segunda-feira, 19 de setembro de 2011

"11/9" - Especial NT

França proíbe orações nas ruas

PARIS - Entrou em vigor nesta sexta-feira, 16, uma lei francesa que proíbe que se reze nas ruas. Assim, milhares de fieis muçulmanos no norte de Paris foram levados a improvisar um local de oração em um quartel de bombeiros desativado. A medida desagradou à minoria islâmica que habita o país.

A proibição das rezas nas ruas colocou em evidência os problemas da França para assimilar sua comunidade muçulmana, de 5 milhões de pessoas, que não tem espaço para rezar. E segue-se a uma polêmica já antiga, alimentada pela líder de extrema-direita Marine Le Pen, sobre os muçulmanos serem forçados a estenderem suas colchas nas ruas das grandes cidades.

O ministro do Interior francês, Claude Gueant, direcionou os muçulmanos em Paris a espaços provisórios enquanto se constrói um novo espaço gigante e advertiu que, caso necessário, será usada a força à medida que a polícia encerra sua tolerância com relação às orações nas ruas.

Sete meses antes da eleição presidencial, a proibição é considerada por algumas pessoas como uma tentativa de ganhar simpatizantes da extrema-direita para o campo da centro-direita do presidente Nicolas Sarkozy.

Na instalação improvisada, o xeque Mohammed Salah Hamza supervisionou as orações dos muçulmanos que foram de vários pontos da cidade. Os religiosos entravam, estiravam suas colchas no chão pelo espaço, semelhante a um hangar. "É o começo de uma solução," disse Hamza à Reuters antes de iniciar o serviço. "Os fieis estão muito satisfeitos de estar aqui. O local, que abriga 2 mil pessoas, está cheio."

Os fieis também estavam contentes. "Isso será melhor que a rua Mryha," disse um homem, referindo-se a uma rua de Paris conhecida por abrigar orações nas ruas. "Aparentemente, isso chocava as pessoas."

Le Pen descrevera o fenômeno de orar nas ruas e calçadas como uma "invasão." "Foi Marine Le Pen que começou tudo isso," disse uma mulher que disse se chamar Assya enquanto se dirigia para o espaço nas redondezas de Paris. "Agora o governo proibiu as orações nas ruas e nos enviou aqui para que possam angariar votos para o (partido da) Frente Nacional (de extrem-direita) - isso é tudo."

Fonte - Estadão

Nota DDP: Interessante perceber-se que há um claro tolhimento da liberdade religiosa, a correspondente criação de uma espécie clausura da manifestação correlata e, mesmo assim o grupo atingido tem visto o fenômeno como uma vantagem.

Outras questões deverão ser levantadas e outros direitos atingidos, especialmente no que se refere ao dia de guarda.

Elevação do mar pode varrer do mapa praias da Califórnia

A elevação do nível do mar em consequência das mudanças climáticas pode fazer desaparecer algumas das praias mais conhecidas da Califórnia até o final do século, junto com centenas de milhões de dólares em propriedades, segundo um novo estudo.

"Se as praias desaparecerem, encolherem e erodirem, teremos menos turismo", disse Phillip King, professor-associado de economia da Universidade Estadual de San Francisco. "Tivemos o melhor conhecimento científico disponível, e é possível que os custos (estimados) ainda sejam baixos demais."

Economistas da universidade passaram dois anos projetando prejuízos econômicos da mudança climática no Ocean Beach de San Francisco e nas comunidades de Carpinteria, Malibu, Venice e Torrey Pines State Reserve, perto de San Diego.

