sábado, 24 de janeiro de 2026

Quando a natureza geme e o mundo perde o controle (2026.01.24)

As notícias recentes mostram dois cenários distintos, mas simultâneos. Enquanto os Estados Unidos enfrentam uma das maiores tempestades de inverno da última década, com neve intensa, frio extremo e paralisações em larga escala, a Nova Zelândia lida com deslizamentos de terra letais provocados por chuvas torrenciais. Regiões distantes, hemisférios opostos, fenômenos diferentes — mas todos marcados pela mesma característica: a intensidade fora do padrão.

Esses eventos não são tratados pela mídia apenas como incidentes isolados, mas como sinais de uma instabilidade climática crescente. O que antes era considerado raro agora se repete. O que era localizado passa a ser simultâneo. A natureza parece reagir de forma desordenada, imprevisível e cada vez mais destrutiva, afetando populações inteiras e desafiando a capacidade humana de resposta.

Diante desses fatos, cresce a sensação de fragilidade. Tecnologias avançadas, sistemas de previsão e infraestrutura moderna mostram seus limites quando confrontados com a força dos elementos. O mundo percebe, mais uma vez, que não detém o controle que imaginava ter.

A Bíblia já havia anunciado esse cenário. O apóstolo Paulo escreveu que “toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora” (Romanos 8:22). A linguagem é clara: a natureza não está em equilíbrio; ela sofre, reage e manifesta sinais de algo que está fora do lugar. Essas dores não são aleatórias, mas fazem parte de um processo que aponta para um clímax.

Jesus também advertiu que, antes do fim, haveria sinais nos céus, na terra e nos mares, e que as nações ficariam “em angústia, sem saber o que fazer, por causa do bramido do mar e das ondas” (Lucas 21:25). A profecia não descreve apenas desastres naturais, mas o impacto psicológico e social desses eventos sobre a humanidade. O medo, a incerteza e a sensação de impotência fazem parte do sinal.

Na cosmovisão bíblica, esses fenômenos não indicam que Deus perdeu o controle, mas que o mundo caminha para o desfecho anunciado. A criação reflete as consequências do pecado e antecipa o fim de um sistema que não pode ser restaurado por soluções humanas. Quanto mais o homem tenta corrigir os efeitos sem lidar com a causa, mais evidentes se tornam os limites dessa tentativa.

Esses sinais não são dados para gerar pânico, mas despertar consciência. Eles lembram que este mundo não é permanente e que a verdadeira esperança não está na estabilidade do clima, da economia ou das estruturas humanas, mas na promessa de restauração feita por Deus.

A natureza geme. As nações se inquietam. E a profecia continua a se cumprir, silenciosa, constante e visível para quem decide observar.

“Quando estas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai a vossa cabeça, porque a vossa redenção está próxima.” Lucas 21:28

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