Estaremos presenciando o nascimento dos Estados Unidos da Europa? São espantosas as semelhanças entre as atuais discussões e negociações na Europa e a fundação dos EUA.
A Convenção da Filadélfia de 1787 foi a segunda tentativa dos EUA para uma união continental. Em 1781, os 13 Estados uniram-se respaldados por uma Constituição-tratado que se assemelha aos atuais acordos na Europa. A primeira tentativa dos EUA foram os Artigos da Confederação. Como os tratados da União Europeia, eles garantiam a todo cidadão o direito de se locomover por todos os Estados da confederação e de usufruir de todos os privilégios econômicos em qualquer Estado. Deram origem também a um Congresso unicameral frágil e um Judiciário para solucionar as disputas entre os Estados.
Mas não garantiram poderes independentes de tributação a essa Confederação, impedindo-a de garantir os títulos de guerra emitidos por esses Estado. Como muitos estavam em péssimas condições financeiras, os títulos por eles emitidos perderam consideravelmente seu valor, corroendo a confiança dos investidores europeus em projetos no Novo Mundo. Este foi um dos problemas que impulsionaram o movimento “por uma união mais sólida”.
A Constituição de 1787 conferiu novos poderes à união para cobrar impostos e criar uma instituição análoga ao Banco da Inglaterra. Quando ela entrou em vigor, o governo federal adotou imediatamente medidas para criar um banco nacional e pagar a dívida estatal desvalorizada. O que encerrou a crise de crédito e restabeleceu a credibilidade da república junto aos mercados financeiros europeus.
Mas antes de tudo isso ocorrer, os fundadores da nação defrontaram-se com um problema: enquanto vivessem ligados às leis da Confederação, seria impossível conseguir que a nova Constituição fosse ratificada. Do mesmo modo que os atuais tratados da União Europeia, os artigos da Confederação exigiam um consenso unânime para qualquer revisão de seus termos, e estava muito óbvio que este consenso nunca seria alcançado.
Rhode Island era a Grã-Bretanha da época – este pequeno Estado não cedeu sua soberania para o colosso federal. Os membros do novo tratado da zona do euro não vão atacar a Grã-Bretanha por causa da sua capitulação no estilo de Rhode Island.
Mas se o premiê britânico, David Cameron, continuar firme na sua posição, seu veto provavelmente provocará a exclusão de seu país da União Europeia.
O proposto tratado deverá criar um enorme bloco cujos interesses divergem sistematicamente de outros membros, mas que dependerá de um fluxo constante de decisões de apoio ao bloco da parte das instituições da UE, de modo a manter a credibilidade da zona do euro.
Este é um momento em que o governo Barack Obama precisa adotar uma posição diplomática séria. Se não for controlada, a atual dinâmica institucional deve gerar os Estados Unidos da Europa Continental a um preço inaceitável, fragilizando seriamente o Ocidente por um longo tempo no futuro.
BRUCE ACKERMAN, LOS ANGELES TIMES, É PROFESSOR DA YALE UNIVERSITY (EUA)
Fonte - Estadão
Nota DDP: Outra forma de se tentar uma união que profeticamente não ocorrerá (Dn 2)? Outra face da escalada de influência americana na Europa? Há relevância profética? O tempo dirá.
domingo, 18 de dezembro de 2011
Responsável do Vaticano reafirma necessidade de reforma da ONU
"O secretário do Conselho Pontifício Justiça e Paz (CPJP), organismo da Santa Sé, defendeu hoje a necessidade de uma “reforma” da ONU e de uma nova “arquitetura económica e financeira internacional”.D. Mario Toso falava no Vaticano, em conferência de imprensa, durante a apresentação da mensagem de Bento XVI para o 45.º Dia Mundial da Paz, dedicada em 2012 ao tema ‘Educar os jovens para a justiça e para a paz’.
No documento, o Papa pede “adequadas modalidades de redistribuição da riqueza, de promoção do crescimento, de cooperação para o desenvolvimento e de resolução dos conflitos”. Para o secretário do CPJP, esta afirmação obriga a “tomar conta das novas exigências do bem comum mundial e da justiça social global”.
