Jesus advertiu que o mundo caminharia por esse cenário repetidas vezes. Guerras e rumores de guerras não seriam exceções, mas parte do pano de fundo permanente da história humana. Não seriam o sinal final em si, mas o ambiente necessário para que outras coisas surgissem. A instabilidade prepara o terreno. O medo cria abertura. O cansaço coletivo pede soluções.
Daniel descreveu reinos que se sustentam não apenas pela força, mas pela capacidade de impor respeito e temor. O poder militar sempre foi uma linguagem universal. Ele comunica limites, estabelece fronteiras e lembra ao mundo quem detém a capacidade de decidir quando a paz termina. No entanto, a profecia mostra que a força, sozinha, nunca resolve o conflito humano; ela apenas o reorganiza temporariamente.
Quando tensões se acumulam em regiões estratégicas, cresce também o discurso de mediação, segurança global e necessidade de autoridade superior. A Bíblia aponta que, em meio a conflitos recorrentes, surgiriam propostas que prometem estabilidade duradoura. Essas propostas quase sempre nascem do caos e se apresentam como resposta inevitável ao medo. O problema não é o desejo por paz, mas o caminho escolhido para alcançá-la.
Jesus foi claro ao dizer que Seus seguidores não deveriam se assombrar com esse tipo de notícia. “Olhai, não vos assusteis”, Ele disse. Não porque a guerra seja algo pequeno, mas porque ela revela a condição do coração humano quando está distante de Deus. A paz dos homens depende de armas, alianças e demonstrações de poder. A paz do Reino de Deus depende de transformação interior.
Apocalipse mostra que, no tempo do fim, o mundo não abandonaria a lógica da força. Pelo contrário, ela coexistiria com discursos de unidade e segurança. Enquanto as nações se armam, também se organizam. Enquanto ameaçam, também negociam. Tudo isso acontece diante de uma humanidade que anseia por descanso, ordem e previsibilidade.
Por isso, notícias como essa não devem ser lidas com pânico nem com indiferença, mas com discernimento. Elas lembram que a história segue exatamente o curso que Cristo anunciou. O mundo continua tentando resolver seus conflitos com os mesmos instrumentos, esperando resultados diferentes.
A profecia não nos chama para escolher lados entre nações, mas para escolher fidelidade. Enquanto o poder militar se movimenta e as tensões aumentam, o chamado bíblico permanece o mesmo: vigiar, confiar e não colocar a esperança em estruturas humanas.
As guerras continuarão sendo anunciadas. As frotas continuarão sendo enviadas. Mas a verdadeira paz não virá dos mares, nem dos exércitos. Ela virá do Príncipe da Paz.
“E ouvireis de guerras e rumores de guerras; olhai, não vos assusteis.” Mateus 24:6
