segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

São as misteriosas crateras da Sibéria causadas pela mudança climática? Cientistas encontram quatro novos buracos enormes



Cientista que nega aquecimento global recebeu US$ 1,2 milhão de empresa de combustíveis fósseis

Segundo o New York Times, Wei-Hock Soon recebeu a quantia em dinheiro e não revelou o financimento em ao menos 11 de seus artigos

Apesar de ser algo difícil de acreditar, ainda há conservadores nos EUA que negam os efeitos de gases de efeito estufa no aquecimento global. As pesquisas realizadas por um cientista do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, que eram um dos principais argumentos para deter o avanço de uma legislação que ajude a controlar emissões, acabam de ficar sob suspeita após o jornal “The New York Times” afirmar que seu autor recebeu mais de US$ 1,2 milhão da indústria de combustíveis fósseis.

Segundo o jornal, Wei-Hock Soon, conhecido como Willie, recebeu a quantia em dinheiro e não revelou o financimento em ao menos 11 de seus artigos, além de ter violado guias éticos dos jornais onde oito deles foram publicados desde 2008.

O cientista, que alega que variações na energia do sol podem explicar grande parte do aquecimento global recente, dá entrevistas frequentemente a programas conservadores de notícias, já testemunhou perante o Congresso americano e deu palestras em conferências que negam os riscos das mudanças climáticas.

Soon não respondeu a pedidos de entrevistas do jornal americano, mas há tempos defende que o financiamento privado não afeta o resultado de suas pesquisas. A agência de notícias Reuters também afirma que o cientista recebeu US$ 131 mil da empresa de petróleo ExxonMobil pra estudar os efeitos do sol no aquecimento global.

Fonte - Isto É

domingo, 22 de fevereiro de 2015

A Igreja Católica está em busca de vida extraterrestre?

É uma contradição a Igreja Católica Romana ter astrônomos dedicados a investigar o Universo? Para os sacerdotes envolvidos, não: é uma atividade que os ajuda a se conectarem com o Criador. A instituição conta com 10 astrofísicos em atividade, que estão preocupados em aprofundar nossos conhecimentos sobre o cosmo. E o que chama mais atenção nessa história é fato de eles, além de astrofísicos, serem também sacerdotes.

Diante das críticas costumeiras dos cientistas ateus, os especialistas do Observatório do Vaticano se defendem: na astrofísica, segundo eles, não há limites entre ciência e religião. “Acredito que as pessoas que fazem grandes perguntas sobre a fé também estão interessadas na astronomia, uma ciência que está sempre fazendo perguntas muito importantes”, explica Buell Jannuzi, diretor do Observatório Steward da Universidade do Arizona, que trabalha em colaboração com os sacerdotes espaciais.

O Observatório do Vaticano data de 1582, mas foi o Papa Leão XIII quem o estabeleceu oficialmente em 1891, para deixar claro que a Igreja Católica Romana não se opunha à ciência verdadeira e bem conduzida. Agora, esses cientistas religiosos avançam em seus estudos, mesmo correndo o risco de, chegando a “grande descoberta”, colocar em dúvida os alicerces de sua teologia.

Fonte - History Channel

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Angela Merkel é recebida pelo Papa Francisco no Vaticano

Angela Merkel fez uma doação para as crianças refugiadas e deu cd’s de Sebastian Bach ao Papa Francisco

A Chanceler alemã, Angela Merkel, foi recebida pelo Papa Francisco na manhã deste sábado, 21, em audiência no Vaticano. Durante o encontro que durou cerca de 40 minutos, a Chanceler fez uma doação para as crianças refugiadas e ofereceu ao Papa cd’s de Johann Sebastian Bach.

O Papa por sua vez a presenteou com uma medalha de São Martinho que retrata o santo oferecendo seu manto a um pobre. O Santo Padre também ofereceu a Exortação Apostólica“Evangelii Gaudium”, na sua versão alemã.

Após o encontro com o Santo Padre, a Chanceler Angela Merkel foi recebida pelo Secretário de Estado do Vaticano Cardeal Pietro Parolin.

Efeitos da Música no Corpo - Hélio Pothin

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Os Jesuítas e a Igreja Adventista Hoje


Uma visão histórico-profética de duas forças envolvidas no grande conflito entre Cristo e Satanás.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Lewandowski discute 'papel do Judiciário' com Papa Francisco

Presidente do STF e pontífice se reuniram nesta quarta no Vaticano. Em viagem à Europa, ele também terá audiência com rainha da Inglaterra.

