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quinta-feira, 20 de maio de 2010

"A mesa está preparada"

Quarteto Athus

Quando ao passado eu voltava
Relembrando bons momentos do lar
Com os meus irmãos eu brincava
Nem sentia mesmo o tempo passar
E no lugar que eu vivia
Mil brinquedos e alegrias sem fim
E, bem ao longe, eu ouvia
Era alguém que então chamava por mim

Podia ouvir a minha mãe chamando
"Está pronta a mesa, vem sem demorar
Aqui está o seu lugar,
Estou esperando, falta só você"
Eu quero ouvir a minha mãe chamando
"Está pronta a mesa, vem sem demorar"

Sei de um futuro bem perto
E começo, então, a me preparar
De coração sempre aberto
Quero ver o meu Jesus regressar
E, lá na Pátria Celeste,
Com os meus irmãos ali vou brincar
Escutarei o meu Mestre
Com um novo nome a me chamar

Eu ouvirei o meu Jesus chamando
"Está pronta a mesa, vem sem demorar
Aqui está o seu lugar,
Estou esperando, falta só você"
Eu quero ouvir o meu Jesus chamando
"Está pronta a mesa, vem sem demorar"
"Está pronta a mesa, vem sem demorar"


Nota DDP: Homenagem aos meus irmãos (M&M&M), que Deus concedeu a alegria de caminharmos juntos rumo ao Lar Celestial. Estendo a todos que acompanham este espaço e rogo a Deus que Ele a todos nós mantenha firmes, até o fim.

"A mesa está preparada". Vem Senhor Jesus.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

"Eu voltarei..."



Ilustração - Journeys with the Messiah

Hoje o mundo comemora o início de um novo ciclo, "muito dinheiro no bolso, saúde para dar e vender" é o refrão preferido dos que vivem "intensamente" esta data.

Em outras palavras: esperança. Esperança de dias melhores, sejam quais forem os parâmetros estabelecidos pelos conceitos ideológicos ou filosóficos seguidos pelos indivíduos que campeiam por esta terra, no fundo todos estão em busca de algum tipo esperança.

No entanto, os dias em que vivemos demonstram, cada vez mais, que este mundo caído só tem uma esperança: JESUS CRISTO. Os sinais da Sua volta se multiplicam e se algo há para ser comemorado nesta data, é o fato de que falta menos um ano para este grandioso evento.

Mais do que contar anos, deveriámos contar os segundos para a volta do nosso Senhor, porque ele é fiel e prometeu: "Voltarei". Não deixe que nada, nem ninguém, retire do seu coração a esperança, a única que realmente importa, de ver Jesus voltando em glória e majestade nas nuvens do céu.

Viva hoje, intensamente, a mesma esperança do Apóstolo Paulo: "...nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados..."

Ora, vem Senhor Jesus!


quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Foi por você


[Colaboração - Hugo Ícaro]


quarta-feira, 24 de junho de 2009

Santificação: Quem efetua a obra?

santificação

Teorias errôneas sobre a santificação, procedentes da negligência ou rejeição da lei divina, ocupam lugar preeminente nos movimentos religiosos de nossa época. Essas teorias não somente são falsas no que respeita à doutrina, mas também perigosas nos resultados práticos; e o fato de que estejam tão geralmente alcançando aceitação, torna duplamente essencial que todos tenham clara compreensão do que as Escrituras ensinam a tal respeito.

A verdadeira santificação é doutrina bíblica.

O apóstolo Paulo, em carta à igreja de Tessalônica, declara: “Esta é a vontade de Deus, a vossa santificação.” I Tess. 4:3. E roga: “E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo.” I Tess. 5:23. A Bíblia ensina claramente o que é a santificação, e como deve ser alcançada. O Salvador orou pelos discípulos: “Santifica-os na verdade; a Tua Palavra é a verdade.” João 17:17. E Paulo ensina que os crentes devem ser santificados pelo Espírito Santo. (Rom. 15:16.) Qual é a obra do Espírito Santo? Disse Jesus aos discípulos: “Quando vier aquele Espírito da verdade, Ele vos guiará em toda a verdade.” João 16:13. E o salmista declara: “Tua lei é a verdade.” Sal. 119:142. Pela Palavra e Espírito de Deus se revelam aos homens os grandes princípios de justiça incorporados em Sua lei. E desde que a lei de Deus é santa, justa e boa, e imagem da perfeição divina, segue-se que o caráter formado pela obediência àquela lei será santo. Cristo é um exemplo perfeito de semelhante caráter. Diz Ele: “Eu tenho guardado os mandamentos de Meu Pai.” João 15:10. “Eu faço sempre o que Lhe agrada.” João 8:29. Os seguidores de Cristo devem tornar-se semelhantes a Ele – pela graça de Deus devem formar caracteres em harmonia com os princípios de Sua santa lei. Isto é santificação bíblica.

Esta obra unicamente pode ser efetuada pela fé em Cristo, pelo poder do Espírito de Deus habitando em nós. Paulo adverte os crentes: “Operai a vossa salvação com temor e tremor; porque Deus é O que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a Sua boa vontade.” Filip. 2:12 e 13. O cristão sentirá as insinuações do pecado, mas sustentará luta constante contra ele. Aqui é que o auxílio de Cristo é necessário. A fraqueza humana se une à força divina, e a fé exclama: “Graças a Deus, que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo.” I Cor. 15:57.

As Escrituras claramente revelam que a obra da santificação é progressiva. Quando na conversão o pecador acha paz com Deus mediante o sangue expiatório, apenas iniciou a vida cristã. Deve agora aperfeiçoar-se; crescer até “à medida da estatura completa de Cristo”. Efés. 4:13. …

Não Há Lugar Para Arrogância

Os que experimentam a santificação bíblica manifestarão um espírito de humildade. Como Moisés, depois de contemplarem a augusta e majestosa santidade, vêem a sua própria indignidade contrastando com a pureza e excelsa perfeição do Ser infinito.

O profeta Daniel é um exemplo da verdadeira santificação. Seus longos anos foram cheios de nobre serviço a Seu Mestre. Foi um homem “mui desejado” do Céu. Dan. 10:11. Todavia, ao invés de ter a pretensão de ser puro e santo, este honrado profeta, quando pleiteava perante Deus em prol de seu povo, identificou-se com os que positivamente eram pecadores em Israel: “Não lançamos as nossas súplicas perante a Tua face fiados em nossas justiças, mas em Tuas muitas misericórdias. … Pecamos; procedemos impiamente.” Dan. 9:18 e 15. Declara ele: “Estando eu ainda falando, e orando, e confessando o meu pecado e o pecado do meu povo.” Dan. 9:20.

Quando Jó ouviu, do redemoinho, a voz do Senhor, exclamou: “Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza.” Jó 42:6. Foi quando Isaías viu a glória do Senhor e ouviu os querubins a clamar - “Santo, Santo, Santo é o Senhor dos exércitos” – que exclamou: “Ai de mim, que vou perecendo!” Isa. 6:3 e 5. Arrebatado ao terceiro Céu, Paulo ouviu coisas que não era possível ao homem proferir, e fala de si mesmo como “o mínimo de todos os santos.” Efés. 3:8. (II Cor. 12:2-4.) Foi o amado João, que se reclinou ao peito de Jesus, e Lhe contemplou a glória, que caiu como morto aos pés de um anjo. (Apoc. 1:17.)

Não pode haver exaltação própria, orgulhosa pretensão à liberdade do pecado, por parte dos que andam à sombra da cruz do Calvário. Sentem eles que foi seu pecado o causador da agonia que quebrantou o coração do Filho de Deus, e este pensamento os levará à humilhação própria. Os que mais perto vivem de Jesus, mais claramente discernem a fragilidade e pecaminosidade do ser humano, e sua única esperança está nos méritos de um Salvador crucificado e ressurgido.

Santificação Falsa – Basta “Crer Tão-somente”?

A santificação que ora adquire preeminência no mundo religioso, traz consigo o espírito de exaltação própria e o desrespeito pela lei de Deus, que a estigmatizam como estranha a religião da Escritura Sagrada. Seus defensores ensinam que a santificação é obra instantânea, pela qual, mediante a fé apenas, alcançam perfeita santidade. “Crede tão-somente,” dizem, “e a bênção será vossa.” Nenhum outro esforço, por parte do que recebe, se pressupõe necessário. Ao mesmo tempo negam a autoridade da lei de Deus, insistindo em que estão livres da obrigação de guardar os mandamentos. Mas é possível aos homens ser santos, de acordo com a vontade e caráter de Deus, sem ficar em harmonia com os princípios que são a expressão de Sua natureza e vontade, e que mostram o que Lhe é agradável?

O desejo de uma religião fácil, que não exija esforço, renúncia, nem ruptura com as loucuras do mundo, tem tornado popular a doutrina da fé, e da fé somente; mas que diz a Palavra de Deus? Declara o apóstolo Tiago: “Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé e não tiver as obras? Porventura, a fé pode salvá-lo? Mas, ó homem vão, queres tu saber que a fé sem as obras é morta? Porventura Abraão, o nosso pai, não foi justificado pelas obras, quando ofereceu sobre o altar o seu filho Isaque? Bem vês que a fé cooperou com as suas obras e que, pelas obras, a fé foi aperfeiçoada. Vedes, então, que o homem é justificado pelas obras e não somente pela fé.” Tia. 2:14, 20-22 e 24.

O testemunho da Palavra de Deus é contra esta perigosa doutrina da fé sem as obras. Não é fé pretender o favor do Céu sem cumprir as condições necessárias para que a graça seja concedida: é presunção; pois que a fé genuína se fundamenta nas promessas e disposições das Escrituras.

Ninguém se engane com a crença de que pode tornar-se santo enquanto voluntariamente transgride um dos mandamentos de Deus. Um pecado cometido deliberadamente faz silenciar a voz testemunhadora do Espírito e separa a pessoa de Deus. … Conquanto João em suas epístolas trate tão amplamente do amor, não hesita, todavia, em revelar o verdadeiro caráter dessa classe de pessoas que pretende ser santificada ao mesmo tempo em que vive a transgredir a lei de Deus. “Aquele que diz: Eu conheço-O e não guarda os Seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade. Mas qualquer que guarda a Sua Palavra, o amor de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado.” I João 2:4 e 5. Esta é a pedra de toque de toda profissão de fé. Não podemos atribuir santidade a qualquer pessoa sem julgá-la pela medida da única norma divina de santidade, no Céu e na Terra. …

E a alegação de estarem sem pecado é em si mesma evidência de que aquele que a alimenta longe está de ser santo. É porque não tem nenhuma concepção verdadeira da infinita pureza e santidade de Deus, ou do que devem ser os que se hão de harmonizar com Seu caráter; é porque não apreendeu o verdadeiro conceito da pureza e suprema beleza moral de Jesus, bem como da malignidade e horror do pecado, que o homem pode considerar-se santo. Quanto maior a distância entre ele e Cristo, e quanto mais impróprias forem suas concepções do caráter e requisitos divinos, tanto mais justo parecerá a seus próprios olhos.

Santificação – Entrega Total

A santificação apresentada nas Escrituras compreende o ser inteiro: espírito, alma e corpo. Paulo orou pelos tessalonicenses para que todo o seu espírito, e alma, e corpo fossem “plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”. I Tess. 5:23. Outra vez escreve ele aos crentes: “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis o vosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus.” Rom. 12:1. No tempo do antigo Israel, toda oferta trazida como sacrifício a Deus era cuidadosamente examinada. Se se descobria qualquer defeito no animal apresentado, era rejeitado; pois Deus ordenara que a oferta fosse “sem mancha”. Assim se ordena aos cristãos que apresentem o corpo “em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus”. A fim de fazerem isto, todas as faculdades devem ser conservadas na melhor condição possível. Todo uso ou costume que enfraqueça a força física ou mental, inabilita o homem para o serviço de seu Criador.

