quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Arábia Saudita decreta pena de morte para quem carregar Bíblia

Nova lei sobre literatura pode por fim ao cristianismo na região

A Arábia Saudita é o “berço” do Islamismo, tendo em Meca a cidade mais sagrada desta religião. Já é proibido aos não muçulmanos entrarem naquela cidade. De modo geral, a perseguição religiosa só aumenta. Não há igrejas conhecidas e a maioria dos cristãos naquela nação são imigrantes estrangeiros.

Agora, o governo do país que já se diz regido pela lei sharia, anuncia modificações em uma lei sobre literatura. Isso poderá marcar o fim do cristianismo na região. O motivo é simples: está prevista pena capital para quem carregar Bíblias para dentro da Arábia. Ou seja, o que já era considerado contrabando, agora chega ao extremo. Não se pode comprar legalmente uma cópia das Escrituras por lá.

A missão Heart Cry [Clamor do coração] divulgou em seu relatório mais recente que ao legislar sobre a importação de drogas ilegais, incluiu-se um artigo que aborda “todas as publicações de outras crenças religiosas não islâmicas e que tragam prejuízo”. Ou seja, na prática, entrar com uma Bíblia na Arábia Saudita será o mesmo que carregar cocaína ou heroína.

Segundo a lista publicada anualmente pelo Ministério Portas Abertas, em 2014 a Arábia Saudita figura como o 6º país que mais persegue cristãos. A conversão para outra religião já era proibida na Arábia Saudita, punida com a morte. Mesmo assim, existem relatos crescentes que muçulmanos estão seguindo a Cristo após sonhos e visões.

O portal WND entrou em contato com a embaixada da Arábia Saudita para confirmar as mudanças na lei, mas a resposta oficial é que não haveria comentários. Por ser um importante parceiro comercial dos EUA, a Arábia raramente recebe cobertura negativa da imprensa.

O teólogo Joel Richardson, que tem escrito vários livros e produz documentários sobre o islamismo e o final dos tempos, afirmou: “Se os muçulmanos verdadeiramente tivessem confiança que sua religião é verdadeira, não teriam medo de pessoas que leem a Bíblia”.

Para ele, o decreto é uma prova que o governo saudita tem medo do impacto do cristianismo. Produtor do documentário “End Times Eyewitness” [Testemunhas do Final dos Tempos], Richardson acredita que “Se eles estão matando pessoas por carregarem uma Bíblia, este é o cumprimento de Apocalipse 6:9″.

Fonte - Gospel Prime

18 fatos que mostram como o papa Francisco é pop


1) No segundo ano de seu pontificado, o papa Francisco mostrou que continua decidido a abrir várias frentes para reformar a igreja, imprimindo ao papado um novo estilo, mais próximo dos fiéis, e seguindo de perto tudo o que ocorre no mundo. Este álbum mostra a variedade de interesses e a frenética atuação de Jorge Mario Bergoglio ao longo de 2014. É de tirar o fôlego.

2) REFORMISTA - O papa Francisco foi eleito em 13 de março de 2013. Ao completar o primeiro ano do pontificado, mostrou ter retomado o controle da igreja em todas as frentes. Especialistas falam em uma "revolução de gestos". Espontâneo, é um grande comunicador. Francisco é um "general" jesuíta, determinado, exigente, às vezes com pouco tato.

3) SANTO BRASILEIRO - Em abril, Francisco canonizou José de Anchieta. Ele se tornou o terceiro santo brasileiro. O processo de canonização teve início em 1597, logo depois da morte do jesuíta. Nascido nas Ilhas Canárias, Anchieta veio para o Brasil em 1553 e participou da fundação do Colégio de São Paulo de Piratininga, berço da capital paulista.

4) ATRAPALHADO - Dando a sua bênção semanal no início de março na praça São Pedro, no Vaticano, o papa argentino se confundiu com a língua italiana e acabou falando um palavrão sem querer. Francisco pedia uma solução pacífica para a crise na Ucrânia. Em vez de dizer "neste caso", o papa leu "neste 'cazzo'", que, em italiano, é uma gíria popular para se referir ao órgão sexual masculino e é usada com bastante frequência na Itália. Ele corrigiu-se em seguida, mas a gafe correu o mundo

5) ALÔ, ALÔ, MARCIANOS - Falando sobre a liberdade do Espírito Santo, em maio, o papa Francisco disse que daria os sacramentos católicos até a extraterrestres. "Se amanhã aparecesse uma expedição de marcianos, por exemplo, alguns viessem até nós --verdes, com aquele nariz longo e as orelhas grandes, como desenham as crianças-- e um deles dissesse 'Eu quero o batismo', o que aconteceria?", perguntou-se o Pontífice. "Quem sou eu para colocar impedimentos", respondeu.

6) MEDIADOR DE CONFLITOS - Em visita ao Oriente Médio, em maio, o papa Francisco convidou os presidentes da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, e de Israel, Shimon Peres, a se unirem a suas orações pela paz e ofereceu "sua casa", o Vaticano, para a implementação deste projeto. ?Os que fazemos parte da igreja temos a obrigação de nos converter em ferramentas para a paz, especialmente por meio de nossas preces", afirmou.

7) GURU DE AUTOAJUDA - Em entrevista à revista "Viva", do jornal argentino "Clarín", o papa Francisco deu dicas de como ter uma vida feliz. Entre os mandamentos sugeridos, estão: "Viva e deixe viver"; "brincar com as crianças" e "cuidar da natureza".

8) RECONCILIADOR - Na primeira visita de um papa à Ásia em 15 anos, o papa Francisco pediu, em agosto, por paz e reconciliação na dividida península coreana, e enviou uma mensagem de boa vontade para a China. Em Seul, Francisco rezou com um grupo de "mulheres de conforto", que eram forçadas a trabalhar como escravas sexuais para soldados japoneses que ocuparam o país antes e durante a Segunda Guerra Mundial

9) CASAMENTO - O papa Francisco ordenou em setembro uma revisão com o objetivo de simplificar os procedimentos da Igreja para a nulidade de casamentos, uma medida que pode facilitar a vida de católicos que querem encerrar seus matrimônios. Francisco nomeou uma comissão de 11 canonistas e teólogos para propor a reforma nos processos, "buscando simplificá-los e racionalizá-los enquanto garante o princípio da indissolubilidade do casamento".

10) COMBATE À PEDOFILIA - Ao longo do ano, Francisco fez vários comentários e gestos condenando religiosos que cometeram crime de pedofilia. Em setembro, ordenou pessoalmente a detenção de um ex-arcebispo e ex-embaixador da Santa Sé acusado de pedofilia, no primeiro caso de prisão no Vaticano de alguém suspeito de cometer esse crime, o polonês Jozef Wesolowski, de 66 anos

11) ACENO AOS HOMOSSEXUAIS - Como ocorreu já no primeiro ano, Franciso voltou a dar sinais de que defende um tratamento igualitário da igreja aos homossexuais. Foi derrotado, porém, no Sínodo dos Bispos, realizado em outubro, que eliminou a expressão "boas-vindas aos homossexuais" do relatório final. Ao todo, 183 religiosos participaram do Sínodo. Na foto, cartaz lembra Francisco em parada gay nas Filipinas

12) BOM DE GARFO - Empanadas de pepperoni, maminha, mate e, claro, doce de leite. Estas são algumas das iguarias apreciadas pelo papa, segundo revelou o livro "Bom apetite, Guarda Suíça", que reúne as receitas mais apreciadas na Santa Sé. O autor da obra é um jovem membro da Guarda Suíça Pontifícia e cozinheiro profissional, David Geisser

13) O PAPA É PUNK - O papa Francisco convidou a cantora Patti Smith para cantar no concerto anual de Natal do Vaticano. Conhecida como a "Avó do Punk", Smith foi um dos 18 artistas que se apresentaram no Auditório de Conciliação de Roma, em 13 de dezembro. Em abril de 2013, Patti Smith assistiu à audiência geral do papa na praça São Pedro e o cumprimentou

14) BOM CORAÇÃO - Em novembro, o papa Francisco mandou instalar três chuveiros para que os sem-teto que vivem nas imediações da Basílica São Pedro possam tomar banho. Bem-humorado, o jornal ?La Stampa?, que revelou o projeto, informou que a ideia é que eles possam também lavar e trocar a cama "sob as janelas do Palácio Apóstolico".

