Do ponto de vista científico, terremotos fazem parte da dinâmica natural da Terra. Placas tectônicas se movem, tensões se acumulam e, eventualmente, são liberadas. Nada disso é novo. O que se observa, porém, é um padrão de maior frequência de eventos significativos, muitos deles ultrapassando a marca de 5 graus, suficiente para causar danos estruturais, gerar medo coletivo e, em alguns casos, perdas humanas.
2 de janeiro de 2026 — Guerrero, México — Magnitude 6,5; epicentro perto de San Marcos, estado de Guerrero. Houve relatos de tremores sentidos na região e danos moderados.
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5 de janeiro de 2026 — Mar de Okhotsk (Rússia) — Magnitude 5,2; tremor registrado no Oceano Pacífico, a leste de Yuzhno-Sakhalinsk.
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6 de janeiro de 2026 — Japão (Shimane/Matsue region) — Magnitude 5,7; registrado com feridos e danos leves a moderados em diferentes prefeituras.
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7 de janeiro de 2026 — Offshore de Davao (Filipinas) — Magnitude 6,4; sismo submarino associado a sequências regionais de tremores.
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8 de janeiro de 2026 — Norte do Peru — Magnitude 5,5; forte tremor com impacto local e alerta para questões sísmicas na região.
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20 de janeiro de 2026 — Salina Cruz/Oaxaca, México — Magnitude 5,0; tremor sentido em áreas costeiras, parte de sequência sísmica local.
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19 de janeiro de 2026 — Gilgit-Baltistan (Paquistão) — Magnitude 5,6; sismo que causou mortes e feridos, sentido em várias regiões adjacentes.
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24 de janeiro de 2026 — Oceano ao sul das Ilhas Fiji — Magnitude 5,0; terremoto profundo no Pacífico Sul, sem relatos imediatos de danos.
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26 de janeiro de 2026 — China (Gansu/Gannan) — Magnitude 5,5; tremor que causou rachaduras e danos leves a estruturas.
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27 de janeiro de 2026 — Trenggalek (Indonésia) — Magnitude 5,7; sismo que causou danos leves e alguns feridos em Java Oriental.
Não se trata apenas de um grande terremoto isolado, mas de uma sucessão de abalos moderados a fortes, em intervalos cada vez mais curtos. A terra não apenas treme — ela treme repetidamente, em múltiplos lugares, quase sem dar tempo para que a memória do último evento se dissipe antes do próximo.
É justamente esse aspecto que merece reflexão.
Frequência e intensidade: o critério profético
Ao falar dos sinais que antecederiam o fim, Jesus não apontou apenas para a existência de terremotos, mas para o conjunto e a progressão dos sinais. Ele declarou:
“E haverá fomes, pestes e terremotos, em vários lugares.”
📖 Lucas 21:11
A expressão “em vários lugares” não é acidental. Ela indica dispersão geográfica, repetição e simultaneidade. A profecia não descreve um único evento catastrófico que encerraria a história, mas um processo que se intensifica com o tempo.
O mesmo princípio aparece quando Jesus compara esses acontecimentos às dores de parto:
“Tudo isso, porém, é o princípio das dores.”
📖 Mateus 24:8
Dores de parto não são definidas apenas pela dor em si, mas por dois fatores claros: frequência crescente e intensidade progressiva. No início, são espaçadas; depois, tornam-se mais próximas e mais fortes, até que o nascimento seja inevitável.
Aplicado ao cenário atual, esse princípio ajuda a compreender por que terremotos acima de 5 pontos, quando observados em conjunto e repetição, assumem um significado maior do que quando analisados isoladamente.
A criação em agonia
O apóstolo Paulo amplia essa leitura ao afirmar que os sinais não se restringem à sociedade humana, mas alcançam a própria natureza:
“Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora.”
📖 Romanos 8:22
Terremotos, assim como outros eventos extremos, tornam-se lembranças constantes de que o mundo não está em equilíbrio pleno. A criação reage, sofre, geme — não como um acaso sem sentido, mas como consequência de um mundo marcado pela ruptura entre o Criador e Suas criaturas.
Sob a cosmovisão profética bíblica, esses fenômenos não são anúncios de datas nem convites ao pânico. São sinais pedagógicos, chamando a atenção para a fragilidade das estruturas humanas e para a ilusão de controle absoluto.
Discernimento, não medo
A profecia não foi dada para gerar terror, mas discernimento. Jesus advertiu que Seus seguidores não deveriam viver dominados pelo medo, mas atentos:
“Quando, porém, começarem a acontecer estas coisas, olhai para cima e levantai a vossa cabeça, porque a vossa redenção se aproxima.”
📖 Lucas 21:28
Cada novo terremoto acima de 5 pontos não deve ser visto isoladamente como “o fim”, mas como mais um marcador dentro de um cenário maior, coerente com aquilo que a Escritura descreveu séculos antes.
O mundo observa os tremores com preocupação. A Bíblia convida o leitor a observá-los com sobriedade espiritual. A terra treme. A história avança. E a profecia, silenciosamente, continua a se cumprir.
Quem tem ouvidos, ouça.
