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sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Do cordeiro ao dragão: a ascensão americana e a última metamorfose de Apocalipse 13 (2026.08.14)

Há momentos em que a profecia parece distante, quase abstrata. Em outros, determinadas transformações históricas tornam sua linguagem desconfortavelmente contemporânea. Apocalipse 13 apresenta uma das imagens mais impressionantes de toda a escatologia bíblica: depois da primeira besta, João vê outra potência surgindo da terra. Ela possui “dois chifres semelhantes aos de um cordeiro, mas falava como dragão”. A imagem é poderosa porque descreve uma transformação. O cordeiro não permanece falando como cordeiro.

É justamente essa transformação — e não simplesmente a personalidade de Donald Trump — que merece atenção.

Seria superficial transformar Apocalipse 13 numa crítica partidária ao atual presidente americano. A profecia não depende de um nome específico. Presidentes passam; estruturas de poder permanecem. O que torna o momento atual especialmente relevante é a velocidade com que os Estados Unidos voltaram a reivindicar para si um papel de autoridade mundial que muitos imaginavam estar desaparecendo.

Durante anos falou-se sobre o declínio americano. Analistas anunciaram um século inevitavelmente dominado pela China, o fortalecimento russo, a expansão dos BRICS e a perda progressiva de influência de Washington. A realidade recente, porém, mostra outro movimento. A administração Trump está reorganizando alianças, utilizando tarifas como instrumento de pressão política, exigindo que aliados assumam maior parcela de seus próprios custos de defesa e reconstruindo uma lógica de primazia americana justamente quando muitos haviam anunciado seu enfraquecimento.

O caso europeu é emblemático. Washington não rompeu simplesmente com a Europa, mas passou a exigir uma relação diferente: menos dependência automática da proteção americana e mais contrapartida militar, econômica e política. A mensagem é clara. Se os Estados Unidos continuarão sustentando parte essencial da arquitetura de segurança ocidental, os demais terão de aceitar novas condições.

A política comercial segue lógica semelhante. Tarifas deixaram de funcionar apenas como mecanismo econômico e passaram a ocupar posição central na política externa. Comércio tornou-se instrumento de pressão. Acesso ao mercado americano tornou-se moeda de negociação. E esse ponto chama atenção quando se lê Apocalipse 13, porque o capítulo termina descrevendo justamente uma crise em que autoridade, economia e coerção convergem.

Isso não significa que tarifas sejam a marca da besta. Não são. O ponto é outro: o mundo está reaprendendo que a possibilidade de comprar e vender pode ser utilizada como instrumento de poder político.

Mas talvez seja no próprio continente americano que esse movimento esteja se tornando ainda mais visível.

A administração Trump recuperou com força a ideia de que o Hemisfério Ocidental constitui uma esfera estratégica especial dos Estados Unidos. Ao mesmo tempo em que confronta a presença chinesa e russa na região, Washington amplia sua atuação contra narcotráfico, organizações criminosas e estruturas vistas como ameaça à segurança continental. A lógica do chamado “Escudo das Américas” reforça esse reposicionamento: proteger fronteiras, combater drogas, conter influência externa e reafirmar a liderança dos Estados Unidos sobre o continente.

Em primeiro plano, muitas dessas medidas podem parecer positivas. Combater cartéis parece correto. Defender fronteiras parece correto. Conter organizações criminosas parece correto. Exigir reciprocidade comercial pode parecer correto. Obrigar aliados ricos a assumir parcela maior da própria defesa pode parecer correto. Confrontar regimes autoritários também pode parecer correto.

E talvez justamente aí esteja uma das dimensões mais profundas da profecia.

A besta de Apocalipse 13 não começa parecendo um dragão. Começa parecendo um cordeiro.

Esse detalhe deveria impedir qualquer leitura simplista segundo a qual o processo final necessariamente começaria por medidas evidentemente malignas. O perigo profético está precisamente na metamorfose. Princípios inicialmente defensáveis podem criar instrumentos de autoridade que, em outro contexto, sejam utilizados para finalidades completamente diferentes.

O cordeiro começa a falar. E é pela fala que João reconhece o dragão.

A questão religiosa

Há, entretanto, uma dimensão ainda mais delicada. Apocalipse 13 não descreve apenas uma potência militar ou econômica. O ponto decisivo do capítulo é religioso. A autoridade civil acaba sendo utilizada em matéria de adoração e consciência.

É justamente aí que o cenário americano contemporâneo merece atenção.

Donald Trump chegou novamente à Casa Branca sustentado por uma coalizão fortemente cristã. O apoio evangélico continua sendo uma das bases centrais de sua força política, enquanto o vice-presidente JD Vance é católico e nomes como Marco Rubio também ocupam posição destacada dentro do mesmo campo político. Isso, por si só, não é um problema. Cristãos possuem o mesmo direito de participar da vida pública que qualquer outro cidadão.

A questão muda quando religião e poder político deixam de apenas dialogar e começam a se fundir.

Apocalipse 13 não exige necessariamente um governante pessoalmente religioso. O que ele descreve é uma estrutura política disposta a emprestar sua autoridade a uma agenda religiosa, até que convicções espirituais deixem de ser matéria de consciência e passem a ser objeto de imposição.

Essa é a fronteira decisiva.

Hoje já existe forte convergência entre setores protestantes e católicos em pautas morais, culturais e políticas. Essa cooperação pode ocorrer legitimamente dentro de uma sociedade livre. O problema começa quando aquilo que é defendido como valor passa a ser imposto como obrigação de consciência.

Porque a profecia não termina com uma eleição. Termina com adoração.

A “Era de Ouro” e a última potência

Trump prometeu uma nova “Era de Ouro” americana. Sua política pretende reconstruir indústria, proteger fronteiras, recuperar influência estratégica, reorganizar comércio e reafirmar a primazia dos Estados Unidos. Para seus apoiadores, isso representa recuperação nacional. Para seus críticos, representa concentração perigosa de poder.

Mas existe uma leitura mais profunda possível.

E se o fortalecimento americano não estiver em contradição com Apocalipse 13, mas for justamente parte da estrutura necessária para seu cumprimento final?

João não vê a segunda besta enfraquecida. Vê uma potência capaz de exercer enorme influência. Ela persuade “os que habitam sobre a terra”, interfere na economia e possui autoridade suficiente para transformar conformidade em condição de participação social.

Esse aspecto é particularmente significativo porque os Estados Unidos hoje concentram instrumentos de poder que nenhuma nação anterior possuiu simultaneamente: influência militar global, domínio financeiro, empresas de tecnologia, sistemas digitais, inteligência artificial, satélites, moeda de referência internacional, capacidade de sanções e alcance cultural planetário.

