sábado, 25 de fevereiro de 2012
O poder da música
Nota DDP: Acesse também a palestra em texto 'O poder da música'. Outro texto interessante da mesma fonte 'Ciência diz por que certas músicas fazem chorar'.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Israel sinaliza possibilidade de ataque militar ao advertir Irã
Jerusalém, 23 fev (EFE).- O presidente de Israel, Shimon Peres, afirmou nesta quinta-feira que seu país está realmente disposto a aplicar "todas as opções" para frear o programa nuclear do Irã, referindo-se sobre a possibilidade de um ataque militar.
"Quando dizemos que 'todas as opções estão sobre a mesa', realmente falamos a sério", afirmou Peres durante a conferência de presidentes das principais organizações judaicas americanas, realizada em Jerusalém, segundo um comunicado divulgado por seu escritório.
O chefe de Estado ressaltou que Israel é "soberano" e "tem todo o direito e toda a capacidade de defender-se perante qualquer ameaça".
"Imaginem se o Irã vencesse. Nenhum país poderá impedi-lo de exporte livremente terrorismo ou de dominar a economia mundial. Um Irã com a bomba nuclear é uma catástrofe", acrescentou Peres, citado pela edição online do jornal "Yedioth Ahronoth".
As declarações ocorrem no mesmo dia em que o jornal "Ha'aretz" publicou em sua capa que Peres manifestaria ao presidente americano, Barack Obama, sua oposição a uma operação militar no Irã no curto prazo, no encontro que os dois líderes manterão em Washington no dia 4 de março.
Peres viaja a Washington com toda as informações sensíveis sobre o programa nuclear iraniano recolhidas pelos serviços de inteligência israelenses.
Fonte - UOL
"Quando dizemos que 'todas as opções estão sobre a mesa', realmente falamos a sério", afirmou Peres durante a conferência de presidentes das principais organizações judaicas americanas, realizada em Jerusalém, segundo um comunicado divulgado por seu escritório.
O chefe de Estado ressaltou que Israel é "soberano" e "tem todo o direito e toda a capacidade de defender-se perante qualquer ameaça".
"Imaginem se o Irã vencesse. Nenhum país poderá impedi-lo de exporte livremente terrorismo ou de dominar a economia mundial. Um Irã com a bomba nuclear é uma catástrofe", acrescentou Peres, citado pela edição online do jornal "Yedioth Ahronoth".
As declarações ocorrem no mesmo dia em que o jornal "Ha'aretz" publicou em sua capa que Peres manifestaria ao presidente americano, Barack Obama, sua oposição a uma operação militar no Irã no curto prazo, no encontro que os dois líderes manterão em Washington no dia 4 de março.
Peres viaja a Washington com toda as informações sensíveis sobre o programa nuclear iraniano recolhidas pelos serviços de inteligência israelenses.
Fonte - UOL
Tempestades catastróficas serão cada vez mais frequentes
São Paulo - No ano passado, o furacão atlântico carinhosamente apelidado de Irene devastou a região do Caribe, parte da costa leste americana e chegou até o Canadá. Na época, o evento foi classificado como natural e que ocorre a cada cem anos.Contudo, um estudo conduzido por uma equipe do MIT (Massachusetts Institut of Technology) e da Universidade de Princeton, encontrou evidências nada animadoras. Segundo a pesquisa, tempestades de alta intensidade e suas inundações violentas vão acontecer em janelas de tempo bem menores que um século.
Os pesquisadores usaram a cidade de Nova York como exemplo de análise. Em média a cada 500 anos, a cidade é alvo de inundações que superam os 3 metros de altura. A equipe combinou quatro padrões climáticos com amostras de furacões específicos. Os modelos então geraram 45.000 tipos de tempestades, num raio de 200 km da ilha de Manhattan.
Em seguida, os modelos foram submetidos a dois possíveis cenários. O primeiro, atual, representou o clima entre 1980 e 2000, enquanto o segundo usou previsões do que está por vir entre os anos 2081 e 2100. Tais estimativas, segundo o MIT, foram baseadas em dados do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas sobre as emissões de dióxido de carbono.
A conclusão é que com o aquecimento global, inundações que superam a marca dos 2 metros devem passar a acontecer a cada três ou 20 anos. Enquanto que, a cada 25 e 240 anos, é possível que o nível da água chegue facilmente aos 3 metros.
Atualmente, os diques de Manhattan têm apenas 1,5 metro de altura. Ou seja, em qualquer um dos dois cenários previstos pela equipe, é possível que Nova York fique embaixo d’água. A equipe deixa o alerta e enfatiza que os resultados obtidos podem ser usados pelas autoridades para minimizar impactos que tempestades de alta intensidade podem trazer para uma região.
