sábado, 26 de janeiro de 2013

Enoque, um homem reavivado

Realmente Enoque não era do tipo que apreciava fazer as mesmas promessas, todos os finais de ano, dizendo que no ano seguinte faria mais exercícios, comeria mais frutas, passaria mais tempo com a família, investiria mais tempo em oração, etc. Nada disso. Enoque era homem com hábitos bem claros e que sabia aonde queria chegar. Não era muito afeito a sentimentalismos típicos de Ano-Novo, mas optava por decisões consistentes e duradouras. Isso ele aprendeu diretamente com seus pais e com Deus. Aliás, o sujeito se tornou companheiro inseparável do Eterno.

Quem não conhecia Enoque, pensava que era mais um louco. Parecia que, às vezes, falava sozinho enquanto caminhava. Nem pensar em insanidade. Apesar da longevidade, Enoque não tinha qualquer traço de senilidade. Tratava-se de um homem bem lúcido, capaz de ter uma boa palavra para quem se aproximava dele. Aliás, seus conselhos valiam ouro. Com a experiência de dezenas de anos de vida e a proximidade com o Criador, Enoque bem que podia cobrar até 500 mil dólares por palestras. Ficaria rico em pouco tempo! Convites não faltavam para se assentar nas várias rodas de ouvintes e a todos procurava atender.

De vez em quanto, entretanto, Enoque sumia temporariamente. Subia um monte, afastava-se por um rápido período de tempo do povo em geral e ficava em profunda reflexão com Seu grande amigo. Era a hora de providenciar uma recarga especial de baterias. Mas longe de ser um ermitão, um cidadão isolado, alheio às necessidades daqueles que conviviam com ele. Enoque, com seus filhos, mantinha um bom relacionamento na comunidade. Homem de ótima reputação; em resumo, era uma referência para quem tinha dúvidas acerca de como as coisas funcionavam no reino celestial. Queria entender um pouco mais de Deus? Não precisava navegar na web, nem assistir a programas de TV ou comprar livros específicos. Bastava passar uns minutos com Enoque que muitas dúvidas eram esclarecidas.

Dizem que o hábito faz o monge, mas, no caso de Enoque, o hábito fez muito mais do que isso. Repetidamente esse contato com o Eterno fez com que o próprio Deus resolvesse tomar uma atitude meio “radical”. Resolveu recompensar o amigo da terra e o levou para morar com Ele, só que no céu. Que presente de Ano-Novo! E, para completar, recebeu um vislumbre do que seria o futuro com o Salvador da humanidade. O que mais poderia querer o bem-aventurado Enoque?

Nada. Apenas desfrutar uma vida sem passar pela morte. Privilégio de pouquíssimos, oportunidade ímpar que o homem religioso, de hábitos cotidianos e de vida modesta, soube aproveitar. Quem não passou um tempinho com Enoque, enquanto ele viveu sua vida por aqui na terra, agora pode meditar no seu passado exemplar. Se ele foi perfeito, isso eu não sei. Mas certamente é um modelo a ser seguido por todos aqueles que não querem fazer apenas promessas em 2012[3], mas tomar importantes decisões.

Para mim, Enoque, sem dúvida alguma, foi um homem reavivado espiritualmente.

Fonte - Reavivamento e Reforma

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Bactérias resistentes 'ameaçam mais que aquecimento global'

O aumento de infecções resistentes a medicamentos é comparável à ameaça do aquecimento global, de acordo com a principal autoridade de Saúde da Inglaterra.

Sally Davies, chefe do serviço médico civil da Inglaterra, disse que as bactérias foram se tornando resistentes às drogas atuais e há poucos antibióticos para substituí-las.

Ela disse a uma comissão de deputados britânicos que uma operação de rotina pode se tornar letal devido à ameaça de infecção.

Especialistas disseram que este é uma problema global e que precisa de mais atenção.

Os antibióticos são uma das maiores histórias de sucesso na medicina. No entanto, as bactérias são um inimigo que se adapta rapidamente e encontra novas maneiras de burlar as drogas.

