terça-feira, 8 de julho de 2014

Pais famintos comem os próprios filhos na Coreia do Norte

Novamente surgem informações de que pais famintos estão comendo os próprios filhos na Coreia do Norte. A denúncia foi feita pela primeira vez por jornalistas que teriam se infiltrado no país mais fechado do planeta no ano passado. O assunto volta a tona sempre que relatos da falta de alimentos são divulgados. Mas como tudo relacionado com a nação mais fechada do mundo, é difícil de ser comprovada.

O fato é que a fome, que matou milhares de pessoas no país na década de 1990, está ameaçando grande parte da população. Simplesmente não existe comida suficiente para alimentar os 24 milhões de norte-coreanos. Embora negue as mortes em massa, o governo de Kim Jong-Un reclama das dificuldades decorrentes do embargo que o país sofre devido a seu programa nuclear. Mas não nega que é a pior crise de alimentos em três décadas.

A agência Reuters informa que o país enfrenta a maior seca desde 1982, tendo chovido apenas um terço do esperado para o período. Foram cerca de 70 dias sem chuva. Tropas do Exército protegem 24 horas as plantações que ainda persistem e toda água disponível vai para as terras agrícolas.

A missão Christian Aid afirma que nos contextos de crise quem sofre primeiro sãos os cristãos, privados pelo governo de seus direitos mais básicos simplesmente por causa de sua fé.

Segundo a organização cristã, existem trabalhos consistentes de missionários que conseguem contrabandear alimentos e oferecer apoio aos cristãos da “igreja subterrânea” norte-coreana. Com isso, mais perseguição e prisões estão ocorrendo, sempre com a acusação de espionagem e de traição aos ideais da pátria.

“Este é o estilo típico de acusação do governo. Para controlar o seu povo, eles precisam culpar alguém, e muitas vezes os cristãos são os primeiros a serem acusados”, afirma um dos missionários que trabalha no país. “Eles fazem falsas acusações aos cristãos pois, ao ouvirem seu testemunho, pessoas estão sendo alcançadas e suas vidas são mudadas pelo amor de Cristo.”

Semana passada, dois turistas americanos foram presos por ter esquecido sua Bíblia em um quarto de hotel. O governo os acusa de proselitismo e de ameaça ao regime.

A Missão Portas Abertas coloca a Coreia do Norte ainda em primeiro lugar na lista dos maiores perseguidores dos cristãos no mundo. “Acredita-se que pelo menos 25% dos cristãos estejam definhando em campos de trabalho forçados por que se recusaram a adorar os membros da dinastia Sung, fundadores da Coreia do Norte, como a deuses”. Em 2012, um relatório da Missão indicava que mais de 70.000 cristãos estavam aprisionados em campos de concentração norte-coreanos.

Fonte - Gospel Prime

Tufão Neoguri atinge Okinawa, no Japão

Tormenta chegou com ventos de até 250 km/h.
22 mil casas estão sem eletricidade.

O tufão Neoguri atingiu na manhã desta terça-feira (8) a ilha de Okinawa, no sul do Japão, com ventos que variaram entre 175 e 250 km/h e chuvas torrenciais, informou a agência meteorológica japonesa.

A região está em alerta máximo, pois o Neoguri pode ser o maior tufão a atingir o país em 15 anos.

A tormenta deixou mais de 22 mil casas sem eletricidade. Os aeroportos da região estão fechados

Cerca de 55.000 pessoas foram instruídas a deixar suas casas por causa do fenômeno climático.

A mesma recomendação foi feita para 42 mil habitantes de Nanjo e 96.000 de Ginowan, duas cidades do sul de Okinawa.

A maior base das forças americanas no Pacífico, situada na ilha, começou a deslocar seus aviões no domingo.

Neoguri avança com velocidade entre 20 e 25 km/h em direção ao norte e depois para leste. As ondas na região podem chegar aos 14 metros de altura.

Fonte - G1

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Orixás transformam-se em super-heróis no primeiro filme africano do gênero

‘Oya - Rise Of the Superorisha’ começou a ser produzido a partir de vaquinha virtual

A humanidade caminha para a autodestruição e somente um super-herói com poderes divinos pode salvá-la. O enredo que poderia ser visto em qualquer filme do Thor, Hércules ou até Cavaleiros do Zodíaco, terá uma versão africana com os orixás como protagonistas.

"Oya - Rise Of the Superorisha" (Oya - A ascensão do superorixá, em tradução livre) será o primeiro filme de super-herói africano e contará a história de Oya, a única deusa orixá que ainda possui vínculos com os humanos mesmo quando a maioria da humanidade já abandonou o culto aos orixás.

Baseado na crença Santeria (que possui muitos aspectos da religião católica e do candomblé), o filme nigeriano foi escrito e está sendo dirigido por Nosa Igbinedion. No filme, a missão de Oya é encontrar uma garota capaz de abrir o portão entre os humanos e os orixás para que o mundo não caia em desgraça mas uma série de inimigos, que usam a religião de forma deturpada, tentam interromper os planos de Oya.

“'Oya - Rise Of the Superorisha' é mais do que um filme é um movimento! Nosso objetivo é empurrar os limites dos filmes africanos e contar novas histórias. Que melhor maneira de fazer isso do que fazendo um filme de super-herói africano!”, afirma o anúncio no site oficial.

O filme só teve suas produções iniciadas devido uma “vaquinha virtual” feita a partir de divulgação na página do Facebook e do Twitter e ainda não possui data oficial para exibição.

Fonte - O Globo

Nova Iorque sediará encontro inter-religioso sobre mudanças climáticas

Genebra (RV) – Nos dias 21 e 22 de setembro, a cidade de Nova Iorque irá sediar o “Encontro Inter-religioso sobre Mudanças Climáticas”.

O encontro foi divulgado pelo Conselho Mundial de Igrejas, durante as reuniões em Genebra (Suíça) do Comitê Central.

O evento, a ser organizado em colaboração com “Religiões pela Paz", buscará, de um lado, que cerca de 30 líderes religiosos adotem uma posição comum para animar e desafiar líderes políticos internacionais a abordar concretamente as causas e consequências das mudanças climáticas; e, por outro, que líderes eclesiais se comprometam a promover ações em seus campos de atuação.

A reunião inter-religiosa se realizará antes de um importante vértice das Nações Unidas sobre o tema das mudanças climáticas, convocado diretamente pelo Secretário-Geral Ban Ki-Moon, com a intenção de catalisar as ações que favoreçam a redução das emissões, o fortalecimento da resiliência ambiental, e a mobilização da vontade política para o estabelecimento de um acordo legal significativo e vinculante para os Estados-membros em 2015.

O Comitê Central do CMI expressou sua esperança de que sua voz comum possa ser escutada também durante a “Convenção Marco das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas”, que terá lugar em Lima, Peru, em dezembro de 2014.

Segundo o coordenador do programa “Cuidado da Criação e Justiça Climática” do CMI, Dr. Guillermo Kerber, os 30 participantes do encontro inter-religioso representarão cristãos, judeus, muçulmanos, budistas e indígenas.

