terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Negócio do Google e Facebook é a destruição industrial da privacidade

O fim da privacidade amplia o desequilíbrio de poder entre as elites e o resto do mundo

Hoje, dizer que o livro "1984" de George Orwell foi profético já é um clichê jornalístico, e suas profecias são um lugar-comum da modernidade. Sua leitura agora pode ser uma experiência entediante. Comparados às maravilhas oniscientes do estado de vigilância atual, os dispositivos do Big Brother — televisores vigilantes e microfones ocultos — parecem pitorescos, até mesmo reconfortantes.

Tudo sobre o mundo que Orwell imaginou tornou-se tão óbvio que temos dificuldade com as deficiências narrativas do romance.

Impressiono-me mais com outro dos seus oráculos: um ensaio de 1945 intitulado "Você e a Bomba Atômica," em que Orwell antecipa mais ou menos a forma geopolítica do mundo no meio século que se seguiu. "Épocas em que a arma dominante é cara ou difícil de fazer", ele explica. "Será uma era de despotismo, ao passo que, quando a arma dominante é barata e simples, as pessoas comuns têm uma chance. Uma arma complexa deixa o forte mais forte, enquanto uma arma simples — desde que não haja resposta a ela — fortalece os fracos".

Ao descrever a bomba atômica (que havia sido lançada apenas dois meses antes em Hiroshima e Nagasaki) como uma "arma inerentemente tirânica", ele prevê que ela irá concentrar o poder nas mãos de "dois ou três superestados monstruosos" com avançadas bases de indústria e pesquisa necessárias para produzí-la. E se, ele pergunta, "as grandes nações sobreviventes fizessem um acordo tácito para nunca usar a bomba atômica uma contra a outra? E se elas apenas a usassem, ou ameaçassem usá-la, contra povos incapazes de retaliar?".

O resultado provável, ele conclui, seria "uma época tão horrivelmente estável quanto os impérios de escravos da antiguidade". Ao inventar o termo, ele prevê "um permanente estado de 'guerra fria': uma paz sem paz", em que "os povos e as classes oprimidas têm menos perspectivas e esperança".

Há paralelos entre a época de Orwell e a nossa. Por um lado, nos últimos meses, fala-se muito sobre a importância de "proteger a privacidade", mas pouco sobre por que isso é importante. Não é, como nos querem fazer acreditar, que a privacidade seja inerentemente valiosa. Isso não é verdade. A verdadeira razão está no cálculo do poder: a destruição da privacidade amplia o desequilíbrio de poder existente entre as facções que decidem e o povo, deixando "os povos das classes oprimidas", como Orwell escreveu, "ainda mais sem esperança".

O segundo paralelo é ainda mais grave e menos compreendido. Nesse momento, mesmo aqueles que lideram o ataque contra o estado de vigilância continuam a tratar a questão como se ela fosse um escândalo político, culpa de políticas corruptas de alguns homens maus, que devem ser responsabilizados. Acredita-se que as sociedades precisem apenas aprovar algumas leis para corrigir a situação.

O câncer é muito mais profundo do que isso. Vivemos não só em um estado de vigilância, mas em uma sociedade de vigilância. A vigilância totalitária não está apenas em nossos governos; está incorporada na nossa economia, em nossos usos mundanos da tecnologia e em nossas interações cotidianas.

O conceito da internet — uma rede única, global, homogênea que abrange o mundo todo — é a essência de um estado de vigilância. A internet foi construída em um modo de vigilância amigável porque os governos e organismos comerciais importantes assim o quiseram. Havia alternativas a cada passo do caminho. Elas foram ignoradas.

Em sua essência, empresas como o Google e o Facebook estão no mesmo ramo de negócio que a Agência de Segurança Nacional (NSA) do governo dos EUA. Elas coletam uma grande quantidade de informações sobre os usuários, armazenam, integram e utilizam essas informações para prever o comportamento individual e de um grupo, e depois as vendem para anunciantes e outros mais. Essa semelhança gerou parceiros naturais para a NSA, e é por isso que eles foram abordados para fazer parte do PRISM, o programa de vigilância secreta da internet. Ao contrário de agências de inteligência, que espionam linhas de telecomunicações internacionais, o complexo de vigilância comercial atrai bilhões de seres humanos com a promessa de "serviços gratuitos". Seu modelo de negócio é a destruição industrial da privacidade. E mesmo os maiores críticos da vigilância da NSA não parecem estar pedindo o fim do Google e do Facebook.

Recordando as observações de Orwell, há um lado "tirânico" inegável na internet. Mas ela é muito complexa para ser inequivocamente classificada como um fenômeno "tirânico" ou "democrático".

Quando os povos começaram a formar cidades, foram capazes de coordenar grandes grupos pela primeira vez e rapidamente ampliar a troca de ideias. Os consequentes avanços técnicos e tecnológicos geraram os primórdios da civilização humana. Algo semelhante está acontecendo em nossa época. É possível se comunicar e fazer negócios com mais pessoas, em mais lugares em um único instante de modo nunca antes visto na história. A mesma evolução que facilita a vigilância da nossa civilização, dificulta sua previsibilidade. Grande parte da humanidade teve facilitada a busca pela educação, a corrida para o consenso e a competição com grupos de poder entrincheirados. Isso é encorajador, mas a menos que seja cultivado, pode ter vida curta.

Se há uma analogia moderna do que Orwell chamou de "arma simples e democrática", que "fortalece os fracos", ela seria a criptografia, a base da matemática por trás do bitcoin e dos programas de comunicações mais seguros. A produção é barata: um software de criptografia pode ser produzido em um computador doméstico. E a distribuição é ainda mais barata: um programa pode ser copiado de uma forma que objetos físicos não podem. Mas também é insuperável — a matemática no coração da criptografia moderna é sólida e pode suportar o poder de uma superpotência. A mesma tecnologia que permitiu que os aliados criptografassem suas comunicações de rádio para protegê-las contra interceptações, agora pode ser baixada através de uma conexão com a internet e instalada em um laptop barato.

Considerando-se que, em 1945, grande parte do mundo passou a enfrentar meio século da tirania em consequência da bomba atômica, em 2015 enfrentaremos a propagação inexorável da vigilância em massa invasiva e a transferência de poder para aqueles conectados às suas superestruturas. É muito cedo para dizer se o lado "democrático" ou o lado "tirânico" da internet finalmente vencerá. Mas reconhecê-los — e percebê-los como o campo de luta — é o primeiro passo para se posicionar efetivamente junto com a grande maioria das pessoas.

A humanidade agora não pode mais rejeitar a internet, mas também não pode se render a ela. Ao contrário, temos que lutar por ela. Assim como os primórdios das armas atômicas inaugurou a Guerra Fria, a lógica da internet é a chave para entender a iminente guerra em prol do centro intelectual da nossa civilização.

Fonte - UOL

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

EUA pedem que Vaticano ajude a encontrar soluções para detidos de Guantánamo

CIDADE DO VATICANO (Reuters) - Os Estados Unidos, que procuram maneiras de fechar a prisão da Baía de Guantánamo e transferir prisioneiros para terceiros países, pediram ao Vaticano nesta segunda-feira que ajude o país a encontrar "soluções humanitárias" para os detidos, informou o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi.

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, fez o pedido em um encontro com seu homólogo do Vaticano, o cardeal Pietro Parolin, na Santa Sé.

Embora o Vaticano não tenha dado detalhes sobre o tipo de auxílio que os EUA desejam, uma autoridade de alto escalão do Departamento de Estado disse que Kerry reiterou o compromisso do presidente norte-americano, Barack Obama, de fechar o centro de detenção e descreveu o progresso recente das iniciativas diplomáticas para transferir detidos para terceiros países, como o Uruguai.

Os EUA pediram "a assistência da Santa Sé na busca de soluções humanitárias adequadas para prisioneiros atuais", afirmou Lombardi em comentários publicados no site da Rádio Vaticano.

Desde que chegou à Casa Branca, em 2009, Obama vem tentando fechar a prisão, onde suspeitos de terrorismo foram postos sem julgamento após os ataques de 11 de setembro de 2001, mas até hoje não conseguiu, em parte por causa da resistência do Congresso.

Atualmente, o centro abriga cerca de 148 prisioneiros.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Como o mundo avaliou o papa Francisco em 2014?

Enquete do instituto Pew abrange os cinco continentes

Roma, 12 de Dezembro de 2014 (Zenit.org) Jorge Henrique Mújica | 697 visitas

No final de 2013, a popularidade do papa Francisco na mídia era indiscutível: as revistas mais prestigiosas do mundo o apresentavam na capa, o escolhiam como pessoa do ano, o listavam entre os mais influentes do planeta, ele era “trendic topic” no Facebook e no Twitter… Um ano depois, o furor midiático não tem a mesma intensidade, mas prevalece a imagem positiva do papa Francisco junto ao público de todo o mundo.

O instituto de pesquisas norte-americano Pew Research Center estudou a imagem do papa nos cinco continentes entre 30 de outubro de 2013 e 4 de março de 2014 e entre 17 de março e 5 de junho deste mesmo ano. Os resultados mundiais mostram que a imagem do papa é positiva para 60% dos entrevistados. 28% não o qualificaram e 11% não o veem favoravelmente (cf. “Pope Francis’ Image Positive in Much of World”, 11.12.2014).

Por continente, 84% dos europeus têm uma opinião muito boa sobre Francisco. Na América Latina, 72% da população o vê positivamente. A avaliação positiva diminui para 41% na Ásia, 40% na África e 25% no Oriente Médio. Nos Estados Unidos, a avaliação positiva é de 78%.