15) AMBIENTALISTA - Engajado na luta contra aquecimento global, o papa Francisco alertou os países participantes da Cúpula do Clima, em Lima, no Peru, que o tempo para encontrar soluções para a mudança climática "está se esgotando". Na reunião, realizada em dezembro, foi lida uma mensagem sua que alerta: " Só poderemos achar soluções adequadas se atuarmos juntos. Existe, portanto, uma clara, definitiva e inadiável ética de atuar"

16) PAIXÃO POR FUTEBOL - Torcedor apaixonado do San Lorenzo, da Argentina, o papa teve o prazer de ver o seu time conquistar a Taça Libertadores da América em 2014. Na Turquia, durante uma visita, ao ser apresentado a um diplomata brasileiro, travou os seguinte diálogo com ele: "Sua Santidade, eu sou o cônsul-geral do Brasil". Jorge Bergoglio respondeu: "Prazer. Me diga, quem é melhor: Maradona ou Pelé?". Na foto, ele recebe a delegação do San Lorenzo

17) VISITA HISTÓRICA - Em uma visita considerada histórica à Turquia, o papa Francisco fez um apelo por maior diálogo entre religiões para conter o fanatismo e o fundamentalismo. "Fanatismo e fundamentalismo, assim como temores irracionais que abrigam discriminação mal entendidos, precisam ser contidos com a solidariedade de todos os crentes", disse o pontífice.

18) CACHORROS VÃO PARA O CÉU? - Ao tentar consolar um garotinho triste pela morte de seu cachorro, Francisco disse em dezembro, na Praça de São Pedro, que "o paraíso está aberto a todas as criaturas do Senhor". A frase abriu polêmica entre teólogos, que avaliam o que o papa quis dizer exatamente. O Vaticano esclareceu que a frase não quis dizer que os cachorros têm alma.

19) O DIPLOMATA - A retomada das relações diplomáticas entre Estados Unidos e Cuba, anunciada na segunda quinzena de dezembro, também teve a mão do papa. O fato foi revelado por um funcionário americano de alto escalão. Francisco e o Vaticano tiveram um papel essencial, intermediando a aproximação histórica. Na foto, o presidente dos EUA, Barack Obama, se reúne com o papa Francisco no Vaticano, no primeiro encontro privado entre os dois líderes. "Sou um grande admirador", disse Obama, em inglês, ao papa no início do encontro

Fonte - UOL

Nota DDP: Alguém tem dificuldade de perceber que a ferida de morte está caminhando a passos largos para estar completamente curada, que o mundo se demonstra cada vez mais maravilhado com o poder da primeira besta e, finalmente, que a segunda já dá sinais externos claros de alinhamento?

Mais de 7 milhões de pessoas passam fome no Brasil

São Paulo - Em 2013, 52 milhões de brasileiros tiveram algum tipo de dificuldade para comprar alimentos. Apesar do número ser alto, ele está em queda. Segundo dados do PNAD, entre 2009 e 2013, a quantidade de casas com insegurança alimentar caiu de 30,2% para 22,6%. No entanto, 7 milhões de pessoas ainda passam fome no Brasil.

Os dados são do levantamento suplementar da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2013 sobre segurança alimentar que foi realizado pelo IBGE em convênio com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).

Um domicílio com segurança alimentar é aquele onde os membros adultos e crianças passam por privação de alimentos. O IBGE classifica a insegurança em três níveis.

A situação é mais crítica nas regiões Norte e Nordeste, onde atinge 36,1% e 38,1% dos domicílios. Na área rural chega a 35,3%.

A prevalência de insegurança alimentar moderada ou grave é maior nos domicílios cuja pessoa de referência é mulher (9,3%), de cor ou raça preta ou parda (29,8%).

Outra característica interessante das pessoas em situação de insegurança alimenta é que mais da metade (54,7%) delas estão empregadas - e mesmo assim não têm dinheiro para alimentação.

Fonte - Exame

Pastor comenta histórica reaproximação de Cuba e Estados Unidos

Brasília, DF … [ASN] Repercutirá ainda hoje, durante o dia, notícia veiculada amplamente pelas agências internacionais sobre reaproximação diplomática entre Cuba e os Estados Unidos. Segundo alguns veículos de comunicação, a negociação foi feita pelo Canadá e pelo papa Francisco. Uma série de mudanças ampliará o comércio e o fluxo de pessoas entre os dois países e colocará fim a um período de cinco décadas de brigas, embargos econômicos e afastamento entre os dois países. Para os adventistas, esse episódio histórico tem implicações no aspecto teológico e profético conforme a Bíblia.

É preciso compreender esse fato dentro de um contexto geopolítico maior. E quem explica é o pastor Rafael Rossi, diretor sul-americano de Comunicação da Igreja Adventista, palestrante reconhecido sobre profecias apocalípticas e autor da série de estudos Apocalipse – O Fim Revelado. Conforme Rossi, “em Apocalipse 13 encontramos duas bestas. Na profecia bíblica besta sempre significa poder ou reino que está em oposição ao reino de Deus. É uma marca de rebelião e abandono dos princípios de Deus. Uma das bestas representa o poder religioso que teve a sua supremacia por 1260 anos, foi ferida e sobreviveu. Já a segunda besta é representada por um poder político. Todas as características apresentadas na Bíblia se cumprem com o surgimento dos Estados Unidos. Tornou-se nação em 1776 em um território não habitado por outra nação civilizada, ou seja, o segundo poder surgiu da terra e não do mar como a primeira besta. Mar, de acordo com Apocalipse 17:15, significa lugar povoado e terra o oposto”.

União das bestas apocalípticas

Para o teólogo, que se fundamenta em estudos com essa mesma interpretação já feitos há muitos anos, em seu começo os Estados Unidos, profeticamente, falavam como cordeiro, símbolo de seus ideais de liberdade, porém ele entende que chegará o momento em que a profecia diz que o poder político representado pelos Estados Unidos falará como dragão. Ou seja, agirá de uma forma radicalmente diferente.

