quinta-feira, 27 de outubro de 2011

"Pedras que Clamam" - Pr. Rodrigo Silva

Semana de Oração Universitária realizada durante os dias 29 de agosto a 02 de setembro de 2.011 no Unasp Campus São Paulo.

O título “Pedras que clamam” foi idealizado pelo orador, Pr. Rodrigo Silva, Pós-doutor em Teologia e Doutorando em arqueologia na Universidade de São Paulo – SP, também professor no Centro Universitário Adventista de São Paulo campus Engenheiro Coelho.

Para ele “há experiências que não se descrevem, se sentem.” E ele espera que todos venham sentir fascinantes experiências durante a semana, especialmente as experiências em relação a Deus.

Temas:

01) - 29.08.11 - "O Escaravelho do Egito"
02) - 30.08.11 - "Moisés, Chamado para Libertar"
03) - 31.08.11 - "A Porta dourada de Jerusalém"
04) - 01.09.11 - "Um Pão Sobre as Águas, um Odre de Fumaça"
05) - 02.09.11 - "Que Queres que Eu Faça?"


Espero que seja útil aos irmãos. Não se esqueçam de duplicar, "como folhas de outono", atendendo ao "ide" do Mestre. E descansem no Senhor.

Soli Deo Gloria

"Disseminai-os como as folhas no outono. Esse trabalho deverá continuar sem estorvo de pessoa alguma. Almas perecem sem Cristo. Sejam elas advertidas de Seu breve aparecimento nas nuvens do céu." (Testemunhos Seletos V3 - Pág. 235)

Cristãos perseguidos

Morte de egípcios que protestavam contra atentado a uma igreja expõe o ódio aos seguidores de Jesus Cristo, algo que vai além do Oriente Médio

Imagine um país onde a filiação religiosa deva constar no documento de identidade de todos os cidadãos, onde sua crença implique restrições para ocupar postos de trabalho, ter acesso à educação e se casar. No Egito, predominantemente islâmico, isso acontece e as principais vítimas da intolerância religiosa são os cristãos, que representam 10% da população. Na semana passada, o mundo testemunhou um derramamento de sangue no país. Vinte e cinco pessoas – a maioria fiéis coptas, como são chamados os cristãos que não seguem o Alcorão – morreram no domingo 9, no Cairo, em confronto com outros civis e o Exército. Tanques passavam por cima dos manifestantes sem dó. Carregando cruzes e imagens de Jesus, milhares de pessoas estavam nas ruas em um protesto inédito contra a opressão histórica patrocinada pelos muçulmanos. Os representantes do cristianismo se revoltaram depois de mais um incêndio sofrido por uma igreja copta. “A primavera no mundo árabe parece que acordou muita gente, inclusive os coptas”, diz o sacerdote católico Celso Pedro da Silva, professor emérito da Pontifícia Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção, de São Paulo.

Com o estado de insegurança que domina o Egito após a queda do ex-presidente Hosni Mubarak, em fevereiro, grupos muçulmanos tentam demarcar mais territórios em meio à indefinição do poder público. E os coptas, historicamente marginalizados pelo governo, estão levantando a voz. Há severas restrições – só para citar uma fonte de discriminação – para a construção e reformas de templos cristãos, patrulha que não ocorre entre os muçulmanos. Em solo egípcio há apenas duas mil igrejas perante as 93 mil mesquitas. Na quinta-feira 13, o papa Bento XVI manifestou-se no Vaticano: “Uno-me à dor das famílias das vítimas e de todo o povo egípcio, desgarrado pelas tentativas de sufocar a coexistência pacífica entre suas comunidades.” O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu proteção à minoria copta e afirmou estar profundamente preocupado com o Egito.

