quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Relógio do Juízo Final registra o mais próximo da meia-noite da história (2026.01.28)

Cientistas do Bulletin of the Atomic Scientists anunciaram um novo ajuste no chamado Relógio do Juízo Final em 27 de janeiro de 2026: os ponteiros foram movidos para 85 segundos antes da meia-noite, o ponto mais próximo de “zero hora” desde a criação do relógio em 1947. Essa mudança representa um avanço de quatro segundos em relação ao ano anterior e reflete uma avaliação ainda mais grave dos riscos que ameaçam a humanidade.

De acordo com o boletim, várias ameaças convergentes explicam esse avanço simbólico:

  • a intensificação das tensões entre potências nucleares como Rússia, China e Estados Unidos, incluindo conflitos que permanecem ativos na Europa e no Oriente Médio;

  • o enfraquecimento de tratados internacionais de controle de armas nucleares;

  • os impactos persistentes e crescentes das mudanças climáticas;

  • os riscos trazidos por tecnologias emergentes, especialmente a inteligência artificial, que ampliam disfunções sociais e desinformação global.

O Relógio do Juízo Final foi criado logo após a Segunda Guerra Mundial como uma metáfora dos perigos existenciais enfrentados pela humanidade, originalmente para alertar sobre o perigo nuclear. Ao longo de décadas, essa métrica evoluiu para incluir não apenas armas atômicas, mas também fatores como clima, bio-tecnologia e sistemas tecnológicos desregulados.

🕯️ Um sinal profético de instabilidade, ansiedade e busca por segurança

O avanço do Relógio do Juízo Final para 85 segundos antes da meia-noite não é apenas um dado estatístico. Ele expressa algo profundo: uma sensação global de que a humanidade está cada vez mais próxima de um ponto de ruptura. E, nesse sentido, esse símbolo reverbera com clareza na mensagem profética das Escrituras.

A Bíblia descreve que, nos últimos dias, a humanidade enfrentaria tempos de “angústia das nações, em perplexidade” — não apenas por causa de guerras, mas por causa da confusão moral, rivalidades de poder e desordem social que surgem quando o homem busca segurança fora de Deus (Lucas 21:25).

Os conflitos entre grandes potências e o enfraquecimento de acordos de paz lembram o que o profeta Daniel viu: reinos que se exaltam, alianças frágeis e disputas constantes, sem paz duradoura, até a consumação dos tempos (Daniel 2:41–43). A profecia não descreve estabilidade antes do fim, mas um mundo onde a busca por segurança leva a rivalidades e insegurança maiores.

Mais do que isso, o ajuste do relógio reflete outra advertência: quando o homem confia em sua própria sabedoria, tecnologia e poder — seja nuclear, seja informacional — sem reconhecer a verdadeira fonte de estabilidade, ele caminha para um estado de perplexidade e medo crescentes. O alerta não é apenas sobre armas ou clima, mas sobre o coração humano que busca controle em estruturas humanas fracassadas.

Apocalipse usa a imagem do juízo para lembrar que a verdadeira salvação não está em sistemas humanos, mas no Senhor que estabelece um reino que não será jamais destruído (Daniel 2:44). Enquanto o relógio se aproxima da meia-noite simbólica, somos chamados não a desespero, mas à vigilância espiritual e confiança no Deus que permanece eterno.

“E ele disse: Olhai para que ninguém vos engane; porque muitos virão em meu nome, dizendo: Sou eu; e o tempo está próximo. Não sigais.”
📖 Lucas 21:8

Quem tem ouvidos, ouça.

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