Um dos exemplos desta ameaça é o Staphylococcus aureus resistente à meticilina - ou SARM (também conhecido pela sigla em inglês MRSA — Methicillin-resistant Staphylococcus aureus) -, uma bactéria que rapidamente se tornou uma das palavras mais temidas nas enfermarias de hospitais, e há também crescentes relatos de resistência em cepas de E. coli, tuberculose e gonorreia.
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Ecumenismo mais rico

Ecumenismo vai ser «muito mais rico e cheio de alegria», diz bispo responsável pela unidade dos cristãos

«Fator religioso tanto pode ser de afastamento como de aproximação», sublinhou Jorge Sampaio no debate com D. António Couto

Estarreja, Aveiro, 24 jan 2013 (Ecclesia) – O responsável pelo ecumenismo no episcopado católico, o bispo D. António Couto, expressou esta quarta-feira, em Estarreja, o seu otimismo quanto à aproximação dos cristãos de diferentes Igrejas em Portugal.

Durante um debate sobre ecumenismo e diálogo inter-religioso com Jorge Sampaio, antigo presidente da República, o prelado vaticinou que no futuro o ecumenismo em Portugal “será muito mais rico e cheio de alegria e amizade”.

Perante centenas de pessoas reunidas no Cineteatro local para assistir à iniciativa programada pela Diocese de Aveiro, D. António Couto afirmou que vê com “muito gosto” que os jovens portugueses “lutam” e “estão a dar passos belos” pela unidade dos cristãos.

“Estamos no tempo do diálogo, do coração a coração, da fraternidade”, sublinhou o bispo de Lamego, que ao recordar o tempo passado em Israel para estudar a Bíblia falou do relacionamento que estabeleceu, enquanto padre católico, com judeus e palestinianos.

D. António Couto testemunhou que “fações diversas não lutam apenas entre si mas também estabelecem laços de amizade. E quando há amizade quebra-se o gelo e a rigidez”.

Jorge Sampaio mencionou igualmente o conflito entre Israel e a Palestina, assim como a disputa por Jerusalém, onde se cruzam várias religiões, e revelou que foi recentemente realizado em Lisboa um encontro do Conselho das Igrejas da ‘Cidade da Paz’ para facilitar o diálogo, a que não foi dado divulgação.

O Alto Representante do Secretário-Geral das Nações Unidas para a Aliança das Civilizações, citado pela Lusa, frisou que “as religiões estão a voltar à ordem do dia e o fator religioso tanto pode ser de afastamento como de aproximação entre as pessoas”.

“Muitas vezes há manipulação da fé”, disse o antigo presidente da República, para quem a “capacidade de falar entre religiões é absolutamente imperiosa”.

Face ao crescimento das migrações e das segundas gerações de migrantes, nomeadamente na Europa, é preciso “enquadrar a diversidade cultural e saber lidar com as minorias”, tarefas que competem às comunidades crentes, à diplomacia e à educação, que deve privilegiar a História e as Religiões.

O bispo de Aveiro, D. António Francisco dos Santos, encerrou o encontro com um apelo à “ousadia profética e determinação cultural”.

“Partimos daqui mais conscientes do imperativo comum de que devemos ser todos mensageiros das bem-aventuranças e obreiros de um mundo onde a dignidade humana se afirme e o direito à verdade da fé e a experiência pelo sentido religioso da vida se respeite”, salientou.

A sessão enquadrou-se no programa da ‘Missão Jubilar’ correspondente aos 75 anos da restauração da diocese, que se assinalam em 2013.