A intolerância religiosa contra os cristãos não ocorre só no Egito. Um levantamento feito, em maio, pela Comissão sobre Liberdade Religiosa Internacional dos Estados Unidos mostra quanto a violência anticristã está disseminada mundo afora. Na China, segundo a comissão, pelo menos 40 bispos católicos estariam presos ou desaparecidos. Na Nigéria, cerca de 13 mil pessoas teriam morrido em conflitos violentos entre muçulmanos e cristãos desde 1999. Mais: na Arábia Saudita, lugares de cultos não muçulmanos são proibidos e livros escolares seguem pregando a intolerância a outras etnias. Irã e Iraque também são citados. No primeiro, mais de 250 cristãos teriam sido presos arbitrariamente desde meados de 2010. Já o país vizinho registra uma das maiores quedas no número de cristãos da sua história – em oito anos, esse grupo caiu pela metade e soma, hoje, 500 mil. “Os atos de violência têm como objetivo pressionar a população a abandonar suas terras”, explica Keith Roderick, secretário-geral da Coalizão para a Defesa dos Direitos Humanos.

Infelizmente tem funcionado. O Oriente Médio, berço do cristianismo, era constituído, no início do século XX, por cerca de 20% de seguidores de Jesus Cristo. Estimam os especialistas que o povo cristão atualmente não represente nem 2% dos habitantes daquela região. O papa Bento XVI chama a investida dos muçulmanos de “conquista à base da espada”. No ano passado, o Sumo Pontífice manifestou-se a favor da libertação de uma paquistanesa cristã condenada à forca por blasfêmia, no Paquistão, país onde mais de 30 pessoas foram assassinadas com essa justificativa. Asia Bibi, então com 45 anos, teria dito ao ser insultada por mulheres muçulmanas: “O que Maomé fez por vocês? Jesus, pelo menos, sacrificou-se por mim”. Graças à pressão internacional, a pena não foi cumprida, mas Asia aguarda novo julgamento. Ela é a primeira mulher na história a receber uma pena de morte por conta de perseguição religiosa. Um título que nenhum país deveria se orgulhar.

Fonte - Isto É

Nota DDP: Que a liberdade em Cristo seja recebida como benção que é aos que ainda podem professar sua fé e cumprir a missão sem restrições. Chegará o dia em que essa realidade terá seu fim não somente naquela região do globo.

'A bomba populacional' quatro décadas depois


O professor americano Paul R. Ehrlich fez uma previsão catastrófica em 1968. O mundo tinha pessoas demais, e milhões morreriam de fome, se não houvesse um controle do aumento populacional. A teoria era parte do livro "Population bomb" (Bomba populacional), que se tornou um dos mais vendidos da época e reabriu uma discussão antiga (a do economista inglês Thomas Malthus) sobre a sustentabilidade da vida de bilhões de pessoas no planeta.

Mais de 40 anos depois da publicação do seu trabalho mais conhecido, Ehrlich chegou a ser questionado por "erros" em suas estimativas, mas ele mantém a defesa da gravidade da situação. "Fui otimista na época em que publiquei o livro", disse, em entrevista ao G1 às vésperas de o número de pessoas no mundo atingir 7 bilhões - quase o dobro da população global na época em que o livro foi lançado.

"Quando o livro saiu, em 1968, ainda não sabíamos exatamente o que ocorria na bacia amazônica, em termos de desmatamento. Também não sabíamos do aquecimento global, não esperávamos que houvesse um aumento das desigualdades sociais como se vê atualmente em todo o mundo", explicou. Segundo ele, o risco de colapso global ainda existe, por mais que o crescimento populacional esteja perdendo velocidade. "O risco é menor de que o que prevíamos em 68, mas ele ainda existe."