Em números absolutos, 28 dos 43 países pesquisados dizem ter boa opinião sobre o papa (destaque para América Latina e Europa). Na Argentina, este é o caso de 91% dos entrevistados. Sete em cada dez brasileiros, colombianos, mexicanos e peruanos reiteram esta qualificação.

Na Europa, 9 em cada 10 poloneses, italianos e franceses veem o papa positivamente; na Espanha e na Alemanha, 8 em cada 10. No Reino Unido, 6,5 em cada 10.

Os melhores resultados na Ásia foram registrados nas Filipinas (88%) e na Coreia do Sul (86%). Na Tailândia, Bangladesh, Japão e Vietnã, 4 em cada 10 pessoas lhe dão esta qualificação.

A avalição positiva na África chega a 70% em Uganda e na Tanzânia, diminuindo para 56% no Quênia. No Oriente Próximo, atinge 62% dos libaneses, mas fica em torno de 33% no Egito, na Jordânia e na Turquia.

Fonte - Zenit

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Pastores e líderes do candomblé se unem na Bahia

Encontro ecumênico na Bahia surpreende
Com cerca de 27 metros de diâmetro, a rocha conhecida como “Pedra de Xangô” fica em Salvador, entre os bairros Cajazeiras X e Fazenda Grande II. Há séculos é visitada pelos seguidores das religiões afro-brasileiras. Para eles é um local sagrado, onde depositam suas oferendas e fazem rituais.

Em novembro, um grupo de evangélicos foi acusado de pichar a pedra, despejar 200 quilos de sal grosso no local e destruir as oferendas. Isso causou revolta nos adeptos das religiões afro, que passaram a pedir o tombamento do local pelo poder público. O governo da Bahia, que é do PT, já sinalizou que assentará.

“Esse monumento aqui significa muito para o povo do axé, para o povo do candomblé, de Umbanda, que aqui cultuam suas divindades e este monumento precisa ser preservado”, disse Leonel Monteiro, da Associação de Preservação da Cultura Afro.

Uma denúncia formal foi feita ao Centro de Referência de Combate ao Racismo Nelson Mandela, localizado na capital baiana, por líderes de religião afro. Eles alegam que é um caso claro de intolerância religiosa. Nenhuma igreja evangélica foi formalmente acusada, pois não há testemunhas.

Menos de um mês depois do ocorrido, o governo baiano divulgou um ato de “solidariedade aos povos de terreiros”, com pastores que representam a Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE) e do Conselho Ecumênico Baiano de Igrejas Cristãs (CEBIC) se reuniram nesta quarta-feira (10). O encontro ecumênico teve a participação do secretário estadual de Promoção da Igualdade Racial, Raimundo Nascimento.

Para surpresa de muitos, a diretora-executiva da CESE e pastora da Igreja Presbiteriana Unida, Sônia Mota, asseverou: “Precisamos assegurar que o Brasil seja um Estado laico de fato, onde todas as religiões sejam possíveis e os deputados não defendam a sua fé, mas o direito do povo brasileiro ser e existir com toda a sua diversidade”. Um verdadeiro sinal dos tempos.

Por sua vez, Mãe Branca, líder do terreiro Ilê Axé Obá Babá Xére, explica que uma oferenda feita com 5 mil quiabos será oferecido num ritual ao redor da Pedra. “Temos a necessidade de reenergizar esse altar. Já foi feito banho de ervas e agora haverá uma oferenda com o alimento que Xangô mais gosta”. Ela parece reconhecer que a ação atribuída aos evangélicos teve sérias consequências do ponto de vista espiritual.

A visita dos pastores ao terreiro, emocionou Mãe Branca. “É um acontecimento histórico para os povos de terreiro. Nunca imaginei que um dia receberia pastores em minha casa. Tenha certeza de que essa luta não será em vão”, afirmou. No final do encontro, todos deram as mãos e proferiram rezas em iorubá. A pastora, que vestia uma camiseta com os dizeres “Eu respeito as diversidades”, conduziu uma oração do Pai-Nosso. Sua postura e discurso são totalmente divergentes do que os pastores normalmente ensinam sobre as religiões afro.

Fonte - Gospel Prime

Papa Francisco afirma que tempo para achar soluções para o clima "está se esgotando"

O papa Francisco alertou os países participantes da Cúpula do Clima, em Lima, no Peru, que o tempo para encontrar soluções para a mudança climática "está se esgotando".

Esta foi a mensagem enviada ao ministro do Meio Ambiente peruano e presidente da Conferência da ONU sobre Mudança Climática (COP20), Manuel Pulgar Vidal, divulgada nesta quinta-feira (11) pelo escritório de imprensa do Vaticano.

"O tempo para encontrar soluções globais está se esgotando. Só poderemos achar soluções adequadas se atuarmos juntos. Existe, portanto, uma clara, definitiva e inadiável ética de atuar", asseverou o pontífice.

Para Francisco, a luta contra aquecimento global "será possível unicamente com uma responsável resposta coletiva, que supere interesses e comportamentos individuais e seja desenvolvida livre de pressões políticas e econômicas".

O pontífice acrescentou que uma resposta coletiva também pode ser capaz "de superar a desconfiança e promover uma cultura de solidariedade, do encontro e do diálogo, capaz de mostrar a responsabilidade de proteger o planeta e a família".

Na mensagem, o pontífice argentino expressou sua "proximidade e estímulo" aos participantes e lembrou que os temas debatidos "afetam toda a humanidade, principalmente os mais pobres e as gerações futuras. Mais ainda, trata-se de uma grave responsabilidade ética e moral", destacou.

Francisco lembrou que é "importante que a conferência seja realizada no litoral adjacente à corrente marítima de Humboldt, que une em um abraço simbólico os povos da América, da Oceania e da Ásia e que cumpre um papel determinante no clima de todo o planeta".

Segundo o pontífice, "as consequências das mudanças climáticas, que já são sentidas de modo dramático em muitos países, nos lembram a gravidade da negligência e da inação".

O papa concluiu a mensagem desejando que a COP20, assim como os próximos encontros, "seja decisiva para as negociações sobre o clima".

Fonte - UOL

Bíblia Fácil - Apocalipse

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Escritora alerta contra influência antibíblica em livros e filmes para adolescentes

Brasília, DF… [ASN] Devido ao grande sucesso em todo o mundo de material com conteúdo considerado antibíblico para crianças e adolescentes, que vai contra os princípios bíblicos, aCasa Publicadora Brasileira lançará em 2015 o livro Vaso de Barro, cuja autora é a professora e escritora Neila Oliveira. O conteúdo é sobre a vida de Ellen White e coincidirá com o centenário das obras da escritora adventista norte-americana. Neila lançou o livro nesta segunda-feira, 8 de dezembro, durante o culto dos servidores da sede sul-americana adventista, em Brasília.

Material com maior acolhida

Segundo a escritora, obras como Harry Potter, Crepúsculo, Cinquenta Tons de Cinza, a série Instrumentos Mortais, Sombra de um Anjo, entre outras, têm capturado as mentes de milhões de crianças e adolescentes distorcendo a conhecida história bíblica de rebelião de Lúcifer no céu. Esses são apenas exemplos da variedade de materiais que têm hipnotizado milhares de jovens.

É importante mencionar que as crianças estão sendo influenciadas até pelas “inocentes” bonecas Monster High, que têm grande sucesso entre as meninas, e os bonecos Ever After High, que são as filhas e os filhos dos personagens dos contos de fadas.

Para a educadora, os pais de família estão chocados diante da incrível acolhida, por parte de seus filhos, dos vídeos, filmes e livros mais vendidos dos últimos tempos. Entre os que se destacam mais está o trailer deCinquenta Tons de Cinza, que explora o sadomasoquismo, que é o mais visto do ano no YouTube e já alcançou mais de 36 milhões de visualizações em cinco dias. Outro exemplo é o livro Sombra de um Anjo, com 500 páginas, que adolescentes estão lendo em apenas 10 horas. Esses são alguns exemplos de material visual e escrito que ocupam o tempo dos fãs e que têm substituído a Bíblia por esse tipo de conteúdo.

“Os livros são uma força poderosa para o bem ou para o mal porque refletem os pensamentos, as crenças, as convicções e o caráter de seus autores. Eles podem inspirar bons princípios ou podem despertar, de forma sedutora, a natureza caída do ser humano e induzi-lo à rebelião e ao pecado”, destaca Neila Oliveira, citando Steve Wohlberg, pastor adventista e conhecido apresentador de rádio e televisão nos Estados Unidos.

Seitas lançam material antibíblico

De acordo com a escritora adventista, uma seita se uniu a uma conhecida marca de fraldas descartáveis para lançar na próxima semana um livro ilustrado que apresentará conceitos do Evangelho e que tem como objetivo ensinar crenças que fogem do conceito bíblico. O autor, Maurício de Souza, disse que o material pode ser usado no dia a dia, independente da religião que se professe.

Outras das seitas que estão investindo em material para disseminar suas doutrinas entre os adolescentes e as crianças apresentam materiais como o livro The Big Book, que nos Estados Unidos já tem grande aceitação.

Vaso de Barro

O livro escrito por Neila apresenta dois personagens jovens, Ana Beatriz e Gary, que estão buscando ansiosamente conhecer mais sobre uma pessoa muito influente chamada Ellen White, uma das autoras cristãs mais traduzidas do mundo. Não sendo possível encontrar-se com ela pessoalmente, os personagens se envolvem em uma fascinante investigação sobre sua trajetória e seus escritos, uma experiência que mudará a vida dos jovens para sempre. É uma história que vai na direção contrária à dos livros que estão influenciando milhões de jovens, crianças e adolescentes em todo o mundo e que fortalece conceitos bíblicos.