E agradar-Se-á Deus com qualquer coisa que seja menos do que o melhor que podemos oferecer? Disse Cristo: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração.” Mat. 22:37. Os que amam a Deus de todo o coração, desejarão prestar-Lhe o melhor serviço de sua vida, e estarão constantemente procurando pôr toda faculdade do ser em harmonia com as leis que os tornarão aptos a fazer a Sua vontade. …

Vida Transformada

O mundo está entregue à satisfação de si mesmo. “A concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida” (I João 2:16), dominam as massas populares. Os seguidores de Cristo, porém, possuem uma vocação mais elevada. …

Aos que satisfazem as condições: “Saí do meio deles, e apartai-vos, … e não toqueis nada imundo”, a promessa de Deus é: “Eu vos receberei; e Eu serei para vós Pai, e vós sereis para Mim filhos e filhas, diz o Senhor todo-poderoso.” II Cor. 6:17 e 18. É privilégio e dever de todo cristão ter uma experiência rica e abundante nas coisas de Deus. … Os brilhantes raios do Sol da Justiça resplandecem nos servos de Deus, e devem estes refletir os seus raios. Assim como as estrelas nos falam de uma grande luz no céu, com cuja glória refulgem, assim também os cristãos devem tornar manifesto que há no trono do Universo um Deus, cujo caráter é digno de louvor e imitação. As graças de Seu Espírito, a pureza e santidade de Seu caráter, manifestar-se-ão em Suas testemunhas. … O Grande Conflito, pág. 476.

Não Mais Condenado

Posto que a vida do cristão deva ser caracterizada pela humildade, não deve assinalar-se pela tristeza e depreciação de si mesmo. É privilégio de cada um viver de tal maneira que Deus o aprove e abençoe. Não é da vontade de nosso Pai celestial que sempre estejamos sob condenação e trevas. O andar cabisbaixo e com o coração cheio de preocupações não constitui prova de verdadeira humildade. Podemos ir a Jesus e ser purificados, permanecendo diante da lei sem opróbrio e remorsos. “Nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.” Rom. 8:1.

Por meio de Jesus os decaídos filhos de Adão se tornam “filhos de Deus”.Assim O que santifica como os que são santificados, são todos de um; por cuja causa não Se envergonha de lhes chamar irmãos.” Heb. 2:11. A vida cristã deve ser de fé, vitória e alegria em Deus. “Todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé.” I João 5:4. Com acerto disse Neemias, servo de Deus: “A alegria do Senhor é a vossa força.” Nee. 8:10. E Paulo diz: “Regozijai-vos, sempre, no Senhor; outra vez digo: regozijai-vos.” Filip. 4:4. “Regozijai-vos sempre. Orai sem cessar. Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.” I Tess. 5:16-18. São estes os frutos da conversão e santificação bíblica.

Ellen G.White em “Reavivamento e Seus Resultados” páginas 14 à 20.


[Extraído do Blog Sétimo Dia]

sexta-feira, 17 de abril de 2009

História da adoração – A criação de Adão e Eva

Capítulo 03

“Disse DEUS: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança...” (Gên. 1:26, pp).

Por qual motivo DEUS criaria o Universo? Por que Ele faria tantas estrelas, que não se pode contar, numa imensidão que ainda não se encontrou a dimensão de seu tamanho? Qual a razão de DEUS ter criado a natureza com suas belezas e atrativos, as plantas, os animais e tudo o mais? E por que as pequenas coisas, como o minúsculo átomo, mesmo assim, tão complexo e os minúsculos seres vivos com suas atraentes particularidades? Para que tanta diversidade na criação?

DEUS deveria ter um propósito com a criação. Qual seria esse propósito? Ele queria ver seres parecidos com Ele mesmo vivendo felizes. Era Seu objetivo colocar nessas belezas seres capazes de usufruí-las, para a sua realização de vida. E DEUS queria alegrar-se com esses seres vendo-os alegres, queria estar com eles. Não queria ficar só no Universo. Ele queria fazer tudo para que seres à semelhança d’Ele vivessem eternamente, e que jamais conhecessem a infelicidade.

Foi por esse motivo que, um dia, depois de ter criado plantas e animais no planeta Terra, Ele criou o primeiro casal. Deveriam reproduzir-se e encher a Terra. E serem felizes. Era Seu propósito que tivessem filhos, que estes constituíssem novas famílias, novos núcleos de felicidade. Ele queria expandir a felicidade a todo planeta.

O que significa ser feliz? A felicidade vem de DEUS, O Criador. Não existe possibilidade de outra fonte, porque não há outro lugar no Universo, nem outro ser, que seja amor em sua essência, em seu caráter, em sua lei. Não há outro ser no Universo que haja sempre por amor. Felicidade vem da intimidade com quem se ama, com quem nos sentimos bem, com quem nos quer bem. Felicidade é resultante do relacionamento com outros seres que desejam nos fazer felizes, é o desejo profundo de fazermos esses seres felizes.

Como a felicidade se inicia? Pela adoração! E o que é a adoração? É o relacionamento profundo com O Criador, que por ser amor, nos ama a ponto de morrer por nós. Adoração é ligar-se intimamente com DEUS por alguns momentos a cada semana. E esse momento especial foi escolhido por DEUS, é o sábado. Nesse dia DEUS decidiu que devêssemos parar todas as atividades que não contribuíssem para nossa ligação com o amor de DEUS.

Veja só. DEUS criou os seres humanos para serem sempre alegres. Para esse fim, Ele queria estar sempre junto com os seres humanos. E de tempos em tempos, Ele queria estar junto em grande intimidade. Deveriam ser momentos para Ele promover mais intensamente a felicidade dos seres que criara. Assim separou um dia em cada semana, o sétimo, para nele reservar-Se a nós. Em contrapartida pediu que também nós fizéssemos o mesmo, que nesse dia O adorássemos com exclusividade. E adorar a DEUS é ligar-se a Ele com amor mais intenso.

Esse foi o propósito de DEUS ter criado a imensidão do Universo, e nele ter posto seres à semelhança d’Ele mesmo: encher esse Universo com felicidade.

Fonte - Cristo Voltará



quinta-feira, 16 de abril de 2009

O papel da Igreja Adventista nos nossos dias

Breve retrospetiva histórica

A Igreja Adventista do Sétimo Dia foi estabelecida há mais de século e meio com um propósito claro e definido. O seu surgimento e formação, não foram fruto de um acaso qualquer, de uma simples fusão de interesses e objetivos comuns, tampouco o resultado de um esporádico despertamento religioso. Pelo contrário, a mão divina esteve ao leme deste movimento desde o primeiro momento, suscitando entre as fileiras do povo crente de então, um remanescente para proclamar a última mensagem de advertência aos habitantes da Terra (Apocalipse 14:7).

Desde esses idos entre 1840 e, na sua forma já organizada, 1860, o mundo sofreu mudanças tão drásticas como nunca antes em qualquer fase da História. A ciência e o conhecimento (secular e espiritual) multiplicaram-se enormemente (Daniel 12:4), ao ponto de hoje vermos em poucos meses progressos que durante milénios foram simplesmente impensáveis. A própria sociedade aceitou, talvez forçada, essas mesmas mudanças, apresentando hoje características tão divergentes e mutáveis que quase não há tempo para as catalogar e gerir.

A Igreja Adventista no mundo atual

A própria Igreja Adventista do Sétimo Dia é prova disso; desde um pequeno grupo de crentes, primeiro na América do Norte, depois espalhando-se gradualmente por várias partes do mundo (Mateus 28:19), estamos hoje transformados numa comunidade mundial que cresce a um ritmo superior ao da própria população mundial. Em cada ponto do planeta onde há presença adventista, conseguimos identificar realidades distintas de todos os outros, quer sejam culturais, sociais, ambientais, ou de qualquer outra ordem.

Esta situação resulta tanto em desafios como em oportunidades. Daí que, mais do que elaborar a habitual lista de competências que a Igreja deve manter no mundo – que de tanto repetida e tão pouco posta em prática, já se banalizou como recorrente ferramenta de discurso a partir dos nossos púlpitos – há que tentar perceber o que pode cada Igreja ser na respetiva comunidade onde está inserida, que cumpra com a missão evangélica, de resto inalterável, que lhe foi dada no princípio, sem abdicar de qualquer dos valores e princípios que são inerentes ao nome Adventista do Sétimo Dia.

A Igreja Adventista do Sétimo Dia tem hoje forte presença nas áreas da saúde, educação e auxílio humanitário por todo o mundo. Onde quer que haja necessidade ou oportunidade, ali está a mão auxiliadora da Igreja, fazendo-se reconhecer como uma força válida na procura do bem-estar e realização do ser humano, sendo admirada por governos e instituições. Nunca como motivo de orgulho vão, que leve a esconder as nossas responsabilidades individuais atrás do que está feito, deve ser este um forte incentivo à continuação dos esforços que a Igreja tem de provocar impacto positivo e decisivo onde quer que esteja.

A Igreja Adventista vista pelo lado de dentro

Entre os membros da Igreja, muitos há vivem numa quase solidão congregacional, onde os seus momentos espirituais se resumem à Lição da Escola Sabatina e à frequência da Igreja no Sábado de manhã. O seu contato pessoal com a liderança da Igreja resume-se à – por vezes mecânica e robotizada – saudação no final do Culto de Adoração. A palavra irmandade apenas torna formal um conceito, cuja realidade é bem distinta. Eles estão sozinhos, e precisam ser fortalecidos.

Ao contrário daquilo que é habitual entre aqueles que normalmente ocupam cargos de liderança na Igreja, uma boa parte dos crentes tem poucos ou mesmo nenhum outro familiar que partilhe da fé Adventista do Sétimo Dia. As influências que os rodeiam a cada instante são totalmente opostas àquilo que aprendem nos nossos templos ou com a nossa literatura. Estão permanentemente expostos a conversas e práticas que não se coadunam com a sua forma de pensar e atuar. Muitos são crentes recentes que se sentiram tão apoiados no período antes do batismo, para agora se verem como apenas mais um elemento na (e não da) comunidade.

Outros há que, membros há muito tempo, apenas ocupam formalmente os bancos da Igreja. Satisfazem-se em fazer parte numericamente, julgando dessa forma cumprir os requisitos para a salvação. Pior ainda, é verificar que enquanto as Escrituras fazem o constante apelo ao arrependimento e conversão como tema maior, muitos membros Igreja Adventista do Sétimo Dia cedem cegamente às conveniências imediatas, passeando o seu suposto e inquebrável estatuto de pré-salvação – algo que, de resto, apenas nos torna túmulos caiados (Mateus 23:27), nada mais.

Ser vs. fazer e dizer

Mantendo-se, como sempre, fiel à Sua promessa, deixou-nos o Senhor através da pena inspirada claras indicações adicionais de como nos devemos comportar e agir nestes últimos dias.

E, rebuscando os velhos compêndios que tanto valorizamos e nos distinguem – juntamente, e acima de tudo, com esse Eterno volume que é Bíblia – podemos olhar para o nosso movimento hoje, em particular no nosso país e dizer que estamos a mostrar Jesus ao mundo? Podemos afirmar que este movimento corre hoje para o encontro com o Senhor nos ares (I Tessalonicenses 4:17)? Ou estamos tão distraídos na nossa mornidão laodiceana que nem nos apercebemos do vómito divino (Apocalipse 3:16) que está prestes a atirar-nos para fora do Reino do Altíssimo?

Num mundo cada vez mais competitivo e arrasador para aqueles que perdem ou vão ficando desatualizados, que efemeramente honra vencedores e corrosivamente destrói os derrotados, a Igreja não pode correr o risco de valorizar mais o dizer e o fazer, em detrimento daquilo que provocou a real mudança de vida nos nossos pioneiros: o ser Adventista do Sétimo Dia (Levítico 20:26).