O prelado italiano falou das questões suscitadas pelas migrações, a pobreza, a dívida externa, a queda de regimes ditatoriais, a crise financeira, alimentar e ecológica, bem como da “transformação da democracia, num sentido populista, oligárquico”.
Citando a recente nota do CPJP sobre “uma autoridade pública de competência universal”, D. Mario Toso considerou que a comunidade internacional precisa de uma “autoridade política proporcional, articulada em diversos planos”, para poder responder às “exigências de uma justiça social global”.
Presente na conferência de imprensa, o cardeal Peter Turkson, presidente do Conselho Pontifício, aludiu às “manifestações de jovens em quase todas as capitais europeias”, admitindo que 2012 se vai iniciar “num clima de pessimismo e desconfiança”.
Este responsável diz que a mensagem do Papa para o próximo Dia Mundial da Paz, celebrado a 1 de janeiro, contraria uma atitude generalizada de “desespero” e propõe “um novo humanismo, uma nova aliança entre os seres humanos”, para lá uma “lógica tecnicista”. (...)
Fonte: Agência Ecclesia (negritos meus para destaque)
Nota O Tempo Final: Pela enésima vez, lá vem a referência ao "bem comum" que a Igreja de Roma propõe à sociedade. E, desta vez, segue-se a palavra "mundial", o que está perfeitamente de acordo com as suas ambições de alargamento de influência a tudo quanto seja sítio neste planeta onde exista pessoas. Isto é reforçado pela tal "autoridade financeira de competência universal" mencionada e da qual já ouvimos falar.
Repare que, segundo o artigo, os temas abordados por este clérigo foram: migrações, pobreza, dívida externa, queda de regimes ditatoriais, rise financeira, alimentar e ecológica, e transformação da democracia: ou seja, muitos e diferentes temas entre os quaisnão se contam os de âmbito religioso - pudera, neste momento faz-se o diagnóstico ao estado de coisas, o que não é difícil... Quando se forem a apresentar as soluções, logo seremos inundados de religiosidade... (E se acha este ponto sem significado, tenteobservar outros líderes religiosos: eles falam, sim, de religião, e não tanto, ou quase nunca, de outros assuntos...)
Não admira, portanto, a ideia que a comunidade internacional, isto é, todos no mundo,precisam de uma "autoridade politica proporcional". Mas proporcional a quê? Bem, se o texto indica proporcional às necessidades da sociedade, eu sugiro proporcional às próximas exigências católicas.
É evidente que para o Vaticano, não é prejudicial que 2012 se inicie num "clima de pessimismo e desconfiança"; pelo contrário, isso só irá provocar nas pessoas um sentimento de desalento e descredibilidade para com os governantes atuais, de forma a que fiquem sensíveis a alternativas. E nós sabemos que Roma poderá levantar-se como uma bem forte!
Isto é nitidamente demonstrado pela manifestação de que para contrariar esse estado de "desespero", o Papa proporá, no próximo dia 1 de janeiro, um "novo humanismo, uma nova aliança entre os seres humanos".
Nas palavras do pontífice, essa aliança estará além de uma "lógica técnica" - hum, além de técnica, será também... religiosa?
Cá estaremos para saber quais serão essas novidades...
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Crise de dívida europeia está aumentando
A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, afirmou nesta quinta-feira, 15, que a crise da União Europeia está "aumentando" e requer ação também de países de fora da UE, segundo a rede Bloomberg News.
A "crise não apenas está se desdobrando, mas aumentando", afirmou Lagarde durante evento em Washington.
Segundo Lagarde, o panorama econômico mundial "não é particularmente auspicioso", mas sim "bastante sombrio". "Não é uma crise que será resolvida por um grupo de países tomando ações", destacou. "Ela deve ser resolvida por todos os países, todas as regiões, por países de todas as categorias realmente tomando ações."
Ela pediu "o apoio da comunidade internacional, provavelmente canalizado pelo FMI, organizando a responsabilidade financeira coletiva, a solidariedade fiscal" e também o compartilhamento de riscos para se superar a crise da dívida na zona do euro.