Não é necessário imaginar conspirações para perceber o potencial dessa estrutura. Basta observar o que já existe.

Isso não prova que o cumprimento final esteja acontecendo agora. Não autoriza marcar datas. Não autoriza transformar políticos em personagens proféticos específicos. Mas torna a linguagem do capítulo muito mais compreensível do que em qualquer outra época.

Quando o cordeiro finalmente falar

Talvez o maior erro seja imaginar que Apocalipse 13 chegará vestido de maldade evidente. Talvez ele se apresente inicialmente acompanhado de palavras que a maioria considera boas: segurança, ordem, família, moralidade, proteção, prosperidade, combate ao crime, defesa da civilização e restauração nacional.

Nenhuma dessas palavras é má. Algumas representam necessidades legítimas de qualquer sociedade. A profecia, porém, pergunta o que acontecerá quando a busca por essas coisas ultrapassar a fronteira da consciência.

É nesse momento que a identidade política deixa de importar. Direita ou esquerda, conservador ou progressista, protestante ou católico: qualquer poder que obrigue a consciência religiosa atravessa um limite que pertence somente a Deus.

Esse é o verdadeiro teste.

É relativamente fácil defender liberdade religiosa quando o governo pretende impor os valores de outra pessoa. O desafio aparece quando o governo pretende impor os valores que nós mesmos defendemos.

A liberdade de consciência só existe plenamente quando também protege quem discorda.

Por isso, o cristão não deveria celebrar ingenuamente uma união entre igreja e Estado apenas porque, naquele momento, suas pautas parecem semelhantes. A mesma estrutura que hoje favorece determinada visão religiosa poderá amanhã exigir conformidade de quem, por fidelidade às Escrituras, não puder acompanhá-la.

Apocalipse 13 termina justamente aí. Não termina com Rússia, China, tarifas ou cartéis. Não termina com OTAN, fronteiras ou sanções. Termina com adoração.

A geopolítica constrói poder. A economia proporciona capacidade de coerção. A tecnologia amplia o alcance. A insegurança cria demanda por ordem. A religião oferece legitimidade moral.

E, no fim, todas essas linhas convergem para a consciência humana.

Por isso, talvez devamos observar a atual ascensão americana sem euforia e sem pânico. Trump poderá fortalecer os Estados Unidos, reorganizar alianças, conter adversários e cumprir parte significativa daquilo que prometeu aos seus eleitores.

Nada disso contradiz necessariamente a profecia. Pode até tornar sua realização estruturalmente mais compreensível. Porque João não viu uma potência fraca antes do conflito final. Viu uma potência forte o suficiente para influenciar o mundo. O problema não era sua fraqueza.

Era o que finalmente faria com sua força.

E é nesse ponto que a promessa de uma “Era de Ouro” encontra uma das imagens mais solenes do Apocalipse. Uma nação pode alcançar o auge de seu poder exatamente quando se aproxima do maior teste moral de sua história.

O cordeiro ainda pode conservar muitos de seus traços.

A liberdade ainda pode permanecer escrita em seus documentos. As igrejas podem continuar abertas. Os discursos podem continuar falando de Deus. A defesa da família, da ordem e da civilização pode permanecer no centro da política.

Mas João nos ensinou a não observar apenas os chifres.

É preciso ouvir a voz.

“Vi ainda outra besta emergir da terra; possuía dois chifres, parecendo cordeiro, mas falava como dragão.”
Apocalipse 13:11

Talvez essa seja a pergunta decisiva sobre os Estados Unidos de nosso tempo: não apenas até onde poderão subir, mas como falarão quando estiverem no auge de seu poder.

sábado, 2 de maio de 2026

Entre independência e reconexão: o significado oculto dos uniformes históricos na visita de Charles III (2026.05.02)

O encontro recente entre Donald Trump e King Charles III, realizado em 28 de abril de 2026 na Casa Branca, trouxe um elemento simbólico que, à primeira vista, poderia passar despercebido, mas que, analisado com mais atenção, revela uma camada mais profunda do momento histórico em que o mundo se encontra. Durante a cerimônia, integrantes do United States Army Old Guard Fife and Drum Corps apareceram com uniformes históricos da era da Guerra de Independência Americana — casacas vermelhas, tricórnios e trajes inspirados diretamente nos músicos do Exército Continental do século XVIII.

Esse detalhe não é trivial.

Trata-se de uma unidade cerimonial tradicional, cujo papel é preservar a memória militar americana. No entanto, o contexto em que esses uniformes foram utilizados altera completamente o seu significado. A cerimônia não era apenas protocolar; ela ocorria no ano simbólico do semiquincentenário da independência dos Estados Unidos — 250 anos desde a ruptura com a própria coroa britânica. E, ainda assim, esses símbolos de origem estavam sendo exibidos justamente diante do representante máximo da monarquia que, historicamente, esteve no outro lado daquele conflito.

Esse contraste é o ponto central.

O uso desses uniformes representa, de forma simultânea, duas narrativas que normalmente não coexistem com tanta clareza: a afirmação da independência e a aproximação institucional. De um lado, a lembrança de um momento em que uma colônia rompe com um império. De outro, a imagem atual de cooperação, diálogo e alinhamento entre essas mesmas estruturas de poder.

Não se trata apenas de estética histórica. Trata-se de comunicação política.

Eventos dessa natureza são cuidadosamente construídos. Cada elemento — da música ao uniforme, da posição das tropas ao roteiro da cerimônia — carrega uma mensagem. E, nesse caso específico, a mensagem parece apontar para algo maior do que uma simples celebração do passado. Ela sugere uma integração simbólica entre tradição histórica, poder político contemporâneo e estrutura institucional.

Quando símbolos fundadores são reativados em momentos estratégicos, isso geralmente indica uma tentativa de reposicionar narrativas. O passado não está sendo apenas lembrado — ele está sendo utilizado.

Há ainda um elemento adicional que amplia essa leitura. A presença simultânea de três forças — poder político (representado pela liderança americana), poder histórico (representado pela monarquia britânica) e poder militar (representado pela estrutura cerimonial das forças armadas) — cria uma composição que vai além do protocolo. É a reunião de três pilares que, historicamente, moldaram civilizações: autoridade, tradição e força.

E isso ocorre em um momento em que o mundo enfrenta instabilidade crescente.

À luz das Escrituras, esse tipo de convergência não é irrelevante. Em Apocalipse, há a descrição de sistemas que unem diferentes esferas de influência — política, simbólica e estrutural — em torno de objetivos comuns. O texto não trata de eventos específicos isolados, mas de padrões. E um desses padrões é justamente a cooperação entre poderes que, em outros momentos da história, estiveram em oposição.

