terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

A moeda certa (1TL6)

Todos nós carregamos uma contabilidade interior. Avaliamos ganhos, perdas, conquistas e fracassos segundo uma escala de valores que, muitas vezes, nunca foi conscientemente escolhida. Paulo percebeu, tarde, que sua balança estava calibrada pelo padrão errado. Aquilo que antes parecia lucro espiritual revelou-se prejuízo, não por ser mau em si, mas por ocupar o lugar que só Cristo deveria ocupar.

A conversão de Paulo não foi apenas moral ou comportamental. Foi uma troca de moeda. Ele abandonou critérios humanos de valor e passou a enxergar a vida à luz do Céu. O encontro com Cristo corrigiu sua visão. A cegueira física no caminho de Damasco expôs uma cegueira mais profunda: confiar em valores que impressionam na Terra, mas nada pesam na eternidade.

Jesus expressa esse princípio com clareza ao curar o cego de nascença. Alguns passam a ver porque reconhecem sua necessidade. Outros se tornam cegos justamente por acreditarem enxergar. O perigo espiritual não está na ignorância, mas na autossuficiência. Quando achamos que vemos o suficiente, deixamos de buscar a luz.

Os valores deste mundo competem silenciosamente com os valores do Céu. Afetos se deslocam, prioridades se confundem, e o que é passageiro passa a governar decisões eternas. Cristo veio justamente para reorientar essa contabilidade, desviando o coração da vaidade para aquilo que tem peso eterno.

Hoje, enfrente o dia com essa pergunta silenciosa: que moeda tem guiado suas escolhas? Tudo o que não carrega a imagem de Cristo pode parecer ganho agora, mas não sustentará a vida quando a eternidade começar.

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