Exige-se que as comunidades adventistas, antes de pensarem sequer no que podem fazer ou em como podem atuar no lugar onde estão, se preparem para essa tarefa, sendo Adventistas do Sétimo Dia em tudo o que diga respeito à sua vida. Ser Adventista do Sétimo Dia não é um evento, um programa; é um estilo de vida. E enquanto cada membro não for capaz de se deixar transformar por Jesus num verdadeiro Adventista do Sétimo Dia, a Igreja, como grupo que reflete inexoravelmente as condições individuais, igualmente nunca o será na sua essência real, prática.

Os líderes da Igreja, principalmente Pastores mas também os seus oficiais mais destacados, precisam rever seriamente as suas posturas perante a vida.

Perguntemo-nos: através da nossa vida diária, que testemunha mais do que as nossas palavras, demonstramos estar a construir para a eternidade ou somente para este mundo? Os locais que frequentamos, as ocupações e entretenimentos que desfrutámos, as construções e compras que fazemos, manifestam uma disposição para as coisas do alto, ou uma distração e conformidade com as coisas de baixo (Colossenses 3:2)?

Mais cegos ficamos quando cedendo à tendência fácil de ser igual ao que nos rodeia, corremos o risco de perder o nosso foco ao gastamos demasiadas energias e recursos (de toda a espécie) em fórmulas ultra-modernas e técnicas super-avançadas de fazer avançar o evangelho. E sendo que novos métodos e estratégias não devem ser em caso algum descurados, não devemos valorizar demasiado a forma em detrimento do conteúdo.

Ao nos tornarmos demasiado profissionais, esquecemos o contato de amor, de amizade e companheirismo; e em vez de produzirmos almas para a salvação, quando muito apenas tentamos acrescentar números à estatística…

O que procura o mundo hoje?

As páginas dos jornais estão diariamente carregadas com notícias de índole económico, financeiro e social, que embora espalhem o pessimismo entre as pessoas, refletem a realidade do mundo de hoje. Talvez também por isso, uma qualquer visita rápida a uma livraria é o suficiente para nos apercebermos da quantidade, até há bem pouco tempo impensável, de livros sobre auto-ajuda, auto-realização, a procura da felicidade, etc..

Há que parar e perguntar: porque razão isto acontece? O que, de fato, procuram as pessoas?

Num mundo que de problema em problema, apenas dá a garantia de não ter solução para eles, surge no coração de muitos a necessidade de procurar por si próprios a segurança que não conseguem encontrar há muito. Desencantados com governantes e líderes em cujas mãos não está mais do que tentar evitar males maiores, procuram uma saída que lhes traga a paz, o sossego à alma e uma esperança maior em relação ao futuro.

Com certeza que encontraremos também pessoas que simplesmente não quererão ocupar as suas mentes com qualquer assunto espiritual, preferindo viver aquilo a que chamam os prazeres da vida. Para esses, é uma questão de tempo, se o tiverem, para se aperceberem que, na realidade, este mundo pouco tem de satisfatório. E nesse momento, passarão para o grupo descrito anteriormente, se souberem responder ao apelo do Senhor.

O papel a desempenhar pela Igreja Adventista

Em face disto, a Igreja Adventista do Sétimo Dia deve assumir declaradamente a sua missão em anunciar Jesus ao mundo perdido. E aqui, ao contrário de quase tudo aquilo que nos rodeia, nada de essencial mudou ainda em 160 anos…

Naturalmente que contextualizando a Igreja na sociedade em que está inserida, encontramos uma explosão do evangelho nos países menos ricos e/ou desenvolvidos, e grandes dificuldades de expansão nas zonas onde o secularismo prevalece. Mas em todos os lados, encontraremos pessoas que querem ouvir falar de Jesus.

O momento crucial da História em que nos encontramos não pode ser assumido levianamente. Por todo o lado se ouvem notícias e rumores da degradação constante das condições de vida – talvez não seja difícil comprovar que a palavra mais usada hoje em todo o mundo é ‘crise’.

Como Adventistas do Sétimo Dia, devemos perceber que a maior crise de todas não é aquela propagandeada pelos mídia. Enquanto os poderosos do mundo entretêm as pessoas com discursos, estratégias e supostas medidas de resolução, os Adventistas do Sétimo Dia precisam urgentemente refocar as suas energias na urgente mensagem da Segunda Vinda de Jesus, tornando-a, primeiramente, o ponto central das suas vidas, para depois a entregarem ao seu próximo.

Este propósito, aliado à falta de respostas por parte de uma sociedade cada vez mais agonizante, fará brilhar a luz que o evangelho fala, e à qual a alma honesta, ainda em trevas, não ficará indiferente.

Áreas de intervenção

No âmbito das atividades e programas da Igreja Adventista do Sétimo Dia, sugiro alguns aspetos práticos para os quais deverá haver especial atenção.

a) Preparem-se programas de Escola Sabatina eficazes, completos em conteúdo, com profundo estudo e dedicação durante cada dia da semana por parte dos seus Animadores;

b) Os Pastores e outros pregadores, dediquem-se à meditação e oração frequente, não apenas e quando pela responsabilidade imposta de ocupar o púlpito;

c) Sejam apresentadas ao povo pregações que reflitam a real e profunda vocação da Igreja: o arrependimento dos pecados e a proclamação da breve volta de Jesus;

d) Potencie-se o maior número possível de irmãos nas diferentes tarefas do Sábado de manhã, e não apenas naquelas que são tidas como secundárias;

e) Organizem-se reuniões de Sábado à tarde atrativas e produtivas em real conteúdo bíblico, e não meros passatempos e entretenimentos para ocupar a mente por momentos;

f) Entreguem-se responsabilidades a jovens (desde a adolescência) consagrados que sirvam de exemplo, incentivo e liderança para outros;

g) Renovem-se as reuniões de oração para que não constem de um fardo a meio da semana mas de um vibrante refrigério, com hinos, testemunhos, etc.;

h) Promovam-se programas de caráter profundamente evangelístico, com forte empenho e entrega pessoal e de relacionamento, em que a componente técnica seja o mais discreta possível;

i) Visitem-se os membros e amigos da igreja nos seus lares, estude-se ali a Bíblia e transmita-se uma palavra de amizade, ânimo e conforto que saia do coração e não de lábios pré-formatados;

j) Os membros e respetivas famílias, principalmente os que residem mais afastados da igreja, reúnam-se nas casas estudando a Bíblia, o Espírito de Profecia e orando.

Conclusão

O tempo para se ser transformado pela graça de Deus é hoje (Hebreus 3:13, 15). Em breve não haverá mais dia para proclamar a mensagem. Por muito que pensemos ser essa uma responsabilidade alheia ou esquecida, está nas mãos de cada Adventista do Sétimo Dia abreviar o retorno majestoso do Rei no Universo.

Deus chama hoje cada membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia a dar esse passo em frente na Sua direção. Deus quer que cada alma provoque um impacto no lugar onde está ou para onde for chamado. No entanto, só o poderá fazer depois de renovada e transformada pelos méritos do Salvador do mundo.

Está nas mãos de cada membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia tomar a decisão de se entregar mais ao Senhor. Ao deixar de vez as cadeias que o prendem a esta terra estéril, prepare-se ele para o grande dia da volta de Jesus e ajude outros a fazer o mesmo.

Então, o fim chegará. E, como diz a pena inspirada, o pequeno rebanho finalmente encontrará um lar.

P.S.: esta reflexão foi escrita a pensar e tendo em conta a realidade da Igreja Adventista do Sétimo Dia em Portugal. Cada leitor que a contextualize à sua realidade, caso não seja a mesma que foi objeto do artigo.

Fonte - O Tempo Final

segunda-feira, 30 de março de 2009

Como reavivar uma Igreja

Por que os cultos em algumas igrejas Adventistas são tão "frios" e "desanimados"?

Por que alguns sermões não alcançam os corações dos adoradores?

Por que existe tanta frieza na vida espiritual de alguns Adventistas do 7º Dia?

Por que a Igreja Adventista não utiliza o modelo de culto de outras denominações, cujas reuniões estão sempre repletas de pessoas?

Estas são algumas das perguntas que frequentemente são feitas aos líderes Adventistas. Recentemente recebi um e-mail de um assíduo leitor deste blog, o qual me fez diversas indagações sobre nossa maneira de adoração, em especial sobre o estilo dos cultos, que, às vezes, não produzem a sensação de que houve realmente um encontro com Deus.

Eu creio no seguinte: NÃO PRECISAMOS COPIAR NINGUÉM!

Não é porque uma igreja A ou B tem seus cultos com pessoas do lado de fora, que nós devamos fazer "tudo" que eles fazem, para termos os mesmos resultados. Sabemos que há muito Cristianismo adulterado por ai, com mensagens que levam as pessoas a buscarem bens e prazeres materiais, curas, milagres, exorcismos, etc., mas sem uma mensagem centrada na Bíblia, no "Assim diz o Senhor".

Muitas denominações se enchem de pessoas porque apresentam uma mensagem que não "cobra" nenhuma mudança de vida. Ou seja, apenas pregam que Jesus salva, liberta e cura, mas não dizem que este mesmo Jesus espera renovar a vida da pessoa e colocá-la no Caminho da Verdade e da Salvação Eternas (cf. Mat. 7:21-23; Rom. 6:4; 2Cor. 5:17; João 14:15; 15:14; etc.).

Por isso, não penso que a solução seja "copiar" o que existe em outras denominações. Infelizmente, parece que esta tem sido uma tendência em alguns lugares, os quais estão preferindo utilizar-se de músicas, sermões, liturgias, e até "jargões" estranhos à cultura Adventista, com o objetivo de atrair mais adoradores. A intenção pode ser boa, mas devemos cuidar para que os princípios de nossa fé não estejam sendo rebaixados!

Como Reavivar?

É uma realidade, infelizmente, que algumas congregações Adventistas tenham uma "vida" muito "sem sal", ou seja, são comunidades de crentes que não contagiam pela alegria, vibração e entusiasmo que os não-crentes esperam ver quando visitam nossas igrejas pela primeira vez (cf. Atos 2:46-47).

O que podemos fazer para mudar esta situação? Em primeiro lugar, acredito sinceramente que a temática dos sermões pregados nestas congregações "frias" e "sem vida" tem uma imensa parcela de culpa na situação espiritual da Igreja. Até que ponto as necessidades dos adoradores estão sendo supridas com os sermões? Como eles estão encontrando eco no coração das pessoas? Os dramas e temores da vida moderna estão sendo esclarecidos e solucionados através dos sermões, ou as pessoas "entram vazias" e "saem cheias"... de novas angústias? Os jovens estão encontrando respostas para as lutas que enfrentam na sociedade secularizada em que vivem?

Não era assim que Jesus pregava. É só ler os Evangelhos para comprovar isso.
Suas mensagens, Seus momentos de "entrevista individual" com alguma pessoa, Seus milagres, etc., revelam que a preocupação de Deus é por nossa cura espiritual, por nos libertar dos jugos desta vida.

"Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o Meu jugo e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o Meu jugo é suave, e o Meu fardo é leve" (Mat. 11:28-30).

O "fardo" de Jesus é leve... pois é Ele que carrega por nós!
Os sermões que ensinam uma mensagem de exagerado sacrifício, de religião fanática, de cristianismo triste e sem vida, não provêm do Alto... com absoluta certeza!

Se sua igreja precisa ser reavivada, comecem a pregar mensagens de esperança, de salvação em Cristo, de libertação. O Novo Testamento está repleto de temas para este tipo de pregação.

Não adianta querer reavivar uma igreja pregando sobre vestuário, alimentos saudáveis, dinheiro, profecias alarmistas, murmurações contra a liderança, etc. Estes podem até ser temas interessantes, mas não devem ser o único "repertório" de uma congregação que deseja ser VIVA.

