quarta-feira, 27 de junho de 2012

Igreja Adventista produz webserie baseada no livro "O Grande Conflito"

Primeiro episódio foi apresentado no Fórum Web Adventista Com a intenção de unir o foco das iniciativas de evangelismo virtual, o I Fórum Web Adventista foi uma oportunidade de incentivar e divulgar novos projetos que tem sido lançados em vários lugares do mundo. Um deles, apresentado por Garrett Caldwell, diretor mundial de Relações Públicas da Igreja Adventista, foi uma série para a internet baseada no livro "O Grande Conflito" chamada "The Record Keeper".

O primeiro episódio, que possui cerca de oito minuntos, foi exibido na íntegra para os participante do evento. Pelo que pôde ser visto nos poucos minutos, a história apresenta dois personagens que chegam dentro de uma sala para revelarem alguns fatos, enquanto uma mulher ouve e grava as declarações. Ao decorrer das falas, há um clima de desespero profundo, pois a ação de um dos personagens afetou "homens justos de todos os continentes". Apesar de ser um enredo simbólico, há referências claras a rebelião ocorrida no céu, descrita por Ellen G. White.

A webserie deverá ter mais de duas horas de duração e será disponibilizada gratuitamente.


Fonte - USB

segunda-feira, 25 de junho de 2012

3 Cenários Proféticos



Fonte - Michelson Borges

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Pandemia de gripe aviária pode ocorrer a qualquer momento

O mundo ainda não viu uma forma mortal do vírus da gripe aviária que possa se espalhar facilmente entre humanos e provocar um surto global, mas isso não significa que não vai acontecer, disseram cientistas nesta quinta-feira (21).

Depois de estudarem quinze anos de dados sobre o vírus da gripe aviária na natureza, os pesquisadores disseram que algumas cepas já estavam a meio caminho de adquirir um punhado de mutações necessárias para se transformar em uma forma que poderia provocar uma devastadora pandemia em humanos.

"As mutações remanescentes poderiam evoluir em um único hospedeiro humano, fazendo de um vírus que se desenvolve na natureza uma ameaça potencialmente séria", disse a jornalistas Derek Smith, que liderou a pesquisa da Universidade de Cambridge na Grã-Bretanha.

Atualmente a gripe aviária, ou o H5N1, pode ser transmitido de aves para aves, e de aves para humanos, mas não de humanos para humanos. Quando passa de aves para humanos é geralmente fatal.

Dois estudos anteriores, de pesquisadores nos Estados Unidos e na Europa, descobriram que com apenas cinco mutações o vírus H5N1 pode se tornar transmissível pelo ar entre mamíferos, potencialmente incluindo a transmissão de pessoa a pessoa.

O trabalho deles causou controvérsia porque eles manipularam os vírus no laboratório para produzir novas cepas mutantes.

Até agora os cientistas não estavam certos se essas mesmas mutações poderiam se desenvolver na natureza.

Mas o pesquisador Colin Russell disse que o estudo que fez com Smith, publicado na quinta-feira no periódico Science, mostrava que era possível.

"Vírus que têm duas dessas mutações já são comuns em aves, o que significa que há vírus que teriam que obter apenas três mutações adicionais em um humano para se tornar transmissível pelo ar", ele disse a repórteres.

Até agora, o vírus H5N1, que foi detectado pela primeira vez em Hong Kong em 1997, já infectou dezenas de milhões de patos, gansos, galinhas e outras aves. As pessoas que foram infectadas - até agora houve 606, das quais 357 morreram - o foram, na maior parte, por ter contato próximo com as aves.


Fonte - UOL

quinta-feira, 21 de junho de 2012

“A história se repetirá. A falsa religião será exaltada. O primeiro dia da semana, um dia comum de trabalho, não sendo santificado em coisa alguma, será exaltado como foi a imagem na antiga Babilônia. ... A coação é o último recurso de toda falsa religião. A princípio, será tentada a linguagem da atração, como o rei de Babilônia tentou usando o poder da música e da exibição exterior. Se essa atração, inventada por homens inspirados por Satanás, falhar em levar as pessoas a adorar a imagem, as chamas ardentes da fornalha estarão prontas para consumi-los.”