Ehrlich nega que suas previsões tenham sido equivocadas, por tratarem de crescimento desenfreado. Mesmo que a ONU preveja atualmente uma estabilização do crescimento e até redução de população de alguns países até o fim do século, ele diz que a população atual já sobrecarrega o planeta. "Fala-se em 7 bilhões de pessoas como sendo menos do que o que esperávamos, mas não veem que estávamos certos em alguns aspectos, como a existência de um bilhão de pessoas que passam fome, ou 2 bilhões que vivem em pobreza extrema e se alimentam mal", disse.
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Fonte - G1

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

«Sinais inquietantes» exigem diálogo pela paz


Lisboa, 25 out 2011 (Ecclesia) - Guilherme d’Oliveira Martins, presidente do Centro Nacional de Cultura, considera que o encontro inter-religioso pela paz que o Papa convocou para quinta-feira, em Assis (Itália), pode ajudar a responder a “sinais inquietantes”, “desde a violência à crise financeira”.

“O tema da paz mantém a sua atualidade e tornou-se porventura ainda mais premente. E o diálogo entre as culturas e as religiões é uma das chaves para superarmos a grave situação internacional em que vivemos”, escreve, em texto hoje publicado pelo semanário Agência ECCLESIA.

Por iniciativa do atual Papa, a cidade de Assis, terra natal de São Francisco (1182-1226), vai acolher um novo encontro mundial de líderes religiosos “pela justiça e a paz”, à imagem do que fez João Paulo II em 1986.

“Bento XVI, quando renovar o gesto de há vinte e cinco anos nestes dias de outubro de 2011, procurará, assim, dar passos concretos de entendimento e diálogo, lembrando que a responsabilidade das pessoas, políticos e cidadãos, de boa vontade, à luz da esperança cristã e ecuménica, deve ter consequência na história humana”, assinala Guilherme d’Oliveira Martins.

Frei Isidro Pereira Lamelas, da Ordem dos Frades Menores (Franciscanos), fala no “Espírito de Assis”, sublinhando que o mesmo “poderá ter até outros nomes, mas não muitas alternativas”.

“Não existe um caminho para o diálogo: o caminho é o diálogo; assim como não há uma via para a paz: a via é a própria paz”, aponta o religioso.

Isabel Bento, da Comunidade de Santo Egídio (Igreja Católica), sublinha o facto de, neste encontro, haver espaço para “os não crentes” junto de representantes das “grandes religiões mundiais”.

“Para os crentes, este é quase um diálogo mais difícil do que aquele entre as diferentes religiões, e colocá-lo no mesmo patamar, mostra a maturidade da ‘vida adulta’ do diálogo”

O Vaticano anunciou a presença de 17 delegações das Igrejas cristãs do Oriente - incluindo o Patriarca Bartolomeu I de Constantinopla (Igreja Ortodoxa) -, 13 Igrejas ocidentais – com a presença do primaz anglicano, arcebispo Rowan Willams -, uma representação do Grão Rabinato de Israel (judaísmo), 48 muçulmanos e mais de outros 120 representantes de diversas tradições religiosas, para além de quatro professores europeus “que se professam como não crentes”.

Frei Vítor Melícias, responsável máximo pela Ordem dos Frades Menores em Portugal, refere à ECCLESIA que a ocasião vai ser marcada por “diversas iniciativas”, destacando a presença no dia 27, na Mesquita de Lisboa, para levar “um abraço da fraternidade” aos “irmãos muçulmanos”.

“É absolutamente necessário [celebrar o encontro de Assis] porque é uma das mensagens proféticas do grande Papa João Paulo II. Ele entendeu aquilo de que o mundo precisa: que os povos dialoguem, se abracem, se entreajudem no respeito pelas legítimas diferenças de religião, de cultura”, acrescenta.
Para o religioso franciscano Agostino Sposito, da Itália, o “ato profético” de João Paulo II continua a revestir-se de “grande atualidade”, para que os líderes religiosos possam “encontrar em conjunto a estrada para a verdade, que é o caminho para a paz”.

Os países representados em Assis vão ser mais de 50, entre os quais Egito, Paquistão, Jordânia, Irão, Arábia Saudita e outros que, segundo o Vaticano, “são talvez dos que mais sofrem neste momento histórico por causa dos problemas da liberdade religiosa”.

