A fé que salva também sustenta. Não começa apenas no momento da decisão; continua no caminho. Permanecer “alicerçados e firmes” não é expressão de rigidez humana, mas de dependência contínua. A base não é nossa força, é Cristo. O alicerce não está nas emoções do dia, mas na Palavra que não muda. Quando Paulo fala em permanecer, ele fala de perseverança real, consciente, diária — não de um impulso passageiro.
O risco nunca esteve apenas em rejeitar abertamente o evangelho, mas em substituí-lo silenciosamente por soluções humanas. É possível iniciar na graça e, aos poucos, confiar na própria disciplina, no próprio conhecimento ou na própria estabilidade. A fé que não permanece começa a negociar com a esperança, e a esperança deslocada se torna vulnerável às pressões do mundo. No grande conflito que atravessa a história, o inimigo não precisa destruir de uma vez; basta desviar pouco a pouco.
Hoje, permanecer será uma escolha. Escolher confiar quando o cenário não confirma. Escolher obedecer quando a vontade resiste. Escolher voltar ao fundamento quando a mente sugere atalhos. A salvação não é uma memória do passado, mas uma caminhada sustentada pela mesma cruz que nos reconciliou.
Que eu não apenas tenha começado bem, mas permaneça firme até o fim deste dia.