Lagarde disse que, se não houver uma união e a tomada compartilhada de riscos, mas sim o aumento do protecionismo e do isolamento, o quadro será similar ao dos anos 1930, "e o que ocorreu então não é algo que estamos buscando".
Fonte - Estadão
Nota DDP: Creio que nunca na história tivemos tantos assuntos catalizadores e sinais proféticos em alinhamento. Podemos rapidamente enumerar:
- Falsos cristos e falsos profetas, guerras e rumores de guerras, fome, pestes e terremotos;
- Catástrofes naturais de todo tipo;
- Aumento latente da maldade e indiferença do coração humano;
- Devaneio completo em relação a todo tipo de imoralidade sexual;
- Retomada da relevância política do Vaticano no cenário mundial;
- Manutenção da influência americana em todos os campos do conhecimento;
- Várias frentes de debates sobre a relevância do domingo como dia de descanso;
- Busca generalizada pelo alinhamento das religiões;
- Penetração dos fenômenos espiritualistas em todas as esferas da sociedade;
- Aumento galopante do controle sobre as pessoas com a abertura digital;
- Apostasia no seio da Igreja;
- Crises catalizadoras, como econômica, alimentar e ecológica.
Em contrapartida:
- Crescimento das iniciativas para pregação do Evangelho;
- Conscientização da necessidade de reavivamento e reforma;
- União do povo de Deus em busca do Espírito Santo.
Não perca as esperanças, Ele vem!
A "crise não apenas está se desdobrando, mas aumentando", afirmou Lagarde durante evento em Washington.
Segundo Lagarde, o panorama econômico mundial "não é particularmente auspicioso", mas sim "bastante sombrio". "Não é uma crise que será resolvida por um grupo de países tomando ações", destacou. "Ela deve ser resolvida por todos os países, todas as regiões, por países de todas as categorias realmente tomando ações."
Ela pediu "o apoio da comunidade internacional, provavelmente canalizado pelo FMI, organizando a responsabilidade financeira coletiva, a solidariedade fiscal" e também o compartilhamento de riscos para se superar a crise da dívida na zona do euro.
Lagarde disse que, se não houver uma união e a tomada compartilhada de riscos, mas sim o aumento do protecionismo e do isolamento, o quadro será similar ao dos anos 1930, "e o que ocorreu então não é algo que estamos buscando".
Fonte - Estadão
Nota DDP: Creio que nunca na história tivemos tantos assuntos catalizadores e sinais proféticos em alinhamento. Podemos rapidamente enumerar:
- Falsos cristos e falsos profetas, guerras e rumores de guerras, fome, pestes e terremotos;
- Catástrofes naturais de todo tipo;
- Aumento latente da maldade e indiferença do coração humano;
- Devaneio completo em relação a todo tipo de imoralidade sexual;
- Retomada da relevância política do Vaticano no cenário mundial;
- Manutenção da influência americana em todos os campos do conhecimento;
- Várias frentes de debates sobre a relevância do domingo como dia de descanso;
- Busca generalizada pelo alinhamento das religiões;
- Penetração dos fenômenos espiritualistas em todas as esferas da sociedade;
- Aumento galopante do controle sobre as pessoas com a abertura digital;
- Apostasia no seio da Igreja;
- Crises catalizadoras, como econômica, alimentar e ecológica.
Em contrapartida:
- Crescimento das iniciativas para pregação do Evangelho;
- Conscientização da necessidade de reavivamento e reforma;
- União do povo de Deus em busca do Espírito Santo.
Não perca as esperanças, Ele vem!
Comentário ao livro "1844 - Uma Explicação Simples das Profecias de Daniel"
Por alguma razão, até hoje nunca tinha lido na íntegra um importante livro de Clifford Goldstein: "1844 - Uma Explicação Simples das Profecias de Daniel". Embora o tema principal pareça, e seja mesmo, profecia, os raciocínios expostos são fundamentais para definir a nossa própria identidade como Adventistas do Sétimo Dia.Isto porque 1844, melhor dizendo, a interpretação profética que lhe confere valor, está na base de tudo quanto é Teologia e doutrina Adventistas. Ignorá-lo, remetê-lo ao esquecimento, menor relevância ou até mesmo colocá-lo em causa, é o mesmo que renegar a condição de Adventista do Sétimo Dia, perder a razão de existir.
