terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Preso, mas dentro do plano (1TL9)

Há sofrimentos que parecem interrupções, mas são parte do plano. Paulo estava limitado por paredes, mas não por propósito. O cárcere não significava fracasso; era cenário da fidelidade de Deus. Aquilo que parecia perda — não poder viajar, pregar livremente, circular entre as igrejas — tornou-se instrumento para que a Palavra alcançasse gerações. O sofrimento não anulou a missão; refinou-a.

No grande conflito que atravessa a história, nada escapa à soberania divina. O plano da salvação não nasceu na urgência do pecado; foi estabelecido antes da fundação do mundo. Cada etapa, cada chamado, cada responsabilidade confiada aos servos de Deus faz parte dessa administração perfeita. Paulo entendeu que sua vida não era o centro da história, mas um fragmento de algo eterno. Por isso podia se alegrar nas tribulações: elas não eram inúteis, eram cooperadoras da glória futura.

Hoje também podemos confundir limitações com abandono. Portas fechadas, atrasos, restrições inesperadas parecem negar o avanço do evangelho. Mas a Palavra não está algemada. Deus continua organizando Sua obra, inclusive através das nossas provações. O que é prisão para nós pode ser estratégia para o céu.

Que eu aceite minha parte no plano eterno, mesmo quando ela vier envolta em silêncio e aparente limitação.

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