segunda-feira, 28 de julho de 2014

Missas em latim e com padre de costas para fiéis atraem jovens católicos conservadores

RIO - Manhã de domingo, igreja cheia. Muitos homens vestem trajes formais. Mulheres levam véus sobre os cabelos. O silêncio absoluto é quebrado por um canto gregoriano. O padre passa pelos fiéis a caminho do altar. Sempre de costas para a audiência, dá início à missa em inconfundível latim: In nomine Patris et Filii et Spiritus Sancti. A resposta vem em uníssono: Introibo ad altare Dei, ad Deum qui lætificat juventutem meam (Entrarei no altar de Deus, o Deus que alegra minha juventude). A cena evoca imediatamente imagens medievais, mas ocorreu no último dia 13 de julho, no Centro do Rio de Janeiro. Lá, a antiga Sé do Brasil, atual Igreja de Nossa Senhora do Carmo, sítio da coroação de João VI e Pedro I, é palco para uma das muitas missas tridentinas que se espalham pelo Brasil, numa ressurreição de formas litúrgicas antigas que atrai incontáveis jovens fiéis. O termo Juventutem, aliás, designa um movimento de volta às tradições católicas liderado por pessoas de 16 a 34 anos.

— Descobri a missa há uns anos, é um tesouro. Está claro que tem algo de sagrado aqui. É possível perceber tanto com os ouvidos quanto com os olhos — arrisca o engenheiro Felipe Alves, de 25 anos.

ORIGENS NO IMPÉRIO ROMANO DO OCIDENTE

A missa tridentina, ou rito latino, foi normatizada no Concílio de Trento, em 1570, mas tem bases bem mais antigas, que remontam ao Império Romano do Ocidente, extinto no século V. O conservadorismo, a sobriedade e o extremo recolhimento dos fiéis na cerimônia foram utilizados pela Igreja no século XVI como resposta às reformas protestantes do Norte da Europa que abalaram as estruturas pontifícias.

Nela, o único idioma utilizado é o latim, chamado pelos adeptos de “língua universal da fé”. Enquanto nas missas comuns nos nossos tempos os católicos se ajoelham apenas uma vez, na antiga esse número salta para quase dez, incluindo o momento de receber a hóstia. Há intervalos para a meditação, quando o silêncio chega ao extremo de permitir que se ouça tudo o que se passa do lado de fora da igreja. Durante quase toda a cerimônia o padre permanece de frente para a cruz do altar.

Foram séculos assim, até que o Concílio Vaticano II, na década de 1960, introduziu inúmeras mudanças, o uso da língua local e o padre de frente para os fiéis entre elas. Mas o século XXI vive uma intrigante retomada de tradições conservadoras na Igreja. Em 2007, o agora papa emérito Bento XVI promulgou a carta “Summorum Pontificum”, em que exaltava a volta às tradições e o caráter “excepcional” da missa tridentina. Até então, párocos que quisessem rezar no estilo antigo deveriam pedir permissão direta à Cúria, no Vaticano. Desde então, a escolha passou a caber a cada paróquia.

Para o padre Luís Correa Lima, professor de Teologia da PUC-Rio, o mistério por trás da missa tridentina é o que fascina.

— Tudo nela é meio misterioso. O padre fica de costas, falando em uma língua desconhecida e seguindo uma liturgia extremamente codificada. Mas esse rito encanta por ser algo ancestral e imutável, por evocar a transcendência de Deus. São elementos que fascinam o jovem — opina.

Curiosamente, a introdução da missa moderna e a ressurreição da antiga têm a mesma preocupação: tentar estancar a perda de fiéis da maior designação cristã. Não há números que revelem se a volta ao passado teve algum efeito nesse sentido. Mas é fato que, amparadas pelos jovens católicos conservadores, as missas tridentinas crescem país afora. Em 2007, uma organização independente contabilizou 20 dessas celebrações no território nacional. Agora, cerca de cem ocorrem com regularidade.

— Vivemos numa sociedade muito centrada no indivíduo, na qual se valoriza a autodeterminação e tudo é incerto. Então surgem grupos que evocam o passado, em que tudo estava respondido pelo religioso — analisa o historiador Sérgio Coutinho, presidente do Centro de Estudos em História da Igreja na América Latina (CEHILA).

Ligado à ala progressista da Igreja, Coutinho entende que os fiéis da missa tridentina são conservadores em tudo, inclusive politicamente:

— Eles creem que o Concílio Vaticano II não deveria ter acontecido, pois teria aberto demais a Igreja. Querem uma fuga do mundo, encontrar formas tradicionais de se viver. É como se quisessem que o passado voltasse.

Responsável por rezar a missa tridentina aos domingo na igreja do Centro do Rio, o padre Bruce Judice discorda. Segundo ele, dois dos princípios pregados em sua celebração são o respeito às diferenças e a orientação para que os fiéis não se fechem em círculos católicos isolados.

— Sempre dizemos que este não é o único modo de rezar. Não somos contra o Concílio Vaticano II — esclarece o padre, de 35 anos. — O que há, sim, é uma sede de espiritualidade entre os jovens. Há quem procure ioga, meditação, natureza... E há quem busque a missa tridentina.

Foi esta última a escolha do adolescente Eduardo Salomão, de 15 anos. Ele aprendeu latim sozinho e quer ser padre. Aos domingos, vai a uma missa tridentina e a outra contemporânea:

— Claramente prefiro a tridentina. Já cheguei a ser tachado de maluco. O rito contemporâneo não é para mim. No antigo, a meditação, o silêncio e a beleza encantam.

Bárbara Soares descobriu o rito pela internet. Foi no quase extinto Orkut que a estudante de Letras conheceu outros jovens adeptos da tradição. Ela ficou tão encantada com as primeiras celebrações que não parou mais de frequentar as missas. Numa delas, conheceu seu marido. Hoje, já casada aos 20 anos, Bárbara vai à igreja com o véu sobre os cabelos e defende a vestimenta:

— Ele mostra a dignidade da mulher, exalta seu caráter sagrado.