Importante manter o equilíbrio: o evento em si não é cumprimento direto de profecia. No entanto, ele revela a formação de um ambiente em que alianças simbólicas e institucionais ganham força, mesmo entre estruturas que nasceram em ruptura.

No fim, o ponto mais relevante não está no uniforme em si, mas no que ele representa dentro daquele cenário.

A imagem de trajes da independência americana sendo exibidos diante da monarquia britânica, em um momento de cooperação política, sintetiza uma ideia poderosa: o mundo não está apenas mudando — ele está reorganizando suas referências.

E, quando símbolos de ruptura passam a coexistir com sinais de aproximação, isso indica que as linhas que antes separavam os sistemas podem estar se tornando mais fluidas.

Não por acaso.

domingo, 26 de abril de 2026

Quando nem o mais protegido está seguro: o atentado contra Trump e o retrato de um mundo em tensão (2026.04.26)

Ontem, um novo episódio de violência envolvendo Donald Trump voltou a colocar em evidência algo que já vinha se desenhando há anos: o aumento consistente da insegurança, inclusive nos níveis mais altos de poder. Durante o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, em Washington, um homem armado abriu fogo nas proximidades do evento, levando à evacuação imediata do presidente e de toda a cúpula presente.

O ataque foi rapidamente contido, o suspeito foi preso e Trump saiu ileso, mas o ponto mais relevante não está no desfecho imediato — e sim no que o episódio revela. Não se trata de um evento isolado. Este foi mais um em uma sequência de incidentes envolvendo ameaças reais à sua segurança, incluindo tentativas anteriores em anos recentes.

Esse padrão progressivo expõe algo mais profundo: a dificuldade crescente de garantir segurança absoluta, mesmo quando se dispõe dos sistemas mais avançados de proteção do mundo. O aparato envolvido na proteção de um presidente dos Estados Unidos inclui inteligência integrada, monitoramento constante, equipes altamente treinadas e protocolos extremamente rigorosos. Ainda assim, indivíduos conseguem se aproximar a ponto de gerar risco real.

Esse dado, por si só, já é significativo.

O que se observa aqui não é apenas uma vulnerabilidade pontual, mas um ambiente global em transformação. A violência deixa de ser previsível, localizada ou facilmente identificável e passa a assumir formas mais difusas. O agressor não representa necessariamente uma estrutura organizada, mas pode surgir de forma isolada, imprevisível e altamente impactante. Isso altera completamente a lógica da segurança.

E quando o risco se torna imprevisível, a resposta tende a seguir um caminho claro: aumento contínuo da vigilância.

Nos últimos anos, o próprio discurso político passou a refletir essa realidade. A necessidade de reforçar segurança, ampliar controle de acesso, intensificar monitoramento e antecipar ameaças tornou-se parte central da governança. Quando líderes afirmam que “nunca foi necessário tanto aparato de segurança”, essa fala não é apenas retórica — é diagnóstico.

Esse movimento, porém, não se limita às figuras públicas.

O mesmo padrão se replica, em escala diferente, na vida cotidiana. Câmeras se multiplicam nas cidades, sistemas digitais monitoram comportamento, dados são coletados em tempo real e tecnologias de reconhecimento avançam rapidamente. A segurança deixa de ser uma resposta a eventos específicos e passa a ser incorporada como estrutura permanente da sociedade.

E aqui surge um ponto crucial: quanto maior a percepção de risco, maior a aceitação de mecanismos de controle.

À luz das Escrituras, esse cenário não é inesperado. Em Mateus 24, há uma descrição clara de um mundo marcado por instabilidade, medo e aumento da violência, não apenas em conflitos organizados, mas na própria condição da sociedade. A expressão “multiplicar-se-á a iniquidade” não aponta apenas para crimes, mas para um ambiente em que a confiança social se deteriora.

Nesse contexto, a busca por segurança se torna central.

E é exatamente nesse ponto que a profecia avança um pouco mais. Em Apocalipse, há a descrição de um sistema capaz de exercer controle sobre aspectos práticos da vida — inclusive sobre acesso e circulação. O texto não descreve tecnologia, mas revela um princípio: a possibilidade de regular comportamento em nome de ordem e estabilidade.

Importante manter o equilíbrio: o atentado em si não é cumprimento de profecia. Mas ele revela algo fundamental — o tipo de ambiente em que estruturas mais amplas de controle passam a se tornar não apenas possíveis, mas desejadas.

O dado mais forte de tudo isso talvez seja este: se nem o homem mais protegido do mundo está completamente seguro, o que isso diz sobre o restante da humanidade?

A insegurança deixa de ser exceção e passa a ser condição.

E, quando isso acontece, a sociedade começa a se reorganizar ao redor de um novo eixo: proteção constante.

No fim, o episódio não deve ser analisado apenas como um atentado frustrado, mas como um sinal do tempo em que vivemos. Um tempo em que a vulnerabilidade cresce, a vigilância se intensifica e a linha entre segurança e controle se torna cada vez mais estreita.

Porque, quando o mundo entra em estado permanente de alerta, as soluções deixam de ser temporárias — e passam a moldar o próprio sistema.

E é exatamente nesse ponto que a atenção precisa estar: não apenas no perigo imediato, mas na direção das respostas que ele produz.

terça-feira, 31 de março de 2026

Declaração de Larry Fink sobre fim da “era woke” reacende debate global sobre valores (2026.03.31)

Nos últimos dias, uma declaração de Larry Fink, presidente da BlackRock — a maior gestora de ativos do mundo — chamou a atenção de analistas e observadores internacionais.

Ao afirmar que a chamada “era woke” estaria chegando ao fim, Fink sinalizou uma mudança relevante no ambiente corporativo e cultural global. Nos últimos anos, grandes empresas haviam adotado pautas associadas a diversidade, inclusão e posicionamentos sociais mais progressistas como parte de suas estratégias institucionais.

No entanto, segundo o executivo, há um movimento crescente de retorno ao foco em resultados financeiros, eficiência e neutralidade corporativa. Essa mudança reflete uma percepção de que o ambiente global passa por um processo de revisão de prioridades — tanto no campo econômico quanto cultural.

A fala não representa um evento isolado, mas se soma a outros sinais recentes: aumento de pressões políticas, mudanças no comportamento do consumidor e debates mais intensos sobre identidade, moralidade e papel das instituições.

Na prática, o que se observa é um deslocamento gradual do eixo cultural, indicando que o mundo pode estar entrando em uma fase de reequilíbrio — ou até de reação — após anos de forte avanço de determinadas agendas sociais.

À luz da Bíblia, movimentos de oscilação cultural não são inesperados. A história humana frequentemente se desenvolve em ciclos de avanço e reação, especialmente quando valores morais e espirituais entram em disputa.

