segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Desastres naturais deixaram o recorde de 295 mil mortos em 2010

Frankfurt (Alemanha) – Dominados pelo terremoto no Haiti, os desastres naturais foram particularmente devastadores em 2010, com 295 mil mortos e US$ 130 bilhões em prejuízos, informa relatório da seguradora alemã Munich Re, divulgado nesta segunda-feira (3/1).

O ano que passou foi o mais mortífero desde 1983, quando a seca na Etiópia deixou 300 mil mortos, segundo o estudo. A Munich Re contabilizou 950 desastres naturais em 2010, cifra muito superior à média dos últimos 30 anos (615 catástrofes anuais, com 66 mil mortes por ano).

"O ano foi marcado por um raro acúmulo de terremotos importantes e um número elevado de catástrofes vinculadas com o clima, que parece indicar uma continuação do aquecimento global", assinala o informe.

As catástrofes mais mortíferas foram o tremor de terra de janeiro passado no Haiti (222.570 mortos), a onda de calor e incêndios florestais no verão na Rússia (56 mil mortos) e o terremoto de abril na China (2.700 mortos).

Os desastres mais onerosos foram o terremoto de fevereiro no Chile (US$ 30 bilhões e 520 mortos) e as inundações de julho em setembro no Paquistão (US$ 9,5 bilhões e 1.760 mortos).

Esses desastres deixaram quatro vezes mais vítimas que a média desde 1980 (295 mil mortos contra 66 mil) e causaram mais prejuízos (US$ 130 bilhões contra média de US$ 95 bilhões).

Nos países mais desenvolvidos, as catástrofes foram pouco mortíferas, mas muito onerosas e com graves consequências para as seguradoras.

A Europa Ocidental foi sacudida pela tempestade Xynthia em fevereiro (65 mortos; US$ 6,1 bilhões em gastos, 50% cobertos por seguros), e os Estados Unidos, por tornados, que provocaram danos de 4,7 bilhões de dólares (75% cobertos por seguros).

Previsões

Se os furacões foram relativamente devastadores, o aquecimento dos oceanos, que já não pode ser explicado pelas oscilações naturais e sim pelo aquecimento climático, promete mais temporadas difíceis nos próximos anos.

Um dos acontecimentos que mais chamou a atenção da imprensa, a erupção do vulcão islandês Eyjafjallajökull, em abril, paralisou o tráfego aéreo europeu durante semanas e acabou custando milhares de milhões de companhias aéreas.

Por outro lado, a Munich Re não pôde calcular ainda o custo das inundações recentes na Austrália.

A grande concorrente da Munich Re, a suíça Swiss Re, indicou em novembro que para 2010 esperava US$ 222 bilhões em danos e 260 mil mortes.

Fonte - Correio Braziliense

Momento Profético #2

"Foi-me mostrado que o Espírito do Senhor está-Se retirando da Terra. O poder mantenedor de Deus logo será recusado a todos os que continuam desrespeitando os Seus mandamentos. Os relatos de transações fraudulentas, homicídios e crimes de toda a espécie chegam até nós diariamente. A iniqüidade está-se tornando uma coisa tão comum que não ofende mais as suscetibilidades como em tempos passados."

(Carta 258, 1907)

domingo, 2 de janeiro de 2011

Terremoto de 6,5 graus na escala Richter atinge sul do Chile

Um tremor de 6,5 graus de magnitude na escala Richter sacudiu neste domingo seis regiões do centro e do sul do Chile, sem que as autoridades tenham informado a existência de vítimas, mas sim de cortes de eletricidade e do serviço telefônico.

De acordo com os organismos oficiais chilenos, o terremoto atingiu as regiões de O'Higgins e Maule, no centro do país, e Biobío, Araucanía, Los Rios e Los Lagos, no sul, cujos habitantes ainda lembram o terremoto que devastou parte do território chileno em 27 de fevereiro de 2010.

Algumas praias de Biobío, lotadas de turistas, foram evacuadas pelas autoridades diante da possibilidade de um tsunami, o que no entanto foi descartado pelo Serviço de Hidrologia e Oceanografia da Marinha do Chile.

Em um relatório preliminar, o Serviço Geológico dos Estados Unidos tinha indicado que a magnitude do tremor de terra havia sido de 7,1 graus na escala Richter.

O movimento aconteceu às 17h20 hora local (18h20 no horário de Brasília), e segundo os primeiros dados do serviço geológico americano, seu epicentro se localizou sob o mar, a cerca de 96 quilômetros de Temuco, capital de Araucanía, e a 690 quilômetros de Santiago, a uma profundidade de 16,9 quilômetros.