Ela segue a linha de centenas de integrantes oficiais do Juventutem no Brasil. Fundado em 2004, na Suíça, o movimento teve um primeiro encontro internacional em 2005, na Alemanha, e, desde então, tem crescido e sido cada vez mais representado nas Jornadas Mundiais da Juventude. Ano passado, milhares deles vieram ao Rio de Janeiro. E, pela internet, muitos se já se articulam para a próxima edição do evento católico, em 2016, na Polônia. Em fóruns internacionais do movimento pela internet são comuns discussões relacionadas à liturgia católica e também a assuntos ligados a direitos civis, com muitos dos seus membros condenando uniões entre pessoas do mesmo sexo e o direito ao aborto, por exemplo.

ORTODOXOS MANTÊM USO DE GREGO E ÁRABE

Engana-se quem pensa que o ritual tridentino é o único dentro do catolicismo que busca a retomada de tradições ancestrais. A poucas quadras da antiga Sé carioca, na paróquia greco-melquita de São Basílio e de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em plena Saara, histórico lar dos primeiros imigrantes sírios e libaneses católicos ortodoxos, os idiomas usados em ritos conservadores são o grego e o árabe. A igreja melquista, espremida entre prédios na rua República do Líbano, é o primeiro templo católico oriental do Brasil, fundado em 1941. Apesar de ainda ter forte conexão com a comunidade sírio-libanesa, a missa tem um público crescente de jovens e de pessoas curiosas.

Lá se celebra a missa bizantina, tradição que começou ainda no século V numa região onde onde se estendem parte dos territórios da Turquia, de Israel e da Palestina. Assim como no rito latino, o sacerdote reza de costas para o público. A música, a liturgia e as vestimentas remetem à cultura medieval dos católicos orientais.

— O rito chama a atenção dos jovens, eles se sentem bem pela beleza das orações. Hoje em dia os fieis estão a procurar as tradições em resposta aos tempos tão conturbados em que vivemos. Devemos voltar sempre às origens — diz o monsenhor George Khoury, da paróquia de São Basílio.

Fonte - O Globo

Nota DDP: Não é de se admirar, nesse ponto da história, o retorno de práticas da Idade Média.

domingo, 27 de julho de 2014

Em apenas sete meses, 2014 tem maior relação de fatalidade por acidente aéreo em 70 anos

RIO — O ano de 2014 tem até agora a maior relação de vítimas por acidente na avião comercial mundial, segundo 72 anos de dados coletados pelo Aviation Safety Network. Em apenas dez acidentes, 597 pessoas perderam suas vidas. Além disso, 2014 já acumula em seus primeiros sete meses mais do que o dobro das vítimas do ano anterior.

Em segundo lugar na relação entre o número de vítimas fatais e acidentes fica 1985, quando 42 tragédias deixaram 2010 mortos, segundo a Aviation Safety Network - uma associação privada que registra acidentes aéreos e questões de segurança na aviação.

Os números de 2014 podem ser ainda maiores com a queda nesta quinta-feira do voo da Air Algerie, no Mali, que transportava 116 pessoas.

Caso não haja sobreviventes, 2014 ficará próximo dos anos de 2012 e 2013 somados, quando foram registradas 740 vítimas fatais.

SEMANA NEGRA

Foram os últimos sete dias que causaram especial impacto nas estatísticas da aviação comercial: 345 pessoas morreram em dois voos.

Na quarta-feira, um acidente da companhia aérea TransAsia deixou ao menos 47 pessoas mortas e onze hospitalizadas.

Na quinta-feira passada, o voo MH17 da Malaysia Airlines deixou 298 pessoas mortas enquanto sobrevoava o Leste da Ucrânia. A posição geopolítica da queda do avião, provavelmente abatido por um míssil, levou a uma nova escalada de tensão entre Ocidente e Rússia.

Outro acidente, ainda coberto de mistério, foi o desaparecimento do voo MH370 da Malaysia Airlines em 8 de março deste ano. Até agora não foram encontrados vestígios das 239 pessoas a bordo nem de parte alguma da aeronave, cuja capacidade total é de 112 toneladas.

Apesar das marcas trágicas deste período, o número total de vítimas na aviação civil caiu nos últimos sete anos.

Fonte - O Globo

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Ebola mata 28 pessoas em dois dias no oeste da África

A epidemia de febre hemorrágica causada pelo vírus Ebola matou 28 pessoas em dois dias, entre 18 e 20 de julho, em três países do oeste da África, o que eleva o total de vítimas da doença para 660 mortos, indicou a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Além disso, já são 1.093 casos registrados.

Paul Garwood, porta-voz da OMS, afirmou houve 45 novos casos entre 18 e 20 de julho, 28 de deles fatais (4 na Guiné, 11 na Libéria e 13 em Serra Leoa) e que o maior desafio é a falta de pessoal para proporcionar os cuidados necessários para ajudar as pessoas infectadas.

Por outro lado, a Nigéria afirmou nesta sexta-feira que o Ebola causou a morte de um liberiano que se encontrava em quarentena em Lagos, confirmando assim que o vírus chegou ao país mais povoado da África.

"O paciente foi submetido a todos os exames médicos que confirmaram o vírus Ebola como a causa de sua morte", afirmou o ministro da Saúde da Nigéria, Onyebuchi Chukwu.

Fonte - Info

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Sábado x domingo: a polarização profética aumenta

É notícia em todos os jornais de Portugal (inclusive esportivos), na TV e na internet: uma procuradora adventista ganhou na justiça o direito de não trabalhar aos sábados (confiraaqui, aqui e aqui), uma luta que vinha sendo travada há alguns anos. Uma luta pela liberdade religiosa e pela igualdade de direito de culto e consciência, mas que pode ser mal interpretada pela forma como é tratada na mídia, justamente num momento em que a ênfase do descanso recai sobre o domingo, uma vez que o papa Francisco vem dando grande destaque ao assunto, valendo-se de argumentos ecológicos e trabalhistas (confira aqui). Enquanto alguns argumentam que a procuradora adventista está no seu direito de cidadã, outros dizem que ela deveria ter escolhido outra profissão, já que sabia que teria que trabalhar aos sábados. E a polêmica vai crescendo.