“A segunda besta se unirá a primeira besta e diz o Apocalipse que ’.. faz com que a terra e os seus habitantes adorem a primeira besta, cuja ferida mortal fora curada’. Apocalipse 13:12. ‘E lhe foi dado comunicar fôlego à imagem da besta, para que não só a imagem falasse, como ainda fizesse morrer quantos não adorassem a imagem da besta’, conforme Apocalipse 13:15. Haverá a união entre as duas bestas, que somarão suas forças políticas e religiosas nos tempos finais da história do mundo. E isso vemos claramente em nossos dias. As relações entre os Estados Unidos e o Vaticano estão se tornando cada vez mais estreitas. A aproximação iniciada no começo da primeira Guerra Mundial, quando o presidente Roosevelt enviou a Roma um representante pessoal e o Papa um delegado apostólico para os Estados Unidos, aumentou em 1961. Nesse ano, ocorreu a posse do primeiro presidente americano católico, John Kennedy. Depois, em 1984, o presidente Ronald Reagan nomeou o primeiro embaixador norte-americano junto ao Vaticano”, comenta Rossi.

Cenário atual

Ainda segundo a avaliação de Rossi, “nos últimos anos, o governo do presidente Barack Obama mais uma vez traçou planos de aproximação entre Estados Unidos e Vaticano. A notícia de que os Estados Unidos decidiram reatar relações diplomáticas com Cuba, e ainda mais tendo o Papa como pivô, é, sem dúvida, uma profecia bíblica em cumprimento”.

Para o pastor, será por meio da segunda besta (poder político) que a adoração será imposta à primeira besta (poder religioso). Ou seja, os Estados Unidos tomarão a iniciativa de obrigar as pessoas a adorar a imagem da besta, deixando de lado as seus ideais de liberdade religiosa.

Ele cita o texto bíblico de Apocalipse 13:15 que diz que “a segunda besta ainda seduz os que habitam sobre a terra por causa dos sinais que lhe foi dado executar diante da besta, dizendo aos que habitam sobre a terra que façam uma imagem à besta…”. Apocalipse 13:15

“Por 1.260 anos, de 538 a.C. a 1798, a primeira besta recebeu adoração e obediência por meio de um sistema de leis repressivo, no qual os que não aceitavam a adoração forçada eram perseguidos e mortos. O texto bíblico nos diz que nesta associação entre as bestas será formada uma imagem, ou seja, uma cópia do sistema de leis do passado para conseguir os mesmos resultados alcançados durante a época da inquisição. A imagem da primeira besta se formará quando mais uma vez o Estado e a Religião se unirão para impor um dia oficial de culto, que não é o sábado bíblico”, conclui o pastor. [Equipe ASN, da Redação]

É possível baixar uma série de estudos completa sobre o Apocalipse. Clique aqui.

Compreenda melhor o assunto vendo esse vídeo:



quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

“Cristianismo é a religião mais perseguida do mundo”

Defensora de direitos humanos pede que cristãos se mobilizem politicamente

Pergunte para a maioria dos evangélicos brasileiros sobre a vida dos artistas gospel e eles possivelmente saberão dizer alguma coisa sobre o assunto. Questione sobre os ensinamentos de líderes influentes, que possuem programas de TV, e uma parcela considerável mostrará conhecimento sobre o tema. Contudo, se perguntados sobre a situação dos cristãos que sofrem perseguições pelo simples fato de crerem em Jesus, certamente o quadro é outro.

A popularidade da chamada “teologia da prosperidade” impede que as igrejas de modo geral estejam familiarizadas com o tema do sofrimento, ainda que ele esteja presente em boa parte do Novo Testamento. O silêncio quase absoluto da grande mídia brasileira sobre o assunto ajuda a reforçar o desconhecimento sobre um assunto tão atual e relevante.

O lançamento do livro “Perseguidos: O Ataque Global aos Cristãos” (Mundo Cristão) vem suprir essa lacuna. Escrito por Paul Marshall, Lela Gilbert e Nina Shea, a obra reúne uma série de informações atuais sobre a situação de diferentes ramos do cristianismo em várias partes do mundo. Em resumo, procura comprovar por que o cristianismo é a religião mais perseguida do mundo.

O texto, em estilo jornalístico, reúne relatos do que está por trás das estatísticas. Dá um nome aos que chamamos genericamente de “perseguido”, descreve as suas famílias, igrejas e condições de vida. Preocupa, entristece e desafia o leitor à oração e ação!

O portal Gospel Prime entrou em contato com Nina Shea e conversou sobre a urgência do tema. Advogada de formação, atua como defensora de direitos humanos, sobretudo a liberdade religiosa. Ela conta que a defesa dos cristãos perseguidos pela sua fé é sua vocação, tendo sido impactada ainda na década de 1980 ao saber que irmãos e irmãs eram espancados e mortos na China por se recusarem a renunciar a Jesus Cristo.

Nina explica que “o testemunho deles afetou profundamente a minha própria jornada espiritual e senti a necessidade de chamar a atenção para essa injustiça através de meus textos e palestras”. No livro, ela conta como o Instiuto Hudson, do qual faz parte, tem ajudado a influenciar a política externa americana, despertando as autoridades para a questão da perseguição religiosa, sobretudo contra os cristãos.

Para a autora, ao conhecermos melhor sobre a realidade da chamada igreja perseguida, “podemos aprender verdadeiramente sobre fidelidade, amor e heroísmo”. Eles são inspiração para nossa própria fé. Menciona como exemplo a história de Meriam Ibrahim, que foi presa no Sudão acusada de apostasia. Mesmo estando grávida e sendo condenada a morte, permaneceu firme em sua decisão de seguir a Cristo.

São histórias como essa que Nina reuniu no livro que ajudou a escrever e, segundo ela mesma, “sendo inspiradoras e edificantes, merecem ser contadas. Além disso, ajudam a combater a ‘miopia secular’”. Ou seja, a maneira distorcida que os cristãos que vivem em países onde não há perseguição veem essa questão.

Para a advogada, parte da responsabilidade desse assunto ser pouco debatido é dos nossos líderes cristãos, “que estão relutantes em falar sobre isso por medo de serem rotulados como intolerantes, islamofóbicos ou algo do tipo”.

Ativista pelos direitos humanos, como cristã, Nina Shea reconhece a importância do trabalho de missões como Portas Abertas e Voz dos Mártires. Ressalta que elas colaboram em muito com o alívio ao sofrimento dos cristãos, mas esclarece que é preciso mais engajamento das igrejas.

“Muitas outras vozes são necessários para fazer a diferença, para fazer os nossos líderes políticos ouvirem e trabalharem para isso de maneira diplomática”, insiste.

Ao ser questionada sobre a atuação de grupos como Estado Islâmico, Boko Haram e outros, que matam cristãos frequentemente, Nina Shea faz um apelo: “Nós, cristãos, devemos orar, nos informar e agir politicamente em nome desses irmãos e irmãs que estão sendo perseguidos em tantos lugares”.

Insiste ainda que muitos cristãos foram libertos da prisão após a pressão internacional com cartas enviadas para os governos responsáveis e, claro, campanha de oração por eles. De fato, no Brasil o assunto é pouco comentado na esfera pública. Uma das exceções é o trabalho do deputado Marco Feliciano, que se destacou na defesa dos pastores Yousef Nadarkhani e Saeed Abedini, que foram presos e torturados por sua fé.

A autora de “Perseguidos”, explica que embora os Estados ou territórios que sigam a sharia – lei religiosa muçulmana – representem uma ameaça à liberdade religiosa especialmente dos cristãos, o Islã não deveria ser visto como “o inimigo”. Até porque, não é a única religião que gera perseguição.