As Escrituras apresentam um conflito central que atravessa toda a história: a tensão entre verdade e adaptação, entre fidelidade a princípios e acomodação às circunstâncias. Esse conflito não é apenas individual, mas coletivo — envolvendo sociedades, sistemas e estruturas de poder.

Em Apocalipse, há descrições de um cenário em que questões aparentemente civis e sociais assumem dimensão espiritual. A adoração, nesse contexto, torna-se um ponto central de divisão, não apenas como prática religiosa, mas como expressão de lealdade e alinhamento.

A discussão contemporânea sobre valores — ainda que apresentada em linguagem política ou cultural — pode refletir, em níveis mais profundos, essa mesma dinâmica: um mundo debatendo identidade, autoridade moral e fundamentos para suas decisões.

Importante destacar: não se trata de identificar um evento específico como cumprimento direto de profecia. O que se observa é um padrão — um ambiente global em que valores são contestados, redefinidos e, eventualmente, polarizados.

A Bíblia aponta que, em momentos avançados desse processo, a discussão ultrapassa o campo ideológico e alcança o espiritual, envolvendo temas como autoridade, lei e adoração.

Diante desse cenário, a resposta não deve ser adesão automática a um lado ou rejeição precipitada de outro, mas discernimento.

Oscilações culturais são parte da história humana, mas a estabilidade espiritual não pode depender delas. A Bíblia convida a uma postura que vai além de tendências sociais — uma fidelidade que não muda conforme o ambiente.

Se o mundo caminha para uma fase de maior debate sobre valores, isso exige clareza interior. Não apenas saber o que se pensa, mas por que se pensa. Não apenas reagir ao contexto, mas estar fundamentado em princípios sólidos.

A chamada “grande controvérsia” descrita nas Escrituras não termina em um consenso cultural, mas em uma definição de lealdade. E essa definição não é coletiva, mas pessoal.

Enquanto discursos mudam e tendências se alternam, permanece a necessidade de escolher fundamentos que não se alteram.

Porque, no fim, a questão não será apenas sobre qual visão prevalece — mas sobre em que base cada vida foi construída.

domingo, 29 de março de 2026

Céu vermelho na Austrália durante ciclone chama atenção e gera alerta (2026.03.29)

Nos últimos dias, imagens impressionantes registradas na Austrália chamaram a atenção do mundo. Durante a passagem de um ciclone tropical na região oeste do país, o céu adquiriu uma coloração vermelha intensa, criando um cenário incomum e visualmente impactante.

O fenômeno ocorreu quando ventos extremamente fortes levantaram grandes quantidades de poeira rica em partículas de ferro, comuns no solo australiano. Essas partículas, ao se dispersarem na atmosfera, filtraram a luz solar, produzindo o efeito de céu avermelhado — descrito por moradores como “surreal” e, em alguns casos, “assustador”.

Além do impacto visual, o evento trouxe consequências concretas. Regiões afetadas enfrentaram interrupções no fornecimento de energia, danos estruturais e dificuldades de comunicação. Autoridades locais emitiram alertas e orientaram a população a permanecer em segurança enquanto os efeitos do ciclone se mantinham ativos.

Especialistas reforçaram que o fenômeno, apesar de impressionante, possui explicação científica e está relacionado à combinação entre condições climáticas extremas e características do solo local. Ainda assim, a intensidade do evento e sua repercussão global evidenciam um padrão crescente de fenômenos naturais com forte impacto sobre o cotidiano das populações.

À luz das Escrituras, eventos naturais intensos e incomuns são apresentados como parte de um cenário mais amplo de instabilidade crescente. Em Lucas 21, há referência a sinais na natureza acompanhados de angústia entre as nações, não necessariamente por um único evento isolado, mas por uma sequência de ocorrências que, juntas, apontam para um mundo em tensão.

A Bíblia não trata cada fenômeno como um sinal isolado definitivo, mas como parte de um conjunto progressivo. Tempestades, mudanças climáticas abruptas e eventos de grande impacto visual ou estrutural revelam um ambiente natural cada vez mais imprevisível — algo coerente com a descrição bíblica de um mundo afetado por múltiplas pressões.

O ponto central não está na cor do céu em si, mas no contexto em que eventos como esse acontecem: intensidade crescente, simultaneidade em diferentes regiões e repercussão global imediata.

Importante destacar que tais acontecimentos não devem ser interpretados de forma sensacionalista. Eles não representam, isoladamente, o cumprimento final de profecias específicas, mas se encaixam em um padrão mais amplo descrito nas Escrituras — um cenário de aumento de instabilidade natural e social.

Diante de imagens impactantes e eventos fora do comum, a reação natural pode ser o medo ou a especulação. No entanto, o chamado bíblico é diferente: vigilância com equilíbrio.

Fenômenos como esse servem como lembrete de que a natureza, muitas vezes vista como estável, pode se tornar imprevisível em pouco tempo. Eles revelam limites humanos e a fragilidade de sistemas que dependem de equilíbrio constante.

Mais do que buscar explicações extraordinárias, o momento convida à reflexão interior. A Bíblia orienta a manter o coração firme, mesmo quando o mundo ao redor apresenta sinais de instabilidade.

A verdadeira segurança não está na previsibilidade dos fenômenos naturais, mas na confiança em Deus, que permanece constante mesmo em meio às mudanças.

E, enquanto o céu muda de cor e eventos chamam a atenção do mundo, permanece a pergunta essencial: estamos atentos apenas ao que acontece ao nosso redor — ou também ao que precisa ser transformado dentro de nós?

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Relógio do Juízo Final registra o mais próximo da meia-noite da história (2026.01.28)

Cientistas do Bulletin of the Atomic Scientists anunciaram um novo ajuste no chamado Relógio do Juízo Final em 27 de janeiro de 2026: os ponteiros foram movidos para 85 segundos antes da meia-noite, o ponto mais próximo de “zero hora” desde a criação do relógio em 1947. Essa mudança representa um avanço de quatro segundos em relação ao ano anterior e reflete uma avaliação ainda mais grave dos riscos que ameaçam a humanidade.

De acordo com o boletim, várias ameaças convergentes explicam esse avanço simbólico:

  • a intensificação das tensões entre potências nucleares como Rússia, China e Estados Unidos, incluindo conflitos que permanecem ativos na Europa e no Oriente Médio;

  • o enfraquecimento de tratados internacionais de controle de armas nucleares;

  • os impactos persistentes e crescentes das mudanças climáticas;

  • os riscos trazidos por tecnologias emergentes, especialmente a inteligência artificial, que ampliam disfunções sociais e desinformação global.