Curiosamente, ontem à noite, aqui no Brasil, um canal de TV evangélico levou ao ar um debate justamente sobre a controvérsia envolvendo o sábado e o domingo. Um pastor adventista participou do programa. E ontem, também, o site Mundo Sustentável publicou a matéria “O ambientalismo radical do papa Francisco” (leia aqui), na qual é dito que o papa está trabalhando numa encíclica sobre o meio ambiente (confira aqui). Não duvido de que nesse documento o líder católico reforçará a proposta de se utilizar o descanso dominical como alternativa para um mundo mais sustentável e justo. Ele já vem dizendo isso há algum tempo.

E se uma nova crise financeira desabar sobre o mundo, como analisa o jornal Económico(confira aqui)? Haverá a necessidade de mais trabalho. E qual dia será escolhido para o descanso semanal oficial?

Há mais de cem anos, Ellen White escreveu: “O sábado será a pedra de toque da lealdade, pois é o ponto da verdade especialmente controvertido. Quando sobrevier aos homens a prova final, será traçada a linha divisória entre os que servem a Deus e os que não O servem. Ao passo que a observância do sábado falso em conformidade com a lei do Estado, contrária ao quarto mandamento, será uma declaração de fidelidade ao poder que se acha em oposição a Deus, a guarda do verdadeiro sábado, em obediência à lei divina, é uma prova de lealdade para com o Criador. Ao passo que uma classe, aceitando o sinal de submissão aos poderes terrestres, recebe o sinal da besta, a outra, preferindo o sinal da obediência à autoridade divina, recebe o selo de Deus. [...] Como o sábado se tornou o ponto especial de controvérsia por toda a cristandade, e as autoridades religiosas e seculares se combinaram para impor a observância do domingo, a recusa persistente de uma pequena minoria em ceder à exigência popular, fará com que esta minoria seja objeto de execração universal” (O Grande Conflito, p. 605, 615).

Enquanto um movimento interdenominacional trabalha pela união das igrejas e o Vaticano, pelo domingo, os adventistas do sétimo dia vão sendo conhecidos cada vez mais pela guarda do sábado e por seu “fundamentalismo” criacionista. Creio que essa polarização profética só tenderá a se avolumar. No meio disso tudo, há milhões de pessoas sinceras em busca de Deus e da verdade; pessoas que hoje não têm a dimensão exata dessa controvérsia ou que não viram a questão do sábado em sua devida luz. Fazem parte do povo de Deus, independentemente de que religião professem no momento. Oremos por esses irmãos e também por nossa vida espiritual. Estamos preparados para o que vem por aí?

Michelson Borges

Leia mais sobre o sábado bíblico aqui e assista a estes vídeos esclarecedores.

Fonte - Criacionismo

terça-feira, 22 de julho de 2014

Em 2060, economia terá menos crescimento e mais desigualdade

São Paulo – Se fazer previsões econômicas para o mês que vem já é difícil, imagine para os próximos 50 anos. Isso não impede, é claro, os economistas de tentarem.

Recentemente, a OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), que reúne 34 países (na sua maioria de renda alta) delineou o seu cenário da economia global em 2060.

A má notícia é que as perspectivas de crescimento são “medíocres comparadas com o passado”.

A previsão é que o PIB nos países da OCDE e do G-20 cresça em média 2,7% anuais entre 2010 e 2060, comparado aos 3,4% registrados entre 1996 e 2010.

A boa notícia é que o centro do sistema deve continuar caminhando em direção aos países emergentes, que terão no futuro uma fatia da economia global muito mais alta do que a dos países da OCDE.

Mas enquanto a diferença entre países e regiões deve diminuir, vai continuar aumentando a desigualdade interna dos países. Como a economia será cada vez mais centrada no conhecimento, a diferença nas perspectivas dos mais e menos qualificados vai aumentar – um processo que já está acontecendo, mas vai ficar cada vez mais intenso.

“Continuando a tendência atual, a desigualdade de renda no país médio da OCDE terá crescido 30% até 2060, atingindo o mesmo nível de desigualdade visto atualmente nos Estados Unidos”.

E pior: muitos dos instrumentos usados hoje para combater a desigualdade, como a política tributária, também devem ficar menos eficientes.

O perigo é que na medida em que a economia global fique mais integrada, os países entrem em uma “corrida para o abismo”, um nivelamento por baixo em que benefícios trabalhistas e formas de redistribuição são evitados para não afugentar empresas e negócios.

Uma economia baseada no conhecimento também tem naturalmente mais mobilidade. Neste cenário, começa a fazer mais sentido taxar coisas mais tangíveis - como imóveis e recursos naturais, por exemplo. Mas são justamente estes tipos de bens que devem perder importância na economia do futuro.

A solução sugerida pela OCDE é aumentar a cooperação internacional e focar em combater a desigualdade equalizando as oportunidades desde os primeiros momentos de vida, através de uma educação constante e de alta qualidade.

De uma forma ou de outra, também será difícil achar os recursos necessários, porque os desafios fiscais devem se acumular.

Uma população cada vez mais velha (ou até mesmo em declínio) coloca pressão sobre a previdência, e os governantes terão que responder com medidas impopulares de ajuste como o aumento da idade de aposentadoria.

O documento sugere mais imigração como a melhor forma de amenizar o problema populacional – mas muitos países tem uma conhecida resistência histórica contra receber mais estrangeiros, e na medida em que os emergentes enriquecem, diminuem também os incentivos para que deixem seus países.