(ST, 6/5/1897; SDABC, 7:976).

quarta-feira, 20 de junho de 2012

A conspiração dos verdes

A revista Veja desta semana (20/6/2012) traz uma entrevista interessante com o jornalista inglês James Delingpole, um dos maiores divulgadores do ceticismo científico em relação ao aquecimento global provocado pelo homem. Delingpole diz que a tese dos ambientalistas se tornou uma enorme indústria e que sob ela se oculta um programa político global contrário à democracia.

“Em 2009, quando vazaram e-mails nos quais pesquisadores do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) combinavam manipulações de dados, Delingpole popularizou, em seu blog no jornal The Telegraph, a expressão ‘climagate’, referência a Watergate, como é conhecido o escândalo que derrubou o presidente americano Richard Nixon”, diz Veja, no texto de abertura da entrevista.

E mais: “Delingpole é um provocador, mas mesmo suas provocações mais extremas são embasadas em fatos. Em Os Melancias, ele faz questão de citar estatísticas segundo as quais a população de ursos-polares – que se tornaram um ícone intocável do alarmismo contra o aquecimento global – permanece estável”. Delingpole, como outros pensadores, mostra que certa dose de ceticismo sempre é bem-vinda e que nem sempre a maioria tem razão em certos assuntos.

Da sua perspectiva de cético, a conferência Rio+20 faz algum sentido? 
 
Não. É uma irrelevância, uma distração dos problemas reais, como a atual crise econômica, que pode ser a maior que o mundo já enfrentou E o que é nojento nessa baboseira do Rio é que o ambientalismo, de certo modo, é uma das causas da crise. A maior parte das pessoas, de todos os quadrantes do espectro político, deseja um mundo limpo, gosta de biodiversidade e não quer ver mais espécies extintas. Mas o ambientalismo tem sido usado para propósitos muito diferentes. Tornou-se um ataque ao sistema capitalista e à liberdade de mercado. Isso ajudou a incrementar taxações e regulamentações que se revelaram um suicídio, e que estão aprofundando a crise.

De que modo o ambientalismo exerce impacto econômico? 
 
A pior coisa que o ambientalismo fez ao mundo foi lançá-lo na busca das chamadas “energias alternativas”. Temos a grande mentira do aquecimento global antropogênico, essa ideia de que o CO2 está aumentando a temperatura global de forma catastrófica. É ciência fajuta, um artigo de fé religiosa que não resiste a um escrutínio científico cuidadoso. Isso levou a ideia de que os combustíveis fósseis são ruins. Essa noção, por sua vez, pressionou governos de todo o mundo a substituir suas fontes tradicionais de energia – petróleo, gás, carvão – por fontes caras e pouco confiáveis, como energia solar e eólica. A energia, por consequência, se tornou mais cara para o consumidor individual e para a indústria. Faltam estudos para quantificar isso, mas diria, tirando um número da cartola, que a energia hoje está 20% ou 25% mais cara do que deveria custar. E isso exerce um impacto negativo sobre o PIB dos países tolos o bastante para adotar novas políticas de energia. É claro que a China ou a Índia não estão fazendo de tudo para se adequar ao Protocolo de Kyoto. São os países da União Europeia e os Estados Unidos de Obama que caíram nesse surto de histeria coletiva.

Passados já três anos do escândalo do climagate, qual a extensão do dano para os que defendem a tese do aquecimento global produzido pelo homem? 
 
Se você acredita nos cientistas pegos na mentira, o climagate foi só um bando de cientistas batendo um bom papo. Mas qualquer um com um grama de integridade que examine os e-mails vazados só pode concluir que está diante de um golpe, de uma fraude lamentável. Os cientistas envolvidos não eram pesquisadores de segunda categoria, mas figuras de enorme relevância no Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). O presidente Obama descreveu o IPCC como o “padrão-ouro” da ciência climática. Portanto, esses cientistas têm uma responsabilidade enorme. Se eles erram, o mundo sofre, pois políticas globais são feitas a partir das predições deles. E o que vemos nas mensagens eletrônicas é que, em privado, esses cientistas estão muito menos seguros da ameaça do aquecimento global do que eles professam em seus relatórios públicos. Exageram a ameaça por razões políticas. Comportam-se, assim, mais como ativistas do que como cientistas. Houve vários inquéritos sobre o climagate – e adivinhe só: todos isentaram os culpados. Foi assim porque há muito dinheiro na indústria da mudança climática. Homens públicos como Al Gore construíram a carreira em torno dessa fraude, e instituições financeiras como a Goldman Sachs já lucraram com compensações de carbono. Ninguém quer ver a fraude exposta.

