Mas qual era o conteúdo desse evangelho? Paulo o resume de maneira simples e poderosa: Cristo morreu pelos nossos pecados, foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras. A ressurreição, portanto, não é um detalhe acrescentado à mensagem cristã. Ela faz parte do próprio coração do evangelho.
Paulo também enfatiza que tudo aconteceu “segundo as Escrituras”. A morte e a ressurreição de Jesus não foram acontecimentos inesperados no plano de Deus. Elas representam o cumprimento daquilo que já havia sido anunciado nas Escrituras. O Cristo crucificado e ressuscitado é o centro da história da salvação.
Entretanto, Paulo não apresenta apenas uma afirmação teológica. Ele também oferece evidências. Depois de ressuscitar, Jesus apareceu a Pedro, aos demais apóstolos, a mais de quinhentos irmãos de uma só vez e, posteriormente, ao próprio Paulo. Muitos desses homens e mulheres ainda estavam vivos quando 1 Coríntios foi escrita.
Era como se Paulo dissesse aos seus leitores: “Perguntem a eles.”
A fé cristã estava sendo proclamada por pessoas convencidas de que haviam encontrado Jesus vivo depois de Sua morte. Elas não estavam anunciando simplesmente uma filosofia ou uma esperança abstrata. Eram testemunhas de um acontecimento que transformara completamente sua compreensão da vida e da morte.
Isso explica por que Paulo aproxima tanto crer e proclamar. Não podemos testemunhar verdadeiramente sobre aquilo em que não acreditamos. Os primeiros discípulos anunciaram Cristo com coragem porque estavam convencidos de que Ele havia ressuscitado.
Essa continua sendo a essência da missão cristã. Não anunciamos apenas que Jesus viveu ou morreu. Proclamamos algo muito maior:
Cristo morreu por nossos pecados. Cristo ressuscitou. Cristo está vivo.
E porque Ele vive, existe salvação, esperança e vida além da morte.