E isso sem falar no aquecimento global: de acordo com a OCDE, “o PIB global em 2060 pode ser diminuido entre 0,7% e 2,5% graças ao efeito dos impactos da mudança climática”. Nos anos seguintes, as consequências devem ser ainda piores.

Fonte - Exame

Islâmicos impõem 'conversão, propina ou morte' a cristãos no Iraque

A cidade de Hamdaniya, no Iraque, virou refúgio para cristãos que fogem da vizinha Mosul, que se encontra sob domínio de militantes do grupo Estado Islâmico no Iraque e no Levante (Isis, na sigla em inglês).

Uma família que chegou caminhando a Hamdaniya disse à BBC que recebeu um ultimato do Isis por causa de sua religião. "Eles nos deram quatro opções. Conversão ao Islã, pagar para ser protegido, morrer ou fugir", disse uma das mulheres.

Segundo militares curdos, nos últimos três dias 250 famílias cristãs chegaram ao local fugindo de Mosul.

Manifestação do Vaticano à morte de Tony Palmer


Unidos no espírito ecumênico

O Conselho do Vaticano para a Unidade dos Cristãos enviou uma mensagem de condolências após a morte súbita de um líder evangélico com quem o papa Francisco mantinha amizade desde seu tempo como arcebispo de Buenos Aires. O bispo anglicano Tony Palmer morreu no domingo, após um acidente de moto perto de sua casa, no sul da Inglaterra. Na mensagem para a viúva, o presidente do Conselho, cardeal Kurt Koch, diz que as reuniões do bispo Palmer com o papa Francisco nos últimos meses “deram grande impulso às relações ecumênicas entre a Igreja Católica e os cristãos evangélicos”. De sua fé forte e sua paixão pela unidade, o Cardeal diz: “Chegou a uma audiência global de cristãos com a mensagem de que não há tempo para ser desperdiçado na divisão, o tempo para a unidade é agora.”

Durante uma de suas visitas ao Vaticano, em fevereiro deste ano, Palmer gravou uma mensagem no iPhone que o papa Francisco queria enviar para uma reunião do grupo pentecostal nos Estados Unidos. Nessa mensagem, o papa fala francamente de seu desejo de unidade e reconciliação, dizendo que todos os cristãos compartilham a culpa pelos pecados da divisão.

Dom Juan Usma Gomez lidera o Pontifício Conselho para as relações com pentecostais, evangélicos e grupos carismáticos. Ele falou sobre o impacto significativo que a amizade do bispo Palmer com o papa Francisco teve sobre o movimento ecumênico mundial, dizendo que eles se encontraram pela primeira vez na Argentina, quando Tony Palmer fazia parte de uma delegação dos pentecostais e evangélicos que estava em conversações com a Igreja Católica em Buenos Aires.

Usma Gomez diz que o papa Francisco nos ensina “a trabalhar pela unidade dos cristãos [e] que você precisa fraternidade [...] e você percebe que todos os amigos que tinha na Argentina continuam a ser seus amigos [...] ele está tentando construir não só as relações de amizade, mas também relações de igrejas tentando olhar para a promoção da unidade dos cristãos”.

Ele diz que a mensagem gravada pelo bispo Palmer em seu iPhone para a comunidade pentecostal “abriu uma porta porque atingiu um número muito significativo de pessoas [...] é uma aventura que o papa Francisco está nos pedindo para estabelecer [...] ele começou, ele está muito à frente de nós e nós estamos tentando seguir esse padrão!”

(Official Vatican Network)


Novo tipo de monitoramento na web deve estar vigiando as suas atividades

Alguns pesquisadores documentaram uma nova ferramenta de rastreamento online, conhecida como “Canvas Fingerprinting” – algo como a sua impressão digital registrada na tela –, que é quase impossível de ser impedida e que provavelmente está de olho nos sites que você visita.

De acordo com a ProPublica, as ferramentas convencionais para o bloqueio de anúncios não são suficientes para conter a nova técnica. Modos “anônimos” disponíveis nos seus navegadores também não darão conta de impedir as atividades desse tipo específico de tecnologia.

A ferramenta, que foi construída pelo AddThis, instrui os navegadores web a criarem uma imagem escondida, que pode ser utilizada para rastrear os movimentos dos usuários na web – especialmente para direcionar propagandas específicas. A tecnologia começou a ser testada no início deste ano, como forma de substituir os cookies de sites.

Apesar de não existir nenhuma ferramenta capaz de bloquear o Canvas Fingerprinting, você pode utilizar algumas técnicas para combatê-lo, como os browsers Tor ou o Chameleon, instalar uma a extensão NoScript no Firefox ou bloquear por completo o JavaScript da sua máquina – é claro que as opções citadas vão interferir diretamente na qualidade da sua navegação.

A técnica de monitoramento utilizado pela AddThis já vem sendo utilizada por sites pornográficos, mas, com base nos resultados imprecisos que os usuários estão obtendo, é bem provável que os testes acabem logo.

Fonte - Tecmundo

Judeus, cristãos e muçulmanos, nos reconhecemos irmãos na comum humanidade

O Arcebispo de Milão, o cardeal Angelo Scola, enviou uma mensagem de felicitação, em nome própro e de todos os “católicos Ambrosianos", para os fiéis e os líderes das comunidades muçulmanas de Milão e do território da Diocese, por ocasião do fim do Ramadã.

"Judeus, cristãos e muçulmanos - escreve o cardeal Scola – saídos das mãos do único Criador, nos reconhecemos irmãos na comum humanidade e compartilhamos o mesmo compromisso no serviço às nossas comunidades e à sociedade civil".

O Arcebispo de Milão disse que espera que "no próximo ano social veja esforços comuns dirigidos a aumentar o conhecimento e respeito mútuos, além de aliviar as muitas formas de sofrimento e de necessidades que a atual situação econômica, infelizmente, fez crescer em todo o mundo".