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, se reuniu na manhã desta quarta-feira (18) com o Papa Francisco, em uma audiência privada no Vaticano.

De acordo com a assessoria do STF, ao longo dos cerca de 20 minutos do encontro, os dois trocaram impressões sobre o papel do Judiciário na promoção da justiça e da paz social, na garantia dos direitos fundamentais da pessoa humana e na realização de objetivos de desenvolvimento sustentável.

O convite para a reunião foi feita a Lewandowski pelo Vaticano. O ministro está na Itália desde a última quinta (12) para encontros com autoridades do Judiciário italiano. Nesta quinta (19), ele se reunirá com o presidente da Corte Constitucional da Itália, que equivale ao STF brasileiro.

Ainda conforme a assessoria do Supremo, o Papa e Lewandowski também trataram, na audiência, que ocorreu por volta de 9h no horário da Itália (6h no horário de Brasília), da conjuntura do Brasil e da região sul-americana.

Na conversa, o pontífice destacou a “necessidade se garantir a progressiva melhoria das condições de vida nos países da América Latina, sobretudo para os grupos sociais mais frágeis e desassistidos.”

O papa, de acordo com a assessoria do Supremo, ressaltou ainda a necessidade de se conciliar o desenvolvimento social com a proteção ao meio ambiente. Além da reunião com o pontífice, o presidente do STF se reuniu nesta quarta com o Cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, com quem falou sobre a “importância da garantia ao pluralismo”, num momento em que a “radicalização social, política e religiosa” aflige a comunidade internacional.

Segundo o Vaticano, a reunião foi realizada nos moldes das reservadas a chefes de Estado.
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Fonte - G1

Obama não falou (ainda) em decreto dominical

Mais um boato infundado

Está circulando nas redes sociais um vídeo em que o presidente dos EUA supostamente faz um discurso convocando todos a descansarem no domingo. Em poucas horas, o vídeo teve milhares de compartilhamentos. Não dá para imaginar o que pode ter levado alguém a produzir esse material, já que a tradução está totalmente errada. O discurso não contém uma palavra sequer sobre a questão do dia de repouso. Só pode ser piada ou algum tipo de pegadinha de mau gosto. O pior é que muita gente acaba acreditando nessas coisas e deixa o bom ceticismo de lado. Ao espalhar conteúdos como esses, sem checar a procedência ou a veracidade, os incautos apenas lançam descrédito sobre a mensagem profética.

Essa situação é muito parecida com outras, que expus nas postagens “Papa NÃOpressionou Obama a assinar decreto dominical” e “Boataria internética”.

Avança projeto de fechamento dominical da CAME



quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Vaticano apoia intervenção militar na Líbia com respaldo da ONU

VATICANO — O Vaticano apoiou abertamente uma possível intervenção internacional das Nações Unidas na Líbia, que está à beira de uma guerra civil. O Secretário de Estado da Santa Sé, o cardeal Pietro Parolin, destacou na terça-feira que é necessária uma intervenção, mas “sob o respaldo da ONU”, depois que as decapitações de 21 cristãos coptas no país por extremistas do Estado Islâmico (EI) desencadearam uma série de bombardeios do Egito contra alvos do grupo.

“O avanço do Estado Islâmico na Líbia deve ser contido e, portanto, o secretário de Estado do Vaticano, o cardeal Pietro Parolin, disse que é preciso intervir logo, mas sob a égide da ONU. — Ou seja, requer um amplo consenso internacional”, informou a Rádio Vaticano.

Diante de centenas de pessoas que compareceram à semanal audiência geral no Vaticano nesta quarta-feira, o Papa Francisco fez um apelo à comunidade internacional para que propicie “soluções pacíficas” na Líbia e mostrou também sua esperança de que “a paz duradoura” chegue em breve ao Oriente Médio, ao norte da África e à Ucrânia.

— Rezemos pela paz no Oriente Médio e no norte da África, recordando todos os mortos, feridos e refugiados. Que a comunidade internacional possa encontrar soluções pacíficas à difícil situação na Líbia — disse Francisco. — Também gostaria de pedir orações para os nossos irmãos egípcios que, há três dias, foram mortos na Líbia apenas pelo fato de serem cristãos.