Fonte - Ecclesia 

Nota DDP: O esforço é cada vez mais claro no sentido de que a reunião das religiões seja utilizada como meio de controlar crises cada vez mais constantes em uma sociedade ímpia. Ver ainda "Bispos da UE debatem crise financeira" e "Rede de Peregrinação Verde" (via @MinutoProfetico)

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Bento XVI inclui ateus na reunião de Assis

CIdade do Vaticano, Santa Sé, 25 Out 2011 (AFP) -O Papa Bento XVI vai incluir pela primeira vez, nesta quinta-feira, quatro ateus no encontro ecumênico de Assis, uma iniciativa original que leva sua marca e que torna concreta a prioridade de um diálogo entre fiéis e não crentes, entre "fé e razão".

A linguista francesa Julia Kristeva, o filósofo italiano Remo Bodei e o mexicano Guillermo Hurtado, o economista austríaco Walter Baier aceitaram o convite e vão se apresentar ao lado de bispos, pastores, imãs, rabinos e monges budistas, na cidade natal de São Francisco, por ocasião do 25º aniversário do encontro histórico organizado pelo Papa João Paulo II.

Julia Kristeva ficará encarregada de falar diante do Papa e dos demais religiosos.

O convite a personalidades ateias e ligadas à cultura será certamente mal recebido pelos cristãos fundamentalistas e expoentes de outras religiões, para quem essas quatro presenças desfiguram a dimensão estritamente religiosa da reunião em Assis.  

"Isto vem dele, é sua marca pessoal", disse à AFP o sacerdote católico francés Laurent Mazas, do Conselho Pontifício da Cultura. A decisão surpreendeu, inclusive, diversos cardeais.

Em 2009, o Papa havia adiantado à Cúria sua prioridade: "o diálogo com as religiões deve se ajustar ao diálogo com aqueles para os quais a religião é coisa estranha, para quem Deus é desconhecido, e entre os que não querem permanecer sem Deus".

Em julho, o secretário de Estado, Tarcisio Bertone, uma pessoa próxima a Bento XVI, opinou que os questionamentos legítimos dos ateus ajudam os crentes.

"Estamos convencidos de que a posição de quem não crê pode desempenhar um papel saudável para a religião como tal, ajudando, por exemplo, a identificar possíveis desvios ou falsificações", havia dito, em alusão a seitas e fundamentalismos que ameaçam todas as religiões.

Durante sua visita à Alemanha, em setembro, Joseph Ratzinger havia feito um elogio surpreendente aos "agnósticos, que não encontram a paz", "mais próximos do reino de Deus que os considerados fiéis rotineiros".

Para Mazas, "o Papa deseja eliminar a fronteira entre os dois mundos, sair da oposição dialética, onde apenas são lançados anátemas recíprocos".

De seu discurso de 2009 nasceu outra faceta deste diálogo: o "Pátio dos Gentios", em referência ao "Atrium Gentium" onde, no antigo templo de Jerusalém, os não judeus podiam dialogar com os judeus.

Vários encontros do "Pátio dos Gentios" já foram realizados, como o de Paris, em março - uma reunião com a França laica que havia indignado os católicos convictos.

O Conselho Pontifício da Cultura já planejou outros encontros com realizações em Tirana (Albânia), Barcelona (Espanha), Palermo (Itália), Praga (República Checa), Milão (Itália) e Nova York (Estados Unidos).

O diálogo com os não fiéis, explicou o padre Mazas, responde ao temperamento do Papa: um professor que gosta do confronto de ideias e quer mostrar que nada relativo à fé se opõe à razão. No entanto, para ele, um diálogo sadio se apoia no reconhecimento das diferenças.