Fonte: http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?&id=94137

Nota Cristo em breve virá: Jorge Fernando Branco de Sampaio é um político português, terceiro presidente eleito na vigência da III República Portuguesa, entre 9 de Março de 1996 e 9 de Março de 2006. Outro presidente português, anterior a Manuel Barroso, foi Mário Alberto Nobre Lopes Soares, atualmente também profundamente envolvido em atividades pró união das igrejas. São vários políticos importantes da Europa e de outros lugares do mundo que depois de exercerem seus mandatos, tornaram-se defensores da união das igrejas, envolvidos e comprometidos em fazer com que a unidade religiosa se torne a solução dos grandes problemas do mundo. A explicação é bem simples, pela experiência deles, percebem que há necessidade de mudanças políticas e sociais radicais no mundo. O comportamento do povo é um dos focos de necessidade de mudança, e as igrejas, unidas, são vistas como a salvação para esta situação, além de outras.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Jornal investiga como o Vaticano construiu “império financeiro” secreto

Investimentos de um bilhão e meio de reais vieram das mãos do ex-ditador Mussolini

O jornal inglês The Guardian voltou a tocar em um assunto considerado “tabu” dentro da Igreja Católica: o império secreto construído pelo Vaticano graças à sua relação com o ex-ditador italiano Frederico Mussolini.

Esse conglomerado inclui, por exemplo, a rede Bulgari, de joalheiros de luxo, o banco de investimentos Altium Capital e o Pall Mall.

As empresas e propriedades do Vaticano seriam fruto de uma fortuna entregue por Mussolini em 1929, em troca do apoio papal ao regime fascista italiano, chamando o ditador de “homem de Deus” e posteriormente dando apoio similar a Hitler.

O papa Pio XI recebeu em troca terras para a criação do Estado independente do Vaticano, além de ações das empresas automotoras FIAT e Alfa Romeo, entre outros bens.

Segundo o jornal inglês, o valor internacional do pecúlio ocultado por empresas estabelecidas em paraísos fiscais ultrapassa um bilhão e meio de reais hoje.

Em 2006, no auge da bolha imobiliária europeia, o Vaticano passou a investir em prédios comerciais luxuosos no Reino Unido, na França e na Suíça.

O Guardian comentou extensivamente como o Vaticano tem usado a empresa britânica GroLux Investments Ltd, registrada em nome de dois banqueiros católicos: John Varley, executivo-chefe do Barclays Bank, e Robin Herbert, ligado ao banco comercial Joseph Leopold.

Procurados pelo periódico, a resposta de ambos foi “não estou autorizado pelo meu cliente a fornecer qualquer informação.”

O controle final do que é chamado de “império secreto” é da empresa suíça Profima, que na época da Segunda Guerra foi acusada de “engajar-se em atividades contrárias aos interesses dos Aliados”. O financiador do papa na época era Bernardino Nogara, que controlava os investimentos feitos com o dinheiro doado por Mussolini.

No início da guerra, em 1943, os britânicos acusaram Nogara de “lavagem de dinheiro”, ao manipular as finanças do Vaticano para servir a “estranhos fins políticos”.

Foi nessa época que Nogara criou a empresa de seguros Praevidentia, da qual participaram diversos senadores italianos adeptos do fascismo. Também – existiria a cumplicidade do papa na guerra de ocupação da Etiópia pela Itália (1935) ao fornecer armas ao Exército italiano por meio da Officine Meccaniche Reggiane, outra empresa criada com o fim de levantar capitais. Tudo isso em conseqüência do apoio mútuo chamado “Pacto de Latrão”, quando Mussolini reconhece o Estado do Vaticano e regulamenta seu sistema financeiro.

O dinheiro de Mussolini, segundo John Pollard, historiador da /universidade de Cambridge, foi fundamental para que o sistema papal se consolidasse financeiramente mesmo em períodos de turbulência econômica.

Os investimentos financeiros do Vaticano atualmente estão nas mãos de Paolo Mennini, que lidera uma divisão da APSA – Amministrazione del Patrimonio della Sede Apostolica, responsável pelo “patrimônio mundial da Santa Sé”.

De acordo com um relatório do ano passado do Conselho da Europa, os ativos da unidade comandada por Mennini excedem 680 milhões de euros.

O The Guardian procurou o núncio apostólico, o arcebispo Antonio Mennini, porque o papado continua mantendo segredo sobre seus investimentos bancários. O motivo da investigação era a crise de confiança nos bancos europeus atualmente, mas o porta-voz da Igreja Católica Romana disse que não tem nenhum comentário a fazer sobre o assunto.