Daí que Clifford Goldstein, no seu estilo habitual, não perca tempo com rodeios: ou percebemos muito bem a implicação profética acerca de 1844, esse momento crítico da nossa história, e estamos prontos a apresentá-lo como fundamento de fé, ou então, simplesmente, algo está muito errado e seremos facilmente derrubados nas nossas fracas convicções.
O autor trata ao pormenor a simbologia profética de Daniel, que pode confundir os menos habituados a lidar com estes temas. Relaciona-a entre si, elabora as exigidas sequências lógicas e segue um rumo que conduz o leitor a um cabal esclarecimento da posição Adventista quanto às profecias de Daniel 2, 7, 8 e 9, com particular ênfase para a das "2.300 tardes e manhãs" (Daniel 8:14).
Com recurso a explicações acerca de palavras que Daniel usou no original hebraico, Goldstein leva o leitor a uma perceção mais exata do significado profético, histórico e cronológico dos eventos apresentados.
Ele dá-nos também uma panorâmica muito concreta de acontecimentos fulcrais à nossa mensagem, tal e qual eles são exibidos e confirmados no texto bíblico. Um exemplo flagrante é a sua explanação acerca não apenas dos tempos mas também das cenas que sucedem no céu, cuja descrição profética entendemos distintamente de qualquer outra denominação.
Mas este não é apenas mais um estudo profético. Antes, é algo que dá razão de existir à Igreja Adventista, que lhe serve de fundamento (não único), sem o qual tudo quanto temos pregado e defendido ao longo da nossa existência perde sentido, desmorona-se totalmente.
Na parte final, são tratadas objetivamente algumas das principais objeções que os nossos detratores nos apontam, relacionadas ao nosso entendimento das profecias de Daniel.
Não pense que estamos perante um estudo erudito apenas acessível às mentes mais inteletuais - bem pelo contrário, este é um livro que qualquer pessoa pode facilmente escrutinar em paralelo estreito com o texto bíblico.
Nota DDP: Querido leitor deste espaço, entendi como importante a transcrição deste texto do irmão Filipe Reis do blog O Tempo Final, tendo em vista que existe entre nós de tempos em tempos um tipo de "canto de sereia", que sob as vestes de "piedade" ataca frontalmente nossas crenças e a revelação que nos foi graciosamente entregue pelo Criador.
Há um crescente de contestação do dom profético entre o povo remanescente, no esforço de diminuí-lo e com isso obviamente anulá-lo, o que também se estende ao assunto em causa.
Leia o post, leia o livro, leia nossas crenças fundamentais. E não se deixe enganar com "novas interpretações".
Não estamos em tempo de "novidades".
Catástrofes provocaram perdas recordes em 2011
Centro de Gerenciamento de Desastres, em Minamisanriku: símbolo da devastação provocada pelo tsunami de 11 de março no JapãoAs catástrofes naturais ou de origem humana provocaram perdas de 350 bilhões de dólares em 2011, um valor recorde, segundo um estudo publicado nesta quinta-feira pela empresa de resseguros Swiss Re. Com as catástrofes, as seguradoras terão de desembolsar 108 bilhões de dólares em 2011, um valor 2,25 superior ao de 2010, que foi de 48 bilhões de dólares, destaca o relatório da Swiss Re, que explica tratar-se de uma estimativa preliminar. O terremoto seguido de tsunami no Japão, em março, foi a principal catástrofe do ano. Nos 11 primeiros meses do ano, quase 30 mil pessoas morreram nas catástrofes, a maioria delas no Japão. Para o economista chefe da Swiss Re, Kurt Karl, 2011 “permanecerá na memória como um ano marcado por trágicos terremotos, de consequências muito caras”. [...]
(Veja)
Nota Michelson Borges: Em termos de catástrofes “naturais”, 2010 já havia sido pior que 2009. É recorde atrás de recorde. Só não vê quem não quer. E 2012 vem aí... Vem logo, Senhor Jesus![MB]
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
A democracia sob risco
Quando se fala em depressão econômica, a referência é o que aconteceu nos anos 30 em escala mundial, especialmente nos Estados Unidos: profunda paradeira, estancamento do comércio mundial, alto desemprego, quebradeira nos negócios e pânico generalizado.
