Ter a mente de Cristo não é admirar Sua humildade à distância, mas permitir que ela nos confronte. Ele não negociou a própria vontade com o Pai. Aprendeu a obedecer vivendo as consequências dessa entrega. O esvaziamento não foi perda; foi revelação. Na cruz, o Servo mostrou que o poder do reino se manifesta na renúncia.
Paulo deixa claro: a salvação não é ampliada por nossas obras. Nada do que fazemos acrescenta ao que Cristo já realizou. Pensar o contrário é deslocar o centro da redenção do sacrifício perfeito para o esforço humano. A resposta adequada ao que Cristo fez não é competir com Sua obra, mas render-se a ela. A obediência nasce da gratidão, não da tentativa de merecer.
Viver com a mente de Cristo significa abandonar o interesse pessoal e a vaidade, escolhendo o bem do outro acima do próprio destaque. É uma mudança prática: servir quando poderíamos exigir, ceder quando poderíamos impor, amar quando seria mais fácil recuar. Esse é o caminho da verdadeira grandeza.
Hoje, enfrente o dia com essa decisão interior: não busque subir. Escolha descer com Cristo. Onde a humildade governa, a mente é transformada — e Deus é glorificado.
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