Baseados em previsões que dizem que o nível do mar vai subir entre um e dois metros até o ano 2100, os pesquisadores conceberam modelos prevendo que propriedades, infraestrutura, habitat selvagem e espaço aberto seriam inundados ou erodidos, assim como o valor dessas perdas.
...
Fonte - Último Segundo

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Fome atinge 6 milhões de norte-coreanos

A crescente crise alimentar na Coreia do Norte ameaça deixar 6 milhões de pessoas sem comida suficiente no país onde um terço das crianças abaixo dos cinco anos já sofre de desnutrição, afirmou nesta quinta-feira a agência da Organização das Nações Unidas (ONU) para Agricultura e Alimentação (FAO).

A redução da ajuda internacional, um inverno rigoroso que atingiu as plantações e a queda da quantidade de alimentos que o país comprou do exterior deixaram a Coreia do Norte com escassez crônica de comida, disse a FAO.

"Mais de 6 milhões de pessoas precisam de assistência alimentar urgente", diz um comunicado da organização.

Em declarações feitas em Bangcoc, Tailândia, no retorno de sua visita ao país, feita após convite das autoridades de Pyongyang, o diretor regional para Ásia e Pacifico da FAO, Hiroyuki Konuma, afirmou que há um déficit de cerca de um milhão de toneladas de comida no país.

A ajuda humanitária para a Coreia do Norte "diminuiu dez vezes" nos últimos dez anos, disse a agência da ONU, acrescentando que o país "é um dos que sofre mais com a falta de recursos para emergências humanitárias no mundo".

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) da ONU, que lançou uma operação de emergência na Coreia do Norte em abril deste ano, fez um apelo para a arrecadação de 300 mil toneladas de alimentos básicos neste ano, mas recebeu pouco mais de 10% dessa quantidade.

O porta-voz do PMQ, Marcus Prior, disse que mesmo antes do início deste "ano difícil", um terço das crianças abaixo dos cinco anos sofria de desnutrição.

A Coreia do Norte diminuiu drasticamente a distribuição de comida nos últimos meses e algumas pessoas têm de comer grama para sobreviver, revelou recentemente uma das mais experientes trabalhadoras humanitárias no país.

As porções de alimentos foram reduzidas para 150 gramas diárias por pessoa em algumas partes do país com a queda de doações estrangeiras, disse em junho Katharina Zellweger, chefe do escritório de apoio do governo suíço em Pyongyang.

A situação piorou mais ainda com o aumento dos preços internacionais dos alimentos que tornaram as importações mais caras, afirmou Zellweger.

Fonte - Estado

Novo chip para BlackBerry agirá como documento de identidade

A RIM (Research in Motion), fabricante do BlackBerry, planeja abrir as portas ao uso por seus clientes de uma tecnologia criada uma década atrás e que transforma celulares em aparelhos de pagamento.

Todo o setor, da Nokia ao Google, responsável pelo sistema operacional Android, pretende incluir a tecnologia NFC (near field communication) em futuros aparelhos, para tentar substituir o dinheiro em espécie e os cartões de crédito e débito na maioria dos pagamentos, de cafés a ingressos de espetáculos e passagens em meios de transporte.

Os chips NFC permitem troca de dados sem fio em distância de uns poucos centímetros, o que significa que celulares poderiam ser usados para pagar por produtos, armazenar passagens em formato eletrônico, baixar música e trocar fotos e cartões de visitas.

Mas a implementação do NFC para pagamentos vem sendo bloqueada pelos interesses contraditórios de bancos, comerciantes, fabricantes de aparelhos e até mesmo operadoras de telefonia móvel, todos interessados em ficar com uma fatia desse bolo.

"É um ecossistema muito dinâmico, há muita gente envolvida e muita coisa precisa acontecer antes que surja massa crítica", disse Andrew Bocking, vice-presidente de software para celulares da RIM.

Enquanto isso, a RIM aproveitará o papel de seus aparelhos como escolha preferencial nas repartições governamentais a fim de permitir que eles se tornem documentos de identidade para acesso a esses locais.

Os funcionários muitas vezes precisam usar seus crachás como cartões de identificação para entrar em um edifício ou acionar um elevador. Há boa probabilidade de que o cartão e o leitor utilizados sejam produtos da HID Global, parte da Assa Abloy.

