sábado, 21 de fevereiro de 2026

Quando Deus nos chama de volta (1TL9)

A reconciliação não começou no coração humano, mas no coração de Deus. Antes que alguém pedisse perdão, Ele já havia preparado o caminho. A cruz não foi resposta ao nosso arrependimento; foi a causa dele. Aquele que não conheceu pecado tomou o lugar do pecador para que o pecador pudesse ocupar novamente o lugar de filho. Assim, o universo inteiro recebe a notícia de que Deus não desistiu de Sua criação — e cada pessoa recebe a notícia de que não está abandonada à própria história.

Mas essa verdade não permanece apenas nas alturas da teologia; ela desce às decisões comuns do dia. O pecado continua oferecendo caminhos que parecem direitos, enquanto afastam silenciosamente da vida. A reconciliação, porém, não é um conceito distante: é a presença de Cristo dentro da consciência, corrigindo rumos, quebrando resistências e restaurando confiança onde antes havia culpa. Sempre que a vontade se rende à Palavra, a cruz deixa de ser símbolo e se torna experiência.

Hoje o céu não espera perfeição prévia para agir; espera consentimento. A justiça que Deus oferece não é recompensa para quem conseguiu, mas vestes para quem voltou. Caminhe neste dia sem negociar com a culpa nem confiar em si mesmo, mas aceitando a paz que foi comprada antes mesmo de você acordar.

Que eu não fuja da voz que me reconcilia, mas permaneça nela até o fim do dia.

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