O livro Vaso de Barro foi apresentado aos servidores da sede sul-americana adventista e dedicado a Deus pelos líderes sul-americanos. O programa foi transmitido ao vivo pela Internet e pode ser visto no vídeo abaixo.

Outros dados

Vaso de Barro já está em processo de tradução para o espanhol, francês e posteriormente também será traduzido ao inglês.

“A responsabilidade dos pais não pode ser transferida para outras pessoas, muito menos para equipamentos nem para livros. Temos a responsabilidade de educá-los, porque, quando Jesus voltar, daremos conta deles a Deus. São os tesouros que Deus colocou sob nossa responsabilidade”, pontua Neila. “Resgatem o estudo da Bíblia em casa com as crianças. Os cultos são a maior oportunidade que vejo para que as crianças estudem a Bíblia e leiam livros cristãos. Entendo que essa é a geração escolhida para este tempo. Deus tem um plano especial para as crianças, adolescentes e jovens. Devemos estar prontos para apoiá-los.” [Equipe ASN, Cárolyn Azo]

Fonte - Adventistas.org

sábado, 6 de dezembro de 2014

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Cientistas revelam 'aquecimento oculto' que acelera degelo da Antártica


Operação AURORAGOLD permite à NSA espionar quase qualquer conversa de celular no mundo


Fonte - O Globo

Papa compara fundamentalistas cristãos com terroristas

Papa visita Mesquita Azul, na Turquia

No avião que o levou de volta à Itália depois de uma visita de três dias à Turquia, o papa conversou com jornalistas durante quase uma hora. “O Alcorão é um livro de paz.” A declaração do papa Francisco, durante a viagem de volta à Roma, repercutiu no mundo inteiro. “Não se pode dizer que todos os islâmicos são terroristas, assim como não se pode dizer que todos os cristãos são fundamentalistas”, completou o Papa. Para ele, é preciso que os líderes islâmicos - sejam eles políticos, religiosos ou acadêmicos - condenem claramente o terrorismo. Uma condenação mundial, segundo o pontífice, ajudaria a maioria dos muçulmanos a se livrar das reações negativas que enfrentam em vários lugares do planeta. Sobre o momento em que rezou na Mesquita Azul, disse que estava ali como um peregrino e que fez orações pela Turquia e pela paz. A viagem à Turquia foi um dos passos mais importantes que um líder da Igreja Católica romana deu na aproximação com os cristãos ortodoxos desde que eles se separaram no século XI. O papa também manifestou o desejo de se encontrar com o patriarca de Moscou. A Igreja Ortodoxa Russa é a que mantém as relações mais delicadas com o Vaticano.

O papa Francisco declarou ainda que não acredita que a Síria possua armas químicas e afirmou que gostaria de viajar para o Iraque, mas reconhece que neste momento criaria um problema de segurança para as autoridades iraquianas.

(O Globo)

Nota 1: Finalmente, o papa associa/compara claramente os fundamentalistas cristãos aos terroristas islâmicos. De acordo com declarações anteriores de Francisco (veja aqui e aqui), fundamentalistas são os que leem os primeiros capítulos de Gênesis como relato histórico e que creem que Deus seja uma espécie de “mágico” (confira), por ter criado a vida neste planeta em seis dias literais de 24 horas. Logo, fundamentalistas cristãos são, de maneira especial, os adventistas criacionistas – muito embora esse povo não seja capaz de matar uma mosca. O objetivo do papa é unir os religiosos (cristãos, islâmicos, ortodoxos e outros) sob a bandeira da teologia liberal simpática, inclusiva e da paz, o que acabará por enviar para o gueto da discriminação todos aqueles que serão vistos como fanáticos, fundamentalistas, extremistas – violentos ou não. O cenário vai se tornando escuro para uma minoria que quer simplesmente se manter fiel à Palavra de Deus, sem reinterpretá-la a seu bel prazer. Estaria essa minoria preparada para os dias que virão? [MB]

Nota 2: Quanto à declaração do papa de que o Alcorão seria um livro de paz, de fato, há textos que orientam os muçulmanos a que, se os adversários se inclinam para a trégua, eles devem buscar o fim das hostilidades: “Se eles se inclinam à paz, inclina-te tu também a ela” (Al-Anfal 8:61). Karen Armstrong, em seu livro Muhammad: uma biografia do profeta, escreveu: “O Alcorão ensina que a guerra é sempre abominável. Os muçulmanos nunca devem iniciar hostilidades, [...] mas, depois de terem tomado uma guerra, os muçulmanos lutam com o compromisso de levar a luta ao fim o mais rápido possível” (p. 209). Mas também há os textos que parecem promover um tipo de “guerra santa”, com um incentivo, no mínimo, pornográfico, com respeito ao “céu” que aguarda os fieis:

“E se deitarão sobre leitos incrustados com pedras preciosas, frente a frente, onde lhes servirão jovens de frescores imortais com taças e jarras cheias de vinho que não lhes provocará dores de cabeça nem intoxicação [nesta vida, os muçulmanos são proibidos de consumir bebidas alcoólicas], e frutas de sua predileção, e carne das aves que desejarem. E deles serão as huris [virgens] de olhos escuros, castas como pérolas bem guardadas, em recompensa por tudo quanto houverem feito. [...] Sabei que criamos as huris para eles, e as fizemos virgens, companheiras amorosas para os justos” (Alcorão, surata 56, versículos 12-40).

Além do Alcorão, existem também as hadiths, coletâneas de histórias sobre tudo o que supostamente disse ou fez o profeta Maomé durante sua vida, que circularam oralmente por mais de um século até serem escritas em sua forma atual. Uma delas diz: “A menor recompensa para aqueles que se encontram no paraíso é um átrio com 80 mil servos e 72 esposas, sobre o qual repousa um domo decorado com pérolas, aquamarinas e rubis, tão largo quanto a distância entre Al-Jabiyyah e Sana’a” (Livro de Sunan, v. IV).

Ainda segundo as hadith, Maomé teria dito: “Existe no paraíso um mercado onde não há compra ou venda, mas homens e mulheres. Quando um homem deseja uma mulher, ele vai até lá e tem relações sexuais com ela” (Al Hadis, v. 4, p. 172, n. 34).

Estaria aí o incentivo para as ações dos jovens terroristas, privados de praticamente todos os prazeres aqui na Terra?

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Livro sobre estilo de vida será doado a 16 milhões de brasileiros

Em uma ação inédita no Brasil, 16 milhões de habitantes receberão gratuitamente exemplares de um livro sobre saúde preventiva e...

Em uma ação inédita no Brasil, 16 milhões de habitantes receberão gratuitamente exemplares de um livro sobre saúde preventiva e estilo de vida. O material, com pouco mais de 100 páginas, foi escrito em uma linguagem acessível mas com conteúdo de grande relevância. Um dos autores, o cardiologista sul-africano Peter Landless, que foi médico do ex-presidente Nelson Mandela, também com Medicina Interna e Medicina da Família. Já escreveu artigos sobre o vírus Ebola, vinho e o câncer de mama, cirurgia bariátrica, entre outros temas da atualidade. Landless e o conferencista internacional Mark Finley, que é outro autor do livro chamado Viva com Esperança, vêm ao Brasil fazer o lançamento no próximo dia 9 de dezembro em São Paulo.

O livro, que é uma coletânea de bons artigos na área de saúde e qualidade de vida, apresenta grandes desafios da saúde mundial como diabetes, depressão, obesidade e câncer enfrentados a partir de uma mudança de estilo de vida.

A estimativa de valores no mercado de serviços de saúde para 2015, no mundo, é de 3 trilhões de dólares. Calcula-se que, nos países desenvolvidos, a saúde consuma mais de 10% do Produto Interno Bruto.

Ou seja, gasta-se muito para curar doenças, por isso a relevância de se adotar princípios de um estilo de vida saudável como alimentação equilibrada, uso regular de água, prática diária de exercício físico, contato com ar puro, exposição cuidadosa ao sol, entre outras ações.
Quem escreveu?

Na lista de profissionais que colaboraram com artigos para o livro está gente renomada como o neurocirurgião norte-americano Ben Carson (cuja história virou o filme Mãos Talentosas). Carson entrou para a história da medicina em 1987 ao separar gêmeos siameses unidos pela cabeça. Hoje ele é diretor do Departamento de Neurocirurgia Pediátrica do Hospital Johns Hopkins, nos Estados Unidos.

Além de Carson, também contribuíram com a obra outros médicos, enfermeiros, sociólogos e pesquisadores da área científica de experiência internacional, inclusive a enfermeira brasileira Kátia Reinert.

O livro estará disponível sem custo à população brasileira a partir do próximo ano. Estão previstas grandes distribuições em diversas cidades. “O leitor vai encontrar orientações muito práticas para se ter qualidade de vida no dia-a-dia. O texto é agradável e bem embasado”, explica o gerente de marketing da Casa Publicadora Brasileira, editora responsável por publicar o livro, João Vicente Pereira.

