sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

O Reino Que Se Parte (1RE12)

Há dias em que decisões pequenas carregam consequências eternas. O coração quer descanso, mas a vida exige resposta. Entre ouvir e reagir, entre ceder e endurecer, a alma escolhe o rumo do próprio caminho. Nem sempre percebemos: muitas quedas começam não em atos públicos, mas em conselhos aceitos sem oração.

O novo rei recebeu duas vozes. Os anciãos falaram de serviço, mansidão e cuidado com o povo. Os jovens falaram de força, imposição e poder. A escolha revelou o espírito do trono. O reino não se dividiu primeiro pelas tribos, mas pelo coração do governante. Quando a autoridade abandona o princípio do cuidado, o povo deixa de reconhecer a mão de Deus nela.

A ruptura de Israel não foi apenas política; foi espiritual. O afastamento da obediência produz inevitavelmente separação. Para manter controle, levantaram-se altares substitutos, símbolos visíveis para compensar a perda invisível da presença divina. Sempre que o homem tenta proteger sua posição afastando-se da verdade, precisa criar uma religião que o justifique. Mas o culto fabricado não preserva o povo — apenas disfarça a rebelião.

Hoje a mesma escolha permanece. Ouvir a voz que preserva a vida ou a voz que alimenta o orgulho. Governamos algo todos os dias: palavras, reações, decisões, família, trabalho, pensamentos. A dureza pode parecer firmeza, mas frequentemente é apenas medo de perder domínio. O serviço, por outro lado, revela confiança no governo de Deus. Quem aprende a servir permanece unido ao Reino; quem insiste em controlar começa a dividi-lo dentro de si.

Senhor, guarda meu coração de escolher força quando o Teu caminho é mansidão. Livra-me de erguer altares para sustentar minha própria vontade. Ensina-me a governar primeiro a mim mesmo sob a Tua autoridade.

Prisioneiro em Cristo — Reflexões do Cárcere

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