O Conselho de Segurança da ONU discute nesta quarta-feira o pedido do presidente egípcio, Abdel Fatah al-Sisi, de uma resolução que permita a criação de uma coalizão internacional para intervir no território líbio, onde o EI decapitou 21 cristãos coptas. A Itália advertiu nesta quarta-feira para o risco de fusão de outras milícias com o EI.

Também na quarta-feira, o grupo de países árabes na ONU apresenta um projeto para levantar o embargo ao envio de armas para a Líbia. O Egito é o maior apoiador da medida.

Milícias têm lutado pelo controle na Líbia desde a queda do ditador Muamar Kadafi, em 2011, e dois governos rivais estão operando em Trípoli e em Tobruk. Sisi defendeu o envio de armas para o governo internacionalmente reconhecido da Líbia, que se instalou em Tobruk, após militantes rivais tomarem o poder na capital.

Fonte - O Globo

Discussão sobre descanso dominical no Chile



Hungria: lei proíbe comércio aos domingos

Pode ter passado despercebida ao público brasileiro, mas tem criado grande polêmica na Hungria a lei recentemente aprovada pelo governo de Viktor Orbán proibindo em todo o país, a partir de 1° de março de 2015, a abertura do comercio aos domingos.

Proposta pelos Cristãos Democratas, partido minoritário do primeiro ministro na sua coalizão com Fidesz, a lei foi descrita no site do governo como um meio para assegurar que as compras “não encurtem o tempo em que as famílias passam reunidas”.

Haverá algumas exceções. Pequenos comércios como farmácias, tabacarias, feiras e mercados em bases militares poderão abrir nesse dia. As padarias só poderão fazê-lo até às 17 horas. E os comércios em aeroportos e estações de trem, até às 22.

Também poderão abrir os comércios nos quais 20% dos empregados sejam membros da família do proprietário. Outra exceção é feita para o Advento, durante o qual o comerciante deverá pagar impostos extras para abrir nos quatros domingos que antecedem o Natal.

Opositores dessa lei pediram um referendo, mas o Ministério da Economia se opôs à medida publicando um estudo, no qual mostra que apenas um quinto dos húngaros faz suas compras semanais aos domingos.

A Hungria tem dez milhões de habitantes, 37% dos quais se declaram católicos, enquanto 16% se consideram apenas “cristãos”.

O governo de Viktor Orbán inscreveu na Constituição, recentemente aprovada, que casamento só pode ser entre homem e mulher. A nova Carta também contém referências a Santo Estêvão, Rei da Hungria e à chamada Santa Coroa, símbolo do poder no país. Tais atitudes agradam não só setores religiosos, mas também setores seculares da população.

Numa época na qual em nome do laicismo de Estado se aprovam as maiores aberrações, é animador tomar conhecimento deste tipo de legislação. Nela, princípios católicos tradicionais sobrepõem-se aos interesses econômicos.

Fonte - Campo Grande News

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Japão sofre forte tremor que gera um pequeno tsunami

Um pequeno tsunami foi gerado nesta terça-feira no nordeste do Japão depois de um violento terremoto nas águas do arquipélago, o que levou as autoridades a pedir que milhares de pessoas deixassem temporariamente seus lares no litoral do país.

O terremoto foi de 6,9 graus para a Agência Meteorológica Japonesa e 6,8 graus para o Instituto Geofísico dos Estados Unidos (USGS).

Milhares de moradores da prefeitura de Iwate, onde existe o risco de maremoto. A preocupação maior era com a cidade de Rikuzentakata, uma das mais afetadas pelo gigantesco tsunami de março de 2011.

Veículos oficiais com sirenes circularam pelas rudas das cidades para avisar a população e, em certos casos, ordenar uma evacuação imediata.

A primeira elevação do nível das águas foi de apenas 10 cm em Miyako e atingiu o dobro desse nível um em Kujiko (20 cm).

Uma célula de crise foi instalada no gabinete do primeir-ministro em Tóquio para acompanhar a situação.

O terremoto ocorreu no mar no início da manhã, hora local (21H06 de segunda-feira, horário de Brasília), 210 km a leste da cidade costeira de Miyako e com hipocentro a 10 km de profundidade.

"Trata-se de um tremor secundário ligado ao de março de 2011", explicou um sismólogo à imprensa.