A Igreja Adventista do Sétimo Dia, responsável pelo projeto, está bancando o custo do livro que é comprado a 1 real pelos membros da organização para então distribuir gratuitamente.
Serviço

O que? Lançamento do livro Viva com Esperança
Quando? 9 de dezembro às 20 horas
Onde? Centro Universitário Adventista (Unasp) – Estrada da Itapecerica, 5859 – São Paulo

Fonte - Gospel Prime

Santa Sé e Reino Unido: um século da retomada das relações diplomáticas

Cidade do Vaticano (RV) - A retomada das relações diplomáticas entre a Santa Sé e o Palácio de Buckingham completa 100 anos. O Cardeal Secretário de Estado, Pietro Parolin, reiterou que “as relações diplomáticas são um instrumento que conservam a própria atualidade e potencialidade justamente para promover o diálogo, a aproximação e a colaboração para a solução de problemas atuais.

“Festejamos este aniversário e agradeceremos a Deus. Somos gratos por esta retomada. As relações diplomáticas são importantes sobretudo hoje, neste mundo que é muito mais complicado e que tem muito mais conflitos do que pensávamos que teria depois da queda do muro de Berlim e a mudança do cenário internacional”, afirmou o secretário de Estado, que acrescentou: “por isso, é fundamental poder dialogar, negociar e enfrentar juntos os problemas do mundo. Juntos, se ganha e se perde”, disse Parolin à Rádio Vaticano

A Ministra das Relações Exteriores do Reino Unido, Joyce Anelay que está em Roma nesta quarta-feira, 03/12, declarou que as relações diplomáticas entre o Reino Unido e a Santa Sé evoluíram muito desde 1914 e lembrou da visita do Papa emérito Bento XVI ao país em 2010, e da visita da Rainha Elizabeth II ao Papa Francisco em abril deste ano.

“Estar hoje em Roma é uma importante ocasião para fortalecer ainda mais os laços do Reino Unido com a Santa Sé sobre temas de comum preocupação, e para considerar em quais maneiras a nossa diplomacia pode trabalhar ainda mais próxima, desde a questão do tráfico de seres humanos até a liberdade de religião e também para ampliar o debate sobre os direitos humanos e o desenvolvimento internacional”, declarou Anelay em uma nota.

Anelay vai participar na noite desta quarta-feira da Missa que será celebrada pelo Cardeal Parolin na Basílica de São Paulo fora dos muros por ocasião do centenário.

O Reino Unido manteve-se afastado da Santa Sé por 350 anos. O ápice da separação deu-se em 1570, quando o Papa Pio V excomungou a Rainha Elizabeth I. O período de turbulência, no entanto, começara antes, em 1534, com a aprovação no Parlamento britânico do Ato de Supremacia. A Escócia também havia cortado relações com Roma em 1560 quando, em Edimburgo, o Parlamento da Reforma havia repudiado a autoridade papal. A União das Coroas, em 1603, sob o reinado de Jaime I, fez com os dois países caminhassem sob a bandeira da Reforma.

Fonte - Radio Vaticano

Ano de 2014 caminha para ser mais quente da história, diz ONU

Entre janeiro e outubro, as temperaturas médias ficaram 0,57ºC acima da média de 14ºC registrados entre 1961 e 1990

A Organização das Nações Unidas (ONU) alerta que 2014 caminha para entrar para história como o ano mais quente já registrado e a seca em São Paulo é citada pela entidade como um exemplo de um problema que as grandes cidades poderão começar a sofrer diante das mudanças climáticas.
Dados divulgados pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) apontam que, por causa das elevadas temperaturas nas superfícies dos oceanos, a média mundial deve ser a mais elevada já registrada.

Entre janeiro e outubro, as temperaturas médias ficaram 0,57ºC acima da média de 14ºC registrados entre 1961 e 1990. A média ainda ficou 0,09ºC acima do padrão dos últimos dez anos.

Se os meses de novembro e dezembro repetirem o padrão, 2014 baterá o recorde de temperaturas, hoje liderado pelo ano de 2010. Mesmo se não superar a marca, a entidade da ONU alerta que a tendência que se registra é de uma elevação das temperaturas de forma constante, ano a ano.

"As informações apontam que 14 dos 15 anos mais quentes da história foram registrados no século 21", declarou Michel Jarraud, secretário-geral da entidade. "O aquecimento global não parou."

Segundo ele, o Brasil foi um dos países que sofreu uma onda de calor. No Sul do País, as temperaturas bateram recordes para o mês de outubro. Argentina, Paraguai e Bolívia também tiveram marcas inéditas, assim como a África do Sul e a Austrália.

São Paulo
As altas temperaturas teriam tido um severo impacto em todo o mundo e a ONU usa justamente o caso da capital paulista para mostrar o que pode acontecer em dezenas de lugares pelo mundo. "A cidade de São Paulo foi particularmente afetada por uma severa falta de água", alertou. "Partes do Nordeste e algumas áreas do centro do Brasil estão em um estado de seca severa com déficit de água que já se estende por mais de dois anos", indicou.

Para a ONU, os problemas em São Paulo podem se repetir e ainda atingir outras cidades do mundo.

A seca também foi registrada na China, na Austrália e no Canadá e, em Estados americanos, como Califórnia, Nevada e Texas, a quantidade de chuva foi inferior a 40% da média registrada entre 1961 e 1990.

Segundo Jarraud, a concentração de gases de efeito estufa bate recorde e, aliada às altas temperaturas, o resultado tem sido um "planeta cada vez mais incerto".

Além da seca em certas regiões, o planeta também registrou em dezenas de outras áreas inundações e tempestades.

Se no segundo semestre faltou água em São Paulo, em maio as chuvas superaram as médias anuais em 250% no Paraguai, no sul da Bolívia e em partes do Sul e Sudeste do Brasil.

O Rio Paraná acabou transbordando, com 200 mil moradores da região afetados, principalmente no Paraguai. Buenos Aires também sofreu com as fortes chuvas.

No Reino Unido, foram doze tormentas e o inverno mais chuvoso já registrado, 177% acima da média.

Em maio, inundações atingiram 2 milhões de pessoas nos Balcãs, além de milhões de outros no Paquistão e em Bangladesh. Na Turquia, as chuvas chegaram a ser 500% superior à média anual. Em setembro, o sul da França registrou maiores chuvas desde anos 1950.

Segundo a OMM, 73 ciclones tropicais foram registrados no ano, o que, porém, está abaixo da média dos últimos 30 anos de 89 por cada doze meses.

Gelo

Outra constatação da ONU é de que a temperatura dos oceanos bateu um novo recorde e essa realidade está ligada com a concentração recorde de gases de efeito estufa. Segundo a entidade, os oceanos absorvem 93% da energia em excesso na atmosfera.

Mas o impacto disso tem sido o degelo de placas inteiras nos dois polos do planeta. No dia 17 de setembro, o gelo no Ártico chegou a 5,02 milhões de quilômetros quadrados, o sexto menor da história.

Apesar de todos os esforços internacionais, a ONU alerta que a concentração de CO2, metano e outros gases continua aumentando. No caso do CO2, a taxa é de 142% acima da era pré-industrial. A elevação entre 2012 e 2013 foi a maior jamais registrada em apenas um ano.

Papa no encontro Cristão-Muçulmano: o diálogo é o caminho da paz

Nesta quarta-feira dia 3 de dezembro, antes da Audiência Geral, o Papa Francisco recebeu na Sala Paulo VI cerca de 30 participantes do III Encontro de líderes cristãos e muçulmanos. Na sua saudação, o Santo Padre disse estar feliz por esta visita, que “ajuda a fortalecer a nossa fraternidade”:

“Dou-lhes as boas-vindas e agradeço-vos por terem vindo e por terem feito esta visita: eu gosto. Isto ajuda a tornar mais forte a nossa fraternidade. Agradeço-vos pelo vosso trabalho por aquilo que vós fazeis para compreendermo-nos melhor e sobretudo pela paz. Este é o caminho da paz: o diálogo. Muito obrigado, Agradeço-vos tanto.”

Também durante a catequese da Audiência Geral, o Papa contou à multidão sobre o seu breve encontro com os líderes muçulmanos dizendo: “Também eles expressaram este desejo de continuar em frente neste diálogo fraterno entre católicos, cristãos e muçulmanos”.

Estiveram presentes neste terceiro Encontro Cristão-Muçulmano o Cardeal Jean-Louis Tauran, Presidente do Pontificio Conselho para o Dialogo Inter-religioso, o Principe da Jordânia, Hassan Bin Talal, e o Ayatollah Sayyed Mostafa Mohaghegh Damad, direttor dos Estudos Islâmicos na Academia das Ciências do Irão.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Vaticano: Papa une-se a líderes religiosos em declaração comum pela erradicação da escravatura

Francisco denuncia «terrível flagelo» que exige ação concreta de todos

Cidade do Vaticano, 02 dez 2014 (Ecclesia) - O Papa uniu-se hoje a vários líderes religiosos mundiais, no Vaticano, numa declaração comum pela erradicação da escravatura, que classificou como “iniciativa histórica”.

“Trabalharemos juntos para erradicar o terrível flagelo da escravidão moderna, em todas as suas formas: a exploração física, económica, sexual e psicológica de homens, mulheres e crianças agrilhoa dezenas de milhões de pessoas à desumanização e à humilhação”, referiu Francisco, na sede da Academia Pontifícia das Ciências.

Católicos, anglicanos, muçulmanos, hindus, budistas, judeus e ortodoxos assinalaram deste maneira o Dia Mundial para a Abolição da Escravatura, um problema que afeta milhões de pessoas em todo o mundo.

Francisco agradeceu os esforços de todos os presentes em favor dos “sobreviventes” do tráfico de seres humanos, bem como a sua participação num “ato de fraternidade”.