O grande pastor e teólogo Adventista, Dr. Hans K. LaRondelle, em seu brilhante livro "O que é Salvação?", diz o seguinte:

"Há muitos no mundo e na Igreja que inconscientemente anseiam pela mensagem: ‘Os teus pecados estão perdoados’. Portanto, em cada sermão, o pregador precisa proclamar a justificação" (p. 78).

Justificação, salvação, exaltação da Cruz, libertação do pecado, Jesus, Jesus, Jesus... ai está o segredo do sermão eficaz! É isso o que o povo precisa ouvir, quando os dramas da vida sufocam o coração: TEUS PECADOS ESTÃO PERDOADOS! VÁ EM PAZ!

Uma igreja que só ouve sobre o tamanho do cabelo ou o vestuário das mulheres, sobre a "irreverência" durante o sábado, sobre os benefícios da alimentação vegetariana, sobre os perigos do uso de bateria durante o culto, etc., não pode ser uma igreja viva.

Como eu disse, estes temas têm o seu devido lugar de importância, mas não é no PRIMEIRO LUGAR.

Caros pregadores, preguem mais sobre o livro de Romanos, sobre os milagres de Jesus, sobre a alegria da salvação em Cristo... e suas igrejas iniciarão um reavivamento que jamais foi visto!

Algumas Dicas Práticas:
Fonte: Manual do Pr. Ronaldi Neves Batista (UEB).

1. Uma Igreja se reaviva num período de 4 a 6 meses.
2. Eu mesmo, como líder, tenho que estar vibrando por Cristo – preciso estar reavivado.
3. Reúna os oficiais e defina responsabilidades. As reuniões deverão ocorrer mensalmente.
4. Dirija cada reunião com entusiasmo e animação.
5. Saia da rotina nos cultos de quarta e domingo.
Domingo – reuniões de cunho evangelístico, com "corinhos", slides, filmes, brindes, um lanche ao final, etc.
Quarta – bons pregadores, experiências missionárias, testemunhos de curas e milagres, muita música alegre e inspiradora.
6. Tenha uma reunião semanal dos professores da Escola Sabatina.
7. Forme novos professores.
8. Tenha um serviço de cânticos animado. Nada daquele serviço monótono, sem vida e feito de improviso, apenas para “cumprir tabela”.
9. Realize cursos de Evangelismo Voluntário.
10. Reúna os instrutores bíblicos para motivá-los e treiná-los.
11. Separe pelo menos 20% do orçamento da Igreja para investir no trabalho missionário.
12. Faça reuniões de oração com os líderes, para orar pelos estudantes e interessados.
13. Tenha uma boa equipe de recepção em TODOS os cultos. Esqueça aqueles recepcionistas antipáticos, frios e que correm para o banco assim que o culto começa.
14. Programa de visitação constante pelos Anciãos e Diáconos.
15. Tenha classes bíblicas permanentes: jovens, adultos, juvenis.
16. A cada trimestre, faça uma reunião administrativa e de avaliação do planejamento.
17. NÃO DESANIME NA PRIMEIRA DIFICULDADE.

Temos um imenso ARSENAL à nossa disposição para fazer com que nossa igreja seja VIVA e ANIMADA. Não há porque copiar ninguém, pois tudo o necessário já faz parte de nossa fé e cultura... só precisamos utilizar.

Quanto antes vocês começarem, maiores serão as alegrias de verem os "ex" retornando, os jovens se animando na missão, as crianças alegres, os adultos empolgados com a fé... e as visitas marcando presença em cada culto e reunião.

"Pois não me envergonho do Evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê..." (Rom. 1:16).

O EVANGELHO É UM PODER... UMA VERDADEIRA "DINAMITE"!

Fonte - Blog Prof. Gilson Medeiros

terça-feira, 24 de março de 2009

Seguindo a Multidão

Lucas 7:11-17 conta a história de um dos milagres de Jesus.

'E aconteceu que, no dia seguinte, Ele foi à cidade chamada Naim, e com ele iam muitos dos seus discípulos, e uma grande multidão; e, quando chegou perto da porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único de sua mãe, que era viúva; e com ela ia uma grande multidão da cidade. E, vendo-a, o Senhor moveu-se de íntima compaixão por ela, e disse-lhe: não chores. E, chegando-se, tocou o esquife (e os que o levavam pararam), e disse: jovem, a ti te digo: levanta-te! E o defunto assentou-se, e começou a falar. E entregou-o a sua mãe. E de todos se apoderou o temor, e glorificavam a Deus, dizendo: um grande profeta se levantou entre nós, e Deus visitou o seu povo. E correu dele esta fama por toda a Judéia e por toda a terra circunvizinha.'

Jesus era um missionário incansável; por isso o verso 11 começa por dizer 'aconteceu pouco depois', isto é, ainda não tinha passado muito tempo desde que ele tinha sido confrontado com o mensageiro de um centurião romano cujo servo havia adoecido gravemente, e o havia curado.

Esta foi, provavelmente, uma das primeiras viagens pelas aldeias da Galileia. Naím, não é mencionada em nenhum outro ponto da Bíblia, mas refere-se à atual cidade de Nein, situada a 40Km de Cafarnaum e 8Km de Nazaré. Muito perto desta aldeia, havia um grande cemitério escavado na rocha, que ainda hoje se mantém, embora em ruínas.

Apesar de estar no início do Seu ministério, desde logo a Sua fama era enorme: 'e com Ele iam muitos dos Seus discípulos e uma grande multidão' (v. 11). Antes disto, Jesus tinha já curado o mencionado servo do centurião, um homem com a mão mirrada, um paralítico, um leproso e apresentado o famoso Sermão da Montanha, onde foi escutado por pessoas da Judeia, de Jerusalém, de Tiro e de Sídon (ver. Lucas 6:17).

Ao chegarem perto da porta da cidade de Naím, um outro aglomerado de pessoas surge em cena: um cortejo fúnebre, onde uma outra multidão segue um caixão onde estava depositado um morto.

Aqui vemos um enorme contraste: uma grande multidão segue Jesus, a Vida; e uma outra multidão segue a morte (representada pelo defunto)!

O morto era o filho único de uma mulher. Naquele tempo, o sustento das mulheres era a família; ora, esta mulher já não tinha marido (o v. 12 refere que era viúva) e tinha acabado de perder o último homem da sua casa. Não sabemos se ela estava em condições de ser recolhida por uma outra família, mas o texto bíblico não dá indicações nesse sentido; logo, podemos assumir que ela corria o risco de ficar sozinha, e mais do que isso, abandonada.

Este é também um momento especial no ministério de Jesus: pela primeira vez Ele se enfrenta cara a cara com a morte. Ele era o Criador da vida; por Ele todas as coisas tinham sido trazidas à existência (ver João 1:3). Agora, em pleno exercício da Sua obra na Terra, Jesus era confrontado com o resultado final da queda do homem, que Ele tinha testemunhado cerca de quatro milénios antes.

Qual foi a reacção de Jesus? O verso 13 diz que Ele 'se moveu de íntima compaixão' pela viúva, que era a pessoa ali presente mais afetada por esta morte! (É interessante verificar que o autor do livro de Lucas identifica Jesus como 'o Senhor', denotando desde logo a Sua autoridade divina.)

No entanto, aparentemente, o caso era bem diferente dos anteriores nos quais Jesus tinha estado envolvido: antes, Ele tinha curado doentes; agora, tratava-se de alguém que já não tinha sequer a mínima réstia de vida...

Reparemos que não há registo de alguém lhe ter feito um pedido ou uma súplica; Jesus, por Sua livre vontade, olhou para aquela cena e compadeceu-se com o sofrimento e a dor da pobre mulher.

A compaixão de Jesus não ficou por um simples sentimento interior. Ele exteriorizou isso quando se aproximou da viúva e lhe disse: ‘não chores’ (v. 13).

Vejamos: a mulher tinha todas as razões para chorar, estar desgostosa e em pranto. A sua vida parecia ter terminado ali; além de perder o seu filho, o futuro era-lhe uma grande incógnita e motivo de apreensão. Ela poderia, eventualmente, até pensar que Jesus não estava totalmente consciente da sua situação, que não estava a entender as consequências para a sua vida. E Jesus vem e diz-lhe... 'não chores'?!!!

Contudo, e como sempre, a ação de Jesus nunca está dependente de sentimentos, raciocínios e lógicas humanas.

Destemidamente, Ele enfrenta o defunto, representando a morte, o poder final do pecado. Ele toca no caixão e os carregadores páram, toda a multidão pára.

Naquele tempo, os caixões eram abertos e o corpo repousava envolto em panos. Tocar no morto ou no caixão era sinal de imundície por sete dias (ver Números 19:11). Ninguém jamais ousaria contaminar-se dessa maneira. Por essa razão, aqueles que levavam o caixão pararam, com certeza em espanto por aquele ato tão inesperado da parte do Salvador.

Esta é uma grande lição: quando Jesus entra em ação, tudo à volta perde o valor e importância. Tudo o quanto nós julgámos como certo deve ser repensado segundo aquilo que Jesus traz e o que Ele vem ensinar.

Então, desafiando as leis naturais que os homens tinham como certas, Jesus volta-se para o morto e ordena: ‘levanta-te!’ O Autor da vida ousava dar uma ordem a um cativo da morte! Aquele cuja mão tinha definido a criação em cada pormenor, estava ali recriando algo que tinha sido destruído pelo pecado (ver Romanos 6:23)!

À ordem da voz de Deus, o homem que estava deitado jazendo morto, ergue-se e sentando-se, começa a falar com os presentes!

A morte não teve poder sobre o Criador da vida! O choro transformou-se em riso; a dor em gozo; a tristeza em alegria! Por essa razão tinha Ele tinha dito à viúva: ‘não chores’!

Jesus está sempre a ver mais além do que aquilo que a visão humana pode atingir. Onde o ser humano vê tristeza e dor, Jesus vê uma oportunidade de demonstrar que Ele, e só Ele, pode resolver os nossos problemas mais profundos!

Todos os presentes ficaram espantados (v. 16). Quando conseguiram recuperar do choque e admiração causados pela cena, glorificaram a Deus pelo que tinham testemunhado. Mas mais ainda, não ficaram apenas pelas palavras; eles abandonaram o cortejo fúnebre e foram por todo o lado testemunhando em favor de Jesus (v. 17)! Isto é, conhecendo a Jesus, deixaram a multidão fúnebre que tinham vindo a seguir e engrossaram as fileiras da multidão que seguia o Salvador!

Como é que podemos hoje glorificar a Deus? Simplesmente escolhendo a qual das multidões nos queremos juntar: a multidão que segue Jesus, Aquele que pode dar a vida eterna, ou as multidões que se arrastam tristemente pelo mundo, seguindo a consequência maior do pecado, a morte, e todas as coisas que a ela conduzem!

O mundo atual tem tantos perigos e tentações mesmo para o fiel crente, que por vezes se torna difícil discernir qual a multidão que é liderada por Jesus. No entanto, algumas perguntas podem ser respondidas para percebermos bem a que multidão pertencemos:

a) Quanto tempo ocupo diariamente estudando a Bíblia?
b) Que outras leituras escolho para alimentar a minha mente? (Romances? Novelas?)
c) Que tipo de programas assisto na televisão, que hoje está carregada de violência, imoralidade e pecado?
d) Quem são os meus amigos? Que tipo de companhia são eles para mim? (ver Salmos 1:1)
e) Qual a alimentação que escolho para mim?
f) Como está a minha frequência e envolvimento na igreja? Ou sou apenas mais um número nos bancos da igreja, somente para a estatística?

Se a conclusão é que estamos no caminho errado, Deus quer convencer-nos da decisão que precisamos tomar: mudar de multidão!