A RIM e a HID Global anunciaram nesta quinta-feira (15) uma parceria que permitirá a usuários dos novos RIM Bold e Curve o uso desses aparelhos como cartões de acesso aos seus locais de trabalho ou outras áreas de acesso restrito.

"É uma novidade no setor e um marco importante para nós, porque permite que um aparelho móvel armazene dados de identidade para acesso lógico e físico", disse Denis Hebert, presidente-executivo da HID Global.

Fonte - Folha

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Terremotos: Cuba, Japão e Nova Zelândia

De acordo com dados recebidos da Rede Sismográfica Global (Iris-GSN), um terremoto de 6.0 graus de magnitude foi registrado abaixo da ilha de Cuba, as 05h43, pelo horário brasileiro (15/09/2011). O forte tremor ocorreu a 10 quilômetros de profundidade, abaixo das coordenadas 19.57N e 78.02W, aproximadamente a 169 km do oeste-sudoeste de Bayamo, em Cuba e 122 km ao norte de Montego Bay, na Jamaica.

Ainda não há informações sobre vítimas, mas devido a forte magnitude e a baixa profundidade em que ocorreu, este tremor tem potencial significativo de destruição e pode causar sérios danos em construções e até vítimas fatais caso tenha ocorrido próximo a locais populosos.

Um terremoto de 6.0 graus de magnitude libera a mesma energia que a detonação de 1 bomba atômica similar a que destruiu Hiroshima em 1945, ou a explosão de 15 mil toneladas de TNT.

Mais tremores

Quarenta e três minutos antes do tremor em Cuba, outro terremoto de 6.2 graus atingiu a costa leste de Honshu, no Japão. Sete minutos antes desse evento, outro tremor de 6.0 graus foi registrado na costa da Nova Zelêndia. Ambos os tremores também foram localizados a 10 km de profundidade.

Fonte - Apolo11

"Doutrina Social da Igreja tornou-se mais atual do que nunca"

"O presidente do Tribunal de Contas disse hoje que a Doutrina Social da Igreja se tornou “mais atual do que nunca, falando no 27º Encontro da Pastoral Social, a realizar-se em Fátima, até quinta-feira.

Na sua intervenção, subordinada ao tema «Política, responsabilidade, participação, desenvolvimento», Guilherme d´Oliveira Martins frisou também que na sociedade contemporânea “assiste-se muito à indiferença” e apelou a uma “maior proximidade entre as pessoas”.

A sociedade “não pode limitar-se a uma lógica assistencialista” e deve encontrar mecanismos “ligados às políticas públicas que garantam uma melhor justiça distributiva”, realçou o conferencista.

Durante três dias, várias centenas de participantes refletem sobre «Desenvolvimento local, caridade global», uma iniciativa promovida pela Comissão Episcopal da Pastoral Social da Igreja Católica em Portugal.

O agravamento das desigualdades é notório e esta situação “obriga a que haja necessidade de conceber políticas públicas orientadas para a justiça distributiva, mas, simultaneamente, garantir que haja uma participação efetiva dos cidadãos através da subsidiariedade e da solidariedade voluntária”, disse Oliveira Martins.

Neste mundo de incertezas, a igreja tem responsabilidades sociaisque tem assumido” e a última encíclica de Bento XVI apela de “forma muito forte a que a crise financeira atual seja superada, não através do fundamentalismo do mercado, mas através de mecanismo efetivos de justiça e cidadania”, acrescentou.

Não basta ter bonitos discursos quando eles não correspondem à prática e à vida”, pediu Guilherme d´Oliveira Martins, antes de concluir: “Não podemos voltar aos erros de uma economia da ilusão e do imediato”."