Fonte - Exame
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Mundo pós-americano? Nem tanto
Apesar de parecer que Obama está fazendo a transição dos EUA para uma nova realidade multipolar, modelos supostamente superiores ainda não são páreo para a potência americana
Em uma crítica ferina a Mitt Romney, no início do mês, Fareed Zakaria elogiou Barack Obama por sua compreensão nuançada do que Zakaria chamou de "mundo pós-americano":
"Este é um novo mundo, muito diferente do mundo 'americano-cêntrico' com o qual nos habituamos na última geração. Obama conseguiu preservar, e aumentar até, a influência dos Estados Unidos neste mundo precisamente porque reconheceu essas novas forças em ação. Ele viajou para nações emergentes e falou com admiração de sua ascensão. Ele substituiu o velho clube ocidental e fez do Grupo dos 20 o fórum central das tomadas de decisões para os assuntos econômicos globais. Com a ênfase em organizações multilaterais, estruturas de alianças e legitimidade internacional, ele obteve resultados. Foi a cooperação chinesa e russa que permitiu sanções mais duras contra o Irã. Foi o pedido formal da Liga Árabe, no ano passado, que tornou incontroversa a intervenção ocidental na Líbia. Em geral, o senhor ridicularizou essa abordagem da política externa argumentando que, em vez disso, expandiria as forças militares, agiria unilateralmente e não falaria apologeticamente. Isso pode agradar aos eleitores das primárias republicanas, mas as bravatas triunfalistas não o ajudarão a garantir os interesses ou os ideais americanos em um mundo habitado por novos líderes poderosos."
(...)
Faz muito tempo que ouvimos pela primeira vez as conversas pós-americanistas da moda. Modelos supostamente superiores na Alemanha nazista e no Japão imperial empolgavam as multidões e produziam armas modernas bem mais que a América da Grande Depressão. Depois, os "declinistas" nos advertiram sobre a União Soviética comunista ascendente, que invadia o Leste Europeu e a Ásia, e cujos mísseis subiam, diferentemente dos nossos, que explodiam na plataforma de lançamento. Depois foi a vez do Japão & Cia, nos anos 70, que ia se apossar de nossos campos de golfe, enquanto a nós caberia aparar seus gramados. Depois, no fim dos anos 90, foi a vez da União Europeia utópica, que lembrou os americanos do desperdício que era o orçamento militar e como era tola a desconfiança do aquecimento global causado pelo homem. Agora, o fato de que a China possui um trem-bala e os EUA não, supostamente deve convencer os americanos de que meio bilhão de chineses que nunca foram a um médico ao estilo ocidental e a paisagem industrial chinesa parecida com a área em torno do Lago Erie por volta de 1920 simplesmente não importam.
Mas será que devemos considerar a mais recente tendência a advertências enganosas? Os pós-americanos com certeza meteram-se numa arapuca financeira ao tomar emprestados US$ 12 trilhões adicionais de 2000 para cá. Se Obama for reeleito, o país terminará sua presidência com mais dinheiro emprestado do que todos os presidentes anteriores juntos. Os EUA incorrem em déficits comerciais crônicos e terceirizaram milhões de empregos no exterior. O desemprego permanece alto, o crescimento econômico, moroso.
Concessões federais para a exploração de petróleo são canceladas e oleodutos não são construídos. Os EUA não pacificaram o Iraque rapidamente, e continuam atolados no Afeganistão.
Mas isso tudo não significa um mundo pós-americano. Por quase todos os padrões históricos para avaliar civilizações, o século 21 parece muito mais brilhante para os EUA do que para seus rivais. O crescimento da população americana é robusto. Estamos aumentando diariamente nossas reservas conhecidas de combustíveis fósseis; as da Europa e da China estão em declínio. Copiar e rivalizar com a economia de livre mercado dos EUA são realizações impressionantes da China, mas dificilmente provam que a China pode imitar, da mesma maneira, nossa Constituição, inclusão racial, transparência ou dinamismo cultural. A despeito de toda conversa sobre a pós-America, não devemos esquecer que um americano ainda produz, em média, três vezes mais bens e serviços do que três chineses.
