quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Aprender a Bastar (1TL7)

Paulo não descobriu o contentamento em dias fáceis, mas entre faltas e excessos. Ele aprendeu que a alegria não depende da medida das circunstâncias, e sim da fonte que sustenta a vida. Tanto a necessidade quanto a abundância revelam a mesma verdade: nada aqui é definitivo. O ser humano chega sem possuir e parte sem levar. Quando essa realidade é aceita, o coração deixa de negociar segurança com o mundo.

O segredo não é possuir tudo, mas pertencer Àquele que supre o necessário. Por isso, o apóstolo não fala de resignação passiva, e sim de confiança ativa. Deus conhece o que precisamos antes mesmo de pedirmos, mas deseja que levemos a Ele nossas ansiedades. O pedido alinha o coração; a dependência cura a inquietação. A força prometida não é para qualquer desejo, mas para viver de acordo com a vontade divina, mesmo quando ela nos conduz por caminhos estreitos.

Há orações que sempre encontram eco: perdão sincero, sabedoria, amor pelos difíceis, coragem para permanecer fiel. Nelas, o contentamento nasce, porque a vida deixa de girar em torno do que falta e passa a repousar no que foi prometido.

Hoje, caminhe com sobriedade. Nem a escassez é abandono, nem a abundância é garantia. Aprenda a bastar-se em Cristo — e você descobrirá que a verdadeira suficiência não depende do que tem, mas de Quem sustenta.

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