O cardeal Gianfranco Ravasi, presidente do Conselho da Cultura, está consciente de que o diálogo com intelectuais, que simpatizam com o cristianismo, possui alcance limitado, porque está longe de alcançar a imensa "zona cinzenta" dos que ignoram a fé e dos que simplesmente são indiferentes".

Fonte - BOL  

Nota DDP: Interessante face do ecumenismo proposto por este pontificado, que de forma a estabelecer pontes, inclusive com os incrédulos, mas a finalidade é explícita: "seitas e fundamentalismos que ameaçam todas as religiões". Os inimigos comuns eleitos por BXVI, o que certamente será seguido pelos seus neo "simpatizantes", serão aqueles que não se alinharem ao senso comum proposto pela religião oficial.

Países pequenos pedem ação climática imediata

PERTH, Austrália (Reuters) - Países da África, Caribe e Pacífico Sul afirmaram nesta terça-feira que a China e os Estados Unidos, grandes emissores de gases de efeito estufa, estavam caminhando lentamente no combate às alterações climáticas e pediram que os líderes na cúpula da Comunidade Britânica (Commonwealth) esta semana exijam uma ação imediata nas negociações climáticas globais em novembro.

"As evidências científicas disponíveis para nós mostram que devemos agir agora", disse o primeiro-ministro de Samoa, Tuilaepa Malielegaoi, depois de uma reunião de 48 pequenas ilhas e nações em desenvolvimento em Perth.

"Esta é a mensagem que queremos dar ao mundo inteiro, que todos nós somos um", disse ele em entrevista coletiva antes da cúpula do Commonwealth, que começa na sexta-feira.

O aquecimento global deverá ser o foco do Encontro de Chefes de Governo da Commonwealth (CHOGM), antes da conferência sobre mudança climática da ONU na África do Sul a partir de 28 de novembro.
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Fonte - BOL  

Nota DDP: Percebe-se claramente o tom religioso, ao mesmo tempo ameaçador, em torno das possibilidades sobre o clima. Seguramente um tema catalizador de opiniões e procedimentos para a fixação de condutas ao particular em um futuro próximo.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Crise: Vaticano pede reforma do sistema financeiro e criação de «Banco central» mundial - Atualização

Cidade do Vaticano, 24 out 2011 (Ecclesia) – O Vaticano publicou hoje uma nota oficial sobre a necessidade de “reforma do sistema financeiro internacional”, defendendo a criação de uma “autoridade pública" com competência universal, uma espécie de “Banco central mundial”.

No documento, da autoria do Conselho Pontifício Justiça e Paz (CPJP), apela-se à criação de “algumas formas de controlo monetário global”, considerando que o Fundo Monetário Internacional (FMI) perdeu “a sua capacidade de garantir a estabilidade das finanças mundiais”.

O organismo da Santa Sé aponta para a “exigência de um organismo que desenvolva as funções de uma espécie de ‘Banco central mundial’ que regule o fluxo e o sistema das trocas monetárias, da mesma forma que os Bancos centrais nacionais”.

Em causa estão “os sistemas de câmbio existentes, para encontrar um modo eficaz de coordenação e supervisão” num processo que, para a Santa Sé, deve “envolver também os países emergentes e em via de desenvolvimento”.

O documento cita a encíclica ‘Caritas in veritate’, de Bento XVI, para apelar a uma “autoridade pública mundial” que seja capaz de favorecer a criação de “mercados livres e estáveis, disciplinados por um quadro jurídico adequado”.