A Constituição americana facilita o intercâmbio econômico; a Rússia e a China pós-comunistas ainda não conseguem fazer a quadratura do círculo de governo autoritário e mercados livres. Em sua pior crise financeira nos últimos 80 anos, os EUA mesmo assim se mostraram mais robustos e estáveis que a União Europeia, que está prestes a se tornar pós. A Índia ainda é tolhida por problemas de casta, a Europa por fronteiras de classe, China, Japão e Coreia do Sul por fortes distinções raciais, e o mundo árabe por fidelidades tribais insidiosas.
A ideia de um presidente Obama brasileiro ou chinês é fantasiosa. Todos esses estereótipos parecem muito pós-alguma-coisa. Entre as grandes potências, os EUA são, ao contrário, uma sociedade aberta multirracial unida por uma cultura, onde o mérito, mais que raça, tribo, nascimento ou classe, determina o sucesso.
Quando os pós-americanos falam cretinamente sobre reduzir as forças militares, ainda deveríamos nos lembrar de que todas as outras forças-tarefa navais combinadas do mundo não terão, durante décadas, o poder de uma única das 11 dos EUA. A China enfrenta tumultos; a Rússia enfrenta tumultos; a Europa enfrenta tumultos; o mundo árabe é um grande tumulto ultimamente. Os EUA têm alguns carnavais de rua balbuciantes do Ocupe Wall Street.
(...)
A ONU também não oferece esperança de substituir a influência americana. Na Líbia, os EUA bravatearam que obtiveram aprovação da ONU para uma zona de exclusão aérea e ajuda humanitária, mas depois tiveram que violar essas resoluções para se unir a seus aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no bombardeio às forças de Muamar Kadafi. A possibilidade de o Irã criar uma bomba nuclear, ou a Coreia do Norte usar uma delas contra Coreia do Sul ou Japão, não vai depender do Conselho de Segurança da ONU, ou da dissuasão chinesa; vai depender do medo desses Estados renegados de uma resposta dos EUA. De novo, no pé em que estão as coisas na Síria, a ONU é irrelevante.
Evidentemente, os EUA deveriam trabalhar com seus aliados. Eles devem ser um bom cidadão internacional e, onde for possível, abraçar a cooperação internacional.
(...)No século 21, em comparação com as alternativas, o mais provável é estarmos numa era pré-americana do que pós-americana.
Fonte - Estadão
Nota DDP: Como se há de perceber, os EUA estão muito longe de perder sua supremacia, sobretudo militar, que lhes permite cumprirem seu papel profético esperado.
Em uma crítica ferina a Mitt Romney, no início do mês, Fareed Zakaria elogiou Barack Obama por sua compreensão nuançada do que Zakaria chamou de "mundo pós-americano":
"Este é um novo mundo, muito diferente do mundo 'americano-cêntrico' com o qual nos habituamos na última geração. Obama conseguiu preservar, e aumentar até, a influência dos Estados Unidos neste mundo precisamente porque reconheceu essas novas forças em ação. Ele viajou para nações emergentes e falou com admiração de sua ascensão. Ele substituiu o velho clube ocidental e fez do Grupo dos 20 o fórum central das tomadas de decisões para os assuntos econômicos globais. Com a ênfase em organizações multilaterais, estruturas de alianças e legitimidade internacional, ele obteve resultados. Foi a cooperação chinesa e russa que permitiu sanções mais duras contra o Irã. Foi o pedido formal da Liga Árabe, no ano passado, que tornou incontroversa a intervenção ocidental na Líbia. Em geral, o senhor ridicularizou essa abordagem da política externa argumentando que, em vez disso, expandiria as forças militares, agiria unilateralmente e não falaria apologeticamente. Isso pode agradar aos eleitores das primárias republicanas, mas as bravatas triunfalistas não o ajudarão a garantir os interesses ou os ideais americanos em um mundo habitado por novos líderes poderosos."
(...)
Faz muito tempo que ouvimos pela primeira vez as conversas pós-americanistas da moda. Modelos supostamente superiores na Alemanha nazista e no Japão imperial empolgavam as multidões e produziam armas modernas bem mais que a América da Grande Depressão. Depois, os "declinistas" nos advertiram sobre a União Soviética comunista ascendente, que invadia o Leste Europeu e a Ásia, e cujos mísseis subiam, diferentemente dos nossos, que explodiam na plataforma de lançamento. Depois foi a vez do Japão & Cia, nos anos 70, que ia se apossar de nossos campos de golfe, enquanto a nós caberia aparar seus gramados. Depois, no fim dos anos 90, foi a vez da União Europeia utópica, que lembrou os americanos do desperdício que era o orçamento militar e como era tola a desconfiança do aquecimento global causado pelo homem. Agora, o fato de que a China possui um trem-bala e os EUA não, supostamente deve convencer os americanos de que meio bilhão de chineses que nunca foram a um médico ao estilo ocidental e a paisagem industrial chinesa parecida com a área em torno do Lago Erie por volta de 1920 simplesmente não importam.