Os analistas relutam em dar este nome para a crise atual pelos registros funestos que evoca e por remeter às suas consequências, principalmente a 2.ª Grande Guerra. Um importante estudioso das crises financeiras globais, o economista Kenneth Rogoff, da Universidade Harvard, escreveu artigo em agosto que ganhou notoriedade. Nele, prefere chamar o atual colapso econômico de “Segunda Grande Contração”.
Mas há fatores que parecem justificar a relutância em chamar de depressão o que acontece hoje. As bolsas de valores, por exemplo, estão, sim, em relativo estancamento, mas mantêm-se longe de um crash generalizado – como o dos anos 30. Salvo em alguns momentos muito particulares – como durante a quebra do Lehman Brothers, em setembro de 2008 –, não há pânico nos mercados. O comércio mundial está recuando, mas não é uma catástrofe. Os preços das matérias-primas (principalmente das commodities) seguem relativamente altos. Os grandes bancos centrais podem não estar fazendo tudo o que está a seu alcance para reverter a situação, mas vêm atuando como não fizeram nos anos 30. E também não se registram quebras em cadeia de empresas, em parte, porque os Tesouros nacionais também têm agido.
Provavelmente, o fator que parece diferenciar definitivamente o panorama de hoje do prevalecente na década de 1930 é o bom desempenho das economias emergentes da Ásia, com destaque para China e Índia. Naquele período, o maior país emergente eram os Estados Unidos, que estavam prostrados. Desta vez, as economias em desenvolvimento (e o Brasil continua lhes fazendo companhia) mostram surpreendente grau de imunidade à peste.
Krugman está preocupado sobretudo com o acirramento das tendências autoritárias na Europa, em boa dose, decorrente do desvanecimento do sonho de um continente unificado.
Não há um Hitler a caminho, admite o economista. No entanto, partidos de extrema direita ganham repentino respaldo político com as massas desempregadas e espalham discursos xenófobos por toda a Europa, com maior intensidade na Áustria, na Finlândia e na Hungria.
Paira no ar outra síndrome politicamente desintegradora, não mencionada por Krugman. Trata-se do atual endividamento insuportável dos Estados soberanos da Europa cujo tratamento está exigindo mais austeridade e sacrifícios e menos crescimento econômico. A enorme dívida imposta à Alemanha pelo Tratado de Paz de Versalhes (1919) foi justamente o caldo de cultura que gerou o nazismo e tudo o que veio com ele. O maior risco vai por aí.
(...)
Fonte - Estadão
A religião molda as leis em Washington
Washington é a capital dos lobbistas. Diz-se que o termo surgiu no saguão [lobby] do Hotel Willard de Washington durante a presidência de Ulysses Grant (1822-1885). Depois de uma longa jornada de trabalhos no Salão Oval, Grant costumava ir à pé ao Willard, situado próximo a Casa Branca, para tomar um conhaque e fumar um charuto. Muitas pessoas se dirigiam ao saguão [lobby] do hotel para tentar influenciar o presidente, daí que foram chamados lobbistas.Os lobbistas tem inclusive uma rua na capital, onde se concentra a maior parte dos grupos de pressão: a rua "K", que se converteu em um símbolo de seu poder. Este ano há 12.220 lobbistas federais registrados na capital, pouco menos que os 12.941 de 2010 e os 14.861 de 2007, segundo a ONG Center for Responsive Politics.
A industria farmacêutica, os bancos, os fabricantes de armamentos, as imobiliárias, as seguradoras, as construtoras e também os grupos religiosos gastam cada ano milhões de dólares para tentar influenciar o Congresso, o Pentágono e a Casa Branca. No conjunto, os lobbies gastarão este ano 2,45 bilhões de dólares para influenciar a agenda política de Washington, segundo os dados da ONG.
Nos últimos anos se tem registrado um aumento significativo dos lobbies religiosos ativos no Capitólio e na Casa Branca. Embora façam parte do panorama político de Washington desde o séc. XIX, seu número multiplicou-se por cinco nas últimas décadas, passando de 40 em 1970, a mais de 200 na atualidade, segundo um recente estudo do Pew Research Center.