O mercado financeiro global, “que cresceu muito mais rapidamente do que a economia geral”, deve ser colocado sob o controlo de um “número mínimo de regras partilhadas”, entende o CPJP, que lamenta a falta de controlo sobre movimentos de capitais e a “desregulamentação das atividades bancárias e financeiras”.
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Caso não se encontre “um remédio” para as injustiças que afligem o mundo, o CPJP teme que “os efeitos negativos” que daí derivariam para o plano social, político e económico possam “gerar um clima de crescente hostilidade e, no final, de violência”, chegando mesmo a “minar as próprias bases das instituições democráticas, mesmo das que se consideram mais sólidas”.
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Fonte - Ecclesia

Nota DDP: Embora em muito se identifique esta notícia com a da semana passada, ressaltamos um novo elemento, qual seja, a citação expressa da Encíclica Caritas in Veritatis. Para entender porque tal condição é relevante, basta ler os posts "“Caritas in veritate”, manual de sobrevivência para século 21", "O papa e a ética dos mercados" e "As orientações da igreja para a COP15". Destaco:

A caridade na verdade é a base da revolução social pretendida pelo papa na encíclica Caritas in Veritate. Os últimos discursos de Bento XVI aludem direta ou indiretamente ao documento, como se tratasse de uma campanha de marketing religioso. Neste contexto, quando Ratzinger propõe uma “aliança entre o ser humano e o meio ambiente” está jogando a isca para a transformação da sociedade dentro de um novo perfil de desenvolvimento global, apoiado no modelo de sua própria encíclica! (Pr. Douglas Reis - @DouglasReis)

Mude o tema (ecologia/economia) e as conclusões são exatamente as mesmas.

Não se engane, o Vaticano está construindo o caminho para a aceitação da lei moral natural (leia-se decálogo católico), como referência para um mundo que está a desabar. Em algum momento, que parece próximo, os discursos religioso/político/econômico deverão se cruzar, ainda mais em um mundo apavorado pelas manifestações em várias partes do globo.

Sobre a questão de um banco central mundial, sugiro a leitura de "A rede econômica que domina o mundo", via @MinutoProfetico.

Reavivamento e reforma

Deus está levantando forte movimento de reavivamento e reforma, que está despertando nossa igreja em todo o mundo. É emocionante ver irmãos renovando seu compromisso com Deus, membros e igrejas encontrando cura para suas feridas, experimentando unidade e se levantando poderosamente para cumprir a missão. Sem dúvida, “um reavivamento da verdadeira piedade entre nós, eis a maior e mais urgente de todas as nossas necessidades. Buscá-lo deve ser nossa primeira ocupação” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 121). É tempo das grandes ações do Espírito Santo, as primeiras gotas da chuva serôdia.

No território da Divisão Sul-Americana, queremos fortalecer essa visão e, ao mesmo tempo, alimentar e abastecer a igreja com iniciativas e materiais que possam ser usados na comunhão pessoal e na igreja local. Por isso, foi relançado o site www.reavivamentoereforma.com (em português), www.reavivamientoyreforma.com (em espanhol) e o site oficial www.revivalandreformation.org (em inglês). Além disso, é possível acompanhar pelo twitter as diferentes iniciativas em @reavivaereforma e @reavivayreforma. São apenas ferramentas para que, através da tecnologia, possamos apoiar, estar mais perto e alcançar o maior número possível de pessoas com essa visão.

Apesar dessas iniciativas, precisamos lembrar que o reavivamento não vai acontecer por meios virtuais, mas por atitudes reais, pessoais e espirituais. É chegado o tempo de buscar, de maneira mais decidida, o poder do Espírito Santo para que Ele nos purifique de nossos pecados, nos una como um só corpo e levante um exército para compartilhar a esperança da volta de Cristo a cada pessoa e cada casa de nosso continente.

Por outro lado, precisamos ter a visão correta. Não podemos permitir que, enquanto a igreja vai sendo despertada, o inimigo aproveite para semear desequilíbrio, agitação e, muitas vezes, divisão. Precisamos da sabedoria dos Céus para permanecer alinhados à visão divina de reavivamento e reforma.

1. É um movimento de busca a Deus na primeira hora de cada dia. Esse não é um movimento reservado a programas ou pregadores especiais. É um movimento de encontro pessoal com Deus e de busca pelo batismo diário do Espírito Santo, dedicando o melhor momento do dia para a comunhão por meio da oração, meditação, leitura da Bíblia, dos escritos inspirados de Ellen G. White e dos materiais devocionais. Esse é o primeiro passo e a base do reavivamento.