Mas será que devemos considerar a mais recente tendência a advertências enganosas? Os pós-americanos com certeza meteram-se numa arapuca financeira ao tomar emprestados US$ 12 trilhões adicionais de 2000 para cá. Se Obama for reeleito, o país terminará sua presidência com mais dinheiro emprestado do que todos os presidentes anteriores juntos. Os EUA incorrem em déficits comerciais crônicos e terceirizaram milhões de empregos no exterior. O desemprego permanece alto, o crescimento econômico, moroso.
Concessões federais para a exploração de petróleo são canceladas e oleodutos não são construídos. Os EUA não pacificaram o Iraque rapidamente, e continuam atolados no Afeganistão.
Mas isso tudo não significa um mundo pós-americano. Por quase todos os padrões históricos para avaliar civilizações, o século 21 parece muito mais brilhante para os EUA do que para seus rivais. O crescimento da população americana é robusto. Estamos aumentando diariamente nossas reservas conhecidas de combustíveis fósseis; as da Europa e da China estão em declínio. Copiar e rivalizar com a economia de livre mercado dos EUA são realizações impressionantes da China, mas dificilmente provam que a China pode imitar, da mesma maneira, nossa Constituição, inclusão racial, transparência ou dinamismo cultural. A despeito de toda conversa sobre a pós-America, não devemos esquecer que um americano ainda produz, em média, três vezes mais bens e serviços do que três chineses.
A Constituição americana facilita o intercâmbio econômico; a Rússia e a China pós-comunistas ainda não conseguem fazer a quadratura do círculo de governo autoritário e mercados livres. Em sua pior crise financeira nos últimos 80 anos, os EUA mesmo assim se mostraram mais robustos e estáveis que a União Europeia, que está prestes a se tornar pós. A Índia ainda é tolhida por problemas de casta, a Europa por fronteiras de classe, China, Japão e Coreia do Sul por fortes distinções raciais, e o mundo árabe por fidelidades tribais insidiosas.
A ideia de um presidente Obama brasileiro ou chinês é fantasiosa. Todos esses estereótipos parecem muito pós-alguma-coisa. Entre as grandes potências, os EUA são, ao contrário, uma sociedade aberta multirracial unida por uma cultura, onde o mérito, mais que raça, tribo, nascimento ou classe, determina o sucesso.
Quando os pós-americanos falam cretinamente sobre reduzir as forças militares, ainda deveríamos nos lembrar de que todas as outras forças-tarefa navais combinadas do mundo não terão, durante décadas, o poder de uma única das 11 dos EUA. A China enfrenta tumultos; a Rússia enfrenta tumultos; a Europa enfrenta tumultos; o mundo árabe é um grande tumulto ultimamente. Os EUA têm alguns carnavais de rua balbuciantes do Ocupe Wall Street.
(...)
A ONU também não oferece esperança de substituir a influência americana. Na Líbia, os EUA bravatearam que obtiveram aprovação da ONU para uma zona de exclusão aérea e ajuda humanitária, mas depois tiveram que violar essas resoluções para se unir a seus aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no bombardeio às forças de Muamar Kadafi. A possibilidade de o Irã criar uma bomba nuclear, ou a Coreia do Norte usar uma delas contra Coreia do Sul ou Japão, não vai depender do Conselho de Segurança da ONU, ou da dissuasão chinesa; vai depender do medo desses Estados renegados de uma resposta dos EUA. De novo, no pé em que estão as coisas na Síria, a ONU é irrelevante.
Evidentemente, os EUA deveriam trabalhar com seus aliados. Eles devem ser um bom cidadão internacional e, onde for possível, abraçar a cooperação internacional.
(...)No século 21, em comparação com as alternativas, o mais provável é estarmos numa era pré-americana do que pós-americana.
Fonte - Estadão
Nota DDP: Como se há de perceber, os EUA estão muito longe de perder sua supremacia, sobretudo militar, que lhes permite cumprirem seu papel profético esperado.
Um papa cercado por lobos
Intrigas e lutas pelo poder já preparam a sucessão de um Bento XVI solitário e doente
ROMA — Contam que perguntaram, em certa ocasião, a João Paulo II: "Sua Santidade, quanta gente trabalha no Vaticano?" A que o polonês Karol Vojtyla, que foi pontífice entre 1978 e 2005, respondeu com ironia: "Mais ou menos a metade..." Agora já sabemos — continuando com o que, na verdade, não era nem é tão piada assim — a que se dedica a outra metade.