O Relógio do Juízo Final foi criado logo após a Segunda Guerra Mundial como uma metáfora dos perigos existenciais enfrentados pela humanidade, originalmente para alertar sobre o perigo nuclear. Ao longo de décadas, essa métrica evoluiu para incluir não apenas armas atômicas, mas também fatores como clima, bio-tecnologia e sistemas tecnológicos desregulados.

O avanço do Relógio do Juízo Final para 85 segundos antes da meia-noite não é apenas um dado estatístico. Ele expressa algo profundo: uma sensação global de que a humanidade está cada vez mais próxima de um ponto de ruptura. E, nesse sentido, esse símbolo reverbera com clareza na mensagem profética das Escrituras.

A Bíblia descreve que, nos últimos dias, a humanidade enfrentaria tempos de “angústia das nações, em perplexidade” — não apenas por causa de guerras, mas por causa da confusão moral, rivalidades de poder e desordem social que surgem quando o homem busca segurança fora de Deus (Lucas 21:25).

Os conflitos entre grandes potências e o enfraquecimento de acordos de paz lembram o que o profeta Daniel viu: reinos que se exaltam, alianças frágeis e disputas constantes, sem paz duradoura, até a consumação dos tempos (Daniel 2:41–43). A profecia não descreve estabilidade antes do fim, mas um mundo onde a busca por segurança leva a rivalidades e insegurança maiores.

Mais do que isso, o ajuste do relógio reflete outra advertência: quando o homem confia em sua própria sabedoria, tecnologia e poder — seja nuclear, seja informacional — sem reconhecer a verdadeira fonte de estabilidade, ele caminha para um estado de perplexidade e medo crescentes. O alerta não é apenas sobre armas ou clima, mas sobre o coração humano que busca controle em estruturas humanas fracassadas.

Apocalipse usa a imagem do juízo para lembrar que a verdadeira salvação não está em sistemas humanos, mas no Senhor que estabelece um reino que não será jamais destruído (Daniel 2:44). Enquanto o relógio se aproxima da meia-noite simbólica, somos chamados não a desespero, mas à vigilância espiritual e confiança no Deus que permanece eterno.

“E ele disse: Olhai para que ninguém vos engane; porque muitos virão em meu nome, dizendo: Sou eu; e o tempo está próximo. Não sigais.”
📖 Lucas 21:8

Quem tem ouvidos, ouça.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Relógio do Juízo Final se mantém a três minutos para a meia-noite

As ameaças nucleares e as mudanças climáticas representam fortes ameaças ao planeta e o simbólico Relógio do Juízo Final se mantém marcando três minutos para a meia-noite, anunciou nesta terça-feira (26) o Boletim de Cientistas Atômicos.

O relógio serve como uma metáfora para quão próximo a humanidade se encontra de destruir o planeta e recentemente, em 2015, foi acertado para mais perto da meia-noite.

"Ele permanece o mais próximo que já esteve [do marco da meia-noite] nos últimos 20 anos", disse Rachel Bronson, diretora-executiva do Boletim de Cientistas Atômicos, durante conferência de imprensa na capital americana.

O aquecimento global, o terrorismo, as tensões nucleares entre os Estados Unidos e a Rússia, as preocupações sobre o arsenal norte-coreano, as tensões entre Índia e Paquistão e as ciber-ameaças permanecem como as influências desestabilizadoras, afirmou Lawrence Krauss, cosmólogo e professor da Universidade do Estado do Arizona.

A decisão de não mudar o relógio desde 2015 "não é uma boa notícia", disse aos jornalistas.

Apesar de algumas notícias positivas no ano passado, inclusive o acordo nuclear iraniano e a conferência climática, em Paris, os especialistas expressaram sua preocupação de que os arsenais nucleares internacionais estejam crescendo e que os compromissos antipoluição percam força.

"A luta contra as mudanças climáticas mal começou e não está claro se os países do mundo estão prontos para fazer as muitas escolhas difíceis que serão necessárias para estabilizar o clima e evitar possíveis desastres ambientais", disse Krauss.

A decisão de acertar ou não o relógio é tomada por um grupo de cientistas e intelectuais, inclusive 16 ganhadores do prêmio Nobel.

O Relógio do Juízo Final foi criado em 1947. Ele foi alterado 18 vezes desde então, e já marcou dois minutos para a meia-noite em 1953 e 17 minutos para a meia-noite em 1991.

A última vez em que marcou três minutos para a meia-noite foi em 1983, quando a Guerra Fria entre os Estados Unidos e a então União Soviética estava no auge.

Fonte - UOL

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Histórica nevasca nos EUA deixou 23 mortos

A histórica tempestade cobriu de neve o leste do país na sexta-feira e no sábado, paralisando cidades como Nova York e Washington, DC. Cerca de 85 milhões de pessoas foram afetadas, o que equivale a 25% da população do país.

Mais de 11 mil voos foram cancelados nos três dias de tormenta, sendo 3.500 somente neste domingo, segundo o site especializado FlightAware.

Os aeroportos de Nova York, Filadélfia, Washington e Baltimore foram fechados. A capital dos Estados Unidos e sua principal metrópole suspenderam todas as viagens.

Pelo menos 23 pessoas morreram pela tempestade, segundo autoridades locais. Cinco faleceram na região de Nova York; seis, na Carolina do Norte; cinco, na Virgínia; e duas, em Kentucky. Maryland, Arkansas, Ohio, Delaware e Washington tiveram uma vítima cada um.

Muitos desses óbitos resultaram de acidentes de estrada e de ataques cardíacos durante a tentativa de remover a neve das ruas. Este foi caso das cinco vítimas em NY e em Long Island, relatou o governador de Nova York, Andrew Cuomo.

Mais de 200.000 casas ficaram sem energia elétrica, enquanto 2.200 oficiais da Guarda Nacional foram mobilizados.

A Meteorologia informou que a tempestade - que recebeu o apelido de "Snowzilla", mistura de "snow", neve em inglês, e o nome do monstro do cinema "Godzilla" - deixou 56 centímetros de neve acumulada em Washington.

Os 68 centímetros de neve que caíram em um único dia sobre o Central Park, em Nova York, representam a segunda maior marca desde o início dos registros, em 1869.

Os recordes de nevascas também foram quase batidos na Filadélfia e em Baltimore. Jonas foi acompanhada por rajadas de vento superiores a 80 km/h.

"Esta foi uma tormenta verdadeiramente histórica e, apesar de termos feito grandes avanços, ainda não terminamos o trabalho", advertiu o governador Andrew Cuomo.

A forte nevasca provocada pela tempestade Jonas, que deixou pelo menos 23 mortos, parece ter começado finalmente a perder força, neste domingo, na costa leste dos
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Fonte - Exame

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Ameaça de bomba fecha mais de 900 escolas em Los Angeles

Washington - Los Angeles, o segundo maior distrito escolar nos Estados Unidos, fechou todas as suas escolas nesta terça-feira depois que autoridades relataram ter recebido uma ameaça não especificada e determinaram uma busca a todas as escolas.