O cardeal dirigiu um pensamento especial aos Países de origem dos muçulmanos de Milão, “especialmente aqueles em que a paz continua a ser seriamente ameaçada por causa de crises políticas, infelizmente acompanhadas de grandes e repetidos atos de injustiça, violência e perseguição".

Dirigindo-se aos "homens de religião e de boa vontade", o cardeal Scola menciona e faz seu o apelo do Papa Francisco: "Não se vence a violência com a força. A violência é vencida com a paz".

"Que o Todo-Poderoso possa aceitar as nossas orações e as nossas penitências como oferendas agradáveis a Ele, para o nosso bem e de todos os nossos irmãos", concluiu Scola.

No próximo dia 28 de julho, a mensagem do Arcebispo - juntamente com a mensagem do Santo Padre aos muçulmanos no mundo – será entregue pelos representantes da Diocese nos diferentes lugares do território ambrosiano, onde os muçulmanos celebram este aniversário.

Fonte - Zenit

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Igreja organiza balada gospel para jovens “em busca da costela perdida”

Uma igreja evangélica em Campo Grande (MT) organizou uma balada gospel chamada “Em busca da costela perdida”, onde centenas de jovens evangélicos interessados em encontrar a outra metade foram dançar e se divertir ao som de música gospel.

Os organizadores do evento foram os pastores Ademir Bueno, 39 anos, e Jack Bueno, 34. O casal é responsável pelo ministério jovem da denominação, e faz questão de frisar as regras: “Os melhores casamentos surgiram de grandes amizades. A festa serve para os jovens ampliarem suas amizades e quem sabe a partir dai construírem um relacionamento e não para ficarem de pegação”, diz a pastora Jack.

Como forma de coibir os casais mais afoitos, a balada conta com doze casais que atuam como “fiscais”, impedindo o agarra-agarra. E a prevenção é explicada pelo pastor Ademir: “[O evento] é a oportunidade de eles conhecerem pessoas e criarem coragem para se relacionar sem se esconder na internet ou no celular”, argumenta.

Os jovens agradecem a iniciativa: “No meio gospel a gente sente dificuldade de encontrar meios para se divertir. Aqui é bom por isso, a gente se sente normal”, resume a estudante Rhayra, de 16 anos, frenquentadora da balada “Em busca da costela perdida”.

Fonte - Gospel Mais

Papa Francisco lidera lista de personalidades mais honestas

Um ranking, feito pela consultoria Giacobbe e Associados, listou quem os argentinos consideram os mais honestos entre pessoas influentes do país e do mundo. O papa Francisco, um portenho, ficou em primeiro lugar. O ex-presidente Arturo Illía, famoso por nunca ter sido envolvido em casos de corrupção, foi um dos políticos argentinos mais bem avaliados. Ele foi derrubado por um golpe militar em 1966, voltou às suas atividades como médico e morreu pobre em um hospital público.

O político vivo que conseguiu a melhor posição neste ranking não é um argentino, mas um uruguaio: o presidente José Mujica está no posto 11º. Com os diversos escândalos de corrupção de seu governo, a presidente argentina, Cristina Kirchner, piorou sua posição no ranking. No ano passado, ela aparecia em 24º lugar e despencou para a 38ª posição em 2014.

No futebol, o jogador Lionel Messi, ficou em 21º. Já o ex-jogador Diego Armando Maradona, famoso por sonegar impostos na Itália, por seus casos extra-matrimoniais, filhos não reconhecidos, agressões a pessoas nas ruas e comentários racistas e homofóbicos, está em 96° no ranking da honestidade.

Outra pesquisa, elaborada pela consultoria CCR, indicou que cada vez menos argentinos consideram que a Argentina é o país ideal para viver. Em 2012, 30% dos habitantes do país afirmavam que sua terra natal era a ideal. Em 2013 essa porcentagem caiu para 25%. E atualmente está em 20%.

Fonte - G1

domingo, 20 de julho de 2014

Supertufão mata pelo menos 17 no sul da China

O maior tufão a atingir o sul da China em 40 anos deixou neste domingo pelo menos 17 mortos, após ter provocado um rastro de destruição nas Filipinas.

O supertufão Rammasun ("Deus do trono", em tailandês) matou pelo menos oito pessoas na ilha de Hainan e nove na região de Guangxi. O número de mortos ainda pode subir, pois há moradores desaparecidos, informou a imprensa estatal.

O ciclone atingiu o território chinês na sexta-feira com ventos acima de 200km/h.

Pelo menos 94 pessoas morreram quando o Rammasun tocou o norte das Filipinas no início da semana passada.

A tempestade também afetou o Vietnã, onde meteorologistas esperavam forte chuva antes de o tufão começar a perder força na segunda-feira.

O tranporte por ar, trem e estradas foi suspenso em partes da China enquanto emissoras de TV mostravam ruas repletas de destroços incluindo árvores caídas e telhados arrancados pela força dos ventos.
Novo risco

Em Hainan, segundo informações não-oficiais, o ciclone já teria deixado 18 mortos, enquanto entre duas e cinco pessoas estariam desaparecidas.

O Rammasun é o maior tufão a atingir o sul da China desde a temporada de ciclones de 1973, informou o Serviço de Meteorologia do país.

Neste ano, o supertufão Nora alcançou ventos de 295 km/h, embora tenha perdido força ao chegar ao continente.

A maioria das pessoas morta nas Filipinas foi atingida por pedaços de destroços e árvores, informou a defesa civil do país, enquanto outras seis pessoas desaparecidas estariam navegando no bar durante a passagem do ciclone.

Um novo tufão, Matmo, com ventos de até 150 km/h, pode atingir a área devastada pelo Rammasun, informou à agência de notícias AFP Mina Marasigan, porta-voz do Conselho de Administração e Redução de Risco de Desastres Nacionais das Filipinas.

Cerca de 20 grandes tempestades atingiram o país neste ano, acrescenta a AFP.