De umas semanas para cá, o Vaticano vive em comoção por conta de uma série de documentos vazados, que levaram o porta-voz da Santa Sé, Federico Lombardi, a admitir que a Igreja está sofrendo seu particular VatiLeaks — uma menção ao WikiLeaks.
A publicação de uma denúncia interna de corrupção e de um complô para matar Bento XVI deixam a descoberto as lutas de poder diante da possível iminência do fim de seu papado. Embora seja o representante de Deus na Terra, Joseph Ratzinger é, na realidade, um homem doente, às vésperas de completar 85 anos. Ou, nas palavras usadas pelo jornal "L'Osservatore Romano", "um pastor rodeado de lobos".
Os lobos em questão, embora se vistam com roupas vermelhas, se excitam com o sangue. E o pastor Ratzinger já avisou, há dois anos — em entrevista a Peter Seewald convertida em livro — que "quando um Papa alcança a clara consciência de não estar bem física e espiritualmente para levar adiante o encargo a ele confiado, então tem o direito — e, em algumas circunstâncias, também o dever — de se demitir. Pensaria Bento XVI em dar este passo coincidindo com o dia do seu aniversário de 85 anos — em 16 de abril — ou com o sétimo aniversário de seu papado — três dias depois?
Talvez apenas ele e Deus o saibam, mas o que parece estar muito claro é que, diante de tal possibilidade, os candidatos a sua sucessão já começaram a lutar como homens por um posto divino. E, para ser ainda mais preciso, como homens italianos. Tanto os nomes que ilustram essa história de intrigas e golpes baixos, como as armas escolhidas para o duelo são totalmente locais.
Há ainda uma outra razão de peso. O trono de Pedro vem sendo ocupado por um estrangeiro desde 1978. Já não seria a hora de o Espírito Santo voltar seu olhar para um cardeal italiano na próxima reunião na Capela Sistina?
A luta pelo poder no seio da Igreja está se desenrolando — de forma inédita e dolorosa para muitos verdadeiros homens de fé — nas páginas dos jornais diários. Como se se tratasse do último escândalo de Silvio Berlusconi.
O primeiro golpe chegou com a divulgação, por meio de um programa de televisão, de uma carta do arcebispo Carlos Maria Vigano, atual núncio nos Estados Unidos, na qual contava ao Papa diversos casos de corrupção dentro do Vaticano e pedia para ser afastado de seu então cargo como secretário geral do governo — departamento que se encarrega de licitações e abastecimentos. Vigano foi, de fato, enviado para longe de Roma, assumindo o cargo nos EUA.
O segundo vazamento revelava um suposto complô para matar o Pontífice. O jornal "Il fatto quotidiano" publicou uma carta bem recente enviada a Bento XVI pelo cardeal colombiano Dario Castrillón Hoyos, na qual contava que o cardeal italiano Paolo Romeo, arcebispo de Palermo (na Sicília), havia realizado uma viagem à China, durante a qual teria comentado: "O Papa morrerá em 12 meses."
Mas não foi só isso. Segundo a carta do arcebispo colombiano, escrita em alemão e sob o selo "estritamente confidencial", o arcebispo de Palermo estava com a língua solta na China, contando supostos segredos do Vaticano, tais como que o Papa e seu número dois, Tarcisio Bertone, não se dão bem e que, por isso, Bento XVI estaria deixando tudo pronto — e muito bem pronto — para que o seu sucessor à frente da Igreja seja o atual arcebispo de Milão, o cardeal Angelo Scola.
O que há de verdade e de mentira em tais confidências que vêm agora à luz? Talvez nada. Talvez, a única coisa certa seja que um setor da cúria vaticana, a casta dos diplomatas pontifícios, considere que o atual Papa tenha ido longe demais ao promover a transparência nas transações financeiras da Igreja e ao cortar, de uma só tacada, a vigente permissividade com os abusos contra menores.
Talvez muito longe e muito rapidamente para quem, no fim das contas, é um alemão de 85 anos, doente e solitário, perdido num labirinto estrangeiro, cheio de intrigas e golpes baixos.
Durante 26 anos reinou sobre o Vaticano um papa polonês, especialista em relações públicas. Há sete anos, o posto é de um introvertido Papa alemão. A impressão que se tem é que a Itália já deu início à reconquista do trono de Pedro.