Comparado com o de 11 de março de 2011, o tremor não foi muito violento para quem vive longe do litoral, mas foi sentido em um perímetro bem amplo do norte e leste, em particular em todas as prefeituras afetadas naquela ocasião: Iwate, Miyagi, Fukushima, Aomori, Akita, Hokkaido, Yamagata, Niigata, Ibaraki e Tochigi.

Os prédios de Tóquio e sua periferiam chegaram a balançar.

Até o momento, não foram assinaladas vítimas ou danos materiais.

Várias linhas férreas foram interrompidas brevemente.

Na zona afetada pelo tremor se encontram várias usinas e instalações nucleares, mas não foram assinaladas anomalis nos minutos que se seguiram ao tremor.

O Japão está situado na conjunção de quatro placas tectônicas e todos os anos registra 20% dos tremores mais violentos ocorridos no mundo.

Em 11 de março de 2011, o gigantesco tsunami deixou mais de 18.000 mortos no litoral nordeste do Japão e provocou o desastre nuclear de Fukushima.

Fonte - Yahoo

Líder muçulmano quer destruição de todas as igrejas cristãs

O sheik intolerante

O mundo ainda mal se recuperou das cenas horríveis da decapitação de 21 cristãos egípcios por membros do grupo jihadista Estado Islâmico (EI), e agora vem o maior líder muçulmano da Arábia Saudita pedir o fechamento de todas as igrejas cristãs! O sheik Abdul Aziz bin Abdullah, o grão-mufti da Arábia Saudita, maior líder religioso do país onde Maomé nasceu, declarou que é “necessário destruir todas as igrejas da região”. Tal comentário do líder muçulmano foi uma resposta ao questionamento de uma delegação do Kuwait, onde um membro do parlamento recentemente também pediu que igrejas cristãs fossem “removidas” do país. O grão-mufti salientou que o Kuwait era parte da Península Arábica, e por isso seria necessário destruir todas as igrejas cristãs de lá. “Como acontece com muitos muftis antes dele, o sheik baseou sua fala na famosa tradição, ou hadith, que o profeta do Islã teria declarado em seu leito de morte: ‘Não pode haver duas religiões na Península [árabe].’ Isso que sempre foi interpretado que somente o Islã pode ser praticado na região”, explicou Raymond Ibrahim, especialista em questões islâmicas.

A importância dessa declaração não deve ser subestimada, enfatiza Ibrahim: “O sheik Abdul Aziz bin Abdullah não é um líder muçulmano qualquer que odeia as igrejas. Ele é o grão-mufti da nação que levou o Islã para o mundo. Além disso, ele é o presidente do Conselho Supremo dos Ulemás [estudiosos islâmicos] e presidente do Comitê Permanente para a Investigação Científica e Emissão de Fatwas. Quando se trata do que o Islã prega, suas palavras são imensamente importantes.”

No Oriente Médio, os cristãos já estão enfrentando perseguição maior, incluindo a morte, nos últimos meses. Especialmente nos países onde as facções militares islâmicas têm aproveitado o vácuo de poder criado pelas revoluções da chamada “Primavera árabe”, como Egito, Líbia e Tunísia, Jordânia, Marrocos, Síria e Iêmen.

Os cristãos coptas, por exemplo, que vivem no Egito há milênios estão relatando níveis mais elevados de perseguição de muçulmanos. No Norte de África, os muçulmanos prometeram erradicar o cristianismo em alguns países, como a Nigéria. No Iraque, onde os cristãos tinham algumas vantagens durante o governo de Saddam Hussein, populações cristãs inteiras fugiram. O Irã também tem prendido crentes e fechado igrejas mais do que de costume.

Ibrahim escreveu ainda em sua coluna: “Considerando a histeria que aflige o Ocidente sempre que um indivíduo ofende o Islã, por exemplo, uma pastor desconhecido qualquer, imagine o que aconteceria se um equivalente cristão do grão-mufti, digamos o papa, declarasse que todas as mesquitas da Itália devam ser destruídas; imaginem o frenesi da mídia ocidental. Imediatamente todos os veículos gritariam insistentemente ‘intolerância’ e ‘islamofobia’, exigiriam desculpas formais e apelariam para uma reação dos políticos.”