Fonte: Agência Ecclesia (negritos meus para destaque)

Nota O Tempo Final: esta posição de tão elevada figura do estado português vem reforçar a ideia que venho mantendo há algum tempo: tendo em vista a constante degradação da imagem, reputação e credibilidade dos habituais governantes, uma nova proposta de governação se levantará, assumindo-se como a justa solução social, económica e de valores: a Igreja romana.

Regulamentação do evangelismo

Há alguns anos orgãos religiosos internacionais como o Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-Religioso (PCID), o Conselho Mundial de Igrejas (CMI) e, a convite do CMI, a Aliança Evangélica Mundial (WEA), vem trabalhando sobre a elaboração de um documento global para regulamentar a pregação da Palavra de DEUS, ou como frequentemente se diz, o proselitismo. O evangelismo vem sendo tratado como “roubo de fiéis” entre as igrejas. Pois ele foi aprovado em julho de 2011. O documento, cujo nome é: “Testemunho Cristão em um Multi-Religioso Mundial: Recomendações para a conduta” pretende “servir como um conjunto de recomendações para a conduta de testemunho cristão ao redor do mundo”, mas, tem em seu íntimo, outros objetivos sutis. É um código de conduta, o que, em si, seria bom, se não fossem outras intenções. Quais são essas intenções? Cercear a pregação livre de partes do texto bíblico que confrontem com a santificação do domingo, com o esclarecimento de quem é babilônia, entre outros pontos. O seu texto foi muito bem escrito, de modo que, ao leitor superficial, nada disso transpareça. Faremos uma ligeira análise de partes do texto. O original completo pode ser encontrado em: http://www.oikoumene.org/fileadmin/files/wcc-main/2011pdfs/ChristianWitness_recommendations.pdf

Segundo a publicação, “o objetivo deste documento é encorajar as igrejas, ... para refletir sobre suas práticas atuais e usar as recomendações contidas neste documento para adequar, se for o caso, suas próprias diretrizes para o seu estemunho e missão ante as diferentes religiões e entre aqueles que não professam qualquer religião particular.” Pode-se ver que apela para a possível necessidade de mudanças nas igrejas que não se comportem segundo o objetivo ecumênico. Não reproduziremos o documento por inteiro, apenas alguas partes, chamando a atenção ao que pode estar nas entrelinhas.

Na parte da “base para o testemunho cristão” um item diz assim: “Se os cristãos se envolverem em métodos inadequados de missão, recorrendo a meios enganosos e coercitivos, eles traem o evangelho e podem causar sofrimento para os outros.” Essa afirmação é subjetiva. O que pode ser entendido por “métodos inadequados” e “meios coercitivos” não fica claro. Pode ser, por exemplo, ensinar quem é e o que faz a mulher embriagada de Apoc. 17. Ou a interpretação de Apoc. 13, ou de Dan. 2, e assim por diante. Ou simplesmente distribuir o livreto “A grande esperança”.

Nos princípios do documento, destaca-se algo como “a exploração de situações de pobreza e necessidade não tem lugar na divulgação cristã. Os cristãos devem denunciar tais práticas, e se abster de todas as formas de sedução, incluindo incentivos financeiros e recompensas em seus atos evengelísticos.” Do mesmo modo, é bem vago e subjetivo. Pode incluir, por exemplo, o trabalho de assistência social mas como meio de atrair pessoas a assistirem a algum evangelismo, ou mesmo, o oferecimento de sopas ou cestas básicas, com o mesmo objetivo. O documento pede que haja denúncia quando isso ocorrer. Pede também que haja “respeito pleno da dignidade humana e garantia de que a vulnerabilidade das pessoas em suas necessidades não se torne motivo de exploração.” Como sempre, parece bonito, mas pode servir para incentivo a reações fanáticas por parte das massas, como foi no passado da Inquisição. Observa-se que a busca da paz e segurança é o pano de fundo, contudo, às custas da pregação das puras doutrinas bíblicas. Esse documento se torna numa base para futuras perseguições contra quem não se adequar, ou que insistir em pregar o evengelho de CRISTO, como Este ensinou aos apóstolos.