Autoridades pediram aos pais para manter todos os 643.000 alunos do sistema em casa para dar tempo para uma busca completa a mais de 1.200 escolas.

Foi o primeiro fechamento de todo o distrito em pelo menos uma década.

Os alunos que já estavam na escola foram mandados para casa, segundo as autoridades.

A ameaça aconteceu menos de duas semanas depois que um casal inspirado por militantes do Estado Islâmico matou a tiros 14 pessoas em San Bernardino, na Califórnia, cerca de 100 km a leste de Los Angeles.

O distrito escolar recebe regularmente ameaças, mas esta se destacou pela sua escala, disse o superintendente de escolas Ramon Cortines.

"Esta é uma ameaça rara...Não foi para uma escola, duas escolas ou três escolas, foi para muitas escolas", afirmou Cortines a repórteres.

A polícia de Los Angeles e o FBI foram notificados da ameaça e estavam investigando, disseram autoridades.

Fonte - Exame

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Mil judeus aceitam a Jesus como Messias numa única noite

Em meio a inúmeros relatos de conflito raciais, ataques terroristas e tensão religiosa, há algo diferente no ar em Israel. Segundo a revista Charisma, é a presença sobrenatural de Deus em um grande avivamento.

Pela primeira vez em quase dois mil anos há o registro de 1.000 judeus ouvindo e aceitando o evangelho de Jesus Cristo ao mesmo tempo. A reunião em Tel Aviv lotou o espaço para conferências utilizado pelo ministério do judeu convertido Sid Roth.

Pregando em inglês, com tradução simultânea para o russo, o evento atraiu um público incomum para um evento desses realizado em solo israelense. Segundo a Charisma, foi algo comparado ao relato do Livro de Atos.

Embora Israel seja o país com maior liberdade religiosa do Oriente Médio, judeus que confessam a Jesus como Messias enfrentam dificuldades em seu convívio social. Menos de dois por cento da população de Israel afirma ser cristã.

Sid Roth é um pregador pentecostal, conhecido nos Estados Unidos pelo seu programa de TV It’s Supernatural [É Sobrenatural]. Há anos ele tem falado sobre um avivamento em Israel antes da volta de Jesus.

Seu ministério também abriga a Visão Messiânica, que trabalha especificamente na evangelização de judeus. O evangelista tem viajado regularmente a Israel para encontros do tipo, mas relata que nas últimas viagens a recepção à mensagem tem sido sem precedentes.

Ele tem apelado para que a Igreja ore por um mover entre os judeus nestes últimos dias. Sua pregação em Tel Aviv exaltou o amor incondicional de Deus. Depois começou a orar pelo toque de Deus na vida das pessoas presentes no encontro. Enquanto orava pela cura física, centenas levantaram as mãos, afirmando que haviam recebido o milagre.

As Escritura declaram que o judeu exige sinais (1 Co 1:22). Logo em seguida, Roth fez o convite para quem queria fazer de Yeshua (Jesus) seu Messias e Senhor. Quase todos os presentes levantaram-se e fizeram a oração de arrependimento e salvação. Pastores messiânicos locais irão acompanhar e discipular aqueles que tomaram a decisão de seguir a Jesus.

Fonte - Gospel Prime

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Aquecimento extremo trará ‘mortes em massa’, alertam especialistas

Um vídeo exibido a uma plateia pequena na última segunda-feira, em Brasília, mostrava sem eufemismos o que poderia acontecer com o planeta caso o aquecimento global saísse de controle e atingisse o patamar de 4oC a 7oC. Imagens de florestas queimando, lavouras mortas e inundações se sucediam enquanto uma narradora vaticinava “mortes em massa para pessoas que não tiverem ar-condicionado 24 horas por dia” e “migrações forçadas”. “Nos tornaremos parte de um ambiente extinto”, sentenciou. O fato de que a cidade passava por uma onda de calor, tendo registrado dias antes a maior temperatura desde sua fundação, ajudava a compor a atmosfera.

Num pequeno palco, em poltronas brancas, um grupo formado em sua maioria por homens de meia idade assistia à exibição. Entre eles estavam alguns membros da elite da ciência do clima, como Carlos Afonso Nobre e José Marengo, membros do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, e Sir David King, representante para Mudanças Climáticas do Reino Unido.

Até não muito tempo atrás, esses mesmos homens descontariam como alarmismo ou ficção científica as afirmações do vídeo. Hoje, são as pesquisas deles que embasam os cenários de apocalipse pintados ali.

Os cientistas reunidos em Brasília fazem parte de um grupo internacional reunido por David King em 2013 para tentar produzir uma avaliação de riscos de mudanças climáticas extremas. O trabalho foi iniciado nos EUA, na Índia, na China e no Reino Unido e agora começa a ser feito no Brasil. Ele parte do princípio de que a probabilidade de que o aquecimento da Terra ultrapasse 4oC é baixa, mas as consequências potenciais são tão dramáticas que os governos deveriam considerá-las na hora de tomar decisões sobre corte de emissões e adaptação.

“Trata-se de uma visão muito diferente da mudança climática”, afirmou King, um físico sul-africano que serviu durante anos como conselheiro-chefe para ciência do primeiro-ministro Tony Blair. “O IPCC fez um ótimo trabalho, mas é preciso uma avaliação do risco de que aconteça algo catastrófico ligado à mudança climática.”

Ele citou como exemplo os piores cenários de mudança climática projetados para a China: elevações do nível do mar que afetassem a costa leste do país, lar de 200 milhões de pessoas, quebras da safra de arroz – que têm de 5% a 10% de chance de ocorrer mesmo com elevações modestas na temperatura – e ondas de calor que estejam acima da capacidade fisiológica de adaptação do ser humano.

“Com mais de três dias com temperaturas superiores a 40oC e muita umidade você não consegue compensar o calor pela transpiração e morre”, afirmou King.

Com um aquecimento de 4oC a 7oC, estresses múltiplos podem acontecer de uma vez em várias partes do mundo. “Estamos olhando para perdas maciças de vidas”, afirmou King. “Seria o colapso da civilização.”

RUMO A 4o C

Os modelos climáticos usados pelo IPCC projetam diferentes variações de temperatura de acordo com a concentração de gás carbônico na atmosfera. Esses cenários se chamam RCP, sigla em inglês para “trajetórias representativas de concentração”, e medem quanto muda o balanço de radiação do planeta, em watts por metro quadrado. Eles vão de 2.6 W/m2 – o cenário compatível com a manutenção do aquecimento na meta de 2oC, considerada pela ONU o limite “seguro” – a 8.5 w/m2, que é para onde o ritmo atual de emissões está levando a humanidade.