O estudioso acredita que uma onda de perseguição sem precedentes está prestes a ser iniciada na região, que ainda testemunha Israel e Irã viverem ameaçando constantemente fazer ataques. O resultado disso pode ser um conflito de proporções globais.

Os reféns cristãos foram forçados a se ajoelhar e então foram decapitados. O vídeo foi divulgado em perfis de jihadistas líbios que apoiam o Estado Islâmico nas redes sociais, com a seguinte legenda: “O povo da cruz, os seguidores da igreja egípcia hostil.”

Fonte - Gospel Prime

Nota Criacionismo: A tensão realmente vem aumentando no Oriente, com clara repercussão no Ocidente. Líderes políticos e religiosos estão discutindo o que fazer para conter a barbárie dos fundamentalistas radicais religiosos, e chegando à conclusão (correta) de que o terrorismo religioso é um mal que deve ser combatido. O grande problema é como vem sendo interpretado o conceito de “fundamentalismo” e “radicalismo”...

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Papa Francisco pede a fiéis que orem para que Deus una os cristãos: “O diabo é o pai das divisões”

O papa Francisco voltou a falar sobre seu desejo de ver as diferentes tradições cristãs unidas em prol do Evangelho, e disse que as divisões são arquitetadas pelo diabo.

“Nós temos que orar para que o Espírito Santo nos una. Jesus queria a unidade de todos. O diabo é o pai das divisões, sempre divide, sempre faz guerras, faz muito mal”, afirmou o pontífice, de acordo com informações da agência EFE.

Antes de sua nomeação como papa, o cardeal Jorge Mario Bergoglio ficou conhecido em Buenos Aires, capital argentina, por seu bom diálogo com líderes evangélicos. Em alguns eventos, aceitou receber orações de pastores, num gesto simbólico de sua crença de que, apesar das diferenças, os cristãos católicos e evangélicos seguem ao mesmo Deus.

“[No coração de Cristo] se encontra desejo de unidade dos seus discípulos pertencentes a esta sede. O encontramos expresso na oração elevada ao Pai antes da Paixão. Porque nós todos somos um”, acrescentou Francisco.

Adiante, o papa voltou a pedir que os fiéis continuem intercedendo e se comprometendo com “a plena unidade dos discípulos de Cristo, sabendo que Ele está conosco e nos apoia com a força de seu Espírito, e que este objetivo está se aproximando”.

A união de cristãos católicos, protestantes, ortodoxos e coptas, entre outras tradições menores, é um objetivo que o papa frisa constantemente. Há um ano, Francisco gravou uma mensagem em vídeo para um congresso pentecostal nos Estados Unidos, organizado pelo pastor Kenneth Copeland.

Durante os cerca de cinco minutos da mensagem, o Francisco disse que tem fé de que Deus conclua bem o “processo de unificação das Igrejas cristãs”, pois nunca tinha visto Ele “iniciar um milagre que não concluísse bem”.

Fonte - Gospel Mais

Egito ataca aliados do Estado Islâmico após vídeo com decapitação de cristãos

O Exército do Egito lançou na madrugada desta segunda-feira (16) um ataque aéreo contra várias posições das milícias leais ao Estado Islâmico (EI) na Líbia após a divulgação de um vídeo no qual os jihadistas assassinam 21 cristãos coptas.

A chefia das Forças Armadas detalhou que os bombardeios foram "contra quartéis, posições, lugares de concentração e treinamento, e armazéns de armas" dos jihadistas leais ao EI em território líbio.

Pelo menos cinco civis, três crianças e duas mulheres morreram no ataque, que teve como alvo a cidade de Derna, a mil quilômetros de Trípoli. O Exército egípcio alegou que ataque cumpriu seus objetivos "com exatidão" e os aviões das Forças Aéreas egípcias "voltaram sãos e salvos para suas bases" no Egito.

As Forças Armadas advertiram que "esta resposta às ações criminosas de organizações terroristas dentro e fora do país é uma vingança ao sangue egípcio". "É nosso dever e direito e cumpriremos porque os egípcios têm um escudo que protege a segurança nacional e um espada que amputa o terrorismo e o extremismo", alertaram.

O Estado Islâmico divulgou no domingo um vídeo que mostra a execução de 20 coptas egípcios que foram sequestrados na cidade de Sirte, no norte da Líbia, por extremistas leais ao grupo jihadista.
Após o incidente, o presidente egípcio, Abdel Fattah al Sisi, advertiu que o Egito "se reserva ao direito de responder da maneira e no tempo que considerar adequados" ao assassinato.