O ambientalista James Lovelock recentemente admitiu que as previsões mais catastróficas sobre aquecimento global estavam erradas. Isso representa um golpe para o movimento ambientalista? 
 
Sim. Para os verdes, Lovelock é um guru, um profeta do Antigo Testamento. Ele, afinal, inventou a Hipótese Gaia, que James Cameron usou em Avatar: tudo se conecta, o planeta todo é um organismo vivo em que tudo se inter-relaciona. É uma ideia persuasiva. O problema é que muitos ambientalistas acreditam que o homem não tem lugar algum nessa biosfera, e que Gaia estaria muito melhor sem ele. Há um componente misantrópico forte no movimento verde. O Clube de Roma (think tank dedicado a temas ambientais fundado em 1968), nos anos 70, já dizia: “A Terra tem um câncer, e o câncer é o homem.”

O senhor consegue imaginar outros expoentes do movimento verde revisando suas posições? 
 
Nos próximos anos, cientistas de caráter vão admitir que os dados não sustentam suas conclusões. Mas duvido que pessoas como Al Gore revisem suas posições. Elas estão muito comprometidas com a causa, e não são cientistas. O debate sobre aquecimento global, aliás, nunca foi científico, mas político. O debate científico está encerrado. A temperatura da Terra segue seus ciclos. As emissões de carbono aumentaram dramaticamente desde os anos 90, mas a temperatura não subiu no mesmo ritmo. Não há correlação óbvia entre as duas coisas, e os que propõem causas humanas para o aquecimento não conseguem explicar essa disparidade de forma satisfatória.

E qual seria a agenda política do movimento verde? 
 
É a exploração da histeria pública para contornar o processo democrático No lugar de representantes eleitos, eles querem que burocratas e tecnocratas sem rosto de órgãos como as Nações Unidas determinem que caminhos o mundo deve seguir [governo totalitário global]. A ideia é que a salvação do planeta é tão importante que não pode ser confiada a indivíduos, nem sequer ao governo de cada país. Seria preciso uma elite iluminada, do alto de uma espécie de governo global. para fazer o que é certo. Seria, claro, um fascismo global. Não acredito em teorias da conspiração, mas essas ideias estão nos textos de referência do movimento ambiental por exemplo, nos livros do Clube de Roma e nos textos de Maurice Strong, idealizador da Eco 92. [...]

Fonte: Criacionismo

NOTA Minuto Profético: As evidências já são tantas desmascarando o ECOmenismo (movimento fascista-religioso com máscara ambientalista) que só nos resta relembrar os interesses por trás desse movimento:
Político: Acabar com a soberania dos países e instituir, na prática, um governo totalitário mundial.
Econômico: Concentrar os recursos e riquezas naturais nas mãos das grandes corporações multinacionais.
Religioso: Impor a religião da Babilônia antiga (adoração do sol/Lúcifer) através da guarda do domingo (SUN-DAY).

Série: As Profecias do Tempo do Fim

Hans K. LaRondelle foi professor emérito de Teologia no Seminário Teológico da Universidade Andrews, em BerrienSprings, Michigan, EstadosUnidos. Serviu nos Países Baixos como pastor evangelista e professor durante 14 anos, e na Universidade Andrews como professor de teologia durante 25 anos. Recebeu seu título doutoral em Teologia Sistemática e Ética do distinto teólogo holandês G. C. Berkouer na Reformed Free University [Universidade Livre Reformada], em Amsterdã, em 1971.

Nas suas próprias palavras: "O propósito deste estudo da profecia bíblica é singelo: É meu testemunho como professor de Teologia, alguém que ensinou Escatologia Bíblica e Interpretação Apocalíptica por mais de 25 anos no Seminário Teológico da Universidade Andrews (em Berrien Springs, Michigan, EstadosUnidos) e em seminários de extensão ao redor do mundo.