"Cada ser humano é imagem de Deus. Deus é amor e liberdade, que se doa em relações interpessoais, de modo que cada ser humano é uma pessoa livre, destinada a existir para o bem de outros, em igualdade e fraternidade", defendeu.

"Não podemos tolerar que a imagem do Deus vivo seja submetida ao tráfico mais aberrante", prosseguiu.

O Papa condenou um "delito aberrante", um "flagelo atroz", que atinge de forma especial os "mais pobres e vulneráveis".

Uma situação que "se agava cada vez mais, todos os dias", e que exige a ação de pessoas de fé, governos, empresas, pessoas de boa vontade para erradicar a escravatura.

"As nossas comunidades de fé recusam, sem exceção, qualquer privação sistemática da liberdade individual com fins de exploração pessoal ou comercial", disse, em nome de todos os signatários.

Segundo Francisco, a escravatura está presente "tanto nas cidades como nas aldeias", em todo o mundo, e "muitas vezes disfarça-se de turismo".

"É preciso dar ajuda, de forma ativa, sempre que se cruzar no nosso caminho um idoso abandonado por todos, um trabalhador injustamente escravizado, uma refugiado ou refugiado apanhado pelos laços da má vida, um jovem que anda pelas ruas do mundo, vítima do comércio sexual, um homem ou uma mulher prostituídos de forma enganosa por gente sem temor de Deus, uma criança mutilada dos seus órgãos que chama a nossa consciência", declarou.

Segundo a relatora especial das Nações Unidas, Urmila Bhoola, pelo menos 20,9 milhões de pessoas estão sujeitas a formas modernas de escravidão, que atingem principalmente mulheres e crianças; a este número somam-se mais de 168 milhões de menores que trabalham.

A cerimónia de assinatura foi apresentada pelo diretor da sala de imprensa da Santa Sé, o padre Federico Lombardi, e pela jornalista Christiane Amanpour, da CNN.

A iniciativa, nascida sob inspiração do Papa Francisco e do primaz anglicano, Justin Welby, é da responsabilidade da ‘Global Freedom Network’ (Rede Global da Liberdade).

Os signatários propõem-se a “inspirar ação prática e espiritual” em favor do fim da escravatura até 2020 “e para sempre”.

“A escravatura moderna, em termos de tráfico de pessoas, trabalho forçado e prostituição, tráfico de órgãos, bem como qualquer relação que não respeite a convicção fundamental de que todas as pessoas são iguais e têm a mesma liberdade e dignidade, são um crime contra a humanidade”, refere a declaração comum.

Segundo os líderes religiosos, a humanidade tem hoje a “oportunidade, consciência, sabedoria, inovação e tecnologia para atingir este imperativo humano e moral”.

O dia internacional pela abolição da escravidão é celebrado no dia 2 de dezembro, data na qual, em 1949, a Assembleia Geral das Nações Unidas adotou a convenção para eliminar o tráfico de pessoas.

Fonte - Ecclesia

Nota DDP: E os temas que vão "unindo" os diversos ramos cristãos estão aumentando... São esses temas absolutamente óbvios que os levarão a se unir também em outros mais polêmicos... Impossível não se ter a percepção de que uma coisa leva às outras.

O cumprimento da profecia não é estático, se estrutura na composição de inúmeros feixes que não se alinham do dia para noite, mas que estão se consolidando dia após dia. Nesse sentido o nome desta página é "Diário da Profecia".

Os que aguardam o cumprimento de Apocalipse de forma 'linear', como se todos os eventos estivessem necessariamente atrelados e dependentes de outros, primeiro demonstram desconhecimento da profecia bíblica e, finalmente, serão tomados de assalto por estarem esperando algo que já aconteceu..

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

"Maior mancha solar pode afetar a Terra"

A maior mancha solar a aparecer na estrela mais próxima da Terra em mais de duas décadas está apontada para o planeta mais uma vez e vai provavelmente iniciar tempestades solares, de acordo com informações do site americano Mashable.

A mancha solar enorme, anteriormente conhecida como Região Ativa 12192, se virou em direção à Terra em outubro, mas logo mudou de posição. Agora, a região ativa tem girado de volta a encarar a Terra mais uma vez, e, embora a mancha tenha diminuído de tamanho, provavelmente vai ser perturbadora, dizem cientistas da NASA.

A mancha é grande o suficiente para encobrir dez corpos celestes do tamanho da Terra. As tempestades podem afetar o funcionamento de satélites e interferir nas fontes de energia. Cientistas ainda não conseguem prever quando as manchas solares vão produzir labaredas e se essas lançarão ejeções de massa coronal.

Fonte - Terra

Número de cristãos na China supera o dos filiados ao Partido Comunista

O governo comunista da China tem demonstrado sua fúria contra os cristãos nos últimos tempos derrubando igrejas, prendendo líderes das igrejas que não se submetem ao regime, chamadas de clandestinas. Também aumentou o número de “sacerdotes” obedientes ao regime nas igrejas “oficiais”. Por trás dessa escalada da repressão, o verdadeiro motivo é o rápido crescimento da população de cristãos na China. Algo que o governo não esperava e não deseja.

Oficialmente, existem hoje cerca de 100 milhões de cristãos no país mais populoso do mundo. Estudiosos acreditam que o número pode ser 3 vezes maior. Ao mesmo tempo, o Partido Comunista Chinês continua seus esforços para recrutar novos membros ao longo dos últimos anos, abrindo as suas fileiras para intelectuais e empresários e outras classes anteriormente “suspeitas”, por defenderem o capitalismo.

Ainda assim, os membros totalizam 86,7 milhões, sendo que a maioria é comunista só de nome. Isso pode ser visto como um fracasso do regime, que desde a revolução na década de 1940, defende que o povo chinês não deveria acreditar em nenhum deus.

As milhares de igrejas derrubadas ou confiscadas por ordem do Partido durante os anos 1950 e 1960 foram quase todas reconstruídas ou reformadas. Em algumas delas, missas vêm sendo celebradas de forma contínua há mais de 220 anos.

Na verdade, o Movimento Patriótico da Tríplice Autonomia Igreja Protestante e a Associação Patriótica Católica Chinesa foram estabelecidos pouco depois da revolução comunista, ficando sob a direção do Partido Comunista. O objetivo era isolar as igrejas no país e controlá-las tanto quanto fosse possível. Por exemplo, como a China não tem relações oficiais com o Vaticano oficialmente, a inferência do Papa sobre a Igreja Católica da China não é reconhecida.

Na última década, muitas novas igrejas foram construídas, às vezes com permissão oficial, às vezes sem. Quando o governo local nega permissão para construir uma igreja, os moradores constroem um “salão social”, onde os encontros são realizados. Embora seja um movimento mais recente, o número de evangélicos na China está crescendo muito mais rápido que o número de católicos.

De acordo com um estudo da Academia Chinesa de Ciências Sociais, pelo menos 45 milhões de evangélicos estão organizados em igrejas domésticas. O número de católicos na China é estimado em cerca de 12 milhões, segundo a organização católica Centro-China. O número de católicos registrados é perto de seis milhões, tão alto quanto os membros das igrejas católicas clandestinas.

O cristianismo na China tem uma longa história. Os cristãos nestorianos chegaram ao país no século 7, mas tiveram poucas conversões. Os jesuítas desembarcaram no século 16, acreditando que se pudessem converter o imperador, milhões de chineses também abraçariam a fé. Isso não aconteceu. Havia liberdade de culto e os missionários evangélicos chegaram ao país no século 19. Com a revolução comunista no século 20, em muitas regiões o cristianismo foi considerado extinto.

Porém, a abertura maior para o ocidente nos últimos anos também “afrouxou” a perseguição em algumas regiões. A Constituição afirma que os cidadãos chineses “gozam de liberdade de crença religiosa.” Ao mesmo tempo, o Estado proíbe organizações públicas de qualquer religião. Contudo, em 2012 o governo da China lançou uma campanha de três fases para erradicar todas as igrejas evangélicas do país.

Estudiosos acreditam que o quadro atual seja irreversível, embora o Partido Comunista continue criando “ondas” de perseguição, como a destruição de monumentos cristãos ou a recente ordem para retirar as cruzes de todas as igrejas.

Fonte - Gospel Prime

domingo, 30 de novembro de 2014

Ellen White entra na lista de americanos mais influentes de todos os tempos

Brasília, DF … [ASN] Foi divulgada agora em novembro uma inusitada lista com os nomes dos 100 norte-americanos mais influentes de todos os tempos. A listagem é um trabalho da Smithsonian Magazine, uma publicação que pertence ao Smithsonian Institute,e inclui a escritora adventista Ellen White. Essa instituição, criada em 1846, reúne um grupo de museus e centros de pesquisa administrados pelo governo dos Estados Unidos.

Conforme a revista, foi adotada uma metodologia criada por Steven Skiena e Charles Ward. Skiena é professor da Universidade Stony Brook e pesquisador na área de computação e Ward é um engenheiro da Google especializado em metodologias de classificação.

Como se chegou à lista?

Os dois desenvolveram um método algorítmico para classificar figuras históricas, como o Google classifica páginas da web. Só que Skiena e Ward resolveram catalogar as pessoas de acordo com a sua importância histórica, o que eles definem como “o resultado de forças sociais e culturais que agem sobre a massa de realização de um indivíduo.”