Fonte - G1
Nota DDP: Um novo papa romano? Parece que fazem questão de dar cumprimento à "profecia" católica da sucessão de pontífices...
ROMA — Contam que perguntaram, em certa ocasião, a João Paulo II: "Sua Santidade, quanta gente trabalha no Vaticano?" A que o polonês Karol Vojtyla, que foi pontífice entre 1978 e 2005, respondeu com ironia: "Mais ou menos a metade..." Agora já sabemos — continuando com o que, na verdade, não era nem é tão piada assim — a que se dedica a outra metade.
De umas semanas para cá, o Vaticano vive em comoção por conta de uma série de documentos vazados, que levaram o porta-voz da Santa Sé, Federico Lombardi, a admitir que a Igreja está sofrendo seu particular VatiLeaks — uma menção ao WikiLeaks.
A publicação de uma denúncia interna de corrupção e de um complô para matar Bento XVI deixam a descoberto as lutas de poder diante da possível iminência do fim de seu papado. Embora seja o representante de Deus na Terra, Joseph Ratzinger é, na realidade, um homem doente, às vésperas de completar 85 anos. Ou, nas palavras usadas pelo jornal "L'Osservatore Romano", "um pastor rodeado de lobos".
Os lobos em questão, embora se vistam com roupas vermelhas, se excitam com o sangue. E o pastor Ratzinger já avisou, há dois anos — em entrevista a Peter Seewald convertida em livro — que "quando um Papa alcança a clara consciência de não estar bem física e espiritualmente para levar adiante o encargo a ele confiado, então tem o direito — e, em algumas circunstâncias, também o dever — de se demitir. Pensaria Bento XVI em dar este passo coincidindo com o dia do seu aniversário de 85 anos — em 16 de abril — ou com o sétimo aniversário de seu papado — três dias depois?
Talvez apenas ele e Deus o saibam, mas o que parece estar muito claro é que, diante de tal possibilidade, os candidatos a sua sucessão já começaram a lutar como homens por um posto divino. E, para ser ainda mais preciso, como homens italianos. Tanto os nomes que ilustram essa história de intrigas e golpes baixos, como as armas escolhidas para o duelo são totalmente locais.
Há ainda uma outra razão de peso. O trono de Pedro vem sendo ocupado por um estrangeiro desde 1978. Já não seria a hora de o Espírito Santo voltar seu olhar para um cardeal italiano na próxima reunião na Capela Sistina?
A luta pelo poder no seio da Igreja está se desenrolando — de forma inédita e dolorosa para muitos verdadeiros homens de fé — nas páginas dos jornais diários. Como se se tratasse do último escândalo de Silvio Berlusconi.
O primeiro golpe chegou com a divulgação, por meio de um programa de televisão, de uma carta do arcebispo Carlos Maria Vigano, atual núncio nos Estados Unidos, na qual contava ao Papa diversos casos de corrupção dentro do Vaticano e pedia para ser afastado de seu então cargo como secretário geral do governo — departamento que se encarrega de licitações e abastecimentos. Vigano foi, de fato, enviado para longe de Roma, assumindo o cargo nos EUA.
O segundo vazamento revelava um suposto complô para matar o Pontífice. O jornal "Il fatto quotidiano" publicou uma carta bem recente enviada a Bento XVI pelo cardeal colombiano Dario Castrillón Hoyos, na qual contava que o cardeal italiano Paolo Romeo, arcebispo de Palermo (na Sicília), havia realizado uma viagem à China, durante a qual teria comentado: "O Papa morrerá em 12 meses."
Mas não foi só isso. Segundo a carta do arcebispo colombiano, escrita em alemão e sob o selo "estritamente confidencial", o arcebispo de Palermo estava com a língua solta na China, contando supostos segredos do Vaticano, tais como que o Papa e seu número dois, Tarcisio Bertone, não se dão bem e que, por isso, Bento XVI estaria deixando tudo pronto — e muito bem pronto — para que o seu sucessor à frente da Igreja seja o atual arcebispo de Milão, o cardeal Angelo Scola.
O que há de verdade e de mentira em tais confidências que vêm agora à luz? Talvez nada. Talvez, a única coisa certa seja que um setor da cúria vaticana, a casta dos diplomatas pontifícios, considere que o atual Papa tenha ido longe demais ao promover a transparência nas transações financeiras da Igreja e ao cortar, de uma só tacada, a vigente permissividade com os abusos contra menores.
Talvez muito longe e muito rapidamente para quem, no fim das contas, é um alemão de 85 anos, doente e solitário, perdido num labirinto estrangeiro, cheio de intrigas e golpes baixos.
