segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Quando o Coração Não Anda Inteiro (1RE14)

Começamos o dia cercados por escolhas pequenas que, somadas, revelam quem realmente governa nossa vida. Às vezes não negamos a Deus abertamente — apenas permitimos outras lealdades silenciosas. O conflito não começa nos grandes pecados, mas na divisão do coração.

O capítulo apresenta dois caminhos dentro do mesmo povo. Reis que governam, sacrificam, organizam — mas não removem totalmente aquilo que Deus rejeita. Asa faz o que é reto e busca ao Senhor, contudo os altos permanecem. Há sinceridade, porém não inteireza. A história mostra que a fidelidade não é medida por momentos isolados de devoção, mas pela direção constante do coração.

Deus preserva a linhagem prometida não por causa da perfeição humana, mas por causa da promessa. A lâmpada não se apaga porque o Senhor é fiel ao Seu propósito de redenção. Em meio a reis instáveis, a aliança permanece. Isso aponta para um Reino mais firme que qualquer trono terreno — um governo onde justiça e misericórdia não competem, mas se unem.

Hoje a pergunta não é se fazemos coisas corretas, mas se entregamos tudo. Podemos organizar a vida religiosa e ainda manter “altos” interiores: hábitos tolerados, pecados administrados, áreas onde Cristo não reina plenamente. O coração dividido vive em tensão constante; a paz nasce quando Deus ocupa o lugar inteiro.

Que neste dia não busquemos apenas parecer fiéis, mas caminhar de forma indivisa. O Senhor não procura perfeição imediata, mas entrega verdadeira. Ele sustenta a luz enquanto aprendemos a permanecer nela.

Que meu coração não negocie o que já Te pertence.

Prisioneiro em Cristo — Reflexões do Cárcere

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