“O RCP 8.5 nos dá quase 100% de probabilidade de o aquecimento ultrapassar os 4oC no fim deste século”, afirmou Sir David King. E quais seriam as chances de mais de 7oC? Até o fim do século, baixas. “Eu sou velho, então estou bem. Mas tenho dois netos que vão viver até o fim do século, e eles vão querer ter netos também. Não ligamos para o futuro?”

Segundo Carlos Nobre, avaliar e prevenir riscos de um aquecimento extremo é como comprar um seguro residencial: mesmo com probabilidade baixa de um desastre, é algo que não dá para não fazer, porque os custos do impacto são basicamente impossíveis de manejar.

Para o Brasil, esses riscos são múltiplos: vão desde a redução em 30% da vazão dos principais rios até o comprometimento do agronegócio e extinção de espécies. Cenários regionais traçados a partir dos modelos do IPCC já apontam para aquecimentos de até 8oC em algumas regiões do país neste século, o que tornaria essas áreas essencialmente inabitáveis por longos períodos.

“Mesmo se limitarmos as emissões a 1 trilhão de toneladas de CO2, [limite compatível com os 2oC] ainda podemos ultrapassar os 3oC”, afirmou o cientista, atualmente presidente da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior).

Segundo ele, não há outro caminho a tomar que não seja limitar as concentrações de CO2 na atmosfera a 350 partes por milhão. Ocorre que já ultrapassamos as 400 partes por milhão em 2014, e os compromissos registrados pelos países para o acordo de Paris não são capazes nem mesmo de garantir o limite te 1 trilhão de toneladas.

Única mulher do painel, Beatriz Oliveira, da Fiocruz, apontou o risco de muita gente no Brasil literalmente morrer de calor, em especial nas regiões Norte e Nordeste. “Você poderia ficar exposto e realizar atividades externas no máximo por 30 minutos. O resto do dia teria de passar no ar-condicionado”, disse.

Questionada pela plateia ao final do evento, a pesquisadora mencionou um único lado positivo do aquecimento extremo: a redução na incidência de doenças transmitidas por insetos, como a dengue. “Nem o mosquito sobrevive”, disse.

Fonte - Ecodebate

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Tufão deixa quase cem mil pessoas fora de casa no Japão


Uma está desaparecida e 17, feridas. Houve enchentes e deslizamentos de terra em cidades do Leste e do Centro do país. A circulação do trem bala está suspensa. Em 24 horas, o volume de chuva superou o dobro do habitual para todo o mês.

Fonte - CBN 

Nota DDP: Mais uma evento natural tratado pela mídia secular como sem precedentes.

sábado, 5 de setembro de 2015

Morte massiva e inexplicável de animais

"60mil antílopes morrem em quatro dias e ninguém sabe o motivo." #SinaisFim

Posted by Diário da Profecia on Sábado, 5 de setembro de 2015

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Três furacões de categoria 4 surgiram ao mesmo tempo no Oceano Pacífico

Pela primeira vez na história, três furacões (Kilo, Ignacio e Jimena) de categoria 4 apareceram no Oceano Pacífico ao mesmo tempo. Na Escala de furacões de Saffir-Simpson, a categoria 1 é a menos e a 5, a mais devastadora.

No momento o trio representa uma grande ameaça para o Havaí, mas também pode causar problemas no Japão, nas Filipinas e em Taiwan.

Segundo especialistas, a aparição dos furacões está relacionada com o El Niño, que é causado a partir do aquecimento fora do padrão das águas do Pacífico e pela redução dos ventos alísios. A combinação desses dois fatores faz com quetanto as correntes atmosféricas quanto as condições climáticas do planeta sejam alterados.

O fenômeno tem sido mais forte do que o normal nos últimos anos, tanto que William Patzert, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, afirmou que o de 2015 será um “El Niño Godzilla” por conta de sua força e suas consequências.

À meia noite do último domingo (30/8), o furacão Ignacio estava a 450km do sudoeste do Havaí. O esperado é que ele passe pelo norte da ilha na terça e na quarta-feira, trazendo chuvas fortes, causando ondas com cerca de seis metros e ventos de até 63km/h — o furacão em si, que provavelmente não atingirá de fato a região, contém ventos de até 217km/h. Ainda não se sabe ao certo qual será a rota do furacão depois que ele passar pelo Havaí.

Também não há indícios de qual será o caminho do furacão Jimena, por isso os metereologistas ficarão em estado de alerta até o meio da semana.

O furacão Kilo é o menos problemático dos três até agora: ele agitará as águas do Pacífico e trará ventos de até 220km/h.

Fonte - Revista Galileu

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

El Niño recorde

El Niño recorde. #ECOmenismo #SinaisFim

Posted by Diário da Profecia on Segunda, 24 de agosto de 2015

domingo, 9 de agosto de 2015

Tufão Soudelor faz doze mortos na China

O tufão Soudelor fez doze mortos no leste da China, enquanto cinco pessoas estão desaparecidas, em lugares atingidos pelas chuvas mais intensas do último século, de acordo com informações da imprensa oficial.

Seis pessoas já haviam morrido durante a passagem do tufão pelo Taiwan no último sábado (8).

O mau tempo causou deslizamentos de terra em áreas rurais da província de Zhejiang, no leste, segundo a agência oficial de notícias Xinhua.

De acordo com autoridades locais, citadas pela agência, as vítimas poderiam ter sido levadas pelas inundações ou soterradas pelos escombros das casas.

O tufão, que começou a varrer a China na noite de sábado, afeta cerca de 1,3 milhão de pessoas, de acordo com a agência, e já provocou estragos no valor de 3,8 bilhões de yuans (617 milhões de dólares).

Mais de dois milhões de casas ficaram sem energia, acrescentou a Xinhua. Neste domingo, a eletricidade já havia sido restaurada em parte delas.

As maiores precipitações dos últimos 100 anos atingiram principalmente o condado de Wencheng, que registrou 645 milímetros de chuva em 24 horas.

O tufão, que foi descrito como o mais poderoso do ano em sua passagem por Taiwan, tem enfraquecido desde então.

De acordo com o Centro Meteorológico Nacional, Soudelor deve ser rebaixado à noite para a categoria de tempestade tropical à medida que progride no continente.

Pelo menos 250.000 pessoas foram evacuadas nas províncias de Fujian e Zhejiang, em antecipação da chegada do tufão.

Em Taiwan, as chuvas causaram deslizamentos de terra. Árvores foram arrancadas, bem como fios elétricos, mergulhando quatro milhões de casas na escuridão.

