quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Trump fala em “Conselho da Paz” e aproxima Estados Unidos e Vaticano em novo eixo de poder (2026.01.29)

Declarações recentes do presidente Donald Trump indicam a criação — ou fortalecimento — de um Conselho da Paz, com menção direta ao convite e à participação do líder da Igreja Católica, Papa Leão XIV. A proposta surge em um contexto de múltiplos conflitos globais e de crescente pressão internacional por mecanismos de mediação capazes de conter guerras, crises humanitárias e instabilidade econômica.

O movimento chama atenção por unir, em torno de um mesmo foro, o poder político da maior potência ocidental e a autoridade moral-religiosa mais influente do cristianismo institucional. A retórica é de pacificação, diálogo e estabilidade global. A prática, porém, aponta para a formação de uma aliança estratégica: Washington aporta poder político, econômico e militar; o Vaticano, legitimidade moral, alcance simbólico e influência sobre consciências.

Não se trata de um gesto isolado. Ao longo da história recente, momentos de grande instabilidade internacional costumam produzir iniciativas semelhantes, nas quais a busca por “paz” exige coordenação supranacional, discursos de unidade e referências éticas universais. O Conselho da Paz aparece, assim, como resposta a um mundo cansado de conflitos — e disposto a aceitar novas arquiteturas de poder para contê-los.

A Bíblia já havia antecipado esse tipo de convergência. Daniel descreve reinos que, no tempo do fim, buscam sustentar-se por alianças que misturam força política e influência ideológica, ainda que essas uniões sejam, em essência, frágeis (Daniel 2:41–43). O texto afirma que “não se ligarão um ao outro”, revelando a instabilidade estrutural dessas coalizões, mesmo quando se apresentam como solução.

Apocalipse aprofunda essa leitura ao mostrar um poder religioso que recupera influência global e passa a atuar em parceria com o poder civil, exercendo autoridade sobre o mundo (Apocalipse 13:11–17). A profecia não descreve essa união como abertamente violenta em seu início, mas como persuasiva, revestida de boas intenções e linguagem de bem comum. O objetivo declarado é a ordem; o efeito real, a conformidade.

Quando líderes falam em paz mediada por conselhos globais, a Escritura nos convida à vigilância. O apóstolo Paulo advertiu que, no momento em que o mundo proclamar “paz e segurança”, uma crise maior se aproximaria (1 Tessalonicenses 5:3). A advertência não condena o desejo de paz, mas expõe o risco de fundamentá-la em estruturas humanas que exigem alinhamento de consciência.

A possível aproximação formal entre Estados Unidos e Vaticano, sob a bandeira da pacificação mundial, encaixa-se nesse padrão profético. Ela revela um mundo que, diante do caos, aceita a mediação de autoridades combinadas — política e religiosa — para restaurar a ordem. A profecia indica que esse caminho não conduzirá à paz duradoura, mas a um teste decisivo de fidelidade.

Assim, o Conselho da Paz não deve ser lido apenas como iniciativa diplomática. Ele sinaliza um reposicionamento de poderes e uma tentativa de resolver crises globais por meio de uma autoridade moral centralizada. A Bíblia afirma que a verdadeira paz não nasce de conselhos humanos, mas do Reino que Deus estabelecerá ao final da história.

“Mas, nos dias desses reis, o Deus do céu levantará um reino que não será jamais destruído.”
📖 Daniel 2:44

Quem tem ouvidos, ouça.

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