Os lobbies religiosos gastam cerca de 390 milhões de dólares por ano para influenciar a política norte-americana: em questões nacionais como o aborto, a pena de morte, o casamento homossexual, a investigação com células-tronco ou as relações entre Igreja e Estado e questões internacionais, como a promoção dos direitos humanos, a paz e a democracia.
Milhares de lobbistas religiosos trabalham na região de Washington. Para influenciar a política organizam campanhas públicas, fazem petições, escrevem cartas aos congressistas, realizam campanhas na internet, participam em manifestações ou depõem perante o Congresso.
Allen Hertzke, professor de Ciências Políticas da Universidade de Oklahoma e autor do estudo, se mostra "surpreendido pelo número de grupos, seu tamanho e seu orçamento, assim como a grande diversidade e amplitude de assuntos de suas agendas. O lobbismo religioso é agora permanente e de um tamanho considerável no cenário político de Washington".
Cerca de 19% dos lobbies religiosos que procuram influenciar em Washington são católicos romanos, 18% evangélicos, 12% judeus e 8% pertencem a outras igrejas protestantes, segundo declara o documento. Os grupos de pressão católicos, protestantes e judeus são os mais numerosos (124 grupos no total), já que somados constituem 58% dos grupos religiosos que fazem lobby na capital [...]
Fonte - Minuto Profético
domingo, 11 de dezembro de 2011
O mundo em crise: mas não cai a ficha nem a pose
Black
Friday, Cyber Monday, décimo terceiro salário, liquidações, muito consumo e nada de poupança. Nem parece que o mundo vive uma crise econômica à beira de grave recessão. As incertezas apontam para os Estados Unidos e para a Europa – considerados os blocos mais ricos do planeta. O número de sem-teto em Atenas cresceu 25% desde 2008. Assim como nas principais capitais brasileiras, a população de rua aumenta na Grécia, na Itália e na França. Dormem-se nas calçadas e debaixo de viadutos, esticando-se uma folha de papelão e usando um cobertor para espantar o frio. Em Paris, são cada vez mais numerosos os homens ajoelhados nas calçadas exibindo a plaquinha “Eu tenho fome”.No âmbito mundial, recente estudo do instituto alemão IFO diagnosticou que o Índice de Clima Econômico (ICE) para especialistas de 119 países despencou de 5,4 para 4,3 pontos entre julho e outubro. A falta de confiança nas políticas econômicas dos governos, o déficit público e o desemprego foram considerados os fatores que limitaram o crescimento econômico. Em apenas três meses o planeta passou da fase de boom para a recessão. Por essa metodologia, até a Alemanha – maior economia da Europa – caiu de 4,6 para 2,9 pontos. Nos Estados Unidos, a tendência de recuperação acabou impactada pela piora nas expectativas. Ainda assim, as agências de classificação de risco Moody’s e Fitch mantêm no AAA o rating norte-americano.
O problema para Barack Obama – em plena campanha para se manter na Casa Branca – é que não se sabe até quando o “triple A” será mantido. E qualquer alteração antes das complicadíssimas eleições – com seus delegados e votos por escrito – pode significar que o havaiano será o primeiro a não se reeleger, ao contrário de seus antecessores Bill Clinton (de 93 a 2001) e George W. Bush (2001 a 2009).
Os BRICS – agora com “S” maiúsculo por conta do ingresso da África do Sul – replicaram a tendência mundial. A Rússia e a Índia deixaram a confortável região de indicadores favoráveis (boom) em julho. Em outubro, a Rússia passou para a fase recessiva e a Índia conheceu o declínio. A mesma situação vive o Brasil, segundo o IFO, embora nossos shopping centers lotados digam o contrário.
O declínio do ciclo econômico atingiu também a América Latina que recuou de 5,6 para 4,4 pontos no trimestre analisado em relação ao anterior. [...]
