A conversão de Paulo não foi apenas moral ou comportamental. Foi uma troca de moeda. Ele abandonou critérios humanos de valor e passou a enxergar a vida à luz do Céu. O encontro com Cristo corrigiu sua visão. A cegueira física no caminho de Damasco expôs uma cegueira mais profunda: confiar em valores que impressionam na Terra, mas nada pesam na eternidade.
Jesus expressa esse princípio com clareza ao curar o cego de nascença. Alguns passam a ver porque reconhecem sua necessidade. Outros se tornam cegos justamente por acreditarem enxergar. O perigo espiritual não está na ignorância, mas na autossuficiência. Quando achamos que vemos o suficiente, deixamos de buscar a luz.
Os valores deste mundo competem silenciosamente com os valores do Céu. Afetos se deslocam, prioridades se confundem, e o que é passageiro passa a governar decisões eternas. Cristo veio justamente para reorientar essa contabilidade, desviando o coração da vaidade para aquilo que tem peso eterno.
Hoje, enfrente o dia com essa pergunta silenciosa: que moeda tem guiado suas escolhas? Tudo o que não carrega a imagem de Cristo pode parecer ganho agora, mas não sustentará a vida quando a eternidade começar.