Para se chegar a esse grupo, foram pesquisadas fontes como a Wikipedia, que tem mais de 840 mil páginas dedicadas a pessoas de todos os tempos e lugares, além de dados extraídos dos 15 milhões de livros que a Google digitalizou. Eles analisaram os dados para produzir um escore único para cada pessoa e usaram uma fórmula que incorpora o número de links para cada página, o número de páginas visitadas, a duração de cada entrada e a frequência das edições para cada página.

Ellen White integrou a área que eles chamaram de figuras religiosas ao lado de outros nomes conhecidos. A listagem completa tem gente do nível de Abraham Lincoln, George Washington, Martin Luther King, Thomas Jefferson, Oprah Winfrey, entre outros.

Leia também:

Escritos de Ellen White impactam vidas há quase dois séculos

Centenário em 2015

No próximo ano, a Igreja Adventista do Sétimo Dia no mundo vai relembrar o centenário de morte dela, que é considerada uma das maiores escritoras cristãs. Para o doutor Alberto Timm, diretor associado do Ellen White Estate, “ela é, sem dúvida, a adventista mais conhecida e influente. Sem haver ocupado qualquer função administrativa na Igreja Adventista, os conselhos de Ellen White continuam dando forma a muitos programas e a quase todas as instituições em todos os níveis da denominação. Seus escritos exaltam a Cristo e estimulam a lealdade à Bíblia como norma de todas as doutrinas e base de todas as reformas”.

Fonte - Adventistas.org

Nota DDP: A pergunta que não quer calar, se estabelece em saber quando os adventistas vão reconhecer a influência de Ellen G. White, não por ela mesma, mas como instrumento da vontade e das orientações finais de Deus?

Projeto de reunificação entre católicos e ortodoxos

O Papa Francisco e o Patriarca Ecumênico Bartolomeu I, líder da Igreja Ortodoxa, fizeram neste domingo uma declaração conjunta em Istambul, na Turquia, que poderia abrir o caminho para a reunificação das duas correntes cristãs, separadas há mais de mil anos.

Francisco assegurou que a união não poria riscos à tradição e aos ritos dos ortodoxos, que seriam mantidos. Segundo ele, "não se trata de absorção nem de submissão, mas sim da aceitação de todos os dons que Deus tem dado a cada um".


Católicos e ortodoxos caminham separados desde o "Grande Cisma" de 1054, quando o grupo de cristãos do Oriente questionou a soberania do papa sobre o credo em Constantinopla (atual Istambul), capital do antigo Império Romano do Oriente.

As palavras históricas foram proferidas durante o terceiro e último dia de viagem do pontífice à Turquia. Em Istambul, Francisco participou da festividade de Santo André, irmão de Pedro e um dos discípulos de Jesus, considerado o patrono da Igreja Ortodoxa. Por ser parente do primeiro papa, o santo também serve como um dos elos de ligação entre a Igreja Católica Apostólica Romana e os ortodoxos.

Fonte: O Globo

NOTA Minuto Profético: Em 2006 o papa Bento XVI também encontrou-se com Bartolomeu I em Istambul, encontro esse cujas implicações proféticas foram muito além do simples ecumenismo.

Nota DDP: Veja também "Intensificar os esforços pela promoção da unidade plena entre todos os cristãos".

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Papa diz que fundamentalistas são “inimigos de Deus”

Papa discursa no Parlamento Europeu

O papa Francisco classificou os extremistas como “inimigos de Deus” durante um discurso feito no Conselho da União Europeia. O pontífice católico comparece ao evento como chefe de Estado do Vaticano, o menor país do continente. Em sua fala, Francisco condenou o fundamentalismo religioso que “nutre um profundo desprezo pela vida humana e mata de modo indiscriminado vítimas inocentes”, e afirmou que infelizmente o “terrorismo religioso e internacional” é “financiado por um tráfico de armas que, muitas vezes, não é incomodado” pelas autoridades responsáveis. O discurso do papa abrangeu ainda as questões específicas do continente, dizendo que os cristãos estão dispostos a mostrar a “correta relação entre religião e sociedade” e oferecer apoio “ao desenvolvimento cultural e social”.

De acordo com o Jornal do Brasil, o papa Francisco pediu que as autoridades dos países europeus ouçam as contribuições que a Igreja Católica tem a oferecer na luta pela vida, e lamentou que o mundo ainda viva conflitos tão intensos.

“Infelizmente, a paz está muito ferida em muitas partes do mundo, onde irrompem conflitos de vários tipos”, disse o papa, ressaltando que as “tensões não cessam” e isso influencia negativamente. [...]

Em sua conclusão, Francisco afirmou que é preciso recuperar a autoestima no continente e se manter generoso com quem mais precisa: “Desejo vivamente que se instaure uma nova colaboração social e econômica, livre de condições ideológicas, que saiba enfrentar o mundo globalizado, mantendo vivo aquele senso de solidariedade e caridade recíproca que tanto a Europa ensinou. A obra generosa de centenas de homens e mulheres, alguns dos quais a Igreja Católica considera santos, que através dos séculos se empenharam para desenvolver o continente – tanto através da atividade empreendedora como em obras educativas, assistenciais e de promoção humana”.

(Gospel Mais)

Nota Michelson Borges: Fundamentalistas assassinos, de fato, são inimigos de Deus e da humanidade. O problema é que o papa já andou dizendo que aqueles que leem a Bíblia de maneira literal também são, de certa forma, fundamentalistas e extremistas. Com isso, ele contribui para reforçar no imaginário popular a ideia de que seriam fundamentalistas/extremistas/fanáticos aqueles que consideram histórico o relato dos primeiros capítulos de Gênesis (leia-se criacionistas). Essa associação injusta e crescente dos criacionistas com os radicais islâmicos acabará por prejudicar o primeiro grupo, pacifista por natureza. Veja o que Ellen White escreveu há mais de um século: “Quando atingirmos a norma que o Senhor deseja que atinjamos, as pessoas mundanas considerarão os adventistas do sétimo dia como extremistas esquisitos, singulares e austeros” (Review and Herald, 9 de janeiro de 1894).

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Rick Warren sobre o catolicismo


"Rick Warren externa uma visão ecumênica para Católicos e Protestantes trabalharem juntos para defender a santidade da vida, sexo e casamento."

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Movimento quer mil pastores dispostos a concorrer a cargos políticos

'Precisamos de uma ressurreição espiritual', apela pastor

O pastor David Lane, importante líder evangélico, está criando um movimento para encontrar pelo menos 1000 pastores que desejem concorrer a um cargo político. Ele insiste que essa é a única forma de “salvar” os Estados Unidos.

Em entrevista ao Washington Post ele justifica: “O governo não vai salvar nosso país. Wall Street não vai salvar nosso país. O Partido Republicano não vai salvar nosso país. Se nosso país vai ser salvo… isso será feito por homens e mulheres cristãos restaurando a cultura judaico-cristã do país”.

Seu raciocínio é que nas próximas eleições, em 2016, se mil pastores decidirem concorrer, eles poderão mobilizar em média 300 voluntários. Logo, serão pelo menos 300.000 pessoas envolvidos no projeto.

“A Constituição diz que o Estado deve se manter fora da igreja, não diz que a Igreja deve se manter fora do Estado… É apenas uma questão de decidir que valores irão dominar. Estamos cansados de ver a minoria impor seus valores. Isso é parte de uma batalha espiritual. Se vamos sobreviver como nação, precisamos de uma ressurreição espiritual”, assegura Lane.

Para o pastor, mais cristãos deveriam mostrar interesse pela política. “Temos a responsabilidade cristã de envolver as pessoas e pedir votos”, enfatiza.

Com o nome de Projeto Renovação, Lane planeja reunir milhares de pastores em 23 de janeiro, numa conferência em Baton Rouge, Louisiana, para debater o assunto. “Temos milhões de cristãos evangélicos nessa nação, vamos trazê-los para a esfera pública. Os cristãos precisam se envolver com a sociedade. É isso que estamos chamados a fazer”, finaliza.

Após as eleições de 4 de novembro, os EUA estão vendo os conservadores recuperar espaço no Congresso e nos Estados. A corrida presidencial de 2016 pode ter candidatos declaradamente evangélicos, como é costume. O governo Obama vem perdendo popularidade e sendo muito criticado por suas posições consideradas demasiadamente liberais, como a legalização do casamento gay.

Fonte - Gospel Prime

O Papa em Estrasburgo: um líder católico que fala à cidadania europeia

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco partiu às 8h da manhã (5h de Brasília) desta terça-feira, do aeroporto romano de Fiumicino, em direção a Estrasburgo, onde visitou o Parlamento Europeu e o Conselho da Europa.

O Pontífice, que viajou acompanhado de uma pequena delegação, da qual fez parte o Secretário de Estado Vaticano, Pietro Parolin, chegou ao aeroporto da cidade francesa duas horas depois, por volta das 10h locais.

Depois de cumprir o protocolo no aeroporto, saudando as autoridades eclesiásticas e políticas europeias, o Papa se dirigiu à sede do Parlamento, onde foi acolhido oficialmente pelo Presidente, o eurodeputado alemão. Foram executados os hinos, feita a foto oficial e apresentadas as delegações. Francisco também saudou um grupo de cerca de mil funcionários com suas famílias, no saguão do edifício. Na sequência, houve a tradicional troca de presentes e a audiência particular com o Presidente. No caminho para a sala principal, o Papa teve um rápido encontro com uma senhora idosa, Helma Schmidt, que o hospedou na cidade de Boppard em 1986, quando o jovem Bergoglio estudou durante dois meses na Alemanha.

Por volta das 10h20, Martin Schultz foi o primeiro a discursar, saudando a visita do Papa Francisco e agradecendo a sua presença nesta ocasião.