Mais tarde, o Instituto de Sismologia da Universidad de Chile informou que a magnitude do terremoto foi de 6,5 graus na escala Richter e seu epicentro se localizou sob o mar, a 149 quilômetros de Tirúa, localidade situada no limite das regiões de Araucanía e Biobío, a uma profundidade de 29,5 quilômetros.

Desde a madrugada deste domingo uma sequência de tremores de magnitudes entre 3,2 e 4,7 graus na escala Richter sacudiram o litoral de várias regiões do país, incluindo as afetadas pelo último terremoto.

Fonte - Último Segundo

Bento 16 realizará reunião com líderes religiosos para discutir paz mundial

O papa Bento 16 anunciou neste sábado que vai organizar uma reunião com líderes religiosos em outubro para discutir formas de promover a paz mundial.

A reunião, que deve ocorrer na cidade italiana de Assis, marcará o 25º aniversário de um outro encontro parecido, ocorrido na mesma cidade e convocado pelo papa João Paulo 2º em 1986.

Falando no final da missa do dia mundial da paz, na Basília de São Pedro, em Roma, Bento 16 afirmou que a reunião servirá para "renovar solenemente os esforços daqueles de todas as religiões para vivenciar sua fé como um serviço à causa da paz".

"Ao enfrentar as tensões ameaçadoras deste momento, especialmente a discriminação, injustiças e intolerância religiosa, que atualmente ataca os cristãos de uma forma particular, mais uma vez eu faço um apelo para que não se ceda à resignação e ao desânimo", afirmou.

O papa também disse que o encontro em Assis vai "honrar a memória do evento histórico promovido pelo meu antecessor".

Na reunião promovida por João Paulo 2º participaram líderes judeus, muçulmanos, da Igreja Anglicana e o Dalai Lama, além de líderes muitas outras religiões.
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Fonte - BBC

Governo cede dados dos BI portugueses aos Estados UnidosGoverno cede dados dos BI portugueses aos Estados Unidos

Em nome da luta contra o terrorismo, os EUA querem aceder aos elementos do Arquivo de Identificação

Os Estados Unidos (EUA) querem ter acesso a bases de dados biométricas e biográficas dos portugueses que constam no Arquivo de Identificação Civil e Criminal. O FBI, com a justificação da luta contra o terrorismo, quer também aceder à ainda limitada base de dados de ADN de Portugal. O acordo com o Governo português está feito e só falta ser ratificado na Assembleia da República. No entanto, este mês vai sair um parecer da Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD) que alerta para os problemas que constam no texto do acordo bilateral.

Em Junho de 2009, Janet Napolitano, secretária do Departamento de Segurança Interna norte-americano esteve em Portugal e firmou o acordo com os ministérios da Administração Interna e da Justiça. Em Novembro deste ano, foi pedido à CNPD um parecer. Este, segundo o DN apurou, embora não seja vinculativo, vai alertar a Assembleia da República e a Comissão dos Negócios Estrangeiros para os perigos de violação da privacidade dos portugueses que decorre deste acordo bilateral.

O acordo prevê que o FBI tenha acesso às informações constantes no bilhete de identidade de todos os portugueses. Além disso, quando se tratar de cidadãos condenados, poderão também receber o seu registo criminal e informações do seu ADN caso exista alguma amostra na base de dados que está sediada em Coimbra e que é da responsabilidade do Instituto Nacional de Medicina Legal (INML).

Fonte da Secretaria de Estado das Comunidades explicou que o processo está a ser conduzido pela direcção do Serviço de Vistos, e o texto do documento ainda não está disponível porque aguarda parecer da CNPD - "Trata-se de um processo que visa a luta contra o terrorismo e já foram feitos vários acordos entre os EUA e vários países europeus. Alguns através da Comissão Europeia".

Na página do Department of Homeland Security (DHS), a secretária Janet Napolitano levanta um pouco mais o véu sobre o acordo bilateral contra a luta antiterrorista que assinou em Portugal em 2009. "Vamos partilhar impressões digitais e outra informação biométrica para melhor identificar terroristas e criminosos." É ainda referido que já foram assinados acordos semelhantes com Espanha, Alemanha, Itália, Grécia.

Na Comissão Europeia, o processo de acesso dos EUA a dados dos cidadãos europeus arrasta-se. Segundo eurodeputado Carlos Coelho, do PSD, "há um problema ao nível da protecção de dados. Os EUA têm de respeitar as nossas normas. Não há ainda nenhum calendário para a resolução do problema".