Fonte - Rádio Vaticano

Vaticano anunciará postura 'flexível' em relação à homossexualidade

Frei Betto enumera razões para, ainda que devagar, Igreja Católica passe a rever seu 'catálogo de proibições' e debater a sexualidade dos fiéis

São Paulo – O Vaticano vai se reunir, em outubro, para debater o documento chamado Instrumento de Trabalho, divulgado no último dia 23, no qual o papa que flexibiliza a posição oficial da Igreja Católica em relação a homossexualidade. O documento é resultado de uma iniciativa, introduzida pelo Papa Francisco em 2013, que encaminhou à todas as dioceses do mundo um questionário com 39 perguntas, para leigos católicos, acerca dos valores da família.

O religioso e assessor de movimentos sociais Frei Betto, em seu comentário de hoje (7) à Rádio Brasil atual, explica que a igreja sinaliza buscar equilíbrio entre os seus ensinamentos tradicionais à família e uma atitude respeitosa e sem juízo de valor sobre pessoas recasadas, aos casais gays e o uso de preservativos. O documento indica que a igreja deve julgar menos e ser mais acolhedora aos fiéis que vivem em situações consideradas contrárias à sua doutrina.

Para Frei Betto, passar a julgar menos é um golpe no "farisaísmo" que predomina há séculos na Igreja Católica. "Quantos divorciados e recasados se julgam impedidos de acesso ao sacramento sob peso de uma culpa de não é deles?", questiona.

"Se no passado o Vaticano considerou a homossexualidade 'intrinsecamente desordenada' agora considera que os atos homossexuais são pecaminosos, mas não as tendências homossexuais", explica o religioso. O documento considera que se um indivíduo procura Deus "de boa vontade" e é homossexual , a Igreja não deve julgá-lo.

Ainda em seu comentário, Frei Betto afirma que o cristianismo não é um catálogo de proibições, no qual predominariam culpas, medos e condenações, e sim a "boa nova" de Jesus Cristo. "Os filhos de casais gays devem ser acolhidos ao batismo e demais sacramentos, com a mesma dignidade com que são admitidos os filhos de casais heterossexuais."

O escritor aponta ainda que desde o início do século XX, quando começaram a surgir as teorias de Freud acerca da homossexualismo, há uma tentativa de quebrar um tabu, que até hoje impede a igreja católica de debater a sexualidade. Durante o Conselho Vaticano 2º, na década de 1960, bispos propuseram a discussão sobre o tema, mas os segmentos conversadores da igreja se opuseram. Já em 1995, frente a disseminação da aids, quinto arcebispo de São Paulo, Dom Paulo Evaristo Arns, defendeu, em uma entrevista à Folha de São Paulo, o uso de preservativos.

"O meu professor de teologia moral dizia que essa história do casal só poder ter relações sexuais para procriar não é teológico, é 'zoológico'", brincou. "Hoje sabemos que mesmo entre animais há sexualidade como expressão do afeto e que também há relações entre animais do mesmo sexo. A homossexualidade não é, portanto, um desvio da natureza como alguns ainda insistem em afirmar."

Fonte - Rede Brasil Atual

domingo, 6 de julho de 2014

Primeira cidade a proibir mercado aos domingos


Nota DDP: Ver também "Supermercados não abrirão mais aos domingos em Santa Maria".

Reino Unido admite espionar cidadãos na internet

Diretor do Escritório de Segurança e Contraterrorismo defende que os britânicos não deveriam ficar muito preocupados em ter suas comunicações interceptadas

A Privacy International, ONG britânica que luta pelo direito à privacidade no Reino Unido, abriu em maio uma reclamação formal junto ao Tribunal de Poderes Investigativos (IPT). A ONG queria que o tribunal, que investiga a conduta de órgãos públicos no país, averiguasse se uma das agências de espionagem britânicas, o GCHQ, estava violando a Convenção Europeia de Direitos Humanos, que garante o direito à privacidade e liberdade de expressão. A reclamação veio depois das revelações feitas por Edward Snowden.

Na terça-feira 17, o diretor do Escritório de Segurança e Contraterrorismo, Charles Farr, admitiu que o governo britânico havia espionado e continua espionando usuários domésticos que utilizam o Facebook, o Twitter e o Google sem mandados judiciais, porque essas empresas têm suas sedes fora do Reino Unido. A declaração de Farr marca a primeira vez que o governo faz qualquer comentário sobre o raciocínio utilizado para justificar a interceptação em massa das comunicações dos seus cidadãos.

Farr sustenta que mandados individuais não são suficientes para conter uma ameaça contra a segurança nacional por parte de “militantes terroristas islâmicos”, principalmente porque conseguir identificar cada um deles levaria muito tempo. “Qualquer governo que só permitisse a interceptação em relação a pessoas ou lugares específicos não facilitaria a coleta de níveis adequados de inteligência e não atingiria os níveis de inteligência necessários para a proteção da segurança nacional”, disse Farr em declaração publicada pela ONG Privacy International em seu site.

Além disso, Farr defende que os britânicos não deveriam ficar muito preocupados em ter suas comunicações interceptadas. Segundo ele, só uma fração delas são lidas ou analisadas e, mesmo que um analista dos serviços de inteligência abrisse qualquer comunicação ilegalmente, ele acredita que seu conteúdo seja rapidamente esquecido pelo agente infrator.

Eric King, diretor da ONG, respondeu que o raciocínio de Farr não é admissível para o público britânico, que “não aceitaria uma desculpa tão deficiente para a perda das suas liberdades civis”.

Fonte - Carta Capital

Papa defende fim do trabalho aos domingos

Medida é benéfica para todos, fiéis ou não, argumenta o pontífice


O Papa Francisco lamentou o abandondo da tradicional prática cristã de não trabalhar aos domingos, dizendo que isso tem um impacto negativo na família e nas amizades.

O pontífice viajou no sábado (5) pawra Molise, uma região rural no coração do sul da Itália onde o desemprego alto é crônico. Ao dizer que os pobres precisam de trabalho para poder ter dignidade, Francisco sustentou que a abertura de lojas e outros negócios aos domingos como uma forma de criar vagas de trabalho, entretanto, não é benéfica para a sociedade.

Francisco disse que a prioridade deveria ser "não econômica, mas humana", e que o foco tem de ser colocado nas relações familiares e de amizade, e não nas comerciais.

"Talvez seja hora de nos perguntarmos se trabalhar aos domingos é liberdade verdadeira", afirmou.

O Papa argumentou ainda que passar os domingos com a família e os amigos é um "código ético" tanto para fiéis como para os que não creem.

Francisco, 77 anos, parecia recuperado de uma série de doenças que o levou a cancelar diversos compromissos recentemente. Ele viajou a Molise de helicóptero para um dia repleto de atividades, incluindo um almoço com pobres e uma visita a uma prisão.

O pontífice demonstrava estar cheio de energia e sorria ao cumprimentar o público. O Vaticano descreveu os problemas de saúde como "moderados" e não deu mais detalhes.

Numa fala de improviso, o Papa encorajou os pais a passarem mais tempo com seus filhos.