Trata-se de uma viagem insólita por sua brevidade – a mais curta das internacionais jamais feitas por um Papa – e por não ter caráter religioso. O Papa falará às representações democráticas da cidadania do Velho Continente.

Além disso, precede de apenas três dias o seu sucessivo compromisso internacional: a viagem que o levará à Turquia de 28 a 30 de novembro. O retorno a Roma está previsto para as 15h50 de Roma (12h50 de Brasília).

É praxe que o Pontífice ao deixar a Itália faça uma saudação ao Chefe de Estado, e atendendo à tradição, Francisco enviou um telegrama ao Presidente Giorgio Napolitano.

“No momento em que deixo Roma para visitar o Parlamento Europeu e o Conselho da Europa, dirijo ao Senhor, Presidente, a minha respeitosa saudação, que acompanho com fervorosos auspícios de bem-estar espiritual, civil e social do povo italiano, a quem envio com gosto a minha bênção”, diz a mensagem do Papa.

Como informa a Santa Sé, esta ‘visita apostólica’ não é à França, mas às instituições europeias que têm sede em Estrasburgo. Entre o Vaticano e a União Europeia existe sintonia: “Existem muitos pontos em comum. Antes de tudo, porque a Igreja Católica sempre foi favorável ao processo de integração europeia, desde o início. E existem temas que interessam e preocupam as duas partes, como a pobreza, a crise econômica e a imigração”.


Nota DDP: Veja também "Presidente do Parlamento Europeu: "A Europa espera pela orientação do papa."".

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Pr. Walter Veith no Brasil

domingo, 23 de novembro de 2014

Terremoto no Japão deixa pelo menos 39 feridos

Pelo menos 39 pessoas ficaram feridas, cinco delas em estado grave, por causa do terremoto de magnitude 6,7 que atingiu a cidade de Nagano (centro do Japão) e provocou a queda de uma dezena de casas, informou neste domingo a imprensa local.

O terremoto, posteriormente rebaixado pela Agência Meteorológica do Japão de 6,8 para 6,7 graus, aconteceu às 22h08 (horário local, 12h08 em Brasília) do sábado com epicentro em Hakuba, ao norte da cidade e a cerca de 200 quilômetros a noroeste de Tóquio.

O epicentro foi situado a dez quilômetros de profundidade. O terremoto foi seguido por duas réplicas de mais de magnitude 4 e de 30 tremores menores.

Os 39 feridos se dividem principalmente entre as três localidades mais afetadas, que são, além de Hakuba, Omachi, a 20 quilômetros da primeira, e a cidade de Nagano.

A polícia, bombeiros e um contingente das Forças de Autodefesa (Exército) ainda averiguam o alcance dos danos provocados pelo tremor.

Cerca de 1.600 casas na região permaneciam também sem luz, segundo a emissora "NHK".

Fonte - UOL

Banco Mundial: fenômenos extremos serão "nova normalidade"

BM assinala que, dada a tendência atual, se prevê um aumento da temperatura global de 1,5 graus centígrados sobre os níveis pré-industriais para 2050

impactos de fenômenos meteorológicos "extremos", como ondas de calor e inundações, consequência do aquecimento global, já podem ser considerados "inevitáveis" e se transformar na "nova normalidade", indicou neste domingo um novo estudo do Banco Mundial (BM).

De acordo com o relatório "Baixemos a temperatura: Como fazer frente à nova realidade climática", as mudanças climáticas drásticas e os fenômenos extremos já afetam pessoas de todo o mundo, prejudicam os cultivos e as áreas litorâneas e põem em risco a segurança hídrica.

O BM assinala que, dada a tendência atual, se prevê um aumento da temperatura global de 1,5 graus centígrados sobre os níveis pré-industriais para 2050.

"O relatório de hoje confirma o que os cientistas vinham dizendo, isto é, que as emissões do passado marcaram uma tendência inevitável rumo ao aquecimento global nas próximas duas décadas, o que afetará em maior medida às pessoas mais pobres e vulneráveis do mundo", declarou Jim Yong Kim, presidente do BM em uma nota de imprensa.

Kim ressaltou que alguns destes indicadores já são reais. "Já os estamos observando: as temperaturas que superam os registros históricos são cada vez mais frequentes, a intensidade das chuvas aumentou em alguns lugares e as zonas propensas à seca, como o Mediterrâneo, se tornaram mais secas", exemplificou.

O relatório desenha um panorama extremamente complexo para as próximas décadas, com especiais efeitos adversos na produtividade agrícola, no regime hidrológico e na biodiversidade. Como exemplo, o documento cita o caso do Brasil, onde, com um aquecimento de 2°C, as colheitas poderiam reduzir-se até 70% no caso da soja e até 50% no do milho para o ano 2050. Além disso, adverte que o degelo das geleiras constituirá um risco para as cidades andinas.

Como se não bastasse, o organismo previu que o aumento nas migrações e nas pressões sobre os recursos relacionados com o clima também poderiam aumentar o risco de conflitos.

"No relatório fica extremamente claro que não podemos seguir o caminho atual de emissões não controladas e em aumento. Os líderes devem intensificar os esforços e adotar as decisões necessárias sobre como devemos conduzir nossas economias para conseguir um crescimento ecológico", afirmou Rachel Kyte, vice-presidente do organismo e enviada especial para a mudança climática.

O alerta do BM é divulgado uma semana antes da realização em Lima, no Peru, da 20ª Conferência das Partes (COP) sobre Mudança Climática da ONU.

Fonte - Terra

sábado, 22 de novembro de 2014

Comunidades "caluniadoras" não ajudam na evangelização


"Papa Francisco disse que as divisões entre os cristãos são um escândalo para a evangelização, e encorajou os membros da Igreja a irem além das opiniões pessoais e encontrarem valor no que os outros oferecem."


Nota DDP: Em outras palavras, aqueles que não se alinharem ao ecumenismo em marcha, principalmente os que insistirem em diretamente denunciar as práticas com que não concordam nos demais segmentos cristãos, o que o papa chama de "opiniões pessoais", serão nominados como "caluniadores", que não ajudam na evangelização. Dessa nominação inicial para 'crime de ódio', é uma questão de tempo...

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

EUA: Pastores fazem campanha para impedir casamento gay

Católicos e evangélicos se unem em causa comum

O casamento gay tem sido o grande embate na sociedade americana desde que 30 dos 50 estados norte-americanos optaram pela legalização nos últimos meses. O caso chegou até a Suprema Corte, que acabou rejeitando as apelações dos estados que ainda buscavam proibir as uniões entre pessoas do mesmo sexo.

Vários grupos evangélicos fizeram protestos, mas com pouco efeito prático. A opção de muitos pastores foi ceder, afinal nos EUA a maioria dos sacerdotes também atua como juiz de paz. Um movimento acabou incentivando juízes que são evangélicos a pedirem demissão, recusando-se a cumprir as novas leis.

Este mês, os pastores Christopher Seitz e Efraim Radner lançaram a campanha “The Marriage Pledge” [O compromisso de Casamento]. Eles explicaram suas motivações no jornal religioso conservador First Things.

“Como ministros cristãos, devemos dar um testemunho claro. Este é um momento perigoso. Divórcio e coabitação enfraqueceram a instituição do casamento. Temos sido muito complacentes em nossas respostas a essas tendências. Agora, o casamento está sendo fundamentalmente redefinido, e estamos sendo testados novamente. Se não formos capazes de tomar medidas claras, corremos o risco de falsificar a Palavra de Deus”, diz o texto.

Os pastores desejam que o maior número possível de pastores que atua como juiz de paz assine um compromisso que não irão realizar cerimonias de casamento civil de homossexuais.

“Não vamos mais assinar certidões de casamento fornecidas pelo governo… Realizaremos apenas aqueles casamentos que estiveram de acordo com os princípios vividos desde o início da vida da Igreja”. Essa atitude poderá ser enquadrada como desobediência civil e gerar diferentes consequências, por que, a priori, o juiz de paz deve seguir as leis do Estado.

Curiosamente, a organização responsável pela publicação do First Things reúne colaboradores e funcionários católicos e evangélicos. Este ano já organizou um simpósio sobre a relação entre casamento religioso e o Estado, debatendo com católicos, ortodoxos, judeus e vários protestantes o tema: “Igrejas, sinagogas e mesquitas devem deixar de realizar casamentos civis?”
O pastor Radner que também é professor de teologia histórica no Seminário Wycliffe College, argumenta que existe uma tentativa do governo em “redefinir” a palavra casamento, que consequentemente mudará o conceito daqui para a frente. Ele pede que a Igreja não permita que isso aconteça.

Até agora Seitz e Radner já receberam apoio de diferentes pastores presbiterianos, metodistas, luteranos, batistas, além de não denominacionais. Alguns bispos e padres católicos também assinaram o documento.

Embora a legislação no Brasil seja diferente, já existem casos de juízes de paz que estão se negando a realizar as cerimonia civis de casamento gay.

Fonte - Gospel Prime

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Papa alerta para autodestruição do planeta

Francisco prepara encíclica para 2015

O papa Francisco declarou nesta quinta-feira em um discurso na FAO que teme que o planeta se autodestrua pela superexploração dos recursos naturais, lembrando aos Estados sobre seus deveres para com quem tem fome. “Precisamos mais uma vez proteger a Terra para impedir sua autodestruição”, afirmou o papa diante dos ministros reunidos na sede da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), por ocasião de uma conferência internacional sobre nutrição. “Enquanto falamos de novos direitos, os famintos continuam nas esquinas pedindo para serem incluídos na sociedade e terem o pão de cada dia. Essa é a dignidade que eles pedem e não esmolas”, acrescentou o papa, que faz sua primeira visita à FAO, que tem sua sede em Roma. “As pessoas que não têm o pão de cada dia são obrigadas a lutar para sobreviver, a ponto de não mais se preocupar com a vida social ou com as relações familiares”, observou, referindo-se à dissolução dos laços sociais resultantes da fome.