Durante 26 anos reinou sobre o Vaticano um papa polonês, especialista em relações públicas. Há sete anos, o posto é de um introvertido Papa alemão. A impressão que se tem é que a Itália já deu início à reconquista do trono de Pedro.
Fonte - G1
Nota DDP: Um novo papa romano? Parece que fazem questão de dar cumprimento à "profecia" católica da sucessão de pontífices...
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Israel e Irã: à beira de um confronto
Será que é tudo parte de uma campanha cuidadosamente estruturada de blefes e boatos para apoiar sanções mais severas e trazer o Irã à mesa de negociações – ou será que o terreno está de fato sendo preparado para um ataque às instalações nucleares iranianas nos próximos meses? Talvez não seja nenhum dos dois, e as pessoas que contam, aqueles que ainda não se decidiram, estão especulando e debatendo freneticamente.
No início de fevereiro a conferência anual de segurança Herzliya em Israel deu uma plataforma para a elite militar e de inteligência do país tornar públicas as suas preocupações sobre os progressos do Irã na fabricação de uma arma nuclear. O belicoso ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, disse que a “janela” para um ataque efetivo estava se fechando rapidamente por causa da movimentação contínua de centrífugas essenciais de enriquecimento de urânio para as instalações no subsolo de Fordow, perto da cidade sagrada de Qom, que daria ao Irã uma “zona de imunidade” na qual eles poderiam fazer uma bomba independentemente de quaisquer intervenções vindas de fora.
O equivalente norte-americano de Barak, Leon Panetta, que estava viajando com jornalistas para uma conferência com seus colegas da Otan em Bruxelas, confessou pouco tempo depois que havia grandes chances de um ataque israelense ao Irã em abril, maio ou junho, quando os céus costumam estar mais claros. Panetta não falou oficialmente, mas recusou depois uma oportunidade de retirar suas afirmações.
Em meio à eminente guerra de palavras, preparações militares para um conflito estão, sem dúvida, acontecendo. O chefe das tropas terrestres da Guarda Revolucionária Iraniana anunciou exercícios no sul do país, perto do Estreito de Hormuz, e os Estados Unidos já deram início ao maior treinamento militar para um desembarque anfíbio em uma década, descrito pelo Almirante John Harvey, do Comando da Marinha, como “motivado por acontecimentos recentes” e “aplicável” ao Estreito de Hormuz. Enquanto isso, o DEBKAfile, um exagerado, mas às vezes bem-informado site de segurança israelense, anunciou que “muitos milhares” de tropas norte-americanas estavam chegando nas duas ilhas perto do Estreito, Masirah, em Omã, e Socotra, no Iêmen.
Mas mesmo com todos os alarmes e excursões, há poucas conclusões concretas sobre o possível ataque eminente ao Irã, ou sobre se Israel está preparado para agir de forma unilateral. E ainda não está claro se, caso fossem convencidos de que isso está prestes a acontecer, os Estados Unidos se sentiriam obrigados a apoiar Israel e dar continuidade aos ataques. Apenas aqueles nos cargos mais altos do governo de Israel (e talvez dos Estados Unidos) sabem se as forças aéreas israelenses são capazes de conduzir um ataque sem ajuda.
Fonte - Opinião e Notícia
No início de fevereiro a conferência anual de segurança Herzliya em Israel deu uma plataforma para a elite militar e de inteligência do país tornar públicas as suas preocupações sobre os progressos do Irã na fabricação de uma arma nuclear. O belicoso ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, disse que a “janela” para um ataque efetivo estava se fechando rapidamente por causa da movimentação contínua de centrífugas essenciais de enriquecimento de urânio para as instalações no subsolo de Fordow, perto da cidade sagrada de Qom, que daria ao Irã uma “zona de imunidade” na qual eles poderiam fazer uma bomba independentemente de quaisquer intervenções vindas de fora.
O equivalente norte-americano de Barak, Leon Panetta, que estava viajando com jornalistas para uma conferência com seus colegas da Otan em Bruxelas, confessou pouco tempo depois que havia grandes chances de um ataque israelense ao Irã em abril, maio ou junho, quando os céus costumam estar mais claros. Panetta não falou oficialmente, mas recusou depois uma oportunidade de retirar suas afirmações.