O ministro egípcio das Relações Exteriores, Sameh Shukri, viajou no domingo à noite para Nova York para reuniões na ONU e no Conselho de Segurança para exigir uma reação internacional.

Fonte - Correio do Estado

Mudanças climáticas ameaçam segurança alimentar, alertam cientistas

São José, Estados Unidos, 16 Fev 2015 (AFP) - A aceleração das mudanças climáticas e seu impacto sobre a produção agrícola mundial exige que profundas mudanças sociais sejam implementadas nas próximas décadas para alimentar uma população mundial crescente, alertaram cientistas em uma conferência científica anual.

Segundo os cientistas, a produção alimentar terá que dobrar nos próximos 35 anos para alimentar uma população global de 9 bilhões de habitantes em 2050 contra os 7 bilhões atuais.

Alimentar o mundo "implicará algumas mudanças em termos de minimizar o fator climático", disse Jerry Hatfield, diretor do Laboratório Nacional para a Agricultura e o Meio Ambiente.

A volatilidade das chuvas, as secas frequentes e o aumento das temperaturas afetam as lavouras de grãos, razão pela qual será preciso adotar medidas, afirmou Hatfield neste domingo, durante a reunião anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência.

"Se avaliarmos a produção de 2000 a 2050, basicamente teríamos que produzir a mesma quantidade de alimentos que produzimos nos últimos 500 anos", previu.

Mas, globalmente, os níveis de uso da terra e a produtividade continuarão degradando o solo, advertiu.

"No que diz respeito à projeção para o Meio Oeste (dos EUA), estamos convencidos de que as temperaturas aumentarão bastante", afirmou Kenneth Kunkel, climatologista da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica americana, referindo-se à região de maior produção de grãos, situada no centro do país.

Kunkel estudou o impacto do aquecimento global no Meio Oeste americano, onde a maior ameaça para a segurança alimentar é a seca.

A possibilidade é alta que esta região sofra com a pior seca no século XXI entre as registradas no último milênio, representando uma ameaça direta para os moradores da região, alertaram cientistas nesta quinta-feira, na abertura da conferência, celebrada em San José, na Califórnia (oeste).

As mudanças climáticas estão ocorrendo tão rapidamente que os seres humanos enfrentarão em breve uma situação sem precedentes, afirmou Kunkel.

Mas James Gerber, especialista em agricultura da Universidade de Minnesota, disse que reduzir o desperdício de alimentos e o consumo de carne vermelha ajudaria.

A redução do número de cabeças de gado diminui o impacto ambiental, inclusive as emissões de metano, um poderoso gás de efeito estufa.

Gerber disse que os cientistas identificaram "tendências bastante preocupantes", como a diminuição global das reservas de grãos, que dão à sociedade uma importante rede de segurança.

O cientista também expressou sua preocupação sobre o fato de que a maioria da produção de grãos está concentrada em áreas vulneráveis ao aquecimento global. Gerber não descartou um uso maior de organismos geneticamente modificados como forma de aumentar a disponibilidade de alimentos.

Paul Ehrlich, presidente do Centro para a Conservação Biológica, da Universidade de Stanford, disse que o problema requer "uma real mudança social e cultural em todo o planeta".

"Se tivéssemos mil anos mais para resolvê-lo, estaria muito tranquilo, mas podemos ter 10 ou 20 anos" apenas, advertiu.

Fonte - UOL

EUA correm risco de 'mega seca' inédita em mil anos

O sudoeste e as planícies centrais dos Estados Unidos correm o risco de enfrentar uma mega seca a partir de 2050 – a maior em mil anos, segundo pesquisadores. Algumas regiões, como a Califórnia, já enfrentam uma séria escassez de chuvas, mas a situação é branda se comparada com alguns períodos dos séculos 12 e 13. "Essas mega secas durante os anos 1100 e 1200 persistiram por 20, 30, 40, 50 anos de cada vez e foram secas que ninguém na história dos Estados Unidos jamais experimentou", disse Ben Cook, do Instituto Goddard para Estudos Espaciais da Nasa.