"Desperdicem tempo com as crianças", afirmou, acrescentando que gostaria de perguntar aos pais se eles "brincam com seus filhos".

Fonte - iG

Nota Michelson Borges: No que diz respeito ao argumento, o papa Francisco está coberto de razão. As famílias, de fato, precisam de tempo para cultivar relacionamentos mais profundos. Os trabalhadores, certamente, têm direito a um dia de descanso. Parar um dia na semana para priorizar o descanso e os relacionamentos, sem dúvida, é a proposta ideal para solucionar muitas injustiças sociais. O problema está no dia proposto. Biblicamente falando (confira aqui), o sábado sempre foi – é e será – o memorial da criação e sinal de autoridade do Criador (Ezequiel 20:20). É o verdadeiro dia da família e de descanso, estabelecido pelo próprio Deus. Séculos atrás, o papado mudou o dia de descanso do sábado para o domingo e alegou que fez isso pelo suposto poder conferido por Deus ao pontífice de Roma. Assim, se o sábado é o selo/sinal/memorial da autoridade do Criador, o domingo é o sinal da autoridade papal, humana. A lei de Deus – os dez mandamentos escritos em tábuas de pedra pelo próprio Criador do Universo (Êxodo 20) – é eterna e imutável como o próprio Legislador que a deu à humanidade (Mateus 5:17, 18). A principal justificativa dada para a mudança do dia de guarda tem sido a ressurreição de Cristo no domingo. Ocorre que não há uma passagem sequer – nem uma! – dizendo que Jesus teria mudado o dia de guarda do sábado para o domingo, quer antes, quer depois da ressurreição – tanto é que Seus seguidores, incluindo a mãe dEle, Maria, os discípulos e o apóstolo Paulo, continuaram guardando o sábado após a morte e a ascensão do Mestre (confira). A “justificativa” para o descanso dominical, agora, é mais sutil e adaptada a esta época secularizada. Além do argumento ECOmênico de salvar o planeta (o papa Bento sugeriu que o domingo fosse usado como um dia de “baixo carbono”), há também essa pregação de Francisco em favor dos trabalhadores, da família e da liberdade. Quem, em são juízo, poderá argumentar contra essa proposta maravilhosa? E a minoria que insistir na santificação do sábado (por ser fiel à Palavra de Deus), será vista como “inimiga da sociedade”, teimosa, radical, fundamentalista, etc. Apoio à proposta papal já existe por parte do Parlamento Europeu (confira) e em algumas cidades, como em Santa Maria, RS, por exemplo (confira). Portanto, está mais fácil do que nunca a imposição de um dia de descanso que terá aceitação universal.

sábado, 5 de julho de 2014

Compre agora o seu adventismo pasteurizado, está em promoção - Parte 1

As igrejas cristãs são todas, sem exceção, parte da Babilônia mística (Ap 18). Os pioneiros adventistas esposavam essa convicção controversa. Ao surgir o movimento adventista sabatista, os conceitos mileritas serviram como ponto de partida. E os mileritas criam que a rejeição do anúncio do retorno de Jesus tornava a cristandade parte de Babilônia (Ap 14:8). Os adventistas sabatistas mantiveram a ideia, mesmo quando, alguns anos após o desapontamento, a principal corrente de ex-mileritas projetava o cumprimento dos três anjos (Ap 14) para o passado ou futuro.

Resumo da ópera: o adventismo já nasceu em um contexto polêmico. Por alguns anos, os pioneiros creram que o convite da graça se estendia não a todos, porém somente aos mileritas (a teoria da porta fechada). Por esse motivo, os sabatistas dirigiam sua pregação aos mileritas somente.

Por outro lado, isso não significa que ele se isolaram em uma espécie de bolha teológica. Os adventistas não ignoravam completamente autores e teologias cristãs; eles faziam teologia em constante diálogo com tais fontes, em muitos casos, usando uma abordagem polêmica (termo usado quando um corrente cristã reivindica suas doutrinas reagindo contra uma ou mais correntes). A teologia do nascente movimento adventista era sólida e solidamente inserida na tradição do século XIX, ou seja, pertencia a uma bem arraigada tradição protestante.

Os hinos cantados por eles consistiam em coletâneas de hinos evangélicos populares, com acréscimos de hinos mileritas, muitos dos quais soariam atualmente como parte de um culto das igrejas pentecostais. Aliás, houve muito empenho, especialmente por parte do casal White, para conter manifestações fanáticas nas primeiras décadas do adventismo. Demoraria até se estabelecer um conceito de adoração mais ou menos homogêneo, embora persistisse a reminiscência de manifestações carismáticas (como na década de 1960, 1980 e a partir do meio da década de 1990). Isso não significou total desprezo por hinos tradicionais cristãos, quando eles não divergissem da fé adventista.

Porém, em suas linhas mestras, o clima do adventismo das décadas iniciais pode ser descrito com a palavra desconstrução: às vezes é preciso destruir as paredes para reformar uma casa. Logo, doutrinas como a trindade, por exemplo, sofriam questionamento de autores adventistas, especialmente devido à compreensão tradicional equivocada do assunto. De fato, os adventistas chegaram a crer na trindade fazendo um caminho inverso, que os levou aos fundamentos bíblicos, a partir dos quais atingiram nova compreensão sobre o assunto. Eles não eram bisonhos como os anti-trinitarianos atuais, os quais alegam não poderem crer na doutrina por não haver a palavra “trindade” em si nas Escrituras; ignoram que teologia de fato não leva em conta somente as palavras, mas as ideias contidas. A chave utilizada pelos adventistas sabatistas para crer ou rejeitar algo, ou chegar a uma compreensão diferente sobre determinado tema era a investigação bíblica.

Nem tudo são flores, porém. O que aconteceu para o adventismo hoje possuir uma acentuada dessemelhança em relação à perspectiva de seus pioneiros? Certamente, as mudanças não vieram de uma vez, nem foram causadas por um fator isolado. Talvez seja mais apropriado apresentar uma série de causas para as mutações dos genes do adventismo, sem que isso implique chegar a uma conclusão dramática de que tudo esteja irremediavelmente perdido. Afinal, se Deus suscitou essa obra, é certo que Ele continua à frente dela.

Alguns fatores, como a negligencia em áreas teológicas em detrimento do cumprimento da missão (até hoje não temos uma eclesiologia adventista bem definida, por exemplo), além da busca por parte de ministros e obreiros por formação teológica em nível de pós-graduação em seminários evangélicos contribuíram para que se abandonasse a ênfase em doutrinas distintivas. O processo se tornou mais evidente a partir da década de 1950. Naquele contexto, o adventismo se esforçava para ser aceito no seio do evangelicalismo, o que se percebe com o lançamento do livro Question on Doctrines (QD).