"Quando os norte-americanos reparam que há entraves com a negociação na União Europeia contornam o problema fazendo acordos bilaterais com os próprios países. Em troca do acordo, chegam a prometer a agilização na entrada dos naturais desses países através do programa Visa Waiver. Isto já aconteceu no passado não é novo", explica o eurodeputado.

O FBI quer também ter acesso à Base de Dados de Perfis de ADN sediada em Coimbra. Problemas de comunicação não deverão existir, já que, segundo confirmou ao DN Duarte Nuno Vieira, presidente do INML, "o sistema informático CODIS foi oferecido e montado em Portugal em 2009 pelo Federal Bureau of Investigation (FBI)". Por enquanto, o sistema está numa fase inicial e alberga menos de 100 registos de ADN, que podem ser consultados pela Polícia Judiciária.

Segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros, o acordo bilateral "encontra-se em processo de ratificação na Assembleia da República". O Parlamento deverá aprová-lo - ou chumbá-lo - este ano, mas a oposição, já no ano passado, pediu explicações. "Fizemos perguntas sobre o protocolo, mas a resposta foi vaga. Não tivemos mais nenhuma informação acerca desse tema", explicou ao DN o deputado Fernando Negrão, do PSD.

Em Novembro, durante a Cimeira da NATO em Lisboa, o acordo voltou a ser abordado numa reunião entre Janet Napolitano e Rui Pereira. O ministro da Administração Interna manifestou a "vontade firme de tornar a cooperação entre os dois países mais firme e profícua no futuro".

Fonte - Diário de Notícias

Nota DDP: Essa espécie de tratativa certamente deverá se alastrar por outros países, eis que é uma ótima ferramenta de controle da vida do cidadão comum.

Enchente na Austrália atinge área maior que França e Alemanha

As maiores enchentes dos últimos 50 anos na Austrália já atingiram mais de 20 cidades em uma área maior do que a França e a Alemanha.

Meteorologistas afirmam que devem ocorrer mais tempestades na região.

As inundações estão concentradas no Estado de Queensland, no nordeste do país, e afetaram mais de 200 mil pessoas.

Em algumas áreas a água já começou a recuar, mas a cidade de Rockhampton, no centro de Queensland e com 77 mil habitantes, está se preparando para mais enchentes e o rio Fitzroy, que passa na região, pode subir até nove metros acima de seu nível normal.

As autoridades afirmam que o rio está inundando partes da cidade mais rápido do que o previsto e a polícia está retirando os moradores com a ajuda de barcos.

Uma mulher de 41 anos foi a primeira vítima confirmada das enchentes. Ela morreu tentando cruzar o rio Leichhardt. A mulher estava em um dos dois carros que tentavam fazer a travessia.

A polícia conseguiu resgatar oito pessoas que estavam nos carros. O corpo da mulher foi encontrado depois.

De acordo com o jornal Sydney Morning Herald há mais desaparecidos. As equipes de resgate estão procurando por um homem cujo barco de pesca foi levado pelas águas da enchente na entrada do rio Boyne e por um nadador que desapareceu no rio Fitzroy.

Custo

Autoridades temem que o prejuízo causado pelas enchentes pode chegar a bilhões de dólares australianos e afirmaram que atividades como mineração, indústria e agrícola serão afetadas.

O prefeito de Rockhampton, Brad Carter, afirmou que até 40% da cidade poderá ser afetada pela inundação que, segundo ele, pode ser uma das maiores já ocorridas na região.

"A mensagem e o conselho que temos é que (a situação) é grave. (...) Esta pode ser a segunda ou terceira maior inundação que esta região já viu", afirmou.

O aeroporto da cidade e várias estradas foram fechados e a Força Aérea da Austrália foi convocada para ajudar a estabelecer abrigos de emergência. Em algumas áreas, helicópteros estão entregando alimentos e suprimentos para casas isoladas pelas águas.

Em outras partes de Queensland, os moradores estão tentando salvar o que podem e ir para áreas mais seguras.

"Toda a energia foi cortada. Toda a água foi cortada. Tudo está no andar de cima. E nós fomos para a causa de um amigo. Vamos sair de lá se (a água) ficar mais alta", disse Kevin Martin, morador da região.

Fonte - BBC

Terremoto de magnitude 7 atinge norte da Argentina

01/01/2011 08h39 - Atualizado em 01/01/2011 10h37
Terremoto de magnitude 7 atinge norte da Argentina
Epicentro do tremor foi na região de Santiago Del Estero.
Local fica a 960 quilômetros de Buenos Aires.