Seguindo nos princípios do documento, o item seis diz que “os cristãos são chamados a rejeitar todas as formas de violência, mesmo psicológica ou social, incluindo o abuso de poder em seu testemunho.” O que quer dizer esse trecho? Muitas aplicações são possíveis, desde atos terroristas num extremo, passando por pressão psicológica, e no outro extremo, um simples apelo ao batismo, ou até mesmo, um apelo de final de pregação. Sendo subjetivo, serve para fundamentar perseguição em ampla gama de situações. No item oito, “os cristãos são chamados a empenharem-se a trabalhar com todas as pessoas no respeito mútuo, promovendo a justiça, a paz e ao bem comum. A cooperação inter-religiosa é uma dimensão essencial de tal compromisso.” Ou seja, os cristãos devem envolver-se pela união das igrejas e dos rituais. Ou mais diretamente, conforme encíclicas católicas, como a “Ut Unun Sint” todos os cristãos das demais igrejas devem retornar ao acolhimento da Igreja Católica. Também está alinhado com a encíclica “Diálogo e anúncio” onde o papa João Paulo II afirma que a Igreja Católica é a única verdadeira, que só ela tem o direito à ensinamentos religiosos, e que haverá unidade somente quando todos os cristãos retornarem sob o poder papal.

Pode-se ver que, do modo como o documento está escrito, parece inofensivo à pregação pura da verdade bíblica, mas, a sua aplicação pode servir exatamente a interesses contrários. Essa é a sua sutiliza.

Os dois últimos princípios do documento são os seguintes: “Os cristãos devem reconhecer que a mudança de religião é um passo decisivo que deve ser acompanhado por tempo suficiente para reflexão e preparação adequados, através de um processo que garanta completa liberdade pessoal.” Esse requer que, por exemplo, um apelo ao batismo leve o devido tempo considerando o preparo da pessoa e seu amadurecimento no conhecimento da nova fé que abrace. Parece interessante, e bem importante, quanto a certos abusos que ocorrem no objetivo de completar alvos de batismo. Mas, como então ficam os batismos de crianças recém nascidas? O último diz assim: “os cristãos devem continuar a construir relações de respeito e confiança com as pessoas de religiões diferentes, de modo a facilitar o entendimento mútuo mais profundo, a reconciliação e a cooperação para o bem comum.” Esse apela a que todos se envolvam positivamente pela unidade de todos os cristãos, ou seja, que defendam o Ecumenismo.

Então vem as recomendações, ponto importante do documento. Da mesma forma, destacaremos apenas algumas dessas recomendações.

Todos cristãos devem “estudar os assuntos estabelecidos neste documento e formular diretrizes apropriadas para a sua conduta com relação testemunho cristão devidamente aplicáveis aos seus contextos. Sempre que possível este estudo deve ser feito ecumenicamente, e em consulta com representantes de outras religiões.” Ou seja, outra vez, reforçando a ação ecumênica, pois ele defende que em todas as igrejas esse documento seja estudado para tal finalidade. Isso é reforçado no segundo item das recomendaçãos, onde escreve assim: todos devem “engajar-se em contínuo diálogo inter-religioso como parte de seu compromisso cristão. Em certos contextos, onde anos de tensão e conflito têm criado suspeitas profundas e quebras de confiança entre as comunidades, o diálogo inter-religioso pode oferecer novas oportunidades para a resolução dos conflitos, restaurar a justiça, a cura das memórias, da reconciliação e construção da paz.” E uma recomendação contundente: “Os cristãos devem evitar deturpar as crenças e práticas de pessoas de diferentes religiões” e “cooperar com outras comunidades religiosas para engajarem-se em defesa das ações inter-religiosas para a justiça e o bem comum...” Vê-se claramente abertura sutil para enquadramento como não cooperadores da paz e da segurança por parte de igrejas que por ventura ensinem ou pratiquem rituais e doutrinas não aceitas pelo Ecumenismo.