Fruto do diálogo entre representantes do movimento adventista e líderes evangélicos, o trabalho procurava conciliar as doutrinas adventistas com a tradicional versão norte-americana do cristianismo. A contribuição positiva de QD foi quebrar o preconceito em relação ao adventismo, fazendo com que ele perdesse a pecha de seita, além de esclarecer as doutrinas adventistas em face de equívocos e distorções. A contribuição negativa se deu com uma significativa mudança de ênfase nos aspectos distintivos da mensagem adventista, levando quase à conclusão que ele não pretendia nada de revolucionário ou novo, mas que, no fundo, era mais uma igreja protestante norte-americana, com uma ou outra doutrina sui generis.

Nas décadas seguintes, o adventismo se aproximou ainda mais dos círculos evangélicos, acarretando a crise sobre justificação pela fé, envolvendo Robert Brinsmead, Desmond Ford e outros. Finalmente, as implicações desta crise inicial geraram outra ainda mais severa, quando Ford atacou a doutrina da purificação do santuário celestial. Claramente, alguns círculos adventistas desenvolveram tamanha afinidade com o pensamento evangélico que uma revisão doutrinária parecia iminente. Embora a denominação se fortalecesse com a publicação de importantes obras reivindicando a posição adventista em assuntos como santuário celestial e interpretação profética (publicados por uma comissão especial, cuja sigla em inglês é DARCOM), dissensões e divisão de pensamento se agravaram entre os adventistas.

Entre os motivos que acirraram os novos conflitos no seio do adventismo, podemos mencionar:

Crescimento evangelístico desacompanhado de discipulado bíblico: os adventistas nasceram com uma missão. Organizaram-se em função de sua identidade, estabelecida a partir de um chamado profético (Ap 14:6-12). Entretanto, ao assimilar influências evangélicas, o evangelismo adventista foi deixando a compreensão profética para adotar uma versão popular de existencialismo cristão (até quando trata das profecias!). Essa pregação existencialista propõe uma visão reduzida da salvação, excluindo o estilo de vida, fator que sempre marcou a compreensão adventista. Aliado a isso, a falta de instrução bíblica acometeu o adventismo. Mesmo a produção de livros e revistas denominais (que na América do Sul é rigorosamente selecionada e apresenta uma qualidade superior em relação a outras realidades) passa longe de atingir um povo que não foi instruído a pensar biblicamente. Resultado: a denominação cresce exponencialmente em número de membros, todavia possui cada vez menos pessoas comprometidas com a missão e com os valores do estilo de vida adventista, o qual permanece questionado e relativizado;

Falta de posicionamento claro em questões referentes à identidade adventista: professores adventistas de teologia com acentuadas tendências liberais continuam lecionando em seminários adventistas de referência, quer na Europa, quer nos EUA. Eles gozam de total liberdade, influenciando jovens ministros e, por meio deles, congregações ao redor do mundo. Livros de tendência progressista são publicados por editoras adventistas e embora representam apenas a opinião de seus autores, ganham aura de legitimidade, como se possuíssem um selo de aprovação denominacional (não à toa, vivencia-se hoje uma crise editorial nas editoras adventistas da América do Norte). Assim, o adventismo tem se multifacetado, se dividindo e se tornado lento no cumprimento da missão profética para a qual foi levantado;

A aculturação em face do mundo contemporâneo: o desafio de evangelizar os centros urbanos, nos quais a esmagadora maioria da população mundial se concentra, vem levando pensadores e líderes adventistas a adotar métodos que aproximem o estilo de culto a padrões similares ao da cultura popular contemporânea. Além disso, a influência da quase onipresente mídia social molda os padrões de pensamento dos adventistas dentro de uma perspectiva secular, a qual não é combatida por modelos racionais bíblicos (Rm 12:1-2).

Diante deste quadro, ainda que brevemente esboçado, pode-se perceber os prementes desafios com os quais o adventismo se depara. O movimento que nasceu em meados do século XIX com tantas características peculiares, atravessa seu terceiro século de existência repleto de embates internos e bastante influenciado pela cultura ao redor, quer religiosa, quer secular. O que poderia resgatar dentro do adventismo seus propósitos originais? Obviamente o assunto preocupa líderes e pensadores do movimento. Cada adventista sério se preocupa com a diluição do movimento. O que fazer?

Fonte - Questão de Confiança

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Brasil vive risco de epidemia de Chicungunya, com 17 casos confirmados

Doença que vem da África tem sintomas parecidos com os da dengue, com dores mais fores pelo corpo

RIO - A doença é parecida com a dengue, mas muito mais dolorosa. Trata-se da febre Chicungunya, originária da África, responsável por severas dores nas articulações que podem perdurar até por anos após a fase aguda da infecção. Dezessete casos já foram registrados no Brasil — aparentemente todos de pessoas que contraíram a enfermidade no exterior —, e especialistas acreditam que a deflagração de uma nova epidemia é inevitável. O vírus é transmitido pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus, os mesmos responsáveis pela propagação da dengue.

A febre foi detectada pela primeira vez em 1952, na fronteira da Tanzânia com Moçambique. A doença se espalhou por várias regiões da África e da Ásia, e, atualmente, há surtos cíclicos em aproximadamente 40 países, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). Em dezembro passado, no entanto, a infecção foi registrada pela primeira vez nas Américas e vem se disseminando com muita rapidez: já foi reportada em 30 nações da região. No empobrecido e castigado Haiti, onde o Brasil mantém um contingente de militares, a epidemia está completamente fora de controle.

— O risco (de epidemia no Brasil) é iminente — garante o infectologista Stefan Cunha Ujvari, autor do livro “Pandemias” (Ed. Contexto). — A qualquer momento vai começar uma epidemia, não há mais como evitar: a doença é transmitida pelo aedes e segue a mesma rota da dengue. Basta um mosquito picar um doente aqui que vai passar adiante.

Dos 17 casos registrados no Brasil, 15 envolvem militares e missionários brasileiros que regressaram de missão no Haiti. Os outros dois são de brasileiros que estiveram na República Dominicana a turismo. “Outros dois casos estão em investigação, também de pessoas vindas desses mesmos países. Todos os pacientes apresentaram um quadro leve, estável e de evolução clínica favorável”, informou o Ministério da Saúde ontem, em comunicado.
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Fonte - O Globo

Epidemia de ebola na África já é a pior da história

Mais de 460 pessoas já morreram desde março em Guiné, Serra Leoa e Libéria; Organização Mundial da Saúde já ligou o alerta máximo

São Paulo - A África vive, nesse momento, a sua pior epidemia de ebola da história.

Desde março, mais de 460 pessoas já morreram em Serra Leoa, Guiné e Libéria.

O surto mais mortal, até então, tinha sido em 1976, no Zaire, quando o vírus acabara de ser descoberto. 280 pessoas morreram naquele ano.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, os números exatos são: 467 vítimas e 759 infectados. Mas os óbitos aumentam rapidamente e são atualizados todos os dias.

Há infectados em cerca de 60 cidades dos três países com casos confirmados.

Segundo a Unicef, a epidemia começou no interior da Guiné em fevereiro desse ano, nas comunidades de Macenta, Gueckedou e Kissidougou.

Depois, chegou à capital, Conakry - onde vivem dois milhões de pessoas.

