Buffett, a dedicar uma parcela significativa de sua riqueza à caridade.
Ele diz que quer levar esta mensagem para a Europa, Índia e China, "onde quer que eu vá, eu digo às pessoas o quanto eu me deleito na filantropia e eu encorajo outros a se envolver."
sábado, 20 de dezembro de 2014
Mortos por ebola já ultrapassam 7 mil, diz OMS
O pior surto de ebola já registrado já matou mais de 7 mil pessoas, sendo que a maior parte das novas mortes foi registrada em Serra Leoa, informou a Organização Mundial da Saúde (OMS). A informação foi divulgada no meio da viagem do secretário-geral da Organização Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, que visita os países africanos mais afetados pela doença.Os três países mais afetados pelo ebola (Guiné, Serra Leoa e Libéria) registram agora mais 7.373 mortes, acima das 6.900 de quarta-feira, segundo dados da OMS divulgados na internet na noite de sexta-feira. Nesse período foram registradas mais 392 mortes em Serra Leoa, onde a doença se espalha mais rapidamente.
O novo total inclui mortes confirmadas, prováveis e suspeitas de terem sido causadas pelo vírus do ebola. A OMS disse que também aconteceram seis mortes por causa da doença no Mali, oito na Nigéria e uma nos Estados Unidos.
O número total de infectados pela doença na Guiné, Serra Leoa e Libéria é atualmente de 19.031. Ban chegou à Guiné - onde os primeiros casos do surto foram confirmados em março - neste sábado, após visitar a Libéria e Serra Leoa na sexta-feira.
Depois de reunir-se com o presidente Alpha Conde, ele expressou preocupação com a situação no país, onde o número de infectados "parece continuar a crescer". A região faz fronteira com a Libéria, Serra Leoa e Costa do Marfim. Ban pediu a colaboração entre os países para controlar a doença.
Ele instou os cidadãos da Guiné que se comprometam com a erradicação do ebola, afirmando que os parceiros da ONU "estão aqui para ajudá-los". "Nunca foi tão importante trabalharmos juntos", declarou ele.
terça-feira, 18 de novembro de 2014
Gripe aviária faz Inglaterra sacrificar 6 mil patos
(ANSA) - O governo britânico anunciou nesta terça-feira (18) que sacrificará cerca de seis mil patos de uma granja, onde, no último fim de semana, foi registrado um caso de gripe aviária. Localizada a leste de Yorkshire, a granja foi infectada pelo vírus da gripe aviária, mas, de acordo com especialistas, não há riscos para os seres humanos. Mesmo assim, o local continua isolado por um raio de 10 quilômetros. O vírus foi identificado como o H5 e as autoridades descartaram a possibilidade de ser uma variante do H5N1, que é letal aos humanos."Tomamos ações robustas e imediatas para controlar o vírus e evitar qualquer propagação potencial de infecação", disse a secretária britânica do Meio Ambiente, Liz Truss, em um comunicado ao Parlamento. Este é o primeiro caso de gripe aviária na Grã-Bretanha desde 2008, quando uma granja de frangos em Banbury contraiu o vírus. A Comissão Europeia, por sua vez, afirmou que os casos de contágio registrados nos últimos dias na Holanda, Alemanha e Grã-Bretanha podem ser consequência do contato com aves migratórias que viajam na direção sul.
quinta-feira, 30 de outubro de 2014
Número de pessoas mortas pelo vírus ebola se aproxima de 5 mil, afirma OMS
A OMS afirmou ter tentado atualizar seus dados depois que exames laboratoriais descartaram muitos diagnósticos falsos --mortes "prováveis" e "suspeitas" que na verdade não foram causadas pelo ebola. Além disso, o relatório revela que a epidemia afetou 521 profissionais da saúde, dos quais 272 morreram.
A entidade sanitária da ONU informou que o total de infectados já chegou a 13.703 desde o início da epidemia. Desse número, 13.676 estão na Libéria, Serra Leoa e Guiné, os três países onde a doença circula de maneira intensa e onde se concentram os esforços internacionais para controlar a contaminação.
Separando por cada país, a organização mundial indicou que 6.535 casos são registrados na Libéria, 5.235 em Serra Leoa e 1.906 na Guiné.