Cerca de 500.000 continuavam sem energia neste domingo, de acordo com a companhia nacional Taiwan Power Co.

O número oficial de mortos em Taiwan subiu para seis com a descoberta do corpo de uma menina de oito anos de idade desaparecida na quinta-feira após ser arrastada pelas ondas que se formaram com a aproximação do tufão.

Sua mãe e sua irmã gêmea, igualmente arrastadas pelo mar, também morreram. Cerca de 379 pessoas ficaram feridas.

Taiwan retirou o alerta de tufão neste domingo, mas as autoridades alertaram que fortes chuvas ainda devem cair no sul da ilha.

Fonte - Yahoo

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Gigantes de gelo derretem em ritmo recorde

São Paulo - Não é apenas o Ártico que está em apuros. Ao redor do mundo, os gigantes glaciares perdem gelo em um ritmo sem precedentes e que está acelerando. A constatação é de um estudo publicado no periódico científico Journal of Glaciology.

O Serviço de Monitoramento Mundial de Glaciares, coordenado pela Universidade de Zurique, compilou dados mundiais sobre as mudanças na cobertura das geleiras ao longo de mais de 120 anos.

Na pesquisa, as observações da primeira década do século 21 (2001-2010) foram comparadas com todos os dados anteriores, disponíveis a partir de observações de campo e registros transmitidos por satélites.

"As geleiras observadas atualmente perdem entre meio metro e um metro de sua espessura de gelo a cada ano - isto é duas a três vezes mais do que a média correspondente do século 20", explica Michael Zemp, diretor do Serviço de Monitoramento Mundial de Glaciares e líder do estudo.

Os pesquisadores têm testemunhado o recuo crescente das geleiras na Groenlândia, Antártica Ocidental, montanhas costeiras do Canadá e Alasca, assim como na Europa e no Himalaia.

"Medidas exatas desta perda de gelo são relatadas a partir de apenas algumas centenas de geleiras. No entanto, estes resultados se confirmam por observações de campo e por satélite para dezenas de milhares de geleiras em todo o mundo", pondera Zemp.

E o futuro não parece promissor. "As geleiras em muitas regiões, muito provavelmente sofrerão mais perdas de gelo", disse Zemp. "Mesmo que o clima permaneça estável", conclui o estudo.

Fonte - Exame

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

América Latina pode sofrer inundação completa até 2050

Nos próximos 35 anos, o territórios da América Latina poderão acabar inundados por conta do aumento abrupto do nível do mar. A conclusão veio de uma equipe russa de cientistas.

Vice-diretor do Instituto de Pesquisa Científica do Ártico e da Antártida, Alexánder Danilov, afirmou que o problema será causado pela mudança drástica da temperatura do planeta.

“Os cálculos sugerem que a temperatura se estabilizará rapidamente, mas que o nível do oceano mundial continuará crescendo por vários séculos”, disse o cientista.

Segundo ele, os principais territórios afetados serão a América Latina, Europa, Canadá e Estados Unidos. Ao todo, cerca de 150 milhões de pessoas precisarão ser deslocadas.

De acordo com o estudo, até 2050 o nível dos oceanos pode subir cinco metros. Apesar de não parecer muito, o aumento pode trazer consequências de proporções gigantescas.

“Esses cinco metros de crescimento do oceano são um sinal muito sério. Na realidade, os grandes territórios baixos, onde vive a maior parte da população do planeta, estarão em zonas de inundação”, explicou Natalia Riazánova, responsável pelo Laboratório de Geoecologia do Instituto Estadual de Relações Internacionais de Moscou.

O ano de 2014 foi o mais quente da história em pelo menos 20 países. Além disso, as concentrações de gases do efeito estufa nunca foram tão altas desde que a medição começou a ser feita.

Fonte - Yahoo

sábado, 11 de julho de 2015

Tufão de 162 km/h atinge China e força retirada de 1 milhão de pessoas

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um dos maiores tufões registrados no leste da China em décadas interrompeu neste sábado (11) os transportes aéreo, marítimo e terrestre, forçando a retirada de mais de um milhão de pessoas das províncias de Zhejiang e Jiangsu, de acordo com a imprensa estatal. O tufão Chan-Hom teve ventos de até 162 quilômetros por hora ao atingir a cidade de Zhoushan, um pouco menos do que o registrado anteriormente, de 173 quilômetros por hora. Esse pode ser o tufão mais forte a atingir Zhejiang em julho desde a ascensão do Partido Comunista ao poder, em 1949, afirmou o Centro Meteorológico Nacional. Em Xangai, a capital comercial do país, o aeroporto internacional de Pudong cancelou 500 voos por causa do tufão, enquanto o aeroporto Hongqiao fez o mesmo com 250 voos. O tufão causou fortes chuvas em Xangai e nas províncias de Anhui e Fujian, informou o serviço meteorológico. Algumas localidades tiveram 300 mm de chuva em 24 horas. O vento arrancou árvores e postes em cidades do litoral. Houve também casos de deslizamentos de terra. Além do fechamento de escolas e da suspensão de voos e viagens de trem, mais de 51 mil navios retornaram ao porto, disse a agência Xinhua, citando autoridades locais. Os tufões são comuns nesta época do ano no Mar da China Meridional. Eles ganham força com as águas quentes da região e depois se dissipam quando chegam ao continente.

Fonte - Bem Paraná

terça-feira, 7 de julho de 2015

Festival reúne 500 pessoas que passam quatro dias transando entre elas

É bem evidente que 500 pessoas conseguem fazer bastante barulho. Quando estão juntas, transando e trocando de parceiros a todo momento, então, o barulho deve ser enlouquecedor. E esse era o cenário de um festival de swing — troca de casais — em Flaxley, na Inglaterra.

De acordo com o jornal Metro, moradores da região ficaram alucinados com tanto barulho, já que as trocas de casais eram frenéticas e duravam dia e noite. Para se ter noção, o festival começou na última quinta-feira e só foi terminar por volta das 14h do último domingo. Tudo isso em meio a muita reclamação dos vizinhos.

Sabendo que iriam incomodar bastante os vizinhos, os organizadores do festival mantiveram o local da realização em segredo até dois dias antes do evento. Assim, evitaram denuncias e possíveis vetos de autoridades. Com o local garantido, as 500 pessoas tiveram ‘paz para se divertir’.

O festival, que se chama Swingfields, é uma espécie de camping misturado com festa rave. Os participantes ficam em barracas e tendas e passam os dias transando ou apreciando apresentações de strippers e exibicionistas. Há ainda diversas barracas de vendas de artigos eróticos e tudo que possa ajudar a apimentar a já quente relação dos casais que lá estão.

Fonte - Yahoo
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