Fonte - Gospel Prime

Nota DDP: Veja também "Vaticano é dono oculto de imóveis caros em Londres" e "How the Vatican built a secret property empire using Mussolini's millions".

Também vi uma de suas cabeças como se fora ferida de morte, mas a sua ferida mortal foi curada. Toda a terra se maravilhou, seguindo a besta, e adoraram o dragão, porque deu à besta a sua autoridade; e adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? quem poderá batalhar contra ela? (Apocalipse 13:3-4)

Geleiras dos Andes derretem a ritmo mais rápido em 300 anos

As geleiras na região dos Andes sofreram uma redução média de 30% a 50% desde a década de 70 e estão diminuindo ao ritmo mais rápido nos últimos 300 anos, afirma um estudo divulgado na revista especializadaCryosphere.

Realizada pelo Laboratório de Glaciologoia e Geofísica Ambiental de Grenoble, na França, a pesquisa estudou dados de cerca de metade das geleiras da região andina, que fornecem toneladas de água para milhões de pessoas na América do Sul.

Segundo a pesquisa, o derretimento se deve a um aumento médio de temperatura de cerca de 0,7º C entre 1950 e 1994.

De acordo com a pesquisa, o degelo está ocorrendo em toda a região tropical dos Andes, mas tem sido mais acentuado nas pequenas geleiras situadas a baixas altitudes.

Geleiras situadas abaixo de 5.400 metros perderam cerca de 1,35 metros de espessura de gelo por ano desde a década de 70, o dobro do índice das situadas a altitudes mais elevadas.

Escassez de água

''Como a espessura destas geleiras de baixa altitude raramente supera 40 metros, com tamanha perda anual elas provavelmente irão desaparecer por completo nas próximas décadas'', afirma Antoine Rabatel, do instituto francês responsável pelo estudo.

Os pesquisadores disseram ter havido pouca mudança no que diz respeito à quantidade de chuva na região ao longo das últimas décadas e que, portanto, isso não poderia estar por trás na redução das geleiras.

Se não ocorrerem mudanças na regularidade das chuvas na região, a região poderá enfrentar escassez de águas no futuro, afirmaram os cientistas.

O vale do Rio Santa, no Peru, poderá ser o mais afetado; centenas de milhares de habitantes se valem das águas glaciais para o uso na agricultura, para o consumo doméstico e para a energia hídrica.

Grandes cidades, como La Paz, na Bolívia, também poderão enfrentar problemas. "Geleiras respondem por até 15% do abastecimento de água de La Paz ao longo do ano. E na temporada seca, essa proporção sobre para 27%'', afirma Álvaro Soruco, do Instituto de Investigações Geológicas e Ambientais da Bolívia.

O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) tem apontado para a importância das geleiras de montanhas como sensíveis indicadores da ocorrência de mudanças climáticas.

Em todo o mundo, as geleiras têm recuado desde o início do século 20, com poucas exceções. As geleiras do Himalaia que ainda são relativamente pouco estudadas estariam, segundo indícios, acumulando massa, em vez de estarem sofrendo degelo.

Cientistas afirmam que a geleira de Chacaltaya, na Bolívia, que costumava contar com a mais elevada pista de esqui do mundo, já quase desapareceu.

Fonte - BBC

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Administração Obama: vamos forçar os cristãos a agirem contra a sua fé

(CNSNews.com) - Em um argumento legal, formalmente apresentado em um tribunal federal no caso da Hobby Lobby vs Kathleen Sebelius, a administração Obama está afirmando que a Primeira Emenda - que nega expressamente ao governo a autoridade para proibir o "livre exercício" da religião - mesmo assim permite forçar os cristãos a violar diretamente suas crenças religiosas, mesmo em um assunto que envolve a vida e a morte de seres humanos inocentes.