Filipenses 4:8 diz 'quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai'.

Filipe Reis

Fonte - Nisto Cremos

quarta-feira, 11 de março de 2009

"A" Esperança

Acabo de chegar do almoço, literalmente, 13:00 horas de 11 de março de 2.009. Estive em um restaurante self-service de uma amiga. Algumas vezes vou lá no "dia da feijoada" porque sei que fazem o feijão preto separado das carnes de porco.

Até aqui nenhuma novidade.

Mas havia uma senhorinha sentada à mesa do meu lado esquerdo. Ela me observa e eu não entendo bem o porquê de tantos olhares. Termina de almoçar e se levanta, com outra pessoa já à espera da desocupação da mesa, mas demora-se neste processo. Repentinamente para ao meu lado, confesso que a primeira mensagem de meu cérebro é que vai me pedir alguma coisa, no entanto, pergunta: "O senhor é evangélico?"

Sinto vergonha pelo preconceito que tive.

Respondo que sim, ela amorosamente me abraça e pergunta em meu ouvido: "Jesus vai voltar, não vai?", começa a chorar. Dando-lhe um beijo e um abraço respondo mais uma vez que sim e ela com os olhos marejados faz nova indagação: "O senhor é adventista?" Agora em vez do preconceito, a soberba. Mais uma vez meu cérebro me trai trazendo como primeiro pensamento algum tipo de luz que brilharia por ser adventista. Digo que sim e ela me diz que também o é.

Novamente vergonha.

Trocamos mais algumas palavras, descobrimos que frequentamos Igrejas próximas e ficam no ar os convites que sinto talvez não contem com o atendimento respectivo. Com um sorriso doce nos lábios e os olhos ainda molhados, se despede. A sábia senhorinha, "Dona" Zeni, fez apenas a leitura dos sinais. Observou-me orando antes de iniciar a refeição, analisou o que eu estava comendo e traçou rapidamente o quadro que estava à sua frente.

Eu, tão atento à ocorrência de "sinais" proféticos, que têm pululado em nossos dias, fui incapaz de notar a presença de uma irmã de fé sentada bem ao meu lado. Imagino então quantas pessoas sedentas pelas verdades eternas, o bálsamo da graça e as boas-novas da salvação passam pelo meu caminho sem serem também notadas.

Vergonha.

No caminho de volta penso sobre ter "uma" esperança em contraste com ter "A" Esperança. Louvado seja o nome do Senhor Jesus, porque o Reino é realmente dos "pobres" de espírito, que choram sim, que têm sede de justiça sim, mas são mansos, misericordiosos e puros de coração. Estes verão a Deus.

A lição que se fixa em minha memória é a de que a boca fala do que o coração está cheio.

Sim, porque para estes "escolhidos" não é que o mundo não tenha brilho. Na verdade, a única Luz que o próprio mundo lhes permite ver é A que hoje já brilha como por espelhos em seus corações. Esta mesma Luz um dia surgirá através de uma inicialmente pequena nuvem, que ao maior se tornar, trará em meio à Sua própria majestade o Reino que lhes foi prometido. Então verão finalmente, face a face, quem fez a promessa, porque Ele é fiel.

Bem aventurados...

Que Esperança!

Apocalipse 21:4 - E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas.


quinta-feira, 5 de março de 2009

A temperatura preferida de Deus

“E ao anjo da Igreja que está em Laodiceia, escreve: assim diz a Testemunha Fiel e Verdadeira, o Princípio da criação de Deus: Eu sei as tuas obras, que nem és frio nem és quente; oxalá foras frio ou quente! Assim, porque és morno e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca.” Apocalipse 3:14-16

Este trecho é retirado da mensagem profética à igreja de Laodiceia, contida nos últimos versos de Apocalipse 3, que é dirigida especificamente ao povo que habita a Terra no tempo imediatamente antes da Segunda Vinda de Jesus.

A Palavra infalível começa por afirmar que Deus sabe quais são as obras da Igreja de Laodiceia. Ele conhece exactamente tudo aquilo que cada um de seus membros é e faz. Pormenor algum escapa ao Seu conhecimento (ver Mateus 10:29, 30). Em Isaías 29:15 confirmamos que ninguém se pode pretender ou julgar longe do alcance de Deus: ‘ai dos que querem esconder profundamente o seu propósito do Senhor, e fazem as suas obras às escuras, e dizem: Quem nos vê? E quem nos conhece?’.

Que avaliação faz Deus dessas obras que esta igreja revela? Que comportamentos e atitudes identifica Ele na sua vida?

Um primeiro ponto fica claro: se Ele conhece essas obras, é porque elas existem; logo, o problema não é a quantidade. O que pode acontecer, é existir algo de errado com essas obras, e Deus ter decidido intervir para advertir e recomendar a Igreja.

As obras às quais Deus Se refere, não são as obras ditas visíveis, palpáveis que esta igreja faz; contextualizando ao mundo actual, e à nossa realidade como Adventistas, Ele não Se refere às escolas, aos hospitais, aos lares para idosos, às editoras e hospitais que temos nem ainda aos desamparados e desabrigados que socorremos. Deus fala aqui das obras espirituais, dos nossos comportamentos e acções, das nossas motivações propósitos e sinceridade de coração.
E, logo nos aponta o problema: as nossas obras não são quentes nem frias – são mornas! Então, surge como lógica a pergunta: o que significam, o que quer Ele dizer com obras quentes, frias e mornas?

Estes três níveis de temperatura são símbolos do comportamento humano – comportamento espiritual. Paralelamente, o Novo Testamento descreve o comportamento espiritual (também) em três categorias:

a) obras da carne;
b) obras da fé;
c) obras da lei.

Será que, logicamente, a cada tipo destas obras corresponde cada tipo de temperatura (quente, frio e morno) denunciado em Apocalipse 3:15?

Em Romanos 7:14 é-nos mostrada a condição humana: “… mas eu sou carnal vendido sobre o pecado.” Paulo quer dizer ‘os meus comportamento são carnais, dependentes da minha condição de pecador’.

Ao longo do Novo Testamento, vemos um paralelismo claro entre carne e pecado. Logo, as obras da carne são o pecado que cometemos. Gálatas 5:19-21 descreve pormenorizadamente algumas dessas obras: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, invejas, bebedices, homicídios, etc..

Se quisermos resumir todos estes comportamentos numa só palavra, poderíamos dizer que estas obras são o pecado, ou seja, o desvio da vontade e propósito original de Deus. Romanos 8:7-8 diz claramente que “…a inclinação da carne é inimizade contra Deus (…) os que estão na carne não podem agradar a Deus”.

Ou seja, as obras que provêem da carne (do pecado, da natureza caída) não podem ser nem produzir alguma coisa boa. Mateus 24:12 vai ainda mais longe ao apontar uma consequência deste comportamento: “e por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará”.

A conclusão é óbvia: o aumento (ou simples permanecer, pactuar com o pecado) conduzirá a um progressivo arrefecimento da condição espiritual.

No Médio Oriente dos tempos bíblicos, a parte clara do dia era conotada com o calor e a parte escura, a noite, as trevas, com o frio. Por isso lemos em Efésios 5:11 “e não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas antes condenai-as.” As trevas, ou escuridão, representam o lugar onde as obras e tudo o que lá há é frio. Assim, Deus não poderá dar outra ordem que não seja o nosso afastamento das obras de procedem da carne, essas que têm a sua origem no próprio eu.

Como tal, as obras frias são as obras da carne, resultantes do pecado.
O que serão, então, as obras quentes?

Em Gálatas 5:16-17 lemos: “andai no Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne. A carne luta contra o Espírito e o Espírito luta contra a carne.” As obras motivadas pelo Espírito encontram-se em total oposição às obras do pecado.

E como podemos saber que estamos trilhando e executando as obras do Espírito? João 14:12 dá a resposta: “aquele que crê em Mim, fará as obras que Eu faço.” O crer, ter fé, andar pela fé (isto é, fazer as obras da fé), acontece quando o Espírito de Deus habita e toma conta do ser. Não mais as obras serão dos homens, mas serão as obras de Deus realizadas nos Seus discípulos pelo Seu Espírito Santo. Logo, são obras do Espírito e não da carne, como as anteriores: “vós, porém, não estais na carne, se é o Espírito de Deus que habita em vós” (Romanos 8:9-10).

É sempre Deus quem dirige as obras da fé; por isso elas são quentes. A morte das obras frias da carne acontece quando vida é caracterizada pelas obras quentes do Espírito de Deus. É Ele quem produz essas obras – a nossa actuação passa a ser o resultado da presença de Deus. As obras dirigidas pela fé são o resultado do trabalho de Deus na vida daquele que Lhe entrega a sua vontade, daquele que decide submeter o controlo da sua vida ao poder divino.

Esta é a forma visível, palpável de Deus habitar em cada um. O apóstolo Paulo elogia os tessalonicenses pela ‘obra da vossa fé’ (I Tessalonicenses 1:3) – uma fé que leva à acção.
Resumindo: obras da carne (do homem, do pecado) são obras frias; obras da fé (efectuadas por Deus em nós) são obras quentes.

Finalmente, o que serão as obras mornas, as que Deus repreende fortemente?

Por exclusão de partes, as obras mornas são as obras da lei. Gálatas 3:10-11 diz “todos aqueles que são das obras da lei, estão debaixo de maldição. E é evidente que pela lei, ninguém será justificado.”

A justiça que vem das obras da lei é uma justiça própria, baseada no próprio eu. As obras da lei são a auto-justificação, um raciocínio que conclui (erradamente): cumpro, logo sou apto. São os nossos esforços legalistas, o simples cumprir da lei, dos preceitos e ordens com o objectivo de obter salvação.

As acções exteriores até podem parecer iguais às acções quentes. Mas aquilo que é visível não é necessariamente o pleno reflexo do que vai dentro do coração, nas intenções e motivações, na verdadeira e profunda decisão, pois verdadeiramente é o eu que dirige os passos. Mas, por serem uma mistura de motivações erradas com fins correctos, elas são mornas. É a carne fazendo o trabalho que é correcto, necessário, fundamental, mas que cabe ao Espírito fazer.

Qual é o problema da mornidão? É a justiça própria, aquele sentimento que leva a pensar que a intervenção de Deus não é necessária.

Vejamos como este factor se aplica à Igreja de Laodiceia (que era uma cidade termal, por isso própria para aferir a diferença entre quente, frio e morno). Durante o período em que Nero foi imperador romano, esta cidade sofreu um forte terramoto. Esta catástrofe natural era algo frequente naquela zona, mas a do ano 60 d.C. destruiu a cidade por completo. Roma ofereceu dinheiro para a reconstrução mas os habitantes de Laodiceia recusaram, por serem muito ricos e terem meios para resolverem o problema sem ajuda externa. Eles diziam: ‘nós temos muito dinheiro’.

Por outro lado, pela cidade passava uma das principais vias daquele tempo, de tal forma que se tornou um ponto de convergência das mais diversas rotas de comércio. Por comprarem os melhores tecidos que havia, ali trazidos pelos mercadores, os laodiceanos tornaram-se grandes artífices de vestuário, de tal forma que todos se vestiam sumptuosamente. Eles diziam: ‘nós temos as melhores roupas’.

Finalmente, havia ali algum avanço na medicina. De acordo com o historiador grego Strabo, havia em Laodiceia uma escola médica, na qual leccionava um famoso oftalmologista. Perto dali ficava a Prígia, onde um poderoso ingrediente para loções oculares, o chamado pó da Prígia, também referido em obras de outros autores gregos como Aristóteles (filósofo) e Galeno (médico), era largamente estudado e utilizado. Portanto, Laodiceia tornou-se famosa pelo uso desse unguento para os olhos, que era um tratamento muito avançado para a época. Eles diziam: ‘nós vemos muito bem’.