São esses eventos climáticos sem precedentes no último milênio que podem vir a acontecer, segundo os novos modelos. "As secas que as pessoas conhecem – como a que foi chamada de dust bowl nos anos 1930 por causa das tempestades de areia, a seca dos anos 1950 ou mesmo a atual seca na Califórnia e no sudoeste – foram secas naturais que esperava-se que durassem apenas alguns anos ou talvez uma década", disse Cook. "Imagine se a seca atual na Califórnia continuasse por mais 20 anos", comparou.

Duplo efeito

O estudo reforçou um consenso sobre as secas que deverão afligir o sudoeste e as planícies centrais americanas (uma larga faixa de território do norte do Texas até as Dakotas do Norte e do Sul) em consequência das crescentes emissões de gases na atmosfera.

Elas serão causadas por um fenômeno duplo: a precipitação reduzida (redução da quantidade de chuvas e neve) e o aumento da evaporação (impulsionado pelas altas temperaturas, que deixará os solos mais ressecados).

Para o novo estudo, a equipe de Cook comparou reconstruções das condições climáticas do passado feitas a partir da análise dos anéis de crescimento das árvores – os anéis são mais largos em anos mais úmidos. Foram levados em conta também outros 17 modelos climáticos, além de índices diferentes usados para descrever a quantidade de umidade que se manteve nos solos.

Com estas informações, os pesquisadores conseguiram entender a variação natural do sistema climático, separando o que são situações normais e o que seriam situações extremas.

O que o grupo descobriu foi que, após 2050, o sudoeste e as planícies centrais provavelmente passarão por períodos de estiagem que ultrapassariam até mesmo a chamada "anomalia climática medieval" nos séculos 12 e 13.

"Tanto no sudoeste quanto nas planícies centrais, estamos falando de um risco de 80% de uma seca de 35 anos até o final do século, se a mudança climática se consumar", disse o coautor do estudo Toby Ault, da Universidade de Cornell.

"E esse é um ponto muito importante – não estamos necessariamente presos neste alto risco de uma mega seca se tomarmos providências para retardar os efeitos da emissão dos gases estufa nas temperaturas globais."

Vivendo em estiagem

Ault definiu as condições de uma mega seca usando o exemplo da cidade de Tucson, no Arizona, onde a precipitação está em 80% dos níveis esperados desde o final dos anos 1990. Se isso continuar por mais duas décadas, a situação se qualifica como mega seca.

Apesar do desafio, o pesquisador se disse otimista com a possibilidade de desenvolver estratégias para lidar com o problema.

"Os registros que temos de mega secas do passado são baseados em estimativas de anéis de crescimento. Se você pensar bem, isso é um pouco animador, porque significa que as secas não foram ruins a ponto de matar todas as árvores", disse Ault.

"Estou otimista porque uma mega seca não significa não ter água – significa apenas ter muito menos água do que nos acostumamos a ter no século 20."

O estudo, divulgado na publicação científica Science Advances, foi discutido no encontro anual da Associação Americana para o Avanço das Ciências, que acontece em San Jose, na Califórnia.

Fonte - UOL

Nota DDP: Veja também "EUA correm risco de uma "megasseca" que duraria 30 anos, aponta estudo".

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Um mundo em que cada eletrodoméstico se transforma num agente do Big Brother

As comparações à distopia 1984 de George Orwell não são exageradas. O mais recente caso dos televisores Samsung, que "ouvem" as conversas, é apenas um exemplo de como a tecnologia nos espia

É um dos maiores dilemas das sociedades desenvolvidas deste século: conveniência ou privacidade. Termos que não deveriam autoexcluir-se, mas que a realidade tecnológica pôs frente a frente a um nível que consegue surpreender.

Surpreendidos ficaram muitos consumidores esta semana ao saber que a Samsung admitia que os seus televisores Smart TV são capazes de "ouvir" as conversas na sala onde se encontram. Tal decorre do texto da "política de privacidade" que o fabricante sul-coreano anexa aos seus aparelhos capazes de reagir a comandos de voz: "Tenha em consideração que se as suas palavras faladas incluírem informações pessoais ou outras de natureza sensível, estas estarão entre os dados captados e transmitidos a terceiros através da utilização do Reconhecimento de Voz." O caso levou já à intervenção de um senador norte-americano.