A Igreja Católica, segundo ele, espera “ajudar a adotar critérios capazes de desenvolver um sistema global justo”, que, “no plano jurídico, devem priorizar a alimentação e ao direito à vida, o direito a uma existência digna, o direito à proteção jurídica [...], mas também a obrigação moral de compartilhar a riqueza”. [...]

Francisco também enfatizou a gravidade da situação do meio ambiente, por falta de uma exploração adequada e equilibrada dos recursos naturais. “Deus perdoa sempre, os homens às vezes, mas a natureza nunca perdoa”, disse ele, enquanto prepara para o próximo ano uma encíclica sobre a proteção do meio ambiente e respeito pela natureza. [...]

(MSN Notícias) - Via @Criacionismo

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Diálogo Inter-religioso: Oração pela paz em Lisboa reuniu cristãos, judeus e muçulmanos

Iniciativa pela paz replicou gesto do Papa Francisco no Vaticano

Lisboa, 20 nov 2014 (Ecclesia) – A Lugar-Tenência de Portugal da Ordem de Cavalaria do Santo Sepulcro de Jerusalém reuniu esta quarta-feira, no Mosteiro dos Jerónimos, cristãos, católicos e ortodoxos gregos, a comunidade islâmica e a israelita numa oração pela paz.

Secundando o que o Papa fez, nós não podíamos ficar de fora de algo que nos deve empenhar a todos porque há efetivamente a parte a política e infelizmente de vez em quando a parte militar e de conflito”, explicou o patriarca de Lisboa.

À Agência ECCLESIA, D. Manuel Clemente disse que a sociedade deve manter “este problema” em agenda para que o “abalo” dos “acontecimentos atrozes” não seja momentâneo e esquecido pelo seguinte.

Temos uma tendência muito forte para esquecermos e deixarmos as coisas na poeira da memória. Não podem, têm de ser tomadas constantemente. Não sabemos como mas sabemos com quem, com Deus e com os outros”, acrescentou o patriarca, que é também grão-prior da Lugar-Tenência de Portugal.

Já para o representante da comunidade islâmica “nunca é demais” fazer uma oração pela paz, “mais concretamente pelo Médio Oriente” porque este conflito é uma “ferida e muitas delas são políticas, sociais, económicas”.

Duvido muito que exista uma ferida religiosa mas as três religiões estão presentes para dizer que caso haja estamos aqui para remover, sarar, curar esta ferida”, revelou o xeque David Munir.

O responsável religioso da mesquita de Lisboa disse que a sociedade e os portugueses podem fazer mais por esta região, em concreto, “desmistificar aquilo que é dito pelas religiões”, depois conhecer melhor cada uma e “cada cultura” para haver “boa convivência”.

Por sua vez, e em representação do judaísmo, o presidente da Comunidade Israelita de Lisboa assinalou que “todas” as iniciativas de diálogo inter-religioso são “fundamentais” porque o Próximo Oriente é uma questão “religiosa e não somente política”.

José Oulman Carp alerta que conhecer a religião do outro é um passo para a paz, “que é certamente possível”, e explica que “existe uma grande dose de ignorância” das duas partes: “A educação será um grande contributo para essa paz.”

Para o lugar-tenente de Portugal, da Ordem de Cavalaria do Santo Sepulcro de Jerusalém, replicar o gesto do Papa, de junho de 2014, reunindo as três religiões no Vaticano para um momento de oração, pretende chamar a atenção para que as pessoas “não fiquem indiferentes ao drama que se passa no Médio Oriente”.

“A dramática situação que se está a viver requerem a atenção e oração de todas as pessoas de boa vontade”, acrescentou Gonçalo Figueiredo Barros, no Mosteiro dos Jerónimos.

O comissário da Terra Santa em Portugal também esteve presente e destacou que a “paz é possível” quando os homens “quiserem deixar de sofrer” e frisou que atualizar o gesto do Papa “é uma iniciativa de louvar”.

Para o frei Miguel de Castro Loureiro a sociedade e, “sobretudo, nos meios jornalísticos” dá-se muito a notícia “pela negativa” e alerta que é necessário olhar “mais para as coisas boas” que acontecem nesses países do Médio Oriente.

Fonte - Ecclesia

Após 'trégua', 1 mil já morreram por conflito na Ucrânia, diz ONU

Uma média de 13 pessoas foi morta diariamente no leste da Ucrânia desde que passou a vigorar o cessar-fogo firmado no início de setembro, afirmou nesta quinta-feira o Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos (EACDH).

Segundo a ONU, 957 pessoas morreram em meio à escalada de violência dos dois lados do conflito, que opõe o governo ucraniano a rebeldes separatistas pró-Rússia.

Um novo relatório da EACDH evidencia o "colapso total da lei e da ordem" nas cidades de Donetsk e Luhansk, controladas pelos insurgentes.

O informe também destaca as acusações de abusos supostamente praticados por forças do governo.

Desde o início do confronto, a Rússia vem sendo repetidamente acusada de incentivar a violência ao fornecer armas aos rebeldes – alegação negada por Moscou.

O primeiro-ministro ucraniano, Arseny Yatseniuk, acusou a Rússia nesta quinta-feira de buscar "deliberadamente uma guerra de larga escala".

Segundo afirmou Yatseniuk a jornalistas, as ações do presidente da Rússia, Vladimir Putin, "são uma ameaça a todo mundo, à ordem global, à paz global".

Em outro desdobramento do conflito, Dalia Grybauskaite, presidente da Lituânia, país que integra a Otan e é membro da União Europeia, descreveu a Rússia como "um Estado terrorista" em entrevista a uma rádio.

Enquanto isso, Putin afirmou durante um encontro em Moscou que a "onda das chamadas revoluções coloridas" (levantes populares na Ucrânia, Geórgia e Quirguistão" vem provocando "consequências trágicas".

"Para nós é uma lição e um alerta", disse Putin em reunião no Conselho de Segurança da Rússia. "Devemos fazer tudo que é necessário para que nada parecido jamais aconteça na Rússia".

'Colapso total'

O conflito entre o governo ucraniano e rebeldes separatistas pró-Rússia teve início no leste da Ucrânia em abril deste ano, quando Kiev lançou uma operação para retomar o controle de áreas dominadas pelos insurgentes, após a anexação da península da Crimeia por Moscou.

Desde que o confronto começou, cerca de 900 mil pessoas já abandonaram suas casas. Desse total, 400 mil fugiram para a Rússia, informou o relatório da ONU, que cobre o período até o último dia 31 de outubro.

Os novos dados sobre as mortes em decorrência do conflito, contidos em um comunicado de imprensa de 18 de novembro, registram que outras 9.921 pessoas ficaram feridas no conflito.

Das 957 pessoas mortas desde o cessar-fogo, 119 eram mulheres, acrescenta a ONU. No total, pelo menos 4.317 pessoas foram mortas desde o conflito eclodiu em abril.

No relatório divulgado nesta quinta-feira, a ONU descreve a situação no leste da Ucrânia como "um colapso total da lei e da ordem, e uma falta de proteção de direitos humanos para a população" especialmente nas regiões de Donetsk e Luhansk.

O informe assinala que "casos de abusos de direitos humanos por grupos armados continuam a ser registrados, incluindo tortura, arbitrariedade e detenção incomunicável, execuções sumárias, trabalho forçado, violência sexual e destruição e apropriação ilegal de propriedade."

Tais abusos, segundo a ONU, "podem ser considerados crimes contra a humanidade".

Para as Nações Unidas, os direitos humanos estão sendo diretamente afetados, pela grande quantidade de armas e de rebeldes que incluem "funcionários da Federação Russa".

Forças do governo da Ucrânia e milícias que lutam voluntariamente contra os rebeldes também vêm sendo acusadas por abusos dos direitos humanos tais como detenção ilegal, tortura e maus-tratos, diz o relatório.

A ONU também pede uma investigação completa do uso de bombas de fragmentação no conflito. O governo da Ucrânia foi acusado pela ONG Human Rights Watch no mês passado por usar armas em áreas residenciais, uma alegação que Kiev nega.

Sob fogo

Como parte da trégua firmada na capital bielorrussa, Minsk, monitores do órgão de segurança da Europa, OSCE (Organização para a Segurança e Cooperação na Europa, na sigla em inglês), inspecionaram as áreas no leste da Ucrânia que fazem fronteira com a Rússia.

Eles reclamaram que foram recebidos a tiros na quarta-feira por soldados uniformizados operando nos territórios controlados pelo governo.

Dois tiros foram disparados contra o comboio da OSCE perto de Mariinka, a 15 km a oeste da Donetsk, de uma distância de cerca de 80 metros, afirmou o órgão, mas ninguém se feriu.

Uma porta-voz da OSCE se recusou a especular se soldados do governo ucraniano estariam envolvidos na ação.

Raio-X do conflito na Ucrânia

4,317 mortos desde abril, 957 deles desde a trégua de 5 de setembro, e 9.921 feridos.

466,829 desabrigados dentro da Ucrânia

454,339 refugiados morando no exterior, 387,355 deles na Rússia

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