O governo da Libéria, país vizinho, disse que seis pessoas que cruzaram a fronteira estavam infectadas e morreram em março, dando início ao surto no país.

A ebola provoca hemorragias internas e externas, vômitos e diarreia.

O ser humano é contaminado quando entra em contato com fluídos corporais, sangue ou tecidos de outras pessoas infectadas ou quando entra em contato com animais portadores do vírus.

Reunião de emergência

Ministros da saúde de onze países africanos estão reunidos para tentar combater o surto. Há risco de a epidemia entrar na Costa do Marfim, Senegal, Mali, Guiné-Bissau, Gana e Uganda.

À CNN, o especialista Peter Piot, quem descobriu o vírus nos anos 1970, se mostrou muito preocupado e considerou a situação como sendo "sem precedentes".

"É a primeira vez que há um surto como esse na África Ocidental, é a primeira vez que há mais de dois países envolvidos e é a primeira vez que o vírus atinge capitais", explicou.

A ONU já enviou mais de 150 especialistas para a região. Já os Médicos Sem Fronteiras enviaram mais de 300 profissionais.

Fonte - Exame

Apocalipse - O código profético


Papa Francisco, um católico evangélico

Estamos testemunhando os frutos de um realinhamento histórico no cristianismo

No início deste ano, ocorreu no Vaticano um evento extraordinário. O bispo Tony Palmer, de uma igreja anglicana separatista, se encontrou com o papa Francisco. Eles tinham se tornado amigos quando Bergoglio ainda era arcebispo de Buenos Aires e Palmer era missionário evangélico carismático anglicano na Argentina.

Depois de eleito, Francisco telefonou para Palmer e propôs que eles se encontrassem. O papa perguntou a Tony Palmer o que ele poderia fazer para incentivar a unidade com os protestantes evangélicos. O bispo Tony pegou seu iPhone e disse a Francisco: “Por que não gravamos um vídeo de saudação para o grupo de cristãos carismáticos influentes que eu vou encontrar numa conferência no Texas na semana que vem?”.

O papa Francisco aceitou.

Depois que o vídeo com a saudação do papa foi mostrado na conferência de líderes protestantes evangélicos, o televangelista Kenneth Copeland afirmou que queria visitar o papa.

A visita já aconteceu. Rick Wiles relata que uma delegação chefiada pelo bispo Tony Palmer viajou a Roma e se encontrou com o papa Francisco, numa conversa que durou três horas. James e Betty Robison, apresentadores do programa de televisão Life Today [Vida Hoje], e Kenneth Copeland, fundador dos Ministérios Kenneth Copeland, estavam acompanhados pelo reverendo Geoff Tunnicliff, presidente da Aliança Evangélica Mundial, pelos reverendos Brian Stiller e Thomas Schirrmacher, também da Aliança Evangélica Mundial, e pelo reverendo John Arnott e sua esposa, Carol, co-fundadores dos ministérios Partners for Harvest [Parceiros na Messe], de Toronto, no Canadá.

Esse encontro é ainda mais impactante quando se sabe que, não muito tempo atrás, os evangélicos conservadores da América do Norte viam a Igreja católica como a "grande prostituta da Babilônia" e o papa como o anticristo.

Os líderes evangélicos não só ficaram impressionados com a simplicidade e com o calor receptivo do papa Francisco, como claramente manifestaram uma comunhão em Cristo que não havia no passado.

Como podemos entender esse entrosamento dos conservadores evangélicos com o papa Francisco?

O que estamos testemunhando é fruto de um realinhamento histórico no cristianismo.

Já faz algum tempo que a verdadeira divisão dentro do cristianismo não é entre católicos e protestantes. É entre os cristãos que acreditam numa religião revelada e os que acreditam numa religião relativa. A verdadeira divisão é entre os progressistas que desejam alterar a fé histórica de acordo com o espírito de cada época e aqueles que acreditam que o espírito de cada época é que deve ser desafiado pela verdade eterna e imutável do Evangelho cristão.

Aqueles que acreditam numa forma relativa, progressista e modernista do cristianismo descartam o elemento miraculoso da religião, acreditam que a Igreja e as Escrituras são apenas acidentes históricos criados pelo homem e acham que a Igreja deve se adaptar completamente às necessidades da sociedade moderna. Os progressistas veem a Igreja como um agente de mudança social e pensam que a principal tarefa dos cristãos é ser ativistas políticos.

Do lado oposto, estão aqueles que acreditam que o Evangelho de Jesus Cristo é revelado por Deus para a salvação das almas e para a transformação do mundo. Estes cristãos históricos acreditam que as Escrituras são inspiradas por Deus e que o Evangelho não pode ser alterado pela cultura de época alguma. Eles podem ser chamados de “cristãos clássicos”, porque acreditam na “antiga história” de uma humanidade pecadora e de um Deus misericordioso que entregou o próprio Filho pela salvação do mundo.

Cristãos progressistas e clássicos existem em todas as confissões e em todas as estruturas eclesiais. Há católicos clássicos e progressistas e há protestantes clássicos e progressistas. O recente encontro entre o papa Francisco e esses líderes evangélicos revela que os cristãos clássicos de uma confissão têm mais em comum com os cristãos clássicos de outra confissão do que com os progressistas da própria confissão.
O surpreendente do papado é que as palavras e os atos dos papas não apenas são firmemente enraizados no passado, mas, muitas vezes, são proféticos, voltados para o futuro. É o caso das palavras e atos de São João Paulo II e de Bento XVI, por exemplo.

E acontece o mesmo com o papa Francisco. Seu encontro com os líderes evangélicos indica um novo alinhamento dentro do cristianismo global. Enquanto os cristãos progressistas se fundem cada vez mais com o “espírito do tempo”, a divisão entre eles e os cristãos clássicos se mostra cada vez mais aguda. Em paralelo, os cristãos de todas as confissões clássicas começam a se unir e a cooperar entre si. Os cristãos clássicos da ortodoxia oriental, do catolicismo romano, do anglicanismo clássico e do protestantismo evangélico vão encontrar cada vez mais formas de entendimento.

A comunhão cada vez mais estreita com os evangélicos se verá acelerada quando o cristianismo progressista tiver se afastado a ponto de se transformar em algo diferente do próprio cristianismo. A aproximação entre evangélicos clássicos e católicos também brotará, em contraste com as forças escuras que se levantarão em várias frentes contra Cristo e sua Igreja. A oposição ao cristianismo clássico e a latente ameaça de perseguição darão um novo e mais profundo significado ao termo "evangélico católico".

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Colômbia: católicos, judeus e muçulmanos assinaram declaração de paz

Seguindo os passos do Papa Francisco, se comprometeram a continuar construindo em conjunto caminhos de paz e reconciliação

Católicos, judeus e muçulmanos, na Colômbia, assinaram uma histórica declaração conjunta sobre a paz, nesta terça-feira, 1 de julho, nas instalações do Palácio do Arcebispo de Bogotá.

Em seu site, além dessa notícia, a Conferência Episcopal da Colômbia afirmou que estas comunidades “se comprometeram a continuar construindo conjuntamente caminhos de paz e reconciliação no nosso país”.