Mas estes não são os únicos aparelhos a recolherem e armazenarem os dados privados dos utilizadores. E com a expansão da chamada "internet das coisas", cada eletrodoméstico é um potencial agente infiltrado nas nossas vidas. Resta saber o que fazem as empresas com estas informações. E como nos podemos proteger delas.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Obama pede ao Congresso autorização para iniciar guerra contra o Estado Islâmico

Presidente eleito com a promessa de dar um fim as guerras dos EUA enviou carta; líder do senado prometeu resposta rápida

O presidente Barack Obama pediu ao Congresso nesta quarta-feira (11) uma autorização formal para o uso de força militar contra o Estado Islâmico, argumentando que os militantes poderiam representar uma ameaça para o território dos EUA se a sua tomada de poder violenta não for controlada e exortando aos legisladores que "mostrar ao mundo que estamos unidos em nossa determinação de combater essa ameaça."

Hoje: Militares encontram 40 cabeças decapitadas em campo de treinamento no Líbano

Ontem: Obama confirma morte de refém norte-americana do Estado Islâmico

Obama, eleito com a promessa de acabar com as guerras dos EUA, está enviando ao Congresso uma proposta de resolução para autorizar o uso de força militar contra a rápida ascensão dos extremistas do Estado Islâmico, que têm tomado áreas de forma violenta entre o Iraque e a Síria e que descaradamente mata reféns dos EUA e de seus aliados em vídeos divulgados online.

Em uma carta de cinco parágrafos aos legisladores que acompanha o projeto de três páginas entregue a The Associated Press, Obama disse que o Estado islâmico "representa uma ameaça para as pessoas e estabilidade do Iraque, da Síria, de todo o Oriente Médio e para a segurança nacional."

Assad: Presidente da Síria diz receber informações sobre ataques liderados pelos EUA

"É uma ameaça pessoal aos EUA e às suas instalações localizadas na região. Os extremistas também são responsáveis pelas mortes dos cidadãos norte-americanos James Foley, Steven Sotloff, Abdul-Rahman Peter Kassig e Kayla Mueller", disse ele, listando os reféns americanos que morreram sob custódia do EI.

"Se não for controlado, o EI será uma ameaça muito além do Oriente Médio, incluindo os EUA". Obama planeja falar sobre o seu pedido da Casa Branca ainda nesta quarta.

A proposta de Obama promove um debate ideológico sobre o que autoridades e o presidente deveriam fazer para controlar as ações dos jihadistas, sob a sombra de vidas americanas perdidas que pairam sobre essas decisões. A confirmação da morte de Kayla Mueller, 26, que fazia trabalho humanitário, na véspera da proposta de Obama acrescentou nova urgência ao ato, enquanto soldados da guerra de longa data no Iraque e Afeganistão tentam precaver parlamentares sobre os malefícios de mais uma campanha militar prolongada.

Cenário: Lei do Estado Islâmico autoriza casamento de meninas a partir dos 9 anos

Obama propõe ainda que não haja limitações geográficas para as ações dos EUA na busca pelos militantes extremistas. A autorização abrange o Estado islâmico e "forças ou pessoas associadas", definida como aqueles que lutam em nome ou ao lado dos extremistas "ou qualquer entidade sucessora, intimamente relacionada em hostilidades contra os Estados Unidos ou contra seus parceiros de coalizão."

Especialistas: Estado Islâmico tem perdido espaço com ofensiva dos EUA

A resolução de Obama pretende revogar a autorização de 2002 sobre o trabalho das forças armadas contra a Al-Qaeda no Iraque e Afeganistão, embora Obama diga em sua carta aos legisladores que seu objetivo é refinar e, finalmente, revogar essa autorização também.

A proposta dele proíbe "operações de combate ofensivas e duradouras". A sua ambiguidade é projetada para reduzir o abismo entre os legisladores que se opõem às tropas terrestres e aqueles que dizem que o comandante chefe deve manter essa opção.

"A autorização que proponho iria proporcionar flexibilidade para realizar operações de combate em circunstâncias limitadas, como as operações de resgate envolvendo os EUA ou os países que fazem parte da coligação ou o uso de forças de operações especiais para tomar uma ação militar contra a liderança do EI", disse Obama.

O senador Bob Corker, presidente republicano do Comitê de Relações Exteriores do Senado, disse que apreciou a decisão do presidente em buscar autorização e prometeu rapidamente começar a realizar audiências "rigorosas" sobre o pedido da Casa Branca.
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