Por fim, no apêndice ao documento, entre outros itens, um diz assim: "Afirmamos que, enquanto todos têm o direito para convidar pessoas de outras igrejas para a compreensão da sua fé, esse direito não deve ser exercido por meio da violação dos direitos e sensibilidades dessas religiões. A liberdade de religião ordena sobre todos nós a inegociável responsabilidade de respeitar outras religiões diferentes da nossa, e nunca para denegrir, difamar ou deturpar com o propósito de afirmar a superioridade da nossa fé." Essa parte também permite diversas interpretações. Por exemplo, o que seria “afirmar a superioridade da nossa fé”? Seria ensinar que o sábado é o verdadeiro dia de guarda? Seria ensinar a importância bíblica da obediência aos Dez Mandamentos conforme dados no Monte Sinai? Ou que essa ou aquela igreja seguem a Bíblia inteiramente como norma e base de sua fé? Eis questões que certamente se tornarão motivo de grande controvérsia sobre o que diz o texto sagrado.

Esse documento aparece no cenário mundial, momentos antes da distribuição do livro “A grande esperança”, num contexto do aumento do poder da pregação sobre a segunda vinda de CRISTO, a maoir de todas as esperanças.

“Estendendo-se a controvérsia a novos campos, e sendo a atenção do povo chamada para a lei de Deus calcada a pés, Satanás entrará em ação. O poder que acompanha a mensagem apenas enfurecerá os que a ela se opõem. O clero empregará esforços quase sobre-humanos para excluir a luz, receoso de que ilumine seus rebanhos. Por todos os meios ao seu alcance esforçar-se-á por evitar todo estudo destes assuntos vitais. A igreja apelará para o braço forte do poder civil, e nesta obra unir-se-ão católicos e protestantes. Ao tornar-se o movimento em prol da imposição do domingo mais audaz e decidido, invocar-se-á a lei contra os observadores dos mandamentos” (O Grande Conflito, 607).

“O chamado mundo cristão será o palco de grandes ações decisivas. Homens com autoridade promulgarão leis para controlar a consciência, segundo o exemplo do papado. Babilônia fará que todas as nações bebam do vinho da ira de sua prostituição. Toda nação será envolvida. João, o Revelador, declara o seguinte sobre esse tempo: ... "Têm estes um só pensamento." (Apoc. 18:3-7; 17:13 e 14.) Haverá um laço de união universal, uma grande harmonia, uma confederação de forças satânicas. "E oferecem à besta o poder e a autoridade que possuem." Assim é manifestado o mesmo poder arbitrário e opressor contra a liberdade religiosa, contra a liberdade de adorar a Deus de acordo com os ditames da consciência, que foi manifestado pelo papado, quando no passado ele perseguiu os que ousaram recusar conformar-se aos ritos e cerimônias religiosas dos romanistas” (Mensagens Escolhidas, vol. 3, pág. 392).

Fonte - Cristo Voltará

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Para que serve a igreja?

O mundo religioso tem seu mais novo personagem: o evangélico não praticante. A informação aparece nos resultados das últimas pesquisas realizadas pelo Centro de Estatísticas Religiosas e Investigações Sociais (Ceris) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgadas pela reportagem O novo retrato da fé no Brasil, publicada na edição 2180 da revista ISTOÉ, de agosto último.

Os evangélicos não praticantes são definidos como “os fiéis que creem mas não pertencem a nenhuma denominação”, sendo cada vez maior o número de pessoas que “nascem em berço evangélico – e, como muitos católicos, não praticam sua fé”. Os dados revelam que “os evangélicos de origem que não mantém vínculos com a crença saltaram, em seis anos, de 0,7% para 2,9%. Em números absolutos, são mais de 4 milhões de pessoas nessa condição”.