Em tempo: as vendas da Black Friday nos Estados Unidos – na semana passada – foram 16% maiores que no ano passado. Durma com um barulho desse…
(Opinião e Notícia)
Nota Michelson Borges: O consumismo e a gastança dos que ainda têm dinheiro mostra a indiferença deles para com os que sofrem. É o amor se esfriando de quase todos, conforme previu Jesus dois mil anos atrás (Mt 24:12). Além disso, essa falta de previdência mostra o quão despreparada está esta geração para os eventos difíceis que nos esperam no futuro. Assim, a vinda de Cristo será mesmo como a do ladrão (cf. 1Ts 5:2).
Forte terremoto atinge região de Guerrero, no sudoeste do México
Um forte terremoto atingiu o estado de Guerrero, no sudoeste do México, às 19h47 (horário local, 23h47 de Brasília) deste sábado (10). O epicentro aconteceu a 130 km ao norte da cidade de Acapulco e o tremor foi sentido na Cidade do México. Segundo a agência Reuters, moradores assustados da capital deixaram os prédios no momento do terremoto, cuja duração foi superior a dois minutos.A magnitude foi de 6.5, com profundidade de 64,9 km, segundo o site da USGS (Serviço Geológico dos Estados Unidos). A princípio, o site informou que a magnitude havia sido de 6.7, número alterado após o evento ser revisado por um especialista em sismologia. Em sua conta no Twitter, o presidente mexicano Felipe Calderón escreveu por volta das 2h (horário de Brasília) deste domingo (11) que todos os serviços estavam funcionando normalmente na capital do país.
As autoridades mexicanas confirmaram três vítimas até o momento. Na cidade de Iguala, um homem de 18 anos morreu após o desabamento do teto de um restaurante. Já na rodovia que liga Acapulco à Cidade do México, uma pessoa de 25 anos morreu ao chocar seu veículo contra rochas que desmoronaram por conta do tremor. O passageiro ficou ferido. A terceira vítima aconteceu também após o desmoronamento de rochas em uma estrada no norte do estado, segundo informações da agência EFE.
Fonte - G1
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Governos fazem espionagem em massa de celulares e computadores
O site Wikileaks divulgou nesta quinta-feira (1) um sistema de espionagem em massa realizado por governos de diversos países em telefones celulares, computadores e também nos perfis de redes sociais de seus cidadãos. A prática, diz o documento, é adotada por ao menos 25 nações (entre elas o Brasil) por intermédio de 160 empresas de inteligência.
“Na prática, essa indústria [de espionagem] não é regulamentada. Agências de inteligências, forças militares e autoridades policiais podem, de forma silenciosa, em massa e secretamente, interceptar ligações e controlar computadores sem a ajuda ou conhecimento de empresas de telecomunicações. A localização física do usuário pode ser traçada se ele tiver um telefone celular, mesmo que o aparelho esteja em stand by”, afirma o documento do Wikileaks.
Esse vazamento foi chamado de projeto Spy Files (arquivos espiões) e, segundo o Wikileaks, mais informações serão publicadas sobre esse tipo de espionagem ainda nesta semana e também no próximo ano. O projeto fala ainda sobre a existência de muitas empresas que vendem equipamentos de espionagem em massa para agências de inteligência.
“Nos últimos dez anos, sistemas para espionagem indiscriminada em massa tornaram-se a regra. Empresas de inteligência como a VasTech vendem secretamente equipamentos que registram de forma permanente chamadas telefônicas de nações inteiras. Outras gravam a localização de cada telefone celular em uma cidade (...).
Sistemas para infectar cada usuário do Facebook ou de smartphone de um grupo inteiro de pessoas estão no mercado de inteligência”, diz o documento do Wikileaks. ... Para exemplificar como esse mercado funciona, o documento afirma que quartos com equipamentos de escuta foram encontrados neste ano, quando os ditadores do Egito e Líbia caíram – esses sistemas seriam responsáveis por monitorar os cidadãos no telefone e também na internet.
Outras companhias internacionais são citadas como desenvolvedoras de softwares que se instalam em computadores e smartphones (iPhones, Blackberries e modelos com plataformas Android) para registrar todo tipo de uso desses dispositivos, movimentos feitos por seus usuários e até mesmo os sons nos ambientes onde os aparelhos se encontram.
Fonte - UOL
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