A reunião foi presidida pelo Cardeal Rubén Salazar Gómez, o rabino Alfredo Goldschmidt e o Sheik Ahmad Tayel.

"Infelizmente ao longo da história religiosa – afirmou o Cardeal Salazar – ficou demonstrado que houve rivalidade, embora sigamos o mesmo Deus. Por isso, o Santo Padre, o Papa Francisco, quis fazer, desde Roma, um gesto de reconciliação entre dois inimigos que, hoje em dia, parecem irreconciliáveis​​, Israel e Palestina. Imitando esse gesto, a comunidade uniu-se em um momento de oração para pedir pela paz de todo o mundo, mas de modo especial, pela paz na Colômbia”.

Por sua parte, o rabino Alfredo Goldschmidt, representante da comunidade judaica, acredita que a oração pela paz seja uma oportunidade para fechar essa porta de ódio e de violência, referindo-se especificamente ao conflito interno que vive o país. "Dói-nos muito que um grupo de pessoas perturbem e não permitam que um país possa viver em tranquilidade como sociedade, o que acontece na Colômbia, acontece no Oriente Médio e em muitos países do mundo”, disse Goldschmidt.

Esta iniciativa tem sido possível graças ao exemplo dado pelo Papa Francisco, que no dia 8 de junho reuniu-se com os presidentes de Israel, Shimon Peres, e o presidente palestino, Mahmoud Abás.

Durante este encontro histórico houve momentos de oração, canto e entrega de placas comemorativas. Finalmente, terminou com a assinatura e proclamação da declaração inter-religiosa, da parte das três comunidades.

Durante esta reunião também esteve presente o vice-presidente da República, Argelino Garzón. A autoridade destacou esse fato como um sinal que motiva os colombianos, o Estado e os grupos à margem da lei para fortalecerem mais o que nos une do que o que nos separa.

"O protesto acabou!"

Kenneth Copeland, um dos líderes protestantes que esteve no encontro no Vaticano com o Papa Francisco, falou na sua mega-igreja acerca dessa ocasião.

Após ler um excerto do acordo assinado em 1999 entre a Igreja Católica Romana e a Igreja Luterana, Copeland repetiu alegremente a frase sugerida pelo bispo Tony Palmer: "O PROTESTO ACABOU!", logo seguido de um aplauso de satisfação por parte dos membros.

"Quando o protestantismo estender os braços através do abismo, a fim de dar uma das mãos ao poder romano e a outra ao espiritismo, quando por influência dessa tríplice aliança a América do Norte for induzida a repudiar todos os princípios de sua Constituição, que fizeram dela um governo protestante e republicano, e adotar medidas para a propagação dos erros e falsidades do papado, podemos saber que é chegado o tempo das operações maravilhosas de Satanás e que o fim está próximo." Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 151.

Fonte - O Tempo Final

 

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Muçulmanos invadem aldeia cristã e crucificam nove

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos vem divulgando constantemente os horrores da guerra na Síria. Tendo se iniciado há mais de três anos, já resultou em 162 mil mortos e mais de nove milhões forçados a saírem de suas casas.

No embate entre as forças do governo e os rebeldes, de duas facções islâmicas distintas, os cristãos foram pegos no fogo cruzado e são o grupo que mais sofre nessa guerra. Quando os rebeldes invadem as aldeias e cidades cristãs da Síria, geralmente punem seus moradores por não servirem a Alá e por serem aliados do governo do presidente Bashar al-Assad, que nunca perseguiu os cristãos do país.

Os guerrilheiros do exército do Estado Islâmico no Iraque e na Síria (ISIS), vem chamando atenção da mídia internacional pelas demonstrações de crueldade nesta guerra. Seu objetivo declarado é criar um estado islâmico em áreas sunitas do Iraque e na Síria.

Neste final de semana, deram dois sinais claros que as coisas estão saindo de controle novamente. Após as eleições recentes, esperava-se que o ritmo da guerra diminuísse e a paz fosse negociada.

Porém, foram divulgadas imagens da ação do ISIS na província cristã de Aleppo, no norte do país. Nove homens foram crucificados em público. A acusação era de apostasia (afastar-se da verdadeira fé muçulmana). Um deles, que não teve seu nome divulgado, conseguiu sobreviver depois de ficar crucificado por oito horas. Ele contou que foram torturados após os jihadistas invadirem sua aldeia, e condenados a pagar por sua falta de fé.

Os corpos dos demais homens ficaram na praça principal da vila por três dias, como um sinal de força do ISIS. No início do mês passado, foram divulgadas imagens de cristãos sendo crucificados por soldados do ISIS na cidade de Raqqa.

Neste domingo (29), uma gravação postada na internet anunciou para o mundo que os jihadistas do ISIS estão reestabelecendo o califado. Esse regime político, desaparecido há um século, significa na prática que seu líder, Abu Bakr al-Baghdadi, agora é o califa, e portanto será o líder dos muçulmanos em todas as partes do mundo.

Segundo o que essa organização terrorista, que nasceu no seio da Al-Qaeda, tem divulgado, pretendem instituir um regime fundamentalista islâmico em todo o Oriente Médio e norte da África. Isso pode ser visto como uma declaração de guerra a Israel, a quem eles prometeram aniquilar. Também pode ser encarado como uma ameaça real a todos os cristãos que vivem nessas áreas.

Fonte - Gospel Prime

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Mensagem de Bartolomeu I a Francisco

“Conservemos no nosso coração, como um tesouro precioso, a recordação dos nossos recentes encontros em Jerusalém e em Roma, que renovaram e selaram ulteriormente nossas ligações fraternas, confirmando também o nosso desejo de continuar o caminho para a nossa plena união e comunhão, desejada pelo Senhor”. Foi o que escreveu o Patriarca Ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, em uma carta pessoal dirigida ao Papa Francisco por ocasião da Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo.

Na carta, o Patriarca Ecumênico evocou a viagem à Terra Santa por ocasião do 50º aniversário do abraço entre Paulo VI e Atenágoras e expressou a sua gratidão pela iniciativa de oração pela paz promovida no Vaticano, reunindo os Presidentes de Israel e Palestina, evento por ele definido como “comovente”.

Bartolomeu I, por fim, eleva a sua oração para que o Papa Francisco possa “continuar a sua preciosa liderança e serviço no mundo moderno, inspirando a todos” com as virtudes da sua personalidade e amor “para Deus e para a humanidade”.

Fonte - Catolicanet

Muçulmanos impedem culto cristão pela primeira vez em 1.600 anos

Enquanto grande parte da mídia mundial parece ignorar os ataques do grupo terrorista ISIS (sigla que no original quer dizer Estado Islâmico no Iraque e na Síria), seus integrantes continuam perseguindo cristãos, muitas vezes crucificando-os ou decepando suas cabeças.

Nascida no seio da Al Qaeda, mas atualmente operando de forma independente, eles têm controlado a região norte do Iraque, o Curdistão. O clima de terror imposto por eles conseguiu impedir pela primeira vez o culto cristão na região de Mosul em 1600 anos.