Este livro é  o resultado de meus contínuos esforços por aprender com o passar do tempo."

01 - A esperança apocalíptica dos Judeus do Século I
02 - A distinção entre profecia clássica e profecia apocalíptica

03 - A aplicação que Cristo fez da Bíblia Hebraica

04 - Como Cristo empregou os símbolos apocalípticos

05 - A interpretação que os Apóstolos fizeram do cumprimento da profecia

06 - A compreensão de Cristo das profecias de Daniel

07 - A compreensão de Paulo das profecias de Daniel

08 - Introdução ao Apocalipse

09 - O propósito do Apocalipse

10 - Chaves interpretativas dentro do Apocalipse

11 - A composição literária do Apocalipse

12 - A visão do trono do Criador - Apocalipse 4

13 - A entronização do Cordeiro de Deus - Apocalipse 5

14 - Compreendendo os sete selos - Apocalipse 6

15 - Segurança de liberação no tempo do fim - Apocalipse 7

16 - Compreendendo as trombetas em seus contextos - Apocalipse 8 e 9

17 - Uma aplicação histórica das trombetas

18 - O refletor profético sobre o povo de Deus do tempo do fim - Apocalipse 10

19 - A missão profética das testemunhas de Deus - Apocalipse 11

20 - Compreendendo os "1.260 DIAS" em Apocalipse 11-13

21 - A mensagem do tempo do fim na perspectiva histórica - Apocalipse 12-14

22 - O conflito final de lealdade do tempo do fim - Apocalipse 13

23 - Identificando o anticristo

24 - Os últimos companheiros do Cordeiro - Apocalipse 14:1-5

25 - A mensagem do primeiro anjo - Apocalipse 14:6, 7

26 - A mensagem do segundo anjo - Apocalipse 14:8

27 - A mensagem do terceiro anjo - Apocalipse 14:9-12
28 - A dupla ceifa da Terra - Apocalipse 14:14-20
29 - O significado das Sete Últimas Pragas - Apocalipse 15 e 16

30 - A Sétima Praga: A retribuição de Babilônia - Apocalipse 17

31 - O significado do veredicto de Deus sobre Babilônia - Apocalipse 18

32 - Compreendendo o Milênio - Apocalipse 19 e 20

33 - O significado da Nova Jerusalém - Apocalipse 21 e 22 


Fonte - Nisto Cremos

Nota DDP: Acesse as outras séries de  "Estudos Proféticos"

terça-feira, 19 de junho de 2012

Apocalipse - O fim revelado

Rafael Rossi nasceu em São Paulo no ano de 1979.

Casado com a Profa. Ellen Nara de Souza Rossi, tem duas filhas: Giovana e Mariana.

Formado em Teologia no UNASP-EC em 2000, pós-graduado em Aconselhamento pela UNISA em 2004 e em 2010 concluiu o Mestrado em Teologia Pastoral. Iniciou o seu ministério na Associação Paulistana em 2001 como instrutor bíblico na equipe de evangelismo. Em 2003 e 2004 foi pastor do distrito de Vila Assunção em Santo André. Em 2005 e 2006 pastor da igreja do Jardim América – Jacareí.

No ano de 2007 foi nomeado evangelista e diretor do Ministério da Saúde da Associação Paulista do Vale, função que ocupou até agosto de 2009 quando foi nomeado evangelista da União Central Brasileira.

01- O Livro
02- O Inimigo
03- O protagonista
04- As Boas Notícias
05- As 7 Mensagens
06- A Volta de Jesus
07- O Fim do Mal
08- As Promessas do Apocalipse
09- Os 7 Selos
10- O Selo de Deus
11- O Domingo
12- Os Mistérios da Morte
13- O Santuário do Céu
14- O Juízo
15- A Hora do Juízo
16- Os Profetas Modernos
17- A Igreja Verdadeira
18- A Primeira Besta do Apocalipse
19- A Segunda Besta do Apocalipse
20- As 7 Pragas
21- O Mistério Babilônia
22- A Cidade Santa
23- As 2 Testemunhas
24- A Sétima Trombeta

Fonte - Ainda existe Esperança

Nota DDP: Acesse as outras séries de  "Estudos Proféticos"

sexta-feira, 15 de junho de 2012

"Como folhas de outono..." #29

Semana de Oração dirigida pelo Pastor Ranieri Sales, tendo como tema "O Profeta Elias". Meditações mais do que importantes, indispensáveis para o nosso tempo.

