quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

A mente que escolheu descer (1TL4)

O mundo celebra quem se exalta. Jesus revelou outro caminho. Enquanto a lógica humana busca afirmar grandeza, Paulo aponta para a mente de Cristo — uma mente que escolheu descer. Ele não precisou provar quem era. Sendo igual ao Pai, assumiu a forma de servo. Não por obrigação, mas por amor. A obediência de Jesus não foi parcial nem circunstancial; foi completa, mesmo quando custou sofrimento.

Ter a mente de Cristo não é admirar Sua humildade à distância, mas permitir que ela nos confronte. Ele não negociou a própria vontade com o Pai. Aprendeu a obedecer vivendo as consequências dessa entrega. O esvaziamento não foi perda; foi revelação. Na cruz, o Servo mostrou que o poder do reino se manifesta na renúncia.

Paulo deixa claro: a salvação não é ampliada por nossas obras. Nada do que fazemos acrescenta ao que Cristo já realizou. Pensar o contrário é deslocar o centro da redenção do sacrifício perfeito para o esforço humano. A resposta adequada ao que Cristo fez não é competir com Sua obra, mas render-se a ela. A obediência nasce da gratidão, não da tentativa de merecer.

Viver com a mente de Cristo significa abandonar o interesse pessoal e a vaidade, escolhendo o bem do outro acima do próprio destaque. É uma mudança prática: servir quando poderíamos exigir, ceder quando poderíamos impor, amar quando seria mais fácil recuar. Esse é o caminho da verdadeira grandeza.

Hoje, enfrente o dia com essa decisão interior: não busque subir. Escolha descer com Cristo. Onde a humildade governa, a mente é transformada — e Deus é glorificado.

Related Posts with Thumbnails