Relatórios internacionais apontam que ali vivem mais de 3.000 cristãos. Eram 35.000 em 2003. A grande maioria abandonou a região quando as milícias tomaram controle. Segundo a ONG cristã World Watch Monitor, as famílias restantes estão abrigadas em um bairro cristão. A cidade vizinha, Qaraqosh, já teve cerca de 70 mil cristãos, hoje o número é dez vezes menor.

Na quarta-feira, 25 de junho, as forças aliadas com o ISIS tentaram entrar em Qaraqosh. Várias famílias cristãs morreram por causa do bombardeio. Com isso, grande parte dos cristãos que ainda restavam foram forçados a evacuar a cidade. O premiê iraquiano, Nuri Al Maliki, confirmou que aviões do governo sírio bombardearam ISIS em outras partes do norte do Iraque.

Um membro da Alta Comissão do Iraque para os Direitos Humanos, Dr. Sallama Al Khafaji, relatou que os invasores do ISIS começaram a exigir um imposto (jizya) dos cristãos na região de Mosul. Trata-se do resgate de um costume dos tempos medievais, quando a rígida lei islâmica exigia que os pagassem uma espécie de taxa de proteção e eram proibidos de expressar publicamente sua fé.

Os que se recusam a pagar são agredidos, suas casas incendiadas e algumas vezes até mortos. Entre osobjetivos declarados do ISIS está criar um estado islâmico em áreas sunitas do Iraque e da Síria, destruir os cristãos e aniquilar Israel.

Para muitos líderes cristãos iraquianos, há um temor crescente de que os ataques da ISIS fazem com que o cristianismo corra o risco real de ser extinto no país. Pela primeira vez em 1600 anos, os cristãos estão proibidos de cultuar a Deus no norte do Iraque. O bispo de Bagdá, Saad Sirop, desabafou: “Pedimos a Deus que nos dê sabedoria para enfrentar estes problemas com coragem. Não há dúvida que estamos passando por um período muito difícil”.

Fonte - Gospel Prime

Papa ataca os fundamentalistas

terça-feira, 17 de junho de 2014

TV Novo Tempo - Divulgue!


O Papa na abertura do Congresso Diocesano de Roma: sonho uma Igreja mãe que sabe abraçar e acolher os seus filhos

Os ritmos da vida quotidiana, o cansaço do trabalho e da educação esmagam as pessoas. Isso vale na sociedade, mas também na Igreja, e também na Igreja se corre o risco de encontrar-se diante de uma geração de "órfãos".O Papa pediu às paróquias que estudem este aspecto de "orfandade", como para fazer recuperar a memória de família, estudar de modo que nas paróquias haja a memória. O Santo Padre o fez ao abrir o Congresso Diocesano de Roma, reflectindo sobre o conceito de evangelização expresso por Paulo VI na Evangelii nuntiandi e sobre o de Igreja que não faz proselitismo, mas que "atrai", conceito expresso e recomendado por Bento XVI ("a Igreja não cresce por proselitismo, mas por atração").

Falando em grande parte de modo espontâneo, ou seja, sem texto, Francisco disse que em numerosas cartas que recebe todos os dias – contou – leio relatos "de muitos homens e mulheres que se sentem desorientados porque a vida é muitas vezes cansativa e não se consegue encontrar o seu sentido e valor, por demais corrida, e imagino quanto é confusa a jornada de um pai e de uma mãe que se levantam cedo, acompanham os filhos à escola e depois vão trabalhar muitas vezes em lugares repletos de conflitos".

O Papa Bergoglio contou que quando era Arcebispo de Buenos Aires e conseguia falar com mais frequência com os jovens, deu-se conta de que eles sofrem de orfandade, "nossas crianças e jovens sofrem de orfandade – reiterou –, creio que o mesmo aconteça em Roma. Os jovens são órfãos de um caminho seguro para percorrer, de um mestre, de ideais que aqueçam o coração, de esperanças que sustentem a faina quotidiana. São órfãos, mas conservam o desejo de tudo isso", frisou.

"Essa é a sociedade dos órfãos, sem memória de família porque, por exemplo, os avós são levados para casas de repouso, sem afecto de hoje, ou um afecto muito veloz, pai e mãe estão cansados e vão dormir e eles ficam cansados, órfãos de gratuidade, daquela gratuidade do pai e da mãe que sabem perder tempo brincando com os filhos. Precisamos do sentido da gratuidade nas famílias e nas paróquias.

O Papa Francisco disse ainda que "a Igreja deve tornar-se mãe, não uma ONG bem organizada". "Se a Igreja não é mãe, não é fecunda e se torna solteirona" – disse. A sua identidade é evangelizar, ou seja, fazer filhos". "A fecundidade é a graça que devemos pedir ao Espírito Santo. Não é ir buscar proselitismo". A Igreja "não cresce por proselitismo, mas por atracção materna, por testemunho que gera filhos", reiterou.

Hoje a "mãe Igreja envelheceu um pouco, não digamos que é avó, mas devemos rejuvenescê-la, não levá-la ao médico que faz maquiagem. A Igreja torna-se jovem quando é capaz de fazer filhos".

Fonte - News.VA

Nota DDP: O papel da Igreja ao reverso de ser "mãe", é ser formada pelos filhos, não dela, mas do Senhor. A igreja que pretende ser mãe, tendo suas filhas, é aquela descrita no Apocalipse.

Líderes convocam cristãos para “segundo Pentecostes” em 2015

Encontro em Jerusalém pedirá por avivamento de uma nova geração

O mundo está pronto para um segundo Pentecostes? Essa é a expectativa de um movimento global chamado Empowered 21. Seus organizadores estiveram reunidos em Jerusalém, onde o primeiro Pentecostes ocorreu.

Dezenas de líderes cristãos viajaram de todo o mundo até Israel para adorar, orar e fazer planos conjuntos para o que eles esperam que ocorra a partir do ano que vem. “É incrível ver como muitos líderes maravilhosos que Deus tem levantado com o objetivo de ver cada pessoa tendo um encontro real com o Espírito Santo até o ano de 2033. É impressionante”, afirmou Bill Johnson, da Bethel Church.

Billy Wilson, presidente da Oral Roberts University e diretor da E-21, falou sobre o movimento global. “Nossa grande visão é maior do que todos nós. Veio de Habacuque 2:14, mostrando que o conhecimento da glória do Senhor cobrirá a terra como as águas cobrem o mar”, esclareceu.

O primeiro Pentecostes, segundo o livro de Atos ocorreu no Monte Sião em Jerusalém, cerca de 2000 anos atrás. O objetivo agora é que os cristãos de todo o mundo orem por um “novo Pentecostes” para ocorrer a partir de 24 de maio de 2015.

“Estamos convidando os crentes de todo o mundo a celebrar o poder do Espírito Santo, e serem cheios do Espírito no século 21, clamando que uma nova geração possa experimentar mais de Deus”, afirmou Wilson. Um dos objetivos do movimento é o avivamento de uma nova geração, que poderá liderar a Igreja global nos próximos anos.