Ranieri Sales nasceu em Catende, uma pequena cidade do interior de Pernambuco e cresceu no ABC Paulista (Mauá). Casado com Mara Núbia Sales, pai de Rennan e Renata.

Graduado e Mestrado em Teologia pelo Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP). Em seus 20 anos de ministério pastoral, atuou como líder de jovens, evangelista e conselheiro ministerial no Brasil e América do Sul.

Atualmente é Pastor da Igreja do UNASP/Engenheiro Coelho.

1) - Começo dramático
2) - Elias e a viúva de Serepta

3) - Dê e receba mais

4) - O profeta do Senhor e servo do rei

5) - O desafio do Carmelo

6) - Do outro lado do nada

7) - Que fazes aqui

8) - O fim da história

Não se esqueçam de duplicar, "como folhas de outono", atendendo ao "ide" do Mestre. E descansem no Senhor. Feliz Sábado.

Soli Deo Gloria

"Disseminai-os como as folhas no outono. Esse trabalho deverá continuar sem estorvo de pessoa alguma. Almas perecem sem Cristo. Sejam elas advertidas de Seu breve aparecimento nas nuvens do céu." (Testemunhos Seletos V3 - Pág. 235)

Nota DDP: Acesse as outras séries "Como folhas de outono..."

terça-feira, 12 de junho de 2012

Ajuda à Espanha é um passo para união bancária

O pacote de ajuda de até € 100 bilhões (US$ 125 bilhões) para os bancos da Espanha é apenas o primeiro passo em direção a uma união bancária na zona do euro, afirmou nesta terça-feira o ministro das Finanças da França, Pierre Moscovici.

Moscovici disse que os eventos das próximas semanas, incluindo as eleições legislativas na Grécia e na França na semana que vem e a cúpula de líderes europeus no final de junho, serão decisivas para o futuro da Europa.

"O que nós fizemos para a Espanha foi uma ação convincente, mas ainda precisamos ir mais longe", disse o ministro à rádio Europe 1.

"Este é o momento em que os europeus têm que definir as bases para definitivamente consolidar o euro em termos políticos, orçamentários e sociais", acrescentou ele.

O presidente socialista da França, François Hollande, que assumiu o gabinete no mês passado, demonstrou o apoio do país por uma "união bancária" na Europa, o que criaria um regulador financeiro comum, uma garantia única de depósito e um fundo de capitalização para os bancos.

Hollande é mais aberto à ideia de ceder soberania a instituições europeias a fim de proteger o euro do que seu predecessor conservador Nicolas Sarkozy, mas enfrenta uma luta difícil para convencer os franceses, muitos dos quais estão insatisfeitos com os grandes custos dos resgates e o alto desemprego.

Fonte: Folha de São Paulo

NOTA Minuto Profético:
"Consolidação política" do euro é o mesmo que "cimentar a união política" da Europa. Desde a implantação do euro esse é o objetivo final. A profecia de Daniel 2 já revelou que esse objetivo jamais seria alcançado até a Volta de Jesus...

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Um novo resgate aos bancos

Nossa... Mais um resgate a bancos, desta vez na Espanha. Quem poderia ter previsto?

A resposta, claro, é "todo mundo". Na verdade, essa história toda começa a parecer uma cena de comédia: uma vez mais a economia está tropeçando, o desemprego dispara, os bancos se encrencam, os governos correm em socorro -mas de algum modo apenas os bancos são beneficiados pelo resgate, e não os desempregados.

É bom esclarecer que os bancos espanhóis de fato precisavam de resgate. A Espanha estava claramente à beira de um ciclo destrutivo, um processo bem conhecido sob o qual preocupações quanto à solvência dos bancos os forçam a vender ativos, o que causa queda nos preços dos ativos e assim gera ainda mais preocupação quanto à solvência das instituições. Os governos têm a capacidade de impedir que esses ciclos se desenvolvam por meio de injeções de capital; mas no caso a solvência do governo espanhol está em questão, e por isso o dinheiro precisa vir de um fundo europeu mais amplo.

