sábado, 28 de fevereiro de 2026

Sombras e realidade (1TL10)

Há textos que parecem liberar, mas na verdade estão chamando ao centro. Quando Paulo diz que ninguém deve julgar por causa de festas, luas novas ou sábados, ele não está diminuindo o que Deus instituiu, mas confrontando sistemas humanos que obscureciam Cristo. O problema não era a obediência nascida do amor, mas a substituição da suficiência de Cristo por tradições, rigorismos e práticas que se tornavam fim em si mesmas.

O perigo não está apenas na rebeldia aberta, mas na religião deslocada do fundamento. É possível acumular disciplinas, defender regras e ainda assim perder o foco. Sombras têm valor quando apontam para a realidade; tornam-se engano quando ocupam o lugar dela. Cristo é o corpo, a substância, o centro. Tudo o que foi dado por Deus encontra sentido nEle. Quando a fé se apoia em “preceitos de homens”, ela enfraquece; quando se apoia na obra consumada de Cristo, ela amadurece.

Neste dia, a pergunta não é se você tem práticas religiosas, mas se está completo em Cristo. O que fazemos deve nascer do relacionamento com Ele, não da tentativa de substituir Sua suficiência. A obediência que agrada a Deus flui de um coração reconciliado, não de um esforço para preencher lacunas espirituais.

Que eu não confunda sombras com realidade, mas permaneça unido Àquele que é a plenitude de todas as coisas.

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