No grande conflito que atravessa a história, nada escapa à soberania divina. O plano da salvação não nasceu na urgência do pecado; foi estabelecido antes da fundação do mundo. Cada etapa, cada chamado, cada responsabilidade confiada aos servos de Deus faz parte dessa administração perfeita. Paulo entendeu que sua vida não era o centro da história, mas um fragmento de algo eterno. Por isso podia se alegrar nas tribulações: elas não eram inúteis, eram cooperadoras da glória futura.
Hoje também podemos confundir limitações com abandono. Portas fechadas, atrasos, restrições inesperadas parecem negar o avanço do evangelho. Mas a Palavra não está algemada. Deus continua organizando Sua obra, inclusive através das nossas provações. O que é prisão para nós pode ser estratégia para o céu.
Que eu aceite minha parte no plano eterno, mesmo quando ela vier envolta em silêncio e aparente limitação.