2. É um movimento com base sólida. A Bíblia precisa ser destacada em todo esse movimento, que não tem por base o que sentimos, mas como reagimos. A reação esperada por Deus não são apenas lágrimas, nem momentos agitados de “louvor”, muito menos a procura por pregadores carismáticos, mas uma busca séria e profunda pelas verdades da Palavra de Deus. Não existe despertamento místico, emocional ou ecumênico. O verdadeiro despertamento leva a igreja de volta à Bíblia, à mensagem original e às orientações de Deus.

3. Deve ser encarado com equilíbrio. É preciso ser prudente ao tratar do assunto, pregá-lo, ou mesmo julgar o envolvimento das outras pessoas. É muito fácil um movimento tão puro cair para o lado do fanatismo, radicalismo ou até criticismo. O resultado natural do reavivamento é profundo amor a Deus, à Sua Palavra e às outras pessoas.

4. O verdadeiro reavivamento leva à reforma. Vai além de um forte movimento de comunhão. O reavivamento produz reforma em nossa alimentação, músicas, aparência pessoal, amizades, vocabulário, temperamento, diversões, enfim, em toda a vida.

5. As consequências imediatas do reavivamento são a unidade e o cumprimento da missão. Membros reavivados amam seus irmãos, buscam sua felicidade e salvação, e não perdem nenhuma oportunidade para testemunhar de nossa esperança na breve volta de Jesus.

Quero fazer um chamado a você, sua família, seu pequeno grupo e sua igreja para que experimentem esse movimento levantado por Deus. A experiência da igreja também será diferente e renovada. O cumprimento da missão será destacado, com o derramamento da chuva serôdia. Já estamos vendo isso, nestes dias, ao apresentarmos o desafio de distribuição do livro missionário A Grande Esperança. Sem muito esforço humano, a igreja se levantou e se comprometeu a distribuir, em 2012, o total de 42 milhões de exemplares apenas no território da Divisão Sul-Americana. Isso é algo nunca visto! Mas, é apenas o começo dos milagres de Deus através da forte ação do Espírito Santo em uma igreja reavivada e com poder.

Fonte - Revista Adventista (Set/11)

domingo, 23 de outubro de 2011

Terremoto mata centenas de pessoas na Turquia

ANCARA, Turquia, 23 Out 2011 (AFP) -O terremoto que atingiu neste domingo a província de Van, no leste da Turquia, pode ter causado entre 500 e 1.000 mortos, indicou o Instituto de Sismologia de Kandilli.

"O tremor de 7,3 pode ter causado entre 500 e 1.000 mortes", afirmou o diretor do Instituto, Mustafa Gedik.

O forte terremoto provocou o desabamento de várias construções na província de Van, na fronteira com o Irã, informou, por sua vez, a agência de notícias Anatólia.

O Instituto de Geologia dos Estados Unidos (USGS) informou ainda que o epicentro ocorreu às 10h41 GMT, a 19 km no nordeste da cidade de Van.

Poucos minutos depois, ocorreu uma réplica de 5,6 de magnitude, localizada 19 km a nordeste de Van e a uma profundidade de 12 km, de acordo com o instituto americano, referência na matéria.

Antes, um canal de tv turco informou que o tremor foi magnitude 6,6. O instituto sismológico de Kandilli, em Istambul, afirmou, por sua parte, que a magnitude foi 6,6.

"Alguns edifícios sofreram danos, mas não recebemos informações de vítimas. O tremor causou muito pânico", afirmou o prefeito de Van, Bekir Kaya, ao canal NTV.

O dirigente informou ainda que a rede telefônica da cidade, que possui 380.000 habitantes, sofreu danos.