As Filipinas encontram-se em uma região onde esse tipo de fenômeno natural é recorrente, em grande parte devido às águas quentes do Oceano Pacífico.

Terremoto de magnitude 6,6 sacode costa nordeste do Japão

Um terremoto de magnitude 6,6 sacudiu a costa nordeste do Japão na manhã desta segunda-feira (tarde de domingo no Brasil), informou o Serviço Geológico Americano (USGS, na sigla em inglês).
Segundo a agência, o tremor foi registrado às 02h32 locais (14h32 de domingo, hora de Brasília) no Oceano Pacífico, a uma profundidade de 60 km, a nordeste da ilha de Hokkaido, no Japão, perto das disputadas ilhas Kuril, administradas pela Rússia.
Não há ainda informações sobre vítimas ou danos.
O epicentro foi localizado perto do território russo, a 94 km da cidade de Kuril'isk. A cidade japonesa mais próxima, Nemuro, fica a 291 km do epicentro.

Fonte - Exame

terça-feira, 8 de julho de 2014

Pais famintos comem os próprios filhos na Coreia do Norte

Novamente surgem informações de que pais famintos estão comendo os próprios filhos na Coreia do Norte. A denúncia foi feita pela primeira vez por jornalistas que teriam se infiltrado no país mais fechado do planeta no ano passado. O assunto volta a tona sempre que relatos da falta de alimentos são divulgados. Mas como tudo relacionado com a nação mais fechada do mundo, é difícil de ser comprovada.

O fato é que a fome, que matou milhares de pessoas no país na década de 1990, está ameaçando grande parte da população. Simplesmente não existe comida suficiente para alimentar os 24 milhões de norte-coreanos. Embora negue as mortes em massa, o governo de Kim Jong-Un reclama das dificuldades decorrentes do embargo que o país sofre devido a seu programa nuclear. Mas não nega que é a pior crise de alimentos em três décadas.

A agência Reuters informa que o país enfrenta a maior seca desde 1982, tendo chovido apenas um terço do esperado para o período. Foram cerca de 70 dias sem chuva. Tropas do Exército protegem 24 horas as plantações que ainda persistem e toda água disponível vai para as terras agrícolas.

A missão Christian Aid afirma que nos contextos de crise quem sofre primeiro sãos os cristãos, privados pelo governo de seus direitos mais básicos simplesmente por causa de sua fé.

Segundo a organização cristã, existem trabalhos consistentes de missionários que conseguem contrabandear alimentos e oferecer apoio aos cristãos da “igreja subterrânea” norte-coreana. Com isso, mais perseguição e prisões estão ocorrendo, sempre com a acusação de espionagem e de traição aos ideais da pátria.

“Este é o estilo típico de acusação do governo. Para controlar o seu povo, eles precisam culpar alguém, e muitas vezes os cristãos são os primeiros a serem acusados”, afirma um dos missionários que trabalha no país. “Eles fazem falsas acusações aos cristãos pois, ao ouvirem seu testemunho, pessoas estão sendo alcançadas e suas vidas são mudadas pelo amor de Cristo.”

Semana passada, dois turistas americanos foram presos por ter esquecido sua Bíblia em um quarto de hotel. O governo os acusa de proselitismo e de ameaça ao regime.

A Missão Portas Abertas coloca a Coreia do Norte ainda em primeiro lugar na lista dos maiores perseguidores dos cristãos no mundo. “Acredita-se que pelo menos 25% dos cristãos estejam definhando em campos de trabalho forçados por que se recusaram a adorar os membros da dinastia Sung, fundadores da Coreia do Norte, como a deuses”. Em 2012, um relatório da Missão indicava que mais de 70.000 cristãos estavam aprisionados em campos de concentração norte-coreanos.

Fonte - Gospel Prime

Tufão Neoguri atinge Okinawa, no Japão

Tormenta chegou com ventos de até 250 km/h.
22 mil casas estão sem eletricidade.

O tufão Neoguri atingiu na manhã desta terça-feira (8) a ilha de Okinawa, no sul do Japão, com ventos que variaram entre 175 e 250 km/h e chuvas torrenciais, informou a agência meteorológica japonesa.

A região está em alerta máximo, pois o Neoguri pode ser o maior tufão a atingir o país em 15 anos.

A tormenta deixou mais de 22 mil casas sem eletricidade. Os aeroportos da região estão fechados

Cerca de 55.000 pessoas foram instruídas a deixar suas casas por causa do fenômeno climático.

A mesma recomendação foi feita para 42 mil habitantes de Nanjo e 96.000 de Ginowan, duas cidades do sul de Okinawa.

A maior base das forças americanas no Pacífico, situada na ilha, começou a deslocar seus aviões no domingo.

Neoguri avança com velocidade entre 20 e 25 km/h em direção ao norte e depois para leste. As ondas na região podem chegar aos 14 metros de altura.

Fonte - G1

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Orixás transformam-se em super-heróis no primeiro filme africano do gênero

‘Oya - Rise Of the Superorisha’ começou a ser produzido a partir de vaquinha virtual

A humanidade caminha para a autodestruição e somente um super-herói com poderes divinos pode salvá-la. O enredo que poderia ser visto em qualquer filme do Thor, Hércules ou até Cavaleiros do Zodíaco, terá uma versão africana com os orixás como protagonistas.

"Oya - Rise Of the Superorisha" (Oya - A ascensão do superorixá, em tradução livre) será o primeiro filme de super-herói africano e contará a história de Oya, a única deusa orixá que ainda possui vínculos com os humanos mesmo quando a maioria da humanidade já abandonou o culto aos orixás.

Baseado na crença Santeria (que possui muitos aspectos da religião católica e do candomblé), o filme nigeriano foi escrito e está sendo dirigido por Nosa Igbinedion. No filme, a missão de Oya é encontrar uma garota capaz de abrir o portão entre os humanos e os orixás para que o mundo não caia em desgraça mas uma série de inimigos, que usam a religião de forma deturpada, tentam interromper os planos de Oya.