As pesquisas apenas confirmaram uma tendência há muito identificada, a saber, o crescente número de pessoas que buscam espiritualidade sem religião, e deseja a experiência da fé sem a necessidade de submissão às instituições religiosas. É o fenômeno da fé privatizada, em que cada um escolhe livremente o que crer, retirando ingredientes das prateleiras disponíveis no mercado religioso.

O novo cenário faz surgir perguntas que exigem respostas urgentes: Para que serve a igreja? Qual a função da comunidade cristã na sociedade e na experiência pessoal de peregrinação espiritual?

A experiência dos cristãos no primeiro século, no dia seguinte ao Pentecostes, narrada no livro dos Atos dos Apóstolos [2.42-47; 4.32-35], serve de referência para a relevância da vivência em comunidade.

Para que serve a igreja? A igreja serve para manter viva a memória da pessoa e obra de nosso senhor Jesus Cristo: “Eles se dedicavam ao ensino dos apóstolos”. Em tempos chamados pós modernos, quando as crenças são desvalorizadas e as verdades se tornam subjetivas e particulares, é importante saber não apenas em quem se crê, e os cristãos compreendem a fé como confiar em uma pessoa, Jesus Cristo, mas também saber o que se crê, e por isso os cristãos chamam de fé também um conjunto de crenças e afirmações a respeito do Deus em quem crêem–confiam. O Evangelho é uma boa notícia, e os cristãos devem saber qual é essa notícia. A igreja é a comunidade que preserva a memória de Jesus, sua pessoa e obra.

Para que serve a igreja? A igreja serve para manter viva a esperança que se fundamenta na abertura para o mistério divino: “Todos estavam cheios de temor, e muitas maravilhas e sinais eram feitos pelos apóstolos [...] com grande poder os apóstolos continuavam a testemunhar da ressurreição do Senhor Jesus”.

Em tempos de banalização do sagrado, as pessoas perdem a noção do que Rudolf Otto chama “mysterium tremendum”, isto é, já não têm na alma o temor que coloca o homem de joelhos diante da manifestação do divino e nem mesmo esperam que tal aconteça. A igreja é a comunidade que preserva a expectativa de que o céu se abra, de que o favor divino se derrame sobre a terra.

Enquanto o mundo vai se tornando cada vez mais frio e fechado, condenado às estreitas possibilidades da racionalidade e dos limites do poder humano, a igreja fala do milagre como possibilidade real e os cristãos se dedicam às orações.

Para que serve a igreja? A igreja serve para manter viva a oferta do amor de Deus em resposta à solidão humana: “Eles se dedicavam à comunhão, ao partir do pão [...] Todos os que criam mantinham se unidos e tinham tudo em comum. Vendendo suas propriedades e bens, distribuíam a cada um conforme a sua necessidade [...] Da multidão dos que creram, uma era a mente e um o coração. Ninguém considerava unicamente sua coisa alguma que possuísse, mas compartilhavam tudo o que tinham.

Não havia pessoas necessitadas entre eles, pois os que possuíam terras ou casas as vendiam, traziam o dinheiro da venda e o colocavam aos pés dos apóstolos, que o distribuíam segundo a necessidade de cada um”. Em tempos de individualismo, egoísmo, segregação, e competição darwinista, a igreja é a comunidade da fraternidade, da partilha, da solidariedade e da generosidade. A igreja é a comunidade da aceitação, do perdão e da reconciliação. É na igreja que se concretiza a oração de Jesus a respeito de Deus e os homens: “que sejam um”.

Para que serve a igreja? A igreja serve para manter vivos os sinais do reino de Deus na história: “grandiosa graça estava sobre todos eles”. Conforme Jung Mo Sung, “a igreja é o povo de Deus a serviço do testemunho da presença do Reino de Deus”, que se completa com a afirmação de Ariovaldo Ramos: “a igreja deve viver o que prega para poder pregar o que vive”. A igreja é a comunidade em que o anúncio da presença do Reino de Deus entre os homens é seguido do convite desafio: “Vem e vê”, pois o Evangelho de Jesus Cristo não é apenas uma mensagem em que se deve crer, mas principalmente um novo tempo em que se deve viver.