“Nossa preocupação deveria ser a propagação de todos os grupos que não toleram os cristãos e procuram persegui-los, converte-los ou matá-los. O foco precisa ser as medidas urgentes para parar a limpeza religiosa no Iraque, Síria, Somália, norte da Nigéria, e outros lugares onde ela ocorre”.

O aumento da perseguição aos cristãos nos últimos anos é comprovado estatisticamente. Para Nina, por mais que ele se acentue, não irá extinguir a religião cristã. “O século passado viu o massacre armênio na Turquia, o genocídio no Sudão, além dos esforços de Stalin na União Soviética e de Mao na China para acabar como cristianismo.Essas perseguições tiraram a vida de milhões de cristãos, mas o cristianismo continua vivo está crescendo em todos esses lugares”, ressalta.

O melhor exemplo, segundo ela, é o avivamento que experimenta a China, onde o governo tenta controlar todas as igrejas. “Estima-se que haja ali mais de 100 milhões de cristãos, número maior que os membros do seu Partido Comunista. Especialistas preveem que a China terá um quarto de bilhão de cristãos em 15 anos. Há mais cristãos indo à igreja no domingo de manhã na China, que em toda a Europa Ocidental”, encerra.


Nota DDP: A perseguição é certa e profética. A mobilização política é 'opcional', mas não menos profética em seu entendimento mais amplo.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Negócio do Google e Facebook é a destruição industrial da privacidade

O fim da privacidade amplia o desequilíbrio de poder entre as elites e o resto do mundo

Hoje, dizer que o livro "1984" de George Orwell foi profético já é um clichê jornalístico, e suas profecias são um lugar-comum da modernidade. Sua leitura agora pode ser uma experiência entediante. Comparados às maravilhas oniscientes do estado de vigilância atual, os dispositivos do Big Brother — televisores vigilantes e microfones ocultos — parecem pitorescos, até mesmo reconfortantes.

Tudo sobre o mundo que Orwell imaginou tornou-se tão óbvio que temos dificuldade com as deficiências narrativas do romance.

Impressiono-me mais com outro dos seus oráculos: um ensaio de 1945 intitulado "Você e a Bomba Atômica," em que Orwell antecipa mais ou menos a forma geopolítica do mundo no meio século que se seguiu. "Épocas em que a arma dominante é cara ou difícil de fazer", ele explica. "Será uma era de despotismo, ao passo que, quando a arma dominante é barata e simples, as pessoas comuns têm uma chance. Uma arma complexa deixa o forte mais forte, enquanto uma arma simples — desde que não haja resposta a ela — fortalece os fracos".

Ao descrever a bomba atômica (que havia sido lançada apenas dois meses antes em Hiroshima e Nagasaki) como uma "arma inerentemente tirânica", ele prevê que ela irá concentrar o poder nas mãos de "dois ou três superestados monstruosos" com avançadas bases de indústria e pesquisa necessárias para produzí-la. E se, ele pergunta, "as grandes nações sobreviventes fizessem um acordo tácito para nunca usar a bomba atômica uma contra a outra? E se elas apenas a usassem, ou ameaçassem usá-la, contra povos incapazes de retaliar?".

O resultado provável, ele conclui, seria "uma época tão horrivelmente estável quanto os impérios de escravos da antiguidade". Ao inventar o termo, ele prevê "um permanente estado de 'guerra fria': uma paz sem paz", em que "os povos e as classes oprimidas têm menos perspectivas e esperança".

Há paralelos entre a época de Orwell e a nossa. Por um lado, nos últimos meses, fala-se muito sobre a importância de "proteger a privacidade", mas pouco sobre por que isso é importante. Não é, como nos querem fazer acreditar, que a privacidade seja inerentemente valiosa. Isso não é verdade. A verdadeira razão está no cálculo do poder: a destruição da privacidade amplia o desequilíbrio de poder existente entre as facções que decidem e o povo, deixando "os povos das classes oprimidas", como Orwell escreveu, "ainda mais sem esperança".

O segundo paralelo é ainda mais grave e menos compreendido. Nesse momento, mesmo aqueles que lideram o ataque contra o estado de vigilância continuam a tratar a questão como se ela fosse um escândalo político, culpa de políticas corruptas de alguns homens maus, que devem ser responsabilizados. Acredita-se que as sociedades precisem apenas aprovar algumas leis para corrigir a situação.

O câncer é muito mais profundo do que isso. Vivemos não só em um estado de vigilância, mas em uma sociedade de vigilância. A vigilância totalitária não está apenas em nossos governos; está incorporada na nossa economia, em nossos usos mundanos da tecnologia e em nossas interações cotidianas.

O conceito da internet — uma rede única, global, homogênea que abrange o mundo todo — é a essência de um estado de vigilância. A internet foi construída em um modo de vigilância amigável porque os governos e organismos comerciais importantes assim o quiseram. Havia alternativas a cada passo do caminho. Elas foram ignoradas.

Em sua essência, empresas como o Google e o Facebook estão no mesmo ramo de negócio que a Agência de Segurança Nacional (NSA) do governo dos EUA. Elas coletam uma grande quantidade de informações sobre os usuários, armazenam, integram e utilizam essas informações para prever o comportamento individual e de um grupo, e depois as vendem para anunciantes e outros mais. Essa semelhança gerou parceiros naturais para a NSA, e é por isso que eles foram abordados para fazer parte do PRISM, o programa de vigilância secreta da internet. Ao contrário de agências de inteligência, que espionam linhas de telecomunicações internacionais, o complexo de vigilância comercial atrai bilhões de seres humanos com a promessa de "serviços gratuitos". Seu modelo de negócio é a destruição industrial da privacidade. E mesmo os maiores críticos da vigilância da NSA não parecem estar pedindo o fim do Google e do Facebook.

Recordando as observações de Orwell, há um lado "tirânico" inegável na internet. Mas ela é muito complexa para ser inequivocamente classificada como um fenômeno "tirânico" ou "democrático".

Quando os povos começaram a formar cidades, foram capazes de coordenar grandes grupos pela primeira vez e rapidamente ampliar a troca de ideias. Os consequentes avanços técnicos e tecnológicos geraram os primórdios da civilização humana. Algo semelhante está acontecendo em nossa época. É possível se comunicar e fazer negócios com mais pessoas, em mais lugares em um único instante de modo nunca antes visto na história. A mesma evolução que facilita a vigilância da nossa civilização, dificulta sua previsibilidade. Grande parte da humanidade teve facilitada a busca pela educação, a corrida para o consenso e a competição com grupos de poder entrincheirados. Isso é encorajador, mas a menos que seja cultivado, pode ter vida curta.

Se há uma analogia moderna do que Orwell chamou de "arma simples e democrática", que "fortalece os fracos", ela seria a criptografia, a base da matemática por trás do bitcoin e dos programas de comunicações mais seguros. A produção é barata: um software de criptografia pode ser produzido em um computador doméstico. E a distribuição é ainda mais barata: um programa pode ser copiado de uma forma que objetos físicos não podem. Mas também é insuperável — a matemática no coração da criptografia moderna é sólida e pode suportar o poder de uma superpotência. A mesma tecnologia que permitiu que os aliados criptografassem suas comunicações de rádio para protegê-las contra interceptações, agora pode ser baixada através de uma conexão com a internet e instalada em um laptop barato.

