sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Quem Está na Cruz (1TL8)

Há quem admire Jesus apenas como mestre, exemplo ou inspiração. Mas Suas próprias palavras não permitem neutralidade. Ele não Se apresentou como guia entre muitos, e sim como o próprio caminho. A cruz, portanto, não é apenas o sofrimento de um justo; é a revelação do próprio Deus assumindo a consequência do pecado. Se Cristo fosse apenas criatura, Sua morte poderia emocionar, mas não salvar. A redenção exige mais do que bondade — exige autoridade sobre a vida.

O valor do sacrifício está ligado à identidade de quem Se entrega. Somente Aquele que possui vida em Si mesmo pode devolvê-la à humanidade. Na cruz, o Criador entra na história do ser criado para restaurá-lo sem violar sua liberdade. Ali, o universo inteiro contempla o caráter divino exposto: justiça que não ignora o mal e amor que não abandona o pecador. O silêncio do céu naquele momento não indica ausência, mas a profundidade do custo assumido.

Por isso, a separação experimentada por Cristo não foi ruptura eterna, e sim a experiência real da distância que o pecado produz. Ele suportou o que não era Seu, para que o ser humano não precisasse suportar sozinho. O Pai não deixou de amar o Filho; o Filho não deixou de confiar no Pai. Porém, naquele instante, a escuridão humana foi plenamente carregada.

Hoje, aproxime-se da cruz não como espectador, mas como alguém envolvido nela. Ali você entende quem Deus é — e por que sua esperança não depende mais da própria força, mas do Deus que decidiu permanecer.

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