terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Alegria que Guarda o Coração (1TL7)

Paulo escreve sobre alegria enquanto vive cercado por limites. Não se trata de entusiasmo circunstancial, mas de uma alegria ancorada “no Senhor”. Ela nasce quando a fé deixa de negociar com o medo. Por isso, o apóstolo não ignora a ansiedade humana; ele a enfrenta, indicando um caminho concreto: levar tudo a Deus em oração, súplica e gratidão. A alegria cristã não surge da ausência de problemas, mas da certeza de que nenhum deles governa a história.

A paz de Deus não é resultado de explicações racionais nem de previsões otimistas. Ela vem da confiança de que o cuidado divino antecede a resposta visível. Orar com ações de graças é um ato de fé madura: agradece-se não porque tudo já mudou, mas porque tudo já foi entregue. Quando o coração aprende a descansar nessa entrega, a ansiedade perde o domínio. O que antes oprimia a mente passa a ser guardado pela paz.

Essa paz não se confunde com tranquilidade emocional passageira. Ela nasce da reconciliação com Deus, do dom da vida eterna e da certeza de que o futuro está seguro em Cristo. Por isso, excede o entendimento humano. Não depende do cenário externo, nem da lógica imediata. É uma presença silenciosa que sustenta o interior mesmo quando o mundo ao redor se agita.

Hoje, escolha alegrar-se no Senhor. Não como negação da realidade, mas como ato consciente de confiança. Entregue o que pesa, agradeça antes de ver e permita que a paz que vem do Céu guarde seu coração enquanto você atravessa o dia.

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