Repare-se agora no contraste: enquanto o povo diz ‘nós temos muito dinheiro’, ‘nós temos as melhores roupas’ e ‘nós vemos muito bem’, Jesus aponta-lhe o dedo e diz: ‘Aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças; e roupas brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os teus olhos com colírio, para que vejas.’

Que enorme diferença entre aquela que pensamos ser a nossa condição, e aquilo que Jesus nos diz que precisamos: ‘sem Mim nada podeis fazer’ (João 15:5)!

Ellen G. White adverte no livro ‘Aos Pés de Cristo’, pág. 44: “Há os que professam servir a Deus, ao mesmo tempo que confiam em seus próprios esforços para obedecer à Lei de Deus, formar um carácter recto e alcançar a salvação. Seu coração não é movido por uma intuição profunda do amor de Cristo, mas procuram cumprir os deveres da vida cristã como uma exigência de Deus a fim de alcançarem o Céu. Semelhante religião, nada vale.”

Por mais incrível que nos possa parecer, a Testemunha Verdadeira, Jesus, diz que uma vez que estando presos nas obras mornas da justiça própria, seria preferível que fossemos dirigidos pelas obras da carne!

Se fazemos obras quentes, estamos no caminho de Deus – ÓPTIMO! Romanos 2:20 saúda aquele que se entrega ao Senhor sem reservas: “vivo não mais eu mas Cristo vive em mim.”
Se fazemos as obras frias, estamos em pecado – ÓPTIMO, Deus pode entrar em acção para nos salvar! Se em Romanos 7:24 somos justamente condenados na expressão “miserável homem que eu sou, quem me livrará do corpo desta morte?”, em Romanos 5:20 temos a solução para o nosso problema: “onde abundou o pecado, superabundou a graça de Deus.”

No entanto, se fazemos as obras mornas, pensando que estamos muito bem – PÉSSIMO, Deus não pode fazer seja o que for! Não há uma decisão de arrependimento, não há uma vontade de mudança de rumo, não há um desejo de alterar o comportamento, não há uma entrega ao Senhor; por isso enganosamente dizemos ‘de nada tenho falta' (Apocalipse 3:17)! Então, a trágica consequência é gravemente proferida por Jesus: ’vomitar-te-ei da Minha boca’ (Apocalipse 3:16), em paralelo total com aqueles a quem Jesus dirige as palavras ‘nunca vos conheci; apartai-vos de Mim, vós que praticais a iniquidade’ (Mateus 7:23) – sim, esses mesmos que em nome de Jesus dizem ter praticado todas as suas obras…

Quando Jesus refere (3:20) ‘eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a Minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo’, está a estender o convite a deixarmos o frio ou a mornidão que caracteriza a nossa vida, e nos deixemos aquecer pelo poder que Ele nos oferece! Ele quer remover a nossa inclinação para o que é frio e morno, sem valor espiritual, sem conteúdo bom e verdadeiro!

João 10:27 explica quem são aqueles que ouvem a voz de Jesus: ‘as minhas ovelhas ouvem a minha voz e Eu conheço-as, e elas me seguem’.

‘Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais os vossos corações’ (Hebreus 3:15). O coração duro é aquele que é morno, que não ouve a voz de Jesus. Por essa razão teve Ele de se voltar para a Sua cidade amada e chorar (ver Lucas 19:41)…

Hoje mesmo está na mão de cada um limpar as lágrimas do rosto de Jesus! Hoje mesmo é o tempo de perder a mornidão que nos atinge e cega a mente! Hoje mesmo é o tempo de nos voltarmos para o Senhor com um coração humilde e sincero em busca de Seu perdão, de ouvir a Sua voz e deixá-Lo entrar para cear em nossa casa!

Filipe Reis - Vila Nova de Gaia, Porto, Portugal - Editor do Blog - O Tempo Final

Fonte - Nisto Cremos

Nota DDP: Os negritos são de nossa lavra.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

O trabalho de um profeta

A lição cita a profecia de EGW sobre a união entre protestantes americanos e a igreja católica. Isso foi escrito num tempo em que tal unidade era inconcebível. Nenhum analista político e eclesiástico arriscaria supor tal tendência. Mas a profecia foi dada e os adventistas creram nela, e pregaram. Hoje é uma realidade em plena consolidação.

Aproveitamos para ressaltar uma das estratégias para a união das igrejas: cooperar no que já é comum entre as igrejas, isto é dito como “o que nos une” e dialogar, sem pressa, no que há divergência isto é dito “o que nos separa”. Essa é uma estratégia que deixa em situação muito difícil aquelas igrejas que decidem não participar do ecumenismo e do diálogo inter-religioso. São vistas como não querendo cooperar para a solução dos grandes problemas do planeta. O ecumenismo é o movimento para unir todos os cristãos, e o diálogo inter-religioso para unir todas as demais religiões com os cristãos. O objetivo amplamente divulgado desses dois movimentos é salvar o planeta de seus grandes problemas, sociais, políticos, econômicos e naturais. Ou se faz isso, ou o planeta não tem futuro. Mas não se diz que no fundo, o objetivo mesmo é criar condições para que só satanás, o dragão, seja adorado, e que se inviabilize a adoração a DEUS. Enquanto babilônia tenta unir os cacos resultantes da confusão de línguas mediante cooperação no que é comum, o povo de DEUS propõe ao mundo a solução bíblica da entrega a CRISTO diante da iminente segunda vinda Sua para salvar a todos quantos O aceitarem.

A estratégia ecumênica coloca no centro da solução do problema a santificação do domingo. Esse dia será então para unir a todas as famílias num único lugar, a missa e a eucaristia. Assim todas as famílias do mundo receberão uma instrução para se tornarem cidadãos de bem, via os ensinamentos dos religiosos.

Agora veja bem, há sempre muito mais pontos em comum do que divergentes. Por exemplo, somos contra as drogas, contra a violência, contra a criminalidade, contra a bebida alcoólica, etc. Somos a favor dos cuidados preventivos da saúde, de uma vida cheia de felicidade, de princípios saudáveis de convivência, da honestidade, do amor ao próximo, e muito mais. Ora, tais coisas as outras igrejas também possuem. Então a grande pergunta que o ecumenismo e o diálogo inter-religioso fazem é: por quê não nos unirmos com as demais igrejas, formar logo uma grande e ampla frente comum em busca da melhoria das condições de vida no planeta? E aqueles pontos de divergência discutimos sem presas, ao longo do tempo. Que pontos seriam esses, no nosso caso? Os Dez Mandamentos da Bíblia e não do catecismo, a santificação do sábado e não do domingo, a mortalidade da alma como um ser completo, por causa do pecado, e mais algumas coisas, não são muitas. As igrejas protestantes, evangélicas, pentecostais, etc, com algumas exceções, estão apoiando essa estratégia e inclusive patrocinando a elaboração de um código de ética entre as igrejas mediante o qual se regulamentará a pregação do evangelho, ou seja, a única igreja que poderá fazê-lo será a católica, que alega ter toda a verdade. Portanto, ela sim, pode pregar, as outras não, pois essas pregando, geram violência. E da violência é que o ecumenismo quer livrar o mundo.

Isso que relatamos acima, já são fatos. Não são especulações. Isso se noticia nos jornais. E quase não pregamos sobre esses fatos, não é mesmo? Poucos de nós estamos atentos às profecias para saber o que se passa ao nosso redor. Porém, está tudo previsto, e hoje se torna realidade. Profetas e profecias não são muito bem vistas, exceto se forem falsas.

E há ainda outro ponto em comum, esse realmente muito sutil. É a música gospel, que se tornou a música do ecumenismo e do diálogo inter-religioso. Muita atenção: é um ponto em comum entre os protestantes, entre os pagãos e entre os mundanos. É um ponto comum entre todas as tendências religiosas, está em todas elas, e está também no mundo. É uma música que toca tanto nas igrejas quanto nas reuniões de dança, está em todos os lugares, torna o planeta um lugar comum para um plano poderoso de afastar seus habitantes de DEUS. É o ponto comum do mundo todo. O ritmo dessa música é utilizado tanto por cantores religiosos como por grupos de rock, e todas os demais tipos e tendências de ritmos musicais. Pega-se um ritmo qualquer, dá-se a ele uma letra religiosa e pronto, já é gospel, isto é, evangélica. Veio para facilitar a unificação das igrejas, e facilitar a entrada até de ateus nas igrejas, pois lhes satisfaz o gosto, e não leva a CRISTO. Ela está em todos os lugares, é comum a todos os lugares e torna todos os lugares igualmente atraentes à mente humana. Ela une o mundo em uma única tendência de adoração, e essa adoração, pode crer, não é a DEUS. É o ponto estratégico comum mais poderoso, pois ele afeta não a razão, mas sim, os sentimentos, o gosto e as reações e paixões físicas do corpo. Essa música tem por função preparar membros de todas as igrejas para que, habituando-se a ela, tornem-se suscetíveis a entrar em outras igrejas que não seja a sua, e ali adorar, não a DEUS, mas ao senhor dessa música ecumênica, e facilmente afastar-se do verdadeiro DEUS. É uma forma de massificar a cultura ecumênica pela paz e segurança, tornando o mundo e o mundanismo como parecendo algo sagrado. É o ponto em comum mais poderoso da estratégia do ecumenismo, pois exerce sua influência sobre os sentimentos e o gosto das pessoas.

O grande conflito iniciou no Céu por meio de um músico. E ele conseguiu enganar um em cada três anjos. A batalha final terminará com muitos músicos exercendo impressionante poder sobre as mentes de todas as pessoas do mundo. Muitos deles se tornarão os piores inimigos da verdadeira adoração quando chegarem os dias de decidir que sinal receber, se a marca do domingo, se o selo do sábado.

Preste atenção daqui por diante: satanás está trabalhando para tornar impossível, sem fé, suportar a pressão da não participação nos pontos comuns para unir o mundo sob seu comando. Fará a todos pensarem que é para resolver os grandes problemas do planeta, mas no secamento do rio Eufrates descobrirão o engano, perceberão que adoraram o demônio. Assim ele tentará impedir a proclamação da mensagem final sobre todas as nações, tribos e línguas do planeta, e tentará inviabilizar a segunda vida de CRISTO. Mas a sacudidura, e é só ela que poderá resolver o problema da música gospel ecumênica em nosso meio, reverterá a tendência, e preparará a igreja de CRISTO para o grande e poderoso alto clamor. Isso é um fato iminente, está bem próximo.

Esse comentário dessa semana foi o mais difícil de ser escrito. De todos até agora escritos, esse foi o mais realista, e que necessitou de muita coragem. A realidade desses dias requer que isso seja dito de forma clara e direta. Os fatos se sucedem e o tempo é curto, não dá mais para simplesmente fazer de conta que não é problema meu, ou coisa assim. A sacudidura está se acentuando, e pessoas estão sendo colocadas em situações para que tomem a decisão de sua vida para a eternidade, sempre mortos, ou sempre vivos. Quero agradecer pelos e-mails que todos os dias recebo, eles dão coragem para escrever o que nos tempos passados deixava por isso mesmo.

Fonte - Cristo Voltará

Nota DDP: Estou terminando de ler este comentário exatamente neste instante, às 0:50 hs. do dia 14/02. Confesso que leio os comentários da Lição da Escola Sabatina do Prof. Sikberto Marks já há bastante tempo e estes sempre me atraíram pelo viés escatológico impresso pelo mesmo. Mas este me impulsionou a escrever algo a respeito.

O comentário todo merece leitura pormenorizada no link supra declinado, mas em especial este final, relevo que faço em contraste aos esforços ecumênicos visualizados na posse do novo presidente americano com a participação do pastor Rick Warren (recomendo a leitura do post "A nova era do cristianismo"), bem como do líder da banda U2 Bono (ver o site One.org), inclusive tendo como mote de campanha a música "One", o que no todo nos conduz à pertinência do comentário supra face a este estranho momento que temos em torno da música (ver as palestras em "Conselhos sobre música" que já antecipava toda esta questão), dentro e fora da Igreja.