Porque os juízes - inclusive a juíza da Suprema Corte Sonia Sotomayor - recusaram-se a conceder uma liminar protegendo os proprietários de Hobby Lobby de serem forçados a agir contra a sua fé cristã, que assim estarão sujeitos a multas federais de até US $ 1,3 milhões por dia a partir de terça-feira por se recusarem a incluir drogas indutoras de aborto no plano de saúde do empregado.

A administração Obama está usando um argumento duplo do porquê ele pode forçar os cristãos a agirem contra a sua fé, em conformidade com a regulação emitida sob a lei Obamacare, que requer praticamente a todos os planos de saúde cobrirem - sem contraprestação - esterilizações, contraceptivos e drogas de indução de aborto.


Nota DDP: Uma a uma, todas as emendas estão sendo relativizadas. Como se percebe, a primeira emenda, após a questão do desarmamento, parece ser a questão da vez. E é através da inobservância da mesma que se verá os EUA cumprindo integralmente seu papel profético...

Revelação #1

"Assim, foram revelados a Adão fatos importantes na história da humanidade, desde o tempo em que a sentença divina fora pronunciada no Éden, até o dilúvio, e, a seguir, até o primeiro advento do Filho de Deus. Mostrou-se-lhe que, conquanto o sacrifício de Cristo fosse de valor suficiente para salvar o mundo inteiro, muitos prefeririam uma vida de pecado em vez de arrependimento e obediência. O crime aumentaria durante gerações sucessivas, e a maldição do pecado repousaria mais e mais pesadamente sobre o gênero humano, sobre os animais e sobre a Terra. Os dias do homem seriam abreviados pela sua própria conduta de pecado; degenerar-se-ia ele em sua estatura e resistência física, e em sua faculdade moral e intelectual, até que o mundo se enchesse de misérias de todo o tipo. Mediante a satisfação do apetite e paixão, tornar-se-iam os homens incapazes de apreciar as grandes verdades do plano da redenção. Cristo, no entanto, fiel ao propósito pelo qual deixou o Céu, continuaria Seu interesse pelos homens, e ainda os convidaria a esconder nEle suas fraquezas e deficiências. Supriria as necessidades de todos os que a Ele viessem pela fé. E sempre haveria alguns que preservariam o conhecimento de Deus, e permaneceriam incontaminados por entre a iniqüidade que prevaleceria." – {PP 37.1}

"Quem somos nós?"

Ecumenismo, prioridade de Bento XVI

Bento XVI sobre ecumenismo: juntos somos rosto e força de Cristo

Cidade do Vaticano (RV) – A Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos – que no Brasil se celebra entre Ascensão e Pentecostes – inicia-se nesta sexta-feira no hemisfério norte. A edição este ano tem como tema “O que o Senhor exige de nós”, extraído do livro do Profeta Miquéias.

Desde o início de seu Pontificado, Bento XVI colocou o diálogo ecumênico entre as prioridades de seu ministério e em muitas circunstâncias as suas palavras expressaram com vigor o desejo de que todos os fiéis em Cristo reencontrem a unidade da primeira hora da Igreja. A esse propósito, aproveitamos a ocasião para recordar algumas afirmações do Santo Padre.

A unidade da Igreja nasce à distância de poucas horas de seu fim aparente. Nasce no Cenáculo – naquela esplêndida, intensa oração de Jesus que confia os Apóstolos ao Pai – e parece destruída pouco depois, quando o autor da oração pende crucificado no Gólgota.

Entre o Getsêmani e o Calvário os Apóstolos renegam, fogem, se dão por vencidos. E naquela dispersão parece espreitar o sinal daquilo que nos séculos vindouros seria da comunidade cristã, criada no sangue de um Deus morto e ressuscitado, mas incapaz de permanecer unida como o seu Artífice a havia pensado e abençoada.

