A libação parecia desperdício aos olhos humanos. Um líquido precioso era derramado no chão como ato de devoção. Assim também é a vida entregue a Cristo. Do ponto de vista do mundo, parece perda: tempo, recursos, conforto, planos pessoais. Mas, diante de Deus, é adoração. O sacrifício vivo não é destruição da vida, é sua consagração.
Paulo não se via como herói isolado. Sua entrega complementava o sacrifício e o serviço da igreja. A fé verdadeira sempre gera movimento. Os primeiros cristãos abriram casas, compartilharam a Palavra, sustentaram uns aos outros e colocaram o evangelho no centro da vida cotidiana. Não esperaram condições ideais; ofereceram o que tinham.
Ser “sacrifício vivo” não significa buscar sofrimento, mas viver disponível. É permitir que cada área da vida — trabalho, relações, decisões — seja colocada no altar. A pergunta não é quanto estamos dispostos a perder, mas a quem estamos dispostos a pertencer.
Hoje, enfrente o dia com essa consciência silenciosa: sua vida não é sua. Quando é derramada por amor a Deus, ela nunca é desperdiçada.