“'Oya - Rise Of the Superorisha' é mais do que um filme é um movimento! Nosso objetivo é empurrar os limites dos filmes africanos e contar novas histórias. Que melhor maneira de fazer isso do que fazendo um filme de super-herói africano!”, afirma o anúncio no site oficial.

O filme só teve suas produções iniciadas devido uma “vaquinha virtual” feita a partir de divulgação na página do Facebook e do Twitter e ainda não possui data oficial para exibição.

Fonte - O Globo

Nova Iorque sediará encontro inter-religioso sobre mudanças climáticas

Genebra (RV) – Nos dias 21 e 22 de setembro, a cidade de Nova Iorque irá sediar o “Encontro Inter-religioso sobre Mudanças Climáticas”.

O encontro foi divulgado pelo Conselho Mundial de Igrejas, durante as reuniões em Genebra (Suíça) do Comitê Central.

O evento, a ser organizado em colaboração com “Religiões pela Paz", buscará, de um lado, que cerca de 30 líderes religiosos adotem uma posição comum para animar e desafiar líderes políticos internacionais a abordar concretamente as causas e consequências das mudanças climáticas; e, por outro, que líderes eclesiais se comprometam a promover ações em seus campos de atuação.

A reunião inter-religiosa se realizará antes de um importante vértice das Nações Unidas sobre o tema das mudanças climáticas, convocado diretamente pelo Secretário-Geral Ban Ki-Moon, com a intenção de catalisar as ações que favoreçam a redução das emissões, o fortalecimento da resiliência ambiental, e a mobilização da vontade política para o estabelecimento de um acordo legal significativo e vinculante para os Estados-membros em 2015.

O Comitê Central do CMI expressou sua esperança de que sua voz comum possa ser escutada também durante a “Convenção Marco das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas”, que terá lugar em Lima, Peru, em dezembro de 2014.

Segundo o coordenador do programa “Cuidado da Criação e Justiça Climática” do CMI, Dr. Guillermo Kerber, os 30 participantes do encontro inter-religioso representarão cristãos, judeus, muçulmanos, budistas e indígenas.

Fonte - Rádio Vaticano

Vaticano anunciará postura 'flexível' em relação à homossexualidade

Frei Betto enumera razões para, ainda que devagar, Igreja Católica passe a rever seu 'catálogo de proibições' e debater a sexualidade dos fiéis

São Paulo – O Vaticano vai se reunir, em outubro, para debater o documento chamado Instrumento de Trabalho, divulgado no último dia 23, no qual o papa que flexibiliza a posição oficial da Igreja Católica em relação a homossexualidade. O documento é resultado de uma iniciativa, introduzida pelo Papa Francisco em 2013, que encaminhou à todas as dioceses do mundo um questionário com 39 perguntas, para leigos católicos, acerca dos valores da família.

O religioso e assessor de movimentos sociais Frei Betto, em seu comentário de hoje (7) à Rádio Brasil atual, explica que a igreja sinaliza buscar equilíbrio entre os seus ensinamentos tradicionais à família e uma atitude respeitosa e sem juízo de valor sobre pessoas recasadas, aos casais gays e o uso de preservativos. O documento indica que a igreja deve julgar menos e ser mais acolhedora aos fiéis que vivem em situações consideradas contrárias à sua doutrina.

Para Frei Betto, passar a julgar menos é um golpe no "farisaísmo" que predomina há séculos na Igreja Católica. "Quantos divorciados e recasados se julgam impedidos de acesso ao sacramento sob peso de uma culpa de não é deles?", questiona.

"Se no passado o Vaticano considerou a homossexualidade 'intrinsecamente desordenada' agora considera que os atos homossexuais são pecaminosos, mas não as tendências homossexuais", explica o religioso. O documento considera que se um indivíduo procura Deus "de boa vontade" e é homossexual , a Igreja não deve julgá-lo.

Ainda em seu comentário, Frei Betto afirma que o cristianismo não é um catálogo de proibições, no qual predominariam culpas, medos e condenações, e sim a "boa nova" de Jesus Cristo. "Os filhos de casais gays devem ser acolhidos ao batismo e demais sacramentos, com a mesma dignidade com que são admitidos os filhos de casais heterossexuais."

O escritor aponta ainda que desde o início do século XX, quando começaram a surgir as teorias de Freud acerca da homossexualismo, há uma tentativa de quebrar um tabu, que até hoje impede a igreja católica de debater a sexualidade. Durante o Conselho Vaticano 2º, na década de 1960, bispos propuseram a discussão sobre o tema, mas os segmentos conversadores da igreja se opuseram. Já em 1995, frente a disseminação da aids, quinto arcebispo de São Paulo, Dom Paulo Evaristo Arns, defendeu, em uma entrevista à Folha de São Paulo, o uso de preservativos.

"O meu professor de teologia moral dizia que essa história do casal só poder ter relações sexuais para procriar não é teológico, é 'zoológico'", brincou. "Hoje sabemos que mesmo entre animais há sexualidade como expressão do afeto e que também há relações entre animais do mesmo sexo. A homossexualidade não é, portanto, um desvio da natureza como alguns ainda insistem em afirmar."

Fonte - Rede Brasil Atual

domingo, 6 de julho de 2014

Primeira cidade a proibir mercado aos domingos


Nota DDP: Ver também "Supermercados não abrirão mais aos domingos em Santa Maria".

Reino Unido admite espionar cidadãos na internet

Diretor do Escritório de Segurança e Contraterrorismo defende que os britânicos não deveriam ficar muito preocupados em ter suas comunicações interceptadas

A Privacy International, ONG britânica que luta pelo direito à privacidade no Reino Unido, abriu em maio uma reclamação formal junto ao Tribunal de Poderes Investigativos (IPT). A ONG queria que o tribunal, que investiga a conduta de órgãos públicos no país, averiguasse se uma das agências de espionagem britânicas, o GCHQ, estava violando a Convenção Europeia de Direitos Humanos, que garante o direito à privacidade e liberdade de expressão. A reclamação veio depois das revelações feitas por Edward Snowden.