Portanto, não há nada de necessariamente errado quanto ao mais recente resgate (se bem que muita coisa dependa dos detalhes). O que espanta, porém, é que no exato momento em que os líderes europeus estavam montando esse pacote de socorro estavam também sinalizando fortemente que não têm a intenção de mudar as políticas que conduziram quase um quarto dos trabalhadores espanhóis ao desemprego -o que sobe a mais de 50% entre os jovens.

O mais importante é que na semana passada o Banco Central Europeu se recusou a cortar as taxas de juros. Era uma decisão previsível, mas isso não deveria nos levar a ignorar que se trata de uma escolha profundamente bizarra. O desemprego na zona do euro disparou, e todos os indicadores apontam para uma nova recessão no continente. Enquanto isso, a inflação está em queda e as expectativas do mercado quanto à inflação futura despencaram. Sob as regras usuais de política monetária, a situação exigiria um corte agressivo nos juros. Mas o banco central se recusa a agir.

E não estou nem incluindo no cômputo o risco crescente de um racha no euro. Há anos a Espanha e os demais países em crise vêm ouvindo que só podem se recuperar por meio de uma combinação de austeridade fiscal e "desvalorização interna", o que significa basicamente um corte de salários. Agora está completamente claro que essa estratégia funcionará sem forte crescimento e, sim, uma dose moderada de inflação no "núcleo" europeu, especialmente a Alemanha -o que oferece motivação adicional para manter baixos os juros e imprimir muito dinheiro. Mas o banco central se recusa a agir.

Enquanto isso, autoridades governamentais vêm afirmando que austeridade e desvalorização interna funcionariam, desde que as pessoas acreditassem de verdade que são necessárias.

Considere, por exemplo, o que Jörg Asmussen, representante alemão no conselho executivo do Banco Central Europeu, acaba de declarar na Lituânia, que se tornou o grande exemplo de um programa de austeridade supostamente bem sucedido. (Até recentemente, o modelo era a Irlanda, mas a economia irlandesa continua recusando a se recuperar.) "A diferença essencial entre, digamos, a Lituânia e a Grécia", afirmou Asmussen, "está no grau de aceitação nacional do programa de ajuste -não apenas pelas autoridades do país mas entre a população em geral".

É o modelo Darth Vader de política econômica. Asmussen na verdade está dizendo aos gregos que "sua falta de fé me perturba".

Oh, e o suposto sucesso da Lituânia consiste de um ano de bom crescimento depois de um declínio digno da Grande Depressão nos três anos precedentes. Crescer 5,5% é de fato bem melhor que nada. Mas vale recordar que a economia dos Estados Unidos cresceu quase o dobro disso -10,9%!- em 1934, ao se recuperar do pior momento da Grande Depressão. No entanto, a Depressão estava longe de encerrada.

Se somarmos todos esses elementos, o quadro é o de uma elite política europeia sempre pronta a entrar em ação em defesa dos bancos mas completamente indisposta a admitir que suas políticas estão fracassando em socorrer o povo a que a economia supostamente deve servir.

Mas será que nossa situação é muito melhor? A perspectiva de curto prazo dos Estados Unidos é menos sombria que a da Europa, mas as projeções do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), indicam inflação muito baixa e desemprego muito elevado pelos próximos anos -exatamente as condições sob as quais o Fed deveria estar entrando em ação para estimular a economia. Mas o Fed não se mexe.

O que explica essa paralisia transatlântica diante do desastre econômico e humano que continua a se desenrolar? A política certamente é parte da explicação -não importa o que digam os dirigentes do Fed, eles foram claramente intimidados pela advertência de que adotar uma política expansiva seria visto como socorro ao presidente Barack Obama. Outro fator é uma mentalidade que vê o sofrimento econômico como redentor, algo que um jornalista britânico certa feita definiu como "sado-monetarismo".

Quaisquer que sejam as raízes profundas dessa paralisia, está se tornando mais claro que será necessária uma completa catástrofe para gerar ação política que vá além do resgate aos bancos. Mas não se desespere: ao ritmo atual, especialmente na Europa, a catástrofe pode estar bem próxima. 

Fonte - Folha
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