Fonte - UOL
quinta-feira, 16 de outubro de 2014
Mundo tem 60 dias para frear epidemia de ebola, avisa ONU
São Paulo – Até o final desta semana, o planeta atingirá a marca de 9 mil casos deebola e 4.500 mortes. A informação foi revelada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em uma reunião que aconteceu nesta manhã.A batalha do mundo contra a pior epidemia já registrada desta doença ganhou novos contornos nesta semana, depois que a Organização das Nações Unidas (ONU) emitiu alertas preocupantes sobre a seriedade da situação e disse que os esforços atuais da comunidade internacional “não são suficientes.”
“Ou paramos o ebola agora ou enfrentaremos uma situação sem precedentes e para a qual não temos um plano”, alertou Anthony Banbury, chefe da missão da ONU que se dedica ao combate da doença.
Ainda segundo ele, considerando o início de outubro, o mundo tem 60 dias para colocar 70% das pessoas infectadas em tratamento e 70% dos mortos enterrados de forma adequada. Caso contrário, a quantidade de novos casos aumentará e sobrecarregará a capacidade de resposta que é possível promover hoje.
Novos casos
No início da semana, a OMS revisou as estimativas futuras sobre a epidemia e prevê que, até o final do ano, podem ser registrados entre 5 mil e 10 mil novos casos por semana. O aumento é significante, especialmente considerando que atualmente a incidência está na casa de mil.
“Levará meses antes que seja possível frear esta epidemia. Enquanto isso, temos que garantir que a doença não se espalhe para outros países”, declarou uma porta-voz da OMS na reunião desta quinta-feira.
Portanto, a entidade decidiu endurecer os esforços para conter os avanços do ebola em 15 países considerados prioritários: Costa do Marfim, Guiné-Bissau, Mali, Senegal, República do Benim, Burkina Faso, Camarões, República da África Central, República Democrática do Congo, Gâmbia, Gana, Mauritânia, Nigéria, Sudão do Sul e Togo.
Ebola fora da África
A segunda quinzena de outubro começou com o surgimento de novos casos de ebola em diferentes partes do mundo.
Nos Estados Unidos, por exemplo, uma segunda enfermeira teve o diagnóstico confirmado da doença. Amber Vison trabalhou com Nina Phan, a primeira contaminada, no caso de Thomas Duncan, o liberiano que faleceu em decorrência do ebola no Texas há alguns dias.
Já na Espanha, uma enfermeira está isolada para tratamento e 15 pessoas que tiveram contato direto com ela encontram-se internadas. Há ainda 68 pessoas em vigilância.
Fonte - Exame
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
Na ONU, Obama convoca união mundial contra o vírus ebola
O presidente americano, Barack Obama, aproveitou uma conferência entre chefes de Estado na Assembleia da ONU nesta quinta-feira, 25, para convocar países do mundo todo a combater o vírus ebola na África.
Obama disse que o vírus está se alastrando rápido e que o surto iniciado na África Ocidental, pode deixar de ser regional e se tornar uma ameaça global muito em breve. Obama reconheceu que os novos compromissos firmados na Assembleia da ONU “são avanços, mas que não são o suficiente”. “Ainda há um grande abismo entre onde estamos e onde queremos chegar”, disse o presidente.
O discurso do presidente ocorre dias após o Centro de Prevenção e Doenças dos EUA prever que o surto de ebola na África pode matar até 1,4 milhão de pessoas na Libéria e em Serra Leoa até janeiro de 2015.
Obama disse que os EUA continuarão a combater o surto, mas que não podem fazer isso sozinhos. Segundo ele, é preciso coordenar esforços internacionais contra o vírus. Sabemos por experiência que a resposta a um surto dessa magnitude precisa ser rápida. Isso só é possível se cada nação e cada organização fizer a sua parte. Pessoas na Libéria e em outros países da África Ocidental que estão arriscando suas vidas gostarão de saber que não estão sozinhos. Se não cuidarmos disso agora, veremos efeitos secundários disso por muito tempo. Eu exorto que todos tomem isso como prioridade nas próximas semanas e meses”, disse o presidente.
Na última terça-feira, 23, os EUA anunciaram o envio da maior missão humanitária da história das Forças Armadas americanas para combater a doença infecciosa. A missão custará aos cofres americanos cerca de US$ 750 milhões.
Fonte - Opinião e Notícia
Nota DDP: Coincidência?
"Ebola na África: Papa Francisco pede que a Comunidade Internacional lute contra a epidemia"