Na terça-feira 17, o diretor do Escritório de Segurança e Contraterrorismo, Charles Farr, admitiu que o governo britânico havia espionado e continua espionando usuários domésticos que utilizam o Facebook, o Twitter e o Google sem mandados judiciais, porque essas empresas têm suas sedes fora do Reino Unido. A declaração de Farr marca a primeira vez que o governo faz qualquer comentário sobre o raciocínio utilizado para justificar a interceptação em massa das comunicações dos seus cidadãos.

Farr sustenta que mandados individuais não são suficientes para conter uma ameaça contra a segurança nacional por parte de “militantes terroristas islâmicos”, principalmente porque conseguir identificar cada um deles levaria muito tempo. “Qualquer governo que só permitisse a interceptação em relação a pessoas ou lugares específicos não facilitaria a coleta de níveis adequados de inteligência e não atingiria os níveis de inteligência necessários para a proteção da segurança nacional”, disse Farr em declaração publicada pela ONG Privacy International em seu site.

Além disso, Farr defende que os britânicos não deveriam ficar muito preocupados em ter suas comunicações interceptadas. Segundo ele, só uma fração delas são lidas ou analisadas e, mesmo que um analista dos serviços de inteligência abrisse qualquer comunicação ilegalmente, ele acredita que seu conteúdo seja rapidamente esquecido pelo agente infrator.

Eric King, diretor da ONG, respondeu que o raciocínio de Farr não é admissível para o público britânico, que “não aceitaria uma desculpa tão deficiente para a perda das suas liberdades civis”.

Fonte - Carta Capital

Papa defende fim do trabalho aos domingos

Medida é benéfica para todos, fiéis ou não, argumenta o pontífice


O Papa Francisco lamentou o abandondo da tradicional prática cristã de não trabalhar aos domingos, dizendo que isso tem um impacto negativo na família e nas amizades.

O pontífice viajou no sábado (5) pawra Molise, uma região rural no coração do sul da Itália onde o desemprego alto é crônico. Ao dizer que os pobres precisam de trabalho para poder ter dignidade, Francisco sustentou que a abertura de lojas e outros negócios aos domingos como uma forma de criar vagas de trabalho, entretanto, não é benéfica para a sociedade.

Francisco disse que a prioridade deveria ser "não econômica, mas humana", e que o foco tem de ser colocado nas relações familiares e de amizade, e não nas comerciais.

"Talvez seja hora de nos perguntarmos se trabalhar aos domingos é liberdade verdadeira", afirmou.

O Papa argumentou ainda que passar os domingos com a família e os amigos é um "código ético" tanto para fiéis como para os que não creem.

Francisco, 77 anos, parecia recuperado de uma série de doenças que o levou a cancelar diversos compromissos recentemente. Ele viajou a Molise de helicóptero para um dia repleto de atividades, incluindo um almoço com pobres e uma visita a uma prisão.

O pontífice demonstrava estar cheio de energia e sorria ao cumprimentar o público. O Vaticano descreveu os problemas de saúde como "moderados" e não deu mais detalhes.

Numa fala de improviso, o Papa encorajou os pais a passarem mais tempo com seus filhos.

"Desperdicem tempo com as crianças", afirmou, acrescentando que gostaria de perguntar aos pais se eles "brincam com seus filhos".

Fonte - iG

Nota Michelson Borges: No que diz respeito ao argumento, o papa Francisco está coberto de razão. As famílias, de fato, precisam de tempo para cultivar relacionamentos mais profundos. Os trabalhadores, certamente, têm direito a um dia de descanso. Parar um dia na semana para priorizar o descanso e os relacionamentos, sem dúvida, é a proposta ideal para solucionar muitas injustiças sociais. O problema está no dia proposto. Biblicamente falando (confira aqui), o sábado sempre foi – é e será – o memorial da criação e sinal de autoridade do Criador (Ezequiel 20:20). É o verdadeiro dia da família e de descanso, estabelecido pelo próprio Deus. Séculos atrás, o papado mudou o dia de descanso do sábado para o domingo e alegou que fez isso pelo suposto poder conferido por Deus ao pontífice de Roma. Assim, se o sábado é o selo/sinal/memorial da autoridade do Criador, o domingo é o sinal da autoridade papal, humana. A lei de Deus – os dez mandamentos escritos em tábuas de pedra pelo próprio Criador do Universo (Êxodo 20) – é eterna e imutável como o próprio Legislador que a deu à humanidade (Mateus 5:17, 18). A principal justificativa dada para a mudança do dia de guarda tem sido a ressurreição de Cristo no domingo. Ocorre que não há uma passagem sequer – nem uma! – dizendo que Jesus teria mudado o dia de guarda do sábado para o domingo, quer antes, quer depois da ressurreição – tanto é que Seus seguidores, incluindo a mãe dEle, Maria, os discípulos e o apóstolo Paulo, continuaram guardando o sábado após a morte e a ascensão do Mestre (confira). A “justificativa” para o descanso dominical, agora, é mais sutil e adaptada a esta época secularizada. Além do argumento ECOmênico de salvar o planeta (o papa Bento sugeriu que o domingo fosse usado como um dia de “baixo carbono”), há também essa pregação de Francisco em favor dos trabalhadores, da família e da liberdade. Quem, em são juízo, poderá argumentar contra essa proposta maravilhosa? E a minoria que insistir na santificação do sábado (por ser fiel à Palavra de Deus), será vista como “inimiga da sociedade”, teimosa, radical, fundamentalista, etc. Apoio à proposta papal já existe por parte do Parlamento Europeu (confira) e em algumas cidades, como em Santa Maria, RS, por exemplo (confira). Portanto, está mais fácil do que nunca a imposição de um dia de descanso que terá aceitação universal.
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