Há uma tensão santa nesse chamado. A fé não nos torna passivos, mas também não nos autoriza à autossuficiência. Deus opera em nós tanto o querer quanto o realizar, e exatamente por isso somos responsáveis por cooperar. Desenvolver a salvação é permitir que a graça molde escolhas, hábitos e reações, dia após dia, com reverência e consciência da presença de Deus.
O “temor e tremor” não são medo de rejeição, mas reconhecimento da santidade d’Aquele que habita em nós. Quando percebemos que o Deus eterno está agindo em nosso interior, a vida deixa de ser levada de forma descuidada. Cada decisão passa a ser um ato de culto. Cada renúncia, um sinal de confiança.
A natureza humana resiste. Há impulsos antigos que insistem em governar. Mas o mesmo Deus que iniciou a boa obra também concede poder para avançar. A obediência não é o preço da salvação; é o seu fruto inevitável.
Hoje, enfrente o dia com essa reverência ativa: Deus já está trabalhando em você. Sua parte é não resistir. Caminhe atento, dependente e disposto, permitindo que o que Ele começou no coração se torne visível na vida.