Não posso deixar de consignar, ainda, que tive o prazer de conhecer pessoalmente o Prof. Sikberto em um evento promovido pela AP e, toda honra e glória seja dada ao nome de Deus pelo testemunho deste Seu servo, uma vez que passei a conhecer um pouco do homem por trás dos comentários e, o seu esforço pessoal em viver aquilo que escreve.

Este é o trabalho de um profeta.
E esta é a chamada que Deus faz a cada um de nós para este tempo.
Eis-me aqui?

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Preparação

Este blog foi criado com o objetivo de compartilhar com os irmãos as notícias, informações, estudos e tudo que servir de alguma maneira para realizar a reforma e reavivamento necessários para enfrentarmos os últimos dias, que estão, precisamente, diante de nós. Mas uma preocupação me veio à mente devido a inúmeros e-mails e mensagens com perguntas sobre o decreto dominical, crise financeira, aquecimento global e muitos outros temas aqui abordados. Por este motivo decidi colocar aqui um conselho que serve para cada um de nós.

Muitos são aqueles que estão colocando suas preocupações e seu foco nas profecias, estão esperando algo surpreendente acontecer para reformarem suas vidas. Eis o problema. As profecias servem para nos informar sobre o futuro deste planeta, e ele está chegando a passos largos. Contudo, não podemos ficar apreensivos, demasiadamente anciosos e cheio de espectativas sobre Obama, Bento XVI e todos os envolvidos nas cenas finais da história deste planeta, pois caso não venha a acontecer logo, poderemos esfriar e ficarmos despreparados para o fim, pois este fim virá de surpresa, nós sabemos disso. Não podemos passar por outro desapontamento.

Todos serão apanhados dormindo, tanto preparados, como despreparados, o detalhe está na provisão de Óleo (Espírito Santo) que foi buscado enquanto havia tempo e tranquilidade para assim fazer (Hoje). Pois é, Hoje é o dia de buscarmos o Óleo.

Cristo está dizendo as mesmas palavras que disse a João Batista quando seu coração foi tomado pela dúvida(Lucas 7:19-23). "Vejam os sinais". Os sinais apontam para o fim. Estes sinais deve provocar em nós alegria, pois está perto o dia de encontrarmos o nosso Salvador, não medo. Se você sente medo do futuro, isso é um indicativo que falta algo em sua vida, então busque "este algo" e prepare-se com alegria.

Angústia que virá será maior do que todas, porém é dito que haverá livramento, e quanto maior a angústia, maior o livramento. Então creia!

Você já sentiu dúvidas? João Batista também sentiu, justamente na hora da sua maior angústia, a sua prisão e morte. Isso é "normal", o importante é buscarmos a Cristo e não deixarmos com que a dúvida impeça isso. Creia que, embora venhamos passar por tudo que João passou, seremos livrados pelo clarím que chamará a cada verdadeiro cristão no último dia.

Lembre-se que nossa preparação deve ser focalizada no desejo de está com Cristo, no amor que nasceu em nosso coração pelo Seu sacrifício e na alegria de estarmos eternamente com Ele, não no medo.

Fonte - Resta uma Esperança

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Que tipo de cristão você vai ser em 2009?

Gosto de meditar em Êxodo 33:12-23. Se houve alguém neste mundo que manteve comunhão íntima com Deus, esse foi Moisés. O profeta que abandonou as riquezas do Egito falava diretamente com Deus e recebia instruções dEle. Mesmo assim, em certa ocasião, fez um pedido não muito comum ao Criador: pediu para conhecer Seus caminhos e para ver-Lhe o rosto. Como ainda vivia numa condição pecaminosa, num corpo mortal, é claro que Moisés não podia ver a Deus. Mas o bondoso Criador "deu um jeito" e permitiu que Seu filho O visse pelas costas. A lição profunda desse texto bíblico é a de que não podemos nos contentar com pouco quando o assunto é a vida espiritual. Sempre devemos querer mais de Deus.

No livro Vida Plena de Poder (CPB), Jim Hohnberger afirma que a prova de fogo do verdadeiro cristianismo e do caráter ocorre na privacidade. "É na maneira como trato meus filhos, minha esposa ou meu cachorro. São os pensamentos que acalento e as emoções a que dou guarida que determinam se minhas práticas religiosas estão me fazendo algum bem em termos de salvação. Se estou empurrando a mim mesmo por aí sem nenhum poder real, então a religião que pratico não merece o nome que ostenta."

Isso me lembra a declaração contundente de Ellen G. White: "Ou somos cristãos decididos de todo o coração, ou nada somos" (Testemunhos Seletos, v. 1, p. 26).

Leia Gálatas 6:7-9 e faça a seguinte pergunta para si mesmo: O que quero semear para 2009? Semearei para a carne ou para o Espírito?

1. Que tipos de livros você leu ou deixou de ler neste ano?
2. Que tipos de programas assistiu na TV?
3. Que tipos de amizades cultivou?
4. Que tipo de relacionamento manteve com seu cônjuge e filhos?
5. Como foi sua relação com a Bíblia e a igreja?

Quando estava na faculdade, o famoso evangelista John Wesley escreveu uma carta para a mãe dele pedindo que ela lhe desse uma descrição clara do pecado. Talvez ele desejasse uma lista do que fazer ou não fazer. Mas a Sra. Wesley não deu a John o que ele desejava. Ela lhe deu algo muito melhor. Ela escreveu:

"Tome esta regra: tudo aquilo que debilita a sua razão, prejudica a sensibilidade da sua consciência, obscurece o seu senso de Deus ou tira o sabor de coisas espirituais; em resumo, qualquer coisa que aumente a força e a autoridade do seu corpo sobre sua mente, isso será pecado para você, por mais inocente que pareça em si mesmo."

Mais um ano está diante de nós, com seus apelos "inocentes" e convites ao pecado. Que tipo de cristão você será em 2009? Dois mil e oito já é passado. Um ano a menos para a volta de Jesus. Um ano a mais em que ficamos neste mundo escuro. Por quê?

"Por quarenta anos a incredulidade, a murmuração e a rebelião excluíram o antigo Israel da terra de Canaã. Os mesmos pecados têm retardado a entrada do Israel moderno na Canaã celestial. Em nenhum dos casos houve falta da parte das promessas de Deus. É a incredulidade, o mundanismo, a falta de consagração e a contenda entre o professo povo de Deus que nos têm detido neste mundo de pecado e dor por tantos anos" (Ellen G. White, Manuscrito 4, 1883).

Que tenhamos um 2009 feliz e abençoado, mais preparados para a volta de Jesus.

Fonte - Michelson Borges

Nota DDP: Voltamos. Falta menos um ano para a volta do nosso Senhor. Que tipo de cristão você será em 2009? A resposta é só sua...

terça-feira, 25 de novembro de 2008

A religião do "equilíbrio"

Uma Religião Moderada

Eu o conheço bem – você nem é quente nem frio; Eu desejaria que você fosse ou uma coisa ou outra! Porém, já que você é meramente morno, Eu o cuspirei para fora da Minha boca! Apocalipse 3:15, 16, BV

Na região que pertence à Turquia moderna, conheci as ruínas de Laodicéia, quando a visitei em 1975, juntamente com as outras seis igrejas da Ásia Menor, mencionadas no Apocalipse.

Nos dias bíblicos, era uma cidade próspera e rica, “de nada precisando”. Sua riqueza tornou os laodiceanos cristãos acomodados, nem frios nem quentes, mas mornos, talvez numa alusão às águas termais que brotavam e continuam a brotar próximo da cidade bíblica de Hierápolis, hoje Pamukale. Ao visitar aquele local, toquei aquelas águas cálidas e senti na mão a sua mornidão confortável.

Satanás deseja, mais que ninguém, que a nossa igreja seja moderada, amena, com calor espiritual pouco intenso, que se mantenha nos limites do conveniente, indefinida, nem bem isso e nem bem aquilo. Isso é o suficiente para ele alcançar seus objetivos.

C. S. Lewis, escritor inglês, descreve um demônio já idoso dando conselhos e orientações a um demônio novato e pouco experiente na arte de enganar e seduzir uma pessoa. Ao demônio calouro, ele deu o seguinte conselho: “Fale a essa pessoa sobre moderação em todas as coisas, inclusive na sua religião. Diga-lhe para ir com calma. Se você conseguir fazer com que ela considere a religião muito boa até certo ponto, pode ficar tranqüilo quanto ao perigo de salvação dessa pessoa. Uma religião moderada, indefinida e sem compromissos é tão boa para nós como nenhuma religião”

Às vezes, queremos facilitar a vida cristã, amaciar o caminho e desconhecer nossas lutas, provações e deveres como cristãos. Satanás quer nos sugerir um cristianismo mais fácil, moderado e sem responsabilidades; um cristianismo romântico, vazio, social; um cristianismo que mais se acomode ao nosso modo de pensar que ao de Deus.

A religião de Cristo não é uma religião de conveniências. Não nos iludamos: a jornada cristã não é tão fácil assim como muitos a julgam. Não devemos querer torná-la diferente.

O verso para reflexão abaixo nos sugere que a caminhada cristã é como uma roseira: espinhos no seu caule, mas lindas rosas, com agradável perfume, nas pontas de seus galhos.

REFLEXÃO: “Tenho-vos dito isso, para que em Mim tenhais paz [rosas]; no mundo tereis aflições [espinhos], mas tende bom ânimo; Eu venci o mundo [rosas]” (Jo 16:33).

Fonte - CPB

Mateus 5:37
Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Agora é o Tempo

Tu, porém, Daniel, encerra as palavras e sela o livro, até ao tempo do fim; muitos o esquadrinharão, e o saber se multiplicará. Daniel 12:4

O capítulo 12 de Daniel nos revela que estamos no limiar da eternidade. Ele aponta para o período da História anterior à segunda vinda de Cristo. Este é o tempo em que as cortinas da história do nosso planeta serão fechadas, e Deus fará o acerto de contas com a humanidade.

Agora é o tempo! O agora de Deus é diferente do agora do homem. O agora de Deus é o agora do amor, da paciência e da longanimidade. Não o agora imediato, do momento, do agora segundo os critérios humanos, mas um agora que significa um período suficiente para que todos tenham a oportunidade de se prepararem para o encontro com o Senhor. A verdade, porém, é que, em algum momento desse espaço de tempo, que é o agora de Deus, Jesus voltará.

Agora é o tempo em que o povo de Deus deveria atender ao chamado para um verdadeiro e genuíno arrependimento e ao abandono de todas as formas de pecado. Se existe ainda algum pecado não confessado, escondido em nosso coração, estamos novamente crucificando o Senhor Jesus na cruz da nossa indiferença e ingratidão. Portanto, agora é o tempo de um sincero arrependimento.

Agora é o tempo de tomar novas decisões por Cristo. Jesus deve ser levado em conta em todas as atividades de nossa vida: nas recreações, nas leituras, nas companhias que escolhemos, nas músicas que ouvimos, nos ambientes que freqüentamos, no namoro, no casamento, nos passeios, nos programas de televisão que assistimos, ao "navegarmos" pela internet, na faculdade, no trabalho; enfim, tudo o que fazemos deve ser feito à luz dessa relação com Cristo.

Agora é o tempo de renovarmos o hábito da leitura e estudo da Bíblia. Agora é o tempo para orações fervorosas e sinceras!

Agora é o tempo de tornar nosso lar um lugar de louvor a Deus, onde possamos oferecer diariamente a Ele a vida, por meio de orações, sinceridade e pureza de coração. Isso está ao seu e ao meu alcance. Agora é o tempo de não perdermos tempo!