Para que serve a igreja? A igreja serve para manter viva a esperança da ressurreição: “Com grande poder os apóstolos continuavam a testemunhar da ressurreição do Senhor Jesus”. Quando o lacre romano do túmulo de Jesus foi rompido no domingo da ressurreição, a vida afirmou sua vitória sobre os agentes promotores e mantenedores da morte, sobre os processos de morte, que serão enfrentados pela esperança de que um dia a própria morte, último inimigo, cairá de joelhos diante do Senhor da vida.

A igreja é a comunidade dos que se rebelam contra a morte em todos os lugares e todas as dimensões, e contra ela lutam com todas as forças que recebem do doador da vida.

A igreja é a comunidade dos que já não vivem com medo da morte (Hebreus 2.14), dos que anunciam e vivem dimensões da vida, e dos que profetizam a ressurreição até o dia quando, aos pés do Cristo de Deus, celebrarão a vitória daquele que no Apocalipse diz: “Não tenham medo. Eu tenho as chaves da morte e do inferno”, pois “Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o último. Sou aquele que vive. Estive morto mas agora estou vivo para todo o sempre!”. Amém.

Fonte - Ed René Kivitz

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Chifre da África enfrenta pior crise de fome do século

Na pior crise de fome do século, no Chifre da África, 29 mil crianças podem já ter perecido. Muitas ainda morrerão. Mas além de expressões de preocupação, quais foram as reações à fome?

O mundo pode pensar que avançou desde a fome etíope de 1984-85, mas organizações beneficentes estão usando as mesmas fotos comoventes que usavam na década de 80 para angariar fundos. As câmeras de televisão são tão invasivas quanto naquela época – talvez até mais. Equipes de cinegrafistas foram expulsas de um hospital num campo de refugiados em Dadaab , no Quênia, num esforço para preservar a dignidade dos pacientes. “Sem fotos é difícil conseguir uma reação”, lamenta um funcionário do governo etíope. Ainda assim, o ciclo da mídia mudou desde os tempos pré-internet. A África em si também mudou desde então.

O apelo de celebridades, nessa crise de alimentos, está vindo dos africanos mesmos. Uma organização chamada Africans Act 4 Africa diz querer juntar estrelas africanas para angariar fundos e promover a causa etíope. A ONU diz que tem apenas US$ 1,3 bilhão dos US$ 2,4 bilhões necessários para dar assistência às 12 milhões de pessoas em situação de necessidade. Independente da ambiguidade de tais números, não há dúvida da resposta pífia dos países africanos até agora. Somente um punhado prometeu qualquer coisa.

A fome convenientemente sublinhou a visão vigente de muitos especialistas. Em preços inflacionados e alimentos roubados, ativistas anticorrupção encontram prova de que o auxílio humanitário estraga tudo em que toca. Climatologistas veem evidências de mudanças climáticas. O Oceano Índico está esquentando, argumentam, e os africanos pobres sofrerão as consequências mediante secas e chuvas voláteis.

Para o bem ou para o mal, a fome é uma plataforma útil. Debora Doane do World Development Movement, um lobby por “um comércio internacional mais justo”, aponta que o dinheiro de doadores só compra hoje metade da comida que comprava há uma década. O aumento sensível no preço de alimentos, ela argumenta, é resultado de especulação nos mercados futuros; a fome é uma oportunidade de tornar a regulação financeira mais rigorosa. Ao fim, porém, todos olham para o céu. Como um funcionário do World Food Programme observa, “ajuda humanitária não faz chover”.

Fonte - Opinião e Notícia
Related Posts with Thumbnails