Refletindo sobre os primeiros anos do cristianismo, Bento XVI observou, numa ocasião, a intervenção que São Paulo foi obrigado a fazer já no tempo dos primeiros fiéis de Corinto:

“De fato, o Apóstolo soubera que na comunidade cristã de Corinto havia nascido discórdias e divisões. Por isso, com grande firmeza, acrescenta: ‘Cristo estaria dividido?’ (1 Cor 1,13). Desse modo, ele afirmava que toda divisão na Igreja é uma ofensa a Cristo; e, ao mesmo tempo, que é sempre n’Ele, único Cabeça e Senhor, que podemos reencontrar-nos unidos, pela força inesgotável de sua graça.” (Angelus, 23 de janeiro de 2011)

A tentação da discórdia é realmente antiga, mesmo entre quem foi criado para ser uma só coisa. E a conseqüência daquela “ofensa a Cristo” – evidenciou o Papa mais vezes – é que a divisão entre os cristãos é muitas vezes uma tela escura que não deixa transparecer plenamente a presença de Deus para o restante da humanidade:

“O mundo sofre pela ausência de Deus, por causa da inacessibilidade de Deus, deseja conhecer o rosto de Deus. Mas como os homens de hoje poderiam e podem conhecer esse rosto de Deus no rosto de Jesus Cristo se nós cristãos somos divididos, se um ensina contra o outro, se um está contra o outro? Somente na unidade podemos mostrar realmente a este mundo – que tem necessidade – o rosto de Deus, o rosto de Cristo.” (Audiência geral, 23 de janeiro de 2008)

E rezar juntos é o primeiro e mais imediato modo de testemunhar a unidade entre cristãos divididos:

“Na oração comum as comunidades cristãs colocam-se juntas diante do Senhor e, tomando consciência das contradições geradas pela divisão, manifestam a vontade de obedecer à sua vontade recorrendo confiantes ao seu socorro onipotente. (…) Portanto, a oração comum não é um ato voluntarista ou puramente sociológico, mas é expressão da fé que une todos os discípulos de Cristo.” (Audiência geral, 23 de janeiro de 2008)

Oração, certamente, mas não só, para não ser címbalos que tocam. É necessária também a ação, a ação da caridade. E foi o que o Santo Padre sempre auspiciou do diálogo ecumênico. Colocar ao lado da oração também gestos concretos de partilhada solidariedade:

“Isso favorece o caminho da unidade, porque se pode dizer que todo alívio, mesmo pequeno, que os cristãos dão juntos ao sofrimento do próximo, contribui para tornar mais visível também a sua comunhão e a sua fidelidade ao mandamento do Senhor.” (RL)

Fonte: http://pt.radiovaticana.va/bra/articolo.asp?c=657005

Nota Cristo em breve virá: Enquanto o mundo caminha aceleradamente em direção ao colapso social, econômico, político e climático, crescem as esperanças de que essa tendência pode ser resolvida por meio da união das igrejas. Existem hoje dois grandes movimentos globais, o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso envolvidos em reverter tal tendência. O primeiro visa unir todas as igrejas cristãs numa só, e depois disto, pelo Diálogo Inter-religioso, unir todos os adoradores do mundo num só modo de adoração. Como ponto atrativo, defende a ideia de salvar o planeta de suas más tendências, reeducando os cidadãos do mundo por meio das igrejas unidas, para uma nova postura mais coerente com a sustentabilidade do planeta. Isto ganha apoio de grandes personalidades, sejam políticos, sejam empresários, mundo afora. Os dois movimentos são comandados, ao mesmo tempo, pela Igreja Católica, que conta com forte apoio dos Estados Unidos. Esse apoio se estabeleceu desde que assumiu o papa Bento XVI, com Paulo II não havia tal apoio. O papa anterior queria fazer acordo com a Europa unida, mas que não se une, Bento XVI quer fazer com os Estados Unidos, o maior país do mundo.

Enfim, a profecia vem se cumprindo no rigor de seus detalhes, e JESUS vai voltar logo. É preciso que todos os cristãos fiéis a CRISTO se preparem ajudando outros a fazerem o mesmo, pois Ele não demora mais para retornar e nos salvar.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

"Sofrer por Cristo" - Pr. Ivan Saraiva

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