Considerando-se que, em 1945, grande parte do mundo passou a enfrentar meio século da tirania em consequência da bomba atômica, em 2015 enfrentaremos a propagação inexorável da vigilância em massa invasiva e a transferência de poder para aqueles conectados às suas superestruturas. É muito cedo para dizer se o lado "democrático" ou o lado "tirânico" da internet finalmente vencerá. Mas reconhecê-los — e percebê-los como o campo de luta — é o primeiro passo para se posicionar efetivamente junto com a grande maioria das pessoas.

A humanidade agora não pode mais rejeitar a internet, mas também não pode se render a ela. Ao contrário, temos que lutar por ela. Assim como os primórdios das armas atômicas inaugurou a Guerra Fria, a lógica da internet é a chave para entender a iminente guerra em prol do centro intelectual da nossa civilização.

Fonte - UOL

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Como o mundo avaliou o papa Francisco em 2014?

Enquete do instituto Pew abrange os cinco continentes

Roma, 12 de Dezembro de 2014 (Zenit.org) Jorge Henrique Mújica | 697 visitas

No final de 2013, a popularidade do papa Francisco na mídia era indiscutível: as revistas mais prestigiosas do mundo o apresentavam na capa, o escolhiam como pessoa do ano, o listavam entre os mais influentes do planeta, ele era “trendic topic” no Facebook e no Twitter… Um ano depois, o furor midiático não tem a mesma intensidade, mas prevalece a imagem positiva do papa Francisco junto ao público de todo o mundo.

O instituto de pesquisas norte-americano Pew Research Center estudou a imagem do papa nos cinco continentes entre 30 de outubro de 2013 e 4 de março de 2014 e entre 17 de março e 5 de junho deste mesmo ano. Os resultados mundiais mostram que a imagem do papa é positiva para 60% dos entrevistados. 28% não o qualificaram e 11% não o veem favoravelmente (cf. “Pope Francis’ Image Positive in Much of World”, 11.12.2014).

Por continente, 84% dos europeus têm uma opinião muito boa sobre Francisco. Na América Latina, 72% da população o vê positivamente. A avaliação positiva diminui para 41% na Ásia, 40% na África e 25% no Oriente Médio. Nos Estados Unidos, a avaliação positiva é de 78%.

Em números absolutos, 28 dos 43 países pesquisados dizem ter boa opinião sobre o papa (destaque para América Latina e Europa). Na Argentina, este é o caso de 91% dos entrevistados. Sete em cada dez brasileiros, colombianos, mexicanos e peruanos reiteram esta qualificação.

Na Europa, 9 em cada 10 poloneses, italianos e franceses veem o papa positivamente; na Espanha e na Alemanha, 8 em cada 10. No Reino Unido, 6,5 em cada 10.

Os melhores resultados na Ásia foram registrados nas Filipinas (88%) e na Coreia do Sul (86%). Na Tailândia, Bangladesh, Japão e Vietnã, 4 em cada 10 pessoas lhe dão esta qualificação.

A avalição positiva na África chega a 70% em Uganda e na Tanzânia, diminuindo para 56% no Quênia. No Oriente Próximo, atinge 62% dos libaneses, mas fica em torno de 33% no Egito, na Jordânia e na Turquia.

Fonte - Zenit

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Pastores e líderes do candomblé se unem na Bahia

Encontro ecumênico na Bahia surpreende
Com cerca de 27 metros de diâmetro, a rocha conhecida como “Pedra de Xangô” fica em Salvador, entre os bairros Cajazeiras X e Fazenda Grande II. Há séculos é visitada pelos seguidores das religiões afro-brasileiras. Para eles é um local sagrado, onde depositam suas oferendas e fazem rituais.

Em novembro, um grupo de evangélicos foi acusado de pichar a pedra, despejar 200 quilos de sal grosso no local e destruir as oferendas. Isso causou revolta nos adeptos das religiões afro, que passaram a pedir o tombamento do local pelo poder público. O governo da Bahia, que é do PT, já sinalizou que assentará.

“Esse monumento aqui significa muito para o povo do axé, para o povo do candomblé, de Umbanda, que aqui cultuam suas divindades e este monumento precisa ser preservado”, disse Leonel Monteiro, da Associação de Preservação da Cultura Afro.

Uma denúncia formal foi feita ao Centro de Referência de Combate ao Racismo Nelson Mandela, localizado na capital baiana, por líderes de religião afro. Eles alegam que é um caso claro de intolerância religiosa. Nenhuma igreja evangélica foi formalmente acusada, pois não há testemunhas.

Menos de um mês depois do ocorrido, o governo baiano divulgou um ato de “solidariedade aos povos de terreiros”, com pastores que representam a Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE) e do Conselho Ecumênico Baiano de Igrejas Cristãs (CEBIC) se reuniram nesta quarta-feira (10). O encontro ecumênico teve a participação do secretário estadual de Promoção da Igualdade Racial, Raimundo Nascimento.

Para surpresa de muitos, a diretora-executiva da CESE e pastora da Igreja Presbiteriana Unida, Sônia Mota, asseverou: “Precisamos assegurar que o Brasil seja um Estado laico de fato, onde todas as religiões sejam possíveis e os deputados não defendam a sua fé, mas o direito do povo brasileiro ser e existir com toda a sua diversidade”. Um verdadeiro sinal dos tempos.

Por sua vez, Mãe Branca, líder do terreiro Ilê Axé Obá Babá Xére, explica que uma oferenda feita com 5 mil quiabos será oferecido num ritual ao redor da Pedra. “Temos a necessidade de reenergizar esse altar. Já foi feito banho de ervas e agora haverá uma oferenda com o alimento que Xangô mais gosta”. Ela parece reconhecer que a ação atribuída aos evangélicos teve sérias consequências do ponto de vista espiritual.

A visita dos pastores ao terreiro, emocionou Mãe Branca. “É um acontecimento histórico para os povos de terreiro. Nunca imaginei que um dia receberia pastores em minha casa. Tenha certeza de que essa luta não será em vão”, afirmou. No final do encontro, todos deram as mãos e proferiram rezas em iorubá. A pastora, que vestia uma camiseta com os dizeres “Eu respeito as diversidades”, conduziu uma oração do Pai-Nosso. Sua postura e discurso são totalmente divergentes do que os pastores normalmente ensinam sobre as religiões afro.

Fonte - Gospel Prime

Papa Francisco afirma que tempo para achar soluções para o clima "está se esgotando"

O papa Francisco alertou os países participantes da Cúpula do Clima, em Lima, no Peru, que o tempo para encontrar soluções para a mudança climática "está se esgotando".

Esta foi a mensagem enviada ao ministro do Meio Ambiente peruano e presidente da Conferência da ONU sobre Mudança Climática (COP20), Manuel Pulgar Vidal, divulgada nesta quinta-feira (11) pelo escritório de imprensa do Vaticano.

"O tempo para encontrar soluções globais está se esgotando. Só poderemos achar soluções adequadas se atuarmos juntos. Existe, portanto, uma clara, definitiva e inadiável ética de atuar", asseverou o pontífice.

Para Francisco, a luta contra aquecimento global "será possível unicamente com uma responsável resposta coletiva, que supere interesses e comportamentos individuais e seja desenvolvida livre de pressões políticas e econômicas".

O pontífice acrescentou que uma resposta coletiva também pode ser capaz "de superar a desconfiança e promover uma cultura de solidariedade, do encontro e do diálogo, capaz de mostrar a responsabilidade de proteger o planeta e a família".