Os líderes do projeto são todos pertencentes a movimentos pentecostais e explicam que a “chave” para o sucesso da empreitada será a união de propósitos. A profetiza Cindy Jacobs disse que tem sonhado com esse momento e afirma “a vida dessas pessoas nunca mais será a mesma”.

Fonte - Gospel Prime

Nota DDP: Curiosamente a data de início é um... domingo.

domingo, 15 de junho de 2014

Os adventistas preferem especialistas em crescimento de igreja

O apologeta é o sujeito de óculos espessos e mal humor ainda mais espesso! Ele vê ameaça em qualquer transeunte. Você não gostaria de passar um natal em família tendo um tio apologeta, o qual, indubitavelmente, falaria das origens pagãs da festa, ao invés de se preocupar com o recheio do peru.

Entrementes, todos gostam do carisma de um especialista em crescimento de igreja. Defesa racional da fé cristã? Ora, isto é um ranço de outro período. A tendência das pessoas é seguir as emoções; desse modo, vamos usar o evangelismo da amizade. E quando a pessoa estiver com dúvidas, daremos a ela um livro de auto-ajuda cristã que não lhe dirá nada com nada, mas a motivará!

Há três tipos de especialistas em crescimento de igreja: os que já estudaram no Fuller; os que estudaram em outro lugar, mas leram os grandes nomes do Fuller; e aqueles que se apoiam nas conclusões dos dois primeiros. O Fuller, como se sabe, é um seminário teológico que hoje segue a versão mais descolada do pentecostalismo. Na proposta pragmática do Fuller, crescimento de igreja e renovação litúrgica são como ovo e farinha do bolo: um existe para dar liga com o outro.

Não importa como ou por quais métodos – desde que a igreja cresça, "faze o que tu queres pois é tudo da lei", cantariam os membros da igreja do evangelho alternativo. Curioso é constatar a rota deste pensamento evangélico e ecumênico até chegar nos adventistas.

Como se sabe, os adventistas se especializaram ao longo de décadas em batizar – não apenas pessoas, mas programas de outros movimentos cristãos. Afinal, para quê ser cabeça quando tornar-se a cauda tem certo charme?

O verdadeiro crescimento espiritual é viabilizado pelo estudo da Bíblia, alicerce da experiência cristã de permanecer obedientemente na videira (Jo 15:7, 10, 14). Discípulos maduros apresentam um caráter transformado, fruto da vida renovada (2 Co 5:17). Como resultado, temos uma responsabilidade com relação às pessoas a nossa volta (2 Co 5:18-20).

Carecemos avaliar as oportunidades para um testemunho consciente, sem arrogância ou constrangimento. Testemunhar não significa aderir a um programa maciço. Antes, está relacionado a defender sua fé levando cativo todo pensamento a Cristo (2 Co 10:4-5), com mansidão e temor (1 Pe 3:15), justamente o sentido inicial de ser um apologeta! Bons programas podem criar condições para os crentes reconhecerem a importância de se engajarem neste processo ou adquirirem as ferramentas para servirem como missionários em suas comunidades.

Infelizmente, há diversas iniciativas que procuram reproduzir programas desenvolvidos por outras denominações cristãs. Quando isso é feito de forma acrítica, estamos usando um vestido impregnado do perfume de sua antiga dona. Não é de admirar que muitos adventistas pensem como evangélicos!
Alguns dentre nós querem que a igreja se solte de suas amarras históricas e se modernize. Creem que, para ganhar o mundo, devem pensar e agir como o mundo. Soa como o homem que pede à esposa maior liberdade – e isso não termina bem, por melhores que sejam as intenções.

A fé que possuímos deve ser hasteada como um legado Celeste (Jd 3), do qual jamais seremos dignos de levar. Somente pelo bem do próximo e por misericórdia a nós recebemos tamanha responsabilidade! Como poderíamos trocar as orientações de um Deus onisciente pelas ideias de homens limitados? Se encher igrejas fosse o alvo estabelecido por Deus isso não seria algo impossível; mas sendo a missão pregar o verdadeiro evangelho e convidar outros a aceitarem a mesma salvação imerecida que experimentamos, isso requer um poder sobrenatural. Alcançar a todos, utilizando os métodos legitimados pelas Escrituras: eis o nosso desafio!

É melhor deixar Fuller com seus planos. Deus reserva mais para Seus filhos.

Fonte - Questão de Confiança

Líderes religiosos pedem paz e união na Copa no Brasil

As cartas falam sobre justiça e paz entre os povos e comentam a importância do futebol para prover essas atitudes
Líderes religiosos de diversas partes do mundo enviaram mensagens para o governo brasileiro saudando pela Copa do Mundo, desejando que o evento ocorra tudo bem, com paz e ensinamentos sobre tolerância.

No dia de abertura do evento esportivo, 12 de junho, a Presidência da República divulgou as cartas de saudação vindas de entidades como a Aliança Evangélica Mundial, sediada em Nova York, a Casa Universal de Justiça, de Israel, a Igreja Ortodoxa de Constantinopla e outras.

A Aliança Evangélica Mundial falou que a Copa do Mundo “é uma oportunidade para que os povos de todo o mundo se encontrem, reconhecendo suas diferenças, e, ao mesmo tempo, celebrando a multiplicidade da criação de Deus”. Na carta a entidade ainda pede que o evento “seja marcado pela alegria, pela paz e pela boa vontade”.

A Casa Universal de Justiça falou no texto que são poucos os eventos que incluem “povos de várias etnias, religiões e culturas” e apoiou a atitude do governo brasileiro em repudiar o racismo e todas as formas de discriminação.

“O esporte em equipe tem o poder de inculcar os valores humanos da cooperação e da responsabilidade e de nos fazer aceitar êxitos e fracassos com dignidade. Acima de tudo, oferece a oportunidade de promover a boa vontade entre as nações”, disse o texto assinado por rabinos israelenses.

O patriarca ecumênico Bartolomeu, da Igreja Ortodoxa, também enviou uma carta para o Brasil dizendo que “o esporte e a competição modernos têm a capacidade de se sobrepor à discriminação racial e cultural, bem como a diferenças econômicas e políticas, ao mesmo tempo em que contribuem para a estabilidade social e a paz global”.

Até mesmo representantes do candomblé fizeram cartas para Brasília declarando que todos os povos se unam para rogar “às suas divindades para que abençoem plenamente este momento de encontro entre as nações”.

O Conselho Mundial de Igrejas, com sede em Genebra, na Suíça, também entrou em contato com Brasília. A carta o Conselho falou sobre amor, justiça e paz. “Esperamos que este amor se manifeste em vários aspectos que envolvem este evento global e que, ao seu final, a Copa do Mundo também seja lembrada como um momento histórico na busca dos povos por justiça e paz.”

Outro grupo religioso que enviou mensagens sobre a Copa do Mundo para o Brasil foi o movimento budista Soka Gakkai Internacional que destacou a mistura étnica do país acreditando que aliada à cultura do futebol essa mistura é uma “poderosa e infalível força para a criação de uma cultura de paz”.

Fonte - Gospel Prime
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