Em meio à eminente guerra de palavras, preparações militares para um conflito estão, sem dúvida, acontecendo. O chefe das tropas terrestres da Guarda Revolucionária Iraniana anunciou exercícios no sul do país, perto do Estreito de Hormuz, e os Estados Unidos já deram início ao maior treinamento militar para um desembarque anfíbio em uma década, descrito pelo Almirante John Harvey, do Comando da Marinha, como “motivado por acontecimentos recentes” e “aplicável” ao Estreito de Hormuz. Enquanto isso, o DEBKAfile, um exagerado, mas às vezes bem-informado site de segurança israelense, anunciou que “muitos milhares” de tropas norte-americanas estavam chegando nas duas ilhas perto do Estreito, Masirah, em Omã, e Socotra, no Iêmen.
Mas mesmo com todos os alarmes e excursões, há poucas conclusões concretas sobre o possível ataque eminente ao Irã, ou sobre se Israel está preparado para agir de forma unilateral. E ainda não está claro se, caso fossem convencidos de que isso está prestes a acontecer, os Estados Unidos se sentiriam obrigados a apoiar Israel e dar continuidade aos ataques. Apenas aqueles nos cargos mais altos do governo de Israel (e talvez dos Estados Unidos) sabem se as forças aéreas israelenses são capazes de conduzir um ataque sem ajuda.
Fonte - Opinião e Notícia
Terremoto de 6,2 graus sacode o leste do Japão
Um terremoto de 6,2 graus na escala Richter sacudiu nesta terça-feira a costa leste do Japão, mas por enquanto não há informações sobre vítimas nem foi lançado um alerta de tsunami, informou a Agência Meteorológica japonesa.
Segundo o organismo, o tremor foi registrado às 15h22 locais (4h22 de Brasília) com epicentro a pouca profundidade no mar em frente à província de Ibaraki, no litoral oriental do arquipélago.
Na escala japonesa fechada de 7 graus, centrada mais no alcance que na intensidade do tremor, o terremoto foi sentido com grau 3 em várias cidades, entre elas Fukushima, capital da província de mesmo nome.
Por enquanto, não foram divulgadas anomalias na acidentada central de Daiichi, situada nessa região, que ficou gravemente danificada pelo terremoto de 9 graus e o posterior tsunami que assolou o nordeste do Japão em março do ano passado.
O tremor também alcançou uma intensidade 3 na escala japonesa em cidades como Iwaki, também em Fukushima, e Mito, na vizinha província de Ibaraki.
Em alguns distritos de Tóquio, o sismo foi sentido com intensidade entre 1 e 2 graus na escala japonesa, segundo a Agência Meteorológica.
O Japão está situado sobre o chamado Anel de Fogo do Pacífico, uma das zonas sísmicas mais ativas do mundo, pelo que os sismos ocorrem com relativa frequência, embora na maioria dos casos sem graves consequências.
Em março do ano passado, no entanto, o forte terremoto de 9 graus na escala Richter que sacudiu o nordeste do país provocou um devastador tsunami que deixou mais de 19 mil vítimas, entre mortos e desaparecidos, e causou o pior acidente nuclear desde o de Chernobyl.
Fonte - Folha
Nota DDP: Ver também "Sismo abalou norte da Grécia".
Segundo o organismo, o tremor foi registrado às 15h22 locais (4h22 de Brasília) com epicentro a pouca profundidade no mar em frente à província de Ibaraki, no litoral oriental do arquipélago.
Na escala japonesa fechada de 7 graus, centrada mais no alcance que na intensidade do tremor, o terremoto foi sentido com grau 3 em várias cidades, entre elas Fukushima, capital da província de mesmo nome.
Por enquanto, não foram divulgadas anomalias na acidentada central de Daiichi, situada nessa região, que ficou gravemente danificada pelo terremoto de 9 graus e o posterior tsunami que assolou o nordeste do Japão em março do ano passado.
O tremor também alcançou uma intensidade 3 na escala japonesa em cidades como Iwaki, também em Fukushima, e Mito, na vizinha província de Ibaraki.
Em alguns distritos de Tóquio, o sismo foi sentido com intensidade entre 1 e 2 graus na escala japonesa, segundo a Agência Meteorológica.
O Japão está situado sobre o chamado Anel de Fogo do Pacífico, uma das zonas sísmicas mais ativas do mundo, pelo que os sismos ocorrem com relativa frequência, embora na maioria dos casos sem graves consequências.
Em março do ano passado, no entanto, o forte terremoto de 9 graus na escala Richter que sacudiu o nordeste do país provocou um devastador tsunami que deixou mais de 19 mil vítimas, entre mortos e desaparecidos, e causou o pior acidente nuclear desde o de Chernobyl.
Fonte - Folha
Nota DDP: Ver também "Sismo abalou norte da Grécia".
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
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