Na mensagem, o pontífice argentino expressou sua "proximidade e estímulo" aos participantes e lembrou que os temas debatidos "afetam toda a humanidade, principalmente os mais pobres e as gerações futuras. Mais ainda, trata-se de uma grave responsabilidade ética e moral", destacou.

Francisco lembrou que é "importante que a conferência seja realizada no litoral adjacente à corrente marítima de Humboldt, que une em um abraço simbólico os povos da América, da Oceania e da Ásia e que cumpre um papel determinante no clima de todo o planeta".

Segundo o pontífice, "as consequências das mudanças climáticas, que já são sentidas de modo dramático em muitos países, nos lembram a gravidade da negligência e da inação".

O papa concluiu a mensagem desejando que a COP20, assim como os próximos encontros, "seja decisiva para as negociações sobre o clima".

Fonte - UOL

Bíblia Fácil - Apocalipse

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Escritora alerta contra influência antibíblica em livros e filmes para adolescentes

Brasília, DF… [ASN] Devido ao grande sucesso em todo o mundo de material com conteúdo considerado antibíblico para crianças e adolescentes, que vai contra os princípios bíblicos, aCasa Publicadora Brasileira lançará em 2015 o livro Vaso de Barro, cuja autora é a professora e escritora Neila Oliveira. O conteúdo é sobre a vida de Ellen White e coincidirá com o centenário das obras da escritora adventista norte-americana. Neila lançou o livro nesta segunda-feira, 8 de dezembro, durante o culto dos servidores da sede sul-americana adventista, em Brasília.

Material com maior acolhida

Segundo a escritora, obras como Harry Potter, Crepúsculo, Cinquenta Tons de Cinza, a série Instrumentos Mortais, Sombra de um Anjo, entre outras, têm capturado as mentes de milhões de crianças e adolescentes distorcendo a conhecida história bíblica de rebelião de Lúcifer no céu. Esses são apenas exemplos da variedade de materiais que têm hipnotizado milhares de jovens.

É importante mencionar que as crianças estão sendo influenciadas até pelas “inocentes” bonecas Monster High, que têm grande sucesso entre as meninas, e os bonecos Ever After High, que são as filhas e os filhos dos personagens dos contos de fadas.

Para a educadora, os pais de família estão chocados diante da incrível acolhida, por parte de seus filhos, dos vídeos, filmes e livros mais vendidos dos últimos tempos. Entre os que se destacam mais está o trailer deCinquenta Tons de Cinza, que explora o sadomasoquismo, que é o mais visto do ano no YouTube e já alcançou mais de 36 milhões de visualizações em cinco dias. Outro exemplo é o livro Sombra de um Anjo, com 500 páginas, que adolescentes estão lendo em apenas 10 horas. Esses são alguns exemplos de material visual e escrito que ocupam o tempo dos fãs e que têm substituído a Bíblia por esse tipo de conteúdo.

“Os livros são uma força poderosa para o bem ou para o mal porque refletem os pensamentos, as crenças, as convicções e o caráter de seus autores. Eles podem inspirar bons princípios ou podem despertar, de forma sedutora, a natureza caída do ser humano e induzi-lo à rebelião e ao pecado”, destaca Neila Oliveira, citando Steve Wohlberg, pastor adventista e conhecido apresentador de rádio e televisão nos Estados Unidos.

Seitas lançam material antibíblico

De acordo com a escritora adventista, uma seita se uniu a uma conhecida marca de fraldas descartáveis para lançar na próxima semana um livro ilustrado que apresentará conceitos do Evangelho e que tem como objetivo ensinar crenças que fogem do conceito bíblico. O autor, Maurício de Souza, disse que o material pode ser usado no dia a dia, independente da religião que se professe.

Outras das seitas que estão investindo em material para disseminar suas doutrinas entre os adolescentes e as crianças apresentam materiais como o livro The Big Book, que nos Estados Unidos já tem grande aceitação.

Vaso de Barro

O livro escrito por Neila apresenta dois personagens jovens, Ana Beatriz e Gary, que estão buscando ansiosamente conhecer mais sobre uma pessoa muito influente chamada Ellen White, uma das autoras cristãs mais traduzidas do mundo. Não sendo possível encontrar-se com ela pessoalmente, os personagens se envolvem em uma fascinante investigação sobre sua trajetória e seus escritos, uma experiência que mudará a vida dos jovens para sempre. É uma história que vai na direção contrária à dos livros que estão influenciando milhões de jovens, crianças e adolescentes em todo o mundo e que fortalece conceitos bíblicos.

O livro Vaso de Barro foi apresentado aos servidores da sede sul-americana adventista e dedicado a Deus pelos líderes sul-americanos. O programa foi transmitido ao vivo pela Internet e pode ser visto no vídeo abaixo.

Outros dados

Vaso de Barro já está em processo de tradução para o espanhol, francês e posteriormente também será traduzido ao inglês.

“A responsabilidade dos pais não pode ser transferida para outras pessoas, muito menos para equipamentos nem para livros. Temos a responsabilidade de educá-los, porque, quando Jesus voltar, daremos conta deles a Deus. São os tesouros que Deus colocou sob nossa responsabilidade”, pontua Neila. “Resgatem o estudo da Bíblia em casa com as crianças. Os cultos são a maior oportunidade que vejo para que as crianças estudem a Bíblia e leiam livros cristãos. Entendo que essa é a geração escolhida para este tempo. Deus tem um plano especial para as crianças, adolescentes e jovens. Devemos estar prontos para apoiá-los.” [Equipe ASN, Cárolyn Azo]

Fonte - Adventistas.org

sábado, 6 de dezembro de 2014

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Cientistas revelam 'aquecimento oculto' que acelera degelo da Antártica


Operação AURORAGOLD permite à NSA espionar quase qualquer conversa de celular no mundo


Fonte - O Globo

Papa compara fundamentalistas cristãos com terroristas

Papa visita Mesquita Azul, na Turquia

No avião que o levou de volta à Itália depois de uma visita de três dias à Turquia, o papa conversou com jornalistas durante quase uma hora. “O Alcorão é um livro de paz.” A declaração do papa Francisco, durante a viagem de volta à Roma, repercutiu no mundo inteiro. “Não se pode dizer que todos os islâmicos são terroristas, assim como não se pode dizer que todos os cristãos são fundamentalistas”, completou o Papa. Para ele, é preciso que os líderes islâmicos - sejam eles políticos, religiosos ou acadêmicos - condenem claramente o terrorismo. Uma condenação mundial, segundo o pontífice, ajudaria a maioria dos muçulmanos a se livrar das reações negativas que enfrentam em vários lugares do planeta. Sobre o momento em que rezou na Mesquita Azul, disse que estava ali como um peregrino e que fez orações pela Turquia e pela paz. A viagem à Turquia foi um dos passos mais importantes que um líder da Igreja Católica romana deu na aproximação com os cristãos ortodoxos desde que eles se separaram no século XI. O papa também manifestou o desejo de se encontrar com o patriarca de Moscou. A Igreja Ortodoxa Russa é a que mantém as relações mais delicadas com o Vaticano.

O papa Francisco declarou ainda que não acredita que a Síria possua armas químicas e afirmou que gostaria de viajar para o Iraque, mas reconhece que neste momento criaria um problema de segurança para as autoridades iraquianas.