REFLEXÃO: "O fim do mundo chegará logo. Portanto, sejam homens de oração, fervorosos e diligentes" (1Pe 4:7, BV).

Nota DDP: Muitas vozes se levantando ao mesmo tempo e nos mesmos termos...

Palavras do Pr. Lessa na Revista Adventista:

Voltemos para as veredas antigas. Elas não são antiquadas, pois a Palavra de Deus não envelhece. É sempre atual.

Se você é músico ou cantor, volte para as veredas antigas. Se você é pastor ou líder, volte para as veredas antigas. Se você é professor, volte para as veredas antigas. Se você é médico missionário, volte para as veredas antigas! Se você deseja morar no reino eterno, volte para as veredas antigas. Ande de mãos dadas com Jesus por essas veredas de paz.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

O Fim Virá e Não Tardará!

Se aquele servo mau disser consigo: O meu senhor tarde virá; e começar a espancar os seus conservos [...] virá o senhor daquele servo num dia em que o não espera, e à hora em que ele não sabe. Mateus 24:48-50, ARC

Li numa publicação religiosa uma declaração em que o articulista procura ridicularizar Guilherme Miller, pioneiro do movimento adventista, em relação à sua crença na volta de Jesus para 1844. Nas conferências sobre o ameaçador fim do mundo, dizia o artigo, contavam-se até 15 mil ouvintes. “Mas Miller errou feio, em seus cálculos, como tantos ‘profetas’ de antes e depois dele.”

Esse “servo mau” continua dizendo que os cientistas que estudaram e estudam o Universo bem mais que Miller, também concordam que o mundo vai ter um fim. Mas esse dia está muito distante. Descartando o fim do mundo relacionado com a volta de Jesus, esse “servo mau” diz que não há como fugir do fim que se dará “daqui a 6,5 bilhões de anos”, quando a Terra, pelo excessivo calor do Sol, se fundirá. “Pelo visto”, acrescenta ele, “é tolice alimentar o medo do fim do mundo neste e nos séculos vindouros”.

Concluindo a desastrada declaração, ele diz: “Se pessoas me perguntarem se há algo de verdadeiro em todos esses anúncios do fim dos tempos, responderei, para tranqüilizá-las, que este ainda está longe.” O “servo mau” da parábola também disse: “O meu senhor tarde virá.”

Quem, na lucidez de sua inteligência, pode acreditar em tamanha insensatez, se a cada momento estamos nos defrontando com o fantasma do suicídio ecológico em todos os sentidos? A contaminação do ar, a contaminação da água, a poluição do meio ambiente, o desaparecimento dos recursos naturais não renováveis, a ameaça do famoso “buraco” na camada de ozônio, a ameaça do aquecimento global e o derretimento das geleiras, a falta de alimento e de água potável. Essas são apenas algumas das calamidades que nos aguardam e nos assustam, caso esse mundo dure não bilhões de anos, mas poucas décadas, como prevêem alguns cientistas conscientes.

Mantenhamos esperança e fé inabaláveis na promessa de que o reino de nosso Senhor Jesus Cristo virá logo. Sua vinda será fatal para os ímpios e motivo de felicidade para os salvos. Jesus será o Soberano universal que reinará com Seus súditos, pela graça de Deus!

REFLEXÃO: “Ainda um poucochinho de tempo, e O que há de vir virá, e não tardará” (Hb 10:37, ARC).

Fonte - CPB

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

OMS alerta para aumento de suicídios durante crise


Para autoridades da Organização Mundial de Saúde (OMS), a crise financeira global trouxe uma nova preocupação: o aumento da ocorrência de suicídios, como se junto da desvalorização da bolsa, se intensificasse a depreciação do valor da vida.
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"São conseqüências da crise, que multiplicarão os suicídios e os transtornos mentais", anuncia alarmada Margaret Chan, diretora da OMS.

Para esta entidade, o suicídio é um indicador de um problema de saúde pública e traz à tona riscos psico-sociais tão graves como os que põem em perigo a integridade física das pessoas, portanto, deve-se deixar de considerar o suicídio como tabu ou como exclusivamente efeito de uma crise.
...
Ao lado dos especialistas que tratam de conjurar os demônios soltos da recessão e das quebras em cadeia, as autoridades da saúde pública têm acendido a luz vermelha pelo que pode acontecer com todas essas pessoas que desfrutavam dos outros em paraísos de consumo em que foram convertidos os países desenvolvidos e de altas classes.

Acostumados com as delícias que os créditos generosos colocavam ao alcance de suas mãos, as fáceis hipotecas e o dinheiro, hoje elas não conseguem resolver o conflito emocional que traz a venda do iate e a impossibilidade de reavê-lo; ou a substituição do carro de luxo por um mais modesto, ou a necessidade de abandonar o faustoso apartamento. Instalados em um modo de vida confortável que eles presumiam imutável e seguro, nunca elaboraram um plano B que lhes serviria de alternativa.

Em 1929, pela falta desse plano, algumas das vítimas da quebra geral optaram por saltar das janelas, como os indígenas que partiam em massa para os abismos ou se enforcavam diante da quebra que significava para eles o domínio do invasor espanhol; ou como os romanos que expunham no senado suas razões para deixar a vida, como o argumento para obter licença de suicídio.

Diante desta quebra do valor da vida - que não tem ações em Bolsa, mas que explica o que ali se joga - a OMS e todos os que velam pela saúde humana enfrentam a necessidade de um plano B, que seja uma alternativa ao desespero dos novos pobres: pôr ao seu alcance motivações para viver que não sejam o dinheiro; valores de sobrevivência em meio à crise, ou simplesmente, um pouco de esperança.

Fonte - Terra

Nota DDP: Deixo que a Bíblia fale por si mesma...

Mateus 7: 24-27
Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha; E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha. E aquele que ouve estas minhas palavras, e não as cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia; E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Pedido de Oração

Para o Ricardo e todos os meus irmãos e amigos do Instituto Haggai (Havaí).

Meu amor e saudações a todos os meus queridos amigos em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, protetor de minha vida e família da morte.

Aqui é Raj, seu amigo da Índia, pedindo sua gentil oração pela minha família e pelas igrejas no distrito de Kandhamal(Phulbani), Estado de Orissa.

Para informá-los, houve um terrível ataque às igrejas de nosso distrito. Quase todos os vilarejos cristãos foram destruídos, demolidos e queimados. Isso começou no dia 24 de agosto de 2008 e continua de mal a pior. Mais de 100 cristãos mortos, entre eles cerca de 30 pastores, foram mortos de forma brutal ou queimados vivos. Ninguém sabe quantos estão desaparecidos. Os corpos dos mortos estão espalhados nas florestas, montes e vilarejos distantes. Não há ninguém lá para enterrar os mortos. Pessoas são mortas na frente de seus familiares, esposas e filhos. Meninas são raptadas por gangues e queimadas vivas. Não tenho palavras para expressar a agonia e a dor das pessoas. Muitos livros poderiam ser escritos sobre a tristeza de seus corações partidos. Quase todas as igrejas foram arruinadas, demolidas e queimadas. Todos os vilarejos e casas cristãs estão completamente destruídos, suas propriedades foram saqueadas e todos os veículos, queimados. Milhares e milhares de pessoas pobres e inocentes, junto com suas crianças e velhos, correram para salvar suas vidas nas florestas e colinas, e mesmo ali suas vidas não estão seguras. Eles continuam sendo caçados pelos fanáticos hindus.

O toque de recolher vem desde 24 de Agosto de 2008. Sem transportes, sem mercados, parece que todo o distrito está parado e morto.

O último culto que realizei com os crentes de minha igreja foi no domingo do dia 24. No dia 25, recebi notícias de que atacariam a mim e à minha família, e destruiriam minha casa. Para salvar minha vida e a de minha família, deixei minha casa às 5:30 da manhã apenas com a roupa do corpo. Eu, minha esposa e meu filho de 10 anos nos abrigamos e escondemos com um amigo não-cristão. O terror estava por toda a parte em nossa pequena cidade. Com muita aflição e medo, nos abrigamos naquela casa. Assim que a noite caiu, ouvimos o som de pessoas da oposição correndo de lá para cá, gritando "matem todos os cristãos." Seu objetivo era matar todos os líderes e pastores.

Às 12:45 da noite, recebi uma ligação de um irmão. Eles marcharam contra o prédio do meu escritório e, sem perder tempo, arrasaram minha casa com uma bomba. Confiscaram tudo e queimaram o resto das coisas, meu carro e todas as bicicletas. Então avançaram para a casa em que eu estava escondido e arrombaram a porta para pegar e matar nossa família. Graças a Deus, o dono da casa tomou uma atitude corajosa para me proteger, acabou agredido brutalmente.

Na manhã seguinte, com muito medo, eu, minha esposa Purnima e meu filho Comfort corremos para a floresta para nos salvar. Minha esposa é diabética. Eu os levei para a floresta, sem sabermos para onde estávamos indo. Um pastor e sua família nos encontraram naquela floresta. Permanecemos um dia inteiro ali e, ao anoitecer, andamos mais 10km mata adentro para ficarmos a salvo. Por quase cinco dias, o Senhor, com sua mão poderosa, nos protegeu naquela floresta. As pessoas de um vilarejo cristão próximo ficaram sabendo a nosso respeito e vieram nos ajudar trazendo comida. Ficamos sabendo que a floresta também não era nada segura. Com muito cuidado, chegamos ao acampamento de ajuda. Em cada um, de 5 a 6 mil pessoas. Não havia comida nem água, só doenças por toda a parte, crianças pequenas e muitos idosos já mortos. Foi um milagre dois motoristas não-cristãos de bom coração chegarem de 60km de distância com meu primo e nos salvarem da morte

Em cinco minutos, pela manhã, às 7:45, eles nos atravessaram pelo campo dos opositores que queriam minha vida. Por sua graça e mão poderosa, Ele nos salvou. Graças ao seu santo nome, chegamos a um estado vizinho. Não sei o que fazer, peço sua gentil oração por minha família e também que todos vocês sustentem nosso povo e nossas igrejas em suas orações. As pessoas perderam sua esperança, não há apoio do governo, o terror está por toda a parte. Minha oração e confiança são que somente Deus, por sua graça, pode controlar a situação de morte e agonia.

Algum de vocês pode enviar meu pedido de oração ao Dr. Dhanaraj e ao Sr. Mandoza em Maui Haggai? Por favor, informem nossa condição a todo o povo de Deus para oração. Se puderem, por favor me escrevam. Obrigado, meus amigos. Essa é a realidade, dizia o irmão Mandoza, antes de deixarmos Maui (Havaí).

Não sei em que condições se acham sua vida e ministério, mas amo muito, oro e tenho saudades de todos vocês. Muito obrigado por seu amor e amizade por mim no Havaí. Que Deus abençoe todos vocês. Seu irmão

Pastor Raj.
RK DIGAL,INDIA.

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Prisões buscam restabelecer a ordem

ÍNDIA (30º) - Desde quarta-feira, 1º de outubro, 46 pessoas foram presas sob acusações de conflitos no distrito de Kandhamal. Um policial disse que eles prenderam mais de 300 pessoas no mês passado. Líderes cristãos atribuíram a repentina prisão de 46 pessoas ao novo Diretor Geral da Polícia (DGP – na Índia, o mais alto cargo da polícia nos Estados), Manmohan Praharaj. O cargo era exercido por Gopal Chandra Nanda, que se aposentou em 30 de setembro. O presidente internacional do grupo extremista hindu, Vishwa Hindu Parishad, Ashok Singhal, não aceitou as últimas prisões.

Fonte - Portas Abertas

Nota DDP: Inclua nas suas orações a intercessão por este povo, clame a Deus para que o retorno de Jesus encerre com esta perseguição insana ao Seu povo, perseguição esta que deve se acentuar em futuro próximo.
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