Um terremoto dessa intensidade costuma provocar muitos danos na Turquia, onde muitas casas são construídas sem respeitar as normas de segurança.

Estas leituras se baseiam na escala aberta de Magnitude de Momento, utilizada atualmente pelo serviço sismológico americano, que mede a área da falha de ruptura e a quantidade total de energia liberada pelo movimento telúrico.

Fonte - UOL

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Vaticano quer autoridade financeira 'com competência universal'

"O Vaticano anunciou nesta quarta-feira ter preparado um documento para a reforma do sistema financeiro internacionalno qual convoca a criação de uma "autoridade pública com competência universal". O documento será apresentado na segunda-feira à imprensa e foi elaborado pelo Conselho Pontifício Justiça e Paz, liderado pelo cardeal africano Peter Kodwo Appiah Turkson.

"A reforma do sistema financeiro internacional na perspectiva de uma autoridade pública de competência universal" é o título do documento, que ainda não teve seu conteúdo divulgado. O Vaticano apresenta assim propostas concretas perante a crise económica e social que afeta o mundo desde 2008.

Bento XVI se pronunciou em diversas ocasiões a favor de uma "intervenção pública" edenunciou o sistema econômico atual e suas consequências sobre os setores mais pobres da população, em particular os camponeses. "A crise financeira mundial demonstrou afragilidade do sistema econômico atual e das instituições a elas conectadas", declarou o Papa em abril.

Para o chefe da igreja, é "um erro considerar que o mercado é capaz de se autorregular, sem a necessidade de uma intervenção pública e sem referências morais internacionais", escreveu. (...)

Fonte: AFP (negritos meus para destaque)

Nota O Tempo Final: Não posso deixar de fazer algumas observações que me parecem da maior relevância.

Que o sistema financeiro internacional precisa de reformulação, creio que todos estarão de acordo. O que falta saber é os termos dessa reforma, qual o novo método a seguir.

Pois bem, tal e qual já abordei anteriormente, também aqui o Vaticano se posiciona como portador da solução - veja bem que eu escrevi 'da' solução e não 'de uma' solução. E essa solução é, sugere a Igreja Romana, uma autoridade de âmbito e competência universais, que abrangerá todo o mundo.

Quanto à fragilidade do sistema económico atual, algo também constatado por todos, o Vaticano já não consegue disfarçar a vantagem que isso é para a sua estratégia: se há décadas o comunismo falhou e agora o capitalismo ocidental vai pelo mesmo caminho (veja aqui), fica escancarado o caminho para que o poder religioso romano se assuma como a solução ética e moral que regule (dito de outra forma: ordeneos comportamentos até agora errantes e que nos conduziram onde estamos.

Por isso, o próprio Papa considera que se trata de um erro pensar que o mercado se autorregulará, mas que necessita dessa norma moral internacional, que mais não é do que um padrão estabelecido segundo os princípios católicos romanos.

Repare que isto é o reflexo moderno de algo que faz parte da história de Roma:

"A Igreja Católica Romana, com todas as suas ramificações pelo mundo inteiro, forma vasta organização, dirigida da sé papal, e destinada a servir aos interesses desta. Seus milhões de adeptos, em todos os países do globo, são instruídos a se manterem sob obrigação de obedecer ao papa. Qualquer que seja a sua nacionalidade ou governo, devem considerar a autoridade da igreja acima de qualquer outra autoridade. Ainda que façam juramento prometendo lealdade ao Estado, por trás disto, todavia, jaz o voto de obediência a Roma, absolvendo-os de toda obrigação contrária aos interesses dela. A História testifica de seus esforços, astutos e persistentes, no sentido de insinuar-se nos negócios das nações; e, havendo conseguido pé firme, nada mais faz que favorecer seus próprios interesses, mesmo com a ruína de príncipes e povo" (Ellen White, O Grande Conflito, p. 580).

Mantenha-se atento. É isto que Roma está a fazer.
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