Do G1, em São Paulo
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Um terremoto de magnitude 7 atingiu na manhã deste sábado (1) a região de Santiago Del Estero, no norte da Argentina. O tremor ocorreu às 6h56 do horário local, 7h56 em Brasília, segundo a agência americana de monitoramento USGS.

Pelo Twitter, usuários disseram que o tremor foi "muito forte" e pode ser sentido em Mendoza.

O epicentro do abalo foi a 562 quilômetros de profundidade e a 150 quilômetros de distância da cidade de Santiago Del Estero. O local fica a 960 quilômetros da capital, Buenos Aires.

Inicialmente, a USGS informou que o terremoto tinha tido magnitude de 6,9.

Ainda não há informações sobre feridos ou danos materiais.

Fonte - G1

sábado, 1 de janeiro de 2011

Momento Profético #1

Vi uma imensa bola de fogo cair no meio de algumas lindas habitações, destruindo-as imediatamente. Ouvi alguns dizerem: "Sabíamos que os juízos de Deus sobreviriam à Terra, mas não sabíamos que viriam tão cedo." Outros, com acento de voz agoniante, diziam: "Os senhores sabiam! Por que, então, não nos disseram? Nós não sabíamos."

(Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 296.)

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

2011: o euro, Obama e a ameaça dos dominós

Se T. S. Elliot tiver razão, o tempo presente e o tempo passado estão ambos presentes no tempo futuro. Por isso, antever 2011 começa na análise do legado do ano inesperado que foi 2010.

O ano de 2011 deverá responder a duas grandes incógnitas do mundo ocidental: a sorte do euro (e, portanto, dos europeus e dos portugueses) e o futuro do Presidente Barack Obama ou, mais precisamente, da política norte-americana.

O Outono trouxe uma surpresa alarmante: um país do euro pode falir, o euro pode morrer e, inclusive, matar “a Europa”. O colapso ou a reemergência verificar-se-ão em 2011. Se houver “apenas” meio desastre, com a saída de dois ou três países da moeda, será uma catástrofe económica para esses “periféricos”: estão em jogo os empregos, os salários, as pensões de reforma, as poupanças, as prestações sociais. É um cenário por enquanto improvável.

Depois da derrota democrata nas intercalares de Novembro e da tempestade do Tea Party, os EUA debatem-se entre uma política de adaptação à nova ordem mundial e fecharem-se no seu “excepcionalismo”, oscilando entre isolacionismo e nostalgia da era imperial.

A precipitação da crise das dívidas soberanas na Europa deve-se ao “tornado” da crise financeira americana. Os Estados foram forçados a uma custosa operação de defesa dos seus bancos. Mas o choque é desigual: as economias “sãs” resistem, as vulneráveis estão à beira do abismo.

É um vasto jogo de dominós que pode não ficar apenas pela Europa. Os analistas americanos temem o contágio: “A crise da dívida soberana que agita a zona euro pode atravessar o Atlântico” e anular a recuperação económica americana.

A ressaca não se limita à economia. A crise começa no sistema financeiro, torna-se económica, social e, finalmente, política — na Europa e nos Estados Unidos.

Há sintomas de erupção social. Nos EUA, há o Tea Party. Na Europa, há motins de estudantes e greves contra os planos de austeridade. A ressaca pode também arrastar “pestes” — xenofobia, nacionalismos, populismos. O “estado a que isto chegou” desacredita os governos, mas a luta contra o défice, o corte da despesa pública e a ameaça ao welfare state criam uma percepção de impotência política e de descrédito do próprio Estado.

Jacques Delors, antigo presidente da Comissão Europeia, avisa: “A política deve ser a referência última. Recuso que os banqueiros façam tremer os governos da zona euro.” O antigo chanceler alemão Helmut Schmidt corrobora: “À Europa faltam dirigentes.”

Não é apenas isto. Houve uma viragem importante a seguir à criação do euro, quando Jacques Chirac e Gerhard Schroeder decidiram esvaziar o papel da Comissão Europeia. Optaram pela liberdade de acção dos seus países. O processo de decisão é cada vez mais intergovernamental.

A questão de fundo é ainda outra. “Até que ponto é europeia a nova Alemanha?” — interroga-se Ulrike Guérot, do European Council on Foreign Relations. “O futuro não está escrito. A Alemanha deve decidir se quer abandonar a União Europeia e tornar-se sozinha num actor mundial, ou se quer tornar-se no principal actor — e principal beneficiário — de uma Europa em que ela liderará na sua transformação em actor mundial.”

É esta segunda vocação que Berlim escolherá, mas tentando impor as suas regras.
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Fonte - Público

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

"Revival and Reformation"


Fonte - Revival and Reformation
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