(O Globo)

Nota 1: Finalmente, o papa associa/compara claramente os fundamentalistas cristãos aos terroristas islâmicos. De acordo com declarações anteriores de Francisco (veja aqui e aqui), fundamentalistas são os que leem os primeiros capítulos de Gênesis como relato histórico e que creem que Deus seja uma espécie de “mágico” (confira), por ter criado a vida neste planeta em seis dias literais de 24 horas. Logo, fundamentalistas cristãos são, de maneira especial, os adventistas criacionistas – muito embora esse povo não seja capaz de matar uma mosca. O objetivo do papa é unir os religiosos (cristãos, islâmicos, ortodoxos e outros) sob a bandeira da teologia liberal simpática, inclusiva e da paz, o que acabará por enviar para o gueto da discriminação todos aqueles que serão vistos como fanáticos, fundamentalistas, extremistas – violentos ou não. O cenário vai se tornando escuro para uma minoria que quer simplesmente se manter fiel à Palavra de Deus, sem reinterpretá-la a seu bel prazer. Estaria essa minoria preparada para os dias que virão? [MB]

Nota 2: Quanto à declaração do papa de que o Alcorão seria um livro de paz, de fato, há textos que orientam os muçulmanos a que, se os adversários se inclinam para a trégua, eles devem buscar o fim das hostilidades: “Se eles se inclinam à paz, inclina-te tu também a ela” (Al-Anfal 8:61). Karen Armstrong, em seu livro Muhammad: uma biografia do profeta, escreveu: “O Alcorão ensina que a guerra é sempre abominável. Os muçulmanos nunca devem iniciar hostilidades, [...] mas, depois de terem tomado uma guerra, os muçulmanos lutam com o compromisso de levar a luta ao fim o mais rápido possível” (p. 209). Mas também há os textos que parecem promover um tipo de “guerra santa”, com um incentivo, no mínimo, pornográfico, com respeito ao “céu” que aguarda os fieis:

“E se deitarão sobre leitos incrustados com pedras preciosas, frente a frente, onde lhes servirão jovens de frescores imortais com taças e jarras cheias de vinho que não lhes provocará dores de cabeça nem intoxicação [nesta vida, os muçulmanos são proibidos de consumir bebidas alcoólicas], e frutas de sua predileção, e carne das aves que desejarem. E deles serão as huris [virgens] de olhos escuros, castas como pérolas bem guardadas, em recompensa por tudo quanto houverem feito. [...] Sabei que criamos as huris para eles, e as fizemos virgens, companheiras amorosas para os justos” (Alcorão, surata 56, versículos 12-40).

Além do Alcorão, existem também as hadiths, coletâneas de histórias sobre tudo o que supostamente disse ou fez o profeta Maomé durante sua vida, que circularam oralmente por mais de um século até serem escritas em sua forma atual. Uma delas diz: “A menor recompensa para aqueles que se encontram no paraíso é um átrio com 80 mil servos e 72 esposas, sobre o qual repousa um domo decorado com pérolas, aquamarinas e rubis, tão largo quanto a distância entre Al-Jabiyyah e Sana’a” (Livro de Sunan, v. IV).

Ainda segundo as hadith, Maomé teria dito: “Existe no paraíso um mercado onde não há compra ou venda, mas homens e mulheres. Quando um homem deseja uma mulher, ele vai até lá e tem relações sexuais com ela” (Al Hadis, v. 4, p. 172, n. 34).

Estaria aí o incentivo para as ações dos jovens terroristas, privados de praticamente todos os prazeres aqui na Terra?

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Livro sobre estilo de vida será doado a 16 milhões de brasileiros

Em uma ação inédita no Brasil, 16 milhões de habitantes receberão gratuitamente exemplares de um livro sobre saúde preventiva e...

Em uma ação inédita no Brasil, 16 milhões de habitantes receberão gratuitamente exemplares de um livro sobre saúde preventiva e estilo de vida. O material, com pouco mais de 100 páginas, foi escrito em uma linguagem acessível mas com conteúdo de grande relevância. Um dos autores, o cardiologista sul-africano Peter Landless, que foi médico do ex-presidente Nelson Mandela, também com Medicina Interna e Medicina da Família. Já escreveu artigos sobre o vírus Ebola, vinho e o câncer de mama, cirurgia bariátrica, entre outros temas da atualidade. Landless e o conferencista internacional Mark Finley, que é outro autor do livro chamado Viva com Esperança, vêm ao Brasil fazer o lançamento no próximo dia 9 de dezembro em São Paulo.

O livro, que é uma coletânea de bons artigos na área de saúde e qualidade de vida, apresenta grandes desafios da saúde mundial como diabetes, depressão, obesidade e câncer enfrentados a partir de uma mudança de estilo de vida.

A estimativa de valores no mercado de serviços de saúde para 2015, no mundo, é de 3 trilhões de dólares. Calcula-se que, nos países desenvolvidos, a saúde consuma mais de 10% do Produto Interno Bruto.

Ou seja, gasta-se muito para curar doenças, por isso a relevância de se adotar princípios de um estilo de vida saudável como alimentação equilibrada, uso regular de água, prática diária de exercício físico, contato com ar puro, exposição cuidadosa ao sol, entre outras ações.
Quem escreveu?

Na lista de profissionais que colaboraram com artigos para o livro está gente renomada como o neurocirurgião norte-americano Ben Carson (cuja história virou o filme Mãos Talentosas). Carson entrou para a história da medicina em 1987 ao separar gêmeos siameses unidos pela cabeça. Hoje ele é diretor do Departamento de Neurocirurgia Pediátrica do Hospital Johns Hopkins, nos Estados Unidos.

Além de Carson, também contribuíram com a obra outros médicos, enfermeiros, sociólogos e pesquisadores da área científica de experiência internacional, inclusive a enfermeira brasileira Kátia Reinert.

O livro estará disponível sem custo à população brasileira a partir do próximo ano. Estão previstas grandes distribuições em diversas cidades. “O leitor vai encontrar orientações muito práticas para se ter qualidade de vida no dia-a-dia. O texto é agradável e bem embasado”, explica o gerente de marketing da Casa Publicadora Brasileira, editora responsável por publicar o livro, João Vicente Pereira.

A Igreja Adventista do Sétimo Dia, responsável pelo projeto, está bancando o custo do livro que é comprado a 1 real pelos membros da organização para então distribuir gratuitamente.
Serviço

O que? Lançamento do livro Viva com Esperança
Quando? 9 de dezembro às 20 horas
Onde? Centro Universitário Adventista (Unasp) – Estrada da Itapecerica, 5859 – São Paulo

Fonte - Gospel Prime

Santa Sé e Reino Unido: um século da retomada das relações diplomáticas

Cidade do Vaticano (RV) - A retomada das relações diplomáticas entre a Santa Sé e o Palácio de Buckingham completa 100 anos. O Cardeal Secretário de Estado, Pietro Parolin, reiterou que “as relações diplomáticas são um instrumento que conservam a própria atualidade e potencialidade justamente para promover o diálogo, a aproximação e a colaboração para a solução de problemas atuais.

“Festejamos este aniversário e agradeceremos a Deus. Somos gratos por esta retomada. As relações diplomáticas são importantes sobretudo hoje, neste mundo que é muito mais complicado e que tem muito mais conflitos do que pensávamos que teria depois da queda do muro de Berlim e a mudança do cenário internacional”, afirmou o secretário de Estado, que acrescentou: “por isso, é fundamental poder dialogar, negociar e enfrentar juntos os problemas do mundo. Juntos, se ganha e se perde”, disse Parolin à Rádio Vaticano

A Ministra das Relações Exteriores do Reino Unido, Joyce Anelay que está em Roma nesta quarta-feira, 03/12, declarou que as relações diplomáticas entre o Reino Unido e a Santa Sé evoluíram muito desde 1914 e lembrou da visita do Papa emérito Bento XVI ao país em 2010, e da visita da Rainha Elizabeth II ao Papa Francisco em abril deste ano.

“Estar hoje em Roma é uma importante ocasião para fortalecer ainda mais os laços do Reino Unido com a Santa Sé sobre temas de comum preocupação, e para considerar em quais maneiras a nossa diplomacia pode trabalhar ainda mais próxima, desde a questão do tráfico de seres humanos até a liberdade de religião e também para ampliar o debate sobre os direitos humanos e o desenvolvimento internacional”, declarou Anelay em uma nota.

Anelay vai participar na noite desta quarta-feira da Missa que será celebrada pelo Cardeal Parolin na Basílica de São Paulo fora dos muros por ocasião do centenário.

O Reino Unido manteve-se afastado da Santa Sé por 350 anos. O ápice da separação deu-se em 1570, quando o Papa Pio V excomungou a Rainha Elizabeth I. O período de turbulência, no entanto, começara antes, em 1534, com a aprovação no Parlamento britânico do Ato de Supremacia. A Escócia também havia cortado relações com Roma em 1560 quando, em Edimburgo, o Parlamento da Reforma havia repudiado a autoridade papal. A União das Coroas, em 1603, sob o reinado de Jaime I, fez com os dois países caminhassem sob a bandeira da Reforma.

Fonte - Radio Vaticano

Ano de 2014 caminha para ser mais quente da história, diz ONU

Entre janeiro e outubro, as temperaturas médias ficaram 0,57ºC acima da média de 14ºC registrados entre 1961 e 1990

A Organização das Nações Unidas (ONU) alerta que 2014 caminha para entrar para história como o ano mais quente já registrado e a seca em São Paulo é citada pela entidade como um exemplo de um problema que as grandes cidades poderão começar a sofrer diante das mudanças climáticas.
Dados divulgados pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) apontam que, por causa das elevadas temperaturas nas superfícies dos oceanos, a média mundial deve ser a mais elevada já registrada.

Entre janeiro e outubro, as temperaturas médias ficaram 0,57ºC acima da média de 14ºC registrados entre 1961 e 1990. A média ainda ficou 0,09ºC acima do padrão dos últimos dez anos.

Se os meses de novembro e dezembro repetirem o padrão, 2014 baterá o recorde de temperaturas, hoje liderado pelo ano de 2010. Mesmo se não superar a marca, a entidade da ONU alerta que a tendência que se registra é de uma elevação das temperaturas de forma constante, ano a ano.

"As informações apontam que 14 dos 15 anos mais quentes da história foram registrados no século 21", declarou Michel Jarraud, secretário-geral da entidade. "O aquecimento global não parou."

Segundo ele, o Brasil foi um dos países que sofreu uma onda de calor. No Sul do País, as temperaturas bateram recordes para o mês de outubro. Argentina, Paraguai e Bolívia também tiveram marcas inéditas, assim como a África do Sul e a Austrália.

São Paulo
As altas temperaturas teriam tido um severo impacto em todo o mundo e a ONU usa justamente o caso da capital paulista para mostrar o que pode acontecer em dezenas de lugares pelo mundo. "A cidade de São Paulo foi particularmente afetada por uma severa falta de água", alertou. "Partes do Nordeste e algumas áreas do centro do Brasil estão em um estado de seca severa com déficit de água que já se estende por mais de dois anos", indicou.

Para a ONU, os problemas em São Paulo podem se repetir e ainda atingir outras cidades do mundo.

A seca também foi registrada na China, na Austrália e no Canadá e, em Estados americanos, como Califórnia, Nevada e Texas, a quantidade de chuva foi inferior a 40% da média registrada entre 1961 e 1990.

Segundo Jarraud, a concentração de gases de efeito estufa bate recorde e, aliada às altas temperaturas, o resultado tem sido um "planeta cada vez mais incerto".

Além da seca em certas regiões, o planeta também registrou em dezenas de outras áreas inundações e tempestades.

Se no segundo semestre faltou água em São Paulo, em maio as chuvas superaram as médias anuais em 250% no Paraguai, no sul da Bolívia e em partes do Sul e Sudeste do Brasil.

O Rio Paraná acabou transbordando, com 200 mil moradores da região afetados, principalmente no Paraguai. Buenos Aires também sofreu com as fortes chuvas.

No Reino Unido, foram doze tormentas e o inverno mais chuvoso já registrado, 177% acima da média.

Em maio, inundações atingiram 2 milhões de pessoas nos Balcãs, além de milhões de outros no Paquistão e em Bangladesh. Na Turquia, as chuvas chegaram a ser 500% superior à média anual. Em setembro, o sul da França registrou maiores chuvas desde anos 1950.

Segundo a OMM, 73 ciclones tropicais foram registrados no ano, o que, porém, está abaixo da média dos últimos 30 anos de 89 por cada doze meses.

Gelo

Outra constatação da ONU é de que a temperatura dos oceanos bateu um novo recorde e essa realidade está ligada com a concentração recorde de gases de efeito estufa. Segundo a entidade, os oceanos absorvem 93% da energia em excesso na atmosfera.

Mas o impacto disso tem sido o degelo de placas inteiras nos dois polos do planeta. No dia 17 de setembro, o gelo no Ártico chegou a 5,02 milhões de quilômetros quadrados, o sexto menor da história.

Apesar de todos os esforços internacionais, a ONU alerta que a concentração de CO2, metano e outros gases continua aumentando. No caso do CO2, a taxa é de 142% acima da era pré-industrial. A elevação entre 2012 e 2013 foi a maior jamais registrada em apenas um ano.

Papa no encontro Cristão-Muçulmano: o diálogo é o caminho da paz

Nesta quarta-feira dia 3 de dezembro, antes da Audiência Geral, o Papa Francisco recebeu na Sala Paulo VI cerca de 30 participantes do III Encontro de líderes cristãos e muçulmanos. Na sua saudação, o Santo Padre disse estar feliz por esta visita, que “ajuda a fortalecer a nossa fraternidade”:

“Dou-lhes as boas-vindas e agradeço-vos por terem vindo e por terem feito esta visita: eu gosto. Isto ajuda a tornar mais forte a nossa fraternidade. Agradeço-vos pelo vosso trabalho por aquilo que vós fazeis para compreendermo-nos melhor e sobretudo pela paz. Este é o caminho da paz: o diálogo. Muito obrigado, Agradeço-vos tanto.”

Também durante a catequese da Audiência Geral, o Papa contou à multidão sobre o seu breve encontro com os líderes muçulmanos dizendo: “Também eles expressaram este desejo de continuar em frente neste diálogo fraterno entre católicos, cristãos e muçulmanos”.

Estiveram presentes neste terceiro Encontro Cristão-Muçulmano o Cardeal Jean-Louis Tauran, Presidente do Pontificio Conselho para o Dialogo Inter-religioso, o Principe da Jordânia, Hassan Bin Talal, e o Ayatollah Sayyed Mostafa Mohaghegh Damad, direttor dos Estudos